quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

10 Profissões em Baixa, segundo Headhunters

Confira carreiras em que os profissionais podem encontrar dificuldade conquistar oportunidades no mercado. Direito e jornalismo estão na lista
Mudanças na economia, excesso de formandos e os avanços tecnológicos são três variáveis citadas pelos especialistas na hora de citar profissões e carreiras com menor número de vagas no mercado de trabalho atual.

“Com isso, o ritmo de contratações diminui para algumas carreiras e o mercado não consegue absorver 100% das pessoas formadas”, explica Thiago Sebben, diretor da Hays.
Ele lembra que são três os aspectos que tornam uma carreira mais ou menos atrativa. “Ambiente de trabalho, perspectiva de crescimento e salários. São esses os pilares”, diz Sebben.
“Não é que a necessidade caiu e, sim, que a relação entre a oferta e a demanda está desequilibrada”, diz Sthaell Ramos, sócia diretora da People On time.

Ela explica que o fato de as carreiras serem em sua maioria na área de ciências humanas está relacionado à maior facilidade que as instituições de ensino têm na hora de oferecer estes cursos. “É mais fácil criar cursos nestas áreas porque é preciso oferecer apenas professor e bibliotecas”, diz.
Marcelo Cuellar, da Michael Page, no entanto, faz um alerta: “Não é que o conhecimento tenha se tornado desnecessário, a questão é verificar onde este conhecimento pode agregar valor”, diz.
Para se dar bem no mercado, os profissionais devem encontrar maneiras de se diferenciarem, de acordo com os especialistas. “O profissional bem formado, adaptado e flexível sempre terá o seu lugar ao sol”, lembra Sthaell. 
Confira quais são as profissões com menor número de oportunidades e confira as dicas dadas por especialistas para que os profissionais consigam se diferenciar no mercado:

Antropologia
“Nunca foi uma carreira que teve alta demanda dentro das organizações por se tratar de uma profissão mais técnica e com ramo de atuação mais acadêmico”, diz Marcelo Cuellar, da Michael Page.
Para quem não quer ficar restrito ao ambiente educacional, o especialista sugere uma flexibilização da atuação. “O profissional de antropologia pode ser escritor, roteirista de programas de televisão e até trabalhar em recursos humanos”, diz.
Mas, para isso deve complementar a sua formação. “As pessoas buscam faculdades de olho em uma profissão, mas deveriam estar interessadas mais no conhecimento adquirido”, diz Cuellar.

Sociologia
O formando de um curso de sociologia que quiser apenas atuar como sociólogo vai encontrar poucas oportunidades fora das escolas, universidades e centro de pesquisa. “Se ele quiser só trabalhar com sociologia vai ficar restrito”, diz Cuellar. O conhecimento é importante e necessário, segundo o especialista. “Mas para encontrar mais ofertas de trabalho é preciso abrir o leque de atuação”.

Geografia
“Também é um profissão mais técnica, dificilmente você vai encontrar posições para geógrafos dentro de uma empresa”, diz Cuellar. Mas, como ele mesmo diz, nem só do mundo corporativo vivem os profissionais. 
“Agora, se ele quer trabalhar dentro de uma empresa deve ter um ramo de atuação mais abrangente. Pode dar aulas alguns dias por semana, participar de projetos de pesquisa em uma organização, por exemplo”, diz Cuellar.
Quem gosta de geografia física, por exemplo, pode investir em uma especialização na área de Geologia, já que para esta última há mais demanda de profissionais, principalmente no setor de petróleo e gás.

História
“Se o profissional quiser ser apenas historiador terá, como no caso dos geógrafos, o ramo acadêmico e de pesquisa”, diz Cuellar, para justificar a restrição do mercado de trabalho.
Mas ele indica que é há outras possibilidades para quem for flexível. “O historiador pode ser roteirista de seriados históricos, por exemplo”, lembra. “É questão de abrir a cabeça e procurar uma qualificação complementar”, diz Sthaell.

Jornalismo
Sair da faculdade de jornalismo com o objetivo “romântico” de fazer grandes reportagens para um jornal ou ainda de se o próximo a ocupar a cadeira de William Bonner na bancada do Jornal Nacional pode levar à frustração muitos jornalistas em início de carreira. “A profissão mudou, se o profissional quiser ser jornalista como se era antigamente vai encontrar dificuldade”, diz.
Repórter de jornal impresso, por exemplo, foi considerada a pior profissão nos Estado Unidos, segundo levantamento realizado pelo site Career Cast, também por conta da projeção de queda de 6% nas oportunidades profissionais nos próximos anos. 
“É uma das carreiras em baixa, a figura de editor de jornal, por exemplo, tende a desaparecer. As pessoas deixam de ler o jornal impresso para ver notícias postadas nas redes socais”, diz Sthaell.
Isso significa que a comunicação perdeu importância? “De jeito nenhum, o jornalista agora tem nova roupagem”, diz Sthaell. Ela cita a área de comunicação interna das empresas como uma área promissora dentro da comunicação.
“Há oportunidades nesta área, mas é difícil ver interesse das pessoas”, conta, lembrando ainda que há muito espaço para inovação na comunicação, principalmente no que diz respeito à parte digital. 

Direito
“Modelo de sair da faculdade e rapidamente arranjar um bom emprego em um escritório de advocacia não existe mais”, diz Cuellar. Com oferta de formandos maior do que a demanda, o profissional deve se destacar para conseguir boas oportunidades.
Especializações fazem a diferença aos olhos do mercado. “Essa questão do mercado mais agressivo faz com que os profissionais se qualifiquem mais”, diz Thiago Sebben, diretor da Hays.
“Há áreas como ambiental e TI que tem poucos profissionais qualificados”, diz Sthaell. Interessados em trabalhar em setores jurídicos das empresas devem complementar a formação com cursos que deem visão de negócios. 
“Visão de dono do negócio é importante”, diz o diretor da Hays. Vale destacar que direito societário voltado para fusões e aquisições é uma das áreas mais promissoras para os advogados, de acordo com a consultoria Salomon Azzi.

Psicologia
Recém- formados em psicologia têm dificuldade em abrir clínica e conseguir pacientes, que geralmente preferem os profissionais mais experientes. E, com a mudança no mercado de Recursos Humanos, que passou a absorver profissionais de outras formações para compor quadros organizacionais, as oportunidades diminuíram para quem não busca uma formação complementar em negócios.
“Também há a questão de excesso de formandos e o fato de muitos estudantes virem aos grandes centros urbanos para estudar e quererem continuar aqui achando que terão mais chances no mercado, quando, muitas vezes há demanda por profissionais em suas cidades de origem”, diz Sthaell.

Venda porta a porta
A área de vendas está aquecida, mas aquele tipo de vendedor que vai de porta em porta vendendo produtos é uma figura em extinção, de acordo com Thiago Sebben, diretor da Hays. “Hoje a gente fala em comércio eletrônico, então representante comercial que vai de porta e porta vai acabar", diz.
A dica é se adaptar às mudanças do mercado procurando qualificações complementares que permitam a ampliação da atuação na área comercial para não correr o risco de tornar-se obsoleto.

Pedagogia
A necessidade de professores da educação de base existe e sempre vai existir, mas a carreira é pouco atrativa se levados em conta condições de trabalho e salários oferecidos.
Por isso, diz Cuellar tem mais chances os pedagogos que expandem a sua atuação, não ficando restritos a salas de aula. “Se o pedagogo se fechar em uma caixa fica mais complicado, ele pode pesquisar e inventar novos métodos de ensino, é uma possibilidade”, diz Cuellar.

Serviço Social
As oportunidades de trabalho para assistentes socais também são mais raras, de acordo com a consultoria Michael Page. “Não tem vaga para trabalhar de assistente social dentro de uma empresa”, lembra Cuellar.
Setor público e terceiro setor geralmente absorvem estes profissionais, mas não 100%, já que a oferta de formandos é maior do que a demanda. “Mas, se o profissional estiver atento à demanda pode migrar para outras áreas, como recursos humanos, por exemplo, e buscar formação complementar”, diz Cuellar. 

Por Camila Pati - http://www.fbde.com.br/

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Viral e 40º de febre

marketing-viral-beaba-empreendedor
Algo que se chame “viral”, pode-se espalhar a mais do que uma pessoa e muito mais nesta altura em que existem vírus informáticos, vírus de doenças etc.
Ninguém quer ser portador de um vírus… mas nos negócios… não gostaria que a sua estratégia de comunicação se constituísse num vírus mortal, que contagie toda a população em poucas horas?
Porque o marketing viral é a melhor maneira de comunicar sobre um produto ou serviço sem gastar um euro em publicidade. A notícia utilizada pelos meios de comunicação e transmitida de boca em boca permitiram as empresas ganhar muito dinheiro. 
E como conseguiram ganhar isso tudo?
Ralph Willson, consultor americano especialista em Marketing, efetua a seguinte análise sobre qual são os elementos que devem estar presentes para impor esta estratégia.
Willson reconhece 7 elementos:
1. Ofereça um produto ou serviço de valor para os seus prospectores.
2. Deve ser e estar muito bem definido e fácil de transmitir.
3. Que possa ser disponibilizado rapidamente.
4. Possa despertar motivações comuns e comportamentos.
5. Utilização das redes de comunicação existentes.
6. Obter uma atribuição utilizando recursos de terceiros.
7. Tem um baixo custo para os que o criam.
O marketing viral é uma ferramenta que seguramente irá ganhar terreno para ser uma das mais importantes para o “marketeer” ou “marketeiro”, graças a todas as facilidades que tem, seu baixo custo e os resultados obtidos.
O viral tem se tornado arma secreta de algumas agências, por conta de sua eficácia, nem todos sabem fazer um viral “dar certo”, está aí o segredo, o desconhecimento da concorrência.
Fonte - Gleidson Moreira - http://beabaempreendedor.com/

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

O Processo Criativo de Soluções em Marketing

Conhecendo a Si Próprio, Como um Administrador Pode Saber Que Passos Deverá Tomar Para Descobrir a Solução  de Um Problema e Agir em Busca de Um Objetivo? Como se Desenvolve o Processo Criativo? Como Colocar a Criatividade a Serviço da Empresa?

James Webb Young – um dos primeiros redatores de propaganda do mundo – em seu livro “A Technique for Producing Ideas” definiu as várias etapas do processo criativo de marketing como sendo:
  • Preparação;
  • Incubação;
  • Iluminação;
  • Elaboração. 
Outro estudioso – Don Fabun – dividiu essas etapas de maneira semelhante:
  • Desejo: A pessoa deve – por qualquer razão – querer criar algo original. Isso é o que ele chama de “atitude de trabalho”.
  • Preparação: Ou acumulação de dados, visa "tornar familiar o estranho”.
  • Manipulação: É uma tentativa de síntese, de juntar conceitos aparentemente não relacionados, ou "tornar estranho o familiar".
  • Incubação: O componente inconsciente do processo criador, e cuja descrição de Fabun coincide com outras, como veremos mais adiante.
  • Antecipação: É o que, mais tarde, classificaremos como aquecimento. Segundo Fabun, há um sentimento de premonição, algo nos diz que o problema está preste a ser resolvido.
  • Iluminação: A solução esperada.
  • Verificação:  A confirmação da viabilidade da solução De qualquer forma, e para fins de definição prática, podemos dividir em 7 (sete) estágios o processo criativo para a solução dos problemas de Marketing:
  1. Identificação: O primeiro estágio – identificação do problema – parece óbvio demais. Mas muito pouca gente sabe exatamente que tipo de problema deve ser resolvido. É importante que se pegue um pedaço de papel e se escreva a resposta para a seguinte pergunta: "Qual é o problema?". Um problema bem definido, já está 50% resolvido. Einstein dizia ser a mera formulação de um problema, freqüentemente, muito mais essencial do que a sua solução, que pode ser simples questão de habilidade matemática ou experimental; levantar novas dúvidas, novas possibilidades, olhar velhos problemas sob novos ângulos requer imaginação criadora e é o que marca os avanços reais da ciência. Na verdade, a identificação correta do problema nos leva às 6 (seis) outras etapas do pensamento criador.
  2. Preparação Direta: É quando acumulamos informações pertinentes ao problema que deve ser resolvido. Isto é, quando buscamos somente informações que contribuam para uma possível solução. Isso é constatado por John Dewey, quando declara que “podemos ter os fatos sem pensar, mas não podemos pensar sem ter os fatos”, o que, de certa forma, contradiz a famosa afirmação de Einstein: "A imaginação é mais importante do que o conhecimento". É a preparação direta, ainda, que deve ter inspirado a também famosa frase de Thomas Edison: "Um gênio é composto de 1% de inspiração e 99% de transpiração".
  3. Preparação Indireta: A preparação é indireta quando buscamos informações sobre tudo o que possa colaborar para uma solução, mesmo que à primeira vista não tenha nada a ver com o problema. Waren Weaver classificava a necessidade de preparação indireta dizendo que “a informação é a medida da liberdade de escolha que se tem quando se seleciona uma mensagem”. A preparação indireta pode, eventualmente, ser inconsciente: quando a pessoa está engajada na solução de algum problema, e uma vez esgotadas todas as informações pertinentes ao seu alcance, começa s buscar outras possíveis informações. Mas a solução não vem. Ou parece longínqua. Ou, se vier, é insatisfatória. A pessoa, conscientemente determinada a encontrar uma boa solução, sente uma necessidade premente de ler, ver e sentir coisas aparentemente divorciadas, não apenas entre si, mas também daquele objetivo inicial. Não consegue, porém deixar de continuar recebendo informações: visita pessoas vai a cinemas, lê desesperadamente, consulta estatísticas, que possivelmente nada têm a ver com o problema, iniciando um processo de acumulação de dados. Essa "alimentação" se faz de maneira normalmente caótica ou irregular na acumulação indireta, mas vai aquecendo as baterias mentais: o cérebro começa eventualmente a associar dados aparentemente díspares.
  4. Incubação: Segundo alguns psicólogos, o processo da incubação se desenvolve mais no plano do inconsciente ou naquela faixa do pré-consciente, a quem todos os autores recorreram no sentido de tentar desvendar o processo criativo. A filosofia Zen determina que a mente deve tentar parar de agir sobre si própria, sobre a sua corrente de experiências. Isso está expresso num poema Zenrim que diz: "Sentado quieto, fazendo nada. A primavera vem, e a grama cresce sozinha". Importante, também, é o testemunho de Poincaré: _ "Não há dúvidas a respeito da importância da atividade inconsciente nas descobertas matemáticas. Trabalhando sobre um problema, é comum que nada se consiga desde o começo. É preciso descansar. Em seguida trabalha-se novamente. Mesmo que a primeira meia hora nada se descubra, depois, no entanto, a solução começa a surgir naturalmente. O trabalho consciente parece ter ficado melhor graças à interrupção. A força e o vigor da mente foram estabelecidos pelo descanso". Poincaré, contudo, tinha a mesma opinião de Thomas Edison: "O trabalho inconsciente é impossível se não foi precedido pelo trabalho consciente". É curioso reproduzir parte de uma entrevista que Henrique da Costa Mecking, o Mequinho, então campeão brasileiro de xadrez, deu à revista Veja: "Chego a sonhar com partidas, às vezes acordo com a solução de um problema que me preocupava na noite anterior". Para Einstein, a incubação se desenvolvia melhor alguns momentos antes de adormecer, ou logo depois de acordar. Einstein ainda costumava tocar violino ou ler romances de Dostoivski como um recurso para desviar a atenção do problema principal e provocar a incubação. Gandhi costumava tecer; seu processo criativo era grandemente desenvolvido quando se dedicava a esse tipo de atividade manual. Portanto, a Incubação, depois da acumulação consciente de dados diretos ou indiretos, é uma reação da mente humana contra a pressão angustiante. A mente, no plano do inconsciente, começa a trabalhar praticamente sozinha. Essa angústia, necessidade de liberação de energias, pode, muitas vezes, assumir a forma de trabalho manual. E para um grande número de executivos a incubação parece ser auxiliada pela prática intensa de um esporte.
  5. Aquecimento: O retorno do problema, com a sensação de uma solução próxima, constitui uma fase claramente distinta do processo criativo: _ trata-se do warm-up ou aquecimento. Pode ser inconsciente quando através de flashes, a mente foge e retorna ao problema a freqüências cada vez menores: as idéias atravessam de forma desordenada, a barreira consciente/inconsciente, caminhando para a solução por meio de aproximações sucessivas. Porém, na vida prática, como temos prazos a cumprir, datas de fechamento a seguir esta etapa deve ser um processo consciente provocado artificialmente através de recursos já bastante experimentados como o brainstorm – por exemplo – quando, se o problema está sendo resolvido por uma, duas ou mais pessoas, as idéias começam a se desencadear em turbilhão.
  6. Iluminação: A solução do problema aparece pela primeira vez naquela etapa que Wallas, e muitos outros, aceitam e chamam de "iluminação". É o heureka, quando então estoura a idéia. Em muitos casos – em quase todos, na verdade – é o término daquela forte angústia que o indivíduo vinha sentindo. É o que Kohler chamou de insight, ou seja, a súbita compreensão das relações entre os meios e fins. Aparece, em geral, sem esforço; em outras palavras, não há um esforço consciente em busca da "iluminação", em seguida ou não ao período de aquecimento. O físico alemão Hermann Von Helmholtz explica que as suas "idéias felizes" surgiam pela manhã, mas "preferiam aparecer durante passeios pelas florestas das montanhas, em dias repletos de sol". Embora surja de repente, aparentemente sem esforço físico nem grande esforço mental, a Iluminação é, na verdade, o resultado de períodos terrivelmente laboriosos de preparação. E, muitas vezes, de aquecimento também.
  7. OBSERVAÇÃO: É bastante conhecido o fato de que certas pessoas associam o ato que fazer barba com o momento de encontrar idéias. Na verdade, já passaram pelo período de incubação e ainda estão naquele estágio que, logo após o sono, encontra descansada a mente. Algumas pessoas precisam ir ao banheiro, para encontrar idéias, outras têm de passear por determinadas ruas, ou falar com certos amigos – e assim por diante.
Elaboração: Depois de encontrada a idéia e, desde que a julguemos satisfatória, considera-se como integrante do processo criativo o período, agora totalmente consciente da elaboração. As idéias, antes abstratas, são colocadas linearmente e, através da construção de uma teoria, da formulação de um plano, ou estruturando uma equação, começamos associá-la com dados conhecidos da realidade, a fim de "tornar familiar o desconhecido", como já foi dito. 
Bons exemplos da elaboração: 
Hemingway, para dar por encerrado o seu romance Adeus às Armas, reescreveu trinta vezes a última página. 
O roteiro do filme "Submarino Amarelo”, desenho animado que utilizava as figuras dos Beatles, foi escrito 21 vezes. 
Pablo Casals, o genial violoncelista de Barcelona, dizia que precisava ensaiar dez minutos para cada três segundos de música.
É no processo de elaboração que determinamos com mais precisão a diferença entre o amador e o profissional - entre aquele que sabe o que faz e aquele que acerta de vez em quando. No sentido da busca de um profissionalismo, o estágio da elaboração é tão importante quanto o da preparação.
Verificação: Há um intervalo de tempo que pode variar de segundos até vários anos, entre a Iluminação, a Elaboração da idéia e sua Verificação. O aumento dos recursos tecnológicos tem diminuído drasticamente os intervalos entre a descoberta e a aplicação de uma idéia. A fotografia, inventada na primeira metade do século XVIII, só foi aplicada 112 anos depois, enquanto o transistor - uma invenção que revolucionou o mundo - levou apenas três anos para ter aplicação. O raio laser e o fax, em uso atualmente, diminuíram ainda mais o intervalo entre a invenção e utilização mundial.
OBSERVAÇÃO: Em Marketing, onde os caminhos encontrados têm de ser permanentemente comparados com a realidade, o estágio da verificação é de importância fundamental. É preciso comprovar que a idéia adotada como solução é, de fato, a solução.
Newton, quando viu cair a maçã e teve a intuição da Lei da Gravidade, passou o resto da sua vida trabalhando para verificar aqueles conceitos que determinara como leis. · Darwin passou nada menos de vinte anos verificando e refinando as suas hipóteses sobre seleção natural. 
Quando Einstein elaborou a sua Teoria da Relatividade, incorporando-a à Teoria Geral, teve de esperar até o eclipse do sol de 1919 para averiguar se realmente os raios de luz são desviados quando entram no campo gravitacional de um corpo. Durante o eclipse foi possível verificá-lo e estabelecer uma das mais importantes premissas de Einstein, a relação entre massa e energia.Em Marketing a verificação dos resultados de uma idéia não leva, evidentemente, tanto tempo: um gráfico de vendas é um juiz implacável e que pede urgência. Os pré-testes de propaganda, os lançamentos em praças-piloto, as pesquisas, buscam verificar a validade de uma idéia antes que milhões de Reais sejam apostados nela.

domingo, 15 de dezembro de 2013

Spin Selling - A Consagrada Técnica de Venda

Spin Selling é uma consagrada técnica de venda, apresentada pelo autor Neil Rackham, que orienta vendedores de todas as culturas a realizarem grandes negócios.

Tal estudo foi disseminado como metodologia e estratégia comercial em milhares de empresas multinacionais, nos Estados Unidos e no mundo.

No Brasil, há poucos textos e livros que citem o assunto, entretanto, é de grande utilidade para profissionais e executivos de vendas de um modo geral.

Sua composição nos promove uma imagem panorâmica sobre o processo de uma negociação, e, ainda, com uma ótica cientifica e mais fundamentada. Desta forma, nos dá mais um direcionamento dentro de cada negociação, com base em supostas etapas que temos de transpassar para se chegar ao fechamento de um negócio.

A técnica é traduzida como ‘’Giro de Vendas’’, porque tem como objetivo, no sentido literal, fazer as vendas girarem, com mais rapidez e objetividade, subdividindo os processos de uma negociação em quatro etapas, a saber:
  • Situação  -  Problemas  – Implicações  – Necessidades

Estas quatro, quando bem executas, e de forma interligada, podem gerar grandes resultados de vendas para uma pessoa ou para uma empresa.

Igualmente, a técnica aponta a importância de se transpassar por estas quatro etapas utilizando uma prática intercalada entre: Ouvir – Perguntar – Ouvir – Perguntar.

Sobre a audição, cada vez mais, estudos, em diferentes setores comprovam a eficácia da arte de se saber ouvir com atenção às necessidades do próximo;  
já o  ‘perguntar’ é uma excelente técnica de vendas, pois quando fazemos perguntas, nosso receptor sente-se acolhido,  atendido; por outro lado, o perguntar ainda possui  valor investigativo. Neste contexto, façamos pergunta-chaves dentro do que precisamos descobrir de nosso cliente.
Contudo, busquemos fazer esta intercalação durante as quatro etapas, conforme as considerações acima. Analisemos  uma a uma:

Situação: primeira etapa do processo de negociação, onde se analisa o caso, tais como o ambiente, o status psicológico e financeiro do cliente, bem como suas condições de um modo geral.  Quanto mais informação colhida nesta fase melhor será para as demais etapas.

Problemas: segunda etapa da negociação onde, com base na análise da situação, identificamos e  e definimos quais são os problemas, tais como, psicológicos, financeiros, ou outros situacionais que possam gerar conflito ou impedimento da venda. Nesta etapa, é importante levarmos em consideração que sempre em que houver um processo de negociação significa que haverá também um ou mais problemas a serem resolvidos. Se não houver problema (as) é porque não há negociação, mas sim, um acordo. Já, onde há negociação, há sempre necessidades que precisam ser solucionadas.

Implicações: terceira etapa da negociação onde, com base na análise dos conflitos, identifica-se o que tais problemas implicam como ações que levem a solução do caso. Nesta etapa é importante que se analise o que tais problemas possam implicar de atitude individual e inovadora por parte apenas do vendedor.

Necessidades: quarta etapa do processo onde, com base nas implicações, identificam-se as necessidades do cliente para serem conjugadas com todas as etapas, e, desta forma, se trazer soluções possíveis.

Em uma ordem cronológica e de forma interligada, o objetivo é: analisar a situação, identificar os problemas, em que os problemas implicam como ação individual, trazer as soluções de acordo com as necessidades identificadas, com base no diagnóstico das primeiras etapas, e, transpassar por este processo, com uma forte postura auditiva, e, estrategicamente, investigativa, através das perguntas-chaves.

Sobretudo, utilizemos de forma concentrada as quatro etapas, sabendo-se reconhecer no momento do atendimento em qual delas nos encontramos, buscando sempre passar para a etapa seguinte. Seja para se chegar ao fechamento de mais um grande negócio ou para o início de um novo atendimento.

Portanto, bons negócios e um bom giro de vendas!

Conhecendo Bem os Vizinhos

SRM (Stakeholder Relationship Management) pode ser definida como a prática contínua de monitoração, gerenciamento, análise e operacionalização das interações (comunicações e transações) que uma empresa performa com seus diversos agentes de relacionamento (stakeholders), através de canais, mídias, sistemas e processos específicos e adequados a cada binômio “finalidade da interação-stakeholder”.

No centro desta prática está a necessidade central de as empresas compreenderem profundamente seu ambiente de negócios (diversos mercados de atuação) e os diversos atores que nele operam e assim se tornarem capazes de estruturar o arsenal mais eficaz de comunicação e relacionamento de maneira individualizada, segmentada e/ou clusterizada com cada grupo de stakeholder.

O SRM, para ser estrategicamente eficiente, deve partir da identificação das motivações, interesses, percepções, riscos, oportunidades e pontos críticos associados a cada interação empresa-stakeholder, a fim de que a capacidade de geração mútua de valor (trocas) seja maximizada.

Para tal, (re)definir o mapa de stakeholders e a posição de cada ator, reavaliar a escala de valores e desenhar claramente o modelo de trocas (proposição de valor e interesses), relações (processos e modelos de negócio) e formatos de relacionamento com cada grupo de stakeholder é imperativo para posicionar competitivamente a empresa no mercado.

A atual miríade de relações corporativas com diversos stakeholders, além de complexa, possui características de imprevisibilidade que afetam diretamente os resultados das empresas. Desta forma, quão menos monitorados/gerenciados forem os elos críticos da cadeia de valor da empresa, maior a probabilidade de se empenhar esforços contínuos em redirecionamentos de estratégias e práticas (desperdício de energia, tempo e recursos), que por sua vez desencadeiam esforços em todos os demais níveis de uma organização (tático e operacional).

As fronteiras da empresa devem ser delineadas tendo-se como paradigma os chamados sistemas abertos, de preferência buscando, via agregação de valor e postura de convocatória ativa, posicionar a empresa como o agente de agregação (nó central) em sua cadeia, agindo de forma proativa frente às diversas externalidades à que esta cadeia esta sujeita.

Quanto maior o conhecimento que a empresa tem dos agentes com os quais se relaciona, suas motivações, interesses, percepções e padrões de comportamento, maiores as chances de obter vantagem competitiva face às oscilações periódicas do mercado e os riscos e oportunidades associadas a estas janelas.

Categorizar e classificar os stakeholders de acordo com seu papel e relevância é o primeiro passo para que as informações críticas e necessárias para o planejamento das trocas, relações e relacionamentos forneçam o subsídio necessário para a maximização do valor da gestão da empresa.

Desenvolver modelos capazes de obter, processar e disseminar dados e informações qualificadas sobre o comportamento e modelos de interação dos stakeholders com a empresa, bem como os canais mais adequados de comunicação, categorias de informações e conteúdos de maior valor a serem compartilhados, assim como a sua organização e distribuição, fazem parte do contexto estratégico do SRM.

Esse tipo de exercício contínuo e inteligente é atividade fundamental para que a empresas se perpetuem como agente econômico competitivo na atual era do Conhecimento e do Intangível. Sua adoção é condição necessária para que as empresas possam competir mais efetivamente em seus mercados de atuação. Ou, inversamente, não adotar os conceitos do SRM é o mesmo que isolar a empresa do mercado, deixando-a sensível a qualquer ataque ou desequilíbrio externo.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

TOP 10 - Os gols mais bonitos do Botafogo em 2013.

Auto-Estima: Seu Melhor Instrumento de Trabalho

Não adianta possuir várias competências e habilidades profissionais se você não têm o principal, a auto-estima – a capacidade de você confiar em si próprio, de se sentir capaz de poder enfrentar os desafios da sua profissão e da sua vida. 

Ter auto-estima é saber expressar de forma adequada para si e para os outros as próprias necessidades e desejos, é ter amor próprio, é ter respeito por si mesmo, é confiar e apresentar seus sentimentos no seu dia-a-dia, sem medo.

Segundo David Cohen, se uma pessoa não tem respeito por si mesma, perde a autoconfiança. Está começando o jogo derrotada e dificilmente vai conseguir realizar suas tarefas a contento. 

A falta de auto-estima prejudica o desempenho em qualquer atividade: da escola ao escritório. Os sucessos na vida profissional, a admiração das pessoas e as conquistas amorosas fazem aumentar o respeito por si próprio.

Caso você tenha tendências perfeccionistas, precise se sentir no controle de tudo o que acontece a sua volta, culpa os outros pelos seus problemas, reage rapidamente com raiva, teme correr riscos, tem dificuldade de encarar os outros nos olhos por muito tempo, tem pouca concentração, é negativista, preocupa-se demasiadamente com as críticas e comentários dos outros a seu respeito, evita emitir suas opiniões, gostos, valores e pensamentos... huum... cuidado, provavelmente sua auto-estima está muito baixa. Portanto, trate de elevá-la, porque essas reações, provavelmente, só tem gerado ansiedade, medo, depressão e fobias na sua vida.
Ter auto-estima não é querer passar, a todo o momento, uma imagem de ser uma pessoa “forte”, que nunca demonstra momentos de infelicidade, de “fraqueza”, porque agindo assim você estaria mentindo para si mesmo e quando faz isso, você se sente diminuído e o seu amor próprio também cai drasticamente! Caso esteja agindo assim, pare de evitar que os outros saibam o que sente, assuma seus verdadeiros sentimentos pois só assim conseguirá manter um bom relacionamento interpessoal. Não fique a pensar que suas emoções serão mal entendidas, já parou para pensar que não serão? E se forem, as esclareça... é tão simples, principalmente por tratar-se de algo que diz respeito à você, que é seu verdadeiro tesouro... será que não vale a pena então lutar para provar aos outros que você possui esse tesouro?

As pessoas costumam confundir auto-estima com egoísmo, o que não tem nada a ver! Uma pessoa com boa auto-estima nunca é egoísta. Ao contrário! Aquele que tem auto-estima, que ama a si próprio, respeita-se e, automaticamente, respeita as outras pessoas e jamais desejará prejudicá-las. O egoísta, em contrapartida, só pensa em si próprio, nunca se importando com ninguém. 

Uma pessoa cuja auto-estima é baixa está fadada ao insucesso, à carências e à insatisfação pessoal. Com a auto-estima baixa, o crescimento fica estagnado, a coragem diante da vida diminui, desistimos de arriscar coisas novas e até de sonhar. Por isso, diz-se que a auto-estima é um valor de sobrevivência.

Você é aquilo que acredita ser, portanto, saber se dar valor abre um mundo novo de relacionamentos com pessoas semelhantes, mais respeitosas, confiantes e hábeis. Assim, para começar a trabalhar a confiança em si mesmo primeiramente é importante evitar pessoas com baixa auto-estima que rodeiam sua vida e o intoxicam em vez de alimentá-lo. 

Lembre-se sempre que manter as emoções ocultas internamente gera a diminuição da auto-estima. Mesmo que você tenha a vida toda tentado guardar seus sentimentos, esteja certo de que não está destinado a sofrer seus efeitos negativos para o resto de sua vida... a menos que esta seja a sua escolha.

Quem vive com baixa auto-estima quer chamar a atenção para si ou dar a si mesmo uma desculpa para o seu próprio fracasso.
Busque construir o seu amor-próprio e se não consegue isso sozinho, conte com a ajuda profissional adequada. 


Seja verdadeiro com você mesmo, pois melhor será o conceito que você terá de si mesmo e maior se tornará a sua auto-estima!!

10 DICAS PARA ELEVAR A AUTO-ESTIMA... 
1º) Harmonize seu lar
Abra as portas e janelas e comece uma limpeza. Inicie pelo guarda-roupa e armários, tire tudo e só guarde o que está realmente precisando. Roupas e objetos que estão sem uso perdem a função vital e dificultam a localização daquilo que realmente importa, o que na correria do dia-a-dia acaba causando irritação pela demora ao encontrar algo que se procura. O que estiver em desuso, elimine da melhor forma que encontrar (doando, vendendo, etc). Lembre-se, só deve ficar o necessário!! Faça isso em todas as dependências da casa ou escritório.

2º) Coma bem
Respeite os momentos das refeições. Preste atenção no que está fazendo. Não assista TV e nem marque negócios para essa hora. Evite falar sobre problemas. Acalme-se, olhe para o seu prato e lembre-se: o que está ingerindo irá para o interior das suas células e será parte de você, tanto física como mentalmente.

3º) Preste atenção em você
Perceba os seus pensamentos. Ao longo do dia você tem milhares de pensamentos negativos e positivos. Se você tem mais pensamentos negativos, isto demonstra que você é uma pessoa negativa, sua vida vai mal e as pessoas e situações que você atrai também estão na mesma freqüência de negatividade. Você pode mudar isso... você pode mudar a sua vida, mudando a qualidade de seus pensamentos. Enquanto você presta atenção no que está pensando, já tem maior autocontrole sobre como deseja viver, pois vivemos segundo aquilo que pensamos. Procure ler frases com afirmações positivas e biografias de pessoas bem sucedidas. E quando o pensamento negativo lhe assaltar a mente, repita algumas vezes: “este pensamento não tem força sobre mim”. Com o tempo você perceberá que no jardim da vida existem rosas e espinhos e que a felicidade é um presente para quem observa as rosas e a tristeza para quem observa os espinhos.

4º) Tenha objetivos
É importante ter objetivos materiais e espirituais. Busque sempre melhorar a sua condição financeira, planeje comprar bens, faça investimentos, realize viagens e busque tudo que tiver vontade, mas lembre-se: nunca dependa dessas conquistas para viver emocionalmente bem. Elas não garantem isso! O verdadeiro Bem-Estar só é alcançado por meio dos objetivos espirituais. Procure ser uma pessoa mais paciente, bondosa, serena, confiável, amiga, humilde, aberta, sincera e simples e, principalmente, uma pessoa que tenha fé e confiança na vida. Só esses objetivos podem garantir o equilíbrio, a satisfação e a razão de viver.

5º) Faça exercícios
Escolha um exercício que lhe agrade: caminhar, dançar e nadar são os mais recomendáveis. Os exercício físicos estimulam o fluxo de energia vital, gerando além de um melhor condicionamento físico, uma ótima sensação de bem-estar. O mais difícil é tomar a decisão de começar. Mas depois de 21 dias de exercício, ou prática, o cérebro registra como um hábito e tudo fica mais fácil.

6º) Utilize seus talentos
Descubra quais seus dons e talentos e comece a colocá-los em prática. A saúde física e emocional depende muito desses talentos. Pessoas que não utilizam sua criatividade, bloqueiam o seu fluxo energético e adoecem física e emocionalmente. Canalize seus talentos com o propósito de melhorar a vida das pessoas. Este é um excelente caminho para encontrar prazer, equilíbrio e crescimento em sua vida.

7º) Medite, medite e medite
Além de terapêutica a meditação é uma das melhores ferramentas para o crescimento pessoal e espiritual. Aprendendo a meditar você descobre a diferença do que é ou não importante para sua vida e com isso você se torna uma pessoa mais segura e objetiva. Como aprender a meditar? Simplesmente dê início à meditação e descobrirá.

8º) Aceite a vida
Pare de reclamar. Volte a mente para o que a vida oferece de bom. Aproveite a sua vida da melhor maneira possível, pois um dia ela acabará. Compreenda o que você tem hoje, ajude ao próximo, seja uma pessoa sincera, alegre e procure trabalhar com amor. Aceite a sua casa e seus bens. Aceite as pessoas como elas são e, principalmente, se aceite como você é, seu corpo, sua personalidade. Mas aceitar não significa se acomodar com os problemas e dificuldades da vida. Devemos buscar a força para mudar o que podemos mudar, e a aceitação para o que não pode ser diferente.

9º) Visite a natureza
Pelo menos uma vez por mês, faça uma visita à mãe natureza. Ela tem o poder de purificar as células e acalmar o espírito.

10º) Converse com Deus
Os gregos espiritualistas evitavam dizer o nome de Deus, pois achavam seu vocabulário muito limitado para expressar a grandeza Dele. Então todas as vezes que tinham que falar sobre Deus usavam a expressão o TODO. Aprenda estar em sintonia com o TODO, que está ao redor e, principalmente, dentro do seu coração. A melhor forma? Fica a seu critério, o importante é desejar que isso aconteça.
Passamos por diversos obstáculos na vida, mas temos de estar sempre preparados para levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima!!

Tenha um ótima semana e acredite que no fim tudo dá certo, se ainda não deu é porque não chegou ao final!!

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Festas Empresariais: Cuidado Para Não Dar Vexames

Mais um final de ano se aproxima com velocidade espantosa. 

Compras de última hora, trânsito aos finais de semana, cardápio da ceia de natal, viagem de ano novo, férias das crianças, amigos secretos, festas corporativas, enfim, a velha e conhecida TPN - Tensão Pré Natal, a qual costuma acometer homens e principalmente mulheres no último mês do calendário.

Irei me concentrar nas polêmicas festas empresariais de fim de ano, as quais, em geral, causam certo desconforto e algumas vezes saias justas aos participantes. Seja um jantar formal, uma recepção em uma casa de eventos ou um churrasco com pagode e futebol, as reclamações estarão sempre presentes. 

Longe, cedo, muito tarde, brega, chique demais, comida ruim ou pouca variedade. O fato é que nunca se conseguirá agradar a todos os grupos, cujos tipos clássicos serão identificados a seguir.

Os Papa-léguas: avessos a este tipo de comemoração, resolvem dar uma passadinha com receio dos comentários de chefes e colegas de trabalho. Tem na ponta da língua desculpas como: tenho outra festa ou estava trabalhando até agora. Como o pássaro homônimo, costumam sair com a mesma velocidade que chegaram aos ambientes.

Os viciados em trabalho: não esquecem seus afazeres nem mesmo enquanto comem ou bebem. Costumam se aproveitar do clima informal para resolver problemas ou cobrar pendências, entre um copo de uísque ou bolinho de queijo. Por esta razão costumam ser vistos sozinhos, passeando entre as mesas e rodas de conversa.

Os bem-vindos: em todo empresa há aquele sujeito boa-praça e comprometido, o qual costuma resolver os problemas de todas as áreas. Bem recebido em todos os grupos, costumam aguardar com ansiedade a festa de confraternização, sugerindo, ajudando e participando ativamente em sua organização.

Os bajuladores: o mais famoso e antigo dos grupos são também os mais estratégicos, identificando seus alvos com precisão milimétrica. Podem ser vistos ao lado ou ao redor das rodas de diretores, superintendentes ou vice–presidentes. Comparados aos paparazzos, adoram uma foto ou bajulação.

Os soltinhos: gostam de aproveitar a festa, exagerando muitas vezes na dose, literalmente. Com mais álcool e menos juízo, costumam criar situações hilárias ou embaraçosas, as quais servem para compor o mural de fotos ou as lendas que povoam todas as empresas. A situação piora quando decidem enfrentar a lei seca.

Creio que você tenha correlacionado diversas pessoas enquanto lia este artigo, lembrando-se de histórias cômicas ocorridas durante as celebrações empresariais. Caso não tenha conseguido se encaixar em nenhum grupo não se preocupe, talvez tenha sido seu senso crítico que não tenha permitido.

Como mensagem final, prudência, bom senso e profissionalismo devem guiá-lo, afinal de contas, você não irá querer mais uma dor de cabeça neste final de ano, irá?

Fonte:
Marcos Morita - http://www.qualidadebrasil.com.br