terça-feira, 11 de novembro de 2014

Noções Básicas e Historico de Almoxarifado

Noções Básicas de Almoxarifado
  • Histórico dos Almoxarifados Primitivos
O almoxarifado se constituía em um depósito, quase sempre o pior e mais inadequado local da empresa, onde os materiais eram acumulados de qualquer forma, utilizando mão-de-obra desqualificada.
Com o tempo surgiram sistemas de manuseio e de armazenagem bastante sofisticados, o que acarretou aumento da produtividade, maior segurança nas operações de controle e rapidez na obtenção das informações.
O termo Almoxarifado é derivado de um vocábulo árabe que significa " depositar".
  • Conceituação
Almoxarifado é o local destinado à guarda e conservação de materiais, em recinto coberto ou não, adequado à sua natureza, tendo a função de destinar espaços onde permanecerá cada item aguardando a necessidade do seu uso, ficando sua localização, equipamentos e disposição interna acondicionados à política geral de estoques da empresa.
O almoxarifado deverá:
  1. assegurar que o material adequado esteja, na quantidade devida, no local certo, quando necessário;
  2. impedir que haja divergências de inventário e perdas de qualquer natureza;
  3. preservar a qualidade e as quantidades exatas;
  4. possuir instalações adequadas e recursos de movimentação e distribuição suficientes a um atendimento rápido e eficiente;
Depositar materiais em um almoxarifado é o mesmo que depositar dinheiro em um banco
Portanto pode-se comparar o esquema de funcionamento do almoxarifado ao de um banco, conforme esquema abaixo :
BANCO
ALMOXARIFADO
Entrada para estoque, Ficha de depósito bancário, Nota fiscal de compra, Saída do estoque, Cheque, Requisição de material
  • Eficiência do Almoxarifado
  1. da redução das distâncias internas percorridas pela carga e do conseqüente aumento do número das viagens de ida e volta;
  2. do aumento do tamanho médio das unidades armazenadas;
  3. da melhor utilização de sua capacidade volumétrica;
  • Organização do Almoxarifado
O organograma funcional do almoxarifado está demonstrado na figura abaixo :
  1. Receber para guarda e proteção os materiais adquiridos pela empresa;
  2. Entregar os materiais mediante requisições autorizadas aos usuários da empresa;
  3. Manter atualizados os registros necessários;
Vamos analisar os setores componentes da estrutura funcional do almoxarifado :
  • CONTROLE :
Embora não haja menção na estrutura organizacional do almoxarifado, o controle deve fazer parte do conjunto de atribuições de cada setor envolvido, qual seja, recebimento, armazenagem e distribuição.
O controle deve fornecer a qualquer momento as quantidades que se encontram à disposição em processo de recebimento, as devoluções ao fornecedor e as compras recebidas e aceitas.
  • RECEBIMENTO
As atividades de recebimento abrangem desde a recepção do material na entrega pelo fornecedor até a entrada nos estoques. A função de recebimento de materiais é módulo de um sistema global integrado com as áreas de contabilidade, compras e transportes e é caracterizada como uma interface entre o atendimento do pedido pelo fornecedor e os estoques físico e contábil.
O recebimento compreende quatro fases :
  1. 1a fase : Entrada de materiais; 2a fase : Conferência quantitativa; 3a fase : Conferência qualitativa; 4a fase : Regularização
  • ARMAZENAGEM
A guarda dos materiais no Almoxarifado obedece a cuidados especiais, que devem ser definidos no sistema de instalação e nolayout adotado, proporcionando condições físicas que preservem a qualidade dos materiais, objetivando a ocupação plena do edifício e a ordenação da arrumação.
FASES
DESCRIÇÃO
1A FASE - Verificação das condições de recebimento do material; 2A FASE - Identificação do material; 3A FASE - Guarda na localização adotada; 4A FASE - Informação da localização física de guarda ao controle; 5A FASE - Verificação periódica das condições de proteção e armazenamento; 6A FASE - Separação para distribuição;
  • DISTRIBUIÇÃO
Os materiais devem ser distribuídos aos interessados mediante programação de pleno conhecimento entre as partes envolvidas.
  • DOCUMENTOS UTILIZADOS
Os seguintes documentos são utilizados no Almoxarifado para atendimento das diversas rotinas de trabalho :
  1. Ficha de controle de estoque (para empresas ainda não informatizadas) : documento destinado a controlar manualmente o estoque, por meio da anotação das quantidades de entradas e saídas, visando o seu ressuprimento;
  2. Ficha de Localização (também para empresas ainda não informatizadas) : documento utilizado para indicar as localizações, através de códigos, onde o material está guardado;
  3. Comunicação de Irregularidades : documento utilizado para esclarecer ao fornecedor os motivos da devolução, quanto os aspectos qualitativo e quantitativo;
  1. Relatório técnico de inspeção : documento utilizado para definir, sob o aspecto qualitativo, o aceite ou a recusa do material comprado do fornecedor;
  1. Requisição de material : documento utilizado para a retirada de materiais do almoxarifado;
  1. Devolução de material : documento utilizado para devolver ao estoque do almoxarifado as quantidades de material porventura requisitadas além do necessário;
PERFIL DO ALMOXARIFE
O material humano escolhido deve possuir alto grau de sentimento de honestidade, lealdade, confiança e disciplina.
RECEBIMENTO
  • Conceituação
Recebimento é a atividade intermediária entre as tarefas de compra e pagamento ao fornecedor, sendo de sua responsabilidade a conferência dos materiais destinados à empresa.
As atribuições básicas do Recebimento são :
  1. coordenar e controlar as atividades de recebimento e devolução de materiais;
  2. analisar a documentação recebida, verificando se a compra está autorizada;
  3. controlar os volumes declarados na Nota Fiscal e no Manifesto de Transporte com os volumes a serem efetivamente recebidos;
  4. proceder a conferência visual, verificando as condições de embalagem quanto a possíveis avarias na carga transportada e, se for o caso, apontando as ressalvas de praxe nos respectivos documentos;
  5. proceder a conferência quantitativa e qualitativa dos materiais recebidos;
  6. decidir pela recusa, aceite ou devolução, conforme o caso;
  7. providenciar a regularização da recusa, devolução ou da liberação de pagamento ao fornecedor;
  8. liberar o material desembaraçado para estoque no almoxarifado;
A análise do Fluxo de Recebimento de Materiais permite dividir a função em quatro fases :
1a fase - entrada de materiais ; 2a fase - conferência quantitativa; 3a fase - conferência qualitativa; 4a fase - regularização;
1a fase - Entrada de Materiais : A recepção dos veículos transportadores efetuada na portaria da empresa representa o início do processo de Recebimento e tem os seguintes objetivos :
  • a recepção dos veículos transportadores;
  • a triagem da documentação suporte do recebimento;
  • constatação se a compra, objeto da Nota Fiscal em análise, está autorizada pela empresa;
  • constatação se a compra autorizada está no prazo de entrega contratual;
  • constatação se o número do documento de compra consta na Nota Fiscal;
  • cadastramento no sistema das informações referentes a compras autorizadas, para as quais se inicia o processo de recebimento;
  • o encaminhamento desses veículos para a descarga;
As compras não autorizadas ou em desacordo com a programação de entrega devem ser recusadas, transcrevendo-se os motivos no verso da Nota Fiscal. Outro documento que serve para as operações de análise de avarias e conferência de volumes é o "Conhecimento de Transporte Rodoviário de Carga", que é emitido quando do recebimento da mercadoria a ser transportada.
As divergências e irregularidades insanáveis constatadas em relação às condições de contrato devem motivar a recusa do recebimento, anotando-se no verso da 1a via da Nota Fiscal as circunstâncias que motivaram a recusa, bem como nos documentos do transportador. O exame para constatação das avarias é feito através da análise da disposição das cargas, da observação das embalagens, quanto a evidências de quebras, umidade e amassados.
Os materiais que passaram por essa primeira etapa devem ser encaminhados ao Almoxarifado. Para efeito de descarga do material no Almoxarifado, a recepção é voltada para a conferência de volumes, confrontando-se a Nota Fiscal com os respectivos registros e controles de compra. Para a descarga do veículo transportador é necessária a utilização de equipamentos especiais, quais sejam : paleteiras, talhas, empilhadeiras e pontes rolantes.
O cadastramento dos dados necessários ao registro do recebimento do material compreende a atualização dos seguintes sistemas :
  • Sistema de Administração de Materiais e gestão de estoques: dados necessários à entrada dos materiais em estoque, visando ao seu controle;
  • Sistema de Contas a pagar : dados referentes à liberação de pendências com fornecedores, dados necessários à atualização da posição de fornecedores;
  • Sistema de Compras : dados necessários à atualização de saldos e baixa dos processos de compras;
2a fase - Conferência Quantitativa; É a atividade que verifica se a quantidade declarada pelo fornecedor na Nota Fiscal corresponde efetivamente à recebida. A conferência por acusação também conhecida como " contagem cega " é aquela no qual o conferente aponta a quantidade recebida, desconhecendo a quantidade faturada pelo fornecedor. A confrontação do recebido versus faturado é efetuada a posteriori por meio do Regularizador que analisa as distorções e providencia a recontagem.
Dependendo da natureza dos materiais envolvidos, estes podem ser contados utilizando os seguintes métodos :
  • Manual : para o caso de pequenas quantidades;
  • Por meio de cálculos : para o caso que envolvem embalagens padronizadas com grandes quantidades;
  • Por meio de balanças contadoras pesadoras: para casos que envolvem grande quantidade de pequenas peças como parafusos , porcas, arruelas;
  • Pesagem : para materiais de maior peso ou volume, a pesagem pode ser feita através de balanças rodoviárias ou ferroviárias;
  • Medição : em geral as medições são feitas por meio de trenas;
  • CONFERÊNCIA QUALITATIVA
Visa garantir a adequação do material ao fim que se destina. A análise de qualidade efetuada pela inspeção técnica, por meio da confrontação das condições contratadas na Autorização de Fornecimento com as consignadas na Nota Fiscal pelo Fornecedor, visa garantir o recebimento adequado do material contratado pelo exame dos seguintes itens:
  1. Características dimensionais;  Características específicas; Restrições de especificação;
  • MODALIDADES DE INSPEÇÃO DE MATERIAIS
São selecionadas a depender do tipo de material que se está adquirindo, quais sejam :
  1. Acompanhamento durante a fabricação : torna-se conveniente acompanhar in loco todas as fases de produção, por questão de segurança operacional;
  2. Inspeção do produto acabado no fornecedor : por interesse do comprador, a inspeção do P. A. será feita em cada fornecedor;
  3. Inspeção por ocasião do fornecimento : a inspeção será feita pôr ocasião dos respectivos recebimentos.
  • DOCUMENTOS UTILIZADOS NO PROCESSO DE INSPEÇÃO :
  1. especificação de compra do material e alternativas aprovadas;
  2. desenhos e catálogos técnicos;
  3. padrão de inspeção, instrumento que norteia os parâmetros que o inspetor deve seguir para auxiliá-lo a decidir pela recusa ou aceitação do material.
  • SELEÇÃO DO TIPO DE INSPEÇÃO
A depender da quantidade, a inspeção pode ser total ou por amostragem, utilizando-se de conceitos estatísticos.
A análise visual tem por finalidade verificar o acabamento do material, possíveis defeitos, danos à pintura, amassamentos.
A análise dimensional tem por objetivo verificar as dimensões dos materiais, tais como largura, comprimento, altura, espessura, diâmetros.
Os ensaios específicos para materiais mecânicos e elétricos comprovam a qualidade, a resistência mecânica, o balanceamento e o desempenho de materiais e/ou equipamentos.
Testes não destrutivos de ultra-som, radiografia, líquido penetrante, dureza, rugosidade, hidráulicos, pneumáticos também podem ser realizados a depender do tipo de material.
  • REGULARIZAÇÃO
Caracteriza-se pelo controle do processo de recebimento, pela confirmação da conferência qualitativa e quantitativa, respectivamente por meio do laudo de inspeção técnica e pela confrontação das quantidades conferidas versus faturadas.
  1. liberação de pagamento ao fornecedor ( material recebido sem ressalvas);
  2. liberação parcial de pagamento ao fornecedor;
  3. devolução de material ao fornecedor;
  4. reclamação de falta ao fornecedor;
  5. entrada do material no estoque;
  • Documentos envolvidos na Regularização :
Os procedimentos de Regularização, visando à confrontação dos dados, objetivando recontagem e aceite ou não de quantidades remetidas em excesso pelo fornecedor, envolvem os seguintes documentos :
  1. nota Fiscal;
  2. conhecimento de transporte rodoviário de carga;
  3. documento de contagem efetuada;
  4. relatório técnico da inspeção inspeção;
  5. especificação de compra;
  6. catálogos técnicos;
  7. desenhos;
  • Devolução ao Fornecedor
O material em excesso ou com defeito será devolvido ao Fornecedor, dentro de um prazo de 10 dias a contar da data do recebimento, acompanhado da Nota Fiscal de Devolução, emitida pela empresa compradora.
INTERFACES DO SISTEMA DE RECEBIMENTO DE MATERIAIS
Falta figura
  • ARMAZENAGEM
A correta utilização do espaço disponível demanda estudo exaustivo das cargas a armazenar, dos níveis de armazenamento, das estruturas para armazenagem e dos meios mecânicos a utilizar.
Indica-se a real ocupação do espaço por meio do indicador " taxa de ocupação volumétrica", que leva em consideração o espaço disponível versus o espaço ocupado.
Para entendermos plenamente a utilização do espaço vertical, há que se analisar a utilidade de paletes para a movimentação, manuseio e armazenagem de materiais. A paletização vem sendo utilizada em empresas que demandam manipulação rápida e armazenagem racional, envolvendo grandes quantidades. A paletização tem como objetivo realizar, de uma só vez, a movimentação de um número maior de unidades. Ao pallet é atribuído o aumento da capacidade de estocagem, economia de mão-de-obra, tempo e redução de custos. O emprego de empilhadeiras e pallets já proporcionou a muitas empresas economia de até 80 % do capital despendido com o sistema de transporte interno.
Inicialmente os pallets eram empregados na manipulação interna de armazéns e depósitos e hoje acompanham a carga, da linha de produção à estocagem, embarque e distribuição. Em razão da padronização das medidas do pallet pelos países como Estados Unidos e Inglaterra, eles passaram a ser utilizados através dos continentes em caminhões, vagões ferroviários e embarcações marítimas.
E o que é um palete ?
Trata-se de uma plataforma disposta horizontalmente para carregamento, constituída de vigas, blocos ou uma simples face sobre os apoios, cuja altura é compatível com a introdução dos garfos da emplilhadeira, e que permite o agrupamento de materiais, possibilitando o manuseio, a estocagem, a movimentação e o transporte num único carregamento.
Falta figura
Os pallets são plataformas, nas quais as mercadorias são empilhadas, servindo para unitizar, ou seja, transformar a carga numa única unidade de movimentação.
  • VANTAGENS DA UTILIZAÇÃO DE PALETES
  1. Melhor aproveitamento do espaço disponível para armazenamento, utilizando-se totalmente do espaço vertical disponível, por meio do empilhamento máximo;
  2. Economia nos custos de manuseio de materiais, por meio da redução do custo da mão-de-obra e do tempo necessário para as operações braçais;
  3. Possibilidade de utilização de embalagens plásticas ou amarração por meio de fitas de aço da carga unitária, formando uma só embalagem individual;
  4. Compatibilidade com todos os meios de transporte (marítimo, terrestre, aéreo);
  5. Facilita a carga, descarga e distribuição nos locais acessíveis aos equipamentos de manuseio de materiais;
  6. Permite a disposição uniforme de materiais, o que concorre para a desobstrução dos corredores do armazém e dos pátios de descarga;
  7. Os paletes podem ser manuseados por uma grande variedade de equipamentos, como empilhadeiras, transportadores, elevadores de carga e até sistemas automáticos de armazenagem;
  • Estudo do layout
Alguns cuidados devem ser tomados durante o projeto do layout de um almoxarifado, de forma que se possa obter as seguintes condições :
  1. máxima utilização do espaço;
  2. efetiva utilização dos recursos disponíveis ( mão de obra e equipamentos );
  3. pronto acesso a todos os itens;
  4. máxima proteção aos itens estocados;
  5. boa organização;
  6. satisfação das necessidades dos clientes.
No projeto de um almoxarifado devem ser verificados os seguintes aspectos :
  1. itens a serem estocados ( itens de grande circulação, grande peso e volume);
  2. corredores (facilidades de acesso);
  3. portas de acesso (altura, largura);
  4. prateleiras e estruturas (altura x peso );
  5. piso (resistência).
  • Critérios de Armazenagem
Dependendo das características do material, a armazenagem pode dar-se em função dos seguintes parâmetros :
  1. fragilidade; b) combustibilidade;  c) volatilização; d) oxidação; e) explosividade;
  1. intoxicação;
  2. radiação;
  3. corrosão;
  4. inflamabilidade;
  5. volume;
  6. peso;
  7. forma;.
Os materiais sujeitos à armazenagem não obedecem regras taxativas que regulem o modo como os materiais devem ser dispostos no Almoxarifado. Por essa razão, deve-se analisar, em conjunto, os parâmetros citados anteriormente, para depois decidir pelo tipo de arranjo físico mais conveniente, selecionando a alternativa que melhor atenda ao fluxo de materiais:
  1. armazenagem por tamanho : esse critério permite bom aproveitamento do espaço;
  2. armazenamento por freqüência : esse critério implica armazenar próximo da saída do almoxarifado os materiais que tenham maior freqüência de movimento;
  3. armazenagem especial, onde destacam-se :
  1. os ambientes climatizados;
  2. os produtos inflamáveis, que são armazenados sob rígidas normas de segurança;
  3. os produtos perecíveis ( método FIFO)
  1. Armazenagem em área externa : devido à sua natureza, muitos materiais podem ser armazenados em áreas externas, o que diminui os custos e amplia o espaço interno para materiais que necessitam de proteção em área coberta. Podem ser colocados nos pátios externos os materiais a granel, tambores e “containers” , peças fundidas e chapas metálicas.
  2. Coberturas alternativas : não sendo possível a expansão do almoxarifado, a solução é a utilização de galpões plásticos, que dispensam fundações, permitindo a armazenagem a um menor custo.
Independentemente do critério ou método de armazenamento adotado é oportuno observar as indicações contidas nas embalagens em geral, conforme mostram as figuras abaixo :
  • Localização de Materiais
O objetivo de um sistema de localização de materiais é estabelecer os meios necessários à perfeita identificação da localização dos materiais. Normalmente é utilizada uma simbologia (codificação) alfanumérica que deve indicar precisamente o posicionamento de cada material estocado , facilitando as operações de movimentação e estocagem.
O almoxarife é o responsável pelo sistema de localização de materiais e deverá possuir um esquema do depósito com o arranjo físico dos espaços disponíveis por área de estocagem.
Sistemass de endereçamento ou localização dos estoques ;
Existem dois métodos básicos : o sistema de endereços fixos e o sistema de endereços variáveis.
  • Sistema de endereçamento fixo :
Nesse sistema existe uma localização específica para cada produto. Caso não haja muitos produtos armazenados , nenhum tipo de codificação formal será necessária. Caso a linha de produtos seja grande, deverá ser utilizado um código alfanumérico, que visa a minimização do tempo de localização dos materiais.
  • Sistema de endereçamento variável :
Nesse sistema não existem locais fixos de armazenagem, a não ser para itens de estocagem especial. Os materiais vão ocupar os locais disponíveis dentro do depósito. O inconveniente desse sistema é o perfeito controle que se deve ter da situação, para que não se corra o risco de possuir material perdido em estoque, que somente será descoberto ao acaso ou durante o inventário. Esse controle deverá ser feito por duas fichas, uma ficha para controle do saldo por item e a outra para controle do saldo por local de estoque.
Apesar de o sistema de endereços variáveis possibilitar melhor utilização do espaço, este pode resultar em maiores percursos para montar um pedido, pois um único item pode estar localizado em diversos pontos Esse método é mais popular em sistemas de manuseio e armazenagem automatizados, que exigem um mínimo de mão-de-obra.
  • Classificação e Codificação dos materiais
Um sistema de classificação e codificação de materiais é fundamental para que existam procedimentos de armazenagem adequados, um controle eficiente dos estoques e uma operacionalização correta do almoxarifado.
Classificar um material significa agrupá-lo segundo sua forma, dimensão, peso, tipo e uso. Em outras palavras, classificar um material significa ordená-lo segundo critérios adotados, agrupando-os de acordo com as suas semelhanças. Classificar os bens dentro de suas peculiaridades e funções tem como finalidade facilitar o processo de posteriormente dar-lhes um código que os identifique quanto aos seus tipos, usos, finalidades, datas de aquisição, propriedades e seqüência de aquisição. Por exemplo, com a codificação do bem passamos a ter, além das informações acima mencionadas, um registro que nos informará todo o seu histórico, tais como preço inicial, localização, vida útil esperada, valor depreciado, valor residual, manutenção realizada e previsão de sua substituição.
Codificar um material significa representar todas as informações necessárias, suficientes e desejadas por meio de números e/ou letras, com base na classificação obtida do material.
A tecnologia de computadores está revolucionando a identificação de materiais e acelerando o seu manuseio.
A chave para a rápida identificação do produto, das quantidades e fornecedor é o código de barras lineares ou código de distribuição. Esse código pode ser lido com leitores óticos (scanners) . Os fabricantes codificam esse símbolo em seus produtos e o computador no depósito decodifica a marca, convertendo-a em informação utilizável para a operação dos sistemas de movimentação interna, principalmente os automatizados.
NOÇÕES SOBRE ALMOXARIFADO III
  • Classificação e Codificação dos materiais
Um sistema de classificação e codificação de materiais é fundamental para que existam procedimentos de armazenagem adequados, um controle eficiente dos estoques e uma operacionalização correta do almoxarifado.
Classificar um material significa agrupá-lo segundo sua forma, dimensão, peso, tipo e uso. Em outras palavras, classificar um material significa ordená-lo segundo critérios adotados, agrupando-os de acordo com as suas semelhanças. Classificar os bens dentro de suas peculiaridades e funções tem como finalidade facilitar o processo de posteriormente dar-lhes um código que os identifique quanto aos seus tipos, usos, finalidades, datas de aquisição, propriedades e seqüência de aquisição. Por exemplo, com a codificação do bem passamos a ter, além das informações acima mencionadas, um registro que nos informará todo o seu histórico, tais como preço inicial, localização, vida útil esperada, valor depreciado, valor residual, manutenção realizada e previsão de sua substituição.
A classificação dos itens é composta de diversas etapas, quais sejam : catalogação, simplificação, especificação, normalização e padronização rumo à codificação de todos os materiais que compõem o estoque da empresa.
Vejamos melhor a conceituação de " classificação ", definindo melhor cada uma dessas etapas :
  • Catalogação : significa o arrolamento de todos os itens existentes de modo a não omitir nenhum deles.
Vantagens da Catalogação :
  1. A catalogação proporciona uma idéia geral da coleção;
  2. Facilita a consulta por parte dos usuários;
  3. Facilita a aquisição de materiais;
  4. possibilita a conferência;
  5. evita duplicidade de codificação;
  • Simplificação : significa a redução da grande diversidade de itens empregados para uma mesma finalidade. Quando duas ou mais peças podem ser usadas para o mesmo fim, recomenda-se a escolha pelo uso de uma delas;
  • Especificação : significa a descrição detalhada de um item, como suas medidas, formato, tamanho, peso etc. Quanto mais detalhada a especificação de um item, menos dúvida se terá a respeito de sua composição e características, mais fácil será a sua compra e inspeção no recebimento.
  • Normalização : essa palavra deriva de normas, que são as prescrições sobre o uso do material; portanto significa a maneira pela qual o material deve ser utilizado em suas diversas aplicações;
  • Padronização : significa estabelecer idênticos padrões de peso, medidas e formatos para os materiais, de modo que não existam muitas variações entre eles. Por exemplo, a padronização evita que centenas de parafusos diferentes entrem em estoque.
Vantagens da Padronização :
  1. Possibilita a simplificação de materiais;
  2. Facilita o processo de normalização de materiais;
  3. Aumenta poder de negociação;
  4. Reduz custos de aquisição e controle;
  5. Reduz possibilidade de erros na especificação;
  6. Facilita a manutenção;
  7. Possibilita melhor programação de compras;
  8. Permite reutilização e permutabilidade
Assim a catalogação, a simplificação, a especificação, a normalização e a padronização constituem os diferentes passos rumo à codificação. A partir da classificação pode-se codificar os materiais .
Codificar um material significa representar todas as informações necessárias, suficientes e desejadas por meio de números e/ou letras, com base na classificação obtida do material.
A tecnologia de computadores está revolucionando a identificação de materiais e acelerando o seu manuseio.
A chave para a rápida identificação do produto, das quantidades e fornecedor é o código de barras lineares ou código de distribuição. Esse código pode ser lido com leitores óticos (scanners) . Os fabricantes codificam esse símbolo em seus produtos e o computador no depósito decodifica a marca, convertendo-a em informação utilizável para a operação dos sistemas de movimentação interna, principalmente os automatizados.
ESTRUTURAS METÁLICAS PARA ARMAZENAGEM
Fatores que influenciam na escolha das estruturas metálicas para armazenagem :
  • tipo de material (peso e volume);
  • equipamentos utilizados para a movimentação (empilhadeiras);
  • largura mínima dos corredores;
  • níveis de armazenagem (altura máxima para empilhamento);
Tipos de estrutura metálica para armazenagem:
  • estrutura leve em prateleira de bandeja : adequadas para materiais leves;
  • estrutura porta-palete : as prateleiras são substituídas por um par de vigas que se encaixam nas colunas, com possibilidade de regulagem da altura.
Os paletes são retirados por empilhadeiras que se movimentam nos corredores.
MOVIMENTAÇÃO DE MATERIAIS
Dependendo do tipo de empresa, do tipo de produto ou serviço, do sistema de produção utilizado e de outras características, a movimentação de materiais pode atingir um custo de 15 a 70 % do custo total da produção.
O estudo da movimentação de materiais deve levar em consideração todas as características do processo produtivo, já que faz parte inerente dele.
Dá-se o nome de movimentação de materiais a todo o fluxo de materiais dentro da empresa. A movimentação de materiais é uma atividade indispensável a qualquer sistema de produção e visa não somente o abastecimento das seções produtivas, mas também a garantia da seqüência do processo de produção entre as seções envolvidas.
A movimentação pode ser horizontal ou vertical. É horizontal quando a movimentação se dá em um espaço plano e em um mesmo nível. É vertical quando a empresa utiliza edifícios de vários andares ou níveis de altura.
A movimentação de materiais quando bem administrada pode trazer grandes economias para a empresa e um excelente resultado para a produção.
Principais finalidades da movimentação de materiais :
Aumento da capacidade produtiva da empresa, que pode ser conseguido :
  • através da redução do tempo de fabricação;
  • através do incremento da produção, pela intensificação do abastecimento de materiais às seções produtivas;
  • utilização racional da capacidade de armazenagem, utilizando plenamente o espaço disponível e aumentando a área útil da fábrica;
Melhorar as condições de trabalho, proporcionando :
  • maior segurança e redução de acidentes durante as operações com materiais;
  • redução da fadiga nas operações com materiais e maior conforto para o pessoal;
  • aumento da produtividade da mão-de-obra;
Reduzir os custos de produção, através da :
  • redução da mão-de-obra braçal pela utilização de equipamentos de manuseio e transporte;
  • redução dos custos de materiais, através de acondicionamento e transporte adequados que permitam reduzir as perdas ou estragos de materiais;
  • redução de custos em despesas gerais, através de menores despesas de transporte e menores níveis de estoques de materiais.
Melhorar a distribuição : a distribuição, que se inicia na preparação do produto e termina no usuário, é grandemente melhorada com a racionalização dos sistemas de manuseio, através da :
  • melhoria na circulação : criação de corredores bem definidos; endereçamento fácil; equipamentos eficientes; métodos eficientes de carga e descarga;
  • localização estratégica de almoxarifados : criação de pontos de armazenagem próximos aos consumidores, para distribuição aos pontos de venda, só é possível graças aos equipamentos de movimentação e armazenagem;
  • Melhoria dos serviços aos usuários : a proximidade das mercadorias dos centros consumidores implica em rapidez na entrega, menores riscos de deterioração ou quebra, menor custo;
  • Maior disponibilidade do produto em cada região ;
EQUIPAMENTOS UTILIZADOS PARA MOVIMENTAÇÃO DE MATERIAIS :
O manuseio pode ser efetuado das seguintes formas :
  • manualmente;
  • por meio de carrinhos impulsionados manualmente;
  • por meio de emplilhadeiras (não possui limitação de direção horizontal ou vertical, podendo ser elétrica, com motor a gás, diesel ou gasolina);
  • por meio de paleteiras (tipo de empilhadeira limitada ao manuseio horizontal);
  • por meio de pontes rolantes : trata-se de equipamento constituído de estrutura metálica, sustentada por duas vigas, ao longo das quais a ponte rolante se movimenta; entre as duas vigas corre um carrinho com um gancho;
  • por meio de guindastes : trata-se de equipamento utilizado em área externa, equipados com lança e com capacidade de carga acima de 5 t.
Quase sempre esses equipamentos servem para o transporte e elevação de cargas. São muito utilizados em áreas de armazenamento de ferro para construção, nas linhas de produção de construção pesada, na recepção e expedição de cargas de grandes proporções e peso, nas indústrias metalúrgicas e siderúrgicas;
  • por meio de transportadores contínuos : são utilizados para o caso de movimentação constante e ininterrupta de materiais entre dois pontos predeterminados. É o caso da mineração, dos terminais de carga e descarga, armazéns de granéis, terminais de recepção e expedição de mercadorias. Sua maior aplicação na indústria é a linha de montagem na produção em série. Nos sistemas de produção contínua - como nas fábricas de refrigerantes, cervejas, óleos alimentícios etc. - os transportadores contínuos são controlados e integrados por equipamentos eletrônicos, com paradas em pontos determinados.
Ex. : correias transportadoras, esteiras transportadoras, roletes transportadores, transportadores de fita metálica, transportadores de rosca, transportadores magnéticos, transportadores vibratórios, transportadores pneumáticos.
Princípios básicos para a movimentação de materiais :
Para que um sistema de transporte interno seja eficiente é preciso que sejam adotados certos princípios básicos para a movimentação de materiais, quais sejam :
  • obedecer o fluxo do processo produtivo e utilizar meios de movimentação que facilitem esse fluxo;
  • eliminar distâncias e eliminar ou reduzir todos os transportes entre as operações;
  • usar a força da gravidade sempre que possível;
  • minimizar a manipulação, preferindo meios mecânicos aos manuais;
  • considerar sempre a segurança do pessoal envolvido;
  • utilizar cargas unitárias sempre que possível;
  • procurar a utilização máxima do equipamento, evitando o transporte vazio, isto é utilizar o sempre o transporte nos dois sentidos de ida e volta;
  • prever sempre um sistema alternativo de transporte, para uso em caso de falha do principal;
A necessidade de revisão parcial ou total do sistema de movimentação de materiais ocorre quando :
  • homens e mulheres estão manipulando cargas, respectivamente, acima de 30 kg e de 10 kg;
  • materiais estão sendo desviados do caminho mais direto e natural de sua transformação no processo fabril, para fins de inspeção, conferência etc.;
  • pessoal da produção está abandonando seus postos para efetuar operações de transporte;
  • cruzamentos freqüentes de trajetórias de materiais em movimento;
  • os trabalhadores da produção têm de parar até serem supridos de matéria-prima;
  • os materiais vão e voltam na mesma direção por mais de uma vez no seu processo de transformação;
  • cargas acima de 50kg são levantadas por mais de 1 metro sem ajuda mecânica;
  • Custos da Movimentação de Materiais
Os custos de movimentação de materiais constituem geralmente uma parcela significativa do custo total de fabricação. Isso significa que o custo de movimentação de materiais influenciam o custo final do produto /serviço sem contribuir em nada para a sua melhoria. Daí a necessidade de se tentar constantemente baratear o custo do produto/serviço através de uma seleção rigorosa dos meios de movimentação adequados ao sistema de produção utilizado pela empresa.
Os custos de movimentação de materiais são os seguintes :
  1. equipamentos utilizados : capital empatado em equipamentos;
  2. combustível utilizado : ou seja, despesas efetuadas com combustível ou energia para alimentar os equipamentos de movimentação;
  3. pessoal para a operação dos equipamentos : motoristas de tratores ou empilhadeiras, operadores de guindastes ou de elevadores, pessoal auxiliar etc.
  4. manutenção de equipamentos : ou seja despesas com manutenção e com oficinas de consertos, peças e componentes de reposição, bem como com o pessoal da oficina;
  5. perdas de material decorrentes de manuseio, de acidentes na movimentação, quebras, estragos em embalagens;
  • Definição do tipo de movimentação :
Uma série de itens devem ser analisados antes da definição do tipo de equipamento que será utilizado para a movimentação de materiais :
  1. tipo do produto (dimensões, características mecânicas, quantidade a ser transportada;
  2. edificação (layout, espaço entre as colunas, resistência do piso, dimensão das passagens, dos corredores e das portas );
  3. seqüência das operações;
  4. método de armazenagem;
  5. custo da movimentação;
  6. área necessária para o funcionamento do equipamento;
  7. fonte de energia necessária;
  8. deslocamento e direção do movimento;
  9. mão-de-obra;
  10. flexibilidade do equipamento a ser adotado;
  11. grau de supervisão requerido para a operação (transportadores x empilhadeiras);
  12. possibilidade da variação da velocidade do equipamento (adaptação ao volume de expedição e recebimento, ao alto índice eventual de perdas, à ausência ocasional de pessoal e à inexperiência do operário);
  13. tipo de trajetória (fixa : transportador, limitada : ponte rolante, livre : empilhadeiras);
Por:  - http://www.artigonal.com/

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Entenda as Finanças Básicas da Sua Empresa

Gerir bem os negócios exige um bom entendimento e planejamento das finanças da sua empresa. Saiba como as finanças são parte de todo o sucesso.
Ser um empreendedor exige muito mais do que uma boa ideia e ser um líder nato. É preciso compreender a fundo o que são de fato as finanças da empresa. Tudo para que não haja tropeços que podem significar não só um balde de água fria para os negócios, como também o extremo, ou seja, o fechamento do empreendimento.
Por isso, saiba que as finanças não são um bicho de sete cabeças. Pelo contrário, se houver planejamento e algumas ações básicas, é possível fazer a empresa ser altamente competitiva e ampliar seus resultados em um tempo relativamente curto.
Vantagem competitiva
Em primeiro lugar, nada como fazer um estudo sobre a área de atuação do empreendimento. Pode ser uma pesquisa informal, que terá como principal objetivo saber qual a vantagem competitiva do seu negócio. 
No que ele é bom, no que se diferencia, o que oferece de novo para o seu público? A partir dessas informações será possível planejar suas ações, que resultarão no sucesso dos seus rendimentos.
Separando as finanças pessoais e profissionais
Outra ação básica é saber que a vida pessoal e a profissional de um empreendedor devem caminhar separadas. A união das duas, principalmente quando se trata de dinheiro, pode causar inúmeras confusões no caixa. 
Superada essa questão, é essencial que se pense no futuro da empresa e em possíveis investimentos que podem ser necessários ao longo dos meses. Portanto, é sempre bom ter uma reserva financeira extra.
Planejando o Fluxo de Caixa
Há também que se ressaltar um dos pontos mais importantes que envolvem as finanças, o fluxo de caixa. Esse item nada mais é do que controlar, equilibrar e destinar com qualidade tudo que entra e sai de valores da sua empresa. 
O fluxo de caixa bem feito é aquele que programa bem seus gastos com seus ganhos, faz investimentos corretos para formar uma empresa sustentável e está sempre em dia com os valores e oportunidades que envolvem o negócio.
Contador confiável para suas finanças
Caso números, balancetes e relatórios não sejam o forte do empreendedor, a melhor indicação é contratar um contador confiável para ajudar nessa parte da gestão. 
Mas o ideal é que se faça um acompanhamento rotineiro para estabelecer quais têm sido os fatores positivos, e também os desafios do negócio.
Por fim, para que as finanças se multipliquem há algumas regras básicas como a de sempre planejar e nunca gastar mais do que se ganha. Esse é um dos principais problemas de muitos empreendedores brasileiros. Quando você começar a ter de volta resultado do investimento que fez na empresa, então chegou a hora de separar uma parte para o reinvestimento. 
Copiado: http://www.endeavor.org.br/

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

O Que a Matriz de Ansoff diz sobre a sua Startup?

Um dos fatores mais importantes para o sucesso de uma startup ou de qualquer outro negócio é a análise estratégica do mercado. Igor Ansoff, professor e consultor russo, desenvolveu em 1965, uma ferramenta de análise e de definição dos problemas estratégicos.
A matriz de produtos e mercados de Ansoff tem como foco principal mostrar a expansão de produtos e mercados visando criar oportunidades de crescimento para as empresas. 
Você pode usar essa matriz no momento em que estiver mapeando o portfólio da sua startup. Neste momento, você vai analisar a receita criada pelos produtos existentes, e vai compará-la com a receita que a sua startup pretende alcançar. A matriz permite estruturar e definir a estratégia para esse crescimento.
A matriz Ansoff é um quadrante composto por duas dimensões: produtos e mercados. Do lado direito encontram-se os produtos novos; e do esquerdo, os existentes. Essa combinação forma quatro estratégias para o crescimento e o desenvolvimento da empresa. Essas estratégias são: o desenvolvimento do mercado, a penetração no mercado, a diversificação e o desenvolvimento do produto.
A definição desse quadro mostra em qual mercado sua startup deseja atuar.
Desenvolvimento do mercado
No desenvolvimento de mercado, a empresa deseja vender seus produtos existentes em um mercado novo. Essa estratégia de desenvolvimento de mercado deve analisar os mercados parecidos com o seu, e pensar na expansão de seus negócios. Essa expansão deve analisar alguns fatores como localização geográfica e idade.
Imagine uma loja de camisas on-line que vende apenas em um estado. Ela pode expandir suas vendas para outras unidades federativas, incluindo outros serviços de entrega. Se o público-alvo dessa loja for homens de uma determinada faixa etária, ela pode aumentar esse público ao incluir outras idades.
Penetração de mercado
A penetração de mercado visa vender os produtos existentes em um mercado existente, ou seja, pretende-se desenvolver uma estratégia para aumentar sua presença onde ela já atua. Essa estratégia pode ser feita por meio de liquidações, fidelização de clientes, promoções, entre outras ações.
Diversificação
A diversificação é uma estratégia que objetiva criar produtos, para atuar em novos mercados. Essa estratégia busca a inovação que inevitavelmente proporciona riscos, pois a empresa está entrando em um campo desconhecido. Logo, não tem muito como fugir desse fator. Criar uma estratégia para crescer e desenvolver nesse mercado é inerente a uma startup na maioria das vezes.
Desenvolvimento do produto
Essa estratégia sugere o desenvolvimento de novos produtos em mercados existentes. Isso pode ser feito por meio de aperfeiçoamento do produto e de melhorias tecnológicas. Um bom exemplo é a ação de empresas de refrigerantes que incluem em seu MIX de sucos e refrigerantes, versões diet e light.
Sua startup e a matriz de Ansoff
Agora que você já sabe quais são as particularidades de cada estratégia de crescimento de mercado e/ou produto da matriz de Ansoff, você pode aplicá-las na sua startup. Defina em qual mercado sua startup atua, e como ela deseja atuar e aproveite toda a potencialidade que as estratégias tem a oferecer.
Por: Marcelo Toledo - http://www.administradores.com.br/

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

7 Insights para Amenizar o Sofrimento

Tenho aprendido muito com meus clientes de treinamentos in company e coaching e uma coisa é comum entre eles: a maioria sofre antes do necessário. Isso não é privilégio nem defeito, é uma característica natural do ser humano, mergulhado em pensamentos que oscilam entre o bem e o mal, de acordo com a pressão imposta pela sociedade.
De onde vem essa predisposição humana para o sofrimento antecipado? 
Por que uma boa parte se demite por conta própria mediante simples boatos de demissão no corredor da empresa? 
Qual a razão para o sofrimento antes do voo se o avião nem decolou? 
E para o sofrimento lá em cima, depois que o avião já está no ar e você não tem mais como descer? 
Como é que você sabe que o negócio não vai dar certo se você ainda nem começou?
A maioria das pessoas é refém dos próprios pensamentos, portanto, todo pensamento é também uma prisão. Ele tem o dom de escravizar a si mesmo e de antecipar problemas que nunca acontecem da forma como você imagina, o que o leva à demissão antes da hora, ao prejulgamento, ao desequilíbrio físico e psicológico e, por consequência, ao sofrimento desnecessário.
Por várias razões, algumas pessoas tem mais e outras menos disposição para o sofrimento antecipado. O problema é que quando você coloca o pensamento negativo na frente, as oportunidades se perdem, os relacionamentos se deterioram, os negócios não decolam. A mente humana é uma conspiradora universal e, na maioria das vezes, o lado ruim das coisas prevalece.
Para quebrar o padrão de pensamentos negativos é necessário rever alguns conceitos e trabalhar insistentemente para isto. Na medida em que adotamos o firme propósito de mudar o vocabulário e o comportamento por meio de uma postura mais otimista em relação aos acontecimentos, estabelecemos novos padrões, sofremos menos e podemos construir um novo futuro.
Este padrão é resultado da maneira como lidamos com os modelos mentais desde a mais tenra infância. Por essa razão, algumas pessoas tem sucesso e outras estão condicionadas ao fracasso. Não chega a ser uma escolha, mas a permanência dentro deles é.
Com base na minha experiência pessoal e profissional e inspirado em autores como T. Harv Eker (Os Segredos da Mente Milionária), Fredy Kofman (Metamanagement) e Albert Ellis (Como conquistar a sua própria felicidade), compartilho aqui algumas dicas que vão ajudá-lo a repensar a forma de ver a vida. Ler apenas não basta, é preciso coragem e determinação para criar um novo grau de sucesso.
1. O seu mundo interior cria o seu mundo exterior, portanto, você é aquilo que pensa e faz; quanto mais você reforça o discurso e os pensamentos negativos, mais refém se torna deles.
2. As coisas que você ouve sobre dinheiro, sexo, relacionamentos, estudos, política etc. não são necessariamente verdadeiras; ao adotar novas formas de pensar e agir, com base naquilo que você é capaz de fazer, e você é, as coisas mudam naturalmente.
3. Pensar em coisas boas ou em coisas ruins dá o mesmo trabalho, então, opte por coisas que contribuam para a sua felicidade e o seu sucesso e pare de bancar o adivinho, de sofrer por antecipação e procure alimentar apenas pensamentos que lhe fortalecem.
4. Os exemplos que você teve a respeito de muitas coisas era o modo de agir dos seus pais, entretanto, a sua maneira de ver e fazer as coisas é você quem escolhe; escolha ser mais alegre, mais otimista, mais abastado e a felicidade será apenas consequência.
5. Como diz o Seth Godin, a questão não é se você é capaz de fazer um trabalho digno e interessante, você é, mas a pergunta é: você está disposto? É mais cômodo reclamar do que levantar a bunda da cadeira para fazer algo diferente, mas é isso que você quer?
6. Levante todo o dia disposto a aprender algo novo e diferente, sem qualquer benefício prático aparente; isto vai reforçar a sua predisposição para o aprendizado e redefinir os caminhos neurais para uma nova maneira de ver as coisas.
7. Os medos, os mitos e os sonhos surgem do mesmo lugar, ou seja, da nossa capacidade de alimentar, positiva ou negativamente, os modelos mentais que herdamos ao longo da vida, os quais só serão mudados a partir do momento em que tivermos coragem de experimentar um futuro novo e diferente.
“O que perturba o ser humano em si não são as coisas, mas o seu julgamento sobre as coisas”, segundo Albert Ellis, psicólogo, portanto, ame mais, julgue menos, estude mais, critique menos, viva mais e morra menos.
Você começa a morrer quando deixa morrer dentro de si o sonho, o otimismo, o objetivo e a capacidade de contribuir com a sua vocação para o um mundo mais justo, mais alegre e mais humano.
Pense nisso e seja bem mais feliz!
Por: Jerônimo Mendes - http://www.administradores.com.br/

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

LINKEDIN E VOCÊ: UMA EXCELENTE PARCERIA PROFISSIONAL

Fundado em 2002 o Linkedin é uma rede de relacionamento profissional. A principal função é de manter uma rede de contatos, pessoas com quem você já trabalhou ou trabalha, ainda conhecidos de confiança em outras empresas.

Sua funcionalidade é basicamente a mesma que a do Facebook, com a diferença primordial de que absolutamente tudo está voltado para o mundo profissional.

No Linkedin é possível criar um perfil dinâmico e informativo no formato de um currículo virtual, participar e/ou criar grupos de sua área de interesse, compartilhar informações, conteúdos, novidades, etc., seguir empresas ou pessoas de interesse, procurar e se candidatar a um emprego ou anunciar uma vaga e criar um Networking sempre acessível.

Uma ferramenta poderosa porém pouco utilizada pelos Brasileiros, o Linkedin se consolida cada vez mais como uma rede de relacionamento de suma importância para a sobrevivência no mercado de trabalho, se tornando um diferencial competitivo para os seus utilizadores.

Com a interface intuitiva o usuário consegue criar um perfil em poucos minutos. É importante ressaltar que o acesso ao Linkedin deve ser feito diariamente, com contribuições de conteúdo de cunho produtivo para que a pessoa possa se destacar. Não adianta ter um perfil no Linkedin e não fazer mais nada. Por este motivo segue, abaixo, algumas dicas de utilização.

Dica 1.
Coloque uma foto profissional. Você mesmo pode pedir para um amigo ou parente para lhe ajudar com isso. Passe uma imagem positiva sobre si mesmo.
Dica 2.
Escreva um bom resumo, não copie algo pronto, curto ou longo é você quem decide, mas seja original.
Dica 3.
Coloque suas principais experiências profissionais, preencha o que for necessário, quanto mais informação melhor.
Dica 4.
Não tenha vergonha, solicite recomendações de quem já trabalhou com você. E entenda as recomendações como uma via de mão dupla. Faça recomendações antes de solicitar.
Dica 5.
Detalhe sua formação acadêmica, coloque suas contribuições e atividades enquanto estudante.
Dica 6.
Não esqueça de colocar seu idioma nativo, é importante, assim como outros que você tenha conhecimento. Não minta neste setor, pois o único prejudicado será você.
Dica 7.
Coloque os cursos livres ou de atualização, sempre começando do mais recente. Esses cursos demonstram o seu interesse pela sua área de atuação.
Dica 8.
Na seção Competências e Recomendações seja objetivo e verdadeiro. Suas habilidades adquiridas durante seu período na faculdade ou em empresas é sua principal aliada nesse momento.
Dica 9.
Informação nunca é demais, por este motivo preencha as Informações adicionais colocando suas áreas de interesse, seus dados pessoais e ainda dicas para entrar em contato com você. Tenha foco ao se disponibilizar assim como os meios de contato que as pessoas podem lhe contatar.
Dica 10.
Você apoia alguma causa? Trabalha como voluntário em algum lugar? Não deixe de colocar essas informações, elas melhoram a sua imagem. E se você está querendo ser voluntário, se coloque a disposição.
Dica 11.
Comece a procurar por pessoas conhecidas e conecte-se a elas, ou envie convites através de seus contatos de e-mail. Você pode convidar também participantes de grupos dos quais você faz parte.
Dica 12.
Procure por grupos do seu interesse e solicite participação. Lembre-se de contribuir com conteúdo interessantes e relevantes. Se desejar, você também pode criar um grupo e convidar suas conexões.
Dica 13.
Siga empresas que você admira ou que deseja trabalhar. Muitas vezes é possível se candidatar a vagas através do Linkedin.
Dica 14.
Mantenha seu perfil atualizado. Acesse constantemente e participe dos debates em grupos que você faça parte. Demonstre interesse pelas pessoas e suas ideias. Uma excelente maneira de fazer novos contatos é através dos grupos. E lembre-se, seja original quando convidar alguém para fazer parte de suas conexões.
Dica 15.
Preste atenção ao seu feed de notícias, compartilhe conteúdo relevante, “goste” das postagens de suas conexões e comenta-as. Compartilhe conhecimento e ganhe mais conhecimento.

POR KAROLINA BEZERRA SALVADOR- www.portaleducacao.com.br

terça-feira, 4 de novembro de 2014

15 Regras para se Tornar um Líder Respeitado

Para liderar, é preciso conquistar o respeito daqueles que o cercam. Uma vez respeitado, suas opiniões serão levadas em consideração mais facilmente e suas ideias atingirão o sucesso de forma mais rápida, porque os outros estarão dispostos a ajudá-lo.
Confira abaixo um resumo desses pontos:
1. Encontre o seu estilo e inspire. O auto-conhecimento é uma das coisas mais importantes que você pode fazer como líder. Saber o estilo que você usa para liderar, o ajudará a usá-lo de forma melhor.
2. Demonstre integridade. A falta de integridade pode arruinar o respeito que você conseguiu conquistar junto aos seus funcionários e colaboradores. Mas lembre-se que integridade não é apenas evitar escolhas antiéticas, mas intencionalmente moldar uma cultura de valores e serviços ao seu redor.
3. Termine seu trabalho de casa. Quanto mais você souber sobre algo, mais preparado você está para conquistar essa coisa. Líderes se informam e se mantém informados.
4. Invista em si mesmo. Líderes investem em aprendizado e em experiência. Quanto mais você souber, mais e melhor você poderá ajudar.
5. Gerencie sua marca. A percepção de sua marca pelo público é importante, por isso, um bom líder constantemente procura por um feedback para garantir que sua empresa não está sendo percebida negativamente.
6. Concentre-se no futuro. O trabalho do líder é focar no futuro em benefício dos constituintes. Estabeleça uma visão e mantenha-se no caminho para conquistar sua meta. Resista à tentação de passar muito tempo resolvendo problemas do dia-a-dia se eles estão lhe custando o progresso da sua ideia.
7. Entenda melhor as pessoas. Conheça sua equipe e crie uma cultura na qual as pessoas se sintam apoiadas pessoalmente, e não apenas profissionalmente.
8. Posicione as pessoas profissionalmente. Ao conhecer seus funcionários, você será capaz de colocá-los nas funções mais adequadas às suas habilidades, o que lhes permitirão maior crescimento profissional e sucesso.
9. Elogie. Se alguém faz um bom trabalho, garanta que ela saiba disso. Não importa a forma, seja por e-mail ou uma remuneração extra, se você pode assegurá-los que fez um ótimo trabalho, o faça.
10. Treine e defenda. Se você quer que as pessoas que você lidera o respeitem, deixe-os sabendo que você está ao lado deles. Defenda-os, ajude-os e isso influenciará em seu favor.
11. Construa parcerias. É impossível fazer tudo com maestria, por isso, se cerque de pessoas que possuam as qualidades que lhe faltam.
12. Pergunte antes de falar. Líderes ouvem. Não assuma que você já sabe a resposta para uma pergunta que você nem mesmo fez. Seja cético.
13. Antecipe e otimize. Sempre pense a frente. Se pergunte sobre o mercado, possibilidades de erros e se há algo a mais que você pode fazer. Tudo isso ajudará a criar melhores planos para o futuro.
14. Assuma riscos. Sem riscos, sem recompensas. Simples assim.
15. Espere grandeza. Nunca se acomode, pois líderes são persistentes até encontrarem a perfeição. Os seus melhores dias podem estar logo a frente e para isso é preciso trabalhar duro.
Copiado: http://www.administradores.com.br/

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

COMO FAZER GESTÃO DE CONHECIMENTO A PARTIR DA AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO?



- Já fiz a avaliação de desempenho, e agora o que eu faço com estes resultados?

Esta é a principal dúvida que muitos gestores de Recursos Humanos enfrentam, depois de tabularem os dados de uma Avaliação de Desempenho, porque não têm ideia do que podem fazer com estas valiosas informações.

Aqui vou deixar algumas sugestões do que fazer com essas informações e como usar estes resultados para benefício da organização.

Existem quatro passos que podem ser usados como pontapé inicial para a implantação da Gestão do Conhecimento em uma organização, a partir do que foi coletado na Avaliação de Desempenho. 

Tudo começa na Administração de Recursos Humanos: Gerir o conhecimento é utilizar os valores criados pelo capital humano, para agregar valor a organização, e para gerir o conhecimento, é necessário, antes de tudo, identificar, buscar, reforçar e aprimorar esse conhecimento a ser administrado, e em doses homeopáticas, aplicar aos setores, para evitar o colapso. 

Quando uma empresa despeja novidades em seus departamentos, é comum assustar a todos e causar grande desconforto no clima organizacional, correndo o risco de causar um desequilíbrio interno.


Vamos comparar a falta da Gestão do Potencial Humano, como uma deficiência, uma patologia do trabalho que deve ser cuidada de fora assertiva, mas também com muita parcimônia. Como remédio para essa patologia, precisamos administrar um medicamento e não podemos nos esquecer que deve se administrado em pequenas doses. 

Em outras palavras: é preciso introduzir as mudanças organizacionais de forma cuidadosa e vagarosa, para não causar desentendimentos na empresa.

1º Passo - Planejar a Avaliação de Desempenho


Comunicar a equipe, que seu desempenho será medido e que estes resultados serão utilizados para desenvolvimento do próprio colaborador, é trabalho dos gestores. Contudo, é preciso garantir que os colaboradores tenham convicção de que essa é uma forma justa de mensurar os resultados da equipe e de distribuir as metas de forma igualitária.

O colaborador precisa entender e abraçar estas metas como parte de seu legado em sua trajetória na empresa. A avaliação de desempenho só será bem aceita, quando a comunicação dos gestores com os colaboradores for perfeita, caso contrário, haverá um grande desencontro de informação, e essa avaliação, se tornará uma caça às bruxas o que é extremamente nocivo a uma organização.


2º Passo - Utilizar as Informações para Desenvolvimento


Depois que o departamento de Recursos Humanos já tabulou os resultados, e sabe exatamente qual é o potencial de cada colaborador, com suas principais qualidades, é o momento de utilizar todos estes dados para o desenvolvimento profissional de seus talentos. É o momento da equipe de T&D promover plano de Carreiras com base em Desenvolvimento de talentos. Para isso, vale algumas dicas:

- Formação de Academia de Líderes (núcleo de desenvolvimento de talentos);

- Plano de remuneração com base na formação profissional obtida;

- Bolsas de estudo (incentivo) em cursos de graduação, extensão etc.

- Plano de Carreira, com foco em melhoria no desenvolvimento (Júnior, Pleno Senior, nível I, II e III etc).  

Estas são apenas algumas formas de reconhecimento pelo empenho no desenvolvimento do colaborador. Essa avaliação, não deve ser feita unilateralmente, mas especialmente com a participação dos pares, subordinados, superiores, para que seja o mais transparente possível, pois o crescimento profissional, está sempre cercado de olhares maliciosos e a transparência no processo é o remédio mais eficaz para este cenário.

3º Passo - Utilizar o Desenvolvimento para Gerir o Conhecimento


A partir do momento que a empresa tem todos os nomes e o quanto cada nome representa em atividade e em valor, ela conseguirá estabelecer estratégicas, de crescimento que será responsável pelo melhor desempenho. 

Isso é Gestão do Conhecimento. Não basta apenas saber quem são as peças em potencial, na organização, mas montar esquemas que fará com que o melhor proveito seja tirado a partir das peças que foram descobertas. Cabe salientar que um líder ou gestor, não conseguirá apontar um colaborador para uma área diferente sem esse conhecimento prévio, de quem é o colaborador, de onde veio, a sua experiência, expectativas e formação e estes dados são essenciais para a aplicação do conhecimento.

Observe até aqui que já é possível saber quem são os principais colaboradores, o rendimento real, o perfil, as possibilidades e suas habilidades em alta, e neste momento é possível delegar projetos com menos possibilidade de fracasso.

4º Passo - Utilizar o Conhecimento para Gerar Valor


Uma vez que foram eliminadas as possibilidades de fracasso, é o momento de ousar um pouco mais, é o momento de dar oportunidade a aqueles que de forma imedida se dedicaram ao desenvolvimento organizacional.

A empresa precisa começar a olhar para os seus talentos de outra forma, agora pensando não somente, no quanto eles já fizeram para o seu crescimento, mas explorando o seu potencial inovador e desafiador e apostar no que ainda é possível fazer para gerar competitividade.

Os olhares de desafio dos novos gestores, a sua capacidade de criar, de ousar, precisam estar atentos para encontrarem esses talentos e explorar ao máximo o potencial competitivo existente nestes recursos humanos.

Quando este reconhecimento da importância do capital intelectual acontece, abre-se espaço para o Desenvolvimento Organizacional e é necessário que toda a organização se mobilize no sentido de reter esses talentos tão especiais, pois eles são capazes de mudar a trajetória de uma empresa e levá-la a alcançar a sua missão e visão de futuro.

Copiado: https://www.portaleducacao.com.br

sábado, 1 de novembro de 2014

Novembro Azul


Porque os homens cuidam menos de si e da sua saúde? Pergunta relevante, mas realidade nos dados que apontam a mortalidade e a morbidade do público masculino. Os homens apresentam uma maior mortalidade do que as mulheres em praticamente todos os ciclos de vida.  A cada três mortes de pessoas adultas no país atualmente, duas são de homens. Isso é ainda mais agravante em relação aos jovens. Na faixa etária dos 20 aos 30 anos o risco de morte é 80% maior do que as mulheres, visto que estes apresentam índice maior de comportamentos de risco e estão mais propensos a acidentes ou a violência.

Os homens também apresentam mais resistência a procurar cuidados médicos e a realizar atitudes preventivas.  Segundo Eduardo Chakora, coordenador da área técnica da Saúde do Homem do Ministério da Saúde:
  “Os homens, de maneira geral, desde cedo são educados para não entrar em contato com sua fragilidade, mantendo a aparência de que são fortes e auto-suficientes. Com um isso constroem a fantasia de que nunca vão adoecer ao mesmo tempo em que, paradoxalmente, alimentam um incrível medo de descobrir doenças. Crescem com isso, defendendo-se de sua sensibilidade e sem conseguir desenvolver autocuidados com sua saúde”.

Diante disto, pensamos que os homens precisam desconstruir estes paradigmas, e começarem entender que a prevenção ainda é o maior aliado da saúde, bem como detectar qualquer adoecimento precocemente trará mais chances de cura ou tratamentos menos invasivos.  Precisam compreender que estilo de vida determina a qualidade de vida, e com isso muitos adoecimentos poderiam ser evitados.

Não podemos esquecer que novembro é o mês alusivo a prevenção do câncer de próstata, e que infelizmente nosso estado tem a maior incidência deste tipo de neoplasia. Com isso é importante que todos os homens a partir dos quarenta anos procurem um médico urologista e façam seus exames preventivos.
   
“Homem que se cuida tem atitude, valoriza a vida.”
                                                
POR; Fernanda Aver Pupe - Psicóloga Aapecan Porto Alegre