terça-feira, 7 de agosto de 2018

Qual a Diferença entre Gestão de Negócios e Administração?

Você, em algum momento, já pensou que ambos significavam a mesma coisa? 
Se sim, não se sinta mal, até porque os dois conceitos costumam ser empregados como sinônimos em muitas leituras. Eles estão, à primeira vista, muito ligados a atividades como coordenar, organizar e controlar uma empresa. 
No entanto, a diferença entre gestão e administração de negócios é um pouco maior do que se imagina.
Por isso, vamos detalhar pelo que cada área é responsável e, assim, esclarecer suas diferenças. Acompanhe nas próximas linhas!

As particularidades de um administrador

Como o conceito de administrar uma empresa é mais antigo, começaremos por ele. O administrador é responsável, basicamente, por organizar, controlar e dirigir os recursos internos (humanos, financeiros, materiais, informacionais e comerciais) para atingir determinados objetivos. A intenção é alcançar essas metas com eficiência, isto é, produzir o que é preciso com a maior economia possível.
Seu enfoque é mais racional, técnico e voltado para os processos administrativos, como planejamento, organização, direcionamento e controle. Algumas tarefas, dentro dessas quatro fases, que passam pelo crivo do administrador são:
  • Analisar os ambientes externo e interno para definir as oportunidades, ameaças, pontos fortes e fracos de uma organização;
  • Definir objetivos, processos produtivos, estratégias de venda, políticas de negócio, cronogramas, orçamento e indicadores de desempenho;
  • Organizar o espaço e o tempo de trabalho;
  • Delegar tarefas;
  • Medir o desempenho;
  • Identificar erros e otimizar processos, estratégias e campanhas;
  • Avaliar os resultados finais, realizar balanço financeiro, etc.
Percebe-se que a administração se posiciona no mais alto ponto hierárquico de uma empresa, tentando entendê-la e comandá-la em sua totalidade. Ela se sobrepõe e controla, mesmo que superficialmente, áreas estratégicas, como vendas, marketing, recursos humanos, financeiro, logística, entre outras.

Pode-se dizer que o gestor tem uma amplitude de atuação maior do que o administrador. No entanto, ele está em um nível mais abaixo hierarquicamente. Isso porque a gestão engloba as questões gerenciais de uma empresa.
bom gestor é o responsável por executar as determinações impostas pela administração. É um profissional mais participativo, que trabalha de perto com os colaboradores, apontando os caminhos para que esses entreguem os resultados necessários para atingir os objetivos do negócio — com o mesmo intuito de eficiência (mais produtividade com redução de custos).
O ato de gerir também é um dos pilares da administração, pois é o que está mais próximo dos agentes que colocam em prática o planejamento de uma empresa, ou seja, os funcionários.
Para você ter uma ideia melhor das diferenças de funções entre ambos, confira os dois exemplos a seguir:
• O diretor de vendas é um administrador quando convoca uma reunião com sua equipe para revisar os resultados obtidos no mês, apresenta as características da próxima campanha, fala do público-alvo e define as novas metas;
• O diretor da mesma área também é um gestor quando promove treinamentos aos vendedores, media conflitos entre eles ou com clientes, define ou corrige técnicas de vendas, mostra habilidade para tomar decisões pontuais, oferece autonomia para o time e premia ou reconhece os esforços dos seus funcionários.
Pode-se concluir, então, que administração e gestão são conceitos complementares. Enquanto o primeiro é a função determinante, o segundo é o ato executivo. Para tornar uma empresa mais produtiva, eficiente e eficaz, é fundamental que o administrador seja um bom gestor e vice-versa. Ou seja, você não precisa escolher ser um ou outro, mas sim absorver os dois conceitos e ser um profissional mais completo.
Copiado: igceducacao.com.br

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Pare de Reclamar e Reaja

A vida não anda como você gostaria? Ok… Mas, e daí? 
Por causa de uma pessoa, de uma situação, de algo que aconteceu você vai se deixar derrubar completamente? Não ceda seu poder pessoal para outra pessoa! Chega de tantas desculpas, pare de olhar para o vizinho e assuma a sua vida. 
Dê um basta nas atitudes que te aproximam do fundo do poço: chorar, se queixar, reclamar, se vitimizar, se achar o pobre coitado…
É hora da reação. 
Ninguém aguenta conviver com uma pessoa que só enxerga o lado ruim da vida. Ninguém aguenta trabalhar com alguém que só critica. Ninguém aguenta estar com alguém que não consegue olhar para além de si mesmo. Ninguém aguenta ficar perto daquele que não se pode nem perguntar: Bom dia, tudo bem?Que logo em seguida deslancha falando de tudo o que não anda bem na sua vida…
  • Será que você é uma dessas pessoas? 
  • Não sabe? 

Preste atenção ao que está acontecendo ao seu redor. 
  • As pessoas estão te evitando? 
  • A conversa não flui mais como antigamente? 
  • É só você quem fala durante o que era para ser um diálogo? 
  • O teor das conversas é praticamente só dor, doença, desgraças, comparações, críticas, queixas… 
  • Seu semblante já passa a ideia de sofrimento? 
  • Sua postura é curvada? 
  • Seu olhar procura motivos para reclamar no seu dia a dia?  

Sim? Então pare com isso. Acorde! 
  • O que você pensa que está fazendo consigo mesmo quando só sabe reclamar, se achar o menor em tudo? 
  • Onde você acha que vai chegar com essa postura de derrotado na vida? 

É… Palavra forte: derrotado. 
Porém, é assim que muitas pessoas vêm agindo diante da vida: esperando o tempo passar para morrer, esperando que alguém note o quanto é infeliz nessa vida, tomando atitudes que as comprometam para evidenciarem o quanto são as vítimas do mundo…
Qual o resultado de tanta energia desperdiçada? 
Um belo ponto de atração para que a vida se encarregue de trazer mais do que se queixar. Se só sei reclamar, mais situações acontecerão para que eu continue reclamando. 

Quanto mais evidenciar em minha vida o lado ruim das coisas e pessoas, mais elas se afastarão de mim.
Ser negativo é uma opção pessoal de cada um! Você escolhe sobre o que quer falar, o que quer pensar, o que quer sentir e até mesmo agir. Mesmo em momentos de divergências na vida, sempre há meios de mudar essa energia. Sempre há alternativas para compreender o que está acontecendo e seguir em frente feliz.
Copiado: http://www.luzdaserra.com.br

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Felicidade e Competência não se Terceiriza

A terceirização se revela como uma das alternativas para se obter uma maior produtividade quando o objetivo é produzir mais com menos. Porém, quando o propósito é ser mais feliz ou aumentar a competência, a terceirização parece não ser o melhor caminho. 
A felicidade e a competência começam dentro de nós e são atributos de nossa inteira responsabilidade.
A altitude que um indivíduo poderá alcançar é diretamente proporcional à sua atitude. A grandeza humana está em assumir e não em “sumir” da responsabilidade por seus erros e fracassos. 
Grandes realizações estão reservadas para as pessoas de ação; elas não permitem que a ‘paralisia’ das desculpas e do medo as dominem, e se permitem errar e aprender com seus erros com a certeza de que eles não existem, existem apenas resultados.

A construção de todos os nossos recursos mentais e físicos é feita a partir de imagens mentais, diálogos internos, sensações e sentimentos. O sucesso começa em sua atitude. Outras pessoas e as circunstâncias só produzem em nós o que permitimos. Dez por cento de nossas mazelas são produtos do que nos acontece, os noventa por cento restantes são produtos de nossa interpretação dos fatos. 
A ‘síndrome do coitadinho’ e a autopiedade podem servir muito bem para chamar a atenção de outras pessoas, porém, o seu custo é a perda da autoconfiança, autorrespeito e do respeito dos que nos cercam.
O ser humano é como um computador que veio ao mundo sem o manual de usuário. Aprende-se novos comportamentos e apreende-se novos conhecimentos, observando, experimentando e modelando comportamentos bem sucedidos. 
A vida é curta para aprendermos somente através de nossas tentativas, erros e acertos. É sábio aprender a partir das experiências alheias.
tempo vale mais do que o dinheiro. Valer-se de consultores, mentores e coaching, é um excelente atalho para a prosperidade. 
As ciências se multiplicaram neste último século de tal maneira que conhecimento e experiência, que outrora eram recursos caros e escassos, tornaram-se abundantes e relativamente baratos. Se você ainda os acha caros, com certeza ainda desconhece o quanto valem.
A intensidade de nossa vontade é o que determina até aonde podemos chegar. A ação é proporcional ao quanto desejamos o sucesso. Nosso cérebro é um mecanismo cibernético na busca de objetivos. Segundo a Wikipédia: “a cibernética é a ciência da comunicação e do controle, seja nos seres vivos, ou seja nas máquinas. 
A comunicação é que torna os sistemas integrados e coerentes, e o controle é que regula o seu comportamento”.
Defina seu estágio atual, os problemas que está enfrentando, as dificuldades e insatisfações, e o estado desejado. Também pense sobre onde estará e como estará se sentindo quando alcançar os seus objetivos.

É um passo muito importante para a sua vitória, escrever as suas metas e lê-las três vezes ao dia, antes do café da manhã, antes do almoço e antes de dormir, acrescidas das palavras: “Eu quero!” (ação),“Eu posso!” (habilidades) “Eu mereço!”, “Eu me permito!” (crenças). 
Seus limites são determinados pelas suas crenças. Se você acredita que é capaz de fazer alguma coisa ou que não é capaz, em qualquer caso está certo.
Por:  Soeli de Oliveira - https://www.campograndenews.com.br

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Mantenha os Influenciadores Digitais Bem Perto da Sua Empresa

Graças à internet e às redes sociais, eles estão (mesmo) em todos os lugares e são famosíssimos, apesar de, muitas vezes, circularem incógnitos pelas ruas. E, acredite, já se tornaram vitais para a sobrevivência de muitas empresas. São os chamados influenciadores digitais, que arregimentam milhões de seguidores, fiéis aos seus posts e às suas indicações – o que, em termos de comunicação de marca, pode, literalmente, não ter preço.

Se, antigamente, o grupo dos formadores de opinião se restringia a alguns (poucos, diga-se) atores e atrizes, cantores e cantoras, jornalistas, esportistas e homens e mulheres de mídia, agora quase qualquer um pode ditar moda. E as empresas precisam entender, o mais rápido possível, que esses blogueiros, tweeteiros, youtubers, snapchaters, vloggers, instagramers e sabe-se lá quantos outros termos geeks contemporâneos são peças fundamentais em seus planos de comunicação.

De acordo com recente pesquisa do eMarketer, 45% dos consumidores em todo o mundo já dependem de suas redes sociais para orientar suas decisões de compra. E não, não se trata de um modismo. Trocando em miúdos, companhias que não fazem parte desse universo online e superconectado estão deixando de fazer bons negócios.

É aí que entra a boa gestão da comunicação corporativa. É preciso que ela esteja preparada e orientada para o “novo” consumidor, que busca cada vez mais informações na internet e precisa encontrá-las em canais confiáveis e influentes. Isso porque se uma escolha acertada pode significar ondas de sucesso no mercado como você nunca viu antes (e aqui estou falando, literalmente, de milhões de interações), um influenciador mal-intencionado pode causar estragos à imagem.

Para reconhecer os bons influenciadores digitais é preciso, antes de tudo, analisar seu comprometimento, acompanhar de perto suas postagens – para ter certeza de que o conteúdo tem mesmo qualidade e se eles postam com frequência (ou seja, se são dedicados e responsáveis) – e, só então, se suas postagens geram impacto positivo sobre os seguidores. Invista tempo esmiuçando os comentários dos seguidores, se costumam concordar mais ou menos com o post, se marcam outras pessoas, se compartilham os conteúdos etc.

Os “famosos” da internet (e uso as aspas porque muitos passariam despercebidos nos corredores dos shoppings centers) se tornaram os fiéis da balança para qualquer campanha de marca que se preze. E o melhor: eles não se restringem aos grandes centros urbanos ou ao eixo Rio-São Paulo – ou seja, é possível, por meio deles, impactar potenciais consumidores nos quatro cantos do Brasil. Isso porque uma das missões cumpridas pela web foi permitir que qualquer internauta possa produzir conteúdo independentemente de onde esteja.

A telinha é o canal. Segundo pesquisa TIC Domicílios, publicada em setembro do ano passado, existem no País cerca de 102 milhões de internautas. E o principal equipamento para acessar a rede é o telefone celular. Além disso, o brasileiro já passa mais tempo navegando na internet do que consumindo outra mídia – de acordo com estudo levado a cabo pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República no começo de 2016.

A pesquisa descobriu que 76% das pessoas acessam a internet todos os dias, com uma exposição média diária de quase 5 horas de 2ª a 6ª feira e de 4h24 nos finais de semana. Eles estão em busca, principalmente, de informações (67%) – sejam elas notícias sobre temas diversos ou informações de um modo geral – e diversão e entretenimento (67%).

A geração Millennial (nascida entre 1980 e 2000), por exemplo, deposita mais confiança em celebridades das mídias sociais do que as demais faixas etárias. Por isso, empresas de todo o mundo estão contratando influenciadores para dar uma nova cara às ações de marketing e conquistar a aprovação do público jovem. Mas fique atento, porque, também nesse cenário, nem tudo que reluz é sabre de luz! 

Pesquisa da youPIX, tabulada em setembro do ano passado, revela alguns pormenores que vale a pena destacar:
  • 40% dos influenciadores digitais com mais de 1 milhão de fãs são mulheres.
  • Somente 2% dos influenciadores digitais geram 54% das interações nas redes.
  • A rede com menor quantidade de influenciadores com mais de 1 milhão de fãs é o YouTube.

  • O que mais importa para as marcas na hora de contratar influenciadores é a relevância que eles têm junto a sua audiência.

  • Lendo os pormenores da pesquisa fica bastante claro que, ao investir em marketing via redes sociais, nem sempre a pessoa mais famosa é a que trará melhores resultados para a sua campanha. Invista, portanto, no influenciador mais estratégico e influente naquela faixa etária e perfil que você imagina ser a mais relevante para o produto/serviço em questão. 

  • E lembre-se: mais ainda do que na vida real, no mundo virtual, tanto sucesso quanto fracasso podem ser instantâneos. Portanto, a margem de erro é menor. Trabalhe bem todo o processo antes de colocar o bloco na rua. O brainstorming (aquele mesmo criado nos anos 50 e que teve seu auge nos 80/90) ainda é fundamental para que uma campanha de comunicação de marca tenha mais chances de atingir seus objetivos ao sair do papel – ou da tela do seu smartphone.

  • Por: Tania Magalhães - Comunicação Corporativa do PayPal para a América Latina

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

PENSANDO EM PEDIR DEMISSÃO? ENTÃO ESSE ARTIGO É PARA VOCÊ!

Você trabalha há muitos anos na mesma empresa e acabou perdendo o interesse por ela? Brigou com algum colega de trabalho e o ambiente se tornou insuportável? Está sendo maltratado na empresa e isso tem lhe deixado deprimido? Recebeu uma tentadora oferta de emprego e decidiu pedir demissão?
Bem, esses são alguns dos motivos que normalmente levam uma pessoa a pedir demissão e se você chegou até aqui é bem provável que esteja passando por alguma situação parecida não é mesmo?
Sabendo disso, este artigo tem como principal função permitir que o empregado aprenda sobre:

 O Aviso Prévio nos pedidos de demissão

 Aqui é muito importante para o colaborador saber que, se realmente pretende sair da empresa e pedir a sua demissão deverá avisar a empresa com antecedência sobre o seu desejo, sendo que o prazo será de 30 dias quando o seu salário for quinzenal ou mensal e 8 dias quando receber o salário de forma semanal.
Esse aviso é importante, pois através dessa comunicação o dono do empreendimento ou o responsável por ele terá condições de procurar, em um tempo razoável, alguém para colocar no seu lugar e assim não ter o negócio prejudicado por ter sido pego de surpresa.
A CLT é clara no sentido de que, caso o funcionário saia do seu emprego sem avisar o empregador, o mesmo deverá indenizá-lo no valor de um salário pelos prejuízos decorrentes do seu pedido de demissão.
Desta forma, se realmente deseja pedir demissão do seu emprego, avise com antecedência ao seu empregador para evitar sair no prejuízo.

Quais os direitos de quem pede demissão?

 Existem alguns direitos que são comuns a todos os empregados que pedem demissão, porém para uma análise mais profunda é necessário o apoio de um advogado trabalhista.
São eles:

13° salário proporcional

Cabe ao empregado receber de forma proporcional o 13° salário correspondente ao mês em que pediu demissão.  Para descobrir o valor é necessário saber o mês que o colaborador efetivamente entrou na empresa e o mês em que este saiu e assim, descobrir a quantidade de meses trabalhados nesse período.
Por exemplo, um funcionário que entrou na empresa em janeiro e pediu a sua demissão em agosto, terá direito de receber 8/12 do valor total do 13° salário a que teria direito se tivesse trabalhado durante o ano todo.

Saldo de Salário

Esse valor corresponde à quantidade de dias trabalhados dentro daquele mês em que o funcionário pediu demissão do seu serviço. É o valor proporcional a quantidade de dias trabalhados, tendo como base o salário que receberia de forma integral caso não rescindisse o contrato, ou seja, se o funcionário trabalhou por 8 dias, deve receber por esses 8 dias em que prestou serviços para a empresa.

Férias Simples, em dobro ou proporcionais + 1/3

Neste ponto eu recomendo primeiramente a leitura do nosso outro artigo que trata sobre as férias, pois facilita a compreensão do colaborador sobre os direitos que possui nesse período principalmente sobre a questão do período aquisitivo e concessivo.
Pois bem, é importante que o empregado tenha consciência sobre as férias que tirou ou não, por quê:
Terá direito as férias em dobro sempre que ultrapassar o período que a lei determina a sua concessão pelo empregador.
As férias simples são aquelas que embora ainda esteja dentro do período de concessão pelo empregador, todo o período aquisitivo foi cumprido pelo empregado e pelo fato de ter pedido demissão não poderá usufruí-lo
e por fim, as férias proporcionais são aquelas em que o período aquisitivo ainda esteja em vigor, tendo como base sempre 12 meses de trabalho.
É importante lembrar que em todos os casos deverá ser acrescido na sua base de cálculo o valor de 1/3 correspondente ao determinado pela constituição.
Vale esclarecer ainda, que, caso o empregado peça demissão, ele não terá direito ao seguro desemprego, nem saque do seu FGTS e a multa de 40%, direitos esses devidos aos que foram demitidos sem justa causa.

Conversão do pedido de demissão em rescisão indireta

 No inicio deste artigo levantei alguns motivos que normalmente levam as pessoas a pedirem demissão.
Uma das causas mais recorrentes ocorre pelo fato das empresas não cumprirem as cláusulas presentes no contrato de trabalho, o que gera uma insatisfação no colaborar e que por não encontrar outra solução que venha a resolver o seu problema acaba pedindo demissão.
Porém, é importante mencionar que em certos casos, a atitude da empresa que levou o empregado a pedir demissão é causa suficiente para que este peça uma rescisão indireta do seu contrato de trabalho, o que normalmente é conhecido pela sociedade como a “justa causa do empregador”.
Contudo, como esse tipo de informação normalmente não é levado ao conhecimento de todos, o colaborador acaba por “pedir as contas” do trabalho sem saber que poderia ter ingressado com uma rescisão indireta.
As vantagens nesse caso é a de garantir ao trabalhador, direitos que não seriam devidos ao pedir demissão como, por exemplo, o levantamento do FGTS e a multa de 40%.
O TST, neste caso, reconheceu a conversão do pedido de demissão em rescisão indireta, pois a empresa não forneceu condições mínimas necessárias para que o seu funcionário portador de deficiência física realizasse as suas atividades.
Diante disso, a depender do caso, os motivos que levaram ou levem o colaborador a pedir demissão poderiam ter sido, na verdade, causas para a rescisão indireta do contrato de trabalho, como por exemplo, atrasos constantes de salário, não depositar o FGTS, maus tratos e etc.

Conselhos para quem está pensando em pedir demissão

 Por se tratar de um período conturbado e com muitas dúvidas para o colaborador, é sempre bom que este possua o máximo de informação útil possível para tomar a “melhor” decisão e como proceder nesses casos.
Posto isso, passo então a levantar alguns pontos que são válidos para o conhecimento do empregado.

1°) Formalize o pedido

Em casos como esse, é sempre importante formalizar sua decisão.
Por meio de uma carta de demissão descreva todos os fatores que estão levando-o a tomar essa decisão, e não se esqueça de utilizar uma linguagem mais formal para explicar os fatos. Apresente também a data do aviso prévio e como vai cumprí-lo, coloque a data em que a carta esta sendo entregue e assine com seu nome completo.
Todos esses cuidados são necessários para evitar que problemas futuros ocorram, como dúvidas quanto ao cumprimento do aviso prévio ou com relação aos motivos que o levaram a pedir demissão.

2°) Cumpra o aviso prévio

Pelos motivos que já foram explicitados no início deste artigo, é de extrema importância que o colaborador cumpra o período do aviso prévio para evitar que no futuro acabe tendo prejuízos financeiros por conta disso.

3°) Comunique primeiramente ao seu superior hierárquico

A empresa que você trabalha poderá lhe ajudar a conseguir um novo emprego futuramente, principalmente por meio de recomendação, ou até mesmo retornar para ele após um tempo.
Tendo isso em mente, o melhor a se fazer é sair da empresa mantendo um bom relacionamento com todos, e uma das formas para se evitar problemas na hora de pedir demissão é externalizar o seu desejo apenas com seu superior hierárquico.
Assim, irá evitar que fofocas ocorram no ambiente de trabalho, o que poderá acabar caindo no ouvido do seu chefe e ele provavelmente não gostará de ser o último a saber e principalmente se a história for modificada pelos colegas.
Logo, para evitar que esse tipo de situação ocorra, é importante comunicar primeiramente ao seu chefe sobre o pedido de demissão.

4°) Analise a Convenção Coletiva da sua categoria

A CCT (Convenção Coletiva de Trabalho) é um documento produzido entre os sindicatos que envolvem a sua categoria para estabelecer alguns direitos a serem cumpridos pelos empregadores e que sejam benéficos para os empregados.

Por isso, é importante que o funcionário conheça a sua CCT, pois poderá existir alguma orientação nos casos de demissão que poderá beneficiá-lo.

5°) Pese os Prós e os Contras

Pedir demissão de um trabalho, normalmente é uma tarefa difícil, logo, é necessário colocar na “balança” os prós e contras dessa decisão.
Será realmente o momento oportuno para isso? Você guardou dinheiro suficiente para se manter, caso a busca por um novo emprego seja mais complicada que o normal? Seu emprego é tão ruim assim? Conversar com seu chefe sobre a sua insatisfação não é a melhor solução? A nova proposta de emprego é realmente boa o suficiente para me tirar da atual empresa?
Perguntas como essa devem ser bem analisadas antes de qualquer atitude ser tomada, pois evitará possíveis arrependimentos futuros e que poderão não ter mais volta.

6°) Busque a Justiça do trabalho se necessário

A justiça do trabalho está aí para auxiliar o funcionário em qualquer conflito que possa existir na relação de emprego.
Relações interpessoais são realmente complicadas, infelizmente nem tudo consegue ser resolvido de forma amigável, necessitando de um terceiro para intermediar a resolução do conflito e nesse caso é a Justiça do Trabalho a responsável por definir os direitos decorrentes da relação.
Portanto, caso esteja insatisfeito e a resolução do conflito de forma amigável não tenha sido o suficiente para resolver o problema, busque a Justiça do Trabalho para reaver os seus direitos, afinal Ela está aí para lhe ajudar.

Conclusão: Seus direitos devem ser respeitados, mas a melhor decisão vai depender do resultado da “balança”

 É importante ressaltar que independente da decisão, seus direitos devem ser respeitados, sempre.
Porém, como já foi colocado no decorrer deste texto a melhor decisão vai depender da sua capacidade em medir as consequências da demissão.
Não que as consequências sejam ruins, longe disso, mas para cada atitude tomada existe uma reação proporcional ao fato.
Sair de um emprego por conta de uma oferta ($$$) realmente melhor será um grande passo para o sucesso profissional, mas, por exemplo, se o novo ambiente de trabalhado não for tão bom quanto o atual, pode ser que manter o emprego e os colegas de trabalho seja melhor do que o aumento no salário.
Refletir bastante é a melhor solução, medir os prós e os contras, responder aos questionamentos levantados neste artigo vão lhe ajudar a ter certeza da decisão a ser tomada.
Copiado: http://alexandrebastosadvocacia.com.br