terça-feira, 6 de novembro de 2012

Noções Básicas de Almoxarifado - Parte 03

NOÇÕES SOBRE ALMOXARIFADO III


INTERFACES DO SISTEMA DE RECEBIMENTO DE MATERIAIS
      
·         ARMAZENAGEM
A correta utilização do espaço disponível demanda estudo exaustivo das cargas a armazenar, dos níveis de armazenamento, das estruturas para armazenagem e dos meios mecânicos a utilizar.
Indica-se a real ocupação do espaço por meio do indicador " taxa de ocupação volumétrica", que leva em consideração o espaço disponível versus o espaço ocupado.
Para entendermos plenamente a utilização do espaço vertical, há que se analisar a utilidade de paletes para a movimentação, manuseio e armazenagem de materiais. A peletização vem sendo utilizada em empresas que demandam manipulação rápida e armazenagem racional, envolvendo grandes quantidades. A paletização tem como objetivo realizar, de uma só vez, a movimentação de um número maior de unidades. Ao pallet é atribuído o aumento da capacidade de estocagem, economia de mão-de-obra, tempo e redução de custos. O emprego de empilhadeiras e pallets já proporcionou a muitas empresas economia de até 80 % do capital despendido com o sistema de transporte interno.
Inicialmente os pallets eram empregados na manipulação interna de armazéns e depósitos e hoje acompanham a carga, da linha de produção à estocagem, embarque e distribuição. Em razão da padronização das medidas do pallet pelos países como Estados Unidos e Inglaterra, eles passaram a ser utilizados através dos continentes em caminhões, vagões ferroviários e embarcações marítimas.

E o que é um palete ?
Trata-se de uma plataforma disposta horizontalmente para carregamento, constituída de vigas, blocos ou uma simples face sobre os apoios, cuja altura é compatível com a introdução dos garfos da emplilhadeira, e que permite o agrupamento de materiais, possibilitando o manuseio, a estocagem, a movimentação e o transporte num único carregamento.
Falta figura
Os pallets são plataformas, nas quais as mercadorias são empilhadas, servindo para unitizar, ou seja, transformar a carga numa única unidade de movimentação.

·         VANTAGENS DA UTILIZAÇÃO DE PALETES
1.    Melhor aproveitamento do espaço disponível para armazenamento, utilizando-se totalmente do espaço vertical disponível, por meio do empilhamento máximo;
2.    Economia nos custos de manuseio de materiais, por meio da redução do custo da mão-de-obra e do tempo necessário para as operações braçais;
3.    Possibilidade de utilização de embalagens plásticas ou amarração por meio de fitas de aço da carga unitária, formando uma só embalagem individual;
4.    Compatibilidade com todos os meios de transporte (marítimo, terrestre, aéreo);
5.    Facilita a carga, descarga e distribuição nos locais acessíveis aos equipamentos de manuseio de materiais;
6.    Permite a disposição uniforme de materiais, o que concorre para a desobstrução dos corredores do armazém e dos pátios de descarga;
7.    Os paletes podem ser manuseados por uma grande variedade de equipamentos, como empilhadeiras, transportadores, elevadores de carga e até sistemas automáticos de armazenagem;
·         Estudo do layout
Alguns cuidados devem ser tomados durante o projeto do layout de um almoxarifado, de forma que se possa obter as seguintes condições :
1.    máxima utilização do espaço;
2.    efetiva utilização dos recursos disponíveis ( mão de obra e equipamentos );
3.    pronto acesso a todos os itens;
4.    máxima proteção aos itens estocados;
5.    boa organização;
6.    satisfação das necessidades dos clientes.
No projeto de um almoxarifado devem ser verificados os seguintes aspectos :
1.    itens a serem estocados ( itens de grande circulação, grande peso e volume);
2.    corredores (facilidades de acesso);
3.    portas de acesso (altura, largura);
4.    prateleiras e estruturas (altura x peso );
5.    piso (resistência).
·         Critérios de Armazenagem
Dependendo das características do material, a armazenagem pode dar-se em função dos seguintes parâmetros :
1.    fragilidade;
b) combustibilidade;
c) volatilização;
d) oxidação;
e) explosividade;
1.    intoxicação;
2.    radiação;
3.    corrosão;
4.    inflamabilidade;
5.    volume;
6.    peso;
7.    forma;.
Os materiais sujeitos à armazenagem não obedecem regras taxativas que regulem o modo como os materiais devem ser dispostos no Almoxarifado. Por essa razão, deve-se analisar, em conjunto, os parâmetros citados anteriormente, para depois decidir pelo tipo de arranjo físico mais conveniente, selecionando a alternativa que melhor atenda ao fluxo de materiais:
1.    armazenagem por tamanho : esse critério permite bom aproveitamento do espaço;
2.    armazenamento por freqüência : esse critério implica armazenar próximo da saída do almoxarifado os materiais que tenham maior freqüência de movimento;
3.    armazenagem especial, onde destacam-se :
1.    os ambientes climatizados;
2.    os produtos inflamáveis, que são armazenados sob rígidas normas de segurança;
3.    os produtos perecíveis ( método FIFO)
1.    Armazenagem em área externa : devido à sua natureza, muitos materiais podem ser armazenados em áreas externas, o que diminui os custos e amplia o espaço interno para materiais que necessitam de proteção em área coberta. Podem ser colocados nos pátios externos os materiais a granel, tambores e “containers” , peças fundidas e chapas metálicas.
2.    Coberturas alternativas : não sendo possível a expansão do almoxarifado, a solução é a utilização de galpões plásticos, que dispensam fundações, permitindo a armazenagem a um menor custo.
Independentemente do critério ou método de armazenamento adotado é oportuno observar as indicações contidas nas embalagens em geral, conforme mostram as figuras abaixo :

·         Localização de Materiais
O objetivo de um sistema de localização de materiais é estabelecer os meios necessários à perfeita identificação da localização dos materiais. Normalmente é utilizada uma simbologia (codificação) alfanumérica que deve indicar precisamente o posicionamento de cada material estocado , facilitando as operações de movimentação e estocagem.
O almoxarife é o responsável pelo sistema de localização de materiais e deverá possuir um esquema do depósito com o arranjo físico dos espaços disponíveis por área de estocagem.
Sistemas de endereçamento ou localização dos estoques ;
Existem dois métodos básicos : o sistema de endereços fixos e o sistema de endereços variáveis.
·         Sistema de endereçamento fixo :
Nesse sistema existe uma localização específica para cada produto. Caso não haja muitos produtos armazenados , nenhum tipo de codificação formal será necessária. Caso a linha de produtos seja grande, deverá ser utilizado um código alfanumérico, que visa a minimização do tempo de localização dos materiais.
·         Sistema de endereçamento variável :
Nesse sistema não existem locais fixos de armazenagem, a não ser para itens de estocagem especial. Os materiais vão ocupar os locais disponíveis dentro do depósito. O inconveniente desse sistema é o perfeito controle que se deve ter da situação, para que não se corra o risco de possuir material perdido em estoque, que somente será descoberto ao acaso ou durante o inventário. Esse controle deverá ser feito por duas fichas, uma ficha para controle do saldo por item e a outra para controle do saldo por local de estoque.
Apesar de o sistema de endereços variáveis possibilitar melhor utilização do espaço, este pode resultar em maiores percursos para montar um pedido, pois um único item pode estar localizado em diversos pontos Esse método é mais popular em sistemas de manuseio e armazenagem automatizados, que exigem um mínimo de mão-de-obra.
·         Classificação e Codificação dos materiais
Um sistema de classificação e codificação de materiais é fundamental para que existam procedimentos de armazenagem adequados, um controle eficiente dos estoques e uma operacionalização correta do almoxarifado.
Classificar um material significa agrupá-lo segundo sua forma, dimensão, peso, tipo e uso. Em outras palavras, classificar um material significa ordená-lo segundo critérios adotados, agrupando-os de acordo com as suas semelhanças. Classificar os bens dentro de suas peculiaridades e funções tem como finalidade facilitar o processo de posteriormente dar-lhes um código que os identifique quanto aos seus tipos, usos, finalidades, datas de aquisição, propriedades e seqüência de aquisição. Por exemplo, com a codificação do bem passamos a ter, além das informações acima mencionadas, um registro que nos informará todo o seu histórico, tais como preço inicial, localização, vida útil esperada, valor depreciado, valor residual, manutenção realizada e previsão de sua substituição.
Codificar um material significa representar todas as informações necessárias, suficientes e desejadas por meio de números e/ou letras, com base na classificação obtida do material.
A tecnologia de computadores está revolucionando a identificação de materiais e acelerando o seu manuseio.
A chave para a rápida identificação do produto, das quantidades e fornecedor é o código de barras lineares ou código de distribuição. Esse código pode ser lido com leitores óticos (scanners) . Os fabricantes codificam esse símbolo em seus produtos e o computador no depósito decodifica a marca, convertendo-a em informação utilizável para a operação dos sistemas de movimentação interna, principalmente os automatizados.


·         Classificação e Codificação dos materiais
Um sistema de classificação e codificação de materiais é fundamental para que existam procedimentos de armazenagem adequados, um controle eficiente dos estoques e uma operacionalização correta do almoxarifado.
Classificar um material significa agrupá-lo segundo sua forma, dimensão, peso, tipo e uso. Em outras palavras, classificar um material significa ordená-lo segundo critérios adotados, agrupando-os de acordo com as suas semelhanças. Classificar os bens dentro de suas peculiaridades e funções tem como finalidade facilitar o processo de posteriormente dar-lhes um código que os identifique quanto aos seus tipos, usos, finalidades, datas de aquisição, propriedades e seqüência de aquisição. Por exemplo, com a codificação do bem passamos a ter, além das informações acima mencionadas, um registro que nos informará todo o seu histórico, tais como preço inicial, localização, vida útil esperada, valor depreciado, valor residual, manutenção realizada e previsão de sua substituição.
A classificação dos itens é composta de diversas etapas, quais sejam : catalogação, simplificação, especificação, normalização e padronização rumo à codificação de todos os materiais que compõem o estoque da empresa.
Vejamos melhor a conceituação de " classificação ", definindo melhor cada uma dessas etapas :
·         Catalogação : significa o arrolamento de todos os itens existentes de modo a não omitir nenhum deles.

Vantagens da Catalogação :
1.    A catalogação proporciona uma idéia geral da coleção;
2.    Facilita a consulta por parte dos usuários;
3.    Facilita a aquisição de materiais;
4.    possibilita a conferência;
5.    evita duplicidade de codificação;
·         Simplificação : significa a redução da grande diversidade de itens empregados para uma mesma finalidade. Quando duas ou mais peças podem ser usadas para o mesmo fim, recomenda-se a escolha pelo uso de uma delas;
·         Especificação significa a descrição detalhada de um item, como suas medidas, formato, tamanho, peso etc. Quanto mais detalhada a especificação de um item, menos dúvida se terá a respeito de sua composição e características, mais fácil será a sua compra e inspeção no recebimento.
·         Normalização : essa palavra deriva de normas, que são as prescrições sobre o uso do material; portanto significa a maneira pela qual o material deve ser utilizado em suas diversas aplicações;
·         Padronização : significa estabelecer idênticos padrões de peso, medidas e formatos para os materiais, de modo que não existam muitas variações entre eles. Por exemplo, a padronização evita que centenas de parafusos diferentes entrem em estoque.

Vantagens da Padronização :
1.    Possibilita a simplificação de materiais;
2.    Facilita o processo de normalização de materiais;
3.    Aumenta poder de negociação;
4.    Reduz custos de aquisição e controle;
5.    Reduz possibilidade de erros na especificação;
6.    Facilita a manutenção;
7.    Possibilita melhor programação de compras;
8.    Permite reutilização e permutabilidade
Assim a catalogação, a simplificação, a especificação, a normalização e a padronização constituem os diferentes passos rumo à codificação. A partir da classificação pode-se codificar os materiais .
Codificar um material significa representar todas as informações necessárias, suficientes e desejadas por meio de números e/ou letras, com base na classificação obtida do material.
A tecnologia de computadores está revolucionando a identificação de materiais e acelerando o seu manuseio.
A chave para a rápida identificação do produto, das quantidades e fornecedor é o código de barras lineares ou código de distribuição. Esse código pode ser lido com leitores óticos (scanners) . Os fabricantes codificam esse símbolo em seus produtos e o computador no depósito decodifica a marca, convertendo-a em informação utilizável para a operação dos sistemas de movimentação interna, principalmente os automatizados.
ESTRUTURAS METÁLICAS PARA ARMAZENAGEM
Fatores que influenciam na escolha das estruturas metálicas para armazenagem :
·         tipo de material (peso e volume);
·         equipamentos utilizados para a movimentação (empilhadeiras);
·         largura mínima dos corredores;
·         níveis de armazenagem (altura máxima para empilhamento);
Tipos de estrutura metálica para armazenagem:
·         estrutura leve em prateleira de bandeja : adequadas para materiais leves;
·         estrutura porta-palete : as prateleiras são substituídas por um par de
vigas que se encaixam nas colunas, com possibilidade de regulagem da altura.
Os paletes são retirados por empilhadeiras que se movimentam nos
corredores.

 Autor:  - Administrador de CAD/CAE Administrador de Sistemas de Materiais Oracle Master Certified Consultor Técnico

domingo, 4 de novembro de 2012

XXII ENBRA - Encontro Brasileiro de Administracao e VIII Congresso Mundial de Administração


Indo de Sao Paulo para o XXII ENBRA - Encontro Brasileiro de Administracao e VIII Congresso Mundial de Administração ... no Rio de Janeiro .

Por: Jorge CAVALCANTE 

sábado, 3 de novembro de 2012

O “GEM” dos Vendedores

 Cada ser humano tem sua composição genética e marcas que o fazem ser único num universo com mais de 6,5 bilhões de seres humanos.

Quando falamos em vendas, também há marcas, traços que fazem um vendedor ser único, destacando-o da multidão, fazendo a diferença no universo das vendas.

Há uma corrente que diz que os clientes não querem nada além do básico. Se ele vai a uma farmácia, ele quer o remédio e pronto. Ele não espera que o balconista ou farmacêutico se preocupem com sua saúde.

Essa ideia é de gente desumana, não habituada ao que mais nos distancia dos animais irracionais: nossa capacidade de transmitir interesse, afeto, carinho.

O problema é que as coisas andam tão ruins que o cliente já se contentaria em não ser mal atendido.

Resumidamente veja se você tem o “GEM” do vendedor que faz a diferença no mundo e não o que simplesmente entrega “remédios”.
  •  GENTILEZA: ser gentil é maravilhoso, sobretudo, para quem recebe a gentileza. Às vezes, o cliente sai de casa chateado, cheio de problemas, mas, quando chega à loja para comprar e o vendedor pede para guardar sua bolsa no guarda-volumes para que fique mais à vontade, e serve um cafezinho, a fisionomia do cliente muda. Aos poucos, ele vai se desestressando com as pequenas gentilezas que o vendedor faz, como perguntar como vai seu trabalho, os filhos, e nota que realmente ele está interessado, e que não é apenas para fechar a venda. O cliente percebe que o vendedor é um ser humano de verdade.
No final, parecem amigos, e, para concretizar o negócio, o vendedor carrega as compras do cliente até o porta-malas do carro, enquanto outros vão além, ajudando-os até o ponto de ônibus mais próximo.
  • ESPECIALISTA: os vendedores precisam querer fazer, mas, além disso, o mais importante é saber fazer. Há muita gente incompetente trabalhando com vendas. A falta de habilidades não é superada pela vontade de vender, fato é que vendedores afoitos, motivados para vender, acabam não batendo metas e tendo um salário sofrível no fim do mês. É crucial na profissão de vendedor, e em todas, ser um especialista no que se faz.
  • MOTIVAÇÃO: ser especialista já é um ingrediente motivacional. Além disso, o vendedor de sucesso tem entusiasmo e transmite isso ao cliente. Não é aquele vendedor chato, com pseudo-motivação. Ele é alguém que acredita no que faz e faz benfeito. Ele sabe que a melhor decisão que pode tomar pela manhã é a de se manter motivado, feliz, afinal, ninguém fecha uma venda com gente de cara amarrada. O vendedor tem que transmitir uma energia positiva ao cliente.
  1. Seu atendimento é tão fantástico que o cliente só tem uma dúvida: a forma de pagamento. 
  2. Seja gentil, especialista no que faz, motivado e arrebente a boca do balão em vendas. 
  3. Para os clientes que só querem o “remédio”, dê a eles gentileza, mostre sua competência e energia, que eles logo vão sentir falta se noutro lugar receberem apenas “remédios”.
Grande abraço, fique com Deus, sucesso e felicidades sempre!

Por:  Paulo Sérgio Buhrer - http://www.qualidadebrasil.com.br

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

8 Lições que Aprendi Depois de Ler o Livro “Pai Rico, Pai Pobre”

 Ler deve ser um hábito importante na vida de qualquer freelancer ou profissional que pretenda evoluir na carreira. Eu mesmo, tento ler pelo menos um novo livro por mês. Além de aumentar o meu conhecimento, ajuda a manter-me motivado e a conseguir novas ideias de negócios. Se você tem deixado a leitura para trás devido ao excesso de trabalho, aconselho que reveja a organização do seu dia-a-dia e que guarde algum tempo para ler livros ou revistas. Este mês, decidi fugir um pouco da área de produtividade ou das mídias sociais e optei pela leitura de um tema que também me interessa bastante: a gestão financeira. Por isso, o livro “Pai Rico, Pai Pobre” foi o escolhido. Esta excelente obra de Robert Kiyosaki e Sharon Lechter tem como objetivo ensiná-lo a lidar com o dinheiro e buscar a independência financeira através de uma boa gestão do dinheiro ou através da criação do seu próprio negócio.

Durante a obra, os dois autores passam conselhos bastante valiosos e que podem mudar claramente a sua maneira de olhar para o dinheiro. O livro contêm dicas bastante valiosas especialmente para os freelancers, que necessitam de ter um boa gestão financeira e saber organizar o seu dinheiro de forma inteligente. No entanto, o livro não ficou isento de críticas e também falaremos sobre elas no final do artigo, para que você possa ter uma visão mais ampla da obra. Se você quer aprender um pouco mais sobre gestão financeira para freelas, aconselho que dê uma olhada em alguns destes artigos antes de começar a ler o resto do artigo:

1. ESTUDE SOBRE GESTÃO FINANCEIRA

Possivelmente, o leitor poderá pensar que tem uma boa noção sobre gestão financeira. Receber, poupar e gastar são, por norma, as três atitudes que todos temos na gestão do nosso dinheiro. Mas fazer gestão financeira é bem mais do que isso. É saber investir no negócio certo, é saber colocar o dinheiro a trabalhar para si mas acima de tudo é aprender a gastar /investir o dinheiro. Durante o livro, Robert Kiyosaki fala sobre a questão dos ativos e dos passivos, o que é algo bastante interessante. No fundo, ativos é aquilo que gera fluxo de renda para o seu orçamento mensal e passivo é o que todos os meses retira dinheiro do seu orçamento. Ativo é o que você recebe do cliente ou que você recebe de um programa de afiliados, por exemplo. Por outro lado, passivo é tudo aquilo que retira dinheiro do seu orçamento, como o carro e a casa. Logo com este conceito, o autor quebra uma ideia que muitos de nós temos sobre a nossa casa ou carro: Eles são passivos e não ativos. Se pensarmos de forma lógica, isso é verdade, visto que ativos é tudo aquilo que poderá gerar algum fluxo para o nosso orçamento. Carro e casa apenas desvalorizam e deixam-nos em maus lençóis quando o nosso orçamento diminui.

2. SAIA DA CORRIDA DE RATOS

Durante o livro, Kiyosaki fala muitas vezes sobre a “Corrida de ratos”. De uma forma bastante resumida, este conceito explica o que aquilo que grande parte das pessoas faz: começa por receber os seus primeiros salários, compra uma casa, um carro e endivida-se. Depois é aumentado, e compra uma casa e um carro ainda melhores e assim sucessivamente. Por isso, acabam sempre ganhando mais e gastando mais, chegando ao final das suas vidas com muito pouco dinheiro colocado de parte. Infelizmente, esse é um erro que muitas vezes vejo em Portugal e no Brasil. Pessoas que iniciam a sua carreira profissional e pensam logo em gastar esse dinheiro na compra de uma casa ou de um carro. Já Tim Ferris, no seu livro “Quatro horas por semana”, explica também que comprar uma casa, por exemplo, pode ser uma grande limitação na nossa vida profissional. O que Kiyosaki aconselha é que analise bem as suas compras e veja se tem necessidade de investir em passivos que na realidade parecem ativos. Veja, logo abaixo, um trecho do livro que demonstra bem o que é a corrida de ratos:
“Agora eles estão aprisionados na Corrida dos Ratos. Chega o primeiro filho. Eles trabalham ainda mais. Mais dinheiro e mais impostos, a chamada escalada da alíquota. Um cartão de crédito chega pelo correio. Eles o usam. Mais despesa. Uma financeira telefona e diz que seu maior “ativo”, sua casa, teve seu valor aumentado. A empresa oferece um empréstimo de “consolidação”, porque sua ficha é tão boa, e lhes diz que o mais inteligente a fazer é zerar os altos juros ao consumidor liquidando seu débito junto ao cartão de crédito. E, além de tudo, os juros pagos sobre a hipoteca imobiliária podem ser deduzidos do imposto de renda. Eles aceitam e zeram os débitos de seus cartões de crédito onerados pêlos elevados juros ao consumidor. Eles suspiram aliviados. A dívida com o cartão de crédito está encerrada. Agora suas dívidas de consumo estão somadas à hipoteca imobiliária de sua casa própria. As prestações mensais são reduzidas porque ampliaram o financiamento para trinta anos. E atitude muito inteligente.
O vizinho os convida para irem às compras – afinal está começando a liquidação do Memorial Day. - Importante feriado americano em que se homenageia os mortos nas guerras. Comemorado na última segunda-feira de maio. (N. T.)
Uma chance de poupar algum dinheiro. Eles se dizem: “Não vamos comprar nada. Só vamos olhar.” Mas, para a eventualidade de achar uma boa oferta, põem aquele novo cartão de crédito na carteira.
Encontro este jovem casal a toda hora. Seus nomes mudam, mas seu dilema financeiro é o mesmo. Eles vêm a minhas palestras para ouvir o que eu tenho a dizer. Perguntam-me: “O senhor pode nos dizer como ganhar mais dinheiro?” Seus hábitos de compra os levam a buscar mais renda. Eles nem sabem que o problema está na forma que escolheram para gastar o dinheiro que têm. São provocados por seu analfabetismo financeiro e por não entenderem a diferença entre um ativo e um passivo. Raramente os problemas de dinheiro das pessoas são resolvidos com mais dinheiro. A inteligência resolve os problemas. Um amigo meu costuma repetir uma frase para as pessoas endividadas. “Se você descobre que se enterrou num buraco… pare de cavar.”

3. TRABALHE PARA SI

A minha experiência com livros sobre investimentos é ligeiramente reduzida. Até ao momento devo ter lido apenas seis ou sete livros sobre esta área. No entanto, existe uma regra que todos eles transmitem: se quiser ter rendimentos elevados, trabalhe para si. De fato, esta regra faz todo o sentido e basta o leitor olhar a para a lista dos homens mais bem sucedidos do mundo para perceber isso. Como o autor explica, quando você trabalha para alguém acaba por dar grande parte do valor que você cria para o dono da empresa. Não seria muito mais útil investir o seu tempo em algo que lhe traga melhor retorno? Você já fez as contas, de quanto terá dado para a empresa no final da sua carreira?
E este ponto está de acordo com outro ponto que eu tento transmitir aqui na Escola Freelancer: tente criar o próprio negócio enquanto freelancer. É verdade que ao início você deve tentar ganhar experiência e criar uma carteira de cliente que seja considerável, mas deve sempre trabalhar tendo como objetivo final criar a sua própria empresa. Tente criar um grupo à sua volta de profissionais que o ajudem, que permitam que você tenha um fluxo de trabalho maior. Só com pessoas trabalhando para si, você poderá aumentar os seus rendimentos e ter algum tempo para a sua vida pessoal. Criar um blog também é outra das soluções. Se tem conhecimento sobre uma área, escreva artigos sobre isso e mais tarde escreva um livro. Poderá ser também uma excelente fonte de rendimentos.

4. APROVEITE O TEMPO

O tempo é um dos recursos mais explorados por Robert Kiyosaki no livro “Pai Rico, Pai Pobre”. O autor aconselha que saiba aproveitar o  tempo a seu favor. Leia novos livros, vá a seminários e tente aprender com os melhores em vez de sentar na frente de televisão e esperar que as horas passem. Esta ideia não está relacionada com o fato de apenas ser mais produtivo no trabalho mas sim de aproveitar o seu tempo livre com assuntos mais interessantes e relevantes para o seu negócio. No artigo onde falei sobre como ser ignorante pode ajudá-lo a ser mais produtivo, expliquei que um bom empresário não precisa saber sobre tudo e a melhor opção é investir o seu tempo em algo útil, que possa realmente fazer a diferença na sua vida.

5. O QUE APRENDE NA ESCOLA DE POUCO SERVIRÁ

O livro é criado a partir da história de um jovem que tem “dois pais”: um rico e outro pobre. Enquanto que o pai rico ensina o jovem a desde cedo ter iniciativa própria, a gerar os seus próprios rendimentos e a estudar além daquilo que é ensinado no ensino convencional, o pai pobre diz ao filho para estudar muito e conseguir um bom emprego. No final, o pai rico acaba por ir aumentando os seus rendimentos enquanto o pai pobre acaba com muito pouco a nível financeiro. A ideia que o autor transmite não é que a educação convencional de pouco serve, mas sim que deve estudar muito além disso. O que a escola ensina apenas dará uma noção breve sobre o que é necessário para ter uma carreira de sucesso. O resto do conhecimento é aprendido em livros e na sua própria experiência durante o trabalho. É o mesmo que um profissional freelancer que termina um curso de Design e que considera-se um especialista na área. Para ser um melhor profissional, ele precisa de muito mais do que isso. Necessita de um estudo constante e de ganhar mais experiência.

6. ESTUDE AS LEIS

Todos os profissionais que pretendam ter o seu próprio negócio necessitam de saber tudo sobre leis. Por mais que você não goste, este é um conhecimento obrigatório, que poderá permitir poupar centenas de reais todos os meses. Robert Kiyosaki explica que este é mesmo um conhecimento essencial e que grande parte dos seus investimentos tiveram sucesso porque o autor conhecia as leis. Se quiser saber mais sobre as leias essenciais para um freelancer, aconselho que leia este, este e este artigo.

7. NO FINAL, O ESTADO ACABA FICANDO COM (QUASE) TUDO

Com a crise na Europa, os Estados estão optando por retirar um percentual importante da aposentadoria de muitos idosos. Eles estão retirando dinheiro de quem já pouco tinha. Esta é uma realidade que, infelizmente, só tende a piorar. Este também é um dos temas abordados por  Robert Kiyosaki. Durante o livro, o autor explica que os sistema utilizado pelos governos para garantir a aposentadoria dos trabalhadores “irá pagar cada vez menos”e irá forçar “os trabalhadores a trabalhar cada vez mais até mais tarde”. Concordo a 100% com essa ideia. O que Kiyosaki é que você prepare também a sua própria aposentadoria. É certo que você dificilmente conseguirá fugir dos descontos para a Previdência Social, mas também é importante que crie alguma forma de ter a sua própria aposentadoria.

8. SUPERE O MEDO DE INVESTIR

Como referi anteriormente, grande partes das pessoas aprende apenas a poupar e nunca a investir. A palavra “investir” por norma tem um sentido negativo, estando normalmente associada a “perder dinheiro”. No livro, o escritor explica que “apenas poupar” é um dos maiores erros que um profissional pode cometer.
“A inteligência financeira é simplesmente ter mais opções. Se as oportunidades não aparecem à sua frente, que outra coisa você pode fazer para melhorar sua posição financeira? Se uma oportunidade lhe cai do céu, e você não tem dinheiro, e o banco não lhe dá atenção, o que mais poderia fazer para essa oportunidade trabalhar a seu favor? Se seu palpite é errado e o que você esperava não acontece, como pode transformar um limão em milhões? Isso é inteligência financeira. Não é tanto o que acontece, mas quantas soluções financeiras diferentes você pode imaginar para transformar um limão em milhões. E a sua criatividade a serviço da solução de problemas financeiros.
A maioria das pessoas só conhece uma solução: trabalhar arduamente, poupar e levantar empréstimos.
Então, por que você quer aumentar sua inteligência financeira? Porque você quer ser o tipo de pessoa que cria sua própria sorte. Você pega o que quer que aconteça e o torna melhor. Poucas pessoas percebem que a sorte é criada. Do mesmo modo que o dinheiro. E se você quer ter mais sorte e criar dinheiro em lugar de trabalhar arduamente, então sua inteligência financeira é importante. Agora, se você é o tipo de pessoa que fica à espera de a coisa “certa” acontecer, pode esperar muito tempo. É como esperar que todas as luzes estejam verdes cinco quilômetros antes de começar a viagem”

CRÍTICA FINAL

O livro “Pai Rico, Pai Pobre” é bastante interessante e pode ajudar várias pessoas, principalmente aquelas que não têm a mínima noção sobre educação financeira. Mas como em todos os livros, o leitor deve ter o cuidado para prestar atenção a tudo o que é escrito, verificar o que é realmente interessante e descartar o resto. E é isso que você deve fazer com este livro também. A obra é repleta de bom conteúdo, mas não podemos esquecer que ela é apenas uma história, o que acaba tendo pouco sentido prático. Ou seja,  Robert Kiyosaki fala muito sobre dinheiro e sobre investimentos, mas no final acaba por dar poucos conselhos práticos, do gênero “faça isto” ou “opte por aquilo”. Quando você tenta fugir da “corrida de ratos”, acaba tendo poucas sugestões práticas além do investimento em imóveis.  Um dos grandes críticos é John T Reed’s. Ele tem um artigo repleto de críticas ao escritor e poderá encontrá-las aqui. Críticas à parte, é normal que a sua obra tenha algumas falhas, mas isso não retira o excelente conteúdo que está presente no “Pai Rico, Pai Pobre”, que certamente será uma mais valia para todos os que lerem esta obra.

  Autor Exclusivo da Escola Freelancer -http://www.escolafreelancer.com