segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Administrando sua Empresa como um Navio

Existem muitos paralelos entre a vida no mar e o mundo dos negócios. 

Você pode encontrar até alguns livros de ex-marinheiros te dando lições de como administrar sua vida ou empresa, mas esses caras tiveram sucesso no mar e não nos negócios. 


Aqui no Oceans14 a gente só pode falar do que vivencia. Naveguei muitos anos, administrei empresas de navegação e montei a minha. 

Hoje tenho várias empresas e me sinto plenamente capaz de tecer uma analogia entre o mar e o mundo dos negócios pois logrei êxito em ambos, sem falsa modéstia.

Então aqui vão, em breves linhas, os pontos gerais que podem te interessar:

A)   Preparando o navio:


  •  Tripulação competente e preparada para as adversidades;
  •  Estiva da Carga: arrumação do que será entregue ao cliente. Os serviços devem estar em dia;
  •  Documentação: vivemos em um mundo burocrático. Tenha cuidado com suas licenças, outorgas, tributos e toda a papelada que envolve o seu negócio;
  •  Manutenção: Se você notar algo errado, conserte. Sistemas mais complexos demandam outro tipo de manutenção (preventiva ou preditiva). É preciso entender qual funciona para você antes de usar.
  • Sistemas: tenha um sistema simples, que você consiga implementar e que seja capaz de funcionar perfeitamente sem muita frescura ou demanda de tempo. Deve ser capaz de te dar um retrato de como o seu navio (empresa) está funcionando, em tempo real.


B)   Planeje e defina a rota:

  • Defina o destino: defina objetivos, onde você quer que a sua empresa chegue, quais os mercados onde você irá entrar, qual market share você quer, quais concorrentes irão bater. Definido o destino, poucas coisas podem lhe desviar e lembre-se: é preciso ter gana para alcançá-los.

  • Trace waypoints: serão os seus pontos de referência para eventuais guinadas. Basicamente é conhecer o próprio negócio, o ambiente no qual você opera, para saber o melhor caminho para atingir seus objetivos, evitando perigos desnecessários e alcançando suas metas com economia.


C)   Navegue e monitore condições:


  • É hora de navegar rumo ao seu objetivo. Uma vez navegando, comece a monitorar as condições do navio, a rota, os tripulantes e a meteorologia. 
    Fazendo um paralelo ao mundo dos negócios, é monitorar a saúde financeira e operacional, o nível de comprometimento da equipe e se as condições que você imaginou realmente existem – ou se terá que fazer um ajuste.


D)   Ajuste de rota:


  • Como não existe cenário ou plano perfeito, é sempre preciso ajustar a rota. Se você planejou bem, se coloca em situações em que o ajuste pode ser feito com folga, existe margem de manobra. Se não planejou ou planejou mal, terá que ajustar em águas inóspitas. É preciso monitorar constantemente, e ajustar de acordo com o que a situação demandar, sem tirar o foco do destino.


E)   Entregue o que prometeu, no tempo que prometeu:


  • Atrasos ou avarias em cargas são péssimo negócio, mesmo que o seguro cubra (às vezes). No seu negócio não é diferente. 
    Há um numero limitado de clientes, e você os quer satisfeitos. Mas, como nos contratos marítimos, tenha uma cláusula de Força Maior que te permita sobreviver para lutar outro dia, caso tudo dê errado.

O capitão que planeja direito cria tantos cenários alternativos, tantos backups que, por mais que saia tudo diferente do que foi planejado, sairá uma combinação desses cenários, e será preciso improvisar bem menos.


Agir por intuição (sem planejar) e fazer no improviso é, como chamamos na Marinha Mercante, o caminho para as pedras. Batendo na pedra, o navio pode ir àpique, e você não terá muito o que fazer, a não ser chamar uma empresa de salvatagem, que vai te cobrar uma fortuna para te salvar de algo que você poderia ter evitado.

Eu trabalhei em alguns casos desses. Na minha primeira salvatagem eu tinha 29 anos e tinha acabado de assumir como chefe-de-máquinas em um pequeno rebocador, em Salvador. 

Recebemos a mensagem de um navio em chamas próximo a Porto Seguro. Saímos com esse rebocador, pequeno, que balançava muito. Chegando no navio, a cena era a de um inferno em alto mar, algo impressionante. Estávamos a 300 metros e sentíamos o calor como se estivéssemos próximos a uma fogueira. Via a chapa de aço do costado ficar rubra. Jogamos muita água e conseguimos salvar o navio.


Usamos canhões de incêndio e um bote de borracha que o motor de popa só funcionava em alta rotação. Era muito perigoso, e eu pensava "ainda tem fdp que paga para fazer esportes radicais."

Numa outra vez, um navio carregado de 60 mil toneladas de óleo cru perdeu máquina e governo próximo a Abrolhos.

Seria um senhor desastre ecológico. 

Saímos com um tempo muito ruim, o nosso rebocador não tinha a capacidade de fazer aquele reboque... mas éramos os únicos disponíveis no NE. 


Rebocávamos um gigante, e ao fazermos isso, a corrente ou o vento viravam... e o navio arrastava o rebocador. Quase afundamos várias vezes, e eu realmente pensei que fôssemos morrer. 

Mas tudo deu certo. E por que? 

Porque tínhamos planejamento, preparo, equipe unida e claro, Deus a nosso lado. Aqueles a quem salvamos falharam em planejar e se preparar. Tripulações melhores teriam levado aqueles navios em segurança ao seu destino, mas ao invés disso, quase os levaram a ruína. E nós lucramos com a incompetência alheia.


E você? 

Vai planejar e se preparar ou quer o meu telefone para uma salvatagem?

Copiado: https://www.oceans14.com.br

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

15 Dicas de Marketing Pessoal Para Ter Sucesso Profissional

Atualmente, com a competitividade cada vez mais acirrada no mercado de trabalho e no mundo corporativo, ter um diploma e uma boa atuação profissional já não são mais garantia de conseguir (e manter) aquela vaga dos sonhos.
É preciso, antes de mais nada, mostrar ao mundo suas qualidades e potencialidades. Tudo isso sem, contudo, parecer egocêntrico, arrogante ou prepotente. Parece difícil? Pois saiba que não é tão complicado assim!
Estamos falando aqui da construção de um bom marketing pessoal. Quer aprender o que é isso e ainda ficar por dentro de ótimas dicas para transformar teoria em prática? Então acompanhe o nosso post de hoje!

O que é marketing pessoal?

Quem nunca ouviu aquele velho ditado que diz que “quem não é visto não é lembrado”? Pois é exatamente essa uma das principais bases do marketing pessoal! Afinal, de que adianta ser um excelente profissional, dotado de capacidades e qualidades extremamente valorizadas pelo mundo corporativo, se absolutamente ninguém sabe disso?
Para que seja efetivamente reconhecido perante chefes, gestores e demais colaboradores em sua área de atuação, você não pode passar despercebido. Assim, quando bem aplicadas, as estratégias de marketing pessoal podem fazer milagres por você nesse quesito.
O marketing pessoal é a melhor maneira de promover imagem, conteúdo e trabalho, de maneira a se destacar não só na empresa em que atua como no mercado de trabalho em geral. No entanto, atenção: marketing pessoal não é, de maneira nenhuma, sinônimo de culto ao ego ou simples vaidade pessoal, ok?
Na verdade, é apenas uma maneira de destacar positivamente suas habilidades, entregando valor às pessoas e fazendo com que elas tenham uma excelente impressão a seu respeito.
Está bastante enganado quem pensa que saber fazer um bom marketing pessoal é uma qualidade que já nasce com determinadas pessoas. Muito pelo contrário! Essa habilidade pode ser aprendida, desenvolvida e aprimorada. Para isso, basta querer.
E então? Quer descobrir 15 dicas de marketing pessoal extremamente úteis e fáceis de colocar em prática? Então pule para o próximo tópico!

Como colocar o marketing pessoal em prática?

1. Aja com naturalidade - 

A primeira e mais valiosa dica é ser você mesmo e agir naturalmente, independentemente da situação. Tente não criar um personagem profissional que nada tenha a ver com você. Assim, se você é uma pessoa alegre e extrovertida, está tudo bem ser assim também no escritório.

No entanto, aqui vale fazer uma ressalva: isso não significa adotar gírias ao travar conversas formais, tampouco gargalhar aos brados dentro do ambiente de trabalho por ser essa a maneira como você interage com sua família e seus amigos, por exemplo.
Por mais que tudo flua melhor agindo naturalmente, lembre-se de que tudo tem um limite e que cada ambiente exige uma determinada postura.

2. Seja pontual - 

Se você quer fazer um bom marketing pessoal, nada de seguir o (mau) exemplo de profissionais que estão quase sempre atrasados ou em cima da hora para compromissos e prazos de entrega.

Você sabia, aliás, que há empresas que desclassificam candidatos antes mesmo de entrevistá-los, justamente porque eles chegaram atrasados ao local da entrevista?
Então aprenda desde já a gerenciar melhor o seu tempo e, de preferência, acostume-se a chegar sempre com 15 minutos de antecedência a todo e qualquer compromisso. Esse cuidado automaticamente passa uma imagem de pessoa comprometida e interessada.

3. Tenha um aperto de mão firme - 

Esse é um detalhe que faz toda a diferença. Nós, brasileiros, já estamos acostumados a nos aproximar com abraços e beijos no rosto. Mesmo assim, em uma situação profissional, esse cumprimento não é muito indicado.

Em vez disso, prefira apertar a mão das pessoas com firmeza. Essa atitude demonstra, ao mesmo tempo, seriedade e autoconfiança.

4. Olhe nos olhos das pessoas - 

Olhar nos olhos é uma forma de demonstrar, de maneira não-verbal, transparência e sinceridade. Por isso, é importante que você mantenha contato visual mesmo quando estiver falando de um assunto difícil.

Além disso, também é uma comprovação física de que você está interessado no que a outra pessoa tem a dizer. Então, quando estiver conversando, evite olhar para as mãos, para o chão ou para o que está ao redor.

5. Fique atento à sua postura corporal - 

Isso não é mito: a postura corporal transmite mensagens sobre você a todos que o rodeiam. Uma pessoa que se senta de maneira torta na cadeira, por exemplo, não impõe muito respeito. Alguém que está sempre curvado ou de braços cruzados parece isolado, sem vontade de se enturmar. Mãos nos bolsos são um sinal de falta de interesse ou tédio.

Em vez disso, procure manter a coluna ereta, olhar sempre para a frente e deixar os braços soltos ao lado do corpo. Essencialmente, sua postura deve transmitir uma imagem de atenção, interesse, autocontrole e abertura.
Existe uma forma simples de saber se está funcionando: observe se as pessoas tentam se aproximar espontaneamente de você, pois uma boa postura corporal atrai as pessoas à sua volta.

6. Adapte a vestimenta - 

Não há como negar: uma pessoa adequadamente vestida passa muita confiança e uma ótima imagem pessoal. Então, leve isso em consideração sempre que for escolher o vestuário para ocasiões profissionais.

A dica aqui é vestir-se de acordo com o cargo que almeja alcançar. Se quer ser gerente um dia, por exemplo, observe como quem ocupa esse cargo na sua empresa se veste e tente se aproximar do estilo, mas sem abrir mão do seu toque próprio — afinal, são as particularidades que o distinguem dos demais.
Além das roupas, essa dica também é válida para o corte de cabelo, para os acessórios e para a maquiagem das mulheres. Todo o seu visual é um cartão de visitas.

7. Tenha iniciativa - 

Investir em marketing pessoal significa, dentre outras coisas, destacar-se na multidão. Nada melhor nesse quesito do que demonstrar iniciativa. Assim, não espere que os outros digam o que deve ser feito. Tome a frente e vá atrás, preferencialmente buscando soluções para problemas que sequer ocorreram.

Proponha alternativas que facilitem o trabalho e exponha suas ideias para se mostrar uma pessoa indispensável. Demonstre que você tem um lado inovador. Se a sua ideia não for bem recebida logo no começo, tudo bem.
Entenda que, pelo simples fato de participar, você já está deixando uma marca e colaborando com o grupo. É uma situação bem melhor do que ser aquela pessoa que fica no canto, sem participar ou se manifestar. Aos poucos você construirá mais aceitação e conquistará o seu espaço!

8. Procure conhecer-se - 

Para que você possa entender melhor os outros, é necessário, antes de mais nada, que conheça a si mesmo. Então, pare por um minuto e pense tanto nos seus pontos fortes como nos fracos. Faça uma análise SWOT pessoal.

Saiba exatamente o que você tem de bom a oferecer e efetivamente ofereça. Ao mesmo tempo, aprenda sobre os aspectos que devem ser aprimorados e como administrá-los. No entanto, não entenda esse conselho como uma recomendação para acomodar-se em relação aos seus pontos fracos.
É importante reconhecer suas limitações exatamente para que seja possível tentar superá-las. Em outras palavras, em vez de alimentar pensamentos como “eu não entendo desse assunto, então vou ficar de fora”, busque um estado mental de “se eu não entendo desse assunto, então, vou aprender tudo o que puder”.

9. Saiba ouvir - 

Um dos maiores problemas do mundo corporativo atual e da sociedade como um todo está na nossa extrema dificuldade em saber escutar o que os outros têm a dizer. Já reparou como, normalmente, só estamos interessados em falar sobre nós mesmos, expondo nossas opiniões e ideias? Essa postura acaba já.

Reverta de vez esse quadro, aprendendo a ouvir! Colegas de trabalho, chefes e estagiários: todos têm algo a ensinar. Além do mais, mostrar-se um bom ouvinte faz com que as pessoas tenham apreço e admiração por você. Então aproveite a chance de aprender enquanto promove seu marketing pessoal!

10. Atualize seus conhecimentos - 

Na era do conhecimento, toneladas de novas informações, técnicas, teorias e metodologias sobre absolutamente todas as áreas do conhecimento são lançadas no mercado diariamente. Por isso, acomodar-se não é uma solução.

Esteja sempre na vanguarda do conhecimento em sua área de atuação, frequentando congressos, palestras e workshops, lendo publicações recentes ou matriculando-se em um curso de pós-graduação, MBA ou especialização.
Além de aumentar o seu conhecimento, fazendo de você um colaborador essencial à empresa, essas atitudes ampliam significativamente seu networking profissional, fazendo com que seu marketing pessoal ultrapasse as fronteiras do ambiente de trabalho.

11. Acompanhe as notícias - 

A nossa última dica nem vai exigir muito de você. De fato, acompanhar as notícias é algo que já faz parte da rotina das pessoas. Porém, é ainda mais importante se você deseja melhorar o seu marketing pessoal e causar uma boa impressão.

Afinal, você não vai querer ficar sem resposta quando, em um evento ou uma entrevista, alguém perguntar sua opinião sobre um evento da política, da economia ou do meio ambiente, certo?
Portanto, procure acompanhar as principais notícias diariamente. Você pode ler ou assistir jornais. Caso isso pareça inviável na sua agenda de compromissos, não tem problema. Muitos dos melhores meios de comunicação do mundo também divulgam seus conteúdos online. Ou seja, basta um toque no smartphone para manter-se atualizado com tudo o que acontece por aí.

O que não fazer? Para encerrar, que tal descobrir algumas atitudes que você deve evitar, em favor de um bom marketing pessoal? Nós preparamos uma pequena lista. Confira!

12. Evite demonstrar arrogância - 

Existem muitas atitudes que demonstram arrogância. Uma das principais é o foco em si mesmo. Se tudo que você fala começa com “eu” — “eu acho”, “eu faço”, “eu prefiro” —, cuidado.

Você provavelmente está transmitindo uma imagem excessivamente autocentrada, o que não vai ajudá-lo a conquistar nenhuma simpatia (e nenhuma oportunidade profissional). Uma solução simples é transformar essas falas em um interesse genuíno pelo outro. Já falamos sobre a importância de ouvir, certo?
Além disso, você pode também perguntar: “o que você acha daquilo?”, “como você faz isso?”, “você prefere assim ou assado?”. Ao colocar o foco no outro, você melhora a sua imagem e, por tabela, ainda aprende muito.

13. Evite fazer piadas de tudo -

Muitas pessoas com dificuldade para interagir socialmente recorrem ao humor para quebrar o gelo. Você ficaria surpreso em saber quantas pessoas “engraçadas” são, na verdade, extremamente tímidas.

O problema é que você corre o risco de fazer piada com algo que não deveria ser alvo de humor e pode até ofender alguém. Mesmo que a intenção não seja essa, impressões ruins são difíceis de reverter. Então, para preservar o seu marketing pessoal, uma boa regra é tentar não usar o seu lado comediante com pessoas que ainda não conhece muito bem.

14. Evite opiniões fortes -

Quando você está expondo sua imagem profissional, não é interessante associá-la a opiniões fortes. Você pode perder excelentes oportunidades simplesmente porque se posicionou de uma maneira que vai contra o que a outra pessoa acredita.

Quer saber quais temas devem sair do seu vocabulário? Todos aqueles que possam gerar uma tensão mais forte. Opiniões divergentes são algo natural — entretanto, quando crenças e valores estão envolvidos, qualquer discordância se transforma em uma discussão.
Use o seu bom senso e desvie dessas situações, deixando suas opiniões fortes fora da conversa. Existem momentos e pessoas mais adequados para compartilhá-las.

15. Evite tentar demonstrar toda a sua elegância - 

Nas dicas positivas, já explicamos sobre a questão da vestimenta e do estilo. Esperamos que você já tenha entendido a importância de se vestir bem. Ao contrário do que os contos de fadas ensinam, o exterior também conta no mundo profissional.

No entanto, cuidado. A linha é muito fina entre o adequado e o exagerado. Por um lado, não é legal ir de bermudas e chinelos a uma entrevista. Por outro, aquele relógio rolex de ouro ou seu sapato de salto fino de 12cm pode também não ser ideal.
A dica é simples: lembre-se de que você está em uma situação de trabalho e não em um desfile — e, muito menos, uma competição — de moda. É claro que não existe uma regra única. Se você está em uma multinacional multimilionária, pode ser que essa vestimenta faça sentido.
O segredo é estar atento para não ultrapassar os limites, nem para mais, nem para menos.
Viu só como não é assim tão complicado? Coloque nossas dicas de marketing pessoal em prática o quanto antes para observar logo uma guinada no seu sucesso profissional! 
Copiado: http://blogespecializacao.fdc.org.br

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Como Delegar Tarefas Corretamente?

Você é o tipo de líder pró-ativo, que sempre tem muitas tarefas e prazos a cumprir, e que adora mostrar resultados? 
Se você respondeu sim, talvez seja hora de refletir se essa atitude está fazendo bem à empresa e, mais ainda, a você. 
Não é porque você é o líder que tem que pegar todas as demandas que surgem, apenas para mostrar que sabe desempenhá-las. Você lidera uma equipe, e os membros dela existem para ajudar você a atingir os melhores resultados.
Se você tem dificuldades em delegar tarefas, não se preocupe: estou aqui para ajudá-lo. Confira as dicas que preparei para você e entenda como delegar tarefas corretamente!

  • Entenda que você não pode fazer tudo sozinho

Pode ser difícil para um líder aceitar que ele não é o único capacitado para realizar tarefas com sucesso dentro da empresa. Muitos têm dificuldade em delegar por acharem que, com isso, estão mostrando que são incapazes. Outros têm medo de que o funcionário mostre ser melhor do que ele em uma área, e possa vir a tomar o seu lugar futuramente. Assim, muitos líderes acabam se sobrecarregando, acumulando prazos a serem cumpridos, realizando as atividades sem dedicação, e obtendo resultados menos satisfatórios do que gostariam.
Isso gera, acima de tudo, um profissional cansado e estressado, que não tem tempo para sua vida pessoal e sua saúde, o que pode levar ao aparecimento de doenças do trabalho (como a síndrome de burnout, por exemplo), e leva ao desenvolvimento de relações interpessoais desgastadas, tanto em casa como no trabalho.

  • Conscientize-se de que delegar tarefas é importante

Vale a pena ressaltar mais uma vez: delegar tarefas não quer dizer que você seja incompetente! Ao contrário, quer dizer que você confia e acredita na competência do seu time. Ao dividir as demandas, você oferece para a sua equipe a oportunidade de aprender novas habilidades, de crescer profissionalmente e de se fortalecer. Isso permite que eles fiquem cada vez mais qualificados, e dá a você o tempo que precisa para se dedicar às suas próprias tarefas com empenho. Essa maneira de trabalhar, com uma divisão de trabalhos saudável e estimulante, certamente ajuda a organização como um todo a obter os melhores resultados.

  • Conheça sua equipe

O primeiro passo para delegar tarefas é conhecer a sua equipe. Busque entender em qual área cada membro se destaca e quais as habilidades cada um possui. Procure reconhecer quem está preparado para receber tarefas que envolvem mais responsabilidade, e treine aqueles que não estão tão preparados assim. O objetivo é construir uma equipe unida, em sintonia e vencedora!

  • Delegue, não ordene

A maior dica que posso oferecer é: não seja um líder autoritário, que acha que delegar tarefas é simplesmente mandar o outro fazer alguma coisa por você. Delegar envolve dividir. É preciso sentar com seu funcionário e analisar a tarefa, buscando esclarecer dúvidas. É importante garantir que ele entendeu o que precisa ser feito e que está seguro para realizar o trabalho.
É papel do líder trabalhar juntamente com a equipe, apoiando-a e motivando-a para dar o seu melhor. Mas lembre-se: se um membro da sua equipe falhar, a responsabilidade não será somente dele. Será sua também, pois foi você quem o escolheu para aquela tarefa. Por isso é tão importante saber com quem você está trabalhando e se aquela pessoa é a mais indicada para determinado tipo de serviço. Mas não se desespere! Aqui tem algumas dicas sobre o que fazer caso isso aconteça.

  • Acompanhe a realização da tarefa

Seu trabalho não acaba quando você delega a tarefa. Agora você terá que acompanhar a sua realização, para averiguar se o trabalho está indo no caminho certo ou se está saindo da rota. Uma boa dica para monitorar a atividade da sua equipe é usar um software de agendamento, que nada mais é do que um aplicativo que irá mostrar o passo a passo de cada tarefa: quem está fazendo o que, quando os trabalhos foram concluídos e qual o próximo passo. Um exemplo é o Asana, que ajuda no controle direto de tarefas, na criação de prazos, e conta com atualizações automáticas de status, envio de notificações por e-mail, e comentários dos membros. Esse programa é gratuito para até 30 integrantes — para uso por mais pessoas, passa a ser pago.

  • Dê feedback constante

Não espere a tarefa ser concluída para dizer se está boa ou não. Dê retornos constantes aos seus funcionários, para que eles saibam se estão acertando ou não. Isso significa saber dizer de forma calma, clara e pontual o que não está bom e ajudá-lo a entender como fazer corretamente. Não vá deixar chegar ao final para perceber que a tarefa não foi bem-sucedida!
Seguindo essas minhas dicas, tenho certeza de que você saberá como delegar tarefas corretamente, garantindo o sucesso da sua equipe e do seu negócio! 
Copiado: https://guiaempreendedor.com/

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Estratégia de Conteúdo

Estratégia de conteúdos é o planeamento da criação, promoção e medição do conteúdo que atrai visitantes para o seu website, criando interações que vão ao encontro das necessidades da sua audiência ou negócio. 

Estratégia de conteúdos é um plano de marketing de conteúdos. Isto é o plano que atrai visitantes e leva-os a algum tipo de ação, de forma a gerar procura e interesse através do conteúdo.
Pode ser estruturado logo ao princípio, referenciado semanalmente ou mensalmente, e dar-lhe uma revisão anualmente (ou antes, se necessário). Pode incluir todas estas coisas em baixo.
  1. Missão
  2. Audiência
  3. Tópicos
  4. Palavras-chave
  5. Líderes de opinião/influenciadores
  6. Promoção social e por email
  7. O plano
  8. Medição e otimização

1. Missão

As empresas têm uma missão (visão) e valores. Estes conceitos descrevem o porquê de elas existirem. Mas marcas têm declarações de posicionamento, que descrevem o valor que apresentam ao mundo. Os estrategas de conteúdo vão para além destes conceitos.
Uma declaração da missão descreve o conteúdo que apresentamos à nossa audiência e como vai ajudar o nosso público-alvo. Pode-se assemelhar á declaração da missão que um jornal (online ou tradicional) usa.
De acordo com Joe Pulizzi do CMI, pode preencher os espaços em parênteses recto com a sua informação.
[A nossa empresa] é o sítio onde [a nossa audiência] recebe [certa informação] que apresenta [certo benefício].
Este é o seu ponto de partida, o seu guia. Tome nota da frase anterior e personalize-a à sua medida, porque tudo o que publicar deverá alinhar com isso. Uma declaração de missão tem força por se concentrar na audiência e nos benefícios.

2. Audiência

Saber quem é a sua audiência, os medos e desejos deles, é importante se quiser ter relevância no mercado atual. Este processo envolve elaborar o buyer persona. Temos de conhecer o mercado para lhe dar aquilo que eles estão à procura.
"Se ajudares pessoas suficientes a obterem aquilo que querem, irás ter aquilo que queres. – Zig Ziglar"
Eis algumas perguntas que poderão ajudar dependendo do mercado.

Mercado empresarial (B2B)

  • Onde é que eles trabalham e cargos que desempenham?
  • O que eles precisam?
  • O que os motivará a fazer uma compra
  • Quais as dores e preocupações que os impedem de comprar?
  • Quem é a pessoa que toma a decisão final?
  • Eles são o comprador económico ou comprador técnico?
  • Quem os influencia na tomada de decisão de compra?

Mercado consumidor (B2C)

  • Que idade têm e onde moram?
  • O que eles precisam
  • Quais os gostos e preferências deles?
  • Quais as dores e preocupações que os impedem de comprar?
  • Quem é a pessoa que toma a decisão final?
  • Como é o estilo de vida deles e que impacto tem isso na decisão de compra
  • Quem os influencia na tomada de decisão de compra?

3. Tópicos

O tópico apropriado é aquele que responde às questões que a audiência coloca, pois ajuda-os na tomada de decisão de compra. Bom conteúdo é informativo (aprender), útil (fazer) ou de entretenimento (sentir).
Quando se cria algo que não está dentro desses 3 parâmetros, então é publicidade promocional. Se assim for, não publique o seu conteúdo.

Palavras-chave

Chega-se a descobrir certos tópicos como relevantes de serem usados num próximo artigo ou conteúdo ao investigar certas palavras-chave; outras vezes o tópico poderá estar determinado e tentamos encontrar uma palavra-chave que se consiga relacionar com ele.
De qualquer forma, cada página ou artigo é uma oportunidade para obter posicionamento para frases diferentes. Um bom estratega é aquele que sabe como verificar se certa frase é popular (volume) e se há alguma hipótese de conseguir posicionamento para a mesma (concorrência).

4. Líderes de opinião/influenciadores

Há pessoas na sua indústria que já têm a atenção do seu mercado. Estas poderão ser outros websites, revistas, autores ou especialistas. Eles já tem a orelha da audiência que você necessita.

    Ao encontrar estas pessoas, podemos emprestar a audiência deles e obter a atenção deles. Isto é algo que a malta da publicidade da velha guarda já fazia, mas enquanto marketers e estrategas de conteúdo, é necessário ir mais além ao agregar valor.
    • Apresente conteúdo útil para eles e publique no website deles
    • Convide-os para criar conteúdo consigo, e promovam-no juntos
    • Entreviste-os e coloque o conteúdo no seu website
    • Crie algo de qualidade, que agregue valor não só para a sua audiência (e a dele) com também para o influenciador. Se fizer o seu pitch para o influenciador de forma genuína, destacando as vantagens para ele(a) e a sua audiência, juntos poderão criar algo que o vosso mercado irá gostar e partilhar.
      5. Promoção social e por email
      O conteúdo tem de ser bom, mas não é tudo. Não tem de ser o melhor, apenas tem de ser bem promovido. Para tal precisamos de partilhá-lo através das plataformas sociais e de email marketing.
      Saiba qual a rede (ou redes) onde a sua audiência está mais ativa, e seja ativo aí também. Por esta altura (após ler “Audiência” anteriormente) já deverá saber bem o seu mercado e poderá já ter uma lista de seguidores, fãs ou amigos os quais pode usar.
      Aqui na agência, enviamos conteúdo através de email marketing. O email é importante, porque ninguém controla os motores de busca ou as pessoas que nos seguem nas redes sociais, mas controlamos os nossos emails. Qualquer marca, empresa, empreendedor ou marketer tem de saber fazer crescer a sua lista, de forma consentida.
      6. O Plano
      O resultado da estratégia que implantámos é um calendário de publicações, é isto que é o plano, ao qual nos comprometemos. O calendário inclui o quê, o onde e o quem.
      Não tem de ser apenas artigos num blog, pois o conteúdo pode vir em diferentes formatos (vídeo, gráficos, ebooks).
      Não tem de ser apenas colocado no nosso website, pode ser colocado em outros sítios onde a nossa audência passa o seu tempo. Isto poderá ser redes sociais, mas também outros blogs ou websites.
      Não tem de ser criado apenas por nós. Por vezes trabalhamos em co-autoria com líderes de opinião.
      7. Medição e otimização
      "Nunca investir sem medir."
      Cada ação deverá ter um resultado mensurável. Cada publicação facebook, tweet, artigo ou visitante pode ser medido. Mas a medição só por si não chega. O objetivo é melhorar e otimizar.
      Há duas formas de otimizar, uma para o tráfego e outro para a taxa de conversão. Cada ação que tomamos deve afetar uma destas medidas. Se perceber isto, é meio caminho andado.

    1. Qual do nosso conteúdo tem melhor desempenho em que canal?
    2. Que páginas/artigos motivam os visitantes a subscrever-se?
    3. Que tipo de visitantes são mais propensos a agir?

      O desempenho obtido pode variar bastante, daí ser necessário uma refinação constante por tópicos, palavras-chave, líderes de opinião, formatos e canais de propagação. Quanto mais fizermos, mais aprendemos e crescemos.
      Copiado: https://designportugal.net/

      terça-feira, 2 de outubro de 2018

      A Deslealdade no Trabalho

      Como Curar Relações Desleais de Trabalho 
      Survivor (O Sobrevivente) é um show de televisão que se popularizou (no Brasil foi criado o "No limite"), porque expõe a natureza humana – tanto o lado bom como o mau, mas principalmente o mau, porque este geralmente é mais interessante. 
      A formação e dissolução de alianças, as estratégias para ganhar ou opor-se aos outros, a mentira, a fraude e a deslealdade capturam a atenção dos espectadores. Tudo isso é feito em nome do jogo, pela sobrevivência por mais um dia, e para ganhar o grande prêmio.
      Recentemente, li comentários feitos por um psicólogo, que disse que a tática usada pelos participantes do Survivor não teria sucesso num ambiente de trabalho. O psicólogo disse que a colaboração e a confiança são ingredientes chave para alcançar sucesso no trabalho.
      Eu concordo que a colaboração e a confiança são importantes contribuições para o sucesso no trabalho. Pela minha experiência, no entanto, os espectadores assistem o Survivor porque o show apresenta os mesmos tipos de comportamento que eles veem regularmente em seus locais de trabalho. Normalmente, eles veem o comportamento do Survivor – a fraude e a manobra pelo ganho pessoal à custa dos outros – nos colegas e nas organizações para quem trabalham.
      As culturas organizacionais frequentemente encorajam a deslealdade e outros comportamentos do Survivor entre seus empregados. Podemos reconhecer facilmente os fatores que promovem esses comportamentos: objetivos incongruentes, mudança de coalizões, busca de desculpas, procura de culpados e uma história de tolerância para com as violações da confiança.
      Por exemplo, o downsizing - corte de empregados - é a versão corporativa do Survivor Island. Isso coloca os empregados uns contra os outros – nem todos vão sobreviver, e alguns dos que sobreviverem serão beneficiados pelo corte. Esses cortes também promovem a construção de coalizões e encorajam a comunicação falsa ou ilusória para esconder as demissões que se seguirão. 
      As companhias que realizam esses cortes têm dificuldade para construir equipes eficientes e obter a cooperação dos trabalhadores. Também, são as que muitas vezes queixam-se de que os empregados não são mais leais aos seus empregadores. Será que eles esperam, realmente, que os trabalhadores sejam leais a companhias que os tratam como mercadorias?
      Existem três tipos de deslealdade: (1) não intencional, (2) premeditada, e (3) oportunista. 
      • A deslealdade não intencional viola a confiança sem a intenção de fazer isso. Por exemplo, um trabalhador pode revelar, inadvertidamente, informações confidenciais sem a intenção de fazê-lo. Esse é o clássico deslize da língua.
      • A deslealdade premeditada consiste em entrar numa relação de confiança para trair a outra pessoa. Os espiões são exemplos de deslealdade premeditada. Isso acontece, muitas vezes, durante as fusões de empresas. Por exemplo, os diretores da empresa adquirente garantem aos executivos da companhia adquirida que eles terão emprego na nova organização. Eles sabem que, assim que obtiverem informações importantes dos empregados, ou que os empregados completarem projetos críticos de curto prazo, a companhia vai demiti-los.
      • Os traidores oportunistas pretendem trair a outra parte mas não entram na relação com essa finalidade. As circunstâncias adequadas e a crença de que eles vão ganhar mais através da traição do que agindo com integridade fazem com que o oportunista ceda à tentação. O traidor oportunista avalia os benefícios potenciais da deslealdade, a probabilidade de ser pego e a severidade das penalidades que sofrerá caso seja descoberto.
      A maioria das traições são oportunistas. Colegas de trabalho não têm a intenção de trair uns aos outros. Eles simplesmente o fazem quando surge a oportunidade. As fofocas, as punhaladas pelas costas, o crédito não merecido por trabalhos executados por outros colegas, são exemplos de deslealdade no local de trabalho.
      As organizações que experimentam falta de confiança dos empregados geralmente cometem atos desleais não intencionais ou oportunistas. Delegação fraca, falta de comunicação, mudança constante de prioridades. Estilos abusivos de gerenciamento e reorganizações repetidas para encobrir a falta de bom gerenciamento são exemplos de comportamentos que os empregados podem perceber como deslealdade em relação à sua confiança. Embora as ações pareçam mínimas isoladamente, elas se somam para criar uma cultura caracterizada pela falta de confiança e por sentimentos de deslealdade.

      As organizações fazem tudo isso em nome do jogo dos negócios ("Foi uma decisão de negócio"), e da sobrevivência por mais um dia. Para construir e manter a confiança dentro do local de trabalho, devemos mudar o jogo que estamos jogando.
      Sete Passos para Curar uma Relação Desleal de Trabalho
      A deslealdade à confiança no local de trabalho é comum, e seus efeitos são duradouros. Os trabalhadores experimentam a traição de seus colegas, de seus dirigentes e da própria organização. As experiências de deslealdade vão desde a falta de comparecimento a um compromisso até a sabotagem deliberada.
      Reconstruir relações de confiança e vencer sentimentos de deslealdade são elementos essenciais para muitas organizações. A falta de confiança, a desilusão, e o cinismo muitas vezes contaminam as organizações. Quando dou consultoria a algumas organizações, as pessoas me pedem, muitas vezes, curas rápidas para os problemas de confiança do pessoal entre si e na organização. Infelizmente, as curas milagrosas geralmente não funcionam.
      Uma vez violada uma relação de confiança, o reparo não é fácil. As pessoas reconstroem a confiança lenta e deliberadamente. As pessoas que foram vítimas de violações procuram permanentemente exemplos de deslealdade. Elas estão em constante alerta. Para reparar sua reputação prejudicada, o traidor deve demonstrar continuamente seu melhor comportamento.
      Os sete passos vão ajudar a reparar o prejuízo causado por relações desleais. Esses passos podem parecer uma terapia, porque são parte de um processo terapêutico para indivíduos e organizações.
      Passo UM: Observe e conheça a situação. Comente sobre a falta aparente de confiança e a deslealdade percebida. Reconheça conscientemente o que as pessoas percebem subconscientemente, ou aquilo que comentam na intimidade.
      Passo DOIS: Aborde sentimentos e emoções. A deslealdade, e sua percepção, machucam. Você deve abordar as emoções que as pessoas estão experimentando. Deixe-as falar em segurança. Ouça. Empatize. Compreenda o que as pessoas experimentaram e de onde elas estão vindo. Este passo não se destina a julgar quem está certo ou errado. Ao invés disso, destina-se a compreender – compreender como as pessoas percebem o que aconteceu com elas, e compreender como se sentem a respeito.
      Passo TRÊS: Obtenha suporte. Os programas efetivos de mudança pessoal encorajam as pessoas a obter suporte. O mesmo é verdadeiro para os programas de mudança na organização. Obtenha auxílio de especialistas que podem facilitar o processo de cura, ou que já passaram por situações semelhantes. Os empregados podem necessitar do apoio de conselheiros para guiá-los ao longo do processo de mudança.
      Passo QUATRO: Aprenda com a experiência. Ressignifique a experiência, para aprender com ela. O que aprendemos com isso? O que vamos fazer de maneira diferente na próxima vez? Como podemos impedir que isso aconteça de novo? Como podemos olhar para a experiência de modo diferente, a fim de beneficiar-nos dela? Você não pode mudar o passado, mas pode vê-lo de modo diferente, procurando descobrir o que aprendeu com essa experiência.
      Passo CINCO: Assuma a responsabilidade. Como você contribuiu para a situação? Que papel você exerceu na deslealdade? Este passo pode incluir o reconhecimento de seus motivos e expectativas.
      Passo SEIS: Perdoe. Perdoe a si próprio e perdoe os outros. O perdão é terapêutico. O perdão é importante para fazer a situação passar. Através do perdão você libera a si próprio, a outra pessoa e o evento. O perdão não significa que você seja ingênuo ou tolo. Você deve tomar as providências necessárias para proteger-se contra novas traições.
      Passo SETE: Vá em frente. Deixe a situação passar e vá em frente. Mais uma vez, isso não significa que você deva esquecer. Você pode lembrar da situação e o que você aprendeu dela, de modo a não cometer novamente os mesmos erros. Focalize-se no futuro.
      Este processo funciona tanto para os indivíduos como para as organizações. As organizações, muitas vezes, tentam ignorar as traições percebidas ou encobri-las porque acham que não são importantes. Os atos que conduzem a sentimentos de traição podem parecer pequenos e não intencionais. Brevemente, a organização vai se encontrar atolada na desconfiança e no cinismo. 
      Os dois primeiros passos do processo de cura são críticos. Para reconstruir uma relação de confiança com os empregados, a organização deve reconhecer o que foi que ela fez, e deixar que os empregados expressem seus sentimentos.
      Os dirigentes podem usar este processo para ajudar os trabalhadores em conflito a curar e restaurar sua relação de trabalho.
      A traição da confiança pode destruir as relações de trabalho. Use o processo de cura para ajudar a reparar as relações prejudicadas. Mas não espere milagres, porque, uma vez violada, a confiança é difícil de restaurar.
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