QUEM SOU EU

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Administrador de Empresas(UEMA), Mestrado em Administração(FGV-RIO), Professor Universitário (FAMA/UFMA), Ex-Presidente do CRA-MA, Ex-Conselheiro Federal de Administração - CFA, Empresário (DEPYLMAR, ), Ex-Conselheiro Fiscal da ANGRAD, Vogal da Junta Comercial do Maranhão (JUCEMA)Consultor de Empresas, Avaliador do INEP/MEC, Maranhense de Pedreiras, filho de Valdinar e Cavalcante Filho, Casado (Graça Cavalcante), 02 Filhos (Nathália Johanna e Diego Henrique), apaixonado pelo Moto Club de São Luís, Botafoguense de Coração e Feliz da Vida...

segunda-feira, 31 de março de 2014

Responsabilidade Social e Ética Empresarial

A responsabilidade social está intimamente vinculada à cultura da sociedade em que vivemos considerando seus valores e comportamentos.
São conhecidos hábitos diferentes conforme o país e até à determinadas regiões. No Brasil, um país continental, percebe-se essas variações de norte a sul, mas uma característica comum do povo brasileiro é a amabilidade e a facilidade nos relacionamentos, desde que respeitadas as culturas regionais.
A pessoa não é ética de nascença mas, com a experiência de vida e a educação familiar e escolar, aprende a se relacionar, respeitando os valores e a moral de cada lugar.
A globalização está, por meio da mídia, influenciando a mudança de comportamentos no mundo. Hoje, o ser humano vê-se  destinado a assumir novos valores, uma nova moral e uma nova ética, baseado em conceitos de marketing, de mercado, ganhos e lucros, competência e produtividade, entre outros. 

Trata-se também da ética do dinheiro, do consumo, do ser bem sucedido, dos destaques e das diferenças. A ética tem seus fundamentos nos estudos filosóficos e procura explicar as realidades com o estudo dos valores humanos, também entendidos por juízos morais.
A ética empresarial trata das relações das empresas públicas, privadas ou mistas, com todos os demais segmentos de seu campo de ação. Incluem-se os colaboradores, fornecedores, clientes, concorrentes, o público em geral e a comunidade
A ética empresarial é submetida a princípios jurídicos de natureza legal e a princípios de natureza social, em conformidade com os valores da organização, que dizem respeito à responsabilidade individual de seus integrantes e aos valores sociais da sociedade em que a empresa está inserida.
Atualmente, a desregulamentação e abertura dos mercados, a competitividade entre duas ou mais empresas tornaram-se objeto de avaliações mais sofisticadas e presentes, justificadas por um conjunto de critérios, dos quais a responsabilidade social é uma condição necessária.
A responsabilidade social, neste caso, inclui a prestação de contas, o balanço como a empresa age em relação a seus empregados, à concorrência, ao seu público-alvo e, especialmente ao meio ambiente. Trata-se de analisar, de maneira crítica e imparcial os conceitos e teorias, os materiais e métodos, valores e crenças, o justo e o errado. 

Sendo a Administração uma ciência social, devemos analisar o “choque cultural” dentro e fora do país. Uma pesquisa baseada em relatórios de empresas multinacionais concluiu que 40% de executivos alocados em projetos no exterior (expatriados) deixaram o cargo por não se ajustarem às novas culturas, e 50% dos remanescentes apresentaram desempenho abaixo da média, causando perdas estimadas em US$ 2 bilhões por ano.
Essas empresas, agora precisam treinar e oferecer acompanhamento psicológico aos executivos que irão substituir os que retornaram. Para ilustrar o que afirmamos, bastam alguns exemplos de comportamentos diferentes associados à ética de diferentes culturas. 

Na Tailândia e nos países árabes, não é bem visto  o hábito de cruzar as pernas mostrando a sola do sapato, considerada a parte mais suja da vestimenta. Nós, brasileiros, temos hábitos locais que nem sempre são bem vistos, como tocar no corpo do interlocutor, abraçar e beijar. 

O consultor de Estratégia Empresarial Francisco Gomes de Matos destaca que “a responsabilidade social é uma exigência básica à atitude e ao comportamento, por meio de práticas que demonstrem que a empresa possui uma alma, cuja preservação exige e implica em solidariedade e compromisso social (2005)”
Os aspectos éticos na avaliação da responsabilidade social das empresas referem-se, entre outros, às dimensões éticas na condução dos negócios, às questões morais que se originam nas relações  de trabalho e aos objetivos e metas em relação ao cumprimento dos códigos de ética dos profissionais que delas fazem parte. 

Um caso conhecido nos anais das faculdades é o do Tylenól, medicamento fabricado pela Johnson [_e_] Johnson, que teve uma produção comprometida por má fé de alguém na linha de produção, tendo que recolher e substituir todo o estoque já vendido, para manter seu bom nome no mercado e continuar respeitado.
Finalmente, podemos recomendar as seguintes perguntas para que se decida sobre questões controversas:
  • É justo? 
  • É moral? 
  • É honesto? 
  • É legal?
Uma decisão só deve ser implantada se tiver como suporte a verdade, a justiça, a moral e a legalidade. Como disse o jornalista e escritor Arnaldo Jabor (2013), “Seria bom que as pessoas de bem tivessem a ousadia dos crápulas”.

Fonte: João Baptista Sundfeld  - http://www.qualidadebrasil.com.br/

domingo, 30 de março de 2014

As 6 Desculpas mais Esfarrapadas do Mundo

Aqui vão 6 desculpas que são amplamente utilizada por pessoas medíocres:
1. Não tenho dinheiro
Não conheço árvore que dá dinheiro e nunca vi cair do céu. Só conheço uma forma de ter dinheiro, trabalhando! Se o dinheiro está faltando, trabalhe mais. 
Se trabalhar mais não te dá o tanto que você quer, arrume outro trabalho, estude, aprenda, prepare-se, conheça mais pessoas que possam te dar oportunidades. 
Falar que não tem dinheiro não fará ninguém comover-se com suas lamentações.
2. Não tenho sorte
É engraçado como algumas pessoas, que não se dão bem, que não tem sucesso, colocam a culpa no acaso. Reclamar que não tem sorte é não admitir seus próprios erros. A primeira coisa a fazer quando se comete uma falha, é admitir. 
Ninguém consegue corrigir falhas se não assumir que falha. Pessoas que sempre reclamam que não tem sorte, na verdade são orgulhosas demais para assumir o que precisam corrigir.
3. Não tenho experiência
É claro que a maioria das pessoas prefere dar oportunidades para quem já tem experiência. É mais cômodo, o risco é menor e dá menos trabalho. Agora, dizer que não tem experiência é desculpa esfarrapada! 
Trabalho voluntário dá experiência. São tantas entidades que precisam de ajuda e tanta gente querendo uma mãozinha… 
Ofereça seu trabalho voluntário e em troca ganhará gratidão e experiência. Caso tenha dificuldades em conseguir trabalho voluntário em entidades, seja voluntário em fazer amizades.
4. Não tenho tempo
Todo mundo tem a mesma quantidade de tempo. O dia tem vinte e quatro horas para o pedinte de rua e para o presidente de uma multinacional. Escolher o que é mais importante é o primeiro passo para analisar se o tempo está sendo utilizado da maneira correta. 
Todo serviço que não te leva àquilo que você mais quer é um ladrão de tempo. Fazer as coisas como sempre fez sem se preocupar em melhorar os processos é desperdiçar tempo.
5. Não gosto do meu chefe
Seu chefe é você mesmo. Se você é subordinado à alguma pessoa e faz corpo-mole por não gostar dela, na verdade, você está prejudicando a si mesmo. Os colegas percebem, os clientes percebem e não demora,você será conhecido como uma pessoa amarga, molenga e desleixada. 

Não gostar do chefe ou de colegas de trabalho não é desculpa aceitável. Se brigou com alguém, faça as pazes. Se alguém te magoou, perdoe. Faça pelos clientes, faça por você. E se, por acaso, não conseguir, despeça seu chefe! Vai trabalhar em algo que te faça feliz. Se não gosta do trabalho que você faz, MUDE!
6. Não gosto de onde eu moro
Procure ver com outros olhos. Quando alguém não é feliz no que faz, costuma por a culpa na cidade onde mora. Tente encontrar coisas que não são especificas de sua área, talvez você encontre algumas coisas que vão te surpreender. 
Se não encontrar, MUDE! Existem outras desculpas, se prestar atenção em pessoas medianas, terá uma lista enorme de desculpas esfarrapadas. Conviver somente com pessoas medianas vai te fazer aprender novas desculpas. Encontrar desculpas para tudo é escolher ser medíocre.

E você, conhece alguma outra desculpa esfarrapada que você sempre escuta?
Errou? Tudo bem, mas evite desculpazinhas.
Fonte - http://www.saiadolugar.com.br/

sexta-feira, 28 de março de 2014

Proatividade: Dom ou Aprendizado?

"As coisas chegam para aqueles que esperam, mas somente as coisas deixadas por aqueles que agem rápido." Abraham Lincoln

Por que poucas pessoas conseguem resultados altamente produtivos em suas vidas, fazendo pouco esforço e muitas, apesar de se esforçarem tanto, não conseguem essas realizações? 

  • O que torna as primeiras altamente proativas e assertivas é um dom natural? 
  • Será que isso significa que as outras estão condenadas a contentarem-se com o que sobrou para elas?

A proatividade (termo originário do inglês proactive) significa as habilidades de alguém em antecipar soluções para problemas futuros, antecipar tendências e ideias, inovar, aproveitar oportunidades, etc. Em sítese, significa ter habilidades para mudar eventos no lugar de reagir ou se adaptar a eles.

A ideia deste artigo é discutir sobre o que faz com que somente algumas pessoas consigam ter essas habilidades em detrimento da ausência delas na maioria das pessoas.

Proatividade, dom ou aprendizado?

Você está numa caverna escura e deserta. Sua lanterna está com as pilhas fracas. Contar com uma fonte de luz é uma das condições para que você saía de lá com segurança. Se ficar com a lanterna acesa por todo o tempo as pilhas se esgotarão e você ficará na escuridão para sempre ou até que alguém o tire de lá. 

Nesse caso, sua sorte estará entregue a esse suposto alguém. Outra estratégia seria você utilizar a lanterna para verificar o ponto até onde deve chegar, apagá-la e andar no escuro até lá e assim sucessivamente. Isso é um exemplo de proatividade. Considerar a hipótese de você ter levado pilhas reservas será uma dose extra de assertividade.

As pessoas proativas são, em essência, também assertivas. Isso significa que além de saber o que fazer e contar com os recursos, elas detectam o momento exato de fazer um movimento em direção aos seus objetivos ou transformam um momento num objetivo, naquele exato momento. Proatividade pode ser o senso de oportunidade e é isso que faz com que pessoas proativas se antecipem aos demais e promovam acontecimentos inesperados.

A intuição é uma das armas dos proativos e a indústria possui exemplos interessantes disso. O desenvolvimento de produtos normalmente é antecipado por caras e demoradas pesquisas de mercado. Essas pesquisas visam a antecipar o que os consumidores desejam. A Apple, por exemplo, é aversa às pesquisas. Seus produtos são revolucionários, como é o caso do Ipod e Iphone, nos quais não houve um só centavo investido em tentar descobrir o que os consumidores desejariam de um produto inovador. A Apple simplesmente fez as inovações e as divulgaram como sendo aquilo que a maioria das pessoas almejava.

A proatividade eleva os riscos de erro de quem a pratica. Isso porque o proativo não espera ter certeza para agir. Ele apenas acredita em si, em suas idéias e trabalha para que elas sejam bem conduzidas. As pessoas de maior iniciativa são propensas à proatividade. E isso não tem nada a ver com dom ou aptidão. Tem a ver com as crenças e os mecanismos internos da própria pessoa e a maneira com que ela se relaciona consigo mesma e com o que a cerca.

Os desprovidos de proatividade são, normalmente, muito bem dotados de diálogos internos limitantes que elevam sua autocrítica e os transformam em verdadeiros indecisos. Diante de uma oportunidade essas pessoas se fazem uma infinidade de questionamentos sobre todas as possibilidades de aquilo dar errado. 

Os indecisos são inseguros e dão valor exarcebado a opinião dos outros, valorizando sobremaneira aquelas opiniões divergentes do que poderia dar certo, se preocupam demais com a possibilidade de alguém não gostar do que fariam. Isso mesmo, fariam. Porque normalmente não fazem. Aí um proativo o faz e eles o julgam bem aventurado, se dizem azarados. Ora, seria demais acreditar que alguém nasce assim. Proatividade é aprendizado e a falta dela também.

Outra habilidade inerente aos proativos é o acesso à informação, eles sabem o que acontece à sua volta, ficam antenados aos assuntos que os rodeiam e sabem tirar proveito das oportunidades que surgem. Isso não significa que são muitíssimo bem informados. Mas dão atenção às informações qualificadas no meio em que atuam. Eles podem possuir poucos pontos de apoio, mas sabem alavancá-los bem. É como aqueles jogos de ligar pontos, os proativos sabem lincar as coisas e construir cenários. 

Visão sistêmica e imaginação são essenciais ao desenvolvimento da proatividade. A maioria das pessoas proativas adota termos de possibilidade como “pode ser”; “e se”; “como ficaria”; “talvez”, etc. Os não proativos, normalmente, são adeptos de certezas, sendo a preferida “isso pode dar errado”.

Você não precisa ter certeza de nada, nem mesmo se é ou não proativo. Na dúvida, que tal buscar o desenvolvimento dessas habilidades? Afinal, proatividade é como condicionamento físico e aprendizagem, quanto mais você faz e se fortalece mais precisa fazer para continuar crescendo.

Copiado: http://cursocoachingpnl.com.br/

quinta-feira, 27 de março de 2014

Medos Sociais: Você Tem Medo de Quê?

"Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que, com frequência, poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar."
William Shakespeare

Os Medos Sociais são antigos:Timidez, Insegurança, Medo de Falar em Público, de Iniciar uma Conversa, de Lidar com Estranhos, etc. 

No entanto, será que todos possuem um elemento em comum? 
O Medo de não ser aceito ou medo da exclusão seria o pai de todos os medos?
Você tem algum medo? 

Descubra como se livrar dele.

Você foi convidado por um amigo para ir a um evento social, quando chega lá percebe que o amigo não foi e que você não conhece ninguém ali. Parece que você está sobrando e não sabe o que fazer para interagir com os demais? 

Você passou mais de um semestre preparando o seu trabalho de conclusão de curso e sabe que fez uma excelente pesquisa. Porém, está quase morrendo diante da perspectiva de encarar os colegas (que estiveram com você por mais de quatro anos na mesma sala) na apresentação do mesmo? 

Você convive com uma pessoa sobre a qual tem interesse, mas nunca consegue se expressar de modo interessante para causar uma boa impressão? 

Você está numa reunião de trabalho e as pessoas falam e dão opiniões. Você pensa em tudo que poderia dizer, mas se cala com medo de que alguém, principalmente o chefe, o ache inadequado, bobo ou inconveniente?
  • Você pode estar com medo. 
  • O que causa sensação tão intensa? 
  • O que é o medo?

Medo: Perturbação resultante da ideia de um perigo real ou aparente ou da presença de alguma coisa estranha ou perigosa; pavor, susto, terror.
Apreensão. Receio de ofender, de causar algum mal, de ser desagradável. Gestos ou visagens que causam susto. 
Fobia: Nome genérico das várias espécies de medo mórbido. Aversão a alguma coisa. (Dicionário Michaelis).

Do ponto de vista da evolução podemos imaginar que aqueles organismos que souberam lidar melhor com a sensação de medo e as situações que a provocam, perpetuaram suas proles e, desses organismos, aqui estamos nós, seres humanos, lidando bem ou mal com nossos medos.

O sentimento perturbador diante de algo novo, o famoso frio na barriga, é normal e benéfico ao ser humano. Caso não fosse assim não desenvolveríamos novas habilidades e nem evoluiríamos como indivíduos e espécie. O problema é quando algum erro em nosso sistema interno generaliza as sensações de medo e o nosso comportamento passa a ser utilizado contra nós. Por mais que saibamos o quão aquilo é inadequado, não sabemos lidar com ele. Isto é o medo nos tornando reféns de nós mesmos.

Por outro lado, ouvimos falar que o medo é da natureza humana e que temos que conviver com ele. Isto não é verdade. Se assim o fosse todas as pessoas agiriam da mesma maneira e se você olhar à sua volta não é esta a realidade. Muita gente se enturma facilmente, outros adoram falar em público e muitos são tidos como arrebatadores de corações e há, no mundo do trabalho, aqueles que se dão bem mais por suas habilidades de comunicação do que propriamente por suas qualificações técnicas. Qual o segredo então?

As pessoas bem sucedidas, nos contextos mencionados, fazem isso naturalmente. Os traumas são exemplos de como o cérebro aprende. A Programação Neurolinguística-PNL estudou estes processos naturais de aprendizagem neurológica e desenvolveu técnicas eficientes para lidar com omedo e com a insegurança. Este conhecimento permite aos profissionais da PNL, os PeNeListas, manejem as técnicas que são sempre eficazes, por serem selecionadas e aplicadas adequadamente. 

Estas técnicas são processos de aprendizagem reversa, cuja função é levar o cérebro a desaprender a reação exagerada à uma situação, para depois aprender a nova maneira de se comportar adequadamente naquele contexto. A técnica em si é só o instrumento que deve ser aliado à experiência e capacidade do profissional em promover mudanças seguras e eficientes.

Fundamentação Neurocientífica
A Neurociência do Comportamento estuda como o sistema nervoso produz o comportamento e como este mesmo sistema nervoso é influenciado pelo comportamento.

O cérebro é um equipamento que só funciona através das informações que processa. A maioria das informações que o seu cérebro processa veio de sua interação com o meio e dos significados que você deu para elas, consciente ou inconscientemente. Sendo assim a sua mente é um disparador importante para as reações que seu cérebro processa. 

O medo é uma reação que começa com um estímulo sensorial real (algo que você vê, sente, ouve ou o conjunto disso tudo), mas pode ser algo quesua mente cria ou resgata de uma memória, uma lembrança sua. Areação acontece através de uma cadeia de estímulos sensoriais e eletroquímicos que contribuem para a liberação de substâncias químicas –neurotransmissores – que provocam o aumento da sua respiração, dosbatimentos cardíacos, geram tensão muscular e, nalgumas situações, pode desencadear reações viscerais. 

O estímulo pode ser aquela pessoa de seus sonhos, uma festa cheia de estranhos, um auditório lotado de pessoas ávidas pelo que você falaria ou seu chefe esperando a sugestão salvadora.
Apesar de a coisa não ser tão simples assim, tendo como base o que leu acima, veja nas imagens abaixo como o cérebro participa na geração do medo:


Tálamo: funciona como área de triagem dos sentidos, somente o olfato não passa pelo tálamo. Após receber os sinais dos sentidos ele decide para que parte do cérebro os dados serão enviados.
Córtex sensorial: é a parte superior do cérebro, a casca que veríamos se abríssemos seu crânio. É nesta área que são interpretados os dados sensoriais. O córtex possui uma área para cada sentido, córtex visual, olfatório, etc. (Por isso o Visual, Auditivo e Cinestésico – Tato, Olfato, Paladar e Propriocepcia, da PNL).
Hipocampo: está envolvido no registro e resgate de memórias importantes de sua vida, além de integrar os estímulos para estabelecer um contexto relacionado a eles.
Amígdala: gerencia emoções, especificamente as ligadas à aversão, distingue ameaças e armazena as memórias do medo.
Hipotálamo: Utiliza a combinação do sistema nervoso vegetativo com o sistema adrenocortical.  O primeiro prepara o corpo e o segundo irriga a corrente sanguínea com as substâncias necessárias para a situação de luta ou fuga.

Como sua sobrevivência é o objetivo a reação não depende de suas decisões conscientes. Elas tendem a levar você a lutar ou a fugir. (Por isso aquilo tudo que você pensa depois de uma situação limitante não funciona no contexto. As dicas bem intencionadas do comportamento adequado morrem aqui. Por isso elas não funcionam).

Simplificadamente poderemos dizer que o seu cérebro busca sempre garantir a sua sobrevivência e dotar você das condições evolutivas que perpetuarão a sua linhagem. Fugir, no contexto aqui abordado, pode parecer melhor do que lutar. Para você se sentir bem nos contextos que deseja, substituir o medo pelas habilidades comportamentais e enfrentar o desafio, seria mais apropriado. Enfrentar aqui não é sinônimo de luta de sobrevivência no nível cerebral rudimentar (tronco encefálico – cérebro reptiliano), mas sim a integração comportamental dos níveis cerebrais superiores (emocional e intelectual – sistema límbico e córtex) para você evoluir e se sobressair nesses contextos. 

Mas seu cérebro não sabe disso. Ele apenas acessa suas memórias e dispara processos anteriormente condicionados pela sua história evolutiva e por suas experiências de vida. O elegante é que você possui a explicação neurocientífica, para compreender os processos neurobiológicas do comportamento e dispõe da PNL para fazer os ajustes comportamentais necessários a seus objetivos contextuais.

Veja abaixo um esquema mais detalhado. Se tiver curiosidade pesquise sobre cada parte deste esquema e aprenda mais sobre seu cérebro.


 COPIADO: http://cursocoachingpnl.com.br/

quarta-feira, 26 de março de 2014

Pensamento Sistêmico

Definições de Sistema:
Um sistema (do grego sietemiun), é um conjunto de elementos interconectados, de modo a formar um todo organizado. É uma definição que acontece em várias disciplinas, como biologia, medicina, informática, administração. Vindo do grego o termo "sistema" significa "combinar", "ajustar", "formar um conjunto". (Wikipédia)

Sistema: “Conjunto de elementos (concretos ou abstratos) interligados e que funciona como um todo estruturalmente constituído para um propósito”. (Dic. Aulete Digital) - Exemplos: sistema educacional, sistema bancário, etc.
O livro “A Quinta Disciplina” de P. Senge (2008) tornou público o conceito e técnicas sobre o pensamento sistêmico. O Autor é “... altamente crítico com relação á administração tradicional, desafiando a própria possibilidade de os gerentes poderem ‘controlar’ de alguma forma um sistema humano complexo, e argumentando que a maioria das intervenções piora ainda mais as coisas, em vez de melhorá-las”.
Conceituações do Autor sobre pensamento sistêmico:
“O pensamento sistêmico é um quadro de referência conceitual, um conjunto de ferramentas desenvolvidos ao longo dos últimos cinquenta anos para estabelecer os padrões como um todo e ajudar-nos a ver como modificá-los efetivamente.” (pag. 40/41)
“Chamo o pensamento sistêmico de a quinta disciplina porque ele á pedra fundamental conceitual subjacente a todas as cinco disciplinas descritas neste livro”, (p.100), quais sejam: Domínio pessoal, Modelos mentais, Visão compartilhada e Aprendizagem em equipe, que juntas estruturam as competências do corpo gerencial, pois segundo A. De Geus “... A empresa mais bem sucedida... será a organização que aprende. A capacidade de aprender mais rápido do que seus concorrentes pode ser a única vantagem competitiva sustentável”. (apud p. 37)
Os sistemas sofrem influências de dois tipos básicos de processos, que provocam interferências em seu estado: 
  • o primeiro é o Processo de Feedback de Reforço, qual seja os propulsores do crescimento ou espiral de reforço, que atua como incrementador das variáveis do sistema; 
  • o segundo é o Processo de Feedback de Equilíbrio que provoca a estabilização.

Para materializarmos melhor, suponhamos dois círculos de ações, como no símbolo do algarismo ‘8’, um acima e o outro embaixo. No círculo superior estão as ações do Processo de Reforço e no de baixo, as do Processo de Equilíbrio. O Processo de Reforço sempre promove o crescimento, enquanto o de Equilíbrio tenta contê-lo.


O Processo de Reforço nem sempre é benéfico, haja vista a inflação, onde seu crescimento redunda em caos, necessitando de um processo de equilíbrio para estabilizá-la. Isto é feito através da adoção da ‘alavancagem’ (“... identificação de onde as ações e mudanças nas estruturas que podem levar a melhorias significativas e duradouras”) e que geralmente apresenta uma ‘defasagem’ (tempo decorrido entre a ação e o resultado (conseqüências)).
Pensar de forma sistêmica é perceber a abrangência das ações e resultados dos vários centros de ocorrência (Processo de Feedback) onde se desenvolvem as ações que imprimem movimento e/ou interagem na manutenção do status do sistema.
O pensamento sistêmico dá o entendimento de um sistema, passando pela intelecção dos interrelacionamentos de seus mecanismos e padrões de mudança, posto que seja dinâmico, sofrendo as influências do meio no qual está inserido.  
Os sistemas naturais, políticos, sociais, etc. sofrem desequilíbrios, pois geralmente as ações externas equivocadas provocadas pelo homem tendem a causar resultados piores (entropia*) em seus objetivos.
O ser humano tende a ser reducionista, simplista, cartesiano por formação, orientado para perceber eventos (cadeias de causa e efeito) e visões particionadas (fotos instantâneas) do sistema. H Simon em sua Teoria da Decisão atesta a ‘racionalidade limitada’ que vê o “... homem como um ator econômico bombardeado por escolhas e decisões, mas possuindo um número limitado de informações e capacidades de processamento”. (http://siadmoments.blogspot.com/2007/12/o-modelo-de-racionalidade-limitada-de.html.
Uma organização é um sistema construído com finalidade específica, qual seja atender objetivos sócio-econômicos, fazendo parte de sistemas maiores (social, econômico, político, ambiental, etc.) e para tanto necessita ser pensada de forma sistêmica. 
Cabe, principalmente aos Gestores de Pessoas implementarem a Aprendizagem Organizacional em suas empresas visando a racionalização dos processos,  obter ganhos de competitividade e conquistar a vantagem competitiva e, este livro deve fazer parte da biblioteca particular de todos aqueles que pretendam perceber como ’a roda gira’ nas organizações. 

*Entropia (conceito emprestado da termodinâmica) é a medida da desordem de um sistema, que indica o grau de perda de eficiência e eficácia, o quanto ele deixa de gerar trabalho ou falha no atingimento de seu objetivo.
Por: http://wagnerherrera.blogspot.com.br/

terça-feira, 25 de março de 2014

Insegurança no Trabalho: Quem é o Vilão Desta História

Há uma coisa no jeito brasileiro de ser que atinge a todos os segmentos da sociedade: a visão sobre as conseqüências em detrimento da visão nas causas propriamente ditas.

Sinceramente não tenha ainda uma opinião formada para saber distinguir o quanto há nisso de falta de informação e o quanto faz parte de intencionalidade de alguns poucos que sempre atuam em causa própria. 

Infelizmente somos ainda um povo que não notou o quanto o bem comum deve estar acima dos interesses pessoais ou de certos segmentos e mesmo entre aqueles que se julgam detentores do direito de defender os direitos esta visão ainda é bastante obscura.

Disso tudo uma coisa é certa: a sociedade brasileira precisa saber e entender que quem paga a conta da falta de segurança é ele. Como em tudo em economia, não há mágica: é de nossos bolsos que o dinheiro sai, se não diretamente através dos impostos, com certeza indiretamente através dos custos embutidos em tudo que compramos. E entendendo isso talvez, a sociedade passe a prestar atenção em certos assuntos que hoje não estão em seu foco.

E quando me refiro a sociedade, obviamente estou falando de todos – em especial também dos empresários – muitos deles em alguns momentos iludidos pelas propostas de inovações muito bem elaboradas e apresentadas – mas com alguns detalhes embutidos que mereciam melhor atenção. Acima de tudo é preciso entender que o mundo tem tendências bastante interessantes. Uma destas tendências diz respeito a conscientização e politização dos chamados “clientes”.

Com certeza não passaremos mais uma década sem que isso chegue também a questão da rejeição pela empresa mutiladora – aliás assisti uma bela palestra sobre este tema dentro de uma instituição empresarial no ano que passou. Em pouco tempo com certeza o consumidor vai exigir mais do que um produto com qualidade e preço – vai exigir também um produto sem sangue – como hoje exige um produto sem violência com o meio ambiente. 

Pode parecer utopia – mas no futuro algumas empresas deixarão de existir porque mutilam e matam trabalhadores – ou mesmo – pela inviabilidade econômica causada pelas ações de ressarcimento devido aos danos causados aos seus empregados. 

Interessante dizer isso – em mundo globalizado, em tempos de concorrência acirrada e saber que ao mesmo tempo temos as bases de um modelo para fazer frente a isso estabelecida e algumas pessoas pensam em muda-lo. Não há como  explicar este retrocesso: qualquer estudioso do assunto prevenção ou mesmo

Prevencionista sabe do que estamos falando, entende a importância do Know How tupiniquim para o assunto. Os números reais das estatísticas de todo mundo – disponíveis na internet – mostram claramente o que falamos. Tal como em muitos outros assuntos precisamos passar a valorizar bem mais o que temos em nossa terra e deixarmos de lado a admiração por aquilo que supomos ou ouvimos falar.

Mais importante do que encontrarmos um vilão com certeza e tomarmos consciência que saúde e vida do trabalhador não é negócio e nem pode ser – afinal de contas as conseqüências não ficam restritas ao mundo empresarial. Portanto, o assunto merece regulamentação especifica e cuidados especiais – porque por mais que diga que a iniciativa privada vai assumir todos os ônus - na prática isso impossível.

É preciso também entender que prevenção de acidentes não é apenas problema da área de saúde – como alguns querem fazer crer – e que portanto – há necessidade implícita de multidisciplinariedade na atuação. É crucialmente e de forma urgente ficar claro – que mesmo com a determinação legal as coisas ainda não tem o desenho desejado e necessário e que portanto ainda não é hora de deixarmos este modelo de lado.

Fonte: Cosmo Palasio M. Junior - http://www.qualidadebrasil.com.br/

segunda-feira, 24 de março de 2014

domingo, 23 de março de 2014

Sucesso e Fracasso: Extremos que se Complementam

Não deixe que o sucesso suba à sua cabeça e nem que o fracasso desça ao seu coração. 

São extremos que se complementam, para existir um tem que existir o outro. 

Tão importante quanto vencer é saber perder.


É muito comum ouvir e ler inúmeras definições de sucesso e fracasso nesse vasto mundo da informação. Todas elas, por incrível que pareça, estão mais atreladas ao dinheiro do que à nossa própria satisfação pessoal. 
Ambos podem estar mais atrelados, tanto por aquilo que temos ou quem temos na vida quanto - e primordialmente - por quem realmente somos.
Nessa longa estrada da vida, já desfrutei algumas vezes o sucesso e já chorei muito aos pés do fracasso. Para existir um, tem que existir o outro. 
Em uma analogia simples, tenho dificuldades para acreditar que sucesso é ter amigos, enquanto fracasso é viver preso dentro de si mesmo, por medo de viver intensamente a vida, medo de magoar e ser magoado.
  • Sucesso é poder trabalhar à beira da praia ouvindo o quebrar das ondas. Fracasso é viver preso à velha rotina de sempre. 
  • Sucesso é sair da plateia e não deixar que sua história passe diante de seus olhos, sendo apenas mero espectador. É escrever quantas vezes for preciso um novo capítulo. Fracasso é tentar fugir dos problemas e viver uma vida que não é sua. 
  • Sucesso é sonhar de olhos bem abertos, com pés nos chão e a cabeça nas nuvens. Fracasso é desistir de seus sonhos antes mesmo de tentar.

Com o passar do tempo, essas definições e distinções entre um e outro foram ganhando forma e ficando ainda mais claras em minha mente. Confesso que o tempo foi meu melhor mentor. 
A vida é uma verdadeira sucessão de altos e baixos. Em dado momento o fracasso será iminente, porém o triunfo sobre ele se dá através da perseverança, o verdadeiro suor daqueles que não desistem da luta.
Para muitos homens, sucesso é sair com inúmeras mulheres, ser de todas e ao mesmo tempo de ninguém, enquanto para outra boa parte deles o maior fracasso é frustrar-se por não conseguir manter um relacionamento. São de todas e ao mesmo tempo de ninguém. 
Para algumas grandes corporações, sucesso é ter inúmeros clientes e o maior fracasso e não retê-los. Assim na vida como nos negócios, sucesso e fracasso são extremos que se complementam, e dinstiguir um do outro será primordial para sua prosperidade.
Damos muita ênfase ao sucesso e esquecemos que é nas derrotas que extraimos nosso verdadeiro aprendizado. Tão importante quanto o sucesso é o próprio fracasso. Lincoln só foi quem foi porque soube extrair da dor motivos suficientes para não sucumbir de vez à derrota. Esse grande líder e exemplo de superação foi em toda a história da humanidade um dos maiores acumuladores de fracassos. 
O mesmo soube com maestria contornar os problemas, tinha cada vez mais claras em sua mente as definição de fracasso e graças a isso pode extrair de suas dores motivos suficientes para não desistir da luta. A vida é uma batalha diária, onde quem ganha não é aquele que sabe bater, mas aquele que mais aguenta apanhar.
É fracassando que se aprende. É caindo, que se aprende a levantar. E, a cada novo tombo, mais forte se torna. Hoje posso afirmar que meu maior sucesso é saber "quem" eu tenho na vida e não as riquezas materiais que acumulei ao longo dela.
Tenha claro em sua mente o que cada um significa para você, com base em suas crenças e valores. Tenho certeza de que essas técnicas de dinstinção servirão como bússola em sua vida pessoal e profissional. Os desafios te levarão aos melhores destinos, por isso não desista da luta. Sucesso e fracasso são os dois lados da moeda e ambos são imprescindíveis para seu progresso.
Acima de tudo, lembre-se da seguinte frase: "Não deixe em hipótese alguma o sucesso subir à sua cabeça e nem o fracasso descer ao seu coração".
Por: Leonardo Posich - http://www.administradores.com.br/

sexta-feira, 21 de março de 2014

Consultoria: O Lado Sombra do Cliente… O Que Você Faria?

O Consultor é um descobridor. 

Este o particular fascínio da nossa profissão.

Com frequência, a empresa-cliente, a consulente, o executivo (a) ou não sabe bem qual seu “real” problema, não quer ou não pode revelá-lo integralmente ou, no mais das vezes, convive com opiniões contraditória, sintomas, nuances, ou “soluções” e propostas que se excluem entre si, defendidas por acionistas, sócios, gestores, executivos, porém  com visões e interesses díspares.

Com efeito, toda empresa ou negócio tem -digamos -, seu lado de “luz” – aparente, óbvio, claro, aparentemente unânime e outro – seu lado “sombra”, sua realidade oculta, sorrateira e desconhecida e, por vezes, até surpreendente.

Lembramo-nos de um cliente que contratou a Consultoria para desenvolver trabalho de Planejamento Estratégico, um programa, um roteiro- mestre, para seus próximos três, quem sabe cinco anos: estavam em dúvida… 

Seus quatro sócios, todos ótimos profissionais, amigos de longos anos, pediam ajuda solicitando avaliação de seus reais recursos, seus mercados alternativos, seus objetivos mais apropriados e, potencialmente, mais lucrativos, a longo prazo.

Após algum tempo de pesquisa, coleta de dados, entrevistas, e já ganhando a confiança  dos diretores, acabou descobrindo o Consultor- coordenador dos trabalhos- que, na verdade, o que cada sócio queria era se retirar do negócio, “pendurar as chuteiras”, vender sua parte e ir para casa, para um merecido descanso após aqueles longos e trabalhosos anos de exitosa construção do negócio.
  • Mas, como confessar isso aos três outros sócios? 
  • E sem abalar sua união, sem perda de valor do negócio, do ponto de vista do mercado e, ainda, embora amigos, sem risco de reduzir seu poder de barganha na venda de sua parte aos sócios remanescentes? 
  • O lado sombra da empresa. 
  • O que você faria?

Às vezes, a coisa chega ao burlesco. Como daquele presidente da multinacional, de origem europeia, que pediu nossa ajuda para um problema “cultural” de sua empresa. 

Embora possuísse uma biblioteca razoável, em livros e documentação técnica, ninguém a consultava. Examinamos o assunto. 

A tal da biblioteca ficava o tempo todo fechada a sete chaves, aos cuidados de um compenetrado e zeloso funcionário que não “emprestava” a ninguém, com medo de “sumirem” com seus preciosos alfarrábios… 

O que você faria?

E não é de hoje a irresponsabilidade, a falta de visão do todo. Como o da multinacional americana que pretendia vender uma unidade fabril de produto para o setor de construção civil, em que não era um ator de peso. 

Com estudos quase concluídos, relatórios parciais analisados e aprovados, honorários quitados, primeiras sondagens bem recebidas, surpreendeu a todos a ordem da matriz para fechamento, de imediato, da fábrica, porque não poderiam perder tempo com insignificante unidade no portfólio internacional do grupo. 

Fechada abruptamente enfrentaram greves, sindicalistas à porta, ações trabalhistas e desvalorização dos equipamentos, terreno e construção, os quais foram arrematados em leilão. 

O que você faria?

Por essas e outras, a Consultoria tem seu lado de ciência e outro –importante – de criação artística. 

O Consultor, pela sua independência, isenção, saber ouvir e com perguntas que levem à reflexão, à análise…, desvela e pinta de cores e luz o que jaz oculto, esconso, à sombra, intencional ou não e, talvez, resida exatamente nisso o irresistível desafio gratificante da Consultoria. À época aprendíamos observando, lendo a incipiente literatura  e trabalhando. 

Mais com nossos próprios erros do que com os acertos.


Fonte: Luiz Affonso Romano - http://www.qualidadebrasil.com.br/

quinta-feira, 20 de março de 2014

Armazenagem e Expedição

Não é à toa que aqui estão dois setores que promovem o sucesso da logística dentro de uma empresa ou podem ser um grande fator gerador de problemas e de perdas. Não existe abismo entre facilitar e travar. Essas condições estão bem próximas.
O homem sempre se utilizou dos recursos de armazenagem desde os primórdios para garantir sua sobrevivência. No Egito (a.C.) colheitas eram estocadas durante anos. 
Na década de 70, muitas empresas começaram a se destacar sobre seus concorrentes devido à redução dos custos de armazenagem. Esse “ouro” ainda está muito presente nos mais diversos segmentos do mercado. Mesmo com o afunilamento dessas técnicas e com o desenvolvimento de equipamentos para a área, ainda há muito que melhorar nesses processos.
 Cada empresa ou segmento dispõe de várias formas de lidar nessa área. Optar e executar bem as que mais se adéquam aos seus processos é o que as diferenciam.
Tenho observado que várias empresas desprezam esses setores quando se focam apenas na captação da receita através dos departamentos Comercial e Financeiro. Vi Almoxarifados devolvendo requisições por não achar a peça requisitada por estar fora do sistema ou do alcance da vista, mas existia. Vi Expedições (que também armazenam o produto acabado) impossibilitadas de atender aos pedidos de clientes por não identificar e separar os produtos em tempo hábil ou praticarem métodos danosos. Ou seja, se deixo de produzir devido a um e deixo de faturar devido a outro, não preciso ser especialista para saber no que vai dar.
Se você só se preocupa com o coração para não ter um infarto, mas não cuida de seus rins, pulmões, fígado, cérebro… Seu médico não vai conseguir isolar os outros órgãos e lhe deixar vivo apenas com aquilo que você julga importante e necessário – Algumas empresas buscam esse “médico” incessantemente. Às vezes, nem percebem esse absurdo.
Sempre destaco a importância desses dois setores por ser um a fase final da logística de entrada e o outro a fase inicial da logística de saída (conhecidas como Inbound e Outbound, respectivamente). E é devido a essa lógica que a Expedição é o termômetro da logística interna (a intra-logística). Se esse setor possui deficiências, elas representarão diversos problemas na sua cadeia. Não dá para listar todos, mas basta citar a insatisfação dos clientes.
Então, quais os segredos para evitar tais dificuldades nesses setores? 
Um só: seleção da equipe. 
Isso mesmo! PESSOAL. Claro que não significa que todos os problemas serão resolvidos, pois a MAM (Movimentação e Armazenagem de Materiais) é muito ampla e nesses setores podem surgir problemas originados nos métodos de transporte, produção, comercialização, coleta… Mas nisso também, a questão do preparo e atributos pessoais serão fundamentais para a identificação e solução desses problemas. Não quero desmerecer uma ou outra função dentro de uma empresa. 
Do zelador ao presidente, cada um tem sua importância. Mas não é qualquer pessoa que levará esses setores ao sucesso. Sempre digo que o setor de armazenagem abriga as “personae non gratae” (plural de ‘persona non grata’ que significa pessoa não bem-vinda) para os demais funcionários que necessitam de uma relação próxima com esses setores. Na verdade, é assim que tem que ser. 
Essas pessoas tratam a organização como mãe e o envolvimento do seu papel na empresa como pai. São elas que são chamadas de chatas pela primazia dos procedimentos corretos, seja na segurança, limpeza, organização e cuidados com o dinheiro da empresa investido nos materiais. Não só nos itens A, mas até num simples parafuso, numa simples arruela. Para a empresa, pessoas assim são mais do que bem-vindas, são essenciais.
Nada adianta treinar alguém sem esse senso de organização e envolvimento para compor esses setores. É necessária muita responsabilidade para que pequenos atos não gerem grandes problemas. 
O controle é crucial. Também digo que, ao assumir essa função, o responsável deve solicitar um inventário de partida para que sua história seja iniciada sem falhas ou interferências anteriores. Afinal, estar-se-á lidando com os cofres da empresa. Parece exagero, mas não é.
Com essa equipe selecionada, as soluções fluem. O preparo é constante. O aprimoramento através do conhecimento deve ser buscado com fome. As técnicas de armazenagem e movimentação são sempre renovadas e os profissionais têm que sintonizar isso para trazê-las para si e para a empresa. Claro, a empresa tem que investir nisso. Esse complemento é decisivo.
No campo básico, a obediência a um layout bem definido que contemple seu espaço, localização, condição, acessibilidade e segurança vai facilitar sua movimentação e lhe trazer um ganho de tempo bem significativo. As definições de métodos e processos vão fluir naturalmente se bem organizados e bem executados. As ferramentas, os equipamentos devem ser voltados ao bom uso para agilizar e preservar os materiais e, assim, sempre agregar valor.
Se internamente isso já representa muito para uma empresa, imagine tudo isso potencializado em empresas voltadas ao mercado da distribuição de produtos (os chamados Operadores e Centros de Distribuição).
Os custos totais de movimentação podem variar de 15 a 50% do custo de produção de um produto. A redução desses custos de movimentação e armazenagem estará sempre associada às melhorias e essas sempre conduzirão às melhores condições de trabalho. Nenhum sistema será eficaz se esse contexto não partir da forma correta. 
Nenhuma empresa terá sucesso sem a dedicação desses setores. O cuidado com o todo é fundamental. Como já dito, não é só de infarto que se morre.,
Por:  - http://www.logisticadescomplicada.com/

quarta-feira, 19 de março de 2014

Cipa Consciente = Prevenção de Acidente

Embora por toda parte seja possivel encontrar situações onde a CIPA não é apenas mais do que formalidade também é possivel encontrar empresas onde a CIPA conseguiu ao longo do tempo encontrar seu espaço e atua de forma decisiva para a prevenção de acidentes. Isso é bom para as empresas, muito bom para os trabalhadores e ótimo para a sociedade como um todo.

É interessante notar e analisar as razões destas diferenças. 

Deixando de lado os casos de insucesso e tentanto entender as razões que fazem com que a CIPA seja levada a serio em muitas empresas podemos entender os caminhos que fazem a diferença. E com certeza a grande maioria dos casos de sucesso passaram por uma analise mais profunda e verdadeira quantos as verdadeiras causas dos problemas que a CIPA enfrenta em diversos locais.

Raciocinar sobre isso é de grande valia e o raciocinio passa pela premissa de que a CIPA é importante e necessária porque quando atua corretamente contribui de forma decisiva para que a empresa possa atingir seus objetivos sem que isso implique em lesionar, mutilar, adoecer e matar pessoas. 

Pena que pouca gente se dá ao trabalho de entender isso e é obvio que sem este entendimento a CIPA não consegue atuar. Então antes de mais nada é preciso reeducar os atores sociais envolvidos nesta questão pois qualquer esforço sem esta revisão de valores e visão será praticamente inutil.

Um outro ponto importante diz respeito a CIPA como voz do processo nos assuntos de Segurança e Saúde. Não são poucos os casos onde as opiniões dos trabalhadores contribuiram para que as soluções necessárias fossem planejadas e realizadas com a economia de grandes somas de dinheiro. 

Este ponto parece que esbarra na vaidade de algumas áreas e profissionais e quando as empresas a partir de sua direção não interferem nesta forma antiga de ver permitem que sejam gastos recursos desncessarios para correções mal planejadas quando a solução proposta pelo trabalhador quase sempre é mais prática e por consequencia menos onerosa.

Por estas e muitas otras razões é importante que tenhamos consciencia do quanto antes de qualquer coisa é preciso investir tempo e inteligencia para que sejam rompidos velhos paradigmas sobre a CIPA e sua atuação. Pouco ou nada adianta a imposição simples da necessidade pois a cultuta vigente sobre o assunto faz com que sendo assim a CIPA seja conduzida para que de fato seja inoperante.

Trabalhar para que a finalidade da CIPA seja compreendida e assimilada por todos que com ela tem envolvimento é algo de grande valia para a prevenção. Fazer com que os empresarios e seus prepostos entendam que embora seja uma obrigação legal a CIPA muito mais do que isso pode ser de grande valia para gestões equilibradas e de fato comprometidas com a evolução do negocio – levando em conta claro que a base essencial para esta evolução e o respeito a vida e saude daqueles que de fato fazem a empresa.

Portanto muito antes da atuação do dia a dia – o forte do trabalho da CIPA – há necessidade de atuar em um processo mais amplo que vise a educação para o assunto de outros envolvidos neste processo. 

Temos certeza que de um trabalho consciente, bem planejado e inteligente obteremos sucesso e ao mesmo tempo estaremos contribuindo para pessoas mais voltadas para a verdadeira prevenção, empresas mais seguras e um Brasil com menos custos desncessários.

Fonte: Cosmo Palasio M. Junior - http://www.qualidadebrasil.com.br/

terça-feira, 18 de março de 2014

Se Karl Marx Tivesse Estudado Administração

Na época de Karl Marx havia pouco capital e poucos capitalistas.
Tanto que os marxistas criaram como seu símbolo a foice e o martelo, bens de capital que custam menos que R$ 10,00.
Um tear mecânico custava na época em torno de R$ 1.000,00, só que aumentava a produtividade do tecelão em mais de 10 vezes.
Num primeiro momento este aumento de produção não chegava a afetar o preço do tecido que ficava praticamente igual, nem do trabalhador.
Os primeiros donos de teares passaram a ganhar nove vezes mais do que na produção manual.
O lucro inicialmente se tornou colossal.
Foi isto que Karl Marx viu, e infelizmente achou que era o normal e não um fenômenosui generis.
Do dia para a noite, o lucro que era de 10% sobre um tecido passou a ser de 50%, uma baba. O que permitiu a compra de mais teares. 
Pergunte a um empresário ou capitalista o que ele acha de fornecedores que embutem margens de lucro de 50%.
Garanto que ele responderá “um bando de ladrões”, a mesma análise feita por Karl Marx. Como isto é possível? 
Karl Marx não entendia de Processos Dinâmicos. Ele não tinha à sua disposição um Excel.
Não conseguiu ir além da sua análise da situação da época, não conseguia simular o futuro nem como tudo isto iria terminar.
Sem Excel e Matemática de Processos Dinâmicos, Marx achava que as Margens de Lucro seriam cada vez maiores, os capitalistas seriam cada vez mais ricos, e os trabalhadores cada vez mais pobres.
Mas isto foi um chute, não uma constatação científica. 
O que Karl Marx não entendeu?
O mínimo de administração.
As empresas reinvestem 90% dos seus lucros, devolvem por assim dizer a mais valia de Marx, de volta para a sociedade comprando mais e mais teares.
Maior produtividade e mais teares começavam a saturar o mercado da época e os preços despencaram.
Marx, o intelectual mais influente do mundo depois de Adam Smith, previu incorretamente que a margem de lucro das empresas ficaria cada vez maior e não menor.
Previu também que o número de capitalistas da época ficaria cada vez menor, e no final, na mão de uma única pessoa. 
Karl Marx achou que eventualmente haveriam poucos capitalistas dominando tudo, auferindo todo o lucro, e bastaria uma pequena revolução para eliminá-los e teríamos a sociedade justa e igualitária de imediato.
Só que as margens de lucro despencaram de 50% para 2% sobre o preço de venda
Como todo administrador previa na época.
Basta ler as edições de Melhores e Maiores.
Hoje quem cobra 50% do povo consumidor é o Estado, via impostos. A maioria das empresas tem margens de lucro de 5%, e 20% delas operam no prejuízo.
Basta consultar a edição.
Por quê? 
Em Administração descobrimos que era melhor ganhar pouco (2%) de muita gente do que fabricar Rolls Royce para poucos.
Era melhor ganhar somente 2% de muita gente do que ganhar 50% de pouca gente.
Algo que Marx não imaginou que poderia ocorrer.
Honestamente, você se incomoda em dar 2% do preço do produto para o empreendedor que criou o produto que não existia, que organizou toda a equipe de produção, que gerou todo o sistema administrativo, que paga bem seus funcionários dando creches, educação e fundos de pensão que deveria ser função do Estado?
Que arrisca um dia quebrar e perder tudo porque você não gosta do produto, que produz antecipadamente para que você sempre possa comprar aquilo que você precisa?
Eu não pegaria em armas para destruir este sistema, para entregar tudo a gestores de estatais que nem sempre são tão eficientes e comprometidos com o consumidor.
Se aparecer um setor com 50% de lucro, a saída é permitir mais concorrência que irá reduzir a margem, em vez de dar poderes monopolísticos para a Petrobras, a Vale, aos Correios, a Caixa, ao Banco do Brasil e assim por diante. 
  • Karl Marx nunca estudou administração, e não percebeu que capitalismo se combate com mais capitalismo, com mais “concorrência”, algo que não existe nas escolas de Marxismo, onde os professores têm monopólio, emprego vitalício, onde o melhor aluno jamais lhe substituiria como professor.

Marxistas, Socialistas, Trotskistas, Maoistas, Stalinistas, Chavistas, Castristas, enfim, não perceberam que já em 1800, administradores estavam substituindo os barões capitalistas do passado e que os trabalhadores seriam proprietários das ações das empresas em que trabalhavam, via os Fundos de Pensão que nós administradores criamos.
Metade das ações das 500 maiores empresas americanas estão hoje na mão de seus funcionários, e a outra metade nas mãos das viúvas dos antigos funcionários.
Fomos nós administradores que implantamos a justiça que Marx tanto sonhou, e não os acadêmicos socialistas como Arrow, Joan Robinson, e Paul Sweezy.
Karl Marx ensinou três gerações de acadêmicos a pregarem a estatização, os monopólios estatais.
Petrobras, Vale, Eletrobrás, Sabesp vendem commodities até hoje.
Não precisam de administradores que acrescentam valor à matéria prima.
Precisam de acadêmicos que saibam determinar o Preço de Mercado e nada mais.
Se Karl Marx tivesse estudado administração, Rússia, Cuba, China, Índia e o Brasil não estariam tão atrasados como estão hoje.
Por: STEPHEN KANITZ, consultor de empresas e conferencista - http://blog.kanitz.com.br/