sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

Nossas Negociações Diárias


 
Muitos de nós, logo pela manhã ao acordar, precisa negociar. Quem vai levar o filho na escola? Quem vai levar o cachorro para tomar banho? Quem estará encarregado dos afazeres domésticos daquele dia?

Ou ainda, quem vai fazer uma pequena compra no mercado na volta do trabalho? A que horas? Qual marca vai comprar?


Em uma esfera maior, quem irá cuidar das finanças da casa? Qual escola o filho irá frequentar? Qual médico consultar?


São inúmeras decisões a serem tomadas, uma seguida da outra e até mesmo uma sobrepondo outra.


Quando uma decisão a ser tomada implica alguém além de nós mesmos, envolve uma negociação. Pela definição do mediador e negociador norte-americano, Willian Ury, no livro Como Chegar ao Sim com Você Mesmo:


“Negociar é desenvolver qualquer comunicação interpessoal, de mão dupla, na tentativa de chegar a um acordo entre as partes.”


E na maioria das vezes, fazemos isso tão automaticamente que sequer chegamos a perceber e a realizar o que estamos fazendo.


Em meados deste ano pandêmico, na primeira turma do curso Desvendando Harvard, minha amiga e mentora, Ana Luiza Isoldi, perguntou para a turma, quem se lembrava de qual havia sido a nossa primeira negociação? Silêncio total na sala Zoom. Confesso que esta pergunta deu um nó na minha cabeça e me remeteu imediatamente à minha primeira infância e às minhas negociações para receber o carinho dos meus pais, em meio aos meus 8 irmãos. Lembro perfeitamente da sensação de que era vital ser um exímio negociador com a certeza de que eu nem sabia o que estava fazendo.


No nosso dia-a-dia, no trabalho, negociamos com os colegas, com nossos chefes, superiores, com os colaboradores e principalmente com os nossos clientes. Negociamos com os fornecedores, parceiros e toda a gama de pessoas das nossas relações. Assim, querendo ou não, negociamos desde o momento em que acordamos ao momento de irmos dormir, com a luz acesa ou não, com a TV ligada ou não, a depender da negociação que você terá de fazer com quem estiver com você.


É só pensar nas mais recentes decisões tomadas nos últimos tempos e quantas delas você conseguiu tomar sozinho, sem ter de negociar um pouquinho que seja com alguém e quantas, destas decisões tomadas, você teve de recorrer a outros e negociar.


Acredito estarmos vivendo neste momento, a grande Revolução Negocial, que entendo como a mudança na forma como os indivíduos, instituições e organizações tomam suas decisões. Nesta revolução também está incluído o fato de que cooperar é melhor que competir. Isto vale para qualquer contexto.


Há muito pouco tempo, o método de tomada de decisões dominante ao redor do planeta era obviamente hierárquico. Salvo alguns pontos isolados e fora da curva, quem estava no topo da pirâmide decisória — no trabalho, na família, na sociedade tomavam as decisões top-down e as demais pessoas envolvidas seguiam as diretrizes ou ordens.


O mundo e as pessoas mudaram. O papel dos empresários, executivos, advogados e daqueles que lidam com processos de tomadas de decisões, mudou consideravelmente.


Não podemos hoje, somente contar com o poder da emissão de ordens, quer com os colaboradores na empresa ou com os filhos e família dentro da nossa própria casa. As pirâmides decisórias se tornaram redes de negociações contínuas e percebemos um ritmo frenético nelas, com uma pulsação volumosa. Existe uma necessidade legítima de todos, na participação na tomada das decisões.


Podemos constatar que as melhores decisões provêm da exploração de diferentes cenários e pela busca de soluções criativas, dentro de uma cultura de colaboração, de fluxo de informações com transparência e comprometimento. É a confirmação de que o interesse comum deve se sobressair aos interesses individuais, em um processo inclusivo e acolhedor.


No mundo dos negócios e em nosso cotidiano, nosso trabalho é realizado de forma estruturada por equipes ou forças-tarefas, com muitas cabeças pensando para um objetivo comum, portanto, muitas negociações a serem feitas há cada minuto.

Quantas joint-ventures vemos acontecendo costumeiramente, quantas alianças estratégicas e fusões e aquisições. Todas estas formas pressupõe a negociação como base de sobrevivência.


E no mundo dos influencers digitais e Startups? Quantas “colabs” são realizadas o tempo todo. São negociações contínuas com renegociações a cada modificação do cenário negocial que se apresenta. Sabemos então, que o sucesso e a rentabilidade dos negócios estão diretamente ligados com as negociações feitas.

Parcerias e contratos relacionais com cláusulas bastante abertas, sem engessamentos e limitações, com DNA na cooperação e colaboração entre os envolvidos, com objetivo claro para todos, em conjunto, atingirem objetivos comuns é o que se tem de mais moderno no mundo jurídico.


Evoluímos tanto neste sentido que a Mediação e dentro dela, as mais legítimas negociações, avança a passos largos, em todos os setores da nossa sociedade e em nossas relações pessoais e familiares, para ser um poderoso espaço estruturado, criativo e colaborativo para fluxo de informações, entendimento das possibilidades e tomada de decisão.


Apesar da negociação ser um fato da vida, do nosso cotidiano, não é tão simples assim e existem inúmeras habilidades, ferramentas e conhecimentos que são necessários para se negociar em toda sua complexidade. Separar as pessoas dos problemas, Concentrar-se nos interesses, Criar opções, Estabelecer Critérios, Ir ao balcão, Construir a ponte dourada, Olhar além da Razão ou Cuidar do terceiro lado, são algumas delas. Reconhecimento e respeito pelo Outro. Acolhimento e Escuta aguçada somadas ao mais puro exercício de Empatia, são outras habilidades necessárias. E não para por aqui.


Acabamos de vir , com uma turma maravilhosa e envolvida, de um o profundo mergulho em parte dos livros desenvolvidos pelos profissionais de Harvard, tais como Willian Ury, Roger Fisher, Daniel Shapiro, Bruce Patton, dentre outros, com leitura sistematizada e compartilhada destas obras primas da negociação desenvolvida pela escola de Harvard. Willian Ury, para quem ainda não o conhece, é reconhecido como um dos maiores especialistas em negociação do mundo contemporâneo e também é co-fundador do Program of Negociation, da Harvard University.


Ury afirma, depois de mais de 30 anos negociando profissionalmente, inclusive em disputas entre governos e em áreas militarizadas, que descobriu que os maiores obstáculos para conseguirmos o que que queremos em nossa vida, não são os Outros, mas nós mesmos! Isso aí! Nós mesmos, por mais intratáveis que sejam as pessoas com quem estamos negociando. Parece auto-ajuda, mas não é.

Então, quer negociar bem? Comece por você mesmo!


Quer negociar melhor? Prepare-se! Estude. Dedique-se àquilo que está para fazer. Cada negociação é diferente por mais que alguns dos elementos básicos não mudem em suas variações.


Qualquer negociador deve saber que lidar com questões pessoais e humanas do início ao fim da negociação será a sua canção. Os negociadores, antes de qualquer adjetivo, são pessoas, e trazem para a mesa de negociação suas emoções, suas crenças, valores e seus mais profundos sentimentos e necessidades pessoais.

Há muito trabalho a ser feito antes de qualquer negociação.


E negociação tal como a Mediação se aprende com muita dedicação, estudo, contínua preocupação com o autoconhecimento e prestando muita atenção na prática diária, para o aperfeiçoamento constante.


É necessário hoje, mudarmos a chave interna no entendimento da negociação, passando para a ressignificação, com uma visão de que as partes que estão negociando são pessoas que trazem as suas emoções para a mesa de negociação e possuem verdadeiros e legítimos interesses, a partir de um profundo autoconhecimento e reconhecimento do Outro para um processo de respeito, inclusão e construção do consenso para atender à todas as necessidades e demandas.

Em uma negociação colaborativa, a falta de disposição em revelar informações e reais interesses impede a criação de soluções e alternativas para as questões impostas:

o Ameaças.

o Ofertas de “pegar ou largar”.

o Concessões mínimas e exigências extremas.

o Ofensas.

o Insultos, ironias e sarcasmo.

o Bad Cop e Good Cop.


São comportamentos oriundos de treinamentos ultrapassados e que não condizem com as melhores práticas contemporâneas e tendem a exacerbar os conflitos e negligenciar as possibilidades de conexão e composição.


Recentemente ouvi um Webinar do próprio Willian Ury no PON (Program of Negociation) de Harvard, e ele afirma ser um “possibilist”, ou seja, é um cara que acredita nas possibilidades. Eu adorei esta definição para um negociador e um Mediador. Aquele que acredita que podem ser encontradas possibilidades. A Mediação, por sua vez, sempre deve ser vista como um mecanismo de exploração de possibilidades, principalmente em um ambiente empresarial.


Por sua vez, em uma negociação colaborativa e prospectiva, mesmo que não se encontre o melhor universo possível para as partes, pode-se encontrar um acordo sábio e ainda melhor do que outra alternativa que se tenha fora da mesa, mantendo-se assim as boas relações e prospectando novas oportunidades e possibilidades.


A Mediação sendo entendida como um processo de fluxo de informações e de conhecimento a respeito específico de um determinado assunto, para ser tomada uma decisão, faz com que o conhecimento de um, somado ao conhecimento de outro, multiplique a quantidade e a qualidade de informações expostas, aumentando-se, assim, as possibilidades de alternativas para se compor o melhor resultado para todos.


Não há limitações para conhecimento e informações. Esta preciosidade, não é um bem finito, que se esgote por si só. Muito pelo contrário, quanto mais deste quesito fluir em uma Mediação, melhor será a fase de negociação a ser enfrentada pelos envolvidos, pois todos irão se beneficiar dos conhecimentos expostos e das informações trocadas.


E, o conhecimento se expande quando trocado. É tal como fosse uma Lei da Física do Entendimento Humano. Quanto mais cooperação existir na troca de conhecimentos e informações, mais abundante será o conhecimento.

Cada vez mais vemos que no cenário atual dos negócios, a habilidade de um negócio competir, depende, de forma bem paradoxal, da habilidade de seus gestores em cooperar e compartilhar.


Aprimorar o relacionamento entre os envolvidos para existir confiança no processo e nas partes é a chave para que todos estejam dispostos a utilizar técnicas de negociação cooperativa, trocar informações com maior abertura e entender as perspectivas e interesses do Outro com empatia.


As negociações de hoje, devem ser aprendizados, onde as melhores soluções surgem do verdadeiro entendimento do que se deseja, da exposição franca dos problemas, do processo de aprendizado conjunto entre aqueles que partilham as informações e abrem-se para os reais interesses, preocupações e buscam, por fim, gerar muitas opções criativas que beneficiem a todos. Com certeza o resultado final será algo além daquilo que quem estava na mesa de negociação imaginou. E isto faz da Mediação, a qual esta negociação está inserida como uma das etapas, o tão poderoso processo de fluxo de informações com a final tomada de decisões voluntárias.


Então, este é um convite para que todos nós estejamos atentos ao Outro, para que prestemos atenção em nossas inúmeras negociações diárias, acolhendo aquilo que nos é entregue, com Respeito e Inclusão. E quanto mais praticarmos e mais prestarmos atenção ao processo e aos ensinamentos trazidos pelo próprio processo, refletindo e aprimorando as técnicas, melhores negociadores seremos.


Bom divertimento em suas próximas negociações. Porque a partir de agora você as verá de outra maneira.

 Copiado: https://algimediacao.medium.com/ por José Mangini

quinta-feira, 14 de janeiro de 2021

O DESAFIO DA FORMAÇÃO DOCENTE PARA O USO DA TECNOLOGIA NA SALA DE AULA: COMO PREPARAR O PROFESSOR?

A intensidade com que a tecnologia tem avançado no meio acadêmico gera inúmeros reflexos na atuação docente. O professor precisa estar “antenado” sobre as novidades tecnológicas para poder utilizá-las, conhecer não somente para si, mas, também, saber como usar esses recursos em benefício do processo de ensino e aprendizagem.

Contudo, a realidade no espaço universitário é marcada pela diversidade. Basta observar o ambiente que temos hoje nas universidades para que vejamos as diferenças. É preciso considerar que há professores experientes, que se formaram em outros tempos, mas há também professores iniciantes, sem experiência alguma. Todos com suas características individuais, com formações distintas, lidando com alunos de gerações que nasceram “conectadas” às inovações tecnológicas, imersas em um contexto de total disponibilidade da informação.

Assim sendo, a inserção da tecnologia no processo educacional provoca, naturalmente, uma série de desafios aos docentes no ensino superior. Apesar disso, acredita-se que dificuldades poderiam ser evitadas e problemas amenizados se houvesse uma preparação adequada para o exercício da profissão, o que nem sempre acontece.

Muitas vezes o professor dorme profissional e acorda professor. Ou, apesar de ter tido formação acadêmica, está mais voltado para e focado na pesquisa do que no ensino. De qualquer modo, com ou sem preparação, é evidente que a tecnologia já começou a ser usada no âmbito educacional, conforme apontado pela literatura.

Ela tem mostrado seu benefício e diversos aspectos positivos. No entanto, em muitos casos, verifica-se que não está sendo utilizada da forma mais adequada. Diante dessa realidade, deve-se debater sobre o papel dos agentes envolvidos na inserção da tecnologia em sala de aula, especialmente do professor, que norteará todo o processo.

Consequentemente, algumas questões surgem: Os professores estão aptos e dispostos a utilizar a tecnologia? Os que já a utilizam estão fazendo de forma adequada? As instituições têm recursos tecnológicos suficientes? As instituições oferecem aos docentes suporte e apoio para que adotem a tecnologia disponível? Como instituições, gestores e docentes podem se preparar para a aplicação da tecnologia no ensino?

Inicialmente, ao pensar na integração da TIC em sala de aula, destacam-se dois aspectos principais: a atitude dos professores e a qualificação deles para o uso da tecnologia. Quanto à atitude, deve-se enfatizar que é uma característica individual, pois há pessoas mais avessas ou mais inclinadas para a adoção da tecnologia. Entretanto, entende-se que a atitude poderá ser positiva principalmente se o docente tiver o conhecimento dos benefícios proporcionados pela utilização da TIC. É importante destacar as vantagens aos docentes, uma vez que, ao conhecerem os benefícios da tecnologia, terão maior probabilidade de adotá-la.

Nesse sentido, identifica-se, no âmbito do ensino, que o grau de abertura do professor é um fator essencial para adoção da tecnologia: professores mais receptivos tendem a utilizar as tecnologias mais facilmente, contribuindo para o aprendizado dos alunos. Alguns autores mencionam o processo de aceitação dos recursos tecnológicos na educação, que se contrapõe às resistências encontradas por parte dos docentes, confirmando a importância de compreender o contexto cultural do uso das tecnologias de informação, bem como as diferenças individuais dos docentes.

Quando o assunto é qualificação, a complexidade parece ser maior ainda, pois ela não depende somente do professor, envolve diversos elementos. Além disso, verifica-se que é escasso o conhecimento sobre os atributos necessários para um professor poder inovar em suas aulas com o uso da tecnologia. Considerando a escassez de estudos que poderiam contribuir para a formação e para a eficácia do uso da tecnologia na sala de aula, surgiu no contexto internacional a estrutura conceitual Technological Pedagogical Content Knowledge (TPACK).

Tal estrutura, também conhecida como componentes, evidencia a necessidade dos conhecimentos de conteúdo, pedagógico e tecnológico, e de todas as suas possíveis relações, buscando demonstrar algumas das características fundamentais para atuação do docente com a utilização da tecnologia na sala de aula.

O conteúdo, a metodologia (estratégia pedagógica) e as tecnologias devem ter clara relação e coerência com os objetivos pedagógicos e com as caraterísticas do corpo discente, e entre si, como componentes que interagem e formam o curso. O componente “conteúdo” é o conhecimento que deve ser transferido, compartilhado, adquirido, construído colaborativamente e apropriado pelos alunos na forma mais adequada, permitindo que o processo de ensino e aprendizagem ocorra. Esse componente tem de ser constantemente revisado e atualizado para que possa contribuir de fato para o aprendizado.

O componente “estratégia pedagógica” refere-se às estratégias de ensino que permitem que o conteúdo seja transferido, compartilhado, adquirido, construído e apropriado pelos alunos, garantindo, assim, os resultados do processo de ensino-aprendizagem. Esse componente enfatiza a importância da estratégia pedagógica planejada e efetivamente implementada pelos professores.

O “componente tecnológico” relaciona-se às mais diversas tecnologias, desde o livro até a internet. Assim, a infraestrutura inclui as tecnologias de informação e de comunicação necessárias para a prática das estratégias de ensino e para o acesso ao conteúdo em suas formas e em localizações diversas, bem como a interação entre os participantes do processo de ensino-aprendizagem.

Esses componentes mantêm uma relação de exigência e de restrição entre si. Assim, o conteúdo exige determinadas metodologias de ensino, bem como certas tecnologias para sua discussão em sala de aula e, portanto, para a realização do curso. Ao mesmo tempo, esse conteúdo pode ser restringido pelas metodologias utilizadas e pelas tecnologias aplicadas, se houver incoerência no tratamento dos componentes curriculares.

De forma similar, a metodologia exige específicas tecnologias para poder ser aplicada com sucesso, sob pena de elas a restringirem. Acredita-se que tal estrutura possa auxiliar o docente a compreender a forma como a tecnologia deve ser adotada no âmbito educacional, concedendo, assim, base para que o professor desenvolva estratégias que permitam construir o conhecimento com o uso de recursos tecnológicos.

Todavia, ao lidar com a preparação docente para uso da tecnologia, é preciso ressaltar que bons resultados não só são alcançados com uma formação inicial, como também com sua continuidade. Ainda, essa formação deve considerar os diferentes níveis de iniciação e de experiência dos docentes no que tange ao uso das tecnologias na sala de aula.

Acredita-se que esses cuidados são essenciais para que o professor sinta interesse em se qualificar e se atualizar, adotando a tecnologia de forma efetiva. A formação contínua, inerente à atuação docente, torna-se cada vez mais relevante com a expansão das TICs. Desse modo, tanto a formação quanto a atualização dos docentes requerem a compreensão a respeito da dimensão das tecnologias e demandam, também, a constituição de políticas públicas que contribuam para a democratização de acesso a essas tecnologias.

Nesse cenário, ressalta-se que a aplicação das TICs nas atividades acadêmicas requer investimentos, inclusive na infraestrutura das instituições, dedicação por parte dos docentes e políticas frequentes e sustentáveis que vigorem por longo prazo.

Evidencia-se, ainda, a necessidade de verificar as demandas e o contexto das instituições, pois a formação adequada não será suficiente se não houver estrutura para praticá-la adequadamente. Diante do exposto, pode-se concluir que exercer a docência em meio a tantas transformações é desafiador.

Afinal, são muitas as exigências, e a necessidade de atualização é constante. Acredita-se, porém, que os desafios serão superados à medida que a percepção sobre o uso da tecnologia na sala de aula deixe de ser assustadora e passe a ser atrativa, influenciando positivamente a prática pedagógica do docente e a experiência de aprendizagem do discente.

Para tanto, é preciso que o docente entenda que a tecnologia pode ser utilizada a favor do seu trabalho. Assim, os benefícios não serão somente para o aluno, mas também para o próprio docente.

Copiado: https://geneducacao.com.br/


quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

Como fazer Planejamento Pessoal: 5 itens indispensáveis!


Em meio às constantes responsabilidades que o ser humano carrega, é muito fácil se perder ou cometer erros diante de tantas tarefas e obrigações. Por isso, muitos sentem a necessidade de se organizar com um planejamento a fim de fazerem um trabalho de qualidade. Porém, é importante que seja compreendido como fazer um planejamento pessoal para que ele tenha utilidade efetiva no dia a dia. 

Na tentativa de evitar a falta de tempo ou até mesmo a procrastinação demasiada e as consequências que elas podem causar na vida pessoal e profissional, a CAE Treinamentos separou alguns itens que são indispensáveis na hora de fazer um planejamento. Se você deseja conhecer esses itens e ser bastante objetivo no seu planejamento pessoal, continue a leitura deste artigo. 

Por que ter um planejamento pessoal é tão importante?

Ainda que exista a possibilidade de acontecer mudanças repentinas e imprevistos no dia a dia, quando se tem um planejamento pessoal em mãos, a pessoa consegue se adaptar com maior facilidade à essas mudanças e contornar os imprevistos para que não haja nenhuma consequência negativa tão significante.

Portanto, o planejamento se torna um das ferramentas de sobrevivência para vários setores da vida humana, tanto pessoal quanto profissional. Porque quando se tem ideia do que tem sido feito atualmente, e do que é necessário fazer nos próximos meses para que objetivos e metas sejam alcançados, fica muito mais claro qual é o papel diante de cada uma destas metas, quanto tempo se tornaria possível alcançá-las e se elas são realmente palpáveis ou não. Evitando, inclusive, que erros banais e amadores sejam cometidos e atrapalhem seu desempenho no meio do percurso.

Como fazer um planejamento pessoal: Conheça todas as etapas!

Etapa 01 de como fazer um planejamento pessoal: Entenda mais sobre você 

Antes de tomar qualquer decisão, é importante que você tenha conhecimento das suas fraquezas, ameaças, pontos fortes e oportunidades. O conhecimento pessoal permite que você determine o ponto de partida do seu planejamento pessoal. Caso seja necessário, a análise SWOT é uma ferramenta eficiente para compreender questões internas e externas que influenciam no seu desempenho.

Etapa 02 de como fazer um planejamento pessoal: Defina suas missões e valores

Utilize de perguntas pontuais para compreender quais são suas missões, o estado atual e o estado desejado. Se questione constantemente sobre o que você deseja alcançar ao longo do tempo e onde espera chegar. Além disso, na hora de desenhar o caminho ideal para colocar todos os seus afazeres e metas em prática, tenha em mente os seus valores pessoais.

Etapa 03 de como fazer um planejamento pessoal: Divida sua vida em áreas de atuação

Para facilitar o desenvolvimento do planejamento, determine as áreas de atuação da sua vida que tenham maior relevância. Alguns dos núcleos considerados mais importantes são: profissional, financeiro e social. Além disso, organize a quantidade de tempo disponível para investir em ações práticas em cada uma dessas áreas, pensando nos afazeres diários, semanais e mensais. Dessa forma, ao produzir o planejamento tudo será desenhado com maior assertividade.  


Etapa 04 de como fazer um planejamento pessoal: Defina metas e objetivos

Sabendo o que deseja alcançar e onde pretende chegar ao longo do tempo, defina quais são as suas metas e objetivos. Lembre-se de pensar em metas individuais para cada uma das áreas selecionadas, levando em consideração prazo para execução, valores pessoais e o caminho mais adequado. Um grande erro nesta situação é estruturar objetivos inalcançáveis ou até mesmo buscar por algo que seja totalmente distante da missão determinada na etapa 2. Por isso, todos os passos anteriores se tornam imprescindíveis na hora de tirar do papel o planejamento pessoal. 

Definir objetivos e metas é a base para um bom planejamento de sucesso. Existem algumas técnicas possíveis para definição desses objetivos e uma das mais utilizadas é a SMART. Entenda melhor no nosso vídeo abaixo.

Etapa 05 de como fazer um planejamento pessoal: Acompanhe seu desempenho

De nada adianta criar um planejamento pessoal se todo o seu esforço não é acompanhado diariamente. Medir o andamento de cada uma das metas é importante para que você tenha dimensão do que está surtindo efeito e do que realmente tem sido perda de tempo ou dinheiro. Até para que um plano B seja desenhado, caso o caminho estruturado para alcançar determinados resultados não seja tão eficiente quanto prometia. 

Como fazer um planejamento pessoal: 5 itens indispensáveis! 

Você já entendeu a importância do planejamento pessoal e quais são os passos para colocar um planejamento em prática. Porém, mesmo com todas essas informações ainda existe a possibilidade deste planejamento ter pouca ou nenhuma utilidade, exatamente por você não ter conhecimento dos 05 itens indispensáveis. Veja abaixo quais são cada um deles:

1 – Avaliar o planejamento periodicamente;

A mudança de metas e prioridades é algo muito comum. Dessa forma, avaliar constantemente o planejamento para ter certeza de que ele ainda faz sentido na sua vida é crucial. Afinal, você pode estar perdendo tempo e dedicando esforços aos objetivos que não são prioritários e deixando de lado desejos que são mais palpáveis a curto prazo. 

2 – Trabalhar com indicadores; 

Não tem como abrir mão dos indicadores! Pois são eles quem dirão se as metas serão cumpridas no tempo proposto e com base no que foi planejado. Os indicadores que devem estar em focos são: esforço, tempo dedicado, resultados alcançados até o momento. Assim, caso haja necessidade de alterações de objetivos, é possível realizá-lo com maior facilidade e sem grandes prejuízos. 

3 – Pensar a longo prazo;

As pessoas focam nos objetivos que podem ser alcançados a curto prazo, pois parecem mais fáceis de atingir, e se esquecem de desenhar estratégias para alcançar aquilo que demanda uma quantidade de tempo maior. E isso é muito importante! Porque mesmo algumas metas que deverão ser cumpridas daqui 5 anos, por exemplo, precisam ser iniciadas com antecedência.

4 – Analisar as possibilidades de melhorias;

Às vezes, algumas metas exigem ações das quais você não está acostumado a colocar em prática. E é na busca por melhorias que os indicadores de performance existem. Por isso, esteja atento aos resultados medianos ou que não são tão satisfatórios quanto ao que foi planejado. 


5 – Estar em constante evolução.

Caso você não tenha nenhum planejamento pessoal ainda, o ideal é começar com metas pequenas. Uma vez que  cada meta conquistada o desejo por buscar resultados maiores aumenta. Porém, para que você não permaneça estagnado, a cada novo planejamento pessoal seja mais ousado ao definir metas e objetivos. 

Agora, você já tem em mãos todas as informações necessárias sobre como fazer um planejamento pessoal e evitar desperdícios. 

Copiado: https://caetreinamentos.com.br/

terça-feira, 12 de janeiro de 2021

Automotivação??????

Automotivação é o ato de motivar a si mesmo, provocada por estímulos internos. A pessoa é o que é, pois encontra motivos dentro de si para alcançar seus objetivos, age de acordo com o que tem que ser feito.

 Já se sentiu assim em algum momento de sua carreira? 

Quais foram os motivos?

Por mais que exista a automotivação que é o ato de motivar a si mesmo, provocada por estímulos internos, para que ocorra a identificação e pleno engajamento com o trabalho/empresa o trabalhador também precisa de muitos estímulos externos: 
  • clima de trabalho favorável, 
  • relacionamento com a equipe, 
  • liderança comprometida, 
  • propósito definido, 
  • metas claras, 
  • expectativas bem definidas, 
  • recursos para trabalhar, 
  • feedback, 
  • plano de carreia, 
  • reconhecimento e 
  • remuneração compatível.

Copiado: https://www.linkedin.com/in/admfabioarruda/

segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

50 SABORES E LUGARES QUE MARCARAM E AINDA (MARCAM) O LUDOVICENSE.


50 SABORES E LUGARES QUE MARCARAM (MARCAM) O LUDOVICENSE. ( São Luis do Maranhão - Brasil)

Delicie-se e não morra de saudade 

1-Jantar no Restaurante Palheta. ✅

2-Pão cheio recheado com camarão seco vendido nas ruas do centro de São Luís.

3-Cachorro quente do Companheiro ou do Sousa que sobrevivem no beco da pacotilha e no estacionamento da Praia Grande.✅

4-Caldo de ovos do João do Caldo.✅

5-Galeto da Base do Rabelo.✅

6-Calderada do Germano.✅

7-Sorvete de coco na casquinha.✅

8-Quebra-queixo.✅

9-Pirulito enrolado com papel de seda e vendido principalmente na Praia Grande e Praça Deodoro.✅

10-Peixe-pedra cozido ou frito.✅

11-Peixe-serra frito com arroz de cuxá.

12-Torta de camarão seco.✅

13-Torta de caranguejo. ✅

14-Sururu no leite de coco.

15-Juçara com farinha d’agua e camarão seco.✅

16-Arroz de jaçanã.✅

17-Galinha de parida com pirão. ✅ em Caxias 

18-Peixada da Peixaria Carajás.✅

19-Caldo de cana do abrigo ou do Bar do Cajueiro na Rua Afonso Pena.✅

20-Queijo de São bento.✅

21-Cola- Guaraná Jesus.✅

22- Frango assado na brasa do Restaurante Frango Dourado no Anil.✅

23-Feijoada do Baiano.


24-Costela de porco da Base da Diquinha no Diamante. ✅

25-Gelado do Reviver.✅

26-Bolachinha da Padaria Santa Maria e da Padaria Nossa Senhora de Fátima.✅

27-Cuscuz Ideal.

28-Roleto de cana vendido na Praça da Matriz em São José.

29-Descascar e comer uma tanja na porta da Igreja de São José.

30-Kibe do Abdon na Praça da Misericórdia ✅ou de dona Nilza na antiga padaria do Anil.

31-Manga de fiapo com farinha d’agua.✅

32-Tiquira da feira da Praia Grande.✅

33-Jeneve.✅

34-Sorveteria Elefantinho.✅

35-Pastel do garoto do Bigode na Praça Deodoro.✅

36-Murici ✅amassado com açúcar.🤔

37-Pamonha vendidas pelas ruas do centro de São Luís.

38-Uma parada para encher o estômago na Churrascaria Filipinho.

39-Sorvete de ameixa do extinto bar do Hotel Central para os saudosistas.

40-Quem está na casa dos 70, sanduiche de pernil do extinto Moto Bar.

41-A Base da Lenoca quando ainda era na Praça Pedro II.✅

42-Espetinho de camarão do Jaguarema ou do Litero.✅

43-Ingá, maria pretinha, canapu e guajuru.

44-Pizzaria Internacional na Cohab ou na Cohama.✅

45-Mocotó, sarrabulho ou cozidão do Mercado Central.

46-Bar do Amendoeira e o seu tradicional bode no leite de coco servido na calçada do bar no Olho d’Agua.✅

47-Quem frequentava a Praia da Ponta d’Areia não se esquece do Bar Tóquio, das peladas, da cerveja e do caranguejo. 

48-Mocotó e feijoada da Base do Binoca no Vinhais Velho.

49-A novidade do Hibiscus na Vila Palmeira na década de 1980.✅

50-Restaurante La Boheme frequentado pela turma da moda e do poder político da época.✅


Lembre-se que a sua memória afetiva e gustativa estão sempre preservadas. 

Alguns se perderam com o processo de crescimento da cidade,  outros ainda resistem bravamente e nos identificam culturalmente. 

Bom apetite e boa diversão!

CONTRIBUIÇÃO: António Luís (Colégio Batista)