sexta-feira, 25 de julho de 2014

Como o Mundo Corporativo Contrataria um Novo Técnico para a Seleção Brasileira?

O assunto desta semana é a escolha de Dunga como técnico que dirigirá a outrora gloriosa seleção canarinho. 
Não obstante os duzentos milhões de técnicos que em pesquisas oficiais ou oficiosas fizeram suas apostas em nomes como Tite, Zico, Pepe Guardiola ou Muricy, o fato é que o bom filho à casa torna. 
Costumo trazer meus exemplos para o mundo corporativo e desta maneira, vejamos como seria um anúncio para a posição, assim como uma análise sobre sua eleição. 
  • Oportunidade única de emprego: empresa líder em seu mercado de atuação procura gestor para sua principal unidade de negócios, com o objetivo de desenvolver trabalho de longo prazo, visando o ano de 2018. Atrativo pacote de benefícios composto por remuneração fixa e variável atrelada a resultados da equipe. Face à alta visibilidade da posição, terá oportunidade de firmar contratos publicitários, ministrar palestras e prestar eventuais consultorias. Se reportará diretamente ao presidente do conselho.
  • Perfil desejado: conciliador, deverá agregar os colaboradores assim como harmonizar os interesses de dirigentes, conselheiros e patrocinadores. Bom comunicador, será o porta-voz da instituição com a imprensa por meio de coletivas e entrevistas. É requerido que possua larga experiência no setor, com comprovado sucesso em empresas de primeiro escalão no Brasil e no exterior, preferencialmente no continente europeu. Viagens constantes e longos períodos de concentração completam o perfil do cargo. 
  • Desafio: a unidade de negócios passa por um momento crítico, devido aos resultados pífios apresentados no último trimestre, derrubando sua posição no ranking internacional do setor. Sua imensa e apaixonada base de clientes solicita mudanças imediatas na empresa, as quais deverão ocorrer em diversos níveis nos próximos meses. O grande desafio está em colocar em prática um projeto modernizante, consistente e de longo prazo em uma instituição centenária, burocrática e política.
Uma vez no cargo, os primeiros dias serão cruciais para que o novo gestor possa entender sua estrutura interna e implementar seu novo estilo de gestão. Para ajudá-lo nesta missão, conjecturemos que tenha contratado uma consultoria que o ajude a analisar o ambiente e seus concorrentes, equipe, estrutura organizacional, força da marca e organograma, traçando um panorama corrente da situação. Imagine como seria a reunião de apresentação dos resultados. 
  • Ambiente externo e concorrência: a globalização ocorrida nos últimos tempos fez com que empresas do setor compartilhassem experiências e melhores práticas por meio da transferência de colaboradores e gestores, reduzindo a vantagem competitiva sustentável da empresa brasileira. Como consequência, novos concorrentes emergiram no cenário mundial, com resultados importantes. Vale salientar que nas últimas décadas o continente europeu sobressaiu-se como celeiro de inovações e competitividade.
  • Equipe e clima organizacional: o clima organizacional da equipe não poderia ser pior. O resultado do ultimo trimestre, considerado o pior da história, aliado a cortes e reestruturações da cúpula à base, abateram a moral e a motivação dos colaboradores. O novo gestor precisará resgatar a moral de maneira dura e disciplinada, uma vez que o perfil do ultimo ocupante do cargo foi considerado democrático e deveras paternalista, sendo considerado um dos responsáveis pelo fracasso. 
  • Força da marca: um pouco arranhada e desgastada na última temporada, sofreu certa pressão dos patrocinadores oficiais, os quais ansiavam por melhores resultados. Seja pela paixão de seus consumidores ou pela pura falta de concorrentes internos, é liquido e certo que a marca continuará forte e sólida, apesar dos críticos de plantão. Considerada como um caso único, com penetração em todas as regiões do país, idades, classes sociais, faixa de renda e sexo. 
  • Organograma: conforme o professor Ichak Adizes, as empresas, assim como os seres humanos, nascem, crescem, envelhecem e morrem à medida em que se tornam engessadas, rígidas, burocráticas, internalizadas e políticas. Será este cenário que o gestor encontrará ao seu redor. Politicagem, toma lá dá cá, mesquinharia, briga de poder e conflito de interesse são as noticias que emanam de sua alta cúpula. Seu poder infelizmente será reduzido neste sentido e seu alinhamento, testado a todo momento. 
Colocado este cenário, a possível escolha de Dunga está muito mais para organograma e alinhamento com os dirigentes, considerando-se as características exigidas para o cargo. Currículo magro, pouca experiência no Brasil e nenhuma no exterior, durão, turrão e avesso a entrevistas. 
Voltando ao mundo corporativo, sua escolha causaria queda nas ações, as quais tendem a refletir a expectativa dos acionistas com o futuro da corporação. Como já dizia o ditado: “não há nada tão ruim que não possa piorar”.
Fonte: Marcos Morita - http://www.qualidadebrasil.com.br/

quinta-feira, 24 de julho de 2014

O Princípio da Motivação

Em recentes pesquisas e apresentações sobre motivação uma pergunta tem sido recorrente: o que nos motiva na vida? 

Desde que iniciei meus estudos sobre motivação humana descobri diversas explicações, conceitos, teorias e experiências que às vezes me confundiram sobre o verdadeiro princípio da motivação. 

Porém, isto me estimulou a procurar no convívio diário com profissionais, executivos, alunos e amigos o verdadeiro sentido do que nos motiva na vida.

De certo que não encontrei uma explicação definitiva sobre o assunto, mas percebi uma linha de conduta comum a todas as pessoas bem sucedidas que mantive e mantenho contato até hoje. O traço comum de comportamento que coloco como um dos princípios da motivação humana é a capacidade de pensar positivamente sobre seu futuro.

O fator “visão positiva do futuro” faz com que as pessoas tragam algum significado para suas vidas. Quando pensamos sobre nossos futuros estamos criando uma ponte para o sucesso. Nossas ações passam a ter um sentido à medida que organizamos os sonhos e ambições. É fundamental ter sonhos para que encontremos motivos em nossas vidas.

O sonho é o primeiro passo para a concretização dos objetivos. Para alguns o sonho é casar e ter filhos, para outros é ser bem sucedido profissionalmente, em outros casos é ter mais tempo para si mesmo, e assim por diante. À medida que projetamos estes sonhos em nossas mentes criamos condições favoráveis para vivermos motivados para alcançá-los.

Em função disso, afirmo que para encontrar a motivação para o dia-a-dia é preciso primeiramente ter sonhos, projetos sobre o futuro, uma visão clara e significativa de onde se quer chegar ou o que se quer fazer com a própria vida. É preciso ter um sentido maior e que faça a diferença para si mesmo.

Há um caso real que reforça esta idéia: a do psiquiatra judeu Viktor Frankl que, preso no campo de concentração de Auschwitz, em plena Segunda Guerra Mundial, traçou três metas ao chegar naquele local deplorável: manter-se vivo, ajudar as pessoas com seus conhecimentos médicos e aprender alguma coisa com aquela situação. Ele conseguiu! No livro “Em busca de sentido”, Viktor Frankl descreve os horrores daqueles momentos quando foi quase vítima do extermínio, mas por definir claramente seu futuro agiu diariamente motivado para cumprir suas três metas.

No mundo corporativo também encontramos casos semelhantes de determinação, motivação e foco no sucesso. O exemplo mais recente é da empresa japonesa Toyota. Há alguns anos seus executivos traçaram a meta de ser não somente a melhor empresa de fabricação de automóveis, mas a maior.

 Este plano está se tornando realidade porque seus funcionários, clientes e fornecedores compartilham este futuro. Um executivo da indústria de autopeças contou-me, certa vez, um fato interessante sobre o relacionamento e visão compartilhada relativo a montadoras, na qual a Toyota foi citada. 

Segundo ele, quando havia algum problema no material entregue, as montadoras costumavam chamar para uma conversa e apontar “o erro do fornecedor”, enquanto que a Toyota chamava para a reunião abordando “a resolução de um problema nosso”. Os profissionais da Toyota colocavam a situação como algo a ser resolvido em conjunto e o ônus era partilhado entre as partes.

Isso fez e faz toda a diferença.
Voltando aos sonhos, é preciso ter cuidado com o tamanho deles. Algumas vezes o sonho é tão grande que, para ser alcançado com sucesso, deve ser dividido em pequenas partes. Caso contrário, a frustração de não atingir aquele objetivo é um fator de desmotivação tão poderoso que poderá ocasionar a sensação de derrota.

Para se chegar à vitória é preciso pensar nela primeiro. Vários esportistas e executivos de sucesso já apontaram que o fator determinante de suas conquistas foi a associação de uma visão positiva de seu futuro, com a determinação para alcançar a vitória. É preciso sonhar e agir. Planejar e realizar. Conquistar e comemorar.

Como sabemos, a motivação é um fator intrínseco ao ser humano e influenciado por fatores externos (pelo meio em que vivemos e pelas pessoas que convivemos). Por isso, nada mais natural que o princípio da motivação se encontre em nossos sonhos, desejos e ambições que, aliados a um sentido de ação, tornam-se a visão de futuro que nos impulsiona a realizar, agir, fazer, trabalhar, namorar, crescer e, enfim, viver.

Motivos não faltam; basta dar um sentido a eles.

Fonte - Rogerio Martins  - http://www.qualidadebrasil.com.br/

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Clientes Irritantes

Na hora da irritação…
Não grites; não escrevas; não prometas; não te ausentes; não compres; não vendas; não te agites; não opines; não gracejes e não reclames…

Recolhe-te ao silêncio por alguns minutos, e entrega-te à oração, rogando o auxílio da Providência Divina.
Sentirás, então, que a crise te haverá deixado e retomarás a normalidade da própria vida, para reger com segurança as próprias decisões.
Para todos que têm que tratar com clientes irritantes, ou com pessoas que se acham superiores aos outros, aprenda como administrar essa situação conhecendo uma interessante história de uma esperta funcionária da United Airlines.
Um vôo lotado da United Airlines foi cancelado.
Uma única funcionária atendia e tentava remanejar uma longa fila de passageiros. De repente, um passageiro irritado cortou toda a fila até o balcão. Ele jogou sua PASSAGEM no balcão e disse: – “Eu tenho que estar neste vôo e tem que ser na Primeira Classe.”
A funcionária respondeu: – “Me desculpe, senhor. Eu ficarei feliz em poder ajudá-lo, mas tenho que atender estas pessoas primeiro, já que elas estão aguardando suas respectivas posições na fila pacientemente. Farei de tudo para poder satisfazê-lo quando chegar a sua vez na fila.”
O passageiro ficou irredutível e disse, alto o bastante para que todos na fila ouvissem: – “Você faz alguma idéia de quem eu sou?”
Sem hesitar, a funcionária sorriu, pediu um instante e pegou seu microfone, anunciando: “Posso ter um minuto da atenção dos senhores, por favor?”
Sua voz ecoou por todo o terminal. E continuou: – “Nós temos um passageiro aqui no balcão que não sabe quem ele é, e deve estar perdido! Se alguém é responsável pelo mesmo, ou algum parente, ou então puder ajudá-lo a descobrir sua identidade, favor comparecer aqui no balcão da United Airlines. Obrigada!”
Com as pessoas atrás dele gargalhando histericamente, o homem olhou furiosamente para a funcionária, rangeu os dentes e disse, gritando” – “Eu vou prejudicá-la para sempre… você perderá o seu emprego…agora você se arrependerá de ter falado assim comigo!”.
Sem recuar, ela sorriu e disse: – “Me desculpe, senhor, mas o senhor vai ter de esperar na fila pra isto também”
Não vale a pena ser “estopim curto”. Por causa do “estopim curto” o lutador perde a luta, e o comerciante, a freguesia; o doente abandona o tratamento; a mãe maltrata o filho; o casal se separa e muitas outras coisas mais.
Com paciência , no entanto, o artista termina a obra, o negócio prospera, a saúde retorna, o bem se efetiva, a paz retorna ao lar, e tudo prossegue em paz. Portanto, a forma mais inteligente de sair de situações constrangedoras e lidar com pessoas irritantes é dominar os teus nervos.
Quando o sangue fervilhar nas veias, cala-te e espera a “onda” passar. Tenha paciência.
Por se achar muito próximo da bomba, o “estopim curto” é o primeiro a ser atingido.

Fonte: Clientes irritantes - http://www.qualidadebrasil.com.br/

terça-feira, 22 de julho de 2014

Ser LEAL - uma questão de ATITUDE

Como a lealdade modela nossas crenças, valores e formas de sucesso na vida? 

Este será o tema que trabalharemos detalhadamente neste artigo.

O que é Lealdade? Lealdade, o estado de ser leal; o propósito ou devoção de fidelidade a alguma pessoa, ou a uma causa (http://pt.wiktionary.org/wiki/lealdade).

Inicio nosso momento com uma pergunta interessante para a vida: A que você é leal?
De uma premissa temos muitos casos para citar: Que a falta de lealdade entre as pessoas hoje destrói mais as empresas que a falta de competência, que a falta de lealdade entre as pessoas hoje em um casamento destrói mais as famílias que a falta de amor, que a falta de lealdade entre as pessoas hoje em uma amizade destrói mais os vínculos que a falta de contato.
Minha primeira dica a quem pretende evoluir como pessoa é:
Vista a camisa do time no qual você faz parte, seja o time da família, da empresa, da vizinhança, da associação, da sua pátria, pois se você não veste a camisa de um time... Então você não pertence a nenhum!

As pessoas são a nossa maior fonte de aprendizado, pois nascemos pelas mãos de alguém e provavelmente seremos carregados por outras em nossa “morte”. O aprendizado recíproco pelos seres humanos é uma fonte fantástica de aprendizado e devemos selecionar bem as pessoas com as quais dividimos nossos sonhos e experiências, pois há duas formas fundamentais de sermos felizes:
  1. Acentuando e intensificando ao máximo nossos momentos de felicidade.
  2. Diminuindo, na medida do possível, os aborrecimentos que vierem a acontecer, pois além de lições de vida, eles também nos trazem serenidade, humildade, crescimento pessoal, entre outros.
 Reconheça e AGRADEÇA sempre o empregador que lhe deu a oportunidade de ser um profissional, e de se parar para empreender seus sonhos. Pois as suas lideranças e sua empresa só progredirão, se você progredir com eles. O profissional que não está progredindo diariamente está enfraquecendo o seu crescimento pessoal, o do seu empregador, e por consequência de seu país!
Vejo que os empregadores devem manter um colaborador na empresa enquanto este colaborador traz lucro à instituição, joga em equipe e evolui em pleno equilíbrio. 

EXCELÊNCIA É UM COMPROMISSO PESSOAL, É A ATITUDE QUE DISTINGUE O PLENO CRESCIMENTO DA MEDIOCRIDADE.
As pessoas vivem na maioria das vezes culpando as circunstâncias por aquilo que são. Não acredito em circunstâncias... Acredito que quem prospera neste mundo são as pessoas que saem à procura das circunstâncias que desejam e, se não as encontram, criam-nas.
Para criar estas circunstâncias ou aproveitá-las ao máximo, a lealdade é um fundamento que faz toda a diferença, que nos permite uma vida de mais equilíbrio e excelência. Para que o entendimento e a prática da lealdade sejam facilitados, criamos os Princípios da Lealdade, balizamentos para o processo decisório e para o comportamento que o auxiliarão em seu dia-a-dia, permitindo que a busca pela excelência se torne algo natural, e não um comportamento com dia e hora marcados.

PRINCÍPIO I
ACEITE SEU VALOR, RECONHEÇA O VALOR DOS OUTROS.
Todas as pessoas têm seu valor, inclusive você. Aceite seu valor e reconheça o valor daqueles à sua volta. Aceitar e reconhecer o valor são a base de uma mudança bem sucedida e talvez o caminho mais rápido para a prosperidade.
Tudo começa com o reconhecimento do próprio valor, do valor dos outros e do valor de cada coisa viva que faz parte da evolução e do equilíbrio da Natureza. Todos os indivíduos nascem com a capacidade de contribuir e trazer talentos singulares e diversificados ao mundo.  Sem a crença de que cada pessoa tem seu valor, não há base sobre a qual construir um relacionamento.
O valor é essencial a todas as pessoas – em suas vidas particulares, como membros de famílias e organizações sociais, e em suas vidas profissionais, como membros de grupos, equipes e organizações.
Quando o valor é realmente reconhecido, as tarefas se tornam muito mais significativas para o indivíduo e a produtividade pessoal, institucional, comportamental e social aumentam consideravelmente, gerando equilíbrio.
O valor de si próprio é a base da vida. Se você não acreditar que tem valor, será difícil, talvez impossível, desenvolver integralmente a sua capacidade como ser humano, pois no momento em que você passa a evoluir, por consequência melhora a sua comunicação e os ambientes por onde passa, tornando o valor conjunto mais nobre.

PRINCÍPIO II
TRANSMITA CONFIANÇA
Quando existe confiança entre duas ou mais pessoas, a mudança é mais rapidamente aceita. Confiar em outros e contar com a confiança dos outros faz com que você e os outros sejam indivíduos positivos, produtivos, prósperos e sinérgicos.
A confiança é o catalisador da mudança bem sucedida, uma nobre atitude e o caminho mais rápido para um “enriquecimento” conjunto.
Quando a confiança é o ponto central em qualquer organização, equipe, família, país ou relacionamento, o nível de produtividade de cada um e de todos aumenta.
Temos vários exemplos na história e algumas culturas que nos ensinam suas senhas de sucesso. Onde a confiança é o elo mais forte, a mudança é enfrentada pela cooperação, com mais segurança, com mais lealdade, pelo consenso e comprometimento pessoal, igualitário e fraterno.
A confiança gera tolerância, cria uma irmandade, supera preocupações e erros e se acaso houver “fracassos”, eles serão transpassados de forma mais eficaz, indiferente das suas proporções. Levando os envolvidos a uma causa comum e ações corretivas e coletivas eficazes, assim a comunidade, na sua totalidade, será beneficiada, enriquecida, equilibrada, enobrecida.

PRINCÍPIO III
APRENDA POR EMPATIA
A empatia vai muito além de se colocar no lugar do outro, pois sem a racionalidade e o raciocínio certo a empatia pode virar uma estratégia contrária à sua filosofia de vida, ao seu negócio, à sua família etc.
Aqueles que aprendem continuamente sobre si mesmos, sobre os outros, sobre a importância do trabalho e conseguem ver a fabulosa riqueza que o universo nos oferece, têm maior possibilidade de mudar e prosperar em todas as amplitudes.
Aprender diariamente intensifica seus melhores momentos e valoriza a sua vida como um todo. Observando os outros, ampliando seus interesses e abrangendo perspectivas diferentes, podemos desenvolver uma compreensão instintiva sobre a mudança no sentido mais nobre da vida. A vida nos foi dada de presente pelo nosso elo maior e a única coisa que temos de fazer é selecionar, no catálogo do Universo, as mudanças necessárias para o nosso desenvolvimento pelo livre arbítrio.
A aprendizagem, por sua própria natureza, promove a comunicação dos indivíduos, favorecendo a confiança e o crescimento mútuos. A tecnologia está para nos servir, pois a única fronteira que o homem terá que conhecer, daqui para frente, é a sua própria evolução e a do seu semelhante. A empatia é o catalisador. Aprender e saber usá-la é a única coisa que terá que fazer para se tornar supremo e, com isso dominar as mudanças e gerar a liberdade de criação na sua totalidade.
A vontade de aprender libera a mente e a expande de forma ilimitada, para considerarmos as novas condições de um futuro criado por nós, por meio da compreensão do
que chamamos “hoje” desconhecido. As mudanças daqui para frente beneficiarão de forma ilimitada as pessoas de atitude, pois a única regra do futuro se resumirá às escolhas do que e de como fazer, do livre arbítrio e não mais do controle do medo, que assassina a criatividade e o raciocínio de milhões que temem a crítica dissidente.

PRINCÍPIO IV
TENHA NA MUDANÇA A ÚNICA CERTEZA PARA O CRESCIMENTO
Mudar é o destino dos seres humanos. Essa mudança pode ser comportamental, física, espiritual, emocional, financeira, profissional, sentimental etc. A mudança é inevitável e aumenta em proporções globais.
Muitas pessoas resistem às mudanças, pois para muitos ela é dolorosa. A equação para a prosperidade é simples:
- Se a sua Capacidade de Resposta às Mudanças (CRM) é maior que o “problema”, você estará sempre em evolução:
CRM > Problema = Prosperidade
- Se a sua CRM é menor que o “problema”, você está fadado à falência pessoal, física, emocional e financeira:
CRM < Problema = Falências Múltiplas
A questão é bem simples: ou você é parte do problema ou parte da solução.
A mudança é a principal força de nossa época, ela afeta praticamente todos os aspectos das pessoas na Terra. A mudança é intrínseca, nem boa, nem ruim; não podemos controlá-la, mas podemos controlar a estratégia que nos levará à prosperidade e às reações diferentes daqueles que ficam esperando sem fazer nada. Pois existem, e provavelmente existirão, quatro tipos de pessoas no mundo:
  • As que fazem a mudança acontecer e prosperam com isso;
  • As que veem as mudanças acontecerem e ficam neutras;
  • As que veem as mudanças acontecerem, suas vidas serem devastadas em longo prazo e não fazem nada além de reclamar;
  • E as que nem sabem que tem alguma mudança acontecendo, vivem na mediocridade absoluta sem perceberem isso. Logo, sem cérebro, sem dor.
Fonte: Paulo Silveira  - http://www.qualidadebrasil.com.br/

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Peter Drucker - O Pai da Administração Moderna


"A eficácia dos gerentes é a nossa maior esperança para tornar a sociedade moderna economicamente produtiva e socialmente viável". Peter Drucker.

Peter Ferdinand Drucker (19/11/1909 – 11/11/2005) foi um filósofo e economista de origem austríaca, considerado como o pai da administração moderna, sendo o mais reconhecido dos pensadores do fenômeno dos efeitos da Globalização na economia em geral e em particular nas organizações, sendo o principal pensador empresarial e das teorias da Administração no Século XX, despontou no Século XXI em pleno vigor intelectual e o mais importante, com idéias sempre brilhantes, até a sua morte. Sua obra é extremamente abrangente, tendo escrito sobre tudo o que os executivos fazem, pensam e enfrentam. 

Suas idéias sempre são discutidas, analisadas, estudadas, tanto nas empresas quanto nas universidades, pois abrangem temas como privatização (chamada por ele de "reprivatização" na década de 80), a Administração (ou Gestão) do Conhecimento também é uma de suas idéias, lançada no seu livro "The Age of Discontinuity", de 1969. Ou seja, há mais de 40 anos Drucker analisava as implicações do conhecimento como sinônimo de poder e propriedade, o que hoje é discutido amplamente em termos de Capital Intelectual, Gestão do Conhecimento, Inovação estratégica, "Empowerment" etc.


Suas experiências de vida, na Áustria dos anos 20 e 30 (Séc. XX), exerceram uma grande influência em seu pensamento e sua obra, pois ele acredita que foi uma má Administração a responsável por mergulhar a Europa na catástrofe que viu em sua juventude e teme que a esfera de ação da má Administração venha a se ampliar, pois as organizações estão se tornando cada vez mais complexas e interdependentes.


Seu primeiro livro, escrito em 1946, Concept of the corporation, constituía uma investigação pioneira do intrincado funcionamento interno da General Motors, e demonstrou que o gigante do setor automobilístico era muito mais um sistema social repleto de labirintos do que uma máquina econômica.


Desde então, já são mais de 29 livros. Ao longo de sua vida, criou frases e defendeu conceitos como Administração por Objetivos (APO). Muitas de suas inovações tornaram-se realidades na prática administrativa. Por exemplo, elogiou as grandes organizações, mas também previu o seu desaparecimento. Seu livro Managing for results, de 1964, foi o primeiro livro sobre o que hoje se denomina estratégia. A obra The effective executive, de 1966, foi o primeiro e, até hoje, o único livro sobre o fato de o comportamento ser um ponto de apoio ou uma exigência que se faz do profissional.


O ápice de sua obra pode ser considerado como formado por dois livros extensos e brilhantes: The practice of management (1954) e Magement: tasks, responsabilities, practices (1973), que possuem um alcance enciclopédico e são completos em sua perspectiva histórica. Mais do que qualquer outra obra, abrangem a essência do pensamento e da prática da Administração. Ambas estão editadas em português.


Além de escrever, Drucker teve uma carreira discreta como professor universitário e atuações esporádicas em Consultoria. Ele foi professor de Filosofia no Bennington College, entre 1942 e 1949, e tornou-se professor de Administração na Universidade de Nova York, em 1950 - como ele mesmo recorda com orgulho, "a primeira pessoa em qualquer parte do mundo a possuir tal título e a ensinar tal disciplina". A partir de 1971 lecionou na Claremont Graduate School, na Califórnia (onde faleceu).


Drucker se considerava tanto um jornalista quanto um professor universitário ou consultor. Em sua autobiografia ele enfatizava seu papel como um intérprete jornalístico das tendências sem se envolver diretamente nos fatos. Ele tecia críticas pesadas às escolas de Administração, considerando que "as faculdades de Administração nos EUA, instituídas há menos de um século, têm preparado escriturários bem treinados". Drucker não quis, em diversas ocasiões, associar-se a Harvard, e observa que "somente agora, em minha idade bem avançada, a Universidade tem-se mostrada disposta a me aceitar".


A maior conquista de Drucker reside em identificar a Administração como uma disciplina humana e desvinculada do tempo. Ela foi utilizada para construir a Grande Muralha da China, erguer as pirâmides, cruzar os oceanos pela primeira vez e comandar exércitos. Nas suas palavras: "Administração significa tarefas e é sinônimo de disciplina, mas também significa seres humanos. Toda realização da Administração é também a realização de um dirigente. Todo fracasso representa o fracasso de um dirigente. As pessoas administram, não as forças ou os fatos. A visão, a dedicação e a integridade dos gerentes determinam se existe uma Administração ou um mau gerenciamento."


Drucker colocou em nossas mãos a importância histórica da Administração. Porém, embora ela seja uma ciência universal, isso não significa que sejamos muito bons em praticá-la ou que estamos nos aperfeiçoando em sua aplicação. Em 1995, ele declarou: "na realidade, muito pouco tem mudado até agora. A maioria das organizações está sendo administrada de modo muito similar ao que eram quando comecei a estudá-las pela primeira vez. Possuímos muitos instrumentos novos, mas poucas idéias novas."


Para que se tenha uma idéia da atualidade de seus escritos, basta lembrar que em sua obra Management: tasks, responsabilities, practices, de 1973, ele estabeleceu cinco princípios básicos para o papel do dirigente: 



(1) definir objetivos;


(2) organizar; 


(3) motivar e comunicar;


(4) avaliar; e, 


(5) desenvolver pessoas.


Para ele, esse é um dos papéis fundamentais do administrador: assumir uma função educacional, proporcionando aos demais uma visão e habilidade para desempenhá-la. Para Drucker, é a visão e a responsabilidade moral que, em última instância, define o administrador. 


Complementando sua visão futurística, vamos ver quais as "tarefas" que Drucker considerava essenciais para o administrador do futuro (o que impressiona é que isso foi escrito há mais de 50 anos). Para ele, "os dirigentes do futuro devem:


1. Administrar por Objetivos.


2. Assumir maiores riscos e por um período mais longo.


3. Ser capazes de tomar decisões estratégicas.


4. Ser capazes de formar uma equipe integrada, cujos membros individuais tenham a capacidade de administrar e de medir seu próprio desempenho e os resultados em relação aos objetivos comuns.


5. Ser capazes de comunicar informações de forma rápida e clara.


6. O dirigente do futuro deve ter condições de enxergar a empresa como um todo e de integrar sua função nesse contexto. Tradicionalmente, esperava-se que o gerente conhecesse uma ou mais funções. Isso não será mais suficiente. 


No início do terceiro milênio, continua valendo a pena ler o que Peter Drucker tem a dizer, pois sua lucidez e conhecimentos sobre a Ciência da Administração são de uma pessoa que tem uma vida inteira dedicada ao estudo das organizações.


Peter Drucker foi, sem dúvidas, o pensador que mais insistiu na importância da eficácia. Segundo ele, eficácia significa fazer as coisas acontecerem. Só isso? Exatamente. Parece simples, mas poucos são os profissionais que realmente têm a capacidade de fazer o que tem que ser feito e entregar resultados satisfatórios. A boa notícia é que a eficácia é um hábito que podemos adquirir como qualquer outro hábito, ou seja: a partir da prática, podemos conquistá-la.



Drucker aponta cinco práticas essenciais para uma pessoa se tornar um profissional eficaz. São elas:


a) Gerenciar o tempo - O tempo é um recurso limitante e totalmente irrecuperável. "Se você não souber gerenciar o seu tempo, não poderá gerenciar coisa alguma", diria o professor Drucker. Em 24 horas, o relógio corre literalmente contra nós, o que faz da gestão do tempo uma questão fundamental na vida de todos nós.


b) Esforçar-se para dar contribuições - O foco na contribuição é a chave da eficácia. Significa transferir a atenção do profissional de sua própria função, de sua especialidade específica, para o desempenho da empresa como um todo. Drucker recomenda que se faça sempre a seguinte reflexão: "que tipo de contribuição posso oferecer que afetará de forma significativa o desempenho e os resultados da empresa em que trabalho?". Devemos sempre ter uma clara noção do todo. Nunca devemos nos esquivar de uma missão importante com a desculpa de que "isso não faz parte do meu trabalho, não sou pago para isso".


c) Tornar produtivos os pontos fortes da organização - Nada se constrói sobre a fraqueza e, para conseguir resultados, devemos usar todas as forças disponíveis - a dos colegas de trabalho, a dos superiores e a nossa própria. O executivo eficaz não toma decisões sobre pessoal para diminuir fraquezas, e sim para aumentar a força da empresa. 


d) Concentrar seus esforços nas tarefas mais importantes para atingir resultados - Um dos segredos da eficácia reside na concentração dos esforços. Primeiro o mais importante. Devemos saber lidar com a realidade de que sempre há mais coisas a fazer do que tempo disponível para realizá-las. Para sermos eficazes, devemos saber estabelecer prioridades e, também, posterioridades - aquelas tarefas que adiamos ou até mesmo abandonamos.


e) Tomar decisões eficazes - Drucker observa que a decisão certa exige tanto análise quanto coragem. Cada decisão é um julgamento de risco: é um comprometimento de recursos presentes com um futuro incerto e desconhecido. Se o processo de tomada de decisão for cuidadosamente observado e as medidas necessárias forem tomadas, diminui-se o risco e aumenta-se a chance da decisão ser bem-sucedida. 


Copiado: http://jotamarketing.blogspot.com.br/

sexta-feira, 18 de julho de 2014

A Cultura do Agradecimento


A rotina exacerbada a qual o ser humano é submetido cria hábitos, que muitas vezes, o afasta da sua condição de ser social e de transformar ambientes que poderiam ser amistosos em ambientes hostis. E, geralmente ele entra nesta roda-viva e não se dá conta disso. Começa a agir por impulso, se condiciona e pronto: esse passa a ser um novo padrão de comportamento.

Quer um exemplo? Qual a sua opinião sobre a pessoa que reclama quando percebe que alguém não está fazendo um atendimento que não está de acordo com o regulamentado ou com as suas expectativas? É certo ela reclamar? Claro que sim. Desde que ela saiba como fazer isso.

Ok. Até aí, tudo certo. Mas quando essa mesma pessoa percebe (será mesmo que percebe?) que está sendo bem atendidas em todas as suas solicitações? Será que ela agradece? Muito provavelmente não! É a cultura do “ele não está fazendo mais que a sua obrigação”...!

E isso acontece não apenas no meio familiar, mas também no meio profissional. Reflita: quantas e quantas vezes você pede algo a alguém, é atendido e não agradece? Ah, sei você esquece de agradecer... entendo. Mas quando acontece o contrário. Ou seja, quando você faz algo para alguém e não recebe um agradecimento, você também “esquece” de perceber que a pessoa não agradeceu? Muito provavelmente não. Por falar nisso, você já agradeceu àquela pessoa que respondeu a pergunta que você fez por e-mail? Ela está esperando o seu agradecimento.

E o que dizer daquele candidato que participou do processo seletivo e até hoje aguarda uma resposta sua? Você já agradeceu a participação dele?

Reflita: Que exemplo você esta dando para as outras pessoas?

Evite passar por uma pessoa mal educada: agradeça. Não custa nada e vai ter um valor enorme para quem recebe.
Não sei se você sabe, mas, tempos atrás, grupos de trabalhadores se reuniam para agradecer a Deus pela colheita e por outros bons acontecimentos  que aconteceram em mais um ciclo que estava se fechando. Foi assim que surgiu o Thanksgiving Day (ou o Dia de ação de graças). Isso não aconteceu no Brasil, mas poderia ter acontecido aqui ou em qualquer lugar do mundo. Afinal, o ato de agradecer é universal e independe de ideologia política, religião, orientação sexual ou de qualquer outro fator que segregue.

Aliás aqui no Brasil há o movimento de resgate do Dia Nacional de Ação de Graças, onde o lema é “Digamos sempre obrigado pois não conquistamos nada sozinhos”. Você pode conhecê-lo melhor e ver as ações que são realizadas se acessar o site www.acaodegracas.com.br. Recomendo.

Que tal elaborar uma versão miniatura deste movimento na sua empresa? Tenha certeza que, no mínimo, haverá um impacto positivo no clima organizacional.
Tenha certeza também que todos tem algo a agradecer. Ajude a quebrar o paradigma da invisibilidade dos gestos e das pessoas quando o interesse é não agradecer, inventando desculpas.

No inicio deste artigo, discutimos sobre a capacidade que temos de começar a agir por impulso, se condicionar e, a partir daí, assumir um novo padrão de comportamento.
Então convido você a mudar seus paradigmas. Descobrir não apenas uma, mas várias razões para mudar a sua maneira de agir, de pensar e de entender o mundo e agradecer. Agradecer  ao seu Deus, ao motorista do ônibus, ao gari e a quem mais fizer, de qualquer forma, o bem para você.

Agradeça a sua família, por ela dar o suporte necessário a sua existência.Combata a cultura do “esquecimento” de agradecer.  E lembre-se de que um agradecimento não tem custo, mas tem um valor inacreditável.
Eu agradeço, a você, entre outras coisas, por ler esta minha reflexão.



Fonte: Odilon Medeiros - http://www.qualidadebrasil.com.br/

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Como Contratar Consultoria?

Antigamente esta era uma atividade que enfrentava muita resistência por parte das empresas. Afinal, não é muito agradável discutir questões particulares do negócio com pessoas estranhas. 

Por outro lado sempre existia a possibilidade de que esse recurso poderia significar que a empresa não tinha competência para enfrentar os seus problemas. 

Hoje a situação está mais facilitada.
Há compreensão mais clara da contribuição e efetividade de um olhar externo sobre os negócios. Principalmente se for de profissionais competentes. Por isso no processo de contratação de consultoria não hesite em fazer pesquisas e buscar indicações, principalmente de clientes.

Na questão de visão externa as grandes empresas dispõem de um Conselho de Administração, dotado de profissionais gabaritados que exercem um olhar crítico para garantir sustentabilidade aos negócios. Esse olhar externo tem sido um fator de rara contribuição para os negócios em geral. O posicionamento isento e competências diferentes das alocadas no negócio podem fornecer uma análise mais abrangente das oportunidades e das dificuldades a operar. Mas será que as pequenas empresas precisam, ou melhor, poderiam suportar um processo de consultoria.,

Bem, costumo dizer, e já escrevi um artigo sobre isso, que os pequenos empresários não tem pequenos problemas. Aliás, ás vezes até o espaço de manobra é menor e, portanto, de solução mais difícil. Além do mais há problemas de ordem pessoal. Pequenas empresas, ou mesmo as médias empresas, são compostas, de maneira geral, por pessoas muito próximas, quando não familiares, o que dificulta um posicionamento profissional mais consistente e direto.

 Bem, mas voltando, porque as empresas contratam consultoria? Os motivos são muito variados, mas podemos citar alguns exemplos:
  • - Por questão dessa visão externa que possibilita uma revisão das ações organizacionais e de identificação de gargalos e de reposicionamento. Esta é um motivo recorrente das empresas na busca de consultorias que podem ser de várias expertises dependendo da necessidade mais emergente.
  • - Outro motivo refere-se á necessidade de maior velocidade e aprofundamento em determinado tipo de atividade. Interessante notar que nestas questões há sistemáticas para a contratação de profissionais aposentados e que, normalmente, detém expertise técnica específica para dar um impulso ao desenvolvimento dos negócios.
  • - Também encontramos empresas que necessitam de profissionais para analisar questões que envolvem relações pessoais onde uma visão externa e isenta sempre permite um posicionamento mais equilibrado e livre de comprometimentos. E poderíamos falar de muitos outros motivos, mas é importante entendermos como contracenar com as consultorias. Em primeiro lugar a necessidade não precisa estar clara, mas precisa ser discutida de maneira clara.

Um cliente, certa vez, me fez uma observação, no mínimo interessante. Ele disse: para os médicos e consultores é necessário ser sincero, senão se está jogando dinheiro fora.
É verdade. É necessária uma relação de clareza e definição de objetivos. Outra questão importante é a da definição das expectativas. Este é um ponto muito complicado. Os resultados, na ação da consultoria, dependem diretamente de uma ação conjunta entre Empresa e Consultoria. A responsabilidade é dividida. Até porque, como sou psicólogo entendo assim: a Consultoria assemelha-se muito á terapia. Você não vai a terapia para se tornar outra pessoa.

Vai-se á terapia para ser a mesma pessoa, melhor! Esse é o ponto. A empresa não pode ser despersonalizada. É determinante respeitar-se a Cultura Organizacional. 

E quando contratar uma consultoria? Este também é um ponto controverso. Mas é importante observar alguns sinais, como por exemplo. Há empresas que, no processo de sucessão iniciam o trabalho após o falecimento do sucedido. Ora, não há muito que fazer!

É necessário planejamento para um bom resultado. Mais uma vez vou pedir licença para fazer uma nova analogia. Quando devemos ir ao médico? Quando os sintomas forem intoleráveis? Lógico que não. Precisamos sentir os sinais e agir de maneira preventiva.

Com consultoria também é assim. Talvez devêssemos imaginar a possibilidade de um check up! Sem forçar a barra, mas a saúde dos negócios também tem sua importância. Bem o assunto é muito abrangente e poderíamos ir muito mais além, mas o importante é iniciar uma análise aberta de um recurso empresarial que, se bem administrado, pode trazer excelentes resultado

Fonte: Bernardo Leite Moreira - http://www.qualidadebrasil.com.br/

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Gestão e Administração Proporcional

Estamos todos nas trilhas (velhas, novas ou renovadas), caminhando em ritmos acelerados com uma conscientização comum de que a palavra sobrevivência (em todos os níveis e para qualquer atividade) é o ponto mais preocupante dos que: ingressam, permanecem ou obrigatoriamente procuram por novas soluções para continuar assegurando dignidade, respeito e utilidade, diante da expectativa de troca por retornos mínimos que garantam equilíbrio, sustentabilidade e reservas para os avanços. 

Não adianta ficar vendendo sofisticação ou qualificação que não estejam no passo seguinte, natural e evolutivo das pessoas e seus negócios. 

O que é importante na evolução pessoal e empresarial é poder perceber as falhas, agir pelas retificações e incluir o ferramental, que garanta mais comprometimento, participação e soluções, aproximando mercados e a própria seleção dos mesmos. 

Não faltam pessoas “ridículas” querendo ofertar fórmulas milagrosas para criar mudanças. Alguns dizem que o diferencial está no corpo a corpo, outros que as equações estão nas tecnologias dos processos e informações.

O principio está na natureza e tradição de cada região, está em poder ser forte aonde se nasce, e procurar crescer sem perder a identidade que o fez ser diferente. A tecnologia começa sempre pelo domínio e conhecimento do que se está fazendo, sua evolução depende do histórico evolutivo, resultante de uma boa sala de aula participativa, aonde todos são preparados para contribuir. Meu filho terá que escrever, evitando quebrar grafites dos lápis, usando apontador e borracha, até chegar a uma composição que permita o entendimento e uso adequado do reino virtual.  

Nunca contrate nenhuma novidade (consultores, palestrantes, assessores), sem que isso seja amplamente discutido pelo seu grupo e definido como necessário. Aquela história de que os que vêm de fora, geralmente enxergam coisas que você não tinha percebido, muitas vezes é porque você mesmo não liberou seus colaboradores para que se soltassem e evoluíssem para geração de novidades. 

Mudanças sempre devem ser baseadas quando da percepção de sofisticação e hábitos dos novos públicos a serem atendidos. Tome cuidado quando o crescimento for acelerado, pois novos processos não garantem a fidelização, que deve se diversificar sem afetar a continuidade daqueles que até hoje fazem questão de enfrentar filas e serem reconhecidos pelos nomes. 

Gente jovem, não representa idade ou custos baratos, mas mentes que trabalham pela adaptação do conhecimento frente à criação de formas que estabeleçam relações. ]

Sempre vai existir o dia aonde a luz apaga, os sistemas deixam de funcionar e ai alguém terá que emitir as notas fiscais, com o conhecimento do porque, do valor das vendas, das deduções, e dos custos que formaram a operação.

Fonte: Sonia Jordão  - http://www.qualidadebrasil.com.br/