quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Diferença entre: Marketing Político e Marketing Eleitoral

Muitas pessoas não sabem que existe diferença entre o marketing político e marketing eleitoral, e que a falta desta informação talvez já tenha custado alguns votos que poderiam ter mudado o resultado de alguma eleição – sem falar que ao se ignorar a diferença destes conceitos é possível que os custos de uma campanha tenham aumentado sensivelmente. 
Então, é bom que fique bem claro que não se trata apenas de uma questão de nomenclatura - já que a diferença entre o marketing político e o marketing eleitoral envolve questões como estratégia, conteúdo e muito mais. Por isso, iremos verificar neste artigo as características de cada um deles.
Marketing Político – O Marketing Político ou (Marketing de Governança) é composto por um conjunto de ações que visam divulgar as ações de um detentor de cargo eletivo durante a duração do seu mandato. Essa é a razão doMarketing Político ser composto de ações permanentes com o objetivo de criar junto ao público, uma imagem que será utilizada tanto em futuras disputas eleitorais, como também em situações em que o apoio popular é necessário para se atingir um determinado objetivo político ou social, como na propositura de novas leis ou reforma da legislação existente, por exemplo.
De acordo com a Wikipédia, “O Marketing político é o segmento específico dentro da comunicação mercadológica voltada para o ambiente político e ou eleitoral, que visa estreitar a relação de expectativa de um determinado grupo de pessoas em relação às questões que envolvem seu cotidiano e a materialização da mesma em um candidato, um governo, um partido ou um grupo político”.
Logo, o Marketing Político pode ser entendido como uma estratégia de longo prazo, que tem como objetivo principal a criação e divulgação de uma marca pessoal que será à base das futuras ações. A função desta estratégia é adequar o detentor de cargo eletivo ou postulante, ao seu eleitorado em potencial. O objetivo em um primeiro momento compatibilizar os discursos com os anseios do eleitorado e tornar a pessoa conhecida de um número cada vez maior de eleitores na sua área de influência, de forma a conquistar o apoio destes eleitores para suas ações políticas e eleitorais. O marketing político precisa ser contínuo e por isso, principalmente nos dias de hoje, quando a informação domina a sociedade, é preciso ter uma equipe constantemente cuidando desse aspecto da vida pública.
Marketing Eleitoral – Já o Marketing Eleitoral, diferentemente do marketing político puro e simples, tem como foco, única e exclusivamente as ações de comunicação e divulgação voltadas para um determinado pleito. Trata-se de uma estratégia de curto prazo e objetivo muito bem definido, e, portanto, muito mais fácil de ser analisada e mensurada.
De acordo com a Wikipédia a definição para o Marketing Eleitoral é: “um conjunto de técnicas que visam tornar um candidato a cargo público conhecido e aceito no período eleitoral, através de suas propostas e projetos”.
Então, o marketing eleitoral não pode estar dissociado do marketing político, pois um complementa o outro, tanto no período pré-eleitoral quanto pós – a história do marketing político mostra que os grandes estrategistas alinham as duas ações buscando uma sinergia entre elas.
As Estratégias do Marketing político ou Marketing eleitoral
É interessante saber que as diferenças entre o marketing político e o marketing eleitoral impactam seriamente as estratégias adotadas nas duas situações. No caso do marketing político, o foco é o Branding, ou seja, a consolidação de uma marca seja ela pessoal como no caso dos detentores de cargos públicos ou institucional, como no caso de partidos e coligações.
E a grande diferença entre marketing político e marketing eleitoral está justamente ai. Como no marketing político o objetivo é o Branding, a verificação de sua eficácia é muito mais subjetiva ao passo que no marketing eleitoral existe uma “meta de conversão” muito clara: a eleição. No caso do marketing eleitoral, como o foco é única e exclusivamente a eleição de um candidato à meta de conversão é bem mais palpável e facilmente verificada. 
Por isso, o marketing eleitoral exige estratégias que sejam mais pautadas por métricas e KPls, quando é possível se constatar numericamente se as ações implementadas estão surtindo o efeito desejado ou não.
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quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Inovação Disruptiva, O Que É Isso?

A inovação disruptiva é aquela que torna produtos e serviços já existentes nos mercados mais acessíveis ao grande público, por exemplo, a criação do PC (Personal Computer) e dos smartphones são bons exemplos de inovação disruptiva. Ela geralmente exige um alto investimento inicial e um maior tempo para o retorno financeiro, algo próximo de 5 e 10 anos em média. Mas a vantagem é permitir que a empresa responsável não só se posicione de forma privilegiada no mercado, devido ao seu efeito multiplicador, assim como contribuir para alavancar a economia, ao explorar novos mercados e gerar empregos.

O segundo momento desta inovação é sustentável, já que ela ajuda a aperfeiçoar os produtos a fim de manter a demanda por eles aquecida e os mercados, ativos. Esse tipo de inovação não chega a criar um novo mercado e concorre com outras empresas de forma mais tradicional. Ela colabora para, além da lucratividade da própria empresa, uma economia mais vibrante e competitiva.

O outro tipo é a inovação eficiente – aquela que prioriza a produtividade, o baixo risco e o rápido retorno financeiro dos investimentos – entre três meses e dois anos –, seguindo o famoso lema “fazer mais com menos”. Se por um lado esse tipo de inovação reduz os empregos disponíveis, o que seria ruim para a economia, por outro ele favorece o fluxo de caixa das empresas e acumula capital para que inovações – sustentáveis e disruptivas – possam ser criadas.

Acredita-se que os países onde prosperam essas inovações são aqueles cujos gestores apostam na inovação disruptiva, ou seja, na criação de tecnologias, produtos e serviços mais baratos e acessíveis. As margens de lucro são menores, mas ela tem o potencial de realizar uma revolução, deixando obsoleto quem antes era líder de mercado. Um exemplo disso é o caso do brasileiro Carlos Martins, fundador da escola de idiomas Wizard, que foi disruptivo ao criar um modelo de negócios que tornou o ensino mais acessível e se transformou na maior franquia de escolas de inglês do mundo, empregando dezenas de milhares de pessoas.

Muito se fala que investimentos feitos em indústrias baseadas em recursos naturais como o petróleo, por exemplo, serão sempre em prol das inovações de eficiência – isso quer dizer que não se pode contar com empresas desses setores para o crescimento econômico. É preciso investir em inovações disruptivas para de fato crescer e prosperar. Vejam que países como o Japão, os EUA e a Europa Ocidental também precisam se atentar para o risco da estagnação pela falta de investimento eminovações disruptivas. O mundo precisa hoje de uma inundação do capital, é possível revertê-lo em investimentos de maior risco para ampliar mercados.

Também é importante saber que as inovações disruptivas podem causam alguns efeitos colaterais nada positivos – a empresa que cresce pode derrubar outras, provocando demissões e até falência de concorrentes. Mas essa mudança de mentalidade pode trazer ótimas oportunidades para trabalhadores e empreendedores por aqui.
Saiba mais sobre as Inovações disruptivas
      O que é: Produto ou serviço que cria um novo mercado e desestabiliza os concorrentes que antes o dominavam. É geralmente algo mais simples, mais barato do que o que já existe, ou algo capaz de atender um público que antes não tinha acesso ao mercado. Em geral começa servindo um público modesto, até que abocanha todo o segmento.

·    O inventor do termo: Clayton Christensen, professor de Harvard. Ele se inspirou no conceito de “destruição criativa” cunhado pelo economista austríaco Joseph Schumpeter em 1939 para explicar os ciclos de negócios. Segundo ele, o capitalismo funciona em ciclos, e cada nova revolução (industrial ou tecnológica) destrói a anterior e toma seu mercado.
·    Quando surgiu: O termo apareceu pela primeira vez em um artigo de 1995, Disruptive Technologies: Catching the Wave. Depois, Christensen conta melhor a teoria em seus livros The Innovator’s Dilemmahttp://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=fundaestud-20&l=as2&o=33&a=B00E257S86 e The Innovator’s Solutionhttp://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=fundaestud-20&l=as2&o=33&a=B00E257S7C.


http://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=fundaestud-20&l=as2&o=33&a=B00E257S86http://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=fundaestud-20&l=as2&o=33&a=B00E257S7C
·       Para que serve: É utilizado para explicar a seguinte teoria: quando uma empresa lança uma tecnologia mais barata, acessível e eficiente, mirando margens de lucros menores, cria uma revolução. Deixando obsoleto quem antes era líder de mercado. É o oposto do que chamam de “Inovações sustentáveis” - as que não chegam a criar um novo mercado e concorrem com outras empresas de forma mais tradicional. Para que os pioneiros não fiquem vulneráveis, a única saída seria fazer auto-disrupção. Um exemplo: a própria HP investindo em linhas de PCs populares antes que a Lenovo o faça. Algumas das características das inovações disruptivas são: margens de lucro menores, mercados-alvo menores e produtos e serviços mais simples, que não parecem tão atrativos quanto às soluções existentes quando comparados com métricas de perfomance tradicionais.

·              Quem usa: Os exemplos clássicos mais clássicos são os PCs substituindo os antigos computadores mainframe; telefones celulares roubando o lugar dos fixos. Outros exemplos modernos: a Wikipedia, que exterminou milhares de vendedores de enciclopédia e serviços pagos de enciclopédias online. O Airbnb, que desestabiliza as associações hoteleiras. Aplicativos como Easy Taxi e 99Taxis, que tomaram o lugar das empresas de rádio-taxi. Serviços como o Netflix jogaram para a irrelevância as video-locadoras. E o Google, que possibilitou a milhões de pessoas viverem sem as listas telefônicas.


·    Efeitos colaterais: É comum que as inovações disruptivas deixem muitas pessoas irritadas – e o efeito colateral deste negócio é que geralmente milhões de pessoas são demitidas, acontece à falência de empresas ou pelo menos quedas repentinas no lucro que forçam concorrentes a mudar de rumos. Mas isso não quer dizer que elas prejudiquem o mundo. Pelo contrário, as inovações disruptivas dão mais informação e poder de escolha ao consumidor, facilitam processos e barateiam produtos, que assim se tornam mais acessíveis para mais pessoas. “Uma inovação disruptiva dá a novos consumidores acesso a produtos historicamente apenas disponíveis para consumidores com muito dinheiro ou habilidades”, afirmou Marc Andreessen, outro empreendedor e investidor famoso do Vale do Silício.

·        Quem é contra: Além das empresas prejudicadas, alguns teóricos e pesquisadores já questionaram a lógica da disrupção. A polêmica mais quente foi criada por um artigo recente da historiadora e professora de Harvard, Jill Lepore, na revista New Yorker. Ela argumenta que a teoria foi construída em cima de uma argumentação histórica falha, e que Christensen olhou só para exemplos que confirmavam a sua hipótese. Será? 
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terça-feira, 9 de agosto de 2016

71 Erros de Português que Precisam Sumir dos Seus E-mails

Escrever um e-mail não deveria ser uma coisa tão penosa. Não deveria ser aquele momento em que você excomunga o idioma porque hesita entre uma e outra forma de grafar as palavras. Não deveria ser como assumir um risco. 
Acima de tudo, não deveria ser um novo 7 a 1 todos os dias. Por isso, preparamos uma lista com os 71 erros de português e dúvidas ortográficas mais comuns em e-mails! Mais do que esclarecer suas dúvidas, você vai se espantar com algumas expressões que usa, mas que estão fora da norma gramatical. Guarde esta lista, caso se esqueça de algo, e aproveite para a compartilhar com seus colegas!

a) Depende do contexto
1. Ao invés de / Em vez de
“Em vez de” é usado como substituição. Ex: São Paulo em vez de BH.
“Ao invés de” é usado como oposição. Ex: Grande ao invés de pequeno.
2. De encontro a / Ao encontro de
“Ao encontro de” expressa harmonia. Ex: Obrigada! Sua ajuda veio ao encontro do que eu precisava.
“De encontro a” expressa embate. Ex: Brigaram porque a opinião dele ia de encontro ao que ela acreditava.
3. Através de / Por meio de
“Por meio de” é o mesmo que “por intermédio”. Ex: Conseguimos por meio de muito trabalho.
“Através de” expressa a ideia de atravessar. Ex: Olhava através da janela.
4. Em princípio / A princípio
“A princípio” equivale a “no início”. Ex: A princípio, achei que não seria capaz.
“Em princípio” equivale a “em tese”. Ex: Em princípio, todo homem é igual perante a lei.
5. Se não / Senão
“Senão” significa “caso contrário” ou “a não ser”. Ex: Me avise, senão vou esquecer. Não fez senão o prometido.
“Se não” é usado para expressar uma condição. Ex: Se não puder, nos avise antes.
6. Retificar / Ratificar
“Ratificar” é o mesmo que confirmar. Ex: Os dados ratificaram a previsão.
“Retificar” é o mesmo que corrigir, emendar. Ex: Vou retificar os dados da empresa.
7. À medida que / Na medida em que
“Na medida em que” equivale a “porque”. Ex: Cancelamos a reunião na medida em que a negociação havia sido adiada.
“À medida que” mostra relação de proporção. Ex: A produtividade aumenta à medida que a equipe usa a ferramenta.
8. Eminente / Iminente - “Eminente” significa “excelente”. Ex: É uma professora eminente. - “Iminente” significa deverá acontecer em breve. Ex: O sucesso do projeto é iminente.
9. Bastante / Bastantes - “Bastante” concorda com o substantivo. Só não concorda com adjetivos e advérbios. Por isso se diz “Há bastantes e-mails” e “Andei bastante rápido”. - 10. Sessão / Seção - “Sessão” com “ss” quer dizer o tempo de um evento. Ex: Sessão de cinema, ou sessão de acupuntura. - “Seção” com “ç” quer dizer “departamento” ou “divisão”. Ex: A seção de arte moderna do museu, ou a seção de carnes do supermercado.
11. Tachar / Taxar - “Tachar” com “ch” é “censurar”, “rotular”. Ex: Foi tachado de louco. - “Taxar” com “x” é receber taxa, imposto. Ex: Grandes fortunas serão taxadas.
12. Trás / Traz - “Trás” só existe na expressão “Para trás”. - Se você está se referindo ao verbo “trazer”, lembre-se da letra z nele e use sempre “traz”.
13. Descrição / Discrição - “Descrição” é o detalhamento de algo. Ex: Não havia uma descrição clara do trabalho. - “Discrição” é a qualidade do que é discreto, não chamativo. Ex: É bom ter discrição durante a negociação.
14. Afim / A fim de  - “A fim de” indica ideia de finalidade. Ex: Irei ao evento a fim de praticar o networking. - “Afim” é um adjetivo, o mesmo que “semelhante”. Ex: Temos ideias afins.
15. Desapercebido / Despercebido - “Despercebido” significa “sem atenção”. Ex: A mudança passou despercebida. - “Desapercebido” significa desprovido, desprevenido. Ex: Estava desapercebido de dinheiro.
16. De mais / Demais - “Demais” significa “excessivamente”. Também pode significar “os outros”, na expressão “os demais”. - “De mais” se opõe a “de menos”. Ex: Uns têm privilégios de mais; outros de menos.
17. Tão pouco / Tampouco - Tampouco corresponde a “também não”, “nem sequer”. Ex: Ele não fez o que pedi, tampouco o que você pediu. - Tão pouco corresponde a “muito pouco”. Ex: O fim de semana foi delicioso, mas durou tão pouco.
18. Mau / Mal - Mal opõe-se a bem. Ex: Acordo mal-humorada. Estava malfeito. - Mau opõe-se a bom. Ex: Hoje é um mau dia para conversarmos.
19. Obrigado / Obrigada - Homens dizem “obrigado”. Mulheres dizem “obrigada”.
20. Descriminar / Discriminar - “Discriminar” significa “separar” e também “discernir”. Ex: Discriminar por orientação sexual é desprezível. As notas fiscais já foram discriminadas. - “Descriminar” significa “inocentar” e também “descriminalizar”. Ex: A juíza descriminou o réu.
21. A cerca de / Acerca de - “Acerca de” é o mesmo que “a respeito de”. Ex: Deveríamos discutir mais acerca de política. Já “a cerca de” indica aproximação. Ex: Moro a cerca de 3Km daqui.
b) A forma correta é a segunda
22. Responder o e-mail / Responder ao e-mail
Lembre-se que o sentido é “dar resposta a alguém”, portanto, sempre acompanha a preposição “a”.
23. Seguem as imagens em anexo / Seguem anexas as imagens - Para a maior parte dos linguistas, é preferível adotar a expressão “no anexo”, ou ainda, usar a palavra “anexo” como adjetivo, concordando com número e gênero do substantivo a que se refere. No exemplo, o substantivo “imagens” está no feminino e no plural, gerando, portanto, “anexas”.
24. Visar o objetivo / Visar ao objetivo - O verbo visar, no sentido de almejar, pede a preposição “a”. No entanto, quando ele está junto de outro verbo, dispensa-se a preposição. Ex: Visamos viajar para o exterior este ano.
25. Precisar de fazer / Precisar fazer - Assim como o verbo anterior, “precisar” só vem junto da preposição “de” quando há um substantivo. Ex: Precisamos de mais foco. Precisavam tirar umas férias.
26. Media a reunião / Medeia a reunião - Lembre-se dos outros verbos irregulares com final “-iar”: ansiar, incendiar e odiar. Por maior que seja seu ódio, você não diz: “Eu odio”.
27. Interviu, interviram / Interveio, intervieram - O verbo “intervir”, assim como “convir”, se conjuga como o verbo “vir”. 
28. Quando dispor / Quando dispuser - O verbo “dispor”, assim como “repor”, “propor” se conjuga como o verbo “pôr”.
29. Preveu, preveram / Previu, previram - O verbo “prever”, assim como “rever”, se conjuga como o verbo “ver”.
30. Tinha chego, Tinha trago / Tinha chegado, Tinha trazido
“Chego” e “trago” só existem na expressões “Eu chego” e “Eu trago”.
31. Foi imprimido, Tinha impresso / Foi impresso, Tinha imprimido
O verbo ser pede o particípio irregular, que não termina em -do. Por isso se diz “foi impresso” e não “foi imprimido”. O verbo ter pede o particípio regular. Por isso se diz “tinha acendido” e não “tinha aceso”.
32. A curto, médio, longo prazo / Em curto, médio, longo prazo - A expressão exige a preposição “em”.
33. Por hora / Por ora - A palavra “ora” não só existe como significa “agora”.
34. Quando ver / Quando vir - “Quando vir” se refere ao verbo ver no futuro e na condicional. Ex: Quando eu te vir, vou te dar um abraço apertado! Além disso, “quando ver” não existe.
35. Eu quiz / Eu quis - A menos que você se refira a um quiz (aqui estão vários!), escreva “quis”.
36. A nível de / Com relação a - “A nível de” é uma expressão coringa, que não tem sentido próprio. Procure substituir, por ex., “a nível de Brasil” por “a nível nacional”, ou ainda melhor, por “com relação ao Brasil”. Em outros casos, a expressão é inútil. Em vez de dizer “problemas a nível de foco”, diga apenas “problemas de foco”.
37. Benvindo / Bem-vindo
Mesmo após a última reforma ortográfica, a palavra continua sendo grafada com hífen.
38. Esquecer da reunião / Esquecer-se da reunião
O verbo “esquecer” só é usado com a preposição “de” quando vem acompanhado de um pronome oblíquo (me, te, se, nos…). O mesmo vale para o verbo “lembrar”.
39. Fazem dez anos / Faz dez anos
No sentido de tempo decorrido, o verbo “fazer” só é usado no singular.
40. A dois anos / Há dois anos ou Dois anos atrás
Para indicar tempo passado, usa-se o verbo haver. O “a”, como expressão de tempo, é usado para indicar apenas tempo futuro ou distância. Ex: Falarei com o diretor daqui a cinco dias. Ele mora a duas horas do escritório.
41. Haviam muitos, Vão haver muitos / Havia muitos, Vai haver muitos - No sentido de existir, o verbo “haver” fica sempre no singular. Já nas locuções verbais, ele concorda com o sujeito. Ex: Elas haviam feito um ótimo trabalho.
42. Estamos quite / Estamos quites
“Quite” deve concordar com o sujeito a que se refere. Ex: Estou quite com você.
43. Aonde está / Onde está
“Onde” se refere a um lugar em que alguém ou alguma coisa está. “Aonde” é formado pela preposição “a”, porque indica movimento. Quem vai vai a algum lugar. Nessa mesma lógica, não existe a expressão “daonde”, pois quem vem vem de algum lugar. Existe apenas “de onde”.
44. Assistir a palestra / Assistir à palestra
O verbo assistir, no sentido de ver, exige a preposição “a”. Caso contrário, significa “ajudar”. Ex: A enfermeira assistiu o paciente por horas.
45. Admite-se vendedores / Admitem-se vendedores
Quem admite admite “algo”. Quando isso ocorre, o verbo é chamado de transitivo direto. Direto porque não há preposição entre ele e o objeto da frase, como acontece por exemplo na frase “Precisa-se de vendedores”, em que há a preposição “de”. Assim sendo, quando o verbo é transitivo direto, ele concorda com o sujeito da oração, que no nosso exemplo é “vendedores”, no plural. Portanto, “Admitem-se vendedores”.
46. Precisam-se de vendedores/ Precisa-se de vendedores
Quem precisa precisa “de algo”. Isso classifica o verbo “precisar” como transitivo indireto. Quando isso ocorre, o verbo fica no singular.
47. Implicar em retrabalho / Implicar retrabalho
O verbo “implicar” tem sentido de “requerer” e também de “acarretar” e, em ambos casos, não admite preposição.
48. Somos em cinco / Somos cinco
Não se usa a preposição “em” nessa expressão.
49. Entre eu e você / Entre mim e você
“Entre eu” só pode ser usado antes de um verbo no infinitivo. Ex.: “Passou-se um bom tempo entre eu começar o trabalho e você me ajudar.”
50. Eles tem / Eles têm
Tem refere-se à 3ª pessoa do singular do verbo “ter” no Presente do Indicativo. Têm refere-se ao mesmo tempo verbal, porém na 3ª pessoa do plural. Vêm, Convêm e Retêm
51. Chegar em São Paulo / Chegar a São Paulo
Verbos de movimento exigem a preposição “a”.
52. Preferir… do que / Preferir… a
A regência do verbo preferir é com a preposição “a” e não “do que”.
53. Meio-dia e meio / Meio-dia e meia
O correto é meio-dia e meia, pois o numeral fracionário concorda em gênero com a palavra hora.
54. Meia ansiosa / Meio ansiosa
A menos que você esteja dizendo que a meia do seu pé está ansiosa, o correto é no masculino, sempre que quiser dizer “um pouco”. No sentido de “metade”, concorde com o substantivo. Ex: Meia hora, meia xícara de chá.
55. Menas / Menos
“Menas” não existe.
56. Perca de tempo / Perda de tempo
“Perca” é verbo. Ex: Não quero que você perca sua fé em mim. “Perda” é substantivo. Foi uma perda incalculável.
c) Abandonando pleonasmos
57. Na minha opinião pessoal = Na minha opinião
58. Repetir de novo = Repetir
59. Multidão de gente = Multidão
60. Encarar de frente = Encarar
61. Duas metades iguais = Metades
62. Preferir mais = Preferir
63. Há anos atrás = Há anos ou Anos atrás
d) Descomplicando o uso da crase
Motivo de erros de português há gerações, a crase é simplesmente quando duas letras se fundem numa só: a preposição “a” e o artigo feminino “a”. - Algumas pessoas inclusive preferem ler “à” como “a a”. Tendo isso em mente, fica bem mais fácil entender quando a crase é necessária.
Veja alguns erros:
64. De segunda à sexta / De segunda a sexta - Você está dizendo “De segunda até sexta” e não “De segunda até a sexta”. Portanto, não há duas vezes o “a”. Logo, não faz sentido haver crase.
65. Das 17 até às 18h / Das 17 às 18h - É o mesmo caso que acabamos de explicar.
66. À partir de / A partir de - Nenhum verbo exige crase antes.
67. À prazo / A prazo - Prazo é uma palavra masculina e, portanto, não acompanha o artigo feminino “a”, necessário para haver crase.
68. Refiro-me aquilo / Refiro-me àquilo - As palavras “aquilo” e “aquele”, masculinas, levam acento quando provêm da fusão do “a” preposição com a letra “a” de “aquilo”. Ex: Refiro-me àquilo que você disse na reunião ontem.
69. Disse à você / Disse a você - Não ocorre crase antes de pronome pessoais (eu, você, ele, ela, nós, vocês, eles, elas), uma vez que nenhum deles vem acompanhado do artigo feminino “a”.
70. A vista, a disposição, a beira, a espera, a base / À, à, à, à, à - Sem o acento grave, todas essas expressões são apenas substantivos.
71. Vou à Curitiba, Vou a Bahia / Vou a Curitiba, Vou à Bahia
Quando estiver se referindo a cidades e países, lembre-se: Vou a, volte de… Crase pra quê? Vou a, volta da… Crase há! No exemplo: Vou a Curitiba (porque volto dE Curitiba) vs. Vou à Bahia (porque volto dA Bahia)
e) Descomplicando os porquês
Por fim, um dos mais célebres erros de português é a confusão que se faz entre os porquês. Veja como é mais simples do que parece! 
  • Sempre que a palavra “motivo” estiver implícita na expressão, use “por que”. Mesmo que não seja uma pergunta. 
  • Caso haja pontuação (seja ponto final, de exclamação ou interrogação) após, acentue a palavra “quê”, ficando “por quê”. 
  • Se é possível substituir por “pois”, use “porque”.
  • Se é possível trocar pela palavra “motivo”, use o substantivo “porquê”.

Exemplo: Você não sabe por que [motivo] eu fiz aquilo, e agora me pede que eu explique por quê. Mas eu não irei dizer o porquê! Ainda estou triste porque você me ofendeu.

Copiado:http://blog.runrun.it/