quarta-feira, 19 de julho de 2023

Um Novo Olhar Sobre Produtividade


A globalização e a tecnologia vem fazendo com que as empresas se tornem cada vez mais competitivas e diferenciadas na produção de bens e serviços.

Para que as empresas aumentem seu valor de mercado, grande ênfase tem sido dada ao que se denomina ativos, principalmente os intangíveis.

Enquanto os ativos tangíveis, ou materiais, são aqueles que podem ser tocados ou medidos (imóveis, veículos, máquinas, terrenos, móveis, dinheiro, etc.), os intangíveis, ou imateriais, são aqueles não físicos, que não podem ser tocados ou medidos (marca, patentes, domínio da internet, qualidade da administração, valores, princípios, estoque do conhecimento, etc.).

Nos dias de hoje, onde o Ser Humano é cada vez mais valorizado como parte estratégica dos negócios, a importância dos intangíveis vem crescendo, pois é ele o principal responsável por este valor da empresa, como muitos estudos vem enfatizando.

Parece-me que esta importância do investimento em Seres Humanos está resumida na frase de Zig Ziglar, onde ele afirma: você não constrói um negócio. Você constrói pessoas e, então, pessoas constroem um negócio.

E, é claro, toda a produtividade de um negócio está diretamente relacionada aos Seres Humanos participantes deste negócio, principalmente pela maneira com que são valorizados dentro das organizações.

Para Ramos & Pereira, “a relação entre a valorização e a produtividade está na satisfação do colaborador em trabalhar na empresa, ser comprometido com oas políticas internas e procedimentos desenvolvidos, relacionando isso às recompensas que terá pelo desenvolvimento de atividades que colaborarão para a redução de custos, que é hoje tudo que as organizações buscam para enfrentar a crise de maneira criativa e com resultados e ganhos para todos”.

  •  Entretanto, fica a pergunta: o que realmente está por trás da produtividade?

Produtividade pode ser definida como o resultado daquilo que é produtivo, do que se produz, do que é rentável. 

É a relação entre os meios, recursos utilizados e produção final. É o resultado da capacidade de produzir, de gerar um produto, fruto do trabalho, associado à técnica e ao capital empregado. (www.significados.com.br/produtividade)

Basta refletirmos por um momento e veremos que a produtividade é o resultado da atividade “intangível” de quem produz, ou seja, sua atividade criativa e inovadora em fazer mais com menos.

  • Mas se é o “intangível” das pessoas um ativo cada vez mais valorizado, qual seria o “intangível” da produtividade? 

O que esta palavra esconde?

Vamos tentar buscar esta resposta fazendo, inicialmente, a decomposição desta palavra em duas:

  •  Produtividade = Produto + Atividade
  •  Produto

Produto significa resultado final, e é empregado de várias formas, como:

  • - resultado da produção; coisa produzida; produto da terra;
  • - resultado de uma transição, de um esforço: produto de venda, do trabalho;
  • - rendimento, lucro, proveito;
  • - tudo aquilo que se compra ou se vende.

 

Para Kotler & Armstrong, produto é qualquer coisa que possa ser oferecida a um mercado para atenção, aquisição, uso ou consumo e que possa satisfazer um desejo ou necessidade.

 Entretanto, esta palavra também pode ser decomposta em duas:

  •  Produto = PRO + DUTO
  1. PRO é um prefixo que significa a favor, de modo favorável, ou seja, fazer algo em favor de alguém ou de alguma coisa.
  2. DUTO é qualquer meio de ligação, que liga uma coisa a outra.

Pode-se depreender que qualquer bem ou serviço pode ser maximizado quando este DUTO, que pode significar o meio entre a empresa (= Seres Humanos, colaboradores) e o cliente, especificamente o foco DO cliente e não o foco NO cliente.

Em resumo, trabalha-se a favor do cliente (PRO) utilizando seus desejos e suas necessidades (DUTO).

Atividade:

Esta palavra tem vários significados:

  • - ação – funcionamento, operação, movimento, execução;
  • - agitação – movimentação, inquietação;
  • - energia – fogo, vigor, esforço, entusiasmo, ânimo, presteza, empenho, dinamismo;
  • - prática – performance, desempenho, prontidão.

É a capacidade ou tendência para agir, para se movimentar, para realizar alguma coisa. 

E, em um mundo globalizado, tecnológico, competitivo, onde não existe atividade, não existe nada, absolutamente nada.

Mas esta palavra também “esconde” outras coisas.

ATIVidade: ativo (a) – ágil, dinâmico (a), participante, sagaz, trabalhador, presente, objetivo.

  •  AtiVIDAde: vida – existência
  • AtivIDAde: ida – jornada
  • AtivIDADE: idade – número de anos do nascimento até o dia de hoje;      momento: ocasião adequada.

Resumindo: somente quem está VIVO (A) é capaz de ter uma JORNADA e ser ATIVO (A) nas OCASIÕES ADEQUADAS.

Creio que, agora, já é possível entender o que está por trás da palavra PRODUTIVIDADE.

Mas ela “esconde” mais uma coisa, algo que é extremamente valorizado como uma competência dos colaboradores. 

Estou me referindo à PROATIVIDADE.

PROATIVIDADE possui vários significados:

  • - iniciativa;
  • - ir além, surpreender, encantar, fazer a diferença;
  • - superar as expectativas iniciais;
  • - antecipar-se às situações, fatos, problemas, mudanças e necessidades;
  • - ato de prever problemas e agir, de forma eficiente, para evita-los ou ameniza-los;
  • - alterar uma situação presente pensando em eventos futuros.


PROATIVIDADE  é o inverso da reatividade.

Não preciso nem me estender para que o conceito de PROATIVIDADE seja agir em favor de alguém ou de alguma coisa, o que engloba todos os significados acima descritos.

Ao se constatar que o intangível é cada vez mais importante para as organizações, sua “produtividade intangível” também deve ser pensada como fator importante da produtividade tangível.

Com isso, fica claro que investimentos no Ser Humano (colaboradores) devem fazer parte da estratégia das empresas que querem sobreviver neste mercado global e tecnológico.

 Sem esta percepção, babau, adiós!

Por: Luiz Roberto Fava - https://www.linkedin.com/in/luizfava/ 

terça-feira, 18 de julho de 2023

Você conhece a origem da expressão “Puxa-Saco”?


A expressão puxa-saco começou a ser usada na gíria militar, e provavelmente na época Colonial. 

Os oficiais não colocavam suas roupas em malas, mas em sacos durante as viagens. 

Mas quem carregava, obedientemente, a bagagem para cima e para baixo eram os soldados.

Puxar esses sacos virou sinônimo de subserviência. 

E o puxa-saco passou a definir todos que bajulavam superiores ou qualquer outra pessoa.

Existe até o “Dia do Puxa-saco”, comemorado informalmente no dia 20 de dezembro.

A bajulação, na gíria do Brasil colonial chamava-se “engrossamento”. 


Depois, na República Velha, passou a ser “chaleirismo” ou “chaleiramento”. 

Só a partir dos anos 30 do século XX, foi que se popularizou o termo “puxa-saco”.

Puxa-saco é sinônimo de bajulador. 

E esta palavra, por coincidência ou não se liga ao ato de levar bagagem alheia. 

Essa palavra vem do latim bajulare, de bajulus, “o que leva a carga para outro, mensageiro”.

Os puxa–sacos vivem adulando. 


Já esta palavra vem do latim adulare, “lisonjear, afagar”. 

Primeiro parece que este verbo se aplicava aos afagos feitos em um cão, depois aos que este fazia no dono, abanando o rabo e se mostrando contente mesmo quando não fosse bem tratado.

Copiado: https://www.linkedin.com/in/marc%C3%A3o-marcus-vinicius-pinto

segunda-feira, 17 de julho de 2023

ReSistência X ReXistência


O título deste texto pode parecer um pouco estranho, quando lido de forma rápida e à primeira vista.

Entretanto vou tentar provar exatamente o inverso, mostrando quão antagônicas são aquelas duas palavras e como elas, direta ou indiretamente, fazem parte das nossas Vidas.

Se você, leitor ou leitora, for procurar o dicionário o significado de RESISTÊNCIA, certamente encontrará vários significados que se aplicam a inúmeras áreas, como a psicologia, a eletricidade, a engenharia, a ciência dos materiais, a biologia, a física, etc.

No contexto destas linhas quero empregar RESISTÊNCIA como a força que se opõe ao movimento, inércia. 

E inércia, por sua vez, significa preguiça, falta de ação, torpor.

Nesta linha de ideias, uma pessoa resistente nada mais é do que uma pessoa teimosa, obstinada, que vive na sua zona de conforto e que não quer aceitar as mudanças que continuamente ocorrem, seja dentro de si mesma, seja no ambiente onde está inserida.

E mudanças estão ocorrendo em todos os momentos. Eu, particularmente, tenho a plena noção que o mundo onde nasci não é o mesmo onde vivo e nem será o mesmo quando eu der meu último suspiro.

Para mais, se você for um baby boomer com eu, perceba como você vem mudando com o passar do tempo. Você passou pela infância, pela adolescência, pela vida adulta, até alcançar a “terceira idade”.

Nesta trajetória, as células do seu corpo mudaram inúmeras vezes, seu cabelo mudou de cor, você mudou seu status de solteiro (a), você se tornou pai/mãe, você virou avô/avó...

Quem afirma que “é tudo igual” é porque não tem a noção do ciclo criação-maturidade-morte, o qual pode ser aplicado a qualquer aspecto de nossa vida.

Qualquer indivíduo tem a obrigação (isso mesmo, obrigação) de se conscientizar que as mudanças estão sempre presentes, quer se queira ou não.

Este fato pode ser traduzido por duas frases célebres e famosas.

A primeira, do filósofo grego Heráclito (544 – 484 a.C.) que afirmou: a única coisa imutável é a mudança. A segunda, atribuída ao químico francês Lavoisier (1743 – 1794), que afirmou: na natureza nada se cria, tudo se transforma.

Mudança implica em transformação, conversão, substituição, troca.

E, se apesar desta evidência, você acha que nunca muda, deixo-lhe a pergunta: você se considera a mesma pessoa de 10 anos atrás?

A coisa é tão rápida que, enquanto digito este texto, milhares de células do meu organismo morreram e foram substituídas por outras. 

Isto significa que, ao terminar de digitá-lo, não serei mais o mesmo.

Resistir, criar resistência, ser teimoso e não admitir este s fatos é morrer um pouco a cada dia.

Devemos, isto sim, cultivar dentro de nós mesmos uma verdade: não nascemos prontos e não morreremos prontos. E será neste intervalo de tempo, entre nascimento e morte, que termos a nossa existência, o fato de existir, de viver.

Existência nada mais é do que a própria Vida ou o modo de ser, a realidade do Ser Humano. É a qualidade de tudo que é real ou que existe.

Mas, atenção. O que é real hoje, no atual momento, no presente, daqui a pouco será passado, já foi, já era.

Tendo em sua mente o conceito de que nossa existência é impermanente, fica mais fácil entender que as mudanças são processos dinâmicos, e não estáticos, como muitos podem pensar.

Arthur Schopenhauer, em seu texto O vazio da existência, afirma:

Toda nossa existência é fundamentada tão somente no presente – no fugaz presente. Deste modo, tem de tomar a forma de um constante movimento, sem que jamais haja qualquer possibilidade de se encontrar o descanso pelo qual estamos sempre lutando. É o mesmo que um homem correndo ladeira abaixo: cairia se tentasse parar, e apenas continuando a correr consegue manter-se sobre suas pernas; como um polo equilibrado na ponta do dedo, ou como um planeta, o qual cairia se o sol se cessasse com seu percurso.

Num mundo como esse, onde nada é estável e nada perdura, mas é arremessado em um incansável turbilhão de mudanças, onde tudo se apressa, voa e mantem-se em equilíbrio avançado e movendo-se continuamente, como um acrobata em uma corda.

Para expressar melhor o fato pelo qual estamos sempre mudando, uso a metáfora da fênix, o passar da mitologia grega que, ao morrer, entrava em autocombustão e, após algum tempo, renascia das próprias cinzas.

Aqui quero abrir um parágrafo a respeito dela porque sua crença existiu em vários povos.

Para os gregos, há uma comparação da fênix com o Sol, que se põe (“morre”) todos os dias no horizonte para renascer no dia seguinte, tornando-se o eterno símbolo da morte e do renascimento da natureza.

Os egípcios relacionavam a fênix à estrela “Sótis”, ou estrela de cinco pontas, que é pintada ao seu lado.

Para os chineses, a fênix, representada como uma ave maravilhosa, representava a felicidade, a virtude, a força, a liberdade e a inteligência.

Já para os cristãos, no início da era cristã, a fênix foi o símbolo do renascimento e da ressurreição.

O interessante é que em todas as épocas, mitologias e crenças, o significado é preservado, ou seja, a perpetuação, a ressurreição, a superação e a esperança que nunca tem fim.

Perceba, caro leitor, ou leitora, que ela REnascia, isto é, ela repetia seu nascimento, repetia sua existência, como uma nova fênix.

E será que não é exatamente isso que ocorre quando vamos dormir? Nós nos “suicidamos” durante o sono para renascermos mais fortes e melhores no dia seguinte?

  • Não seria isso uma RExistência? 

Repetir a existência de outra forma, com mais abertura ao novo, com a consciência mais ampliada e, principalmente, trocando a zona de conforto por uma zona de “desconforto”?

Nesta RExistência, certamente, amplia-se o poder de nosso livre arbítrio, visto que mudar também significa fazer novas escolhas.

Também não devemos esquecer que mudar exige tempo, análise, ousadia, flexibilidade, coragem, vontade, aprendizado constante, questionamento e energia, apenas para citar alguns requisitos que a mudança exige daqueles que querem fazer da sua vida uma eterna RExistência.

René Descartes, filósofo, físico e matemático francês (1596 – 1650), em seu Discours de la méthode (1637), escreveu: “je pense, donc je suis”, ou seja, “penso, logo existo”.

Entretanto, originalmente, o texto era: “puisque je doute, je pense; puisque le pense, j’existe”, isto é, “se duvido, penso; se penso, existo”.

Não podemos negar que nossa existência está ligada ao nosso pensar e, por consequência, ao nosso livre arbítrio e nossa capacidade de fazer escolhas.

Se nos “abrimos” a esta nova visão – não mais a de resistência, mas a de RExistência - , estaremos, sem dúvida alguma, ampliando nossa consciência e fazendo um uso muito melhor do nosso livre arbítrio.

Poderemos, assim, tomar decisões mais livres sob os auspícios de uma vontade livre, consciente e sem vícios.

E, quando você se defrontar com alguma situação onde a mudança se faz necessária, deixo-lhe um conselho: não resista, RExista.

Por: Luiz Roberto Fava - https://www.linkedin.com/in/luizfava/

sexta-feira, 14 de julho de 2023

CAPEX e OPEX: o que é e quais as diferenças?


Dentro de uma empresa, existem vários indicadores, valores e informações contábeis e financeiras que podem ser consideradas ao realizar uma análise sobre a mesma. Dentre os mais importantes, está o CAPEX.

Termo muito comum no mundo das finanças, o CAPEX de uma empresa é de extrema importância para a compreensão da natureza de um negócio. Além disso, ele é um importante indicador financeiro quando se pretende avaliar as empresas listadas na bolsa de valores.

O que é CAPEX?

CAPEX é a sigla da expressão inglesa CAPital EXpenditure, que pode ser definida como Despesas de Capital ou Investimentos em Bens de Capitais. Esse tipo de custo existe para manter ou até expandir o escopo das operações de uma empresa.

Ele é um conceito muito importante no mundo dos negócios, pois, ele avalia o fluxo de caixa sendo utilizado em investimentos nas empresas.

Por exemplo, os gastos com a construção de uma nova fábrica, ou a aquisições de frotas de veículos, são exemplos de CAPEX.

Portanto, é fundamental compreender o significado de CAPEX, sua aplicação e quais os benefícios de usá-los ao analisar um investimento. 

Para que serve o CAPEX?

Na contabilidade, uma despesa é considerada um gasto de capital quando o ativo que foi recém-adquirido começa a apresentar as suas despesas com depreciação e amortização.

Isso acontece porque segundo as normas de contabilidade, toda empresa deve descontar os seus custos fixos com depreciação e amortização durante a vida útil do ativo.

É muito importante que o investidor tenha em mente que empresas intensivas em investimento (capex) precisam ser analisadas de perto, dado que investem primeiro para ter o retorno depois – e mesmo esse pode não se concretizar.

Por outro lado, essa maior necessidade de capital pode ser uma barreira de entrada, que impede novos entrantes, melhorando a perspectiva da empresa.

No final do dia, o que vale para o acionista é qual foi o fluxo de caixa livre, ou seja, quanto foi o volume que pode ser destinado para o acionista sem comprometer a operação.

Algumas empresas, como as do setor de siderurgia, por exemplo, precisam alocar grandes montantes de sua geração de caixa apenas para a manutenção das suas operações, impedindo que o capital retorno ao acionista.

 O que é OPEX?

OPEX é a sigla do termo em inglês Operational Expenditure. Ao contrário do CAPEX, o foco desse tipo de gasto está nas despesas e dispêndios operacionais, bem como na manutenção de equipamentos da empresa.

Ou seja: os gastos do OPEX estão relacionados com os gastos das atividades rotineiras da empresa, como despesas tributárias, despesas com funcionários, contas, manutenção de equipamentos e outros.

Por exemplo: um empresário, ao invés de preferir comprar um novo maquinário, pode optar por alugar essa máquina e terceirizar sua operação, pagando uma taxa mensal por isso. Nesse caso, trata-se de uma despesa operacional (OPEX).

Sendo assim, o valor despendido com esse aluguel vai entrar nos balanços contábeis da empresa como um custo ou despesa.

Ou seja: esse é um ponto fundamental para se avaliar nas demonstrações contábeis da empresa, pois está relacionado diretamente com as atividades operacionais

Como calcular o OPEX?

Para calcular o OPEX, é preciso somar as despesas operacionais dos últimos 12 meses, ou outro período de tempo contábil.  Depois reunir informações como:

  • ·         Balanço Patrimonial;
  • ·         Fluxo de Caixa;
  • ·         Orçamento Pessoal;
  • ·         DRE.

Logo, no cálculo do OPEX, a empresa precisa coletar dados sobre a gestão dos custos com a manutenção. Em outras palavras, o processo de manutenção pode ser visto como uma despesa.

A partir desse orçamento, os valores que serão pagos de acordo com apurado no Patrimônio são determinados.

Um exemplo de como analisar o OPEX seria o seguinte:

Uma empresa fez o orçamento de despesas para o valor de R$ 100.000,00, porém o pagamento será de R$ 50.000,00 seguindo o fluxo de caixa. A diferença será de 50.000,00 e será posteriormente listado no balanço patrimonial no campo “contas a pagar”.

Outro ponto para análise do OPEX é estabelecer um valor estimativo, para que a empresa possa transferir no orçamento de custos empresarial a quantidade determinada no orçamento OPEX.

Qual a diferença entre OPEX e CAPEX?

De fato: não se deve confundir o CAPEX com as despesas operacionais (OPEX).

As despesas operacionais são custos de curto prazo necessários para atender os gastos operacionais contínuos de administrar um negócio, mostrando a clara diferença entre CAPEX e OPEX.

Entretanto, ao contrário das despesas de capital, as despesas operacionais podem ser totalmente deduzidas do imposto no mesmo ano em que as despesas ocorreram.



Sendo assim, o OPEX é mais voltado para despesas operacionais (do dia a dia da empresa) e, por outro lado, o CAPEX é mais voltado para despesas com aquisição de ativos, como maquinário, imóveis e outros.

 Onde encontrar o CAPEX nos demonstrativos financeiros?

O CAPEX está contido no fluxo de caixa das atividades de investimento, na Demonstração de Fluxo de Caixa da empresa.

As empresas podem denominar a linha de CAPEX nos demonstrativos de várias formas. Dentre elas, pode-se citar os termos Despesa de Capital, Aquisições de imobilizado e Despesas de aquisição.

Conforme dito anteriormente, o montante de investimentos necessários para uma empresa depende da indústria em que ela está situada.

Empresas do setor de petróleo, telecomunicações, manufatura, e algumas de serviços públicos, por exemplo, são altamente demandantes por capital.

Por outro lado, empresas de tecnologia não tem tanta necessidade assim de despesas de capital, podendo crescer com baixo investimento.

Portanto, é importante avaliar o negócio tendo em vista o seu setor e o seu produto ou serviço oferecido quando se pensa em como calcular o CAPEX, considerando suas particularidades.

 Quais as vantagens do CAPEX?

Ao avaliar os valores do CAPEX, entende-se que ele é vantajoso para alocação de capital por diversas razões que trazem uma boa saúde financeira para a empresa.

Primeiramente, esse tipo de gasto é um investimento: ainda que diminua o caixa da empresa, ele consegue fazer com que ela cresça em prazos mais longos.

Por exemplo: se uma companhia comprou um imóvel para uma nova filial, é esperado que este imóvel traga lucro e consiga se pagar. Assim, isso aumenta o dinheiro que a empresa ganha ao longo do tempo.

No entanto, é preciso estar atento para o prazo desse retorno: se ele demorar para chegar, pode não compensar. Tudo varia segundo a decisão de negócios.

Por fim, esse tipo de alocação de capital também permite uma maior previsibilidade nos negócios da empresa, uma vez que a empresa está investindo constantemente para crescer.

 Comparação entre CAPEX de empresas

É possível dar dois exemplos de CAPEX para ilustrar melhor o conceito. Primeiramente, uma empresa intensiva em capital é a Gerdau (GGBR4), uma das companhias mais sólidas entre as companhias de seu setor.


A Gerdau no ano de 2017 gerou um fluxo de caixa operacional (FCO) de R$ 2,07 bilhões e teve custos de capital da ordem de R$ 911 milhões, ou seja, um percentual de 44% do FCO.

Agora, pode-se comparar esses números com a solidez da geração de fluxo de caixa livre conseguida pela OdontoPrev (ODPV3).

Essa companhia de planos odontológicos conseguiu gerar um FCO de R$ 289 milhões. Entretanto, ela só precisou gastar R$ 14 milhões em custos de capital para manter e expandir o seu negócio. Ou seja, o CAPEX dessa empresa foi de apenas 5% do fluxo de caixa operacional.

Através desse exemplo ficou muito fácil compreender a superioridade das empresas pouco intensivas em CAPEX. Será através desses recursos livres que o investidor terá a sua remuneração como acionista do negócio.

 Como definir se uma despesa é Capex ou Opex?

De fato, a definição de uma despesa como Capex ou Opex acaba sendo um pouco subjetiva. Afinal, um investimento pode acabar se enquadrando nas duas categorias.

Por exemplo: um computador pode ser considerado como um custo operacional, já que é um instrumento de trabalho relacionado às operações da empresa (Opex). Por outro lado, ele é um maquinário adquirido (Capex).

Portanto, cada despesa da empresa deve passar por uma análise cuidadosa para serem enquadrados na categoria mais apropriada para cada exemplo de investimento na contabilidade.

Afinal, é importante mostrar aos stakeholders de uma companhia como a empresa está performando em relação aos custos, gastos e investimentos. Por isso, a seleção de cada caso é fundamental.

 Quando priorizar Capex ou Opex?

Em primeiro lugar, os investimentos em Capex geram gastos mais elevados para o negócio. Por exemplo: para projetos de Capex, como criar uma unidade, uma empresa pode gastar milhões de reais.

Por isso, muitas empresas preferem, por exemplo, alugar um espaço e tratá-lo como despesa operacional (ou seja, Opex), economizando dinheiro e tempo no início.

Dessa forma, é comum que muitas companhias iniciem suas operações priorizando castos em Opex e não em Capex. Assim, é possível terceirizar certos setores e operações e focar no essencial.

Entretanto, conforme a empresa cresce de tamanho, pode fazer sentido dar foco ao Capex e adquirir maquinários e operações para ter o controle total das atividades e gerar sinergias que sejam capazes de aumentar a produtividade do negócio.

No entanto, cada empreendedor deve avaliar a sua empresa e o seu estágio de negócio para verificar no que priorizar: Capex ou Opex.

 Copiado: https://www.suno.com.br/artigos/capex/