quarta-feira, 11 de março de 2020

Conheça as Vantagens e Desvantagens de Ter Um Comportamento Explosivo

A agressividade, ansiedade e competitividade são características que se adequam a muitos profissionais no ambiente de trabalho. 

Adicionando a falta de equilíbrio e a calma em situações de tensão estamos em frente a um “profissional explosivo”.

De acordo com a psicóloga e psicoterapeuta Clarice Barbosa, estas pessoas não sabem lidar com a raiva, com a frustração e não gostam de ser contrariadas.

O consultor associado da Muttare, Daniel Maldaner, acrescenta que estes profissionais perdem o controle quando há “uma saturação de desalinhamento das expectativas”, ou seja, quando o resultado esperado não é alcançado. A explosão também ocorre quando há muita pressão sobre ele.

“Geralmente, a explosão de forma agressiva vem junto com a falta de respeito. E ninguém gosta de sofrer falta de respeito. Ser explosivo é extremamente danoso para a carreira”, afirma Daniel.

Entre os problemas que a explosão pode trazer ao profissional está a vulnerabilidade, que pode acarretar em erros e danos que não têm consertos. Além disso, Clarice declara que esta pessoa expõe a sua fragilidade, tanto para os colegas, como para a empresa e clientes.

 “Ele perde a sua credibilidade”.
Estar com a “cabeça quente” também é prejudicial nas relações de trabalho, já que muitas vezes o colaborador “explosivo” magoa os colegas e colabora para estabelecer um clima hostil.

A situação pode piorar quando esta pessoa tem um cargo de chefia, já que a equipe pode ter receio em pedir ajuda do líder para resolver problemas ou para dar ideias. “Além de criar barreiras, ele permite que as outras pessoas reproduzam o seu comportamento, pois ele é a referência”, esclarece Maldaner.


O especialista declara ainda que o comportamento explosivo é comum em pessoas que têm medo de perder a liderança e, agir desta forma, é uma maneira de se impor por meio da autoridade.

Como resolver

Segundo Clarice, para reverter este quadro é necessário que o profissional faça uma auto avaliação e descubra em quais situações ele perdeu o controle. “É só por meio do auto conhecimento. Ele não pode se orgulhar de ser explosivo, do tipo que fala, 'Eu sou muito bonzinho, até que pise no meu calo´”, aconselha.

Caso o temperamento explosivo tenha surgido devido às características da empresa, como ambiente muito competitivo, de muita pressão e de injustiça ou que a pessoa não seja reconhecida, a orientação da psicóloga é que a profissional mude de emprego.

Explosão positiva

Ser “explosivo” não significa necessariamente algo negativo. De acordo com Clarice, o profissional pode trabalhar para que os seus sentimentos o ajudem em sua carreira. “A raiva nem sempre é ruim. Ela é um sentimento que nos impulsiona, nos tira da zona de conforto. Mas é preciso ter um limite”, alerta.


Este comportamento, se bem utilizado, pode auxiliar em algumas áreas como vendas, departamentos onde é necessário tomar decisões estratégicas, entre outras.

Além disso, complementa Maldaner, a agressividade é positiva em algumas situações, como quando a equipe, depois de ter sido alertada sobre o desempenho, não apresenta o resultado esperado.

“No momento de letargia ou acomodação da equipe, ser mais enérgico pode ajudar. Mas este comportamento só é permitido quando o líder já conversou anteriormente com seus profissionais e não houve resultado”, finaliza.

Copiado: https://administradores.com.br/

terça-feira, 10 de março de 2020

Aprendizado Contínuo: qual a importância para o seu desenvolvimento?

Nunca o conhecimento se desenvolveu tão rápido como nos dias de hoje. A única maneira de enfrentar os desafios dessa era é compreendendo que a aprendizagem é algo que não deve parar nunca
Com isso, a ideia de aprendizado contínuo vem ganhando espaço na vida dos indivíduos.
As pessoas estão compreendendo que desenvolver novas competências e habilidades pode ser parte da conquista dos seus sonhos ou até mesmo servir de ponte entre elas e o sucesso profissional que tanto almejam.
Vamos conversar mais a respeito? Veja, neste artigo, como o aprendizado contínuo se tornou importante para empresas e colaboradores. Também confira algumas dicas de como promovê-lo.

  • A importância do aprendizado contínuo

Vivemos em mundo que está em constante mudança. Prova disso são os avanços tecnológicos e a revolução digital — ambos estão transformando radicalmente o nosso jeito de viver. Diante desse cenário, a sociedade tem se perguntado quais habilidades devem ser aprendidas.
Da mesma forma, as pessoas questionam frequentemente o papel das instituições tradicionais de ensino nesse processo, pois o modelo padrão de educação (que ainda predomina) não prepara efetivamente as pessoas para o trabalho e para a vida.
O único jeito de se preparar para as mudanças é por meio do aprendizado contínuo. Esse conceito aborda a necessidade de estudar e se desenvolver, pessoal e profissionalmente, ao longo da vida, já que o aprendizado tradicional já não é mais o suficiente.
Aprender é algo que não deveria se restringir apenas às salas de aula, mas ser uma jornada contínua, durante toda a vida.
Desse modo, o aprendizado contínuo consiste em investir na formação profissional e pessoal de forma voluntária, proativa e permanente — seja para o crescimento na carreira profissional, seja por motivos particulares.
Como as mudanças do mundo estão se refletindo nas pessoas, é preciso entender que as habilidades que se tornarem obsoletas devem ser substituídas.
Segundo pesquisa da Pew Research Center em parceria com a Markle Foundation, a maioria dos entrevistados afirma que novas habilidades e treinamentos podem ser a chave para o sucesso no trabalho.
Há uma mistura de habilidades sociais e técnicas vistas como cruciais para os profissionais — por exemplo, a criatividade, a empatia e a curiosidade. A ideia vigente é que a responsabilidade de preparar e ter êxito na força de trabalho começa com os próprios indivíduos.

  • Benefícios de nunca deixar de aprender

Há uma série de vantagens para quem se preocupa em manter o aprendizado contínuo como meta para sua vida. Uma delas é a maior preparação profissional para as mudanças recorrentes no ambiente de trabalho.
Quem se capacita continuamente se mantém qualificado e atualizado durante sua carreira profissional. Com isso, aumenta suas chances de empregabilidade.
Já as empresas ganham, ao contar com colaboradores mais versáteis e adaptáveis para exercer funções diversificadas. Do ponto de vista financeiro, um trabalhador mais qualificado é um ativo para elas.

Outra vantagem para os profissionais são as perspectivas de promoção. Com habilidades escassas no mercado, um profissional que acumula aprendizado e qualificação se torna mais cobiçado pelas empresas. Essa é uma boa oportunidade para negociar um crescimento profissional.
Ou seja, a pessoa passa a ter um retorno financeiro melhor, compensado por sua maior produtividade. A aprendizagem ao longo da vida também garante novas qualificações, que podem criar oportunidades no mercado de trabalho. Assim, esse profissional fica à frente dos concorrentes na busca por emprego.
No âmbito empresarial, ter um colaborador com mais conhecimento é valioso também para os demais funcionários e para os clientes, pois as habilidades de um líder são transferíveis. Com isso, essa pessoa estratégica pode contribuir para melhorar os processos internos e entregar o melhor resultado para o cliente.
Por fim, mais um dos benefícios que o aprendizado ao longo da vida pode proporcionar é a satisfação pessoal e profissional dos colaboradores. Isso interfere no modo como se relacionam com a empresa: eles vestem a camisa, especialmente quando são bem-remunerados, promovidos e capacitados.

  • Formas de promover o aprendizado contínuo

Agora, nem todas as habilidades exigidas e valorizadas atualmente no mercado de trabalho — como as competências socioemocionais — estão disponíveis em cursos. Então, como conquistá-las?
O aprendizado contínuo pode ser adquirido e conduzido de várias formas diferentes, seja por meio de treinamento formal (como instrução ou coaching), seja por qualquer forma de aprendizado autodidata.
Para saber como fomentar esse aprendizado dentro de um time, fique de olho nas dicas a seguir!

  • Incentive a responsabilidade pela autoaprendizagem

O primeiro passo para começar a promover o aprendizado contínuo é conscientizando os colaboradores sobre a importância desse processo e criando mecanismos para que sintam motivados a buscarem o aperfeiçoamento por conta própria.
A empresa pode, por exemplo, recompensá-los com premiações, promoções, reconhecimento social ou monetário pela sua dedicação. Ligada a resultados positivos, a cultura de aprendizagem fará com que os colaboradores se sintam responsáveis pelo seu próprio desenvolvimento.

  • Transforme os colaboradores em mentores

Explore todas as oportunidades de aprendizagem. Uma das melhores maneiras de fazer isso é proporcionando meios para que os colaboradores possam trocar experiências entre si. Quando você os transformam em mentores ou instrutores, todos aprendem.
Quem ensina os outros consegue testar seu próprio aprendizado, colocando-o em prática. Assim, selecione os profissionais que já têm conhecimentos específicos — tanto formais quanto informais — para orientar os colegas, principalmente aqueles que estão ingressando na empresa.

  • Realize cursos ou treinamentos

Como falamos, o aprendizado contínuo também se dá por meio de técnicas mais tradicionais, como cursos e treinamentos. Na hora de planejá-los, além de criar programas com conteúdos que atendam aos objetivos da empresa, é importante disponibilizar também temas que talvez sejam do interesse dos colaboradores.

E, por falar nisso, não apenas funcionários devem buscar pelo aprendizado contínuo: os líderes também têm esse compromisso. No mercado, é possível encontrar soluções muito interessantes, como o método 8Ps. Ele traz bons resultados por promover dias de imersão no aprendizado, para que donos de empresas ou tomadores de decisões absorvam as melhores estratégias para seus negócios.
Não esqueça que tudo o que você investe em si e na sua equipe volta com resultados positivos. Não é à toa que o conhecimento é visto como investimento, e não como gasto.
Como vimos, manter-se em constante crescimento nunca foi tão importante quanto nos dias de hoje. Isso só tende a trazer benefícios tanto para as empresas quanto para os colaboradores. Então, não perca tempo e garanta seu próprio desenvolvimento com o aprendizado contínuo.

segunda-feira, 9 de março de 2020

O que é Ruído na Comunicação e como eliminá-lo?

O ruído na comunicação pode acontecer com pequenas situações, mas também em graves ocorrências quando existe um tipo de interferência entre o emissor de uma mensagem e os seus receptores. No ambiente corporativo, resolver o problema ajuda tornar a rotina mais produtiva e livre de imprevistos.

Ruído na comunicação pode ser definido como o antigo jogo “telefone sem fio”, mas sem a parte divertida da brincadeira.
Isso porque o seu conceito está atrelado a qualquer tipo de interferência entre o emissor de uma mensagem e os seus receptores.

No ambiente corporativo, por exemplo, isso pode acontecer quando um anúncio é feito de maneira apressada, fazendo com que cada colaborador entenda algo diferente.

A consequência imediata disso é o fato de dificultar a compreensão dos envolvidos. Só que o ruído na comunicação também escancara uma série de outros desafios — o que torna necessária a sua resolução.
Vamos ver, ao longo deste post, justamente os problemas decorrentes desses ruídos e algumas medidas propositivas para eliminar tais obstáculos para a boa comunicação corporativa. Confira!

Definindo o ruído na comunicação
A princípio, você pode achar que a sua empresa está livre de ruídos. Acontece que muitas situações cotidianas possibilitam a interferência mencionada anteriormente. Quer alguns exemplos?
  • comunicados emitidos com informações equivocadas — como a data ou um local;
  • prazos incorretos repassados a outros membros da equipe;
  • ausência de um e-mail para alinhar os objetivos, metas e/ou responsabilidades e prazos de cada colaborador;
  • orçamentos enviados com informações faltantes.
Portanto, isso pode acontecer com pequenas situações cotidianas, mas também em graves ocorrências.

Um processo seletivo desalinhado pode culminar na contratação da pessoa errada ou, em outro exemplo, o candidato pode comparecer a uma entrevista que deveria ter sido cancelada.
Não é difícil prever as consequências disso. O ruído na comunicação prejudica a reputação da empresa — interna e externamente —, tem um aumento exponencial em retrabalhos e prejuízos (materiais ou não) e pode até mesmo estimular a desmotivação e o elevado índice de rotatividade na empresa.

Como esse problema é nutrido no ambiente corporativo
Para evitar os casos acima citados no seu dia a dia, o setor de RH e os líderes de cada área têm um grande e incessante trabalho pela frente.
E o primeiro passo para reduzir o ruído na comunicação é por meio do diagnóstico de suas origens. Abaixo, reunimos alguns dos principais fatores que geram esses ruídos:

Clima organizacional conturbado
Empresas desorganizadas causam, por si só, ruído na comunicação. É a disposição equivocada de setores, que necessitam de silêncio, colados às equipes mais comunicativas, por exemplo.
Ou, ainda, a ausência de paredes que proporciona um tráfego contínuo de pessoas e pode prejudicar todo tipo de compreensão de mensagens.

Canais de comunicação inadequados

Mensagens por e-mail incompletas — ou com informações equivocadas — são grandes problemas para as empresas. E, isso, independentemente do porte ou segmento de atuação delas.
Isso porque parece não haver uma padronização no envio e recebimento de mensagens. Não apenas por e-mail, mas de todo tipo.

Um exemplo: avisos de reuniões são encaminhados por chat, individualmente, e alguns colaboradores não visualizam, enquanto outros podem esquecer-se etc.
Por sua vez, um convite formal, em que todos respondem ao convite, pode ser uma alternativa mais produtiva para evitar o ruído na comunicação, não é mesmo?
O mesmo vale para os murais espalhados pela organização. Sem um padrão, todo tipo de mensagem é disposto nesses locais, prejudicando a visualização de todos a respeito de um assunto de interesse coletivo.


Falta de um tom de voz identificável
Abordar e interagir são preocupações que devem cercar, também, a sua comunicação empresarial interna. É por meio dela que gera-se identificação, com o público-alvo, facilitando a adesão e absorção da mensagem, bem como o engajamento à ação desejada.
Se não é possível gerar essa familiaridade, há um ruído na comunicação que pode ser ocasionado pela contratação sem padrão algum, do seu quadro de funcionários, ou uma ausência de planejamento para criar a cultura da marca e explorá-la em todos os meios de maneira eficiente.
Entendendo os danos do ruído na comunicação para a empresa
Vamos entender o que acontece, internamente, quando um ou mais desses ruídos na comunicação são diagnosticados?
  • queda de rendimento nas equipes;
  • falta de adesão aos projetos;
  • metas confundidas;
  • retrabalho constante — desvalorizando, assim, a hora de trabalho dos seus profissionais;
  • impacto negativo no bem-estar e na qualidade de vida dos colaboradores;
  • desentendimentos, o que também leva a uma série de conflitos que prejudicam o relacionamento interpessoal.
Para resolver a questão, que tal conferir as nossas dicas para reduzir o ruído na comunicação?

As alternativas para acabar com os problemas de comunicação
Para garantir que não exista mais ruído na comunicação — ou que o problema seja significativamente reduzido —, nós apontamos algumas das principais soluções a seguir. Confira!
Documente as mensagens e solicite respostas
Quer acabar com o problema de alguém que “não viu ou recebeu” um comunicado? Peça que respondam as mensagens, dizendo que receberam e compreenderam o que foi solicitado.
Assim, a padronização ocorre gradualmente, e as pessoas passam a dar mais importância a todo tipo de comunicado, tornando-se um reflexo natural de suas atividades cotidianas.

Promova dinâmicas e treinamentos
Existem muitas alternativas, nesse contexto, que ajudam a diminuir o ruído na comunicação. Promova dinâmicas em grupotreinamentos e workshops — uma vez identificado os problemas comunicativos.
Com o tempo, os problemas são contornados e o setor de RH pode focar em novos treinamentos para potencializar os meios e os planos de comunicação da empresa posteriormente.

Padronize a comunicação
A gestão tem participação ativa na condução de uma boa comunicação interna. E isso começa com a padronização dos meios utilizados.
Reúna-se com os líderes, portanto, e avalie quais são os motivos pelos quais eles informam e orientam os colaboradores, e ofereça um repertório de soluções para cada caso. Por exemplo:
  • reuniões;
  • murais;
  • e-mails;
  • chats.
Para cada necessidade, um meio pode ser padronizado e, assim, garantir mais eficiência à mensagem transmitida.


Organize a identidade da empresa
É importante, também, saber quem é a empresa. Qual é o seu tom de voz, o meio de abordar os receptores da mensagem e a linguagem adotada.
Lembrando que, da mesma maneira que as organizações buscam se aproximar do perfil do público-alvo, a comunicação interna deve gerar familiaridade com as pessoas.
Por isso, construa — ou exteriorize — o DNA da empresa nos meios de comunicação. Dialogue efetivamente, sem que exista ruído na comunicação, e torne as mensagens mais objetivas, eficientes e produtivas para todos os envolvidos.
Consequentemente, o dia a dia na empresa vai gerar mais qualidade de vida e bem-estar. E tudo isso por meio da resolução de conflitos pequenos, mas que podem crescer gradativamente, como o ruído na comunicação.

quarta-feira, 4 de março de 2020

Já Estamos na Pós-Modernidade?

A pós-modernidade é definida por muitos autores como a época das incertezas, das fragmentações, da troca de valores. É possível ser otimista na era da pós-modernidade?
Às vezes parece que o mundo esta de pernas para o ar. Ligamos a televisão deparamos com dezenas, centenas, ou até milhares informações ao mesmo tempo, e real. São canais de TV, Jornais, Internet, Smat-fone, etc. 
A violência, a corrupção, os sequestros, os crimes com requintes de crueldades ganham cada vez mais destaques. A educação recebida pelos país e das escolas, os valores como ética, moral e caráter, a religião, a solidez do casamento e da família, estão perdendo espaço para novas formas de comportamento regidas pelas leis do mercado do consumo e do espetáculo.
Vivemos em uma época de grandes turbulência e pouca solidariedade. São tempos de alta competitividade guiados e regidos pelo dinheiro e pela aparência. 
Em nome de uma ideologia, as pessoas se permitem agir passando por cima de valores morais e éticos. O que importa é ser reconhecido, ser admirados e ter acesso a infinidade de produtos e serviços e usufruir o máximo de prazer.

E para isso, tudo é valido. Age-se de acordo com o momento e com a conveniência. “Pegar o Atalho, como se diz na linguagem da informática, tornou-se uma prática comum. 
Nesse contexto, os indivíduos, não há por que esperar se sacrificar para adquirir bens e ter sucesso, se existe meios mais rápidos para conseguir o que se pretende. 
Mas, afinal, que tempos são esses em que as pessoas passam umas por cima das outras, sem qualquer constrangimento ou culpa, em busca de dinheiro e poder? Será que é possível encontrar uma luz no fim do Túnel e ter otimismo nesse cenário?”
Para muitos teóricos, filósofos e sociólogos, a época atual é marcada por fenômenos que representam um divisor de águas com a Modernidade. 
Chamada a estudada com Pós-modernidade cauterizada mudanças significativas provocadas e vividas pelo homem. Entre as mais evidentes, e que desencadearam muitas outras, pode-se apontar a globalização, unificadora das sociedades do planeta, um novo modo de cultura e as novas condições que põem em perigo a continuidade da espécie humana.

A Pós-Modernidade surgiu com a desconstrução de princípios, conceitos e sistemas construídos na modernidade, desfazendo todas as amarras da rigidez que foi imposta ao homem moderno. 
Com isso os três valores supremos, o Fim, representado por Deus, a Unidade simbolizada pelo conhecimento científico e a Verdade, como os conceitos universais e eternos, já estudados por Nitzsche no fim do século XIX, entraram em decadência acelerada na Pós-modernidade.

terça-feira, 3 de março de 2020

Terceirização de RH: Conheça as Vantagens e as Desvantagens

Empresas pequenas ou em momento de expansão costumam passar por certas dificuldades para se adaptar. 
Além de se estabelecerem no mercado, necessitam de serviços internos que deem suporte a esse crescimento. 
Uma questão que surge nesse momento é a terceirização de RH, um dos principais trabalhos dentro de qualquer negócio. Então, para que o progresso da empresa tenha sucesso, é preciso que estejam claras as vantagens e desvantagens da terceirização.
Alguns gestores se questionam se essa é a melhor decisão. É verdade que um setor de Recursos Humanos próprio e bem-estruturado costuma ser mais vantajoso, mas há vários contextos em que a terceirização, mesmo que parcial, é a opção mais eficiente. Para ajudar você a entender esse assunto, listamos a seguir algumas vantagens e desvantagens de terceirizar os serviços de RH. Confira!

Vantagens da terceirização de RH

Controle de custos

Começar a desenvolver o setor de Recursos Humanos da empresa do zero requer bastante atenção e investimento — que, nem sempre, estão acessíveis a princípio. E, para que os resultados sejam lucrativos, você deve saber como realizar esse trabalho com eficiência.
Ao contratar um serviço terceirizado, você poderá fixar melhor seus custos de RH, já sabendo que a empresa contratada pode usar o orçamento disponível com maior eficiência. Os resultados serão visíveis e mais garantidos.

Serviço especializado

A terceirização de RH também significa que os profissionais contratados terão capacidade garantida. O padrão de qualidade do serviço pode ser assegurado no momento da contratação, evitando que você tenha problemas de desempenho. Após um pequeno período de adaptação ao novo ambiente, o time terceirizado será tão produtivo quanto uma equipe própria e consolidada.

Escalabilidade das soluções

À medida que uma empresa cresce, ou tem planos para isso, muitos de seus setores terão que se expandir ao mesmo tempo. A facilidade com a qual isso ocorre é uma qualidade chamada “escalabilidade”. Em geral, serviços terceirizados são mais facilmente escaláveis, pois você pode apenas solicitar uma ampliação do contrato original.

Otimização do tempo da equipe interna

A equipe interna é formada pela contratação direta e tem por finalidade produzir o serviço final oferecido pela empresa. Quando a organização opta pela terceirização de RH, há uma significativa otimização do tempo gasto pela equipe interna com as atividades prestadas. A empresa ganha uma segmentação adequada de suas áreas e os procedimentos se tornam mais profissionais.
A terceirização proporciona um suporte especializado para montar uma estrutura de RH ideal na empresa, minimizando a sobrecarga de trabalho dos colaboradores para que eles possam dar atenção às tarefas que realmente importam na empresa e gerem mais lucro.

Diminuição de riscos

O gestor que não precisa se preocupar com questões trabalhistas e de gerenciamento de pessoal pode manter o foco em suas obrigações principais. Com isso, a produtividade aumenta e os prejuízos ocasionados pelos riscos da atividade são minimizados.
Além disso, passa a ser preocupação da terceirização questões que possam causar aborrecimento e gastos com futuras demandas judiciais, se não forem analisadas conforme a lei. Vejamos algumas:
  • verificar as condições adequadas de ambiente de trabalho;
  • controlar o fluxo de saída, entrada ou sobrecarga de horas extras;
  • identificação de trabalhos que precisam de adicionais;
  • fiscalizar o cumprimento de intervalos e descansos legais previstos em lei;
  • esclarecimento sobre dúvidas com questões trabalhistas em geral.
Podemos citar diversos riscos que uma empresa pode evitar com a terceirização de RH. Mas, o mais importante é lembrar que passar por reclamações trabalhistas gera um dano muito maior no orçamento empresarial. Por isso, a terceirização de RH é considerada um investimento.

Redução do fluxo de trabalho

Em meio à opção de terceirização vantagens e desvantagens, a diminuição dos custos é o principal motivo que leva as empresas a terceirizar o RH. Os primeiros custos a serem evitados está na diminuição com a contratação e pagamento de pessoal, afinal, os colaboradores não precisaram estar envolvidos em procedimentos administrativos de recursos humanos.
Outra consequência imediata da redução do passivo trabalhista é atenuação de compras com máquinas e produtos. Imagine: se a empresa emprega pessoal para determinada área, ela precisa investir em computadores, mesas, materiais de escritório, além de disponibilizar salas para o novo departamento.
Fora isso, se há uma parceria com uma empresa especializada em RH, certamente haverá também novos procedimentos a serem internalizados que aumentarão a produção e diminuirão seus custos, tornando a empresa mais competitiva no mercado.

Aumento da eficiência operacional

Quando a organização não tem procedimentos padronizados e processos internos predefinidos, a tomada de decisão é demorada, ocasionando a perda de oportunidades e desperdício de tempo e produção. Isso gera um impacto negativo em todo o sistema empresarial.
A terceirização de RH proporciona confiança ao gestor, que pode contar com o apoio imediato de profissionais experientes e qualificados que auxiliarão a montar estratégias coerentes para aproveitar o melhor de cada colaborador e ramo da empresa, indicando saídas rápidas e já estipuladas para os eventuais problemas que surjam no dia a dia organizacional.

Desvantagens da terceirização de RH

Controle reduzido sobre o setor

Apesar de os profissionais contratados estarem ao seu dispor, eles não respondem totalmente a você ou à sua empresa. A terceirizada ainda tem algum controle sobre os métodos de serviço e impõe suas próprias restrições ao longo do tempo.
Em alguns casos, isso não é um problema, mas em outros contextos, tais condições podem limitar um pouco a eficiência do setor.

Menor integração com a equipe

Times terceirizados, em alguns casos, podem ter uma rotatividade um pouco elevada. Isso acontece pelo remanejamento dos profissionais, o que está fora do seu controle. Uma consequência disso é que, dependendo dessa volatilidade, a sua empresa e equipe podem não conseguir consolidar a atuação do setor.
Considerando que o RH é conhecido como o “coração da empresa”, isso pode se tornar um problema com o tempo. Portanto, muitos serviços dessa área são progressivamente “desterceirizados”. Se o seu quadro de profissionais de RH continuar inteiramente terceirizado por muito tempo, pode ser que você tenha algumas complicações.

Insatisfação dos colaboradores

As mudanças abruptas que passarão à empresa podem assustar muita gente, ocasionando problemas de insatisfação interna. As alterações na estrutura de colocação de pessoal normalmente geram conflitos de interesse, prejudicando a produção.
É comum ocorrer um entendimento, por parte dos colaboradores, que a terceirização esteja acontecendo para que possíveis demissões sejam feitas. Afinal, com a terceirização, ficará difícil aproveitar quem trabalhava no setor de recursos humanos, mesmo que esses já estejam treinados.

Riscos com a segurança da informação

Se você está contratando pessoas que estão fora do ambiente de trabalho da organização e que ainda não foram selecionadas por você, certamente já sabe que está assumindo o risco de informações confidenciais da empresa serem vazadas.
Nesse caso, é aconselhado o uso de softwares de proteção que restrinjam o acesso a certos dados, além de ser possível também acrescentar uma cláusula de confidencialidade no contrato de terceirização, prevendo multas e rescisão contratual.
Ser criterioso ao escolher a empresa de terceirização de RH é fundamental. As informações dos colaboradores, como registros médicos, folhas de pagamento, indenizações e documentos pessoais estarão à disposição de outra empresa, existindo aqui também o risco de informações confidenciais serem comprometidas, gerando inclusive ações judiciais contra a sua empresa.

Custos ocultos

A sua organização fechará um contrato com a empresa terceirizada. Assim, serviços e qualquer outro ponto que não esteja coberto pelo documento, a terceirizada não precisará cumprir. É nesse cenário que você poderá ser obrigado a arcar com as despesas de procedimentos que não são cobertos ou então pagar taxas adicionais para que a própria empresa terceirizada preste o serviço.
Soma-se a essa eventual despesa, os valores gastos com assessoria jurídica para esclarecer as dúvidas legais da negociação e para revisar o contrato oferecido pela empresa terceirizada. É essencial conhecer bem todas as normas que envolvem qualquer transação antes de fechá-la. Lembre-se de que a empresa firma esse tipo de contrato o tempo todo, mas você, não. Fique atento!

Perda do controle gerencial

Quando sua empresa contrata outra para executar as funções que caberiam a um departamento inteiro, acaba, também, sendo transferido todo o controle gerencial. Assim, é muito importante analisar os poderes e deveres da companhia terceirizada e a sua influência direta e indireta na organização, afinal, os padrões de procedimento serão diferentes.
Ocorre a perda do vínculo com os colaboradores e a organização corre o risco de se tornar refém dos serviços prestados pela terceirização, até mesmo chegar ao ponto de ser administrada.
Desse modo, é muito importante que antes de contratar uma empresa para gerir a área de recursos humanos, pesquise sobre a terceirização, vantagens e desvantagens. Ainda, conheça o histórico da empresa no mercado, buscando uma parceira ideal para atingir os seus objetivos, otimizando o método de trabalho da organização.
Não se esqueça de que em primeiro lugar deve-se buscar uma equipe qualificada, independentemente de o trabalho ser feito internamente ou por meio de terceirização. Fique atento aos procedimentos adotados e fiscalize o andamento das atividades.