terça-feira, 1 de abril de 2014

5 Mentiras que Devemos Parar de Contar a Nós Mesmos

Logo que comecei a trabalhar em agência de propaganda, eu via um certo glamour em estar sempre ocupada, abraçar mais de dez projetos ao mesmo tempo, passar horas em reuniões intermináveis e trabalhar até de madrugada. 
O que o tempo me mostrou é que, na verdade, eu tinha a necessidade de me sentir importante e competente e todas essas atividades me faziam sentir dessa forma. Quando você identifica sua necessidade primária, fica mais fácil entender o que você precisa mudar em vez de simplesmente aceitar que é assim que deve ser.
Quando percebi que para me sentir importante e competente eu só precisava fazer meu trabalho muito bem feito, eu passei a controlar o tempo das reuniões, a dizer não para projetos que não faziam sentido ou que eu não conseguiria fazer com a mesma qualidade por estar cuidando de outras coisas e, raramente, ficava até depois das oito e meia trabalhando.
Mas não é fácil reconhecer ou admitir qual é o problema e qual é a verdadeira necessidade por trás de alguns dos nossos comportamentos. Por isso, é inevitável começarmos a encontrar desculpas para justificarmos o motivo pelo qual nossa vida é do jeito que é.
Um filme que eu amo e relata isso muito bem é “O Diabo Veste Prada”. A frase preferida da personagem principal, a Andy, é: “Eu não tive escolha”. Ela diz sempre que tenta explicar para todo mundo o porquê de aceitar os absurdos vindos da chefe.
A grande verdade é que, sim, sempre temos escolha. O que acontece é que nem sempre estamos dispostos a lidar com as consequências e por isso criamos mecanismos de defesa para nos protegermos. Aqui vão algumas das mentiras que eu costumava contar a mim mesma até que decidi mudar:

1. Se eu tivesse mais tempo eu faria “isso”

Como “isso” entenda qualquer coisa que você não faça por falta de tempo. Pode ser um curso de línguas, exercícios físicos, sair mais com os amigos, ler um livro, fazer caridade, não importa. Falta de tempo (e o trânsito) virou a desculpa universal para justificar o fato de que não somos disciplinados quando o assunto é gerenciar as 24 horas do nosso dia. Uma coisa que eu aprendi é que quando você realmente quer fazer uma coisa, você arruma tempo, por mais ocupado que você seja.
A questão aqui é que, ou você quer muito uma coisa, ou você não quer tanto assim e o tempo não pode ser a desculpa por você não fazer.
Eu sempre quis ter um corpo sarado (#quemnunca). Toda vez que aparecia uma nova musa-com-o-corpo-mais-perfeito eu ficava me sentindo mal e pensando que eu devia me dedicar mais na academia. Mas sabe qual é a verdade? Eu gosto da ideia de ter um corpo sarado, mas eu nunca quis acordar às seis da manhã e ir à academia sete dias por semana, nem tomar shakes de whey no café da manhã, nem comer batata doce no almoço ou claras de ovos no jantar. E esse era o meu problema, mas eu sempre tentei me convencer de que eu não era sarada porque eu não tinha tempo.
Aí você pode me dizer: “Mas Fê, eu juro que eu não tenho tempo para nada, minha vida é trabalhar.”
Eu acredito em você, mesmo! Só que ser ocupadíssimo também é uma escolha. Nós investimos nosso tempo naquilo que é importante para nós, por isso, se você está trabalhando  oitenta horas por semana, é porque tem alguma coisa que você queira mais do que tudo e que vai ser resultado desse tempo investido no trabalho. E assim, você está deixando de fazer outras coisas que no fundo não devem ser tão importantes assim.

2. Se eu tivesse mais dinheiro eu poderia fazer “isso”

O dinheiro sempre foi a maior desculpa para tudo na minha vida. “Não faço exercícios porque não tenho dinheiro para academia. Não falo inglês porque não tenho dinheiro para pagar um professor particular. Não mudo da casa dos meus pais porque não tenho dinheiro para pagar aluguel”. Um monte de bobagem. É claro que muita gente realmente tem um orçamento apertado. Acredite, eu já fui essa pessoa um dia. Quando pagava a minha faculdade, eu almoçava marmita para poder vender o vale refeição e muitas vezes só o que tinha na minha carteira por semanas era o vale transporte.
E justamente por ter alguma experiência sobre o que era ter uma conta eternamente negativa que eu te digo que dinheiro não é desculpa para não fazermos as coisas.
Usamos a falta de dinheiro para nos convencermos de que nossa vida não é incrível porque vivemos numa sociedade injusta e desigual onde os ricos podem tudo e os pobres não podem nada. Mas eu vou te dizer uma coisa: quer fazer exercícios? Todos os parques são gratuitos. Quer estudar uma língua? Hoje é possível fazer isso de graça na internet através de sites como o Duolingo. Quer viajar? Existem sites como o Couchsurfing em que as pessoas deixam você dormir na casa delas sem ter de pagar nada por isso.
É claro que estes são alguns pequenos exemplos, mas são coisas das quais eu mais ouço as pessoas reclamando de que não podem fazer sem dinheiro. Além disso, quando prestamos mais atenção em como gastamos nosso dinheiro, fica mais fácil de fazer com que ele não desapareça.

3. Se “isso” acontecesse, minha vida seria perfeita

Aqui o “isso” pode ser comprar uma casa, arrumar um namorado, ter um filho, ser promovido no emprego. O nosso grande problema é que o “isso”, nesse caso, nunca será suficiente. É a lei da vida. O ser humano nunca está totalmente satisfeito com o que ele tem e está sempre querendo algo mais para ser feliz. Parece que é essa coisinha que falta que nos impede de ter uma vida completa.
O problema é que, quando estamos sempre olhando para o que está por vir, deixamos de aproveitar e agradecer pelo que temos hoje. Mas eu não vou te dar o conselho óbvio da autoajuda que é viva o presente e agradeça pelo que você tem hoje. Minha dica é: use essa necessidade que é inerente ao ser humano de sempre querer o que não tem como motivação, e não como a razão pela qual você não é feliz. Aprecie o desafio de correr atrás desse objetivo e deixe que isso te faça feliz e não que a falta “disso” te faça infeliz.

4. Eu mudaria “isso” na minha vida, se não fosse “aquilo”

Até pouco tempo atrás eu ainda morava com a minha mãe. Como ela morava na Zona Leste e eu trabalhava na Zona Sul, você que conhece São Paulo pode imaginar o inferno que era a minha vida no trânsito todos os dias. Depois que o meu pai morreu, eu passei a ajudar financeiramente em casa e conforme fui ficando mais velha, todas as vezes que alguém me perguntava porque raios eu ainda morava na Zona Leste minha primeira resposta era: “Eu adoraria mudar, mas eu ajudo a minha mãe e ela precisa de mim”. Na minha cabeça isso não era uma desculpa, era a verdade.
Quando eu finalmente decidi mudar e ir morar com o meu namorado, percebi que eu estava usando o fato de que eu ajudava a minha mãe financeiramente para mascarar o real motivo pelo qual eu nunca me mudei. No fundo, eu não sou uma pessoa que gosta de ficar sozinha. Eu gosto de chegar em casa e ter com quem conversar. Ao mesmo tempo, depois de uma certa idade não fazia tanto sentido para mim dividir apartamento com amigas. Além disso, se eu tivesse de pagar aluguel ou um financiamento imobiliário eu não teria feito nem metade das viagens que eu fiz e que só consegui pelo fato de morar com a minha mãe. Não podemos deixar que filhos, gato, cachorro, dívidas, emprego, mãe ou pai doente sejam desculpas para aliviar o fato de que não temos coragem para tomar algumas atitudes e lidar com as consequências que elas trarão para as nossas vidas.

5. Eu não vivo sem “isso”

Na maioria dos casos, sim, você vive. Parece uma bobagem, mas quando decidi que ia passar um tempo viajando algumas coisas ridículas começaram a me preocupar. Por exemplo, eu tenho alergia a lâmina de barbear, por isso sempre tive de fazer depilação. Como eu iria viver sem fazer depilação? Pois é, estou viva e não estou nem peluda, nem perebenta.
Se tem uma coisa que eu aprendi nesse pequeno período em que eu estou viajando é que para tudo existe um jeito e que nós somos completamente adaptáveis. Não existe nada com que você não vá se acostumar a viver sem, desde coisas até pessoas. Certamente podemos passar por um período de nostalgia ou saudade, mas depois de um tempo a vida se ajeita e de alguma forma compensa aquela falta.
O que nos faz ter a sensação de que “isso” é tão importante para a nossa vida ao ponto de não conseguirmos viver sem é que, muitas vezes, colocamos em coisas ou pessoas a responsabilidade da nossa felicidade.
A grande verdade é que nossa vida é feita de uma enorme lista de boas intenções que resultam algumas vezes em tentativas e muitas vezes erros. A boa notícia é que se você acordar amanhã, existe uma nova chance de tentar mais uma vez ;).

A grande verdade é que, sim, sempre temos escolha. O que acontece é que nem sempre estamos dispostos a lidar com as consequências e por isso criamos mecanismos de defesa para nos protegermos

Por: Fernanda Nêute - http://www.administradores.com.br/

segunda-feira, 31 de março de 2014

Responsabilidade Social e Ética Empresarial

A responsabilidade social está intimamente vinculada à cultura da sociedade em que vivemos considerando seus valores e comportamentos.
São conhecidos hábitos diferentes conforme o país e até à determinadas regiões. No Brasil, um país continental, percebe-se essas variações de norte a sul, mas uma característica comum do povo brasileiro é a amabilidade e a facilidade nos relacionamentos, desde que respeitadas as culturas regionais.
A pessoa não é ética de nascença mas, com a experiência de vida e a educação familiar e escolar, aprende a se relacionar, respeitando os valores e a moral de cada lugar.
A globalização está, por meio da mídia, influenciando a mudança de comportamentos no mundo. Hoje, o ser humano vê-se  destinado a assumir novos valores, uma nova moral e uma nova ética, baseado em conceitos de marketing, de mercado, ganhos e lucros, competência e produtividade, entre outros. 

Trata-se também da ética do dinheiro, do consumo, do ser bem sucedido, dos destaques e das diferenças. A ética tem seus fundamentos nos estudos filosóficos e procura explicar as realidades com o estudo dos valores humanos, também entendidos por juízos morais.
A ética empresarial trata das relações das empresas públicas, privadas ou mistas, com todos os demais segmentos de seu campo de ação. Incluem-se os colaboradores, fornecedores, clientes, concorrentes, o público em geral e a comunidade
A ética empresarial é submetida a princípios jurídicos de natureza legal e a princípios de natureza social, em conformidade com os valores da organização, que dizem respeito à responsabilidade individual de seus integrantes e aos valores sociais da sociedade em que a empresa está inserida.
Atualmente, a desregulamentação e abertura dos mercados, a competitividade entre duas ou mais empresas tornaram-se objeto de avaliações mais sofisticadas e presentes, justificadas por um conjunto de critérios, dos quais a responsabilidade social é uma condição necessária.
A responsabilidade social, neste caso, inclui a prestação de contas, o balanço como a empresa age em relação a seus empregados, à concorrência, ao seu público-alvo e, especialmente ao meio ambiente. Trata-se de analisar, de maneira crítica e imparcial os conceitos e teorias, os materiais e métodos, valores e crenças, o justo e o errado. 

Sendo a Administração uma ciência social, devemos analisar o “choque cultural” dentro e fora do país. Uma pesquisa baseada em relatórios de empresas multinacionais concluiu que 40% de executivos alocados em projetos no exterior (expatriados) deixaram o cargo por não se ajustarem às novas culturas, e 50% dos remanescentes apresentaram desempenho abaixo da média, causando perdas estimadas em US$ 2 bilhões por ano.
Essas empresas, agora precisam treinar e oferecer acompanhamento psicológico aos executivos que irão substituir os que retornaram. Para ilustrar o que afirmamos, bastam alguns exemplos de comportamentos diferentes associados à ética de diferentes culturas. 

Na Tailândia e nos países árabes, não é bem visto  o hábito de cruzar as pernas mostrando a sola do sapato, considerada a parte mais suja da vestimenta. Nós, brasileiros, temos hábitos locais que nem sempre são bem vistos, como tocar no corpo do interlocutor, abraçar e beijar. 

O consultor de Estratégia Empresarial Francisco Gomes de Matos destaca que “a responsabilidade social é uma exigência básica à atitude e ao comportamento, por meio de práticas que demonstrem que a empresa possui uma alma, cuja preservação exige e implica em solidariedade e compromisso social (2005)”
Os aspectos éticos na avaliação da responsabilidade social das empresas referem-se, entre outros, às dimensões éticas na condução dos negócios, às questões morais que se originam nas relações  de trabalho e aos objetivos e metas em relação ao cumprimento dos códigos de ética dos profissionais que delas fazem parte. 

Um caso conhecido nos anais das faculdades é o do Tylenól, medicamento fabricado pela Johnson [_e_] Johnson, que teve uma produção comprometida por má fé de alguém na linha de produção, tendo que recolher e substituir todo o estoque já vendido, para manter seu bom nome no mercado e continuar respeitado.
Finalmente, podemos recomendar as seguintes perguntas para que se decida sobre questões controversas:
  • É justo? 
  • É moral? 
  • É honesto? 
  • É legal?
Uma decisão só deve ser implantada se tiver como suporte a verdade, a justiça, a moral e a legalidade. Como disse o jornalista e escritor Arnaldo Jabor (2013), “Seria bom que as pessoas de bem tivessem a ousadia dos crápulas”.

Fonte: João Baptista Sundfeld  - http://www.qualidadebrasil.com.br/

domingo, 30 de março de 2014

As 6 Desculpas mais Esfarrapadas do Mundo

Aqui vão 6 desculpas que são amplamente utilizada por pessoas medíocres:
1. Não tenho dinheiro
Não conheço árvore que dá dinheiro e nunca vi cair do céu. Só conheço uma forma de ter dinheiro, trabalhando! Se o dinheiro está faltando, trabalhe mais. 
Se trabalhar mais não te dá o tanto que você quer, arrume outro trabalho, estude, aprenda, prepare-se, conheça mais pessoas que possam te dar oportunidades. 
Falar que não tem dinheiro não fará ninguém comover-se com suas lamentações.
2. Não tenho sorte
É engraçado como algumas pessoas, que não se dão bem, que não tem sucesso, colocam a culpa no acaso. Reclamar que não tem sorte é não admitir seus próprios erros. A primeira coisa a fazer quando se comete uma falha, é admitir. 
Ninguém consegue corrigir falhas se não assumir que falha. Pessoas que sempre reclamam que não tem sorte, na verdade são orgulhosas demais para assumir o que precisam corrigir.
3. Não tenho experiência
É claro que a maioria das pessoas prefere dar oportunidades para quem já tem experiência. É mais cômodo, o risco é menor e dá menos trabalho. Agora, dizer que não tem experiência é desculpa esfarrapada! 
Trabalho voluntário dá experiência. São tantas entidades que precisam de ajuda e tanta gente querendo uma mãozinha… 
Ofereça seu trabalho voluntário e em troca ganhará gratidão e experiência. Caso tenha dificuldades em conseguir trabalho voluntário em entidades, seja voluntário em fazer amizades.
4. Não tenho tempo
Todo mundo tem a mesma quantidade de tempo. O dia tem vinte e quatro horas para o pedinte de rua e para o presidente de uma multinacional. Escolher o que é mais importante é o primeiro passo para analisar se o tempo está sendo utilizado da maneira correta. 
Todo serviço que não te leva àquilo que você mais quer é um ladrão de tempo. Fazer as coisas como sempre fez sem se preocupar em melhorar os processos é desperdiçar tempo.
5. Não gosto do meu chefe
Seu chefe é você mesmo. Se você é subordinado à alguma pessoa e faz corpo-mole por não gostar dela, na verdade, você está prejudicando a si mesmo. Os colegas percebem, os clientes percebem e não demora,você será conhecido como uma pessoa amarga, molenga e desleixada. 

Não gostar do chefe ou de colegas de trabalho não é desculpa aceitável. Se brigou com alguém, faça as pazes. Se alguém te magoou, perdoe. Faça pelos clientes, faça por você. E se, por acaso, não conseguir, despeça seu chefe! Vai trabalhar em algo que te faça feliz. Se não gosta do trabalho que você faz, MUDE!
6. Não gosto de onde eu moro
Procure ver com outros olhos. Quando alguém não é feliz no que faz, costuma por a culpa na cidade onde mora. Tente encontrar coisas que não são especificas de sua área, talvez você encontre algumas coisas que vão te surpreender. 
Se não encontrar, MUDE! Existem outras desculpas, se prestar atenção em pessoas medianas, terá uma lista enorme de desculpas esfarrapadas. Conviver somente com pessoas medianas vai te fazer aprender novas desculpas. Encontrar desculpas para tudo é escolher ser medíocre.

E você, conhece alguma outra desculpa esfarrapada que você sempre escuta?
Errou? Tudo bem, mas evite desculpazinhas.
Fonte - http://www.saiadolugar.com.br/

sexta-feira, 28 de março de 2014

Proatividade: Dom ou Aprendizado?

"As coisas chegam para aqueles que esperam, mas somente as coisas deixadas por aqueles que agem rápido." Abraham Lincoln

Por que poucas pessoas conseguem resultados altamente produtivos em suas vidas, fazendo pouco esforço e muitas, apesar de se esforçarem tanto, não conseguem essas realizações? 

  • O que torna as primeiras altamente proativas e assertivas é um dom natural? 
  • Será que isso significa que as outras estão condenadas a contentarem-se com o que sobrou para elas?

A proatividade (termo originário do inglês proactive) significa as habilidades de alguém em antecipar soluções para problemas futuros, antecipar tendências e ideias, inovar, aproveitar oportunidades, etc. Em sítese, significa ter habilidades para mudar eventos no lugar de reagir ou se adaptar a eles.

A ideia deste artigo é discutir sobre o que faz com que somente algumas pessoas consigam ter essas habilidades em detrimento da ausência delas na maioria das pessoas.

Proatividade, dom ou aprendizado?

Você está numa caverna escura e deserta. Sua lanterna está com as pilhas fracas. Contar com uma fonte de luz é uma das condições para que você saía de lá com segurança. Se ficar com a lanterna acesa por todo o tempo as pilhas se esgotarão e você ficará na escuridão para sempre ou até que alguém o tire de lá. 

Nesse caso, sua sorte estará entregue a esse suposto alguém. Outra estratégia seria você utilizar a lanterna para verificar o ponto até onde deve chegar, apagá-la e andar no escuro até lá e assim sucessivamente. Isso é um exemplo de proatividade. Considerar a hipótese de você ter levado pilhas reservas será uma dose extra de assertividade.

As pessoas proativas são, em essência, também assertivas. Isso significa que além de saber o que fazer e contar com os recursos, elas detectam o momento exato de fazer um movimento em direção aos seus objetivos ou transformam um momento num objetivo, naquele exato momento. Proatividade pode ser o senso de oportunidade e é isso que faz com que pessoas proativas se antecipem aos demais e promovam acontecimentos inesperados.

A intuição é uma das armas dos proativos e a indústria possui exemplos interessantes disso. O desenvolvimento de produtos normalmente é antecipado por caras e demoradas pesquisas de mercado. Essas pesquisas visam a antecipar o que os consumidores desejam. A Apple, por exemplo, é aversa às pesquisas. Seus produtos são revolucionários, como é o caso do Ipod e Iphone, nos quais não houve um só centavo investido em tentar descobrir o que os consumidores desejariam de um produto inovador. A Apple simplesmente fez as inovações e as divulgaram como sendo aquilo que a maioria das pessoas almejava.

A proatividade eleva os riscos de erro de quem a pratica. Isso porque o proativo não espera ter certeza para agir. Ele apenas acredita em si, em suas idéias e trabalha para que elas sejam bem conduzidas. As pessoas de maior iniciativa são propensas à proatividade. E isso não tem nada a ver com dom ou aptidão. Tem a ver com as crenças e os mecanismos internos da própria pessoa e a maneira com que ela se relaciona consigo mesma e com o que a cerca.

Os desprovidos de proatividade são, normalmente, muito bem dotados de diálogos internos limitantes que elevam sua autocrítica e os transformam em verdadeiros indecisos. Diante de uma oportunidade essas pessoas se fazem uma infinidade de questionamentos sobre todas as possibilidades de aquilo dar errado. 

Os indecisos são inseguros e dão valor exarcebado a opinião dos outros, valorizando sobremaneira aquelas opiniões divergentes do que poderia dar certo, se preocupam demais com a possibilidade de alguém não gostar do que fariam. Isso mesmo, fariam. Porque normalmente não fazem. Aí um proativo o faz e eles o julgam bem aventurado, se dizem azarados. Ora, seria demais acreditar que alguém nasce assim. Proatividade é aprendizado e a falta dela também.

Outra habilidade inerente aos proativos é o acesso à informação, eles sabem o que acontece à sua volta, ficam antenados aos assuntos que os rodeiam e sabem tirar proveito das oportunidades que surgem. Isso não significa que são muitíssimo bem informados. Mas dão atenção às informações qualificadas no meio em que atuam. Eles podem possuir poucos pontos de apoio, mas sabem alavancá-los bem. É como aqueles jogos de ligar pontos, os proativos sabem lincar as coisas e construir cenários. 

Visão sistêmica e imaginação são essenciais ao desenvolvimento da proatividade. A maioria das pessoas proativas adota termos de possibilidade como “pode ser”; “e se”; “como ficaria”; “talvez”, etc. Os não proativos, normalmente, são adeptos de certezas, sendo a preferida “isso pode dar errado”.

Você não precisa ter certeza de nada, nem mesmo se é ou não proativo. Na dúvida, que tal buscar o desenvolvimento dessas habilidades? Afinal, proatividade é como condicionamento físico e aprendizagem, quanto mais você faz e se fortalece mais precisa fazer para continuar crescendo.

Copiado: http://cursocoachingpnl.com.br/

quinta-feira, 27 de março de 2014

Medos Sociais: Você Tem Medo de Quê?

"Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que, com frequência, poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar."
William Shakespeare

Os Medos Sociais são antigos:Timidez, Insegurança, Medo de Falar em Público, de Iniciar uma Conversa, de Lidar com Estranhos, etc. 

No entanto, será que todos possuem um elemento em comum? 
O Medo de não ser aceito ou medo da exclusão seria o pai de todos os medos?
Você tem algum medo? 

Descubra como se livrar dele.

Você foi convidado por um amigo para ir a um evento social, quando chega lá percebe que o amigo não foi e que você não conhece ninguém ali. Parece que você está sobrando e não sabe o que fazer para interagir com os demais? 

Você passou mais de um semestre preparando o seu trabalho de conclusão de curso e sabe que fez uma excelente pesquisa. Porém, está quase morrendo diante da perspectiva de encarar os colegas (que estiveram com você por mais de quatro anos na mesma sala) na apresentação do mesmo? 

Você convive com uma pessoa sobre a qual tem interesse, mas nunca consegue se expressar de modo interessante para causar uma boa impressão? 

Você está numa reunião de trabalho e as pessoas falam e dão opiniões. Você pensa em tudo que poderia dizer, mas se cala com medo de que alguém, principalmente o chefe, o ache inadequado, bobo ou inconveniente?
  • Você pode estar com medo. 
  • O que causa sensação tão intensa? 
  • O que é o medo?

Medo: Perturbação resultante da ideia de um perigo real ou aparente ou da presença de alguma coisa estranha ou perigosa; pavor, susto, terror.
Apreensão. Receio de ofender, de causar algum mal, de ser desagradável. Gestos ou visagens que causam susto. 
Fobia: Nome genérico das várias espécies de medo mórbido. Aversão a alguma coisa. (Dicionário Michaelis).

Do ponto de vista da evolução podemos imaginar que aqueles organismos que souberam lidar melhor com a sensação de medo e as situações que a provocam, perpetuaram suas proles e, desses organismos, aqui estamos nós, seres humanos, lidando bem ou mal com nossos medos.

O sentimento perturbador diante de algo novo, o famoso frio na barriga, é normal e benéfico ao ser humano. Caso não fosse assim não desenvolveríamos novas habilidades e nem evoluiríamos como indivíduos e espécie. O problema é quando algum erro em nosso sistema interno generaliza as sensações de medo e o nosso comportamento passa a ser utilizado contra nós. Por mais que saibamos o quão aquilo é inadequado, não sabemos lidar com ele. Isto é o medo nos tornando reféns de nós mesmos.

Por outro lado, ouvimos falar que o medo é da natureza humana e que temos que conviver com ele. Isto não é verdade. Se assim o fosse todas as pessoas agiriam da mesma maneira e se você olhar à sua volta não é esta a realidade. Muita gente se enturma facilmente, outros adoram falar em público e muitos são tidos como arrebatadores de corações e há, no mundo do trabalho, aqueles que se dão bem mais por suas habilidades de comunicação do que propriamente por suas qualificações técnicas. Qual o segredo então?

As pessoas bem sucedidas, nos contextos mencionados, fazem isso naturalmente. Os traumas são exemplos de como o cérebro aprende. A Programação Neurolinguística-PNL estudou estes processos naturais de aprendizagem neurológica e desenvolveu técnicas eficientes para lidar com omedo e com a insegurança. Este conhecimento permite aos profissionais da PNL, os PeNeListas, manejem as técnicas que são sempre eficazes, por serem selecionadas e aplicadas adequadamente. 

Estas técnicas são processos de aprendizagem reversa, cuja função é levar o cérebro a desaprender a reação exagerada à uma situação, para depois aprender a nova maneira de se comportar adequadamente naquele contexto. A técnica em si é só o instrumento que deve ser aliado à experiência e capacidade do profissional em promover mudanças seguras e eficientes.

Fundamentação Neurocientífica
A Neurociência do Comportamento estuda como o sistema nervoso produz o comportamento e como este mesmo sistema nervoso é influenciado pelo comportamento.

O cérebro é um equipamento que só funciona através das informações que processa. A maioria das informações que o seu cérebro processa veio de sua interação com o meio e dos significados que você deu para elas, consciente ou inconscientemente. Sendo assim a sua mente é um disparador importante para as reações que seu cérebro processa. 

O medo é uma reação que começa com um estímulo sensorial real (algo que você vê, sente, ouve ou o conjunto disso tudo), mas pode ser algo quesua mente cria ou resgata de uma memória, uma lembrança sua. Areação acontece através de uma cadeia de estímulos sensoriais e eletroquímicos que contribuem para a liberação de substâncias químicas –neurotransmissores – que provocam o aumento da sua respiração, dosbatimentos cardíacos, geram tensão muscular e, nalgumas situações, pode desencadear reações viscerais. 

O estímulo pode ser aquela pessoa de seus sonhos, uma festa cheia de estranhos, um auditório lotado de pessoas ávidas pelo que você falaria ou seu chefe esperando a sugestão salvadora.
Apesar de a coisa não ser tão simples assim, tendo como base o que leu acima, veja nas imagens abaixo como o cérebro participa na geração do medo:


Tálamo: funciona como área de triagem dos sentidos, somente o olfato não passa pelo tálamo. Após receber os sinais dos sentidos ele decide para que parte do cérebro os dados serão enviados.
Córtex sensorial: é a parte superior do cérebro, a casca que veríamos se abríssemos seu crânio. É nesta área que são interpretados os dados sensoriais. O córtex possui uma área para cada sentido, córtex visual, olfatório, etc. (Por isso o Visual, Auditivo e Cinestésico – Tato, Olfato, Paladar e Propriocepcia, da PNL).
Hipocampo: está envolvido no registro e resgate de memórias importantes de sua vida, além de integrar os estímulos para estabelecer um contexto relacionado a eles.
Amígdala: gerencia emoções, especificamente as ligadas à aversão, distingue ameaças e armazena as memórias do medo.
Hipotálamo: Utiliza a combinação do sistema nervoso vegetativo com o sistema adrenocortical.  O primeiro prepara o corpo e o segundo irriga a corrente sanguínea com as substâncias necessárias para a situação de luta ou fuga.

Como sua sobrevivência é o objetivo a reação não depende de suas decisões conscientes. Elas tendem a levar você a lutar ou a fugir. (Por isso aquilo tudo que você pensa depois de uma situação limitante não funciona no contexto. As dicas bem intencionadas do comportamento adequado morrem aqui. Por isso elas não funcionam).

Simplificadamente poderemos dizer que o seu cérebro busca sempre garantir a sua sobrevivência e dotar você das condições evolutivas que perpetuarão a sua linhagem. Fugir, no contexto aqui abordado, pode parecer melhor do que lutar. Para você se sentir bem nos contextos que deseja, substituir o medo pelas habilidades comportamentais e enfrentar o desafio, seria mais apropriado. Enfrentar aqui não é sinônimo de luta de sobrevivência no nível cerebral rudimentar (tronco encefálico – cérebro reptiliano), mas sim a integração comportamental dos níveis cerebrais superiores (emocional e intelectual – sistema límbico e córtex) para você evoluir e se sobressair nesses contextos. 

Mas seu cérebro não sabe disso. Ele apenas acessa suas memórias e dispara processos anteriormente condicionados pela sua história evolutiva e por suas experiências de vida. O elegante é que você possui a explicação neurocientífica, para compreender os processos neurobiológicas do comportamento e dispõe da PNL para fazer os ajustes comportamentais necessários a seus objetivos contextuais.

Veja abaixo um esquema mais detalhado. Se tiver curiosidade pesquise sobre cada parte deste esquema e aprenda mais sobre seu cérebro.


 COPIADO: http://cursocoachingpnl.com.br/

quarta-feira, 26 de março de 2014

Pensamento Sistêmico

Definições de Sistema:
Um sistema (do grego sietemiun), é um conjunto de elementos interconectados, de modo a formar um todo organizado. É uma definição que acontece em várias disciplinas, como biologia, medicina, informática, administração. Vindo do grego o termo "sistema" significa "combinar", "ajustar", "formar um conjunto". (Wikipédia)

Sistema: “Conjunto de elementos (concretos ou abstratos) interligados e que funciona como um todo estruturalmente constituído para um propósito”. (Dic. Aulete Digital) - Exemplos: sistema educacional, sistema bancário, etc.
O livro “A Quinta Disciplina” de P. Senge (2008) tornou público o conceito e técnicas sobre o pensamento sistêmico. O Autor é “... altamente crítico com relação á administração tradicional, desafiando a própria possibilidade de os gerentes poderem ‘controlar’ de alguma forma um sistema humano complexo, e argumentando que a maioria das intervenções piora ainda mais as coisas, em vez de melhorá-las”.
Conceituações do Autor sobre pensamento sistêmico:
“O pensamento sistêmico é um quadro de referência conceitual, um conjunto de ferramentas desenvolvidos ao longo dos últimos cinquenta anos para estabelecer os padrões como um todo e ajudar-nos a ver como modificá-los efetivamente.” (pag. 40/41)
“Chamo o pensamento sistêmico de a quinta disciplina porque ele á pedra fundamental conceitual subjacente a todas as cinco disciplinas descritas neste livro”, (p.100), quais sejam: Domínio pessoal, Modelos mentais, Visão compartilhada e Aprendizagem em equipe, que juntas estruturam as competências do corpo gerencial, pois segundo A. De Geus “... A empresa mais bem sucedida... será a organização que aprende. A capacidade de aprender mais rápido do que seus concorrentes pode ser a única vantagem competitiva sustentável”. (apud p. 37)
Os sistemas sofrem influências de dois tipos básicos de processos, que provocam interferências em seu estado: 
  • o primeiro é o Processo de Feedback de Reforço, qual seja os propulsores do crescimento ou espiral de reforço, que atua como incrementador das variáveis do sistema; 
  • o segundo é o Processo de Feedback de Equilíbrio que provoca a estabilização.

Para materializarmos melhor, suponhamos dois círculos de ações, como no símbolo do algarismo ‘8’, um acima e o outro embaixo. No círculo superior estão as ações do Processo de Reforço e no de baixo, as do Processo de Equilíbrio. O Processo de Reforço sempre promove o crescimento, enquanto o de Equilíbrio tenta contê-lo.


O Processo de Reforço nem sempre é benéfico, haja vista a inflação, onde seu crescimento redunda em caos, necessitando de um processo de equilíbrio para estabilizá-la. Isto é feito através da adoção da ‘alavancagem’ (“... identificação de onde as ações e mudanças nas estruturas que podem levar a melhorias significativas e duradouras”) e que geralmente apresenta uma ‘defasagem’ (tempo decorrido entre a ação e o resultado (conseqüências)).
Pensar de forma sistêmica é perceber a abrangência das ações e resultados dos vários centros de ocorrência (Processo de Feedback) onde se desenvolvem as ações que imprimem movimento e/ou interagem na manutenção do status do sistema.
O pensamento sistêmico dá o entendimento de um sistema, passando pela intelecção dos interrelacionamentos de seus mecanismos e padrões de mudança, posto que seja dinâmico, sofrendo as influências do meio no qual está inserido.  
Os sistemas naturais, políticos, sociais, etc. sofrem desequilíbrios, pois geralmente as ações externas equivocadas provocadas pelo homem tendem a causar resultados piores (entropia*) em seus objetivos.
O ser humano tende a ser reducionista, simplista, cartesiano por formação, orientado para perceber eventos (cadeias de causa e efeito) e visões particionadas (fotos instantâneas) do sistema. H Simon em sua Teoria da Decisão atesta a ‘racionalidade limitada’ que vê o “... homem como um ator econômico bombardeado por escolhas e decisões, mas possuindo um número limitado de informações e capacidades de processamento”. (http://siadmoments.blogspot.com/2007/12/o-modelo-de-racionalidade-limitada-de.html.
Uma organização é um sistema construído com finalidade específica, qual seja atender objetivos sócio-econômicos, fazendo parte de sistemas maiores (social, econômico, político, ambiental, etc.) e para tanto necessita ser pensada de forma sistêmica. 
Cabe, principalmente aos Gestores de Pessoas implementarem a Aprendizagem Organizacional em suas empresas visando a racionalização dos processos,  obter ganhos de competitividade e conquistar a vantagem competitiva e, este livro deve fazer parte da biblioteca particular de todos aqueles que pretendam perceber como ’a roda gira’ nas organizações. 

*Entropia (conceito emprestado da termodinâmica) é a medida da desordem de um sistema, que indica o grau de perda de eficiência e eficácia, o quanto ele deixa de gerar trabalho ou falha no atingimento de seu objetivo.
Por: http://wagnerherrera.blogspot.com.br/

terça-feira, 25 de março de 2014

Insegurança no Trabalho: Quem é o Vilão Desta História

Há uma coisa no jeito brasileiro de ser que atinge a todos os segmentos da sociedade: a visão sobre as conseqüências em detrimento da visão nas causas propriamente ditas.

Sinceramente não tenha ainda uma opinião formada para saber distinguir o quanto há nisso de falta de informação e o quanto faz parte de intencionalidade de alguns poucos que sempre atuam em causa própria. 

Infelizmente somos ainda um povo que não notou o quanto o bem comum deve estar acima dos interesses pessoais ou de certos segmentos e mesmo entre aqueles que se julgam detentores do direito de defender os direitos esta visão ainda é bastante obscura.

Disso tudo uma coisa é certa: a sociedade brasileira precisa saber e entender que quem paga a conta da falta de segurança é ele. Como em tudo em economia, não há mágica: é de nossos bolsos que o dinheiro sai, se não diretamente através dos impostos, com certeza indiretamente através dos custos embutidos em tudo que compramos. E entendendo isso talvez, a sociedade passe a prestar atenção em certos assuntos que hoje não estão em seu foco.

E quando me refiro a sociedade, obviamente estou falando de todos – em especial também dos empresários – muitos deles em alguns momentos iludidos pelas propostas de inovações muito bem elaboradas e apresentadas – mas com alguns detalhes embutidos que mereciam melhor atenção. Acima de tudo é preciso entender que o mundo tem tendências bastante interessantes. Uma destas tendências diz respeito a conscientização e politização dos chamados “clientes”.

Com certeza não passaremos mais uma década sem que isso chegue também a questão da rejeição pela empresa mutiladora – aliás assisti uma bela palestra sobre este tema dentro de uma instituição empresarial no ano que passou. Em pouco tempo com certeza o consumidor vai exigir mais do que um produto com qualidade e preço – vai exigir também um produto sem sangue – como hoje exige um produto sem violência com o meio ambiente. 

Pode parecer utopia – mas no futuro algumas empresas deixarão de existir porque mutilam e matam trabalhadores – ou mesmo – pela inviabilidade econômica causada pelas ações de ressarcimento devido aos danos causados aos seus empregados. 

Interessante dizer isso – em mundo globalizado, em tempos de concorrência acirrada e saber que ao mesmo tempo temos as bases de um modelo para fazer frente a isso estabelecida e algumas pessoas pensam em muda-lo. Não há como  explicar este retrocesso: qualquer estudioso do assunto prevenção ou mesmo

Prevencionista sabe do que estamos falando, entende a importância do Know How tupiniquim para o assunto. Os números reais das estatísticas de todo mundo – disponíveis na internet – mostram claramente o que falamos. Tal como em muitos outros assuntos precisamos passar a valorizar bem mais o que temos em nossa terra e deixarmos de lado a admiração por aquilo que supomos ou ouvimos falar.

Mais importante do que encontrarmos um vilão com certeza e tomarmos consciência que saúde e vida do trabalhador não é negócio e nem pode ser – afinal de contas as conseqüências não ficam restritas ao mundo empresarial. Portanto, o assunto merece regulamentação especifica e cuidados especiais – porque por mais que diga que a iniciativa privada vai assumir todos os ônus - na prática isso impossível.

É preciso também entender que prevenção de acidentes não é apenas problema da área de saúde – como alguns querem fazer crer – e que portanto – há necessidade implícita de multidisciplinariedade na atuação. É crucialmente e de forma urgente ficar claro – que mesmo com a determinação legal as coisas ainda não tem o desenho desejado e necessário e que portanto ainda não é hora de deixarmos este modelo de lado.

Fonte: Cosmo Palasio M. Junior - http://www.qualidadebrasil.com.br/

segunda-feira, 24 de março de 2014