quinta-feira, 19 de maio de 2016

Por Que Não Dão Retorno Depois das Entrevistas de Emprego? Veja Cinco Razões

Você pesquisou sobre a empresa em que queria trabalhar, se preparou para a entrevista e achou até que foi bem... Mas, depois do encontro com o entrevistador, vem o silêncio. 
Nenhum e-mail ou telefonema para dar um retorno, seja ele negativo ou positivo. Pois isso é mais comum do que se imagina. O site americano Mashable listou cinco motivos pelos quais as empresas não dão feedback depois de uma entrevista de emprego e as melhores formas para lidar com isso.
1) Eles simplesmente não estão interessados. Vamos ser francos: mesmo que você tenha achado que arrasou na entrevista, pode simplesmente haver outra pessoa que ganhou o coração do recrutador. E, em vez de entrar em contato com um e-mail dizendo que “o problema não é você”, o gestor ou entrevistador pode acabar optando por não falar nada. Se um outro candidato foi escolhido para a vaga, não há muito mais a ser feito. “Você pode mandar um e-mail para demonstrar que continua interessado na empresa. Reafirme seu entusiasmo com a possibilidade de trabalhar na companhia e diga que espera poder manter o contato no futuro”, afirma Alexandra Levit, especialista em recursos humanos. Assim, você mostra que “sabe perder” e ajuda a fazer com que os recrutadores se lembrem do seu currículo mais facilmente no futuro.
2) A empresa teme questões legais. Pode ser que você nunca mais tenha notícias da empresa quando a companhia teme ser processada por informar as razões pelas quais um candidato não foi escolhido para uma vaga. Caso não consiga viver sem entender os motivos, pode valer a pena entrar em contato e se comprometer a não divulgar as informações e até mesmo assinar um termo de confidencialidade, prática que é mais comum nos Estados Unidos do que no Brasil. Mas tenha cuidado para mandar o e-mail em tom educado — e não amargo — e deixe claro que você gostaria de obter mais informações para se tornar um profissional mais forte e qualificado. Ainda assim, esse tipo de approach nem sempre dá certo. 
3) Eles ainda estão fazendo entrevistas e negociando. Talvez a empresa tenha decidido por um outro candidato e esteja em processo de negociação com esse profissional e, por isso, ainda não entrou em contato, pois você pode ser a segunda opção, caso a negociação não vá para frente. Depois de duas semanas da entrevista, é perfeitamente aceitável entrar em contato para procurar saber como anda o processo de seleção. A melhor forma de fazer isso é por e-mail e não por telefone — Alexandra Levit recomenda não mandar mais de três e-mails em dois meses. “Se, em dois meses, ninguém responder, é hora de seguir em frente”, diz a especialista.

4) A vaga foi eliminada ou congelada. Depois de sua entrevista, a empresa pode ter sido surpreendida com a notícia de que precisa cortar gastos e, assim, eliminar posições, o que pode resultar numa pausa no processo de seleção. A companhia também pode ter sido forçada a reconfigurar suas equipes em função da saída de algum gestor ou outro funcionário, por exemplo. Nesses casos, não há muito o que ser feito, além de esperar. Mas, como não há garantia de que a vaga seja reaberta, o melhor a fazer é continuar a busca por emprego.
5) É apenas falta de consideração pelos outros. Em alguns casos, a empresa recebe tantos currículos que não tem como responder a cada um. Em muitos casos, também falta essa preocupação. “Infelizmente, a prática de não entrar em contato com candidatos que não foram selecionados é a norma”, diz Alexandra Levit. Agora, caso a empresa tenha o cuidado de dar o feedback, mesmo que negativo, não a deixe de lado. “Mantenha essa empresa em seu radar, porque provavelmente ela tem uma cultura corporativa bacana”.

quarta-feira, 18 de maio de 2016

O Que Significam As Siglas Mais Essenciais Da Gestão Industrial – Parte 1

1. ABC – Activity Based Costing (Custeio Baseado em Atividades).
O ABC é um sistema de custeio que permite ter um conhecimento melhor dos custos, por meio de uma análise das atividades executadas na empresa, conforme detalhado no post que o Pedro Parreiras fala sobre 3 princípios de custos.
O método verifica quais atividades consomem mais os recursos da empresa e compara com as passagens dos produtos por cada atividade. Desta forma, observamos quais os produtos com mais custos; é uma boa forma de analisar os custos indiretos da fabricação de produtos.
O principal objetivo do sistema é gerenciar a lucratividade através da análise dos custos. O ABC reconhece os relacionamentos de causa dos responsáveis pelos custos das atividades, e utiliza esta informação para amenizar as distorções provocadas pelo uso dos métodos tradicionais de rateio dos custos indiretos.
2. ABC Classification (Classificação ABC)
Este método de classificação utiliza critérios de demanda e valor para classificar os produtos em três categorias dentro da curva de Pareto (80% das consequências advêm de 20% das causas). Isto indica que a classificação busca ações que necessitam de menos esforço sobre itens que apresentam maior lucratividade.
A classificação nas categorias A, B ou C é dada de acordo com os critérios abaixo:
·                     Categoria “A”: Nesta categoria entram os itens que possuem pouca demanda (volume de venda baixo), mas apresentam muito valor (boa representatividade financeira).
·                     Categoria “B”: São classificados como “B” os itens que apresentam valores intermediários tanto em volume de venda (quantidade demandada) quanto em ganho financeiro (valor).
·                     Categoria “C”: Ficam os itens que apresentam muita quantidade demandada e baixo ganho financeiro.
3. AIS – Automated Information System (Sistema de Informações Automatizado)
Sistemas de Informações são sistemas que administram o fluxo de informações que circulam em redes. Se um sistema manipula dados e gera informações, independente de usar ou não recursos de computação, ele pode ser considerado um sistema de informação. Os sistemas de informações cumprem funções de:
·                     Armazenar
·                     Coletar
·                     Processar/Analisar
·                     Disseminar
Os sistemas de informações automatizados (que também são conhecidos como sistemas de informação computadorizados) são os sistemas que se utilizam de recursos tecnológicos para de desempenhar sua função (ou pelo menos parte dela) de maneira autônoma, sem que ocorra  interferência de um operador.
Os sistemas de informação automatizados possuem uso em larga escala atualmente, levando as empresas a se tornarem cada vez mais dependentes deles, por sua capacidade de processar informações de modo rápido e preciso, disponibilizando-as em tempo real.
A Exigência do bloco K no Sped fiscal
No Brasil, a exigência do bloco K do SPED fiscal está fazendo com que as empresas intensifiquem a implantação de sistemas de informações automatizados.
Esta exigência fará com que as indústrias de transformação se informatizem e percebam as vantagens que essa informatização trará para a empresa. Para saber mais sobre o Bloco K e suas exigências, assista o seminário que organizamos com o pessoal do Nibo11 processos essenciais do Bloco K para sua indústria atender às novas demandas.
4. APS – Advanced Plannig  and Scheduling ou Advanced Planning
O objetivo dos sistemas APS é realizar o sequenciamento das ordens de produção, gerar programas de produção realistas e de extrema confiabilidade. Planejar é antecipar o futuro, que traz consigo muitas incertezas. Por isso, os sistema APS precisam analisar diversas variáveis e considerar os prováveis cenários. Uma observação importante é que as soluções de programação da produção baseadas em sistemas APS fazem o sequenciamento com capacidade finita.
O uso da ferramenta APS no Brasil ainda é pequeno, apesar de estar crescendo regularmente. A expectativa é de que esse cenário mude em um curto espaço  de tempo. Existem dois fatos que nos fazem acreditar nessa afirmativa:
Redução de Custos
A busca constante pela redução de custos e perdas, bem como melhora no aproveitamento dos recursos (o que irá gerar um aumento consequente na produtividade), principalmente pelo fato do país estar atravessando uma crise econômica, faz com que as empresas sejam mais sensíveis ao uso de recursos que alcancem os resultados buscados.
Alguns ganhos dos sistemas APS são:
·                     aumento da capacidade de produção aparente
·                     redução de perdas
·                     redução de custos de produção
·                     redução de estoques em produção e de produtos acabados
·                     redução da ociosidade dos recursos
·                     melhoria no gerenciamento de compras
·                     mão de obra direta
·                     melhoria na relação com o cliente.
5. ATO – Assembly to Order (Montagem sob Encomenda)
Modelo de fabricação no qual os principais componentes do produto são produzidos e armazenados de acordo com a previsão de demanda, porém, o término da montagem do produto só ocorre após a chegada do pedido do cliente. Esse modelo de produção pode ser considerado um intermediário entre a produção puxada e a produção empurrada. O Rômulo Henrique faz uma excelente descrição deste e de outros ambientes de produção neste post.
Estocamos apenas os componentes com maior demanda, reduzindo assim os estoques, ao passo que se consegue manter um lead-time relativamente curto quando comparado ao modelo tipicamente puxado, posto que uma parte significativa da produção já estava adiantada entes do pedido. É um modelo indicado para empresas que um grupo reduzido de componentes utilizados para a montagem de diversos produtos finais.
6. BI – Business Intelligence (Inteligência Empresarial)
É o processo de coleta, organização, análise, compartilhamento e monitoramento de informações que dão suporte a tomada de decisão de uma grande variedade de negócios, que vai do nível operacional ao estratégia de organização. Em outras palavras, é um conjunto de teorias, metodologias, processos, estruturas e tecnologias que fazem com que dados brutos sejam trabalhados e se transformem em informações úteis para os tomadores de decisão da empresa..
Tecnologias de BI fornecem:
·                     dados históricos, atuais e previsões do comportamento do negócio
·                     relatórios, processos de análise online
·                     mineração de dados
·                     processamento de eventos completos
·                     gerenciamento de desempenho dos negócios
·                      
Hoje em dia, os softwares de gerenciamento industrial são os responsáveis por exercer estas atividades nas empresas, e estão cada vez mais presentes no dia a dia empresarial. Levando em consideração que o mercado atual exige que a empresa não erre na tomada de decisão e se mantenha altamente competitiva, aliado ao fato do Brasil estar atravessando uma crise econômica, o que potencializa a necessidade de minimizar erros e aumentar a produtividade, tais programas se tornam ainda mais parceiros dos gestores.
7. BOM – Bill of Material (Lista de Materiais)
BOM fornece a estrutura do produto, ou seja, é a lista de componentes e quantidade dos mesmos, necessários para a manufatura mercadoria. Ela é utilizada desde a base da engenharia do produto explodindo a quantidade necessária de componentes que devem ser pré-produzidos ou comprados para que a ordem de produção seja atendida de forma plena (encontrada principalmente como retorno do MRP), até para comunicação entre parceiros de negócios. Na comunicação entre parceiros, sua utilização é indispensável nos dias atuais onde a redução de estoques é um foco permanente das empresas.
Nos sistemas de gerenciamento de PCP, como o Nomus, a lista de materiais pode ser analogamente comparada à espinha vertebral do sistema, visto que ela dará sustentação a todos os cálculos e resultados desses programas. Com a exigência do bloco K no SPED Fiscal, a chamada “lista de material padrão”, que nada mais é do que a BOM unitária, será a base de cálculo para consumo de matéria prima na indústria de transformação.
8. B2B – Business-to-Business
Expressão que denomina o relacionamento estabelecido entre empresas (“de empresa para empresa”). Pode ser utilizado para relacionamentos comerciais ou na troca de informações. Quando utilizado como relacionamentos comerciais ele abrange tanto operações de compra e venda como de prestação de serviços e, atualmente, é baseado principalmente no uso de sistemas de informações (troca de informações estruturadas).
O que significam as siglas mais essenciais da Gestão Industrial – parte 2
9. BSC – Balanced Scorecard.
É uma metodologia de desempenho de gestão desenvolvida por Robert Kaplan e David Norton (professores da Harvard Business School) em 1992. A BSC envolve quatro perspectivas: Financeira, Clientes, Processos Internos e Aprendizado e Crescimento. A ideia central é fornecer regras sobre o que deve ser medido, a fim de atingir os objetivos e metas da empresa, com a possibilidade de utilizar softwares de gestão empresarial como apoio. A metodologia é baseada em indicadores de desempenho e inclui:
·                     definição da estratégia empresarial
·                     gerência do negócio
·                     gerência de serviços
·                     gestão da qualidade
Grande parte da economia empresarial brasileira está galgada em empresas de pequeno porte, muitas vezes familiares. Essas empresas, frequentemente, correm riscos pela falta de planejamento estratégico. O BSC é uma ferramenta importante para o avanço profissional de tais empresas, que são lucrativas e ocupam um bom posicionamento no mercado. Contudo, acabam tendo seu crescimento comprometido e limitado por estarem vulneráveis às oscilações do mercado, já que não possuem uma visão plena do mercado e possuem uma carência  para planejar e acompanhar seus resultados estratégicos
10. CIF – Custos Indiretos de Fabricação
São os custos que não estão diretamente envolvidos na fabricação dos produtos, mas que são necessários para a produção. A partir desta definição, podemos dividir os custos envolvidos em uma produção em dois:
Custos diretos
Estão diretamente relacionados aos produtos e possuem fácil identificação. O custo de matéria-prima é um exemplo.
Custos indiretos
São custos que não estão diretamente envolvidos com o produto e necessitam de um tipo de rateio para se saber qual é a contribuição no custo total de fabricação de um certo produto (esse rateio normalmente é feito com base no tempo que cada produto fica em processo, somado ao tempo de preparação para sua fabricação – tempo de setup). São identificados por custos como:
·                     mão-de-obra indireta (salários e encargos de profissionais que não estão diretamente envolvidos na produção, tais como setores de administração, supervisores, etc)
·                     materiais indiretos (materiais que são utilizados na fabricação mas que não integram o produto, tais como lixas, materiais de limpesa, etc)
·                     custos da fábrica (como telefone, materiais de limpeza das instalações, segurançã e saúde ocupacionais, etc).
Leitura recomendada:
·                     O que são custos fixos, variáveis, diretos e indiretos?
11. CEO – Chief Executive Officer.
É a denominação dada ao Chefe Executivo da Empresa ou Diretor Geral, principal pessoa na hierarquia empresarial. Ele possui a responsabilidade de comandar as diretrizes estratégicas da empresa. A função de CEO é muito utilizada em empresas com capital aberto, que possuem muitos acionistas. Não é um cargo comum a empresas pequenas (de um ou poucos donos e com capital fechado). Geralmente, o CEO  é uma pessoa com habilidade e competência para estar à frente da organização e é nomeado de acordo com seu reconhecimento no mercado de atuação da empresa.
12. CEP – Controle Estatístico de Processos.
O CEP é uma ferramenta de qualidade utilizada nos processos produtivos. Ele fornece informações que preveem possíveis falhas nos processos avaliados. Por isso, auxilia no aumento da produtividade, evitando o desperdício e o retrabalho. O CEP estabelece uma informação permanente sobre o comportamento do processo, utilizando as informações coletadas para detectar e caracterizar as causas que geram instabilidade no processo, sendo muito importante para a melhoria contínua de tais processos.
Seu conceito central está em analisar o comportamento do processo e observar estatisticamente se o mesmo está se comportando dentro do esperado, tendo apenas oscilações pequenas em suas variáveis (como tempo de execução, quantidade de falhas, tempo entre falhas, etc). Caso o processo apresente uma tendência de sair do comportamento esperado, que seja analisado e tratado o que está causando isso, bem como se o processo apresenta uma mudança permanente de comportamento, que os parâmetros de avaliação de desempenho do processo sejam readequados.
13. CIM – Computer Integrated Manufacturing (Manufatura Integrada com Computadores).
Com o objetivo de integrar, a partir do uso da tecnologia da informação, os diversos setores industriais, com o propósito de se obter ganhos em produtividade e qualidade, o CIM surge como algo indispensável para uma empresa que queira se manter no mercado nos dias atuais. O desejo central dessa filosofia de gerenciamento é que se tenha a menor interferência humana possível no processo de fabricação, o que minimiza as chances de erros e garante a padronização das atividades.
O CIM é a integração das atividades envolvidas na manufatura, usados em softwares de gestão industrial, como o Nomus PCP, integrando os setores de:
·                     produção
·                     compras
·                     vendas
·                     financeiro
·                     marketing
·                     projetos
·                     administração
·                     planejamento
14. CPM – Critical Path Method (Método do Caminho Crítico)
O caminho crítico é definido pela sequência de atividades cujo tempo mais cedo de execução (Time Earlier) é exatamente igual ao tempo mais tarde de execução (Time Later). Ou seja, não há folga na execução das tarefas naquele caminho. É utilizado principalmente para sequenciar as atividades de um projeto e para fazer o ajuste fino da produção diária em empresas que não tenho um processo de fluxo contínuo de produção.
O CPM objetiva minimizar o tempo total de duração de projetos ou se ter a real noção de qual é a sequencia crítica de atividades dentro de uma produção. Atividades que darão a restrição ao lead time.
15. CRP – Continuous Replenishment Process (Programa de Reabastecimento Contínuo)
É o Programa responsável pela gestão de estoques e controle da informação de ordens de compra/venda. Com ele, podemos minimizar as incertezas da demanda (evitando assim os indesejáveis efeitos chicotes). Para uma boa experiência com o CRP, é necessário um bom sistema de informações, permitindo que o fornecedor tenha acesso aos dados de estoque do cliente, assumindo a tomada de decisão sobre os reabastecimentos do estoque.
16. DFM – Design for Manufacturing (Projeto por Manufatura)
É uma técnica que enfatiza aspectos da manufatura, aplicando conceitos que reduzem os custos com a utilização de equipamentos. Enfatizando a efetiva influência do conhecimento das características de processamento sobre o desenvolvimento do produto, as análises do DFM devem se basear nos conhecimentos tecnológicos e sociais do processo produtivo.
É importante que se tenha pleno conhecimento científico do processamento e que a cultura organizacional seja considerada, conhecendo os conceitos utilizados pela equipe de projeto, a formação intelectual dos integrantes da equipe e as características marcantes dos fornecedores e funcionários envolvidos.

terça-feira, 17 de maio de 2016

O Papel do Gestor Dentro da Organização

 As mudanças ocorrem a todo o momento, e dentro das organizações essas mudanças ocorrem cada vez mais rapidamente. 
A dinâmica que envolve desenvolver novas tecnologias, novos produtos e serviços, buscando atender às novas necessidades e aos desejos dos consumidores, e até a própria sobrevivência da empresa frente à concorrência, está inteiramente ligada ao papel do gestor, como esse profissional irá administrar o andamento adequado dos processos e alcançar os objetivos desejados.
Hoje o papel do gestor é tema importante dentro das universidades, e estar à frente de uma equipe leva o gestor a exercer aqueles princípios adquiridos dentro da sala de aula, como planejamento, organização, liderança e controle. 
Planejar é definir o futuro da empresa ou projeto, os recursos que serão utilizados, as pessoas que participarão do desenvolvimento do projeto e os caminhos para alcançar os objetivos com sucesso.
O gestor precisa conhecer tudo acerca do projeto para organizar o seu andamento – os recursos físicos, humanos e financeiros. A organização deve ser bem desempenhada para evitar contratempos durante a execução do projeto, como por exemplo, gastos excessivos ou não previstos.

Nunca um tema foi tão abordado como liderança. As pessoas mudaram a forma de pensar, trabalhar e viver em sociedade ou grupo. Tornou-se cada vez mais desafiante para os líderes gerenciar uma equipe de diferentes culturas, hábitos, personalidades e costumes, trabalhando dentro do mesmo time. 
Além de administrar conflitos, o gestor ainda desenvolve o papel motivacional para sua equipe, e talvez essa seja a tarefa mais difícil dentre as atividades do líder, pois pessoas diferentes sentem necessidades distintas, e suprir necessidades individuais não é nada fácil, pois a empresa tem políticas padronizadas, que buscam atender a maior proporção de colaboradores.
No processo controle, o papel do gestor é averiguar se as atividades estão ocorrendo dentro da programação, se os resultados prévios estão dentro do esperado para o projeto, como prazos e custos. Exercendo o controle o gestor, junto com sua equipe, pode identificar se as etapas do projeto estão sendo realizadas conforme planejado.
O gestor precisa possuir todas essas habilidades? Sim, é necessário ter o conhecimento para dominar a situação e desenvolver um bom projeto ou gerenciar uma equipe. Porém, como ninguém nasce preparado para desempenhar esse papel de múltiplas atividades, o caminho é a busca pelo constante de conhecimento e aperfeiçoamento. Para se tornar um excelente gestor o caminho está em desenvolver habilidades técnicas, humanas e conceituais.
As habilidades técnicas são ligadas à execução do trabalho e ao domínio do conhecimento específico para executar o trabalho operacional. As humanas são necessárias para um bom relacionamento.  Já as habilidades conceituais são necessárias aos gestores, ao proprietário, presidente, CEO, pois mantêm a visão da organização como um todo, influenciando diretamente no direcionamento e na administração da empresa.
O desenvolvimento de habilidades é um processo longo e contínuo, que pode ser iniciado ainda na universidade. O conhecimento atribuído às experiências adquiridas ao longo da vida ajudará na formação do profissional que deseja ser. O importante para ser um excelente gestor é gostar do que está fazendo e amar sua equipe. A dedicação e a disciplina são fatores de sucesso para obtenção de resultados. 
Fazer sempre as melhores escolhas possíveis também, pois, em todo projeto, ser o gestor é carregar a responsabilidade de sucesso do projeto, da equipe e da organização como todo. E, mais do que tudo isso, ter satisfação do sucesso na obtenção dos objetivos.
Por: Flavio Dias Santana - http://www.administradores.com.br/

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Seis Erros que o Empreendedor Deve Evitar ao Cuidar das Finanças

Consultores relacionam os principais equívocos que prejudicam as finanças das pequenas empresas
Empreender é uma atividade tão vasta que não basta só entender bem o ramo do negócio. Quando se fala no financeiro é preciso ir além da anotação das entradas e saídas de recursos.
 É preciso encontrar tempo para controlar, planejar e analisar. Afinal, erros nessa área não passarão despercebidos numa época em que os custos já subiram e as vendas caíram.
O ideal é que o próprio empreendedor busque qualificação para controlar melhor a saúde financeira da empresa. Há cursos gratuitos no Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), modelados para ajudar os empreendedores em diferentes questões.
Veja que atitudes evitar ao fazer a gestão financeira da empresa:
  • Não ter controles rígidos
 O principal vilão das finanças da empresa é a falta de controles rígidos, que não se limitam apenas ao de entradas e saídas que muitos empreendedores adotam.
 É necessário fugir do ato de apenas olhar o saldo da conta bancária da empresa e, se estiver no azul, deixar por isso mesmo.
“Isso significa ter um fluxo de caixa do mês e dos períodos seguintes, um controle de contas a pagar e outro de contas a receber”, diz Mauricio Mezalira, consultor de finanças do Sebrae-SP.
Segundo ele, a anotação simplificada de entradas e saídas falha porque o empreendedor não consegue controlar se recebeu as vendas de fato, se tem cobranças em aberto e quais são os compromissos futuros.
O controle é o primeiro passo para ter uma gestão financeira eficiente. Além disso, é preciso criar uma rotina de registro de novas informações e de planejamento financeiro.
Para a pequena empresa, o uso de planilhas financeiras ou mesmo softwares de gestão é uma regra neste ano.
O controle leva ao planejamento financeiro, que é olhar para os anos seguintes.
 Segundo Dariane, do Proced-FIA, esse planejamento deve ser feito mesmo antes de abrir uma empresa.
  • Misturar o bolso com o caixa da empresa
 Ao não separar as contas da empresa e da família, o empreendedor não consegue ter uma visão clara da situação financeira da empresa.
Para sair dessa, precisa determinar um pró-labore mensal e ter disciplina. Isso vai ajudar a controlar o próprio orçamento pessoal, inclusive.
“Ao misturar as contas, acaba desfalcando o capital de giro com despesas pessoais, como com a mensalidade escolar dos filhos”, diz.
O consultor financeiro André Massaro diz que, no fundo, as medidas que devem ser adotadas no controle das finanças pessoais e da empresa são bem parecidas.
 Na teoria é bem simples: gastar menos do que se recebe, estabelecer um orçamento e controlar os custos.
Para que dê certo, é preciso conhecer a situação financeira pessoal real, colocando tudo no papel, sem deixar tudo na cabeça. Só assim é possível descobrir se os gastos equivalem aos ganhos e se há descontrole.
  • Nunca ter tempo para cuidar do dinheiro
 Uma alegação comum do empreendedor que não controla as finanças pessoais e da empresa é a falta de tempo, o que por si só revela um problema de gestão.
“É um sinal de que as coisas estão erradas na empresa. Quero dizer que quando o empreendedor busca eficiência do jeito errado, nada acontece como ele planejou.
 Exemplo é quando agenda reuniões em diferentes locais da cidade, com intervalo de uma hora. Se uma atrasa, todo o resto atrasa”, diz Massaro.
O consultor diz que o empresário sem tempo, que nunca consegue parar, na verdade tem problemas. “Ele associa estar ocupado com status e esta é uma visão bem distorcida”, diz.
Ele recomenda que o empreendedor reserve uma hora por dia para pensar estrategicamente e no longo prazo – da empresa, da vida familiar e da saúde – em vez de agir apenas quando precisa “apagar incêndios”.
Quem se preocupa com o curto prazo e não tem nenhum tipo de planejamento tem grande chance de não ter sucesso no futuro.

  • Não saber fixar corretamente os preços
 Mezalira, do Sebrae-SP, diz que o empreendedor tem enorme dificuldade em apurar custos e formar preços. Ele afirma que esse é um dos assuntos mais requeridos no Sebrae-SP.
“Geralmente o empreendedor olha para a concorrência e define o preço sem saber qual é a margem de lucro que terá e nem o impacto das despesas e impostos. Não sabe quanto de fato ganhou em cada produto vendido”, diz o consultor.
Nessa época de recessão, saber formular o preço é uma condicionante, já que a tendência é o consumidor pedir mais descontos.
 O empreendedor que não sabe fazer isso pode tomar uma decisão equivocada e dar desconto sem saber se isso é um bom negócio. “O impacto pode ser desastroso”, afirma.
 A questão é que não se pode cobrar menos do que o necessário para o bem do caixa da empresa – e nem supervalorizar o produto, sob o risco de perder clientes para a concorrência.
“O problema de subir demais o preço em época de recessão é que o consumidor pode não absorver essa alta. Mas isso depende de cada setor, já que as pessoas não deixam de comprar determinados produtos, como remédios. Aumentos exigem estudo, teste e pesquisa”, diz Massaro.
  • Não saber interpretar e acompanhar os números
 Quem já conseguiu fazer controles, estabelecer corretamente os preços, separar o bolso do caixa e determinar um tempo para cuidar das finanças da empresa precisará saber interpretar os números e indicadores financeiros. E, principalmente, acompanhá-los.
“Quem já passou por todas as etapas precisará observar os números e interpretar, ou seja, ver quanto a empresa gerou de lucro e se ela pode se comprometer com dívidas.
 Para isso, é preciso olhar para indicadores financeiros, como os custos e as despesas variáveis”, diz Mezalira, do Sebrae-SP.
Estabelecer indicadores, explica, é importante para monitorar o andamento da empresa. Um exemplo disso é determinar um percentual de lucro mensal e acompanhar se ele se realmente vai se concretizar.
 “Se não ocorrer em três meses seguidos, algo está errado no planejamento ou na situação do mercado.
 O importante é saber diagnosticar o problema”, diz o consultor. O acompanhamento permite correções de rota e a planejar a tomada de crédito, bem como negociar com os bancos.
“Sem isso, o empreendedor pega empréstimo sem saber se terá recursos para quitar. Com a queda na receita, usará todo o lucro da empresa para pagar as prestações no banco”, diz Mezalira.
Quem faz uma boa gestão pode perceber isso bem antes e procurar o banco com antecedência para alongar o prazo de pagamento da dívida.
  • Pensar que só entender de finanças basta
 Seguir todos os passos para cuidar das finanças ajuda a saber se a empresa está de fato enfrentando um problema de gestão ou de mercado.
 “A empresa pode ficar eficiente e tem boa gestão financeira, mas se se as pessoas não compram o produto ou serviço, é preciso observar outras áreas”, diz Massaro.
Afinal, o empreendedor pode entender bastante sobre finanças, mas ainda assim ter outros gargalos como a alta rotatividade de funcionários, um mix de produtos mal escolhido, uma propaganda malfeita e atendimento ruim.
“Isso mostra que tudo está interligado e não basta só ficar de olho na planilha ou saber muito sobre matemática financeira. É preciso ter capacidade de gerir e procurar saber mais sobre recursos humanos, negociação com fornecedores, contabilidade e direito”, diz Dariane, do Proced-FIA.
Copiado:http://cdlsetelagoas.com.br/ 
Fonte: Diário do Comércio

sexta-feira, 13 de maio de 2016

PLANO DE TRABALHO PARA A VIDA TODA:


Quer ser um pouquinho mais feliz, não é?
Então…


Por: Eduardo Zugaib - http://www.contioutra.com/


quinta-feira, 12 de maio de 2016

Como Aplicar 4 Conceitos de Administração à Rotina na Indústria

É verdade que, para abrir uma empresa, não é necessário possuir diploma em administração. No entanto, isso não quer dizer que o empreendedor deva ignorar os fundamentos e os conceitos da disciplina. 
Poucos são os gestores que realmente se preocupam em aprimorar suas habilidades e conhecimentos por meio da teoria, o que acaba por limitar o escopo do planejamento, do controle, da departamentalização e da direção de toda a organização. O resultado, muitas vezes, é a perda do potencial do negócio.
Todos os conceitos de administração possibilitam uma análise sistemática da empresa. Em uma indústria, esses conceitos são ainda mais importantes, pois estamos falando de uma organização extremamente complexa e departamentalizada, que pauta sua gestão quase que exclusivamente na eficiência da aplicação de recursos. 
Nesse post, pretendemos abordar alguns dos mais importantes conceitos de administração relacionados à indústria para que você aprimore ainda mais a gestão do seu negócio. Confira a seguir!

1 - Lean Production – O segredo da eficiência nipônica

Nos anos 70, as fabricantes japonesas Toyota e Matsushita desenvolveram uma nova forma de administrar suas indústrias, garantindo, dessa forma, a redução de custos de produção e aumento de produtividade. Esse modelo de administração foi nomeado de Lean Production, após um estudo desenvolvido pelo MIT (Massachusetts Institute of Technology) sobre a indústria de automóveis.
Lean Production, ou “produção enxuta” em português, é quase como uma filosofia industrial, que conta também com algumas técnicas importantes. É um sistema de manufatura que tem como principal meta a otimização de processos e procedimentos por meio da redução de desperdícios (como excessos de inventário entre as estações de trabalho, por exemplo), da aplicação eficiente de recursos, da redução do tempo de espera e da melhoria contínua (chamada de kaisen, pelos japoneses).

2 - Benchmarking – Aprendizado pela observação

O conceito de Benchmarking é extremamente simples, mas isso não quer dizer que não seja importante. Basicamente, é um processo de melhoria contínua que tem como fundamento a observação e a comparação entre a situação atual da empresa — análise dos seus processos internos, produtos e serviços — e as melhores práticas do mercado (principalmente dos processos, produtos e serviços explorados pelos grandes players). Seu objetivo é a melhoria do desempenho da organização mediante a adaptação desses modelos.

3 - Análise estrutural das indústrias – As 5 forças de Porter

Michael Porter, importante teórico dos estudos da administração, identificou durante seus estudos e pesquisas que toda indústria enfrenta não só desafios internos, como também percebe ameaças e oportunidades externas. Somando esses dois ambientes (interno e externo), Porter indicou que existem 5 forças que podem influenciar o rumo e o planejamento estratégico de uma indústria. São elas:

  • Ameaça de novas entradas - O desenvolvimento do planejamento da empresa deve levar em conta se existe a possibilidade de entrada de novos players no mercado.
  • Rivalidade entre os concorrentes - Quanto maior for a concorrência, maiores serão os conflitos de cunho externo, como a guerra de preços, a publicidade etc. Essa variável também deve ser observada durante o planejamento.
  • Produtos substitutos - Basicamente, essa é uma ameaça de obsolescência. Um produto ou serviço ofertado pela empresa pode facilmente ficar obsoleto nos próximos anos. Quanto antes o problema for identificado, mais rápido será desenvolvido o curso de ação a ser tomado. 
  • Poder de negociação de clientes - É o poder que os clientes têm de afetar a precificação dos produtos da empresa. O poder de negociação pode variar de acordo com a quantidade de concorrentes no mercado, o índice de insatisfação, dentre outros.
  • Poder de negociação de fornecedores - Além dos clientes, os fornecedores também têm o poder de influenciar na precificação de produtos da empresa. Quanto mais exclusivo for um fornecedor, maiores serão os preços, por exemplo.

4 - Just-in-time – Gestão eficiente de estoques

Também introduzido pelos japoneses, o Just-in-time é o conceito que garantiu à Toyota a implementação da Lean Production. Basicamente, essa é uma técnica de gestão e controle de mercadorias e matérias-primas que procura minimizar o nível de estoques nos armazéns da indústria.
A ideia é que os estoques devem ser comprados sob medida, evitando perdas por depreciação, danificação ou, ainda, que não consigam atender as demandas dos clientes. Cada etapa do ciclo de produção só deve solicitar novas encomendas quando realmente precisar delas, por exemplo. Para isso, os japoneses criaram sistemas de controle de inventário, reduziram o número de fornecedores e trabalharam com projeções baseadas nas experiências anteriores da empresa, bem como nas perspectivas de mercado para os próximos anos.
  • Você já conhecia esses conceitos de administração? 
  • Já utiliza algum deles em sua empresa? 
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