sexta-feira, 8 de novembro de 2019

Nunca Peça Desculpas Por Essas 13 Coisas


Pedir desculpa, não é feio, pelo contrário, quando erramos, o ato de reconhecer um erro, é nobre. 
Porém, quantas vezes pedimos desculpas por algo que não éramos culpados ou errados? 
Abaixo, listamos 13 itens, que você nunca deve se desculpar, nem carregar peso na consciência por isso.
1. Nunca peça desculpas por amar alguém.
São poucos capazes de amar genuinamente alguém, comemore. Não importa quem você ama, mesmo se for platônico, o fato de que você tem essa capacidade de amar, é o que importa.
2. Nunca peça desculpas por dizer não.
Autorrespeito e conhecer suas limitações são muito importantes. Se você não puder dedicar-se completamente do seu tempo para algo, você não deve sentir-se culpado por dizer não. Grandes líderes tem enorme capacidade de dizer ”não”.
3. Nunca peça desculpas por seguir um sonho.
Seguir nossos sonhos é o que nos torna vivo. Não existe idade para ir atras de seus objetivos, são os sonhos que nos moldam. Se você contentar-se com o que tem e não com o que deseja, você será um eterno infeliz.
4. Nunca peça desculpas por tirar um tempo para si.

Cuidar de si é muito importante para a vida, tirar um tempo e ser feliz, dedicando-se apenas a suas necessidades.
5. Nunca peça desculpas por escolher suas prioridades.
Nunca deixe ninguém fazer você se sentir culpado por escolher suas próprias prioridades. Sempre cuide do que realmente importa em primeiro lugar. Se é importante para você, então é importante e o assunto dispensa maiores explicações. As pessoas que realmente importam respeitarão a sua decisão.

6. Nunca peça desculpas para terminar um relacionamento tóxico.
O único arrependimento que você deve ter por terminar um relacionamento tóxico é por não ter feito isso antes. Uma relação não prazerosa impede-o de alcançar seu potencial. Abrir mão dela não é algo para sentimento de culpa e sim para alívio.
7.  Nunca peça desculpas por suas imperfeições.
É o que nos torna originais. Abrace-as e aceite.
8. Nunca peça desculpas por lutar.

Não abra mão de suas crenças, defender valores, moral e ética é sinal de determinação e liderança.
9. Nunca peça desculpas por não saber a resposta.
Todos estamos em busca constante por conhecimento, é isso que mantém nosso cérebro jovem, porém, infelizmente, nunca iremos alcançar o conhecimento pleno. E nesses momentos, em que não sabemos a resposta, devemos ser capazes de admitir, pois isso é um sinal de força e humildade
10. Nunca peça desculpas por ter grandes expectativas.
Ter grandes expectativas em alguém, não é motivo de culpa, apenas significa que você se importa o suficiente para empurra-los para frente.
11. Nunca peça desculpas por gastar dinheiro consigo mesmo.
Nunca peça desculpas por tratar-se de maneira especial. 
Comprar algo agradável para si melhora a auto-estima. As pessoas felizes e bem-sucedidas sabem que, se as compras forem algo saudável e não compulsivo, realizar seus próprios desejos pode ser um bom ingrediente para uma vida plena. O único cuidado é não se perder na sociedade consumista em que vivemos hoje.
12. Nunca peça desculpas pelo atraso em sua resposta.
Nós não vivemos apenas para responder os outros, temos nossas obrigações, demora na resposta, não é sinal de não dar importância, as vezes existem outras prioridades ou emergências que devem ser cuidadas de imediato.
13. Nunca peça desculpas por dizer a verdade.

Pessoas brigam pela verdade, mas vivem constantemente na mentira, e quando o que falamos não é de seu agrado, nos acham rudes. Pessoas fortes dizem a verdade, por mais dolorosa que seja.

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

Na Contramão do Mercado, Empresas Contratam Mulheres Grávidas até no 9º mês.

A designer Marcela Caldeira, 35, foi admitida, aos noves meses de gravidez, pela ThoughtWorks - Imagem: Divulgação

A contratação de mulheres grávidas por empresas é rara, segundo especialistas. 


Mas, na contramão do que costuma acontecer no mercado de trabalho, algumas startups e grandes companhias brasileiras e internacionais admitiram gestantes nos últimos meses. 

Um detalhe chama a atenção: algumas delas estavam no nono mês de gestação. 

É o caso da jornalista e advogada Anna Lethicia Rosseto, 36. 

Em 1º de março deste ano, ela foi contratada pela Trackmob, uma startup com sede em São Paulo que ajuda organizações a captar recursos para causas sociais.

Anna, que conquistou a posição de head de marketing digital, deu à luz ao seu filho 20 dias depois de iniciar na empresa. Ela está em licença-maternidade e voltará ao trabalho somente em agosto, no escritório da empresa em Curitiba (PR).

"Não esperava conseguir a vaga. Afinal, quem contrata uma pessoa para ficar meses recebendo sem trabalhar efetivamente?", disse Anna ao UOL.
A jornalista e advogada Anna Lethicia Rosseto, 36, foi contratada no nono mês de gravidez pela Trackmob - Imagem: Divulgação.

Focamos no talento, e não na gravidez, diz fundador A reportagem conversou com Jonas Araujo, fundador da Trackmob. Ele disse que contratou a então gestante porque a profissional demonstrou ser capaz de ajudar a empresa a atingir as metas estabelecidas. 

A gravidez, disse ele, não foi um ponto negativo. 

"Simplesmente não fazia sentido não optar pela profissional, que foi superbem em um processo seletivo que envolveu cerca de cem candidatos, por causa de uma questão de curto prazo, que é a gravidez". 

Araujo também falou que o fato de ter um funcionário parado por quatro meses -período que Anna ficará afastada- não vai gerar prejuízo. 

"Todo investimento tem um tempo de retorno. . Portanto, se eu olhar o negócio em longo prazo, a contratação dela não tem problema algum, muito pelo contrário", afirmou.

Em MG, gestante também é contratada no nono mês 

O caso de Anna não é o único. Em setembro de 2018 a designer Marcela Caldeira, 35, foi contratada pela ThoughtWorks, uma multinacional norte-americana da área de tecnologia com escritórios em quatro capitais brasileiras. 

Ela também estava com nove meses de gestação. Marcela passou por todo processo seletivo, que durou dois meses, e conquistou a vaga de designer de experiência. 

Ela assume o posto depois da licença-maternidade. 

"Estar grávida não foi um obstáculo. A empresa deixou claro que era minha competência que estava em jogo", disse ao jornal "Correio Braziliense" na época da contratação. 

Grávidas também são contratadas em outros países 

Há exemplos de gestantes admitidas também em outros países. A revista "New York" fez uma matéria (texto em inglês) sobre sete mulheres que conseguiram emprego enquanto estavam grávidas. 

Já a polonesa Zofia Wosinska relatou no LinkedIn (texto em inglês) como foi contratada no nono mês de gestação pela Leica Byosystems, uma empresa alemã da área dispositivos médicos. Ela assumiu o cargo de gerente de produto global sênior. 

"Depois que recebi e aceitei a oferta do grupo, muitas pessoas ficaram surpresas ao saber que fui contratada tão tarde na gravidez. Ainda não é a norma", disse na rede social.
A polonesa Zofia Wosinska, gerente de produto global sênior da Leica Byosystems, relatou no LinkedIn como foi contratada no nono mês de gestação - Imagem: Divulgação.

Contratação de gestante é exceção, diz especialista Para Bernt Entschev, CEO da DeBernt Human Capital, empresa de consultoria em recursos humanos que atua há mais de 30 anos em Curitiba, a prática de contratar grávidas ainda é exceção, pois muitas empresas têm medo dos custos que terão que arcar com essas profissionais. 

Entschev disse, no entanto, que os exemplos recentes podem mostrar uma pequena mudança de cenário. 

"São empresários com visão de médio e longo prazo capazes de entender que mais importante que a gravidez, uma condição passageira, é a competência das candidatas". 

Entschev fez recomendações a gestantes que buscam emprego. 

"O ideal é que essas candidatas procurem por companhias com culturas organizacionais muito bem desenvolvidas e destaquem em seus currículos e durante as entrevistas o que podem fazer no futuro pela empresa."

terça-feira, 5 de novembro de 2019

O Futuro da Administração de Empresas e a Criatividade

Foco na Eficiência? 

Gestão Estratégica?

Controle Rígido? 

Não ! 

O futuro da administração de empresas está na capacidade de criação e adaptação das companhias.



Administração de Empresas, A Nova Economia e o Futuro

Em um mundo em que a capacitação técnica das pessoas se tornou uniforme ( hoje em dia está muito mais simples cursar uma faculdade e adquirir o conhecimento ) e o aspecto humano que está sendo o grande diferencial, as empresas também estão tendo que se adaptar. 

Estão surgindo novos conceitos na Administração de Empresas.
Enquanto no século 19, a capacidade técnica básica ( quem conseguia fabricar, conseguia vender ) garantia o crescimento das empresas e no século 20 avanços na administração de empresas e planejamento estratégico garantiam que grandes empresas atingissem novos patamares de desenvolvimento, agora no século 21 produzir e administrar bem já não é garantia de sucesso: entramos na era da criatividade.
A grande maioria das empresas não se preocupa com a inovação. É nesse ponto que mora o perigo: uma empresa pode até se estabilizar e conseguir um mercado estável para seus produtos e serviços, mas se ela não se preocupar em inovar e criar, se esse não for um dos focos da sua política de administração, com certeza virá uma empresa mais dinâmica e inovadora para tomar o seu mercado.
Antes de mais nada é preciso aceitar as novas verdades da administração de empresas do século XXI:
  • Não existe mais mercado estável, não existe mais mercado cativo, grandes empresas de uma hora para outra, podem apresentar prejuízos bilhonários, enquanto outras empresas menores tomam seu mercado.

  • A Internet populariza e distribui a informação de um modo que nunca foi visto antes pela humanidade. Não levar em conta essa ferramenta na administração de empresas hoje em dia, é um grande erro.
  • É preciso cultivar a cultura da mudança, reformular produtos, traçar novas estratégias, extinguir e criar novos serviços devem ser práticas constantes.
Muita gente deve estar ser perguntando, então segundo a administração de empresas moderna quer dizer que não existe mais estabilidade ? 

A resposta é sim, a estabilidade existe e pode ser conquistada, mas é preciso inovar muito mais, é preciso ter um negócio criativo e bem diversificado para atingir a estabilidade.
Vejamos abaixo o exemplo de uma das empresas mais estáveis e também uma das mais inovadoras do mundo:

O Google e os Novos Paradigmas da Administração de Empresas Moderna

O Google é um grande exemplo de grande empresa do século XXI: é estável, inovador e todos os seus serviços são de excelente qualidade.
É um novo paradigma a ser perseguido pela administração de empresas.
  • Mas de onde vem todo esse sucesso do Google ?
  • Quais são as suas políticas de administração ?
O escritor e consultor empresarial Gary Hamel em seu livro recente O Futuro da Administração de Empresas buscou identificar essas razões e separou algumas delas, para que sejam seguidas por outras empresas:
  • Antes de mais nada, segundo Hamel, uma das principais políticas de administração de empresas do Google é valorizar seus funcionários

  • Há uma grande política de remuneração e reconhecimento dos funcionários, quanto mais o funcionário agrega a empresa, mais ele aumenta seu salário. 

  • Deste modo os grandes talentos ficam retidos na empresa.
  • Outra política de administração de empresas interessante do Google é o ambiente informal. No Google não há padrões rígidos de trabalho, os empregados podendo desenvolver seus próprios métodos e culturas. 

  • Este ambiente favorece a inovação.

  • Outra estratégia de sucesso do Google, é construir a sua marca. Oferecendo dezenas de serviços gratuitos e de alta qualidade, a empresa cativa os possíveis clientes. O Gmail por exemplo, é um sistema de e-mail de alta qualidade e gratuito oferecido pelo Google, por outro lado ele também possui um sistema de e-mail pago para empresas. 

  • O proprio buscador do Google é gratuito, no entanto, junto com as buscas ele também oferece propagandas.
Mas valorização dos empregados, ambiente informal e construção da marca já não eram velhas políticas conhecidas de administração de empresas? 

Eram sim, justamente aí que está a jogada: o Google realmente aplica estas medidas e de um modo verdadeiro e sistemático. 

Cobrança e bônus, benefícios e responsabilidades, é deste modo surpreendentemente simples que o Google vai conquistando o seu mercado.

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

GOVERNANÇA CORPORATIVA: O QUE É E BENEFÍCIOS

Governança Corporativa é um conceito difundido e utilizado pelas empresas mais bem consolidadas do mercado. Suas práticas dão a elas vantagens competitivas que garantem o direcionamento estratégico do negócio em direção ao crescimento saudável.
Ela pode ser colocada em prática por organizações de todos os portes e segmentos, trazendo resultados surpreendentes tanto para os empreendedores de primeira viagem quanto para os mais “velhos de casa”.
Se você nunca ouviu falar dela, não se preocupe. Neste artigo, vamos te explicar o que é Governança Corporativa, de onde surgiu e por que é vantajoso aplicar suas práticas no seu negócio. Continue a leitura!

O que é Governança Corporativa?

De acordo com o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), a Governança Corporativa é designada como “o sistema pelo qual as empresas e demais organizações são dirigidas, monitoradas e incentivadas, envolvendo os relacionamentos entre sócios, conselho de administração, diretoria, órgãos de fiscalização e controle e demais partes interessadas”.
O conceito de Governança Corporativa surgiu na década de 90, nos Estados Unidos. A GC, como também é chamada, se mostrou como um contra-ataque aos abusos cometidos pelas diretorias das empresas, à ineficiência dos conselhos de administração e às omissões das auditorias externas.
Investidores e acionistas, portanto, se uniram para protestar contra os modelos de administração da época e reivindicar seus direitos. Dessa forma, a Governança Corporativa surgiu como uma forma de regular as relações entre o mundo corporativo e a sociedade e as relações das empresas, interna e externamente.
Mas o que isso quer dizer, exatamente? A Governança Corporativa pode ser resumida, desta forma, como um conjunto de boas práticas, pautadas pela ética, que guiam a diretoria de uma organização. Assim, é possível alinhar as medidas tomadas pela gestão para benefício dos acionistas, dos stakeholders e da própria empresa no mercado.

Quais são os seus pilares?

A Governança Corporativa se pauta em quatro pilares essenciais. Eles norteiam suas práticas e fazem com que elas sejam eficazes para otimizar os ambientes interno e externo da empresa. São eles:

1. Transparência

O primeiro pilar garante a existência de mecanismos que informem a todos os interessados as informações mais importantes da gestão. Essa transparência não está relacionada apenas a imposições feitas por leis ou regulamentos, mas a tudo que influencie os processos organizacionais e de tomada de decisão. Deve-se informar tudo que diz respeito a cada parte interessada, incluindo fatos positivos e negativos, para garantir confiança interna e externa.

2. Equidade

Se relaciona ao senso de justiça e igualdade. Este pilar prega um tratamento justo, que leve em consideração as particularidades dos sócios e de todas as partes interessadas (os stakeholders).

3. Prestação de contas

Este pilar se relaciona à necessidade de os agentes da governança assumirem seus atos e responsabilidades prestando contas, não apenas financeiras, do que suas ações resultam em seus respectivos papéis. Ou seja, é necessário que os agentes prestem contas, claras e concisas, relacionadas ao seus atos, omissões e consequências que estes geram, atuando com diligência e responsabilidade na execução de seus papéis.

4. Responsabilidade Corporativa

É ter uma visão responsável em relação ao futuro da organização. Este pilar envolve não somente o lucro, mas também a função social da empresa, sua contribuição para a sociedade e seu compromisso com a sustentabilidade. É importante que os agentes zelem pela viabilidade econômico-financeira e sustentabilidade da organização.

Benefícios

Como você já viu, a Governança Corporativa surgiu em um contexto de insatisfação à antiga forma de gerenciar. Portanto, seu maior benefício é “colocar ordem na casa” e delimitar regras que se apliquem a todos, fazendo com que a organização se torne mais organizada, autônoma e produtiva.
Com ela, é possível alinhar as expectativas e os desejos dos stakeholders, criando ações que beneficiem todas as partes. Ela está lado a lado da gestão para aprimorar os processos, ajudar na tomada de decisão, trazer transparência, dar mais credibilidade perante os investidores e contribuir para um desempenho econômico sustentável.
O processo de Governança Corporativa também viabiliza a convivência harmoniosa entre todos os capitais da empresa, sua gestão, a comunidade a qual ela se insere e, no caso de empresas familiares, entre a família. Ou seja, são práticas indispensáveis a todas as empresas que desejam estar constantemente evoluindo e otimizando seus processos.

Como aplicar na sua empresa?

Para facilitar a aplicação da GC nas empresas, os professores José Paschoal Rossetti e Adriana Solé desenvolveram uma metodologia denominada 8Ps. No vídeo abaixo, a autora Adriana dá uma breve explicação do seu método:
Como visto, os autores seguem o princípio de que a aplicação desse sistema deve ser feito levando 8 elementos em consideração. Continue lendo para fixar cada um deles!

1.    Propriedade

Como o capital social está sendo organizado e distribuído? Capital misto, aberto, fechado, familiar e estatal são algumas das várias possibilidades, mas cada empresa funciona de uma maneira.
A metodologia 8Ps tem como objetivo, nesta primeira etapa, medir a coesão entre os acionistas, a sucessão e a blindagem societária.

2.    Princípios

São os princípios que dão a base ética para o desenvolvimento da GC. Por isso, eles precisam ser compartilhados e aceitos interna e externamente.

3.    Propósitos

O propósito da empresa precisa estar bem consolidado e atrelado aos seus respectivos valores. Dessa forma, é possível medir o alinhamento da missão, da visão e do planejamento estratégico do negócio.

4.    Papéis

É importante entender a divisão hierárquica da empresa e como essa relação se desenvolve no dia a dia, na prática. Se essa distribuição de papéis não se torna clara, existem problemas na estrutura de poder.

5.    Poder

É aqui que se discute e analisa autoritarismo X autoridade e as atribuições de uma liderança. Para desenvolver uma boa Governança Corporativa, saber diferenciar um chefe de um líder e desenvolver habilidades para ser legitimado pela equipe é essencial.

6.    Práticas

São as práticas desenvolvidas pelos funcionários da organização. Na GC, é utilizado o Data Driven, que significa o embasamento de todas as ações e decisões da empresa em dados.
Além dele, também é utilizado o GRC: Governança, Risco e Compliance, que tem como objetivo desenvolver uma estratégia de negócios unificada, transparente e de acordo com as leis.

7.    Pessoas

O setor de Recursos Humanos da empresa é analisado para que seja possível medir seu nível de estratégia para manter a cultura organizacional saudável. É importante analisar também como é o clima organizacional e a sucessão em todos os níveis hierárquicos.

8.    Perenidade

Por último, por quanto tempo sua empresa sobreviveria se não houvesse nenhuma inovação? A perenidade diz respeito ao caminho que a diretoria deve tomar para manter o negócio sempre competitivo e inovador.

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

Inclusão no Mercado de Trabalho - Síndrome de Down

A entrada no mercado de trabalho é um passo importante para que os jovens possam fazer a transição entre o mundo da infância e o mundo adulto. O excesso de preocupação por parte de familiares e amigos muitas vezes torna essa passagem difícil para as pessoas com síndrome de Down, principalmente pela forma com que elas são tratadas e pelas baixas expectativas em relação à sua função na sociedade.
As pessoas que não estão empregadas tendem a ter mais depressão e menos autoestima. Isso acontece porque o ambiente de trabalho ajuda os indivíduos a ganhar responsabilidades e desenvolver relacionamentos com grupos diversos. Além disso, favorece o desenvolvimento de habilidades cognitivas, mecânicas e de adaptação a diferentes situações, inclusive na vida pessoal.
Reconhecer-se como parte do mundo do trabalho fortalece o sentido de cidadania de jovens e adultos. No caso de pessoas com síndrome de Down, muitas vezes as próprias famílias se surpreendem com mudanças de atitude, uma vez que elas se sentem mais independentes e capazes de realizar seus desejos.
O artigo 27 da convenção da ONU sobre os direitos das pessoas com deficiência estabelece que todos têm direito a oportunidades iguais de trabalho. Muitos países, assim como o Brasil, contam com uma legislação trabalhista que favorece a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, seja através de cotas ou de subsídios para as empresas contratantes.
É importante ressaltar que o trabalho não envolve apenas a pessoa e a empresa. Família, escola e sociedade precisam caminhar juntas na defesa da inclusão efetiva para que a entrada no mercado de trabalho de pessoas com síndrome de Down possa se tornar uma realidade para todos.
Na seção “Trabalho” do Movimento Down, você encontra informações sobre como contratar uma pessoa com síndrome de Down, experiências inclusivas no mercado de trabalho e um banco de dados com vagas disponíveis para pessoas com a trissomia em todo o Brasil. Se você representa uma instituição interessada em oferecer oportunidades a este público, não deixe de se cadastrar. Profissionais com síndrome de Down que desejam se candidatar a uma vaga de emprego também podem se cadastrar no banco de dados de prestadores de serviços.
Dicas para contratar pessoas com síndrome de Down
Empregar pessoas com síndrome de Down e outras deficiências intelectuais traz benefícios não apenas para os indivíduos, mas para as organizações. Para que a experiência seja positiva para todos, é fundamental enxergar as oportunidades de acordo com as potencialidades de cada um. Confira abaixo dicas importantes que podem facilitar este processo:
Além da deficiência
Compreender que o (a) profissional com síndrome de Down ou outras deficiências intelectuais é um ser humano com particularidades e potencialidades é um passo importante na hora de pensar nas oportunidades que serão oferecidas. Assim, embora seja importante compreender quais são as limitações e questões relacionadas à deficiência, é fundamental conversar com o (a) novo (a) empregado (a) para definir de que maneiras ele (a) poderá contribuir para a empresa de acordo com suas características pessoais.
Prazer, mundo do trabalho
Em virtude da falta de expectativas em relação ao futuro profissional no ambiente familiar e escolar, muitos jovens e adultos com síndrome de Down não foram apresentados ao mundo do trabalho. Assim, questões como o comportamento adequado, responsabilidade e hierarquia podem ser novidades para o (a) empregado (a) que acaba de chegar. Porém, isso não significa que essas pessoas não sejam capazes de se adaptar à rotina da empresa, muito pelo contrário. Trata-se apenas de ter disposição para facilitar sua entrada neste novo universo e explicar, sempre que necessário, quais são os direitos e os deveres relacionados ao vínculo com a organização.
Segundo a Fundação Síndrome de Down, é importante trabalhar com o exemplo dos colegas de trabalho para mostrar ao jovem que determinados comportamentos são inadequados, como por exemplo:

 Atrasos e faltas sem justificativas

 Higiene inadequada

 Confundir papel do chefe ou da equipe de trabalho

 Se negar a realizar determinadas tarefas sem motivo aparente
É importante ressaltar que uma adaptação adequada e o acompanhamento do desenvolvimento do (a) funcionário (a) dentro da empresa são fundamentais para que situações semelhantes às citadas acima sejam encaradas com tranquilidade e resolvidas com uma conversa franca entre as partes. Em alguns casos, pode ser benéfico entrar em contato com a família ou com o (a) profissional responsável pelo acompanhamento terapêutico do (a) empregado (a), se houver.
Referência é fundamental
É muito importante que cada pessoa com síndrome de Down empregada na organização saiba de forma clara que existe uma referência dentro da empresa. Um outro funcionário – não necessariamente o seu chefe – a quem ele (a) pode recorrer em caso de dúvidas e que também acompanhe de perto a sua adaptação ao trabalho para discutir questões relacionadas com a área de relações humanas da empresa caso seja necessário. Esse apoio traz segurança para o (a) profissional com síndrome de Down, que muitas vezes se torna ansioso (a) diante da incerteza sobre diversos assuntos ligados a um ambiente desconhecido.
O tempo de cada um
A síndrome de Down está relacionada a dificuldades de aprendizado, o que significa que os funcionários com a trissomia provavelmente vão demorar um pouco mais de tempo para realizar determinadas tarefas. Isso não quer dizer que elas não serão feitas, ou que serão feitas de forma inadequada. Assim, é importante acompanhar sempre o processo de adaptação da pessoa ao trabalho para determinar, de preferência junto com o (a) funcionário (a) em questão, quais serão as suas responsabilidades e tarefas a cumprir.
A relação com os pais
Para empresas como a Light e a Oi, que empregam pessoas com síndrome de Down, a parceria com os pais é fundamental no processo de adaptação ao mundo do trabalho. Muitas vezes, os pais podem se sentir inseguros em relação à convivência de seu filho ou filha em um ambiente desconhecido, pois eles também precisam se adaptar à ideia de que a pessoa com síndrome de Down ou outras deficiências intelectuais pode trabalhar. No entanto, com o passar do tempo, percebem que a experiência pode trazer benefícios inclusive no ambiente familiar. Na fase inicial, pode ser benéfico entrar em contato com eles no sentido de tranquiliza-los ou com o profissional responsável pelo acompanhamento psicológico do (a) empregado (a), se houver.

Orientações aos colegas de trabalho
A falta de acesso a ambientes inclusivos pode fazer com que algumas pessoas apresentem diversas dúvidas relacionadas à síndrome de Down. A falta de conhecimento pode gerar distanciamento e até mal-entendidos entre funcionários, prejudicando a cultura de inclusão e o ambiente de trabalho da empresa. Por isso, é importante que um profissional especializado converse com a equipe que receberá o (a) novo (a) empregado (a) sobre o assunto para criar um ambiente adequado e propício para a adaptação da pessoa com deficiência.
Cota para pessoas com deficiência
A legislação estabeleceu a obrigatoriedade de as empresas com cem (100) ou mais empregados preencherem uma parcela de seus cargos com pessoas com deficiência. A reserva legal de cargos é também conhecida como Lei de Cotas (art. 93 da Lei nº 8.213/91). A cota depende do número geral de empregados que a empresa tem no seu quadro, na seguinte proporção, conforme estabeleceu o art. 93 da Lei nº 8.213/91:
I – de 100 a 200 empregados ……………… 2%

II – de 201 a 500 …………………………………….. 3%

III – de 501 a 1.000 …………………………………. 4%

IV – de 1.001 em diante ……………………….. 5%