segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Como Desmotivar Pessoas?


“Você gosta do que você faz?
Você ama alguém?
Você sente que você é uma pessoa melhor agora do que era no passado?”

Você deve estar estranhando a pergunta do título deste artigo. Mas quando comecei minha carreira como educador de executivos, ministrava um programa chamado “O gerente e a organização”. Este programa era ancorado em seis filmes bastantes didáticos estrelados, por nada mais e nada menos “Peter Drucker”.
Eram filmes feitos na década de 60 com atores usando aquelas gravatas enormes e calças até quase o meio do peito, Peter Drucker era na época um “jovem” consultor no alto dos seus 70 anos. O título de um dos filmes era “Como motivar as pessoas?”
Este filme começava com Drucker e um diretor de empresa caminhando em volta de uma grande fábrica. Em dado momento, o executivo pergunta: “Peter como a gente faz para motivar as pessoas?”. Peter Drucker então faz alguns segundos de silêncio e responde: “Eu estudei a minha vida inteira este assunto e vou te confessar uma coisa… Não tenho a menor ideia! Mas eu sei o que “desmotiva”, e, você também deve saber…. a questão é: o que você faz que desmotiva as pessoas? Pare de fazer, e, é muito provável que a motivação apareça”.
Inspirados por esse sabedoria, podemos fazer uma lista genérica de coisas que podem desmotivar as pessoas:
As mais básicas são:
  • Mantenha a pessoa na ignorância de como está seu desempenho. Ela não precisa saber se está indo bem ou mal, se está atendendo às expectativas, e, principalmente, ela não tem porque saber no que ela realmente precisa melhorar.
  • Faça-a pensar que o trabalho dela não tem a menor relevância e que qualquer um poderia substituí-la.
  • Nunca diga: “por favor”, nem “como vai”, e muito menos “obrigado” para sua equipe.
  • Quando vierem te perguntar algo, mantenha os olhos no computador. Responda sem parar o que você estiver fazendo.
  • Mude todo o trabalho que ela fez e não dê a menor explicação.
  • Não se preocupe em saber da vida pessoal. Se é casado, solteiro ou se está com algum problema sério. Aliás, “nunca” toque nesse assunto, e nem tampouco fale de suas coisas pessoais (essa observação: vale para países latinos).
  • Não elogie, não dê “feedback” de reforço – algumas pesquisas sugerem que você deve elogiar quatro vezes mais do que criticar para ter um efeito significativo -. Elogiar pouco, também está valendo.
  • Estimule sempre a competição entre os subordinados.
  • Nunca admita seus erros ou fraquezas.
  • Não seja claro quando pedir alguma coisa, ela é que tem que saber o que é melhor.
  • Nunca converse sobre o futuro, as aspirações de carreira, ambições, etc.
  • Peça a mesma coisa para pessoas diferentes sem avisá-las. Elas vão acabar descobrindo sozinhas.
  • Nunca deixe de mostrar por palavras e atos quem é o chefe por aqui.
Brincadeiras a parte podemos continuar esta lista ao infinito. Talvez algumas dessas coisas pareçam absurdas, mas posso garantir que não são. Aliás, são bem comuns. Faça a sua lista ou peça para a equipe fazê-la (anonimamente é claro).
Ambientes desmotivadores: além do impacto na produtividade da organização destroem seu futuro.
Na minha experiência, os profissionais que estão acima da média, ou seja, aqueles mais talentosos, quando sentem-se desmotivados, começam rapidamente a procurar outro emprego, e pior, na grande maioria das vezes sem sinalizar nada para a organização.
Se o líder não tem uma relação próxima e aberta com esses talentos, fica difícil perceber e tomar alguma providência antes de perdê-los.
De todos os fatores que impactam a motivação de alguém (salários, benefícios, carreira, equilíbrio na vida e trabalho, etc) sabemos que, isoladamente, o de maior impacto é a relação com o líder. Todas as pesquisas feitas, até hoje, demonstram isso de forma irrefutável. 
É muito comum vermos gerentes bem intencionados brigando por cargos e salários de suas equipes com a justificativa de que precisam motivá-los. Sendo que existe uma lista enorme de coisas que ele poderia fazer pessoalmente com um resultado bem mais impactante na motivação do seu grupo do que um aumento de salário puro e simplesmente, que acaba afetando, quando afeta, o curto prazo.
Neste mesmo filme citado no início, um gerente comercial vem se queixar com Peter Druker sobre a prática de um dos seus vendedores. “Ele liga toda a semana para contar o que está acontecendo em sua região, pergunta pelas novidades, sobre fulano, beltrano, etc….”. Acontece, que tal comportamento estava irritando o gerente, e ele dizia a Peter que o vendedor deveria ser maduro o suficiente para não precisar desse tipo de tratamento. Diante do descontentamento do gerente, Peter pergunta: “Como são os resultados de vendas dele?” Então, o gerente responde: “Não é o meu melhor vendedor, mas está muito longe de ser o pior”. E Peter diz: “Se é isso que ele precisa para se sentir bem e motivado, dê a ele. Deixe ele ligar toda a semana, e, procure dar o máximo de atenção que você puder. Tentar mudar isso vai gerar mais problemas e perda de tempo do que atendê-lo. E o pior, você não vai conseguir. E vai acabar tendo de trocar um bom vendedor, por outro, com outras necessidades, e, talvez não tão bom quanto o anterior. Lembre-se: você é um gerente, e, gerentes são pagos para isso.”
Manter profissionais engajados tem que ser o seu principal objetivo, só assim, entregarão bons resultados.
As pessoas têm necessidades diferentes, como por exemplo: falar aquilo que estão fazendo; outros precisam saber o que está acontecendo; algumas produzem melhor se trabalharem algumas horas em casa; tem também aquele que sente a necessidade de sair da rotina; outros anseiam serem reconhecidos e respeitados;
Um dos modelos psicológicos mais conhecidos que tentam explicar este comportamento é a “Teoria das Necessidades Adquiridas” conceituado por David Mcclelland.
De acordo com essa teoria, são três os tipos de necessidades: Realização; Poder; Associação.
Segundo Mcclelland, a forma de atuação do indivíduo será determinada pela força ou fraqueza dessas necessidades.
  1. Necessidade de Realização: é o desejo de atingir objetivos que o desafiam a fim de obter reconhecimento pelas suas conquistas. Preferem trabalhar sozinhos.
  2. Necessidade de Poder: é o desejo de influenciar e controlar outras pessoas. Prefere situações competitivas.
  3. Necessidade de Associação: preferem trabalhar em equipe. Buscam aprovação e coesão de grupo – no exemplo do filme, o vendedor é claramente orientado pela associação.
Nas organizações modernas vemos muito pouco dessas necessidades sendo alcançadas, aliás, na maioria das vezes ocorre exatamente o contrário.
Insatisfação: este sentimento é encontrado em todos os “corações”; operários, CEOs, astros de futebol, artistas, intelectuais, enfim, todos os tipos e níveis de atuação estão sujeitos a essa sensação miserável e desmotivadora.
Patrick Lencioni no seu livro “3 Sign of a miserable job”, afirma a partir de suas pesquisas que são três os fatores fundamentais para deixar o trabalho de alguém miserável.
1 – Irrelevância: trabalho irrelevante Não se sabe o porque do trabalho ser feito ou qual a relação daquelas atividades com a estratégia da organização e nem tampouco o impacto dele nos outros.
2 – Anonimato: ser anônimo. Ninguém nota seu trabalho. O profissional que se achar invisível, comum ou anônimo não tem como sentir-se motivado com o trabalho. Ele precisa que alguém a reconheça, que saiba de suas aspirações. . É imprescindível saber quanto o “João” ou a “Maria” vende na região tal! O profissional precisa ser apreciado nas suas qualidades por alguém numa posição de autoridade. Alguém que o enxergue como um ser humano completo.
3 – Não mensurável: o que você faz não é avaliado e não pode ser mudado. Ninguém sabe se vai bem ou mal, qual a avaliação do seu trabalho. As pessoas precisam sentir seu progresso, de uma forma que não dependa exclusivamente da opinião dos seus gestores. Isto faz com que o profissional se sinta realizado no trabalho. Outra situação bastante comum é a do profissional de 15, 20 até 30 anos de empresa com comportamentos arraigados e completamente desmotivado para fazer tarefas e projetos novos. Um primeiro cuidado que você precisa ter é quanto a “rótulos”. Nem todos os funcionários com muito tempo de casa são assim, há muitas exceções.
Um erro bastante comum é colocá-lo na defensiva. Não se inteirando pela história ou pela experiência que ele tem na organização.
Outro é não deixar bem claro as expectativas comportamentais e técnicas do momento. Espera-se que as pessoas percebam o que está acontecendo por si mesmas e se adaptem. Ou, às vezes, deixa-se claro no coletivo, mas não no individual. Jogam-se carapuças e espera-se que as pessoas vistam as que lhes servirem, mas isto raramente acontece. Você não pode ter medo de tirar as pessoas de sua zona de conforto, mudá-las de função, dar-lhes um projeto inovador. Para profissionais há muito tempo na mesma posição costuma ser um bom remédio.
A maior dificuldade é você conseguir fazer que esta mudança seja encarada como uma oportunidade e não como um castigo.
Precisamos ser realistas e encarar que muitas pessoas não estão desmotivadas por uma questão específica do trabalho. Muitas vezes esta desmotivação é com a vida. Casamento, filhos, expectativas pessoais não realistas, saúde, etc.
Não há como separar as duas dimensões, mas a organização tem seus limites e não é responsável por tudo que cada um faz da sua vida.
Mas quanto mais você olhar para o profissional como um ser humano na sua plenitude, melhor você poderá atuar. E cada um de nós tem necessidades diferentes.
Nas novas gerações, a maior causa de insatisfação e consequente desmotivação é o Aprendizado, ou melhor, a falta dele. Se olharmos com um pouco mais de profundidade sobre este assunto, encontraremos aí alguns dos motivos que levam as organizações a perderem seus principais talentos.
Basicamente podemos dizer que o ser humano tem três impulsos básicos para o aprendizado: ligados ao Pensar, Sentir e Querer.
  1. No nível do pensar temos um impulso para o conhecimento. Conhecer novas coisas, entender como elas funcionam. Talvez você seja uma dessas pessoas que compra mais livros do que é capaz de ler. E que vai acumulando os livros ao lado da cama ou no e-book. Trata-se de um impulso para o conhecimento.
  2. Outro impulso é para o desenvolvimento. “Des-envolver” aquilo que estava envolvido, busca do autoconhecimento, meus limites, meus potenciais. Quando olhamos alguém fazendo um belo trabalho e dizemos que quero ser assim quando crescer. Quando procuramos um amigo para confidenciar nossa falta de habilidade para lidar com algo. Estamos genuinamente procurando nos desenvolver.
  3. O terceiro impulso é para o aperfeiçoamento. A primeira vez que você pinta a parede de sua casa, provavelmente as tomadas e interruptores são pintados também. Talvez na segunda, você proteja interruptores com uma fita crepe.
Quando procuramos um caminho melhor para fugir do trânsito estamos em busca do aperfeiçoamento das coisas que fazemos. Alguns de nós temos um destes três impulsos mais conscientes do que os outros. E também vamos encontrar pessoas em que todos os três estão adormecidos.
Post-como-desmotivar-as-pessoas-img
Como despertá-los? Parando de fazer aquilo que as adormece e criando condições para eles se manifestem no trabalho.
Bernard Lievegoed, excepcional cientista social e médico da década de 50, diz que para saber se uma pessoa é saudável, basta fazer lhe três perguntas:
  • Você gosta do que você faz?
  • Você ama alguém?
  • Você sente que você é uma pessoa melhor agora do que era no passado?
Ele considerava que a saúde física e psicológica estão atreladas à satisfação destes três impulsos de aprendizado.
Quando estes impulsos não encontram um caminho para se manifestar, temos a desmotivação e o desengajamento das pessoas.
Os líderes, agora, e cada vez mais, assumem no futuro o papel de educadores e apoiadores de processos de aprendizagem.
As organizações são as grandes universidades no 3º milênio. Transformar sua área/empresa num grande espaço de aprendizado é o melhor caminho para você não ter mais espaço para a desmotivação.
Outro caminho é descobrir as necessidades de cada um, e dentro do bom senso, sem paternalismo, procurar atendê-las.
Aliás, e você, quais são suas necessidades para se sentir feliz e engajado no trabalho?
Por Jaime Moggi - Fonte: www.adigoempresasfamiliares.com.br

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Não existe diferença entre o “certo” e o “errado”


Você, eu e toda a população mundial só faz o que é certo. Se você pensar bem, ninguém faz o que é errado. 

Concorda? Não? Então vou te provar
Antes que você diga que eu estou “errado”, vou lhe dizer que estou totalmente “certo”.
Se analisarmos que são duas palavras no nosso dicionário, elas são completamente iguais. Se analisarmos que são dois adjetivos, também são iguais. Que são dois "rótulos", a mesma coisa.

Se você passou por um relacionamento, um negócio ou um projeto que “não deu certo”, fique tranquilo, pois ele deu “certo”!

Todas as coisas que você fez, ou que você faz, na sua vida deram “certo” e são "certas".

Quando você tomou alguma decisão naquele relacionamento, naquele negócio ou naquele projeto que “não deu certo”, você estava tomando uma decisão que, no seu entendimento, era “certa”. Correto? Então, tudo que você faz é “certo” e ninguém pode mudar isso. Ninguém faz algo “errado”. Você pode fazer coisas que a sociedade, como um todo, considera “erradas”, mas você, na sua intimidade, privacidade de livre arbítrio, considera que está fazendo o “certo”. Então é “certo”.

Quer um exemplo?

O que você acha que um bandido pensa quando realiza um assalto? Por mais que todos nós saibamos que essa atitude é “errada” do ponto de vista da maioria das pessoas, o bandido crê, realmente, que está fazendo o “certo”. Ele tem a sua justificativa para ter aquela atitude, então, ela é “certa”, na opinião dele.

Entendeu? Todos nós só fazemos o “certo”. Mesmo que seja “certo” só para nós mesmos.

O julgamento das outras pessoas é que pode tentar transformar o conceito daquilo que fazemos, mas no fundo, tudo é “certo”.

Você deve estar pensando que, então, devemos aceitar a atitude de um bandido que furta ou mata alguém? Óbvio que não. O ponto que levanto neste artigo não é sobre o que a sociedade deve ou não aceitar, e sim, sobre o paradigma do que é considerado “certo” e o que é considerado “errado”.

O conceito “errado”, por exemplo, serve para agrupar atitudes que a maior parte da sociedade não concorda. Mas como comentei acima, para o indivíduo que teve aquela atitude considerada “errada” pela sociedade, aquilo foi “certo”, naquele momento. Ele pode até se arrepender depois, mas o arrependimento (vou falar de arrependimento em outro artigo) em si, não muda o conceito de “certo” que ele tinha quando praticou a ação.

Vamos a um outro exemplo prático e talvez, polêmico:

Todos nós, em algum momento das nossas vidas, já fizemos algum tipo de avaliação, seja na escola, disputando um concurso público, conquistando ou renovando a carteira de habilitação, enfim, já tivemos que responder uma série de perguntas, às quais serviram para nos avaliar em um determinado assunto.

Agora pense comigo – no momento em que você estava respondendo as perguntas, você tinha absoluta certeza que estava fazendo o “certo”, ok? Para ficar claro, eu não afirmei que você tinha absoluta certeza de que a resposta estava “certa”, mas sim, que você tinha certeza que a atitude “certa” naquele momento era marcar aquela determinada resposta. Mesmo que você estivesse “chutando a resposta”.

Se, para você, aquilo era o “certo”, porque alguém pode considerar sua resposta “errada”?

Complicado de entender este ponto de vista? Vou aprofundar um pouco mais.

No momento em que você estava realizando a avaliação (prova), era só você e ela, e ninguém mais. Por isso, nada do que você fez, naquele momento, poderia ser considerado “errado”, pois a decisão era única e exclusivamente sua, e, a sua decisão sempre é fazer o você considera “certo”. Desta forma, ninguém poderia lhe contrariar, afirmando que as suas respostas estavam “erradas”.

Meio louco isso, né?

Leia novamente e reflita pra ver se eu não estou “certo”.

A mesma relação pode ser feita para:

“Rico” e “Pobre”
“Bonito” e “Feio”
“Sucesso” e “Fracasso”
“Alto” e “Baixo”
“Gordo” e “Magro”

Tudo é conceito e tudo é uma questão de perspectiva.

Claro que a sociedade não funciona assim e se isso fosse realidade poderíamos ter um caus.
Talvez esteja na hora de repensarmos o conceito de “certo” e “errado” e avaliar as pessoas de outra forma. Quais? “Pela intenção”, por exemplo. Mas vou falar sobre isso em outro artigo.

Um grande abraço!

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Análise SWOT – Forças, Fraquezas, Oportunidades e Ameaças

A análise SWOT (Strengths, Weaknesses, Opportunities, Threats – Forças, Fraquezas, Oportunidades e Ameaças) é um instrumento extremamente simples e poderoso para auxiliar o empreendedor a estabelecer seuPlanejamento estratégico. A análise SWOT é bem conhecida, e iremos aqui dar um roteiro para otimizar a elaboração da análise SWOT. 

 Análise SWOT – diagrama
A análise SWOT consiste basicamente em construir um sistema de quadrantes como ilustrado a seguir, identificando no Ambiente Interno quais são as Forças e Fraquezas, e no Ambiente Externo, quais são as Oportunidade e Ameaças.
Análise SWOT - Diagrama
Análise SWOT – Diagrama
O que são cada um destes elementos?

Análise SWOT – conceitos básicos

Businessman With Idea Concept by 89studio
Forças:

São possíveis exemplos de Forças de uma Organização:
Gestão Competente – Marca Forte – Liquidez – Reputação de produtos e/ou serviços – Estabilidade Financeira – Boas instalações e equipamentos – Capacidade de inovação – Localização da empresa (que pode também ser uma fraqueza) – Qualidade dos produtos
Fraquezas:
Fraquezas de uma Organização poderiam ser:
Baixa visibilidade – Falta de diferenciação – Comunicação deficiente – Falta de coesão na administração – Equipe insuficientemente capacitada – Reputação duvidosa
Oportunidades:
No Ambiente Externo, exemplos de Oportunidades são:
Mercado em expansão – Alianças estratégicas – Novo segmento no mercado – Demanda de novos produtos e/ou serviços – Saída de um concorrente
Ameaças:
Novos concorrentes – Guerra de preços – Concorrência predatória – Novas tecnologias (pode ser Oportunidade ou Ameaça, conforme se detenha ou não novas tecnologias) – Crise econômica – Instabilidade política – Novos tributos

Análise SWOT – perguntas a serem feitas

Para identificar os elementos que compõem a análise SWOT, há algumas perguntas que nos auxiliam a sair da subjetividade:
Forças:
Que vantagens sua Organização tem?
Em que sua Organização é melhor que a concorrência?
O que é visto como Força de sua organização pelo mercado?
O que seus clientes apreciam em sua Organização?
Quais são os produtos e serviços em que sua Organização faz a diferença?
Fraquezas:
Onde sua Organização pode melhorar?
O que seus clientes não apreciam em sua Orgnização?
O que já o fez perder clientes?
Oportunidades:
Quais são as tendências do mercado?
Há previsão de melhorias urbanas em sua localização?
Há previsão de eventos em sua área de negócios?
Algum programa de governo pode lhe carrear clientes ou serviços?
Ameaças:
Há novos produtos ou serviços surgindo em seu mercado?
Há novos concorrentes se instalando em sua área?
Há mudanças tecnológicas que possam afetar seus processos ou produtos?

Análise SWOT – da Análise ao Planejamento estratégico

Uma vez identificadas as Forças e Fraquezas, Ameaças e Oportunidades, como tirar desta análise insumos pra o nosso planejamento estratégico?
Devemos, em diagrama similar ao anterior, avaliar as conjunções (Forças e Fraquezas) x (Oportunidades e Ameaças):
Análise SWOT - estratégias
Análise SWOT – estratégias
Desenvolvimento (Forças + Oportunidades):
Aproveitar ao máximo as Forças para maximizar as Oportunidades.
Crescimento (Fraquezas + Oportunidades):
Desenvolver estratégias que minimizem as Fraquezas, e otimizem usufruir das Oportunidades.
Manutenção (Forças + Ameaças):
Potencializar as Forças para minimizar os efeitos das ameaças.
Sobrevivência (Fraquezas + Ameaças):
Desenvolver estratégias que minimizem as Fraquezas, e possivelmente, contornem as Ameaças.

Incoming search terms:

  • oportunidades e ameaças exemplos
  • força fraqueza oportunidade ameaça
  • exemplos de ameaca na empresa
  • oportunidades e ameaças em uma empresa
  • analise swot exemplos de ameaças
  • força fraqueza oportunidade e ameaças
  • localizacao forca ou fraqueza
  • Oportunidades e ameaças
  • como relacionar as ameacas e oportunidades com as forcas e fraquezas
  • analise swot ameaças

Gerenciamento do Tempo

É muito comum chegarmos ao final do dia, e percebermos que gastamos muita energia e produzimos relativamente pouco, ou ainda, por mais que tenhamos produzido, há coisas importantes que deixaram de ser realizadas. E frequentemente estendemos nossas jornadas, e muitas vezes ainda somos cobrados por coisas que deveríamos ter feito. Temos que converter nossa Eficiência(fazer certo as coisas) em Eficácia(fazer as coisas certas), e isto faz parte do Gerenciamento do Tempo.


Gerenciamento do Tempo – To-do list (Tarefas a fazer)

Group Businesspeople by renjith krishnan
Ainda que tenhamos o hábito saudável de anotar nossos compromissos na agenda, a forma com que registramos os compromissos é aleatória, ou pelo menos, por ordem de chegada das demandas. Gerar uma Lista de Tarefas ordenada por prioridade é uma maneira de otimizar nosso tempo.

Os recursos de correio eletrônico hoje oferecem opções neste sentido, por exemplo, no Outlook e no Lotus Notes (e outros). Mas a realidade é que são recursos muito pouco utilizados. Precisamos nos disciplinar para usá-los mais frequentemente.

Gerenciamento do Tempo – Matriz de Prioridades

A Lista de Tarefas a Fazer mencionada anteriormente é muito útil, mas requer uma adequada priorização de tarefas, para ser bem utilizada. A Matriz de Prioridades, ou Matriz Urgente/Importante é um bom instrumento para auxiliá-lo na priorização:

Gerenciamento do Tempo: Matriz urgente - Importante
Gerenciamento do Tempo: Matriz urgente – Importante
Nesta Matriz, vemos como se dispõem os quadrantes, e a sequência de prioridades para atender aos compromissos.
Pode ser que seja contraproducente construir esta matriz e a lista de tarefas a fazer diariamente, mas podemos construí-la semanalmente, e só agregar os novos compromissos.

Gerenciamento do Tempo – Desperdícios

Is This The Time To Come To The Office by stockimages
Evite guardar documentação desnecessária – estabeleça um tempo de guarda (um mês, por exemplo), e se você não tiver usado este material durante o período descarte-o.

Adote um método consistente de nomeação de arquivos e pastas – busque associar temas gerais, a datas (coloque na forma Ano-Mês-Dia, isto facilita a ordenação por datas – não use barras, elas não são aceitas nos nomes), e depois o assunto específico:
Contrato XYZ, 2013-06-23, Reunião de Abertura
MetasDesempenho, 2013-03-15, Entrevista José
Estruture os arquivos – faça subpastas, segundo uma sequência lógica; evite ter demasiadas pastas.
Evite muitos pendrives – ter um backup em um pendrive é útil, seja por segurança, ou por praticidade, você pode precisar de um arquivo quando não está com seu computador. Mas compre um com grande capacidade, para não ter que utilizar diversos pendrives. Procure ter pelo menos um pendrive com arquivos profissionais, e outro, separada, com arquivos pessoais. Muitas vezes ao instalar um pendrive, as fotos são abertas…você não gostaria que na tela de um cliente ou estranho apareça uma foto do aniversário de sua filha…ou coisa pior!
Aprenda a dizer não – interrupções afetam a sua produtividade, então é preciso saber dizer quando você está ocupado e não pode ser interrompido. Cuidado: para o Gerente, ouvir as pessoas é uma de suas principais atribuições, então não use o NÃO como arma de defesa. Estabeleça horários, explique porque não pode atender naquele momento, caso realmente seja necessário atender naquele momento, estabeleça um prazo.
Reserve horários para responder e-mails – ficar consultando sua caixa de entrada todo o tempo prejudica sua produtividade. Tenha em mente que se alguém lhe mandou um e-mail, a resposta não precisa ser imediata (senão a pessoa usaria o telefone). Mas também não postergue “ad eternum”.
Use follow-up – as tarefas parcialmente concluídas, que dependem de ações e prazos, não confie em sua memória. Crie uma pasta de follow-up por datas, para retornar ao assunto, ou coloque na lista de tarefas a fazer, com data.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Mapa de competências em planilha, para download.

Montar uma empresa não diz respeito apenas a papelada e a estrutura. Descubra o mapa de competências para uma gestão de negócios eficiente. Download de graça!


Competência para gestão de negócios. A dúvida mais comum entre os empreendedores que pretendem montar uma empresa é; Por onde começar? É só ter uma idéia para ganhar dinheiro e pronto?
Há cerca de 20 anos eu me fiz essa pergunta, mas na época não consegui a resposta assim tão fácil como você está fazendo agora. Digamos que comecei pelo meio e paguei o preço.
Com organização e tempo, acha-se o segredo de fazer tudo e bem feito. Pitágoras.
O tempo ensina o que é necessário para quem aprende sozinho. O problema é que autodidatas acabam perdendo a direção. Onde começa e termina o assunto do estudo? Quais as competências necessárias?
Mapa de competências para gestão de negócios
Leve o mapa e dirija sua empresa
Você já sabe que sou fã de métricas. Através delas é possível crescer, evoluir e também funciona bem com o conhecimento. Medir ajuda a direcioná-lo ao lugar certo e evita qualquer chance de andar para trás.
O Sebrae disponibilizou há alguns anos, um mapa de competências para gestão de negócios, excelente para nortear o empreendedor iniciante e manter na rota o empreendedor veterano.
Transformei ele em um sistema de análise mensal do conhecimento utilizando uma planilha do Excel, que estou disponibilizando aqui de graça para seu próprio uso e diversão. Me ajudou e pode ajudar você.
(clique botão direto e salvar destino)

Como usar o mapa de competências
As competências estão dividas em três partes:
  • Competências técnicas
  • Competências comportamentais
  • Competências estratégicas
O sistema métrico é baseado em notas de 0 (zero) a 10, onde 0 (zero) ésem domínio do assunto, 2 é domínio basico, 6 domínio médio e 10domínio pleno. É uma auto-avaliação, então não vale roubar.
Você descobrirá que domínio pleno não existe. Há sempre mais para aprender. Busque sempre novos livros e fontes.
Vou listar todas as competências com indicações sobre o assunto. Coisa que não há no planilha do Excel disponível para download.
Competências técnicas
Estas competências levam tempo. Só experiência não basta para elas, será preciso estudo contínuo. Transforme o gráfico do Excel em um hábito mensal e procure informações em livros, filmes, concorrentes, etc… Não tenha pressa e faça com prazer.
Há links para assuntos dos quais já abordei no blog.
Competências comportamentais
Minhas preferidas, as competências comportamentais funcionam muito bem quando se tem elas na personalidade. Isso não significa que não possam ser aprendidas com um pouco de disciplina. Os livros mais famosos figuram nesta área e é fácil conseguir boa informação.
Competências estratégicas
Estas competências são as pernas para qualquer negócio. São elas que movem a empresa, são o motor e quanto mais aprofundamento nesta área, mais potência a empresa terá. Também são as competências mais degastantes, requerem mais energia do empreendedor.
  • Associativismo – Diz respeito à cooperação entre empresas, à união para se fortalecer em conjunto e ao esforço coletivo para geração de trabalho e renda.
  • Sócios empresariais - Diz respeito ao conhecimento sobre o conceito e à caracterização da sociedade, papel e comunicação dos sócios.
  • Gestão de pessoas – Diz respeito à seleção dos colaboradores, como estimulá-los e gerir os recursos humanos.
  • Marketing - Abrange o modo como o negócio e seus produtos são expostos no mercado, a maneira como se torna conhecido e desejado pelos clientes.
  • Análise do mercado - Trata da visão da oportunidade de um negócio se concretizar no mercado, considerando os consumidores, a concorrência e os fornecedores.
  • Busca de recursos financeiros - Trata-se de como captar recursos no mercado.
  • Análise e planejamento financeiro - É a competência de analisar e projetar estratégias para o negócio a partir de informações financeiras.
  • Contabilidade – Trata do conhecimento de informações contábeis que possibilitem a tomada de decisões gerenciais.
  • Qualidade – Abrange a compreensão dos conceitos de qualidade, planejamento estratégico, ambiente, processos e o comportamento das pessoas para a qualidade.
POST ESCRITO POR ROBERTO MACHADO.- http://www.doceshop.com.br/

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Arranjos Produtivos Locais: Um Modelo Produtivo Inovador

Face às mudanças no cenário mundial globalizado, os arranjos produtivos locais surgem como alternativa eficaz para o desenvolvimento social e econômico
Nas últimas décadas o cenário mundial empresarial vem sofrendo grandes mudanças, influenciado fortemente pelo acelerado processo de globalização. 

Face a essas mudanças, há a necessidade de se estabelecer um novo modelo de desenvolvimento da produção que seja capaz de proporcionar o desenvolvimento social e econômico por meio do aproveitamento das vocações regionais locais, focado nas inter-relações empresariais, na cooperação, nas médias, pequenas e microempresas e no acesso a novos mercados.

A globalização é o processo de integração mundial que está ocorrendo em quase todos os setores expressivos da sociedade, provocando mudanças em relação a diversos aspectos econômicos e sociais, pode-se observar formação de blocos econômicos, significativa interdependência econômica entre nações, mudanças no fluxo de capitais internacionais, queda de barreiras tarifárias e, sobretudo, o grande avanço tecnológico.


Entre os diversos tipos de redes relacionais, destacam-se os chamados clusters ou Arranjos Produtivos Locais (APL), formados por micro, pequenas e médias empresas, e sustentados pela capacidade inovadora/empreendedora e tecnológica em um território produtivo.



Desde 1910, já se havia identificado as vantagens advindas das organizações produtivas “clusterizadas” – distritos industriais na Inglaterra, porém este tema começou a ficar conhecido como importante estratégia de desenvolvimento local, no meio científico mundial, após 1982, quando estudiosos norte-americanos começam a dedicar atenção aos clusters industriais e às comunidades locais de aprendizado.



Este modelo de produção está intimamente ligado à constituição de formas de cooperação. Por meio de modernas tecnologias de informação e comunicação, este arranjo produtivo tem conseguindo atender de forma efetiva às novas demandas de consumo flexível e personalizado, advindas dos processos de produção flexível baseados nas inter-relações empresariais nos aglomerados produtivos.



Com ganhos positivos inerentes a uma economia de aglomeração como a otimização de recursos, aumento da capacidade de produção, acesso à tecnologia, melhoria da capacidade inovadora, obtenção de crédito e penetração em novos mercados, as estruturas produtivas organizadas em redes de empresas e instituições passam a obter vantagens comparativas significativas na disputa por mercados nacionais ou mundiais.



Os governos, em todas as suas esferas, podem estabelecer um papel relevante na dinamização destas estruturas produtivas, potencializando suas vantagens comparativas, estabelecendo políticas efetivas, sobretudo de incentivo à pesquisa e desenvolvimento e à capacidade inovadora e empreendedora.



Países como a Alemanha, Dinamarca, Finlândia, Espanha, França, Itália, Reino Unido, Grécia, Portugal, Bélgica, Japão, Estados Unidos, Austrália, Coréia do Sul e Índia vêm estabelecendo políticas de desenvolvimento das micro, pequenas e médias empresas com base na dinamização de APL. 

Autor: Renato Dias Regazzi
Fonte: Sebrae/NA