quinta-feira, 2 de julho de 2015

10 Erros Mais Comuns de Gestores na Crise e Como Evitá-los

Chefes devem se ater à produtividade e desempenho das equipes.
Transparência e cautela em cortes de custos são algumas recomendações.

Em momentos de crise, não somente os resultados financeiros de uma empresa são impactados, mas também a produtividade do trabalho e o desempenho das equipes. Por isso, segundo a consultoria de RH Robert Half, a maneira como os executivos conduzem o dia a dia podem comprometer o clima na empresa, aumentar a rotatividade, prejudicar a qualidade dos serviços e impactar negativamente tanto a receita como a imagem da organização.

Especialistas da Robert Half mostram as 10 falhas mais comuns dos gestores em momentos de crise e dicas de como lidar com cada situação.


CLIMA E RETENÇÃO


Funcionários não conseguem lidar com a verdade 

Falar abertamente sobre uma retração dos negócios da companhia pode ajudar as pessoas a sentirem que o gestor tem algum controle sobre a situação. 

O que aconteceu na última vez em que os negócios estiveram em baixa? 

Como a empresa superou os problemas? 

O que podemos aprender com aquela experiência e o que pode ser aplicado à situação atual? 

Explorar essas questões nas reuniões com os funcionários ou em sessões de brainstorming de menor porte fará as pessoas se sentirem mais participativas, além de proporcionar ideias bastante úteis.


Culpar os gestores superiores


Se você for um gestor de nível médio responsável por transmitir as más notícias pode se sentir inclinado a dizer aos funcionários que teria feito as coisas de forma diferente, mas que a escolha não foi sua. Embora isso possa, temporariamente, livrá-lo de qualquer responsabilidade, essa atitude transmite a mensagem de que o gestor está fora de sintonia com os líderes da empresa e isso poderá ser desconcertante para seus funcionários. Ao invés disso, o ideal é apresentar as mudanças e os motivos por trás delas, incluindo o modo como ajudarão a empresa a continuar encarando os desafios.


Pessoas têm sorte por terem um emprego 


Essa suposição baseia-se na crença de que, quando a economia vai mal, as pessoas devem se sentir felizes por ter uma posição estável, mesmo que não seja uma ocupação ideal. Embora isso possa ser verdade em alguns casos, é importante que os gestores tenham em mente que os funcionários mais talentosos sempre têm opções. Bons profissionais encontram oportunidades no mercado em qualquer estado da economia e não é uma boa estratégia perdê-los.


PRODUTIVIDADE


Mania de fazer reuniões


Em uma pesquisa feita pela Robert Half, 27% dos entrevistados disseram que as reuniões são a maior fonte de desperdício de tempo no trabalho. É importante reavaliar as suas reuniões e pensar duas vezes antes de programar aquela próxima reunião na segunda-feira.


Reduzir o treinamento


A recomendação é de cautela ao cortar o orçamento para o desenvolvimento dos funcionários, pois aprimorar qualificações poderá valer a pena no curto e no longo prazo. No entanto, é fundamental verificar se os treinamentos patrocinados pela empresa são eficazes e têm uma boa relação custo-benefício.


Trabalho se torna ‘missão impossível’


As demissões e os cortes no orçamento podem significar que uma pessoa realizará as tarefas de duas, ou mesmo de três pessoas. Se este for o caso, o ideal é determinar quais deveres são críticos para a missão e focar os esforços nessas atividades. As demais tarefas devem ser delegadas ou executadas por profissionais temporários, se necessário, ou talvez seja válido adiar a execução de algumas delas. Essa adequação ajudará a evitar a sobrecarga dos funcionários.


INOVAÇÃO E RISCOS

Fazer somente as coisas seguras


As fórmulas já reconhecidas e comprovadas de fazer as coisas podem ser reconfortantes nos momentos de incerteza porque são seguras. Mas, fazer somente o que é seguro nunca fez nenhuma empresa chegar muito longe. O melhor caminho é assumir riscos calculados e explorar novas possibilidades, ou as vantagens competitivas serão perdidas rapidamente.


Reprimir o pensamento crítico


Ninguém quer fazer onda quando o barco já está navegando em águas turbulentas. Mas, as perguntas mais difíceis precisam ser feitas, particularmente diante de um clima econômico desafiador. Elas podem acabar contribuindo para encontrar uma solução.


FORTALECENDO OS NEGÓCIOS


Desconsiderar efeitos da economia sobre clientes 


Os momentos de incerteza econômica podem ser tanto um bloqueio quanto um impulso para as empresas. Pesquisar e compreender as ideias dos clientes sobre o que percebem como valor agregado poderá ajudar as empresas a adaptar melhor seus produtos e serviços aos novos tempos.


Sacrificar a qualidade


Quando as pessoas estão ocupadas é mais provável que erros ocorram. É essencial não deixar que a qualidade seja afetada porque seus funcionários estão cheios de tarefas. Você criará um padrão inferior de qualidade que será difícil de reverter quando a situação voltar ao normal. Quando surgir um problema, dedique um tempo para identificar sua fonte e corrigi-lo.



Copiado: http://g1.globo.com/concursos-e-emprego

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Por Que Existem Tantos Frustrados no Curso de Administração?

Ao longo dos meus quatro anos na graduação em Administração não foram poucas vezes que me deparei com lamúrias de colegas em relação ao curso. 
Existiam vários tipos de frustrados. Alguns gostariam de estar em cursos como música e artes plásticas, mas o medo e a incerteza sobre o seu futuro profissional não os levavam para lá. 
Outros gostariam de estar em alguma das engenharias, mas a dificuldade do vestibular, o preço de uma faculdade particular ou o medo por cálculos também não deixavam essas pessoas irem para lá. 
Existiam também aqueles que realmente não faziam ideia da sua vocação, logo, escolheram Administração.
O conhecido bordão: “Não sabe o que quer? Então faz Administração porque é amplo”, é muito utilizado, não há como negar. Mas será que ele realmente contribui para os indecisos?
Segundo o “guia do estudante” da Editora Abril, "Administração é o gerenciamento dos recursos humanos, materiais e financeiros de uma organização. O administrador é o profissional responsável pelo planejamento das estratégias e pelo gerenciamento do dia a dia de uma empresa". Note que as palavras organização e empresa são o foco da profissão, ou seja, estudar Administração é estudar negócios, estudar empresas, as chamadas pessoas jurídicas.
Por que ninguém diz: “faça medicina, é muito amplo. Você pode atuar como cardiologista ou como oftalmologista, dentre outras áreas”?
Muitos iriam dizer: “mas para ser médico é preciso ter dom, ou melhor, vocação”. 
  • E Administração? 
  • Será que não é preciso ter dom? 
  • Se cuidar e estudar uma pessoa física e suas particularidades é preciso ter dom, por que para estudar pessoas jurídicas e suas particularidades também não se precisa de dom?
Pessoas jurídicas podem ser mais complicadas do que pessoas físicas, até porque são a união de várias pessoas físicas interagindo sob processos, normas, hierarquias etc. O administrador está para os negócios da mesma forma que o médico está para o ser humano.
E da mesma forma que não é qualquer um que tem desejo, gosto e paciência para estudar o Complexo de Golgi e os aminoácidos, não é qualquer um que tem os mesmos atributos para estudar contabilidade e lote econômico de compras.
Para estudar Administração é preciso gostar de empresas, gostar de negócios ou no mínimo de alguma particularidade referente ao estudo de organizações. 
Se a sociedade não mudar, ou melhor, consertar a sua visão sobre o que realmente é o curso de Administração, vamos continuar com alunos frustrados no curso, que se formam apenas para conseguirem um curso superior. 
Esse tipo de estudante normalmente tem grande dificuldade para se tornar um profissional qualificado, e isso, certamente, é ruim para o curso e para a visibilidade dos profissionais perante a sociedade!
Vale à pena refletir a respeito! 
Por: Vitor Corrêa da Silva - http://www.administradores.com.br/

terça-feira, 30 de junho de 2015

Programa K.now - Trabalho Temporário




Minha participação no Programa K.now - Trabalho Temporario - São Luis - MA

domingo, 28 de junho de 2015

Programa K.now - Vagas para Menor Aprendiz no Mercado de Trabalho



Minha participação no Programa K.now - Vagas para Menor Aprendiz no Mercado de Trabalho - São Luis - MA

quinta-feira, 25 de junho de 2015

A Fábula do Peixe e do Macaco

A fábula do peixe e do macaco, narrada por Mia Couto:
"Um macaco passeava-se à beira de um rio, quando viu um peixe dentro de água. 
Como não conhecia aquele animal, pensou que estava a afogar-se. 
Conseguiu apanhá-lo e ficou muito contente quando o viu aos pulos, preso nos seus dedos, achando que aqueles saltos eram sinais de uma grande alegria por ter sido salvo. 
Pouco depois, quando o peixe parou de se mexer e o macaco percebeu que estava morto, comentou – que pena eu não ter chegado mais cedo!"
 Uma fábula corporativa, não é mesmo?
Quantas vezes gestores acham que estão fazendo como o macaco, ajudando, colaborando, desenvolvendo pessoas e/ou procedimentos, mas na verdade os matam e não conseguem acordar para esta realidade.
E muitos peixes colaboradores sequer conseguem perceber seu papel e se apegam a mudanças sem sentido ou futuro, que apenas matam tempo e desgastam relações.
Algumas reflexões que podemos fazer da fábula:
# Cada um tem o seu papel na organização e devemos aprender o seu papel;
# Devemos colaborar, mas compreender primeiro a função de cada um para colaborar com algo útil;
# Na análise da fábula, a busca por ajudar conforme a sua visão levou o outro a morte e mesmo assim não houve compreensão do fato. Buscar uma análise crítica na vida real é sempre bem vinda.
  • E para você, qual a conclusão?
  • E o que você tem feito para colaborar com a equipe?
  •  Você está pensando no todo e nas consequências?

De boas intenções o inferno está cheio. Vamos fazer o nosso melhor com análise completa de resultados para que a fábula continue como fábula e não como um espelho da realidade.
Por: Gustavo Rocha - http://www.artigonal.com/

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Bumba Meu Boi do Maranhão


O Bumba Meu Boi é a festa mais marcante da cultura popular da região maranhense. Em homenagem ao protetor do auto, São João, a festa acontece principalmente entre os meses de junho e julho, mas há muitos eventos fora de época que ocorrem durante todo o ano.
A tradição surgiu no século XVIII e ainda hoje envolve a população de São Luís que, durante as festividades, ocupa todas as partes da cidade, da periferia aos shoppings. Grupos de todo o estado se reúnem, dançando e cantando noite adentro.
O Bumba-meu-boi é uma festa democrática, que envolve pessoas de todas as idades e extratos sociais. Por ser uma festa de origem negra, ela sofreu perseguição política e policial, chegando a ser proibida de 1861 a 1868.
O enredo do Bumba-meu-boi conta a história de Pai Francisco, um escravo que, para saciar o desejo de sua esposa grávida por uma língua de boi, mata o gado de estimação do senhor da fazenda. Percebendo a morte do boi, o senhor convoca pajés e curandeiras para ressuscitar o animal. O boi volta à vida e a comunidade festeja.
Essa história é um retrato das relações sociais e econômicas vigentes naquela região no período colonial. O nordeste brasileiro vivia da monocultura e da criação de gado, apoiando-se em um regime de escravidão.
Hoje em dia, a forma como o boi é apresentado não narra mais a história completa. São contados enredos simplificados, também conhecidos como “meia-lua”.
O festejo se divide em quatro etapas. Ainda na preparação começa o primeiro estágio e os ensaios. Eles se iniciam no sábado de aleluia e terminam dia 13 de junho, dia de Santo Antônio, ou no sábado mais próximo dessa data.
A segunda fase é o batismo, quando o boi recebe todas as bênçãos do padroeiro da festa. A celebração com brincadeiras em arraiais durante todo o período de festa junina é a terceira etapa. A quarta e última etapa é a morte do boi, que acontece no final do mês de julho e termina definitivamente em outubro.
Somente na cidade de São Luís existem mais de cem grupos de Bumba-meu-boi. Cada um deles tem o seu sotaque, ou seja, uma forma própria de se expressar através das vestimentas, da coreografia, dos instrumentos escolhidos e da cadência da música. Os cinco sotaques mais famosos são:

MATRACA

Vindo de São Luís, tem como principal instrumento a matraca, dois pedaços de madeira que são batidos um no outro, e o pandeiro rústico, feito de couro de cabra. O sotaque de Matraca tem um ritmo bem acelerado, embalado por dezenas de matraqueiros.

ZABUMBA

Forte na região de Guimarães e arredores, tem como puxadores o ritmo africano das zabumbas, tambores bem grandes socados por uma maceta. Pandeirinhos e matracas também participam, mas somente como complementos O figurino é bem rico. Os brincantes usam roupas aveludadas, saias amplas bordadas e chapéus cheios de fitas que quase cobrem seu rosto.

ORQUESTRA

Tem origem na região de Munim, seu ritmo é festivo e de muita alegria. Seu destaque é uma banda com instrumentos de sopro e corda. Os participantes também têm trajes de veludo com ricos bordados e miçangas e dançam ao som de saxofones, banjos e clarinetas.

BAIXADA

Tem o som mais leve e lento, apesar de também usar pandeiros e matracas. Na verdade, é o toque ritmado que dá o tom suave. A roupa vem com penas e bordados em bases de veludo e chapéus suntuosos. O Cazumba, bicho e homem são personagens características desse sotaque.

COSTA DE MÃO

Surgido na região de Cururupu, esse sotaque vem embalado por um ritmo cadenciado ao som de pandeiros tocados com as costas da mão, caixas e maracás. As roupas também têm bordados em calças e casacos e seus chapéus em cogumelo funil são adornados com flores.
As fotos são de Autoria: Jorge Cavalcante ( JORGENCA)
Copiado: http://bumba-meu-boi.info/

terça-feira, 23 de junho de 2015

As 7 Habilidades Essenciais do Gerente de Projetos

Por ser uma área relativamente nova na cultura empresarial brasileira e na área educacional, a gestão de projetos é um papel assumido por profissionais com formações diversas. 
Tem gerente de projetos engenheiro, administrador, publicitário, arquiteto, analista de sistemas, entre outras graduações. 
Mas qual é a verdadeira formação essencial ao Gerente de Projetos?
Há mais de uma resposta correta. Isso porque o gerente de projetos tem de ser multidisciplinar e, acima de tudo, ter jogo de cintura. 
É um cara que negocia o tempo todo e precisa garantir as entregas com qualidade. Saber lidar com pessoas é fundamental, assim como ter organização, firmeza, controle, equilíbrio.
Essas características são habilidades que profissionais de diversas áreas podem ter ou desenvolver. 
Difícil chegar lá? Nem tanto. Se você já tem uma ou outra dessas características, basta desenvolver as que ainda não tem. A gente ajuda mostrando quais são as principais. O resto é com você.
Conheça, a seguir, quais as sete habilidades humanas essenciais ao gerente de projetos.

1) Organização

É o começo. A organização economiza seu tempo e lhe permite uma mais rápida tomada de decisão. Se você gasta mais tempo procurando um documento do que gerenciando um projeto, significa que algo está errado. 

2) Liderança

Não confunda “líder” com “chefe”. Gosto de uma frase que diz: “A diferença entre um chefe e um líder é que um chefe diz, vá! E um líder diz, vamos!”. É isso! O líder inspira as pessoas e vai junto com elas. Gera entusiasmo na sua equipe, mostrando como se faz em vez de mandar fazer.
É importante também que o líder saiba montar a sua equipe. Sinergia entre os membros e multidisciplinaridade são importantíssimos para que a equipe funcione, de forma que uns complementem os outros com repertórios diferentes. E não se esqueça, manter o astral da sua equipe com atos motivacionais é garantia de projeto bem executado!

3) Comunicação

A comunicação é o ponto fraco de muitos projetos. É preciso ter um processo aberto e transparente de comunicação, com incentivo à troca de ideias e opiniões. Outro ponto fundamental é ter a consciência do que deve e o que não precisa ser comunicado para equipe e stakeholders. No artigo “5 dicas para melhorar a comunicação na equipe” procuramos ajudar os gerentes de projetos nessa missão.

4) Negociação

A palavra “negociação” é praticamente sinônimo de gerência de projetos. Você tem de lidar o tempo todo com diferentes interesses, buscar um acordo que seja satisfatório, convencer pessoas a fazer o que não querem, pedir mais prazo ou recursos para determinada tarefa, e por aí vai.

5) Gestão de crise

O gerente de projetos deve se antecipar à crise. Mapear os possíveis riscos nos quesitos mais importantes para o cliente. Para evitar o “fogo amigo” entre sua equipe, mantenha um nível de estresse saudável, nem demais, nem de menos.

6) Resolução de problemas e tomada de decisão

Tenha atitude diante do risco. Tenha confiança suficiente para tomar decisões sem ter todas as informações disponíveis. O bom gerente de projetos identifica os problemas e propõe soluções, age quando é necessário e lidera a equipe rumo ao sucesso.

7) Persistência

Ter paciência e insistir quando for necessário nunca é demais quando se é um gerente de projetos. Ele não pode desistir frente as dificuldades. Não é fácil e se fosse a profissão não seria tão valorizada atualmente. Ser persistente é o que diferenciará o ótimo do bom.
Por  - http://www.projectbuilder.com.br/

segunda-feira, 22 de junho de 2015

18 Coisas que as Pessoas Criativas Fazem Diferente

PESSOAS CRIATIVAS















A criatividade se manifesta de forma misteriosa e muitas vezes paradoxal. O pensamento criativo é uma característica estável e marcante em muitas personalidades, mas ela também pode mudar de acordo com a situação e contexto. Muitas vezes a inspiração e ideias parecem surgir do nada e depois desaparecem quando mais precisamos delas - e o pensamento criativo exige uma cognição complexa, porém totalmente distinta do processo utilizado para o pensamento.
A neurociência pinta um quadro complicado da criatividade. Atualmente, os cientistas entendem a criatividade como algo bem mais complexo do que a divisão do cérebro em hemisférios direito e esquerdo nos leva a pensar (a teoria de que o lado esquerdo do cérebro = pensamento racional e analítico e o lado direito = pensamento criativo e emocional). Na realidade, acredita-se que a criatividade engloba vários processos cognitivos, caminhos neurais e emoções e mesmo assim não temos toda a dimensão de como a mente imaginativa funciona.
E, psicologicamente falando, pessoas com personalidade criativa são difíceis de definir, especialmente por serem complexas, paradoxais e geralmente evitarem hábitos ou rotinas. E esse não é apenas um estereótipo do “artista torturado” – os artistas podem de fato serem pessoas mais complicadas. Pesquisas sugerem que a criatividade é fruto da combinação de várias características, comportamentos e influências sociais em uma única pessoa.
"O autoconhecimento é de fato difícil para pessoas criativas, pois o ser criativo é mais complexo do que o não criativo”, afirmou Scott Barry Kaufman, psicólogo da New York University que passou vários anos pesquisando a criatividade, em entrevista ao The Huffington Post. "As coisas que mais se destacam nas pesquisas são os paradoxos do ser criativo… Pessoas com imaginação aguçada tem mentes mais ‘bagunçadas’ ”.
Ainda que não exista uma personalidade criativa “padrão”, existem algumas características e comportamentos comuns às pessoas altamente criativas. Veja aqui 18 coisas que elas fazem diferente.

Elas sonham acordadas.
criativos
Pessoas criativas sabem que sonhar acordado não é perda de tempo, apesar do que os seus professores tenham lhes dito quando eram crianças.
De acordo com Kaufman e com a psicóloga Rebecca L. McMillan, que é co-autora de um artigo intitulado "Ode Ao Sonhar Acordado", essas viagens da mente podem auxiliar no processo da “incubação criativa”. E claro, muitos já tiveram a experiência de ter uma ideia genial surgir aparentemente do nada, justo quando nossa mente está divagando.
Apesar do sonhar acordado parecer não exigir nenhuma atividade cerebral, um estudo de 2012 sugere que o cérebro pode na verdade estar altamente engajado nessas ‘viagens’ – elas podem repentinamente resultar em conexões e conclusões pois estão ligadas à nossa habilidade de recordarmos informações mesmo frente às distrações. Os neurocientistas também descobriram que sonhar acordado ativa os mesmos processos cerebrais associados à imaginação e à criatividade.
Elas observam tudo.
O mundo é a ostra da pessoa criativa – elas veem possibilidades por toda parte e estão constantemente absorvendo informações que alimentam a expressão criativa. Como disse o escritor Henry James em sua famosa citação, um escritor é alguém para quem “nada se perde”.
A escritora Joan Didion carregava sempre um caderno e disse que fazia anotações sobre pessoas e eventos, como uma forma de melhor entender as complexidades e contradições da sua própria mente:
"Não importa o quão zelosos somos em registrar o que vemos ao nosso redor, o denominador comum de tudo que vemos é sempre, de forma transparente e sem vergonha, o implacável “Eu”, Didion escreveu no ensaio On Keeping A Notebook. "Estamos falando de algo privado, fragmentos da mente curtos demais para serem usados, uma montagem indiscriminada e aleatória que fazem sentido apenas para quem as anota”.

Elas trabalham no horário que é melhor para elas.
trabalho criativo
Muitos artistas renomados afirmam que trabalham melhor ou bem cedo de manhã ou muito tarde à noite. Vladimir Nabokov começava a escrever assim que acordava, as 6 ou 7 da manhã e Frank Lloyd Wright costumava acordar às 3 ou 4 da manhã, trabalhar durante várias horas e depois voltava a dormir. Não importa o horário, pessoas com grande produção criativa geralmente descobrem quando as suas mentes funcionam melhor e planejam seus dias de acordo com isso.
Elas separam um tempo para a solitude.
"Para estar aberto à criatividade, a pessoa tem que ter a capacidade de usar a solitude de maneira construtiva. É necessário superar o medo de estar sozinho”, escreveu o psicólogo existencial americano Rollo May.
Artistas e criativos muitas vezes são taxados de solitários e apesar disso não ser verdade, a solitude pode ser o que lhes permite produzir o melhor trabalho. Para Kaufman, isso está relacionado novamente ao sonhar acordado – nós precisamos passar tempo sozinhos para simplesmente permitir que as nossas mentes possam viajar.
"Você precisa estar atento àquele monólogo interior para que possamos expressá-lo”, ele afirma. “É difícil encontrar aquela voz interior criativa se você…não está em contato com o seu eu interior e refletindo sobre si mesmo”.
Elas conseguem transformar os obstáculos em algo bom.
Muitas das histórias e músicas mais icônicas de todos os tempos foram inspiradas por dor e desilusões – e o lado bom desses desafios é que elas podem servir como um catalisador para a criação de ótimo arte. Um campo emergente da psicologia chamado de crescimento pós-traumático vem sugerindo que muitas pessoas conseguem usar as dificuldades da vida e os traumas da infância e juventude para o crescimento criativo. Especificamente, pesquisadores descobriram que traumas podem ajudar as pessoas a crescerem nas áreas de relacionamentos interpessoais, espiritualidade, apreciação pela vida, força pessoal e – o que é mais importante para a criatividade – a vislumbrar novas possibilidades na vida.
"Muitas pessoas conseguem usar isso como o combustível que precisam para encarar a realidade de uma outra forma”, diz Kaufman. "O que aconteceu é que a visão que elas tinham do mundo como um lugar seguro ou como um certo tipo de lugar foi destruída em algum momento de suas vidas, levando-as a olhar a vida de fora e enxergar as coisas de maneira nova e diferente, e isso é muito propício para a criatividade”.
Elas buscam novas experiências.
Pessoas criativas gostam de se expor a novas experiências, sensações e estados de espírito – e essa abertura prevê o resultado criativo de forma significativa.
"A abertura a novas experiências é o mais forte e confiável indicador da realização criativa”, afirma Kaufman. "Isso inclui muitas facetas diferentes, mas elas estão todas relacionadas: a curiosidade intelectual, busca por emoção, abertura aos sentimentos, abertura à fantasia. A coisa que une todas elas é um desejo pela exploração cognitiva e comportamental do mundo, tanto o seu mundo interior quanto o seu mundo exterior”.

Elas aprendem com os erros.
criativos
A resiliência é praticamente um pré-requisito para o sucesso criativo, diz Kaufman. O trabalho criativo é muitas vezes descrito como um processo em que se falha repetidamente até que encontre algo que dá certo e pessoas criativas – pelo menos as bem-sucedidas – aprendem a não encarar os erros de forma tão pessoal.
"Pessoas criativas falham e aquelas que são muito boas falham com frequência”, escreveu o colunista da revista Forbes Steven Kotler em um artigo sobre a genialidade criativa de Einstein.
Elas fazem as perguntas mais complexas.
As pessoas criativas possuem uma curiosidade insaciável – geralmente escolhem examinar profundamente a vida – e à medida em que vão envelhecendo, não deixam de ter curiosidade sobre a vida. Seja através de conversas intensas ou de reflexões solitárias, pessoas criativas olham para o mundo ao seu redor e querem saber por quê e como as coisas são do jeito que são.
Elas observam as pessoas.
Devido à natureza observadora e à curiosidade sobre as vidas dos outros, pessoas criativas muitas vezes amam observar as pessoas – e talvez até gerem suas ideias a partir dessas observações.
"[Marcel] Proust passou praticamente toda a sua vida observando as pessoas e ele anotava essas observações, que acabavam saindo em seus livros”, diz Kaufman. "Para muitos escritores, observar pessoas é muito importante… Elas são observadoras perspicazes da natureza humana”.
Elas arriscam.
Arriscar faz parte do trabalho criativo e muitas pessoas criativas são motivadas pelos riscos que tomam em vários aspectos de suas vidas.
“Há uma conexão profunda e significante entre arriscar e ser criativo e essa conexão muitas vezes é menosprezada”, escreveu Steven Kotler na Forbes. "A criatividade é o ato de criar algo a partir do nada. Ela requer expor publicamente aquelas apostas que fazemos primeiro em nossa imaginação. Essa não é uma tarefa para os tímidos. O tempo desperdiçado, a reputação abalada, o dinheiro investido de forma errada – todos esses fatores são consequências da criatividade mal-sucedida”.
Elas encaram a vida toda como oportunidade de auto-expressão.
Nietzsche acreditava que a vida e o mundo devem ser encarados como uma obra de arte. Pessoas criativas podem estar mais propensas a ver o mundo dessa forma e a constantemente buscar oportunidades de auto-expressão no dia a dia.
"A expressão criativa é uma auto-expressão”, diz Kaufman. "A criatividade nada mais é do que uma expressão individual de suas necessidades, desejos e singularidade”.

Elas seguem suas verdadeiras paixões.
criativo
Pessoas criativas tendem a ter uma motivação intrínseca – o que significa que elas agem movidas por um desejo interno e não por uma recompensa ou reconhecimento externo.
Psicólogos mostram que pessoas criativas são energizadas por atividades desafiadoras, o que demonstra uma motivação intrínseca e as pesquisas sugerem que simplesmente pensar em razões intrínsecas para realizar uma atividade pode ser o suficiente para aumentar a criatividade.
"Pessoas potencialmente criativas escolhem e podem se envolver de forma apaixonada em problemas desafiadores e arriscados que geram um forte sentimento a partir da habilidade de usarem seus talentos”, escrevem M.A. Collins e T.M. Amabile no livro The Handbook of Creativity (O Guia da Criatividade).
Elas tentam pensar de forma diferente.
Kaufman argumenta que outro propósito do ‘sonhar acordado’ é nos ajudar a ver além da nossa própria perspectiva limitada e explorar outras formas de pensar, que pode ser uma importante ferramenta para o trabalho criativo.
"O ‘sonhar acordado’ acabou evoluindo e nos permite abrir mão do presente”, diz Kaufman. "A mesma rede cerebral associada ao sonhar acordado é a rede associada também com a teoria da mente – gosto de chamá-la de ‘rede cerebral da imaginação’ – que lhe permite imaginar como você será no futuro e também imaginar o que outra pessoa está pensando”.
As pesquisas sugerem também que induzir o ‘distanciamento psicológico’ – isso é, assumir o ponto de vista de outra pessoa ou pensar sobre uma questão como se ela não fosse real ou conhecida – pode estimular o pensamento criativo.
Elas perdem noção do tempo.
Pessoas criativas podem vir a descobrir que quando elas estão escrevendo, dançando, pintando ou expressando-se de outra maneira, que elas entram em um estado mental ‘otimizado’ ou no que é conhecido como ‘estado de fluxo’, que pode ajudá-los a criar em um nível mais alto. Esse fluxo é um estado mental em que uma pessoa transcende pensamentos conscientes a fim de alcançar um estado mais aguçado de concentração e calma, sem fazer maiores esforços. Quando alguém está nesse estado, fica praticamente imune a qualquer pressão interna ou externa ou a distrações que possam prejudicar o seu desempenho.
Você pode entrar no estado de fluxo quando você está desempenhando uma atividade que você gosta, mas que também lhe desafia – como qualquer bom projeto criativo faz.
"As pessoas criativas descobrem as coisas que amam fazer, mas também desenvolveram as habilidades que precisam naquela área para entrar no estado de fluxo”, diz Kaufman. "O estado de fluxo exige uma combinação entre as suas habilidades e a tarefa ou atividade na qual você está envolvido”.
Elas vivem rodeadas de coisas belas.
Pessoas criativas geralmente tem bom gosto, e consequentemente, gostam de estar cercadas de coisas bonitas.
Uma pesquisa recente publicada no periódico Psychology of Aesthetics, Creativity, and the Arts mostrou que músicos – incluindo músicos de orquestras, professores de música e solistas – são dotados de maior sensibilidade e respondem mais à beleza artística.


Elas ligam os pontos.

Se existe uma coisa que distingue as pessoas altamente criativas das outras, é a habilidade de enxergar possibilidades onde outros não enxergam – ou, em outras palavras, ter visão. Muitos grandes artistas e escritores já disseram que a criatividade é simplesmente a habilidade de ligar os pontos que outros nunca pensariam em ligar.

Nas palavras de Steve Jobs:

"A criatividade é simplesmente conectar as coisas. Quando você pergunta às pessoas criativas como elas fizeram alguma coisa, eles sentem-se um pouco culpadas, pois na verdade não fizeram de fato, apenas viram algo. Depois de um tempo a coisa ficou óbvia. Isso aconteceu porque eles conseguiram fazer a ligação entre as experiências que já tiveram e então sintetizaram coisas novas”.
Elas estão sempre ‘agitando’ as coisas.
Mais do que qualquer outra coisa, a diversidade das experiências é essencial para a criatividade, diz Kaufman. Pessoas criativas gostam de ‘agitar’, experimentar coisas novas e evitam qualquer coisa que torne a vida mais monótona ou corriqueira. 
"As pessoas criativas têm uma maior variedade de experiências e a rotina acaba assassinando a diversidade de experiências”, diz Kaufman.

Elas separam tempo para reflexão.
Pessoas criativas entendem a importância de uma mente livre e focada – pois o seu trabalho depende disso. Muitos artistas, empreendedores, escritores e outros profissionais criativos, tais como David Lynch, recorrem à meditação como uma ferramenta para atingir o estado de criatividade máxima de suas mentes.
E a ciência comprova a ideia de que a reflexão pode de fato aumentar a potência cerebral de várias maneiras. Uma pesquisa holandesa feita em 2012 sugere que certas técnicas de meditação podem estimular o pensamento criativo. Práticas de reflexão também estão ligadas a melhorias na memória e no foco, a um maior bem-estar emocional, à redução de estresse e ansiedade e à melhora da clareza mental – todos esses fatores que podem resultar na melhora do pensamento criativo.
Copiado: http://www.brasilpost.com.br/