sábado, 30 de abril de 2011

O que significa "feira" nos dias da semana?

Hoje é Sexta-Feira. Você sabe porque?

Todo mundo sabe os dias da semana, não há quem não saiba: Segunda-Feira, Terça-Feira, Quarta-Feira, Quinta-Feira, Sexta-Feira, Sábado e Domingo.

Mas basta aprender algum outro idioma e aí começa o nó. Cadê o Feira? 

Vamos ver no inglês: Monday, Tuesday, Wednesday, Thursday, Friday, Saturday, Sunday.

Perceberam que não tem nada a ver?
De onde então vem os nomes dos dias da semana, tanto em português como em outras línguas? 

A charada não é tão difícil de matar assim. Primeiro no Inglês. Todos eles vem do antigo inglês, que muitas vezes é derivado do antigo alemão ou holandês (quem diria, hã?):
  • Monday = Moon's Day = Dia da Lua
  • Tuesday = Tyr's Day = O dia de Tyr / Marte
  • Wednesday = Wodne's day = Wonden Day = Dia de Wonden / Mercúrio
  • Thursday = Thunor's day = Thor Day = Dia de Thor / Jupter
  • Friday = Frige's Day = Frige Day = Dia de Frige / Vênus
  • Saturday = Saturn's Day = Saturn Day = Dia de Saturno
  • Sunday = Sun Day = Dia do Sol
Os nomes são antigos, tiveram poucas mudanças e vem das culturas pagãs. Alguns nomes mudam conforme a língua, e em geral, os que apresentam certa diferença são na língua Espanhola, nas línguas árabes e para os Judeus. Mas na sua maioria, os nomes tem a ver com Deuses, ou épocas do ano.

Dos nomes em inglês, o nome mais recente é o de sábado, que foi mudado para um Deus da mitologia romana, ao contrário dos antigos Deuses escandinavos.

 Mas isso tudo não responde porque hoje é Sexta-Feira.

 Martinho de Dume, um bispo de Braga e de Dume considerado santo pela Igreja Católica, que tomou a iniciativa de nomear os dias que antecediam a pascoa (semana Santa) com nomes litúrgicos.

Daí surgiram Prima Feria, Secunda Feria, Tertia Feria, Quarta Feria, Quinta Feria, Sexta Feria, Sabbatum. "Feira" vem de feria, que, em latim, significa "dia de descanso".

O termo passou a ser empregado no ano 563, após um concílio da Igreja Católica na cidade portuguesa de Braga - daí a explicação para a presença do termo somente na língua portuguesa.

 Após algum tempo, os dias da semana foram adotados para a semana de todo o ano, já que os nomes vinham primordialmente de Deuses pagãos, e como Portugal sempre teve raízes fortes católicas, optou por substituir em seu país, e em suas "colônias".

 Mas mesmo a igreja católica não conseguiu fugir pra muito longe dos dias "pagãos" ou de outras origens.

  • Sábado tem esse dia por causa do Shabbat, o dia de descanso dos Judeus, literalmente o "Dia do Senhor". 
  • Hoje Domingo é o dia de descanso, com exceção de algumas vertentes do Cristianismo e para o Judaísmo, que continua tendo o sábado como "dia do Senhor".
 Sobre o Domingo
 O imperador romano Constantino influenciou em grande parte na inclusão de dogmas na igreja cristã baseados em tradições. O Domingo foi instituído dia de descanso através do Edito de Constantino, do ano de 321, que dizia:

 "Que todos os juízes, e todos os habitantes da Cidade, e todos os mercadores e artífices descansem no venerável dia do Sol. Não obstante, atendam os lavradores com plena liberdade ao cultivo dos campos; visto acontecer amiúde que nenhum outro dia é tão adequado à semeadura do grão ou ao plantio da vinha; daí o não se dever deixar passar o tempo favorável concedido pelo céu." (in: Codex Justinianus, lib. 13, it. 12, par. 2.)

 O culto ao Deus Sol
 Essa escolha se deu por 2 motivos. Em muitas culturas, o Deus maior é o Deus Sol, chamado de Rá pelos Egípcios e reverenciado por culturas desde civilizações Européias até Africanas e Americanas.

O nascimento de Jesus, segundo registro se deu em 7 de Janeiro. Porém em torno do dia 25 de Dezembro eram comemoradas as festividades pagãs do solstício de inverno. Também era considerado as festividades da saturnália, em honra ao Deus saturno (entre os dias 17 e 22 de dezembro) e era tido também como o nascimento do misterioso deus persa Mitra, o Sol da Virtude. Tudo girava em torno do Sol, inclusive o dia, "dia do sol". 

Assim, em vez de proibir as festividades pagãs, forneceu-lhes um novo significado, e uma linguagem cristã. Biblicamente, Jesus é o "sol de justiça" (Malaquias 4:2) e a "luz do mundo" (João 8:12). Mas a transição do nascimento de Cristo mudou com o tempo. Em 321 foi instituído o dia de descanso, aos Domingos. Em 325 o Primeiro Concílio de Nicéia confirmou a tradição apostólica, e estabeleceram universalmente o primeiro dia da semana como sagrado, substituindo o "Dies Solis" para "Dies Domenica" em memória à Ressurreição, sendo o primeiro dia da semana o Dominicus, ou seja, o Domingo.

Já a mudança da festividade do solstício de inverno para o nascimento de Jesus aconteceu só em 336. Afinal, o dia do Sol já era o dia do Senhor.

 Assim a Prima Feria virou Dominicus. Foi Constantino também que instituiu definitivamente a semana com 7 dias, e a escolha não foi aleatória. Os romanos adotavam semanas com 8 dias à época. Os babilônios já dividiam o ano em conjuntos de sete dias, e constava na bíblia que o Senhor havia criado o mundo em 6 dias e descansado no sétimo.

 PS: Braga atualmente é uma cidade portuguesa, porém à altura do concílio, Portugal não era independente, e Braga pertencia ao reino dos suevos.

Copiado do blog > http://oveneta.blogspot.com/


sexta-feira, 29 de abril de 2011

Tempo! Como utilizar esse recurso tão escasso?


Em primeiro lugar é preciso deixar claro que não existem meios, até hoje, descobertos para gerenciar ou administrar o TEMPO.
Ninguém consegue alterar o tempo, melhorar o tempo, armazenar o tempo, fazer um investimento para que no futuro possa ter mais unidades de tempo, nem trocar tempo com outra pessoa, ou comprar tempo, vender tempo, multiplicar o tempo. Ou seja, realmente não se faz algo com o tempo em si.
O tempo é uma forma de medir as mudanças ou a velocidade dos acontecimentos.
Imagine que tudo parou. Que o planeta não está girando, que as pessoas estão como estátuas, que o relógio parou de fazer tic-tac. As nuvens não estão se mexendo e não existe nenhum som se propagando no espaço. Algumas vezes vemos isso em filmes. Neste caso nossa reação é imediata e dizemos "o tempo parou" ou "o fulano parou o tempo".
Não foi o tempo que parou, mas sim todas as coisas. É que não conseguimos medir o tempo senão pela mudança de alguma coisa, a mudança dos ponteiros no relógio, a mudança da órbita dos planetas, ou qualquer outra mudança.
O tempo é uma medida utilizada para calcular uma quantidade de mudança.
No passado, medíamos o tempo pelo giro da Lua ao redor da Terra ou desta ao redor do Sol. "Daqui a duas Luas vamos pescar". "Ele voltou há dois Sóis". "Quando o Sol se puser..." "Ao nascer do Sol..." entre outros exemplos. Para facilitar nossas vidas, dividimos o período de um Sol e uma Lua (o dia) em 24 períodos iguais e chamamos isso de horas. Dividimos essas horas em 60 períodos iguais e chamamos de minutos. Também criamos outras divisões como os segundos, os centésimos e milésimos de segundos e por aí vai.
Sendo o tempo uma medida de mudança, melhor o usamos se provocarmos a maior quantidade e qualidade de mudanças no mesmo período que ocorrerem as mudanças das quais medimos o tempo. Isto é o que significa dizer fazer mais em menos tempo.
Então não podemos gerenciar o tempo, mas neste sentido, a única coisa que podemos fazer é gerenciar a nossa atuação ao longo do tempo.
Vive melhor quem souber realizar mais coisas que lhe sejam úteis ao longo da mesma quantidade de tempo.
Gestão ou Administração de Tempo tem mais relação com saber usar uma bússola do que ficar olhando o relógio...
 Andersom Bontorim - Sócio-consultor da MasterSapiens - (www.MasterSapiens.com.br).

quinta-feira, 28 de abril de 2011

SER CHIQUE SEMPRE - GLÓRIA KALIL

Nunca o termo "chique" foi tão usado para qualificar pessoas como nos dias de hoje.
A verdade é que ninguém é chique por decreto. E algumas boas coisas da vida, infelizmente, não estão à venda. Elegância é uma delas.
Assim, para ser chique é preciso muito mais que um guarda-roupa ou closet recheado de grifes famosas e importadas. Muito mais que um belo carro Italiano.
O que faz uma pessoa chique, não é o que essa pessoa tem, mas a forma como ela se comporta perante a vida.
Chique mesmo é quem fala baixo.
Quem não procura chamar atenção com suas risadas muito altas, nem por seus imensos decotes e nem precisa contar vantagens, mesmo quando estas são verdadeiras.
Chique é atrair, mesmo sem querer, todos os olhares, porque se tem brilho próprio.
Chique mesmo é ser discreto, não fazer perguntas ou insinuações inoportunas, nem procurar saber o que não é da sua conta.
É evitar se deixar levar pela mania nacional de jogar lixo na rua.
Chique mesmo é dar bom dia ao porteiro do seu prédio e às pessoas que estão no elevador.
É lembrar-se do aniversário dos amigos.
Chique mesmo é não se exceder jamais!
Nem na bebida, nem na comida, nem na maneira de se vestir.
Chique mesmo é olhar nos olhos do seu interlocutor.
É "desligar o radar", “o telefone”, quando estiver sentado à mesa do restaurante, prestar verdadeira atenção a sua companhia.
Chique mesmo é honrar a sua palavra, ser grato a quem o ajuda, correto com quem você se relaciona e honesto nos seus negócios.
Chique mesmo é não fazer a menor questão de aparecer, ainda que você seja o homenageado da noite!
Chique do chique é não se iludir com "trocentas" plásticas do físico... quando se pretende corrigir o caráter: não há plástica que salve grosseria, incompetência, mentira, fraude, agressão, intolerância, ateísmo...falsidade.
Mas, para ser chique, chique mesmo, você tem, antes de tudo, de se lembrar sempre de o quão breve é a vida e de que, ao final e ao cabo, vamos todos terminar da mesma maneira, mortos sem levar nada material deste mundo.
Portanto, não gaste sua energia com o que não tem valor, não desperdice as pessoas interessantes com quem se encontrar e não aceite, em hipótese alguma, fazer qualquer coisa que não lhe faça bem, que não seja correta.
Lembre-se: o diabo parece chique, mas o inferno não tem qualquer glamour!
Porque, no final das contas, chique mesmo é Crer em Deus!
Investir em conhecimento pode nos tornar sábios... mas, Amor e Fé nos tornam humanos!

Rede Chic! GLÓRIA KALLIL.
Colaboracao - Magna Rafaella

Será que você é um workaholic?

Entenda quando a dedicação se torna excesso e você passa a ser um escravo do trabalho
Você já assistiu ao filme Clube da Luta (Fight Club, 1999)? Se a resposta for afirmativa, então você conheceu um caso clássico de um workaholic: Tyler Durden é um funcionário de uma empresa de seguros, sem família, namorada ou vida social, que passa a maior parte do tempo em aviões, não dorme e procura preencher a falta de significado da vida com objetos de decoração. Uma bomba que, a certa altura, explode da pior maneira e de modo que cause os maiores estragos possíveis.

Apesar de ser um personagem de ficção, Tyler simboliza uma manifestação indesejada, um apêndice, um efeito colateral do estilo de vida capitalista. Essa manifestação corresponde aos viciados em trabalho, pessoas que procuram no emprego o que não encontram no campo afetivo, espiritual e social.
Workaholic

O termo foi citado pela primeira vez no começo da década de 70, pelo psicólogo americano Wayne Oates, no livro "Confessions of a Workaholic". A palavra é derivativa da junção work (trabalho) + alcoholic (alcoólatra). Segundo o professor e coordenador do Laboratório de Pesquisa do Trabalho da UNB, Wanderley Codo, foi a partir da vivência clínica de pessoas com características e sintomas semelhantes a viciados que foi elaborado o conceito.

Sintomas e diagnóstico
Não é difícil identificar um workaholic, mas apenas o fato de passar muitas horas além do necessário trabalhando, bem como nos fins de semana, não representa, por si só, um diagnóstico do vício. No entanto quando essas horas a mais são, na verdade, uma maneira de fugir da vida social, dos conflitos familiares, conjugais ou de outros aspectos cotidianos, é bom ficar alerta: você pode ter problemas maiores do que aparenta e, acredite, não vai querer conviver com eles.
Os sintomas físicos costumam ser bem semelhantes ao de Tyler. "Eu ficava extremamente cansado, só pensava em trabalhar, tinha dificuldades para dormir. Ficava doente constantemente, comecei a ter uma gastrite, que evoluiu para úlcera e depois um pequeno tumor no tubo digestivo", lembra Christian Barbosa, CEO da consultoria Triad e ex-workaholic.

Embora o mais indicado para a maioria dos viciados em trabalho seja uma ajuda médica, alguns profissionais conseguem encontrar a resposta quando reconhecem o próprio problema. No caso de Christian Barbosa, a melhor forma de lidar com o vício foi aprender a gerir o próprio tempo. Se deu certo?

O fato de ele ter se tornado um dos maiores especialistas em gestão do tempo do Brasil dá por si só a resposta.
"Eu fui um workaholic dos piores tipos dos 16 aos 20 anos de idade. Procurei ajuda na gestão de tempo; comecei a me organizar melhor, priorizar outras coisas, adicionar tempo para mim mesmo na agenda. Foi um processo que demorou 4 meses para conseguir parar de trabalhar aos domingos e um total de 10 meses para ter mais vida", reconhece Christian.

Entretanto, Wanderley Codo garante que um auxílio especializado é essencial tanto para diagnosticar o vício quanto para tratá-lo. "Para detectar o vício é necessário um diagnóstico simples que deve ser feito por um profissional especializado, porque o que vai se estudar é o grau e tipo de relação que ele tem com o trabalho e com a vida. O paciente pode perfeitamente trabalhar muitas horas e ter uma relação perfeita com o trabalho e com os demais aspectos da vida", explica.

Worklovers
Se você gosta e já está acostumado a trabalhar 12 horas por dia, e até alguns fins de semana, não precisa ficar alarmado: você não é, necessariamente, um workaholic. As pesquisas coordenadas pelo professor Wanderley Codo identificaram outro tipo de profissional que, embora tenham essa característica de um viciado, não permitem que isso interfira nos demais aspectos da vida nem se utilizam do trabalho como um meio para figir dos problemas. Tais profissionais foram denominados worklovers, pessoas que amam o próprio trabalho e desenvolvem uma relação perfeitamente salutar com ele.

Carol Azevedo, diretora de Criação da agência de publicidade Bloom, acredita que seu perfil se encaixa nessa categoria. Apesar de trabalhar, em média, 10 horas por dia entre dois escritórios da agência, ela afirma que é apaixonada pelo que faz e que isso é feito de forma equilibrada e sem pesar na sua vida social, pessoal e afetiva. "Eu me considero uma worklover de carteirinha! Sou apaixonada pelo que faço e procuro profissionais com a mesma característica para a minha equipe. É essa paixão que traz qualidade e a constante busca pelo aprimoramento. Gosto de criar, de estar envolvida com as pessoas, à frente de desafios e projetos", afirma a diretora.

Vício ou status?
Muita gente gosta do trabalho, sente prazer no que faz e passa algumas horinhas a mais no escritório, abrindo mão de fazer coisas mais interessantes, como sair com o parceiro, assistir um filme ou ler um livro, por exemplo. No entanto, criou-se uma balbúrdia, a partir dos anos 90, de que gostar de trabalhar seria um sintoma de vício, já que para muita gente trabalhar é um esforço necessário apenas para ganhar dinheiro, e não uma fonte de deleite.

Incorporando essa cultura, jovens profissionais se intitulam workaholics como uma forma de manter uma fama entre os colegas de um trabalhador esforçado, que abre mão de tudo para conseguir os resultados necessários. Porém há uma diferença abissal entre gostar de trabalhar e ser um viciado em trabalho, o que abrange sintomas físicos e psicossociais graves. Um workaholic busca, através do trabalho, criar um 'mundo particular' para escapar dos problemas reais, não um status quo.

Por Eber Freitas, Revista Administradores

quarta-feira, 27 de abril de 2011

A prioridade será investir nos talentos

A falta de mão de obra qualificada para sustentar o crescimento da economia e a expansão dos negócios - problema que afeta boa parte das empresas brasileiras atualmente- deverá ser o maior desafio das organizações por, no mínimo, mais quatro anos. Durante esse período, portanto, a principal estratégia dos líderes será reter e desenvolver talentos.
Essa é a conclusão de um levantamento realizado pela Deloitte com CEOs, diretores e administradores de 352 empresas que atuam no Brasil. Juntas, elas faturaram R$ 114 bilhões no ano passado e 76% têm origem de capital nacional.
De acordo com José Paulo Rocha, sócio-líder da área de "corporate finance" da Deloitte, aumentar o foco na gestão de pessoas tem como objetivo garantir a competitividade das companhias nos mercados interno e externo. "Tão importante quanto melhorar o problema da infraestrutura, que está em evidência no país, é preparar trabalhadores para suportar as novas demandas. Formar pessoas leva tempo e só é possível com planejamento de médio e longo prazo", diz.
Segundo o estudo, gerenciar custos sem comprometer a qualidade e lidar com a concorrência vão ser outros grandes desafios das corporações até 2015. A boa notícia, na opinião de Rocha, é que as organizações já estão desenvolvendo estratégias para enfrentá-los, investindo, principalmente, em inovação. Desse modo, criar produtos, serviços e direcionar recursos para novas tecnologias estão entre as prioridades dos gestores.
Embora essa estratégia seja fundamental para garantir um futuro saudável independentemente dos ventos favoráveis, as corporações estão mais concentradas em aproveitar o bom momento da economia. Os investimentos de curto prazo, portanto, apoiam-se no tripé marketing, recursos humanos e ampliação da capacidade operacional. "Esses fatores combinados são responsáveis por atender a procura do mercado e estão diretamente ligados aos resultados das organizações", afirma Rocha.
Dentre as ações já adotadas pelas empresas, as mais eficazes na opinião de cerca de 70% dos administradores é a maior interação com consumidores, clientes, fornecedores e distribuidores. Na visão de Rocha, isso denota o amadurecimento da economia brasileira, que começa a ficar mais sofisticada e passa a atuar de forma parecida com o resto do mundo. "A complexidade cada vez maior dos negócios cria interdependência entre as organizações. Não há mais espaço hoje para empresas autossuficientes e que operam de maneira fechada."
Comparando o levantamento realizado pela Deloitte no ano passado com a previsão dos líderes para 2015, o desafio de aumentar a participação no mercado externo passou de 17% para 30%. Mais de 80% deles, inclusive, apostam no aumento de investimentos estrangeiros no Brasil e na internacionalização de empresas nacionais, o que fez crescer também a preocupação com o nível de governança corporativa. "Algumas companhias ainda veem essa questão com um certo distanciamento. Melhorar a governança, porém, é uma forte tendência em um cenário econômico global e de guerras cambiais", ressalta Rocha.

Rafael Sigollo - Fonte: Jornal Valor Econômico

terça-feira, 26 de abril de 2011

Cartão de visita: ou você inova ou será apenas mais um!

Pense naqueles cartões de visita que realmente te chamaram a atenção até o presente momento. Agora, lhe pergunto: você consegue lembrar o nome do contato ou pelo menos o nome da empresa destes respectivos cartões? Se sim, ótimo! É sobre estes tipos de cartões de visita que irei falar neste artigo. Se não, por favor, continue lendo este artigo mesmo assim.
O cartão de visita não é apenas um impresso com informações como nome, telefone, e-mail e site. Portanto, não deve ser tratado com desprezo ou desatenção. Por mais simples que pareça, ele carrega consigo um grande valor: o valor de uma marca e de uma história. Neste artigo, vou dar algumas dicas de como desenvolver um cartão de visita funcional e criativo, é claro. Afinal, ou você inova ou terá apenas mais um cartão de visita.
Definindo o conteúdo e diagramação
Imaginemos uma pessoa que não tem tempo para nada, ou seja, as informações precisam estar claras e ao seu alcance. É pensando neste tipo de pessoa que você vai começar a desenvolver o conteúdo para o seu cartão de visita. Lembre-se que o menos é sempre mais. Então, seja objetivo e organize o conteúdo do seu cartão de visita da melhor forma.
Dica de ouro: organize as informações em grupos e agrupe as informações que são semelhantes.
Definindo o visual
É fundamental que o cartão de visita seja uma extensão da empresa, seguindo a identidade visual da mesma em todos os aspectos: cores, estilo, tipografia, elementos, logos etc. Quer um exemplo simples para entender a importância do padrão visual? Tente imaginar um cartão de visita da Coca-Cola, na cor azul e em uma outra tipografia. Seria impossível associar a marca.
Dica de ouro: consulte o manual da marca da empresa. Se ela não tem, está na hora de criá-lo (clique aqui e saiba como fazer um).

Estas são algumas dicas importantes na hora de desenvolver um cartão de visitas. Lembre-se que o cartão de visita é como um comercial: para ser lembrado, tem que ser criativo e chamar a atenção do seu público e, principalmente, fazer com que o público lembre não somente do comercial, mas também do anunciante (marca/produto/serviço). Este é o segredo do sucesso de uma boa criação.

Paula Zago - Técnica em Publicidade, atualmente estudante do 3º ano de Propaganda e Marketing e autora do blog ZaggoDesign - http://www.pontomarketing.com/

O ser humano faz toda a diferença

Nas últimas décadas, as empresas passaram por grandes transformações econômicas e tecnológicas. Na Revolução Industrial, iniciada no século XVII na Inglaterra, por exemplo, iniciou-se um processo de mudanças com a entrada de máquinas que aceleraram a produção, mudando o cenário econômico e social.
Por um longo tempo, a única coisa que interessava era a produção e o lucro. Não havia muito investimento no ser humano e os trabalhadores enfrentavam longas jornadas em troca de baixos salários. Com a entrada da tecnologia, veio o que muitos chamam de Revolução Tecnológica. A produção aumentou ainda mais, exigindo mão-de-obra qualificada.
Hoje, as empresas possuem produtos e serviços de alto padrão. A maioria tem tecnologia avançada, preço atraente e muita qualidade. Contudo, todas essas vantagens não existem sem o ser humano. Para conseguir, de fato, se destacar em um mercado cada vez mais competitivo, é preciso algo mais: as pessoas.
Não dá para falar em crescimento sem deixar de lado o ser humano. O gestor que deseja aumentar o lucro do seu negócio precisa entender que são as pessoas de sua equipe que o ajudarão a alcançar as metas desejadas. As máquinas com alta tecnologia continuam importantes e necessárias no processo, mas a empresa que investe apenas nisso corre o risco de ter prejuízos.
A prosperidade de um negócio está ligada diretamente ao capital humano. São as pessoas que idealizam e realizam as atividades que impulsionarão o crescimento da companhia. Por isso, o ser humano é fundamental no processo e indispensável, mesmo com as mais altas tecnologias à disposição no mercado.
Pensando nessa realidade, muitas empresas investem em programas de treinamento e aperfeiçoamento de seus funcionários. Mais do que um simples custo, a medida é considerada um grande investimento. Muitas organizações, contudo, ainda são resistentes a treinarem seus funcionários por medo de perdê-los após estarem mais preparados antes que dêem o retorno desejado. Por outro lado, os gestores que apostaram na capacitação dos seus colaboradores conseguiram formar equipes mais motivadas.
As mudanças são perceptíveis. Há um aumento, por exemplo, na qualidade dos serviços, pois os colaboradores ficam mais seguros e satisfeitos por saberem que são valorizados. Além dos treinamentos, o gestor precisa aprender a gerenciar habilidades e competências. É preciso conhecer a personalidade dos colaboradores para, então, colocá-lo para realizar tarefas com as quais tem aptidão e afinidade.
É preciso, portanto, um esforço no sentido de tentar identificar os pontos fortes de cada funcionário e motivá-lo a desenvolver suas habilidades. Há gestores que tentam montar uma equipe dos sonhos e vão buscar pessoas fora da empresa quando, na maioria das vezes, os talentos estão ao lado, bastando apenas de incentivo e aprimoramento. Afinal, o ser humano, hoje, faz toda a diferença no mundo dos negócios.

Sebastião Luiz de Mello - Adiministrador - Presidente do CFA-Conselho Federal de Administração

segunda-feira, 25 de abril de 2011

O que é empreendedorismo

Identificar oportunidades, agarrá-las e buscar os recursos para transformá-las em negócio lucrativo. Esse é o papel do empreendedor


A palavra "empreendedorismo" vem de entrepreneur, palavra francesa usada no século XII para designar aquele que incentivava brigas. O grande economista Schumpeter dizia que é o empreendedor que movimenta a sociedade e a inova.
 Identificar oportunidades, agarrá-las e buscar os recursos para transformá-las em negócio lucrativo. Esse é o papel do empreendedor. Não é necessário possuir os meios necessários à criação de sua empresa.
O empreendedor é motivado pela liberdade de ação, automotivado. Significa que ele tem consciência de que seus caminhos dependem muito do suor, trabalho redobrado e perspicácia nos negócios.
 Ele arregaça as mangas, colabora no trabalho dos outros e transforma o ambiente a sua volta. Naquilo em que os outros enxergam crise, ele deve enxergar oportunidades.
 Ele tem mais faro para os negócios do que habilidades gerenciais ou políticas. É o que denominamos "tino comercial" e isso nenhuma universidade consegue ensinar, deve-se nascer com ele.
 Freqüentemente, tem formação em áreas técnicas, como engenharia, ou ser da área de ciências sociais aplicadas, tais como Administração, Economia, Contabilidade etc.
 O centro de seu interesse é principalmente a tecnologia e o mercado, e considera que o erro e o fracasso são ocasiões nas quais se pode aprender alguma coisa.
 Entendo que aprendemos mais com nossos erros do que com nossos acertos, apesar de ver que na maioria das escolas de negócios do Brasil os professores gostam de mostrar os casos de sucesso, e não o contrário.
 Ser empreendedor é um estado de espírito e mais do que isso, uma necessidade na sociedade atual. Cabe ao empreendedor ser o agente de mudança e ainda fazer do seu autodesenvolvimento a mola mestra do seu sucesso, do sucesso da sua empresa (como funcionário ou dono) e, consequentemente, do seu país.
 É de empreendedores que o Brasil mais necessita e deve cultivá-los e dar condição ao florescimento dos mesmos. Viva o empreendedorismo!

Prof. Dr. Robson Paniago - é Doutor em Ciências Empresariais pela Universidad Del Museo Social Argentino, Coordenador do Curso de Administração do Centro UNISAL – Campinas