segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Rascunho de projeto para um Ministério da Corrupção


Acabar com a corrupção é o objetivo de todos os políticos honestos. Sobretudo daqueles que ainda não chegaram ao poder.

A despeito das boas intenções coletivas, a corrupção anda tão desavergonhada que já roubou até o benefício da dúvida.

Tudo indica que a corrupção é, hoje, o empreendimento que mais cresce no país. Porém...

...Porém, como os corruptos raramente são denunciados e nunca são punidos, as estatísticas sobre a pujança do setor são imprecisas.

A encrenca reclama arrojo e criatividade. Já que é impossível acabar com a bandalheira, o governo precisa organizá-la.

Não se pode mais tolerar que os corruptos, dispersos pelos ministérios, trafeguem em faixa própria, sem método e sem critérios.

Como primeira providência, sugere-se a criação do Ministério da Corrupção. Vai abaixo um rascunho de projeto-de-lei:

Capítulo I – Das disposições preliminares

Art 1o: Fica criado o Ministério da Corrupção.

Art 2o: Esta lei estabelece normais gerais relativas ao tratamento diferenciado e favorecido a ser dispensado aos corruptos no âmbito dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios.

Capítulo II – Da definição dos corruptos

Art 3o: São corruptos, para os efeitos desta lei, homens e mulheres que, embora muito parecidos com os não-corruptos, diferenciam-se destes pela taxa de sucesso.

§ 1o – São corruptos de pequeno porte aqueles que se diferenciam dos não corruptos por taxas de 5% a 10%. De médio porte, aqueles cujas taxas oscilam de 10% a 30%. De grande porte, os que extrapolam os 30%.

Capítulo III – Da organização administativa

Art 4o: O cargo de ministro da Corrupção será exercido por corrupto com notória especialização, medida pela incompatibilidade dos bens com os rendimentos.

§ 1o: Como os demais ministros, o titular do Ministério da Corrupção participa das reuniões ministeriais, só que embaixo da mesa.

Art 5o: Cabe ao CGC (Comitê Gestor da Corrupção), órgão auxiliar do ministro, estabelcer cotas de desvios para cada repartição pública.

Art 6o: Cabe também ao CGC administrar o CUC (Cadastro Único dos Corruptos). Os corruptos serão divididos no CUC conforme o setor em que roubam.

- Paragrafo único: Mediante pagamento de comissão, o CGU providenciará para que os corruptores tenham acesso ao CUC. O objetivo da medida é evitar a escolha do corrupto errado, desburocratizando o mercado negro dos favores ilícitos.

Capítulo IV – Dos incentivos tributários

Art 7o: Ficam isentos do pagamento de tributos os corruptos que, tendo realizado todo o seu potencial, se abstenham de mandar o fruto do roubo para o exterior, mantendo o dinheiro no Brasil e ajudando a movimentar a economia do país.

Capítulo V – Das disposições finais

Art 8o: Fica formalmente extinta, no âmbito da administração pública, a probidade.

Art 9o: Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.

Art 10o: Revogam-se as disposições e também as indisposições em contrário.

Por:Publicado por   - http://montanhasrn.wordpress.com

0 coisas que os bons chefes devem fazer


 Diversos chefes conhecem a fórmula perfeita para trabalhar com a sua equipe, porém sempre há aqueles que precisam de ajuda para gerenciar seus empregados

Muitos chefes não se dão conta que eles podem estar trabalhando da maneira errada e não sabendo gerenciar corretamente suas equipes. Muitas vezes, este tipo de profissional pode ter sua imagem prejudicada dentro da empresa e nem sequer estar sabendo.

Geralmente as pessoas não gostam de acreditar que elas são o grande problema dentro de um grupo. Muitas vezes esta descoberta vem aos poucos, com pequenos sinais e mensagens escondidas entrelinhas.

Se você perceber que sua equipe não está contente com a sua atuação, seus aliados estão se afastando ou até mesmo suas amizades pessoais estão sumindo, é hora de mudar.

Veja a seguir 10 dicas de chefes que já passaram pela mesma situação e conseguiram mudar o cenário do ambiente de trabalho:

  • Pague o que as pessoas valem e não o mínimo exigido 
O que você perde em dinheiro você acaba ganhando em performance e dedicação no futuro.

  • Compartilhe sua experiência e sua visão
Termos como mentor e treinador estão obsoletos. Os profissionais aprendem através de pessoas que são generosas o bastante para compartilhar suas experiências profissionais e lições de vida.

  • Seja direto, mesmo que a notícia seja ruim
A melhor coisa que um chefe pode fazer é ser sincero e direto com sua equipe. Os feedbacks, as críticas e as sugestões devem ser passadas claramente aos seus funcionários, sem qualquer tipo de manipulação da informação, evitando constrangimentos no futuro.

  • Gerencie de maneira efetiva
Os bons chefes costumam manter a equipe alinhada e gerenciam efetivamente as tarefas para não deixar que seus funcionários tomem controle da situação. Em outras palavras, gerencie para não ser gerenciado.

  • Seja humilde e também elogie
Elogiar pode ser um aspecto positivo para qualquer chefe. Sua equipe gosta de ser reconhecida e isso deve ser uma coisa natural de qualquer chefe profissional.

  • Delegue responsabilidades, e não tarefas
Qualquer chefe sabe distribuir tarefas e estabelecer prioridades para seus funcionários, porém o que muitos deles não fazem é delegar responsabilidades ao invés de simples atividades a cumprir. Um bom chefe deve colocar sua equipe em uma posição de confiança, fazendo com que cada membro assuma a liderança de um setor ou de uma atividade em específico.

  • Explore as habilidades naturais de sua equipe
Procure explorar os aspectos positivos e as habilidades naturais de cada um dos seus funcionários e desafie sua equipe a superar suas expectativas.

  • Crie espírito de equipe
Como todos sabemos, grandes grupos constroem grandes indivíduos, e grandes líderes constroem grandes equipes.

  • Trate seus funcionários como eles devem ser tratados
Você sempre escuta as pessoas falarem que elas merecem ser tratadas com respeito e de maneira igual aos outros membros da equipe. Apesar de não gostar de escutar isso, procure tratar todos com respeito e não seja imparcial com os membros de sua equipe.

  • Inspire as pessoas
Todas as dicas acima procuram motivar as pessoas, porém são poucos os chefes que realmente inspiram seus empregados. A maneira mais fácil de fazer isso é saber medir as palavras e encontrar o momento ideal para controlar uma situação. Brincadeiras e um bom senso de humor podem ajudar bastante.
 
Fonte: Portal Universia - 
Portal www.cmconsultoria.com.br 

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Neocompetência

“Há dois tipos de pessoas: aquelas que fazem o trabalho e aquelas que ficam com o crédito. Tente estar no primeiro grupo: há menos competição lá.” (Indira Gandhi)

 Seja para construir uma carreira de sucesso ou para encontrar sua vocação e seguir uma missão, ser competente é um pré-requisito básico.
A mais difundida definição para competências foi formulada por Scott B. Parry, em sua obra “The quest for competencies”, de 1996, em que ele diz:

“Competências é um agrupamento de conhecimentos, habilidades e atitudes relacionados, que afeta a maior parte de uma tarefa (papel ou responsabilidade), correlacionado à performance, que pode ser medido a partir de parâmetros bem-aceitos, e que pode ser melhorado através de treinamento e desenvolvimento”.
Esse conceito ficou registrado no mundo acadêmico e corporativo como a Regra do CHA.

  • O “C” representa o conhecimento, o saber adquirido. É o processo de instrução e envolve formação, escolaridade, autodidatismo, leituras, cursos e treinamentos realizados.
  • O “H” significa habilidade, o saber fazer. Trata-se da capacidade de produzir a partir do conhecimento adquirido e diz respeito a ações práticas como analisar, interpretar, compreender, julgar, planejar, administrar, comunicar, entre tantas outras. Mediante treino, repetição e prática constante, as habilidades podem ser desenvolvidas e lapidadas.
  • O “A” constitui a atitude, o querer fazer. É a decisão consciente e emocional de agir diante dos fatos, com proatividade e assertividade. Atitudes são constatações, favoráveis ou desfavoráveis, em relação a objetos, pessoas ou eventos. Uma atitude é formada por três componentes: cognição, afeto e comportamento.
 Ocorre que o conceito do CHA já não responde às demandas do mundo corporativo atual, motivo pelo qual desenvolvi um novo modelo ao qual intitulei “Neocompetência”.
  
NOVAS COMPETÊNCIAS
Embora o conhecimento continue imprescindível, na base desta estrutura, é importante pontuar que ele não é mais estático. Aliás, as festas de “formatura” nas universidades deveriam ser simplesmente abolidas, porque ao concluir um curso de graduação com quatro anos de duração, por exemplo, muito do que foi estudado no primeiro e segundo anos já está defasado.

Disso decorre a importância da atualização, o saber aprender, representando o desafio de ampliar o conhecimento de forma contínua, além da capacidade de discernir sobre o que deve ou não ser aprendido dentre tantas possibilidades.
  
A atitude, embora seja o elo supremo desta corrente, precisa ser referendada pela realização, o fazer efetivamente, pois muitos que desejam não levam a termo suas ações, capitulando e desistindo no decorrer do caminho.
  
Neste contexto, surge a premência da motivação, o fazer fazer. Num primeiro instante, do ponto de vista individual, mesmo porque a motivação é um processo pessoal, responsável pela intensidade, direção e persistência dos esforços de uma pessoa para atingir uma determinada meta. A intensidade está relacionada à quantidade de esforço empregado – muito ou pouco. A direção refere-se a uma escolha qualitativa e quantitativa em face de alternativas diversas. E a persistência reflete o tempo direcionado à prática da ação, indicando se a pessoa desiste ou insiste no cumprimento da tarefa.
  
Mas para se alcançar a efetividade, precisamos empreender ações não individualmente, mas em equipe. Neste ponto, a motivação se converte em apoio, sustentação e, em especial, inspiração àqueles que compõem o time.
  
No estágio seguinte, o profissional competente compreende que conhecimento bom é conhecimento compartilhado e que para evoluir não apenas na hierarquia, mas nos processos de reconhecimento e de autorrealização, é necessário ensinar aos que estão ao seu redor. É o fazer saber, por meio da educação, disseminando experiências, comportamentos e melhores práticas.
 Neste momento, surge a importância da autoconsciência de que na medida em que ampliamos nosso espectro de conhecimentos, maior é nossa ignorância diante do universo de possibilidades do saber. A humildade representa o saber saber, a percepção clara e inequívoca de nossas próprias limitações e que nos faz simultaneamente educadores e educandos, combatendo a prepotência e a arrogância. Há que aprender, porém há ­também que ensinar.
  
A humildade leva à prática inconteste da verdade. E como não há porque mascarar eventos ou ações passa-se a valorizar a autenticidade, o saber ser, onde importa não o que você tem, mas quem você é. Uma característica singular num mundo tão superficial em determinados aspectos como o que vivenciamos atualmente.
  
O homem é um ser social por natureza, de modo que deve aprender não apenas a viver, mas também saber conviver, ou seja, viver com seus pares. A isso chamamos sociabilidade.
  
Por fim, a solidariedade, que remete não à solidão, mas à cooperação, à responsabilidade e à interdependência. É a consciência plena de saber devolver à mesma sociedade em que convivemos um pouco do que aprendemos e somos a fim de mitigar as desigualdades.
  
Compreendido o conceito moderno de “competência”, fica mais fácil para o profissional definir como deve se posicionar. Há competências técnicas, comportamentais, relacionais, valorativas e transcendentais. Mas este é assunto para outra oportunidade.
 Por: Tom Coelho 
Fonte: Neocompetência - Portal Carreira & Sucesso

Frases célebres de Oscar Niemeyer (e engraçadas) !

- Meu médico me proibiu de tomar vinho todos os dias. Sorte que ele não falou nada sobre Smirnoff Ice.

- Existem apenas dois segredos para manter a lucidez na minha idade: o primeiro é manter a memória em dia, o segundo eu não me lembro.

- Ivete Sangalo me encomendou o primeiro trio elétrico de concreto armado do mundo. O pessoal aqui no escritório já apelidou de ”Sangalão”.

- A proposta era fazer o “Sangalão” de madeira para ficar mais leve. Aí eu disse pra Ivete “Quer de madeira? chama um MARCENEIRO!”.
 - Brasília nunca deveria ter sido projetada em forma de avião. O de camburão seria mais adequado.

- Na verdade quem projetou Brasília foi Lúcio Costa. Eu fiz uns prédios e avisei que aquela merda não ia dar certo.

- Sim, ela é aquele avião que não decola NUNCA. Segundo a Nasa, Brasília é inconfundível vista do espaço.

- Duro admitir, mas atualmente Marcela Temer é o monumento mais comentado de Brasília.

- Todos ficam falando Zé Alencar é isso, Zé Alencar é aquilo. Mas quem fez Pilates e caminhou na praia hoje? EU!

- Projetar Brasília para os políticos que vocês colocaram lá, foi como criar um lindo vaso de flores pra vocês usarem como PINICO.

- Caro Sarney: ser imortal na Academia Brasileira de Letras é mole. Quero ver é tentar ser aqui fora!

- Nunca penso na morte, NUNCA. Vou deixar para pensar nisso quando tiver mais idade

- Perto de mim Justin Bieber ainda é um espermatozóide.

- Ganhei um convite para ver o filme da Bruna Surfistinha. Espero que seja MESMO um filme sobre surf.

- O filme da Bruna Surfistinha é uma apologia ao baixo meretrício e aos mais baixos instintos humanos. Mas pelo menos rolou uns peitinhos.

- Odeio praias lotadas aos domingos. Não dá pra surfar direito, é o maior crowd.

- O frevo foi criado há 104 anos. Ou seja: só tive um ano de sossego desse pessoal pulando de guarda-chuvinha.

- Segredo da Longevidade 48 – Não viva cada dia como se fosse o último. Viva como se fosse o primeiro.

- Na minha idade, a melhor coisa de acordar de madrugada para ir ao banheiro é ter acordado.

- Alguns homens melhoram depois dos 40. E eu mesmo só comecei a me sentir mais gato depois dos 90.

- Queria muito encontrar um emprego vitalício. Só pra garantir o futuro, sabe…

- Andei comprando apostilas para Concurso do Banco do Brasil. Não quero viver de arquitetura o resto da vida.

- Foi-se o John Herbert, 81 anos. Essa molecada da área artística se acaba rápido demais.

- Só me arrependo de UMA coisa na vida: de não ter cuidado melhor da minha saúde para poder viver mais.

- São Paulo mostrou ao Brasil como se urbanizar com inteligência: basta fazer o exato contrário do que aconteceu lá.

- Fato: o meu edificio Copan aparece em 50% dos cartões postais de São Paulo. DE NADA.

- Fui convidado para ver o pessoal do Comédia em Pé. Só não vou porque minha artrite não deixa ficar em pé muito tempo.

- Esse humor do Zorra Total já era antigo quando eu era criança.

- Linda, eu não vou a museus. Eu CRIO museus. Quer ir Ver uns museus?

- Sem sono e a fim de sair pro agito. Quem embarca?

- A quem interessar possa: eu NÃO estive presente na fundação de São Paulo há 457 anos. Na verdade eu não fui nem convidado.

- Se eu projetasse a casa do Big Brother os participantes iriam brigar pra ver quem saía PRIMEIRO.

- A vida é um BBB e eu quero ser o último a sair.

Por: Oscar niemeyer 103 anos  -http://valberlucio.wordpress.com/

O perfil do corrupto , por Frei Beto

Manifestações públicas em várias cidades exigem o fim do voto secreto no Congresso; o direito de o CNJ investigar e punir juízes; a vigência da Ficha Limpa nas eleições de 2012; e o combate à corrupção na política.

O corrupto age movido pela ambição de dinheiro

Por que há tanta corrupção no Brasil? Temos leis, sistema judiciário, polícias e mídia atenta. Prevalece, entretanto, a impunidade – a mãe dos corruptos. Você conhece um notório corrupto brasileiro? Foi processado e está na cadeia?

O corrupto não se admite como tal. Esperto, age movido pela ambição de dinheiro. Não é propriamente um ladrão. Antes, trata-se de um requintado chantagista, desses de conversa frouxa, sorriso amável, salamaleques gentis. Anzol sem isca peixe não belisca.

O corrupto não se expõe; extorque. Considera a comissão um direito; a porcentagem, pagamento por serviços; o desvio, forma de apropriar-se do que lhe pertence; o caixa dois, investimento eleitoral. Bobos aqueles que fazem tráfico de influência sem tirar proveito.

Há vários tipos de corruptos. O corrupto oficial se vale da função pública para extrair vantagens a si, à família e aos amigos. Troca a placa do carro, embarca a mulher com passagem custeada pelo erário, usa cartão de crédito debitável no orçamento do Estado, faz gastos e obriga o contribuinte a pagar. Considera natural o superfaturamento, a ausência de licitação, a concorrência com cartas marcadas.

Sua lógica é corrupta: “Se não aproveito, outro sai no lucro em meu lugar”. Seu único temor é ser apanhado em flagrante. Não se envergonha de se olhar no espelho, apenas teme ver o nome estampado nos jornais e a cara na TV.

O corrupto não tem escrúpulo em dar ou receber caixas de uísque no Natal, presentes caros de fornecedores ou patrocinar férias de juízes. Afrouxam-no com agrados e, assim, ele relaxa a burocracia que retém as verbas públicas.

Há o corrupto privado. Jamais menciona quantias, tão somente insinua. É o rei da metáfora. Nunca é direto. Fala em circunlóquios, seguro de que o interlocutor sabe ler nas entrelinhas.

O corrupto “franciscano” pratica o toma lá, dá cá. Seu lema: “quem não chora, não mama”. Não ostenta riquezas, não viaja ao exterior, faz-se de pobretão para melhor encobrir a maracutaia. É o primeiro a indignar-se quando o assunto é a corrupção.

O corrupto exibido gasta o que não ganha, constrói mansões, enche o pasto de bois, convencido de que puxa-saquismo é amizade e sorriso cúmplice, cegueira.

O corrupto cúmplice assiste ao vídeo da deputada embolsando propina escusa e ainda finge não acreditar no que vê. E a absolve para, mais tarde, ser também absolvido.

O corrupto previdente fica de olho na Copa do Mundo, em 2014, e nas Olimpíadas do Rio, em 2016. Sabe que os jogos Pan-americanos no Rio, em 2007, orçados em R$ 800 milhões, consumiram R$ 4 bilhões.

O corrupto não sorri, agrada; não cumprimenta, estende a mão; não elogia, incensa; não possui valores, apenas saldo bancário. De tal modo se corrompe que nem mais percebe que é um corrupto. Julga-se um negocista bem-sucedido.

Melífluo, o corrupto é cheio de dedos, encosta-se nos honestos para se lhe aproveitar a sombra, trata os subalternos com uma dureza que o faz parecer o mais íntegro dos seres humanos.

Enquanto os corruptos brasileiros não vão para a cadeia, ao menos nós, eleitores, ano que vem podemos impedi-los de serem eleitos para funções públicas.

Por: Frei Betto é escritor e assessor de movimentos sociais, autor do romance “Minas do Ouro” (Rocco), entre outros livros.
fonte: via Correio de notícias

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

O pai não entende de gestão e os filhos de negócios

Onde nascem as pequenas empresas?
No campo, no mercado, visando atender determinadas necessidades.
O criador, normalmente, conhece todos os clientes pelos nomes e apelidos. Uma relação estreita e amigável.

Sua capacidade de interagir o leva a conhecer pessoas, suas necessidades e meios de atendê-las. Esses fatores geram seu sucesso. O mesmo sucesso que provoca o crescimento de sua organização e o afasta do mercado para tratar de sua complexidade.

O hábito faz o monge. O profissional que adorava as ruas e as visitas, agora, depois de anos de trabalho, incomodado com o trânsito, movimentações, um tanto saturado das batalhas, evita exercer seu maior talento. Justamente aquele que o permitiu criar sua empresa.

Filhos crescidos, começa tentar se convencer a passar o bastão. Aquele que lhe dá sentimento de importância, por isso nunca larga.

Não criou os filhos para entenderem de negócios. Não exercitou o ensino, muito menos a paciência. Não ofereceu para os herdeiros qualquer treinamento e experiência prática. Cursaram as melhores escolas, com regalias, que mais os afastaram dos estudos que os aproximaram.

Chegou a hora da verdade. Ingressar na organização. Cultos, bens informados sobre as técnicas de gestão possuem excelentes bases teóricas, mas nenhuma prática. Fizeram alguns estágios, mas em uma realidade distante do seu mundo.

Iniciam o trabalho verificando que muitas tarefas poderiam ser facilitadas com informatização. Computador, internet, não faz parte da realidade do criador. Este não tem intimidade com o assunto e considera a internet uma grande perda de tempo.

Meses de muita discussão e pouco debate levam os filhos a primeira vitória. Compram o primeiro ERP – sistema de gestão integrado - e iniciam a implantação. A empresa não tem a organização e disciplina necessárias para desenvolvimento de trabalho sistêmico.

Os novos gestores começam a perceber que o fruto tem a mesma qualidade da semente. Dados incorretos, relatórios incorretos. Simples e óbvio.

As discussões sobre o investimento e as demoradas respostas provocam novos confrontos entre o criador e seus herdeiros. Essas disputas produzem a “toxina da paralisia”. Ninguém se mexe antes que as brigas cessem e uma ordem seja dada.

A empresa fica dividida, dois grupos se formam. Os empíricos e os teóricos. A divisão é resultado do posicionamento do criador que considera os filhos teóricos demais e dos filhos que dizem que o pai se acha muito prático.

Cada qual com suas crenças arrebanham seguidores. O fato os afasta cada vez mais do mercado.

As dificuldades de comunicação impedem que os novos gestores aprendam algo sobre os negócios e que o criador entenda o novo mundo em que vive.

A concorrência não poderia agradecer maior apoio e avança, ocupando espaço.

Consultores foram chamados aos milhares, mas tudo se resume a uma conversa e propostas que amarelam nas gavetas e adormecem nos computadores.

Fato: “Nenhuma idéia ou conselho tem utilidade para o homem que não tem propósito”.

Os herdeiros chegaram cheios de planos, mas com a falta de sucesso na implantação do ERP já não conseguem apoio para novos passos. Rapidamente se tornaram meros colaboradores. Ora reverenciam as sugestões do experiente progenitor, ora se retiram mais cedo, exaustos com as discussões e a certeza de que será mais uma batalha perdida.

A equipe, já intoxicada, sofreu sérias baixas. Bons profissionais se foram e outros sequer emplacaram.

O futuro da organização demonstra estar comprometido. No curto prazo os resultados ainda sustentam a empresa que se encontra com um endividamento desconfortável. Pelas últimas conversas a casa da praia ou o sítio terão que ser vendidos para sua continuidade.

Nos bastidores o eleitorado defende duas teses: Uma afirma que o filho não entende de negócios, outra que o pai não entende de gestão.

Assim que a exposição terminou e os grupos começaram a se reunir para as tarefas, um dos presentes pediu a palavra e disse: - Passei por esses mesmos problemas, logo que meus filhos ingressaram na empresa. Não foram anos fáceis, demoramos para perceber a toxicidade que estávamos produzindo no ambiente. Quando nossas vidas pessoais começaram a ser afetadas, felizmente acordamos e procuramos ajuda. Entre orientações, palestras e leituras nos deparamos com uma frase que nos obrigou a encarar a realidade e agir de forma racional, minimizado os conflitos e tratando todas as questões construtivamente. A frase, em sua total dureza, dizia: “O peixe começa a feder pela cabeça.” Foi duro ler e refletir sobre aquilo, mas era o “chacoalhão” que precisávamos.

Não fosse esse encontro ainda estaríamos discutindo e lutando para ver quem tinha razão.

Autor: Ivan Postigo - Publicado: no site: http://www.qualidadebrasil.com.br/

Planejamento estratégico por diretrizes



Conforme já disse o Dr. William Deming, norte-americano, especializado em qualidade e produtividade, que desenvolveu trabalhos nos Estados Unidos e Japão: “Sem conceito, não há conhecimento”.
Para estabelecermos a sistematização na implantação de novos processos, necessitamos fixar alguns conceitos, para evitarmos as armadilhas que a improvisação sempre nos deixa ao longo de nossa jornada.

A técnica mais utilizada para gestão empresarial é o Planejamento Estratégico. Vamos analisar, ainda que brevemente, quais suas principais implicações.
 
1 – O que é Planejar?
Planejar é a mais importante tarefa a ser cumprida pela diretoria de uma organização. Envolve a reflexão sobre o que estamos dispostos a investir para realizar ações. Podemos planejar todas as atividades. Vejamos alguns exemplos:
  • A que horas vamos nos deitar.
  • A que horas vamos nos levantar.
  • A que horas vamos iniciar nosso trabalho e quanto será o tempo a ele dedicado.
  • Quais as atividades prioritárias, escolhendo as mais importantes e evitando deixá-las tornarem-se urgentes.
  • Quais os produtos e serviços que têm mercado comprador.
  • Qual a melhor maneira de atendermos aos clientes.
  • Como vamos treinar nossos colaboradores e quanto investir em treinamentos.
  • Quais os equipamentos e instalações a adquirir. 
Estas e outras questões derivadas devem ser planejadas.
 
Os grandes problemas residem em: Como devemos planejar e qual a melhor metodologia?
 
Antes de buscar respostas, vamos refletir sobre os conceitos de planejamento estratégico.
 
2 – O que é planejamento estratégico?
 Existem muitas definições, mas escolhemos uma por ser simples e relativa à atividade empresarial:
 
“Planejamento é a ação que estabelece um futuro desejado para a organização, os objetivos a atingir e os meios para atingi-los”.
  
A palavra “estratégia”, originalmente, foi utilizada na arte militar, assim como a palavra “tática”. Modernamente, ambas podem ser usadas pelas empresas, para alcançar objetivos já definidos.
  
É frequente vermos empresas fixando metas sem que um estudo minucioso preceda essa fixação. Vamos assumir, por exemplo, que a diretoria da TAM LINHAS AÉREAS decida fixar os seguintes objetivos e metas:
  • Aumentar a participação no mercado internacional em 20% nos próximos cinco anos.
  • Aumentar o faturamento em 10% ao ano, no mesmo período.
  • Aumentar a participação no mercado interno, em 5% ao ano, no mesmo período.
Em princípio, a fixação de objetivos e metas parece ser a resposta certa à questão do planejamento, mas não basta. Senão vejamos: 
 
Para aumentar a participação no mercado internacional, foram realizados estudos sobre quais regiões serão mais facilmente atingidas, por serem nichos não explorados ou mal trabalhados?
 
  • Quais seriam as regulamentações internacionais que afetariam nossos negócios?
  • Quais foram os estudos anteriores à fixação da meta de 20%?
  • O aumento de 10% no faturamento será feito por aumento de preços ou por maior participação no mercado?
  • Seria por ambos?
  • O aumento da participação no mercado interno é factível, considerando-se a queda de preços e o aumento da concorrência?
 Poderemos questionar também, se antes de fixar tais objetivos, não seria mais produtivo pesquisar previamente:
  • Os planos dos competidores para a compra de novas aeronaves.
  • Estudar a situação financeira dos competidores e a nossa.
  • Quais serão os investimentos que precisaremos fazer.
 3 – O planejamento estratégico por diretrizes  
No início do século XX, foram desenvolvidas novas técnicas para a Administração Científica por Taylor nos Estados Unidos e utilizadas por empresas como Ford e GM. Após a 2ª Guerra Mundial, o Japão gerou nova evolução, visando obter a participação e o comprometimento das pessoas em todos os níveis das empresas.
  
Para estimular mais ainda a sistematização, foi criada a técnica chamada de Gerenciamento por Diretrizes - Hoshin Kanri em japonês – que estuda, detalhadamente, todas as ações propostas que serão documentadas e, em seguida implementadas, utilizando um instrumento de gestão conhecido como P-D-C-A, ou seja:
  • PLAN = Planejamento
  • DO = Desenvolvimento das ações planejadas
  • CHECK = Conferência ou checagem entre o planejado e o desenvolvido
  • ACT = Agir corretivamente e realimentando o PDCA.
 A utilização do Planejamento Estratégico por Diretrizes permite desdobrar as diretrizes básicas, fixadas pela alta administração da empresa, detalhando para cada área de responsabilidade da organização os Planos de Ação com cronograma físico e financeiro, para que sejam atingidos os objetivos fixados.
 
Trata-se de sistema estruturado que permite medir os resultados e a consolidação dos processos, bem como a análise de problemas, com instrumentos que permitem encontrarmos soluções mais favoráveis ao sucesso da organização e ao bem-estar de todos os envolvidos.
  
Autor: João Baptista Sundfeld
 Publicado: no site: http://www.qualidadebrasil.com.br/

1950 – a Chegada do “Modelo Americano” de Gestão Empresarial


O Que Caracterizou o Modelo Americano de Gestão? Quais Foram as Principais Contribuições Americanas ao Estudo da Gestão Empresarial?

No início da década de 1950 os mestres-de-obras europeus passaram a ter novamente um cronômetro em suas mãos, conforme havia sido ensinado por Frederick Taylor anos antes. Nas fábricas foi instalado um escritório com os tempos elementares de cada produto a ser fabricado, bem como uma comissão de funcionários para avaliar a produtividade da empresa.

A viagem para a Europa – então denominada a “Meca da Gestão Empresarial” – tornou-se quase obrigatória para os executivos americanos e, de acordo com o Plano Marshall de recuperação da Europa, milhares de patrões voaram para lá a fim de absorverem conhecimentos sobre Gestão Empresarial.

Entre as descobertas européias estão a formação dos operários com a instrução adequada para cada função, as relações de trabalho mais amenas, a simplificação das tarefas e a segurança no local de trabalho. Os chefes de pessoal – muitas vezes antigos militares europeus que serviram na 2ª Guerra – se encarregavam de organizar tudo nesse aspecto.

Porém, essas “missões de produtividade” (como eram conhecidas nos EUA) acabaram se transformando numa ótima oportunidade para alguns americanos introduzirem uma nova cultura de Gestão, feita à base de pesquisa, de venda e de controle gerencial. E, essa nova forma de Gestão Empresarial se ensina até hoje nas escolas de Administração Americana.

Na verdade, é na área privada que o modelo americano invadiu primeiro a Europa, pois algumas ricas famílias européias tiveram seu lar invadido pelo “living-room”, pelos frigoríficos e pelas máquinas. No entanto, foi no início deste período que chegou da América uma lição diferente:

Em 1954 Peter Drucker – através do seu livro Gerenciamento na Prática – permitiu às pessoas aprenderem a dirigir algo que somente aos gênios era possível e que não se conseguia reproduzir (o gerenciamento). Este livro é um marco na história da Gestão Empresarial, não só pelas idéias que fornece como pelo papel central no século XX que atribui à disciplina.

Numa das frases mais memoráveis da literatura desta área, Drucker afirma: “Só há uma definição válida do objetivo de um negócio: criar um cliente”. Dessa forma, Peter Drucker acabou criando uma nova disciplina no aprendizado – o “management”.

A partir de então, todos os gurus do planeta encontraram sua inspiração empresarial neste idoso consultor de empresas, cujos conceitos são clássicos até hoje como a gestão por objetivos – por exemplo – que só seria difundida 10 anos depois de lançada.

Dessa forma, inúmeras empresas americanas passaram a fixar objetivos específicos às pessoas, as quais deveriam agora prestar contas do seu desempenho no fim de um período. Mesmo princípio ao nível dos departamentos, das divisões, dos setores, etc. A gestão por objetivos – explicava Drucker – garante o rendimento e transforma necessidades objetivas em ambições pessoais. Esta é a verdadeira liberdade. Uma liberdade com lei – dizia Drucker.

Foi uma década rica na literatura de negócios americana, a qual ficou marcada pela “Escola das Relações Humanas” fundada anos antes. Nesse período o psicólogo Abraham Maslow fazia sucesso com seu livro “Motivação e Personalidade”, conhecido por uma contribuição fundamental para a compreensão da natureza e da psicologia humana nas organizações – a hierarquia das necessidades – conceito que Maslow lançara em 1943. Segundo ele, existia uma escala ascendente de necessidades que devem ser satisfeitas, sob pena de as pessoas não se motivarem.

Em 1959 Frederick Herzberg lançou seu livro – A Motivação no Trabalho – perguntando a 200 engenheiros e contabilistas o que lhes agradava e desagradava no seu trabalho. Desse inquérito nasceu a famosa distinção entre fatores higiênicos e motivacionais, provando que os fatores que nos dão satisfação não são necessariamente iguais aos que conduzem à insatisfação.

Fechando a década, em 1960 Douglas McGregor apresentou duas descrições do pensamento dos gestores empresariais: a teoria X (os trabalhadores são, por natureza, preguiçosos) e a teoria Y, no outro extremo, baseada na premissa de que as pessoas querem e precisam trabalhar.

O Movimento Pelas Relações Humanas no Trabalho
Esse movimento surgiu como uma reação ao mecanicismo que imperava nas organizações à época. A elevação das pessoas à preocupação fundamental dos gerentes passou a ser um marco na história da Gestão Empresarial. Tudo começou com a pesquisa empreendida por Elton Mayo, entre 1927 e 1932 na fábrica da Western Electric, em Hawthorne, Chicago.

Estudando as atitudes e os comportamentos dos seus trabalhadores, Mayo descobriu que a produção melhorava quando os trabalhadores acreditavam que os gestores se preocupavam com o seu bem-estar. Apaixonado pelos estudos, Elton Mayo defendia que a auto-estima era vital para o bom desempenho dos funcionários. Ele alertou para a necessidade de existirem “canais de comunicação” entre os trabalhadores e a direção, para que os indivíduos e os grupos se identificassem com os objetivos da empresa.

No entanto, o melhor desses estudos só viria a ser aproveitado nos anos 50, quando surgiu nos Estados Unidos um grupo de pensadores — mais tarde chamado “Escola de Relações Humanas” — cujas figuras centrais são Douglas McGregor, Abraham Maslow e Frederick Herzberg.

Ao psicólogo social Douglas McGregor deve-se uma das maiores contribuições para o estudo dos fatores de motivação, a teoria X e Y. A teoria X defendia que os trabalhadores eram por natureza preguiçosos, necessitando por isso ser supervisionados e motivados, pois para eles, o trabalho era um mal necessário. Por outro lado, a teoria Y defendia que as pessoas queriam e precisavam trabalhar.

Quando morreu, em 1964, McGregor trabalhava na formulação da teoria Z, que visava fazer o encontro entre as aspirações individuais e da empresa. Já Abraham Maslow trabalhava na pirâmide da hierarquia das necessidades, que tem como base as fisiológicas (abrigo, alimentação, calor) e como cume as de auto-realização. Assim que uma necessidade está satisfeita, ela deixa imediatamente de ser um motivador. E o psicólogo Frederick Herzberg identificava depois os fatores higiênicos (ou de motivação), tais como as necessidades econômicas básicas, se opondo aos fatores motivacionais, os quais são dirigidos a aspirações mais profundas. Bons fatores higiênicos são necessários, mas não suficientes, para motivar as pessoas.

Autor: Julio Cesar S. Santos

Publicado: no site: www.qualidadebrasil.com.br