segunda-feira, 29 de abril de 2019

MINDSET- O que é?


Muito se ouve falar sobre mindset, mas você sabe o que esse termo realmente significa? 

É possível descrevê-lo como a mentalidade que cada um de nós tem em relação à vida.  

Em termos práticos, o conceito significa o conjunto de atitudes mentais que influencia diretamente nos nossos comportamentos e pensamentos.

Essa formulação pode ser a chave para alcançarmos sucesso ou não. Isso ocorre, pois o modo como você reflete sobre as situações determina como você irá agir e seus atos desenrolam em consequências positivas, neutras ou negativas. Então é só pensar em coisas boas que elas vão acontecer magicamente? Calma, que a vida não é tão simples assim. Continue lendo o texto para entender mais sobre o assunto!

O conceito segundo Carol S. Dweck

A ideia de obtermos sucesso por meio do nosso mindset vem de uma filosofia desenvolvida pela psicóloga Carol S. Dweck, que atualmente é reconhecida internacionalmente pelos seus esforços nesta área do conhecimento. A estudiosa e professora de psicologia da Universidade de Stanford nos Estados Unidos, explica que nosso mindset mostra o nosso modo otimista ou pessimista de enxergar diversas situações da vida e de como se portar diante delas. Após pesquisar durante muitas décadas, a especialista que é referência no assunto, chegou à conclusão de que existem dois tipos de mentalidades distintas: a fixa e a progressiva. Entenda mais sobre cada uma delas abaixo.

A atividade mental fixa é aquela que faz com que os indivíduos acreditem que se não nascem com determinadas capacidades e dons, naturalmente, também não podem desenvolvê-los ao longo do tempo. 

Geralmente, eles entendem que a inteligência deles está sendo colocada em julgamento a todo momento e se sentem inseguros em relação a isso. Essa tendência de não engajar impede que essa pessoa adquira novos conhecimentos que considera estarem em um nível de dificuldade maior do que ela pensa que é capaz.


Tanto no âmbito profissional como no pessoal, quem tem a mentalidade mais fixa demonstra mais pensamentos negativos e tem a inclinação de ficar estagnado e desmotivado diante de situações complicadas que fogem do comum. No trabalho é fácil identificar esse perfil! Basta analisar quem é o colaborador que nunca quer fazer atividades diferentes do que está acostumado, que não quer aprender novos conceitos, que sempre pede a opinião dos outros e que foge de grandes responsabilidades por ter medo de não conseguir lidar com elas corretamente.

O segundo tipo de mentalidade é chamada de progressiva ou de crescimento. Ao contrário da mentalidade fixa, as pessoas com esse tipo de pensamento acreditam que seus talentos e habilidades podem ser desenvolvidos, desde que elas sejam pacientes, focadas, esforçadas e dedicadas. Um indivíduo com esse mindset tem a aptidão para transformar a dificuldade em uma oportunidade de aprender e evoluir. 

Se ele errar, não tem problema, pois ele acredita que é possível assimilar novos conhecimentos com o que não deu certo. O importante é enxergar os pontos positivos do processo e entender como corrigir os pontos negativos.

Os profissionais com este perfil são aqueles que estão destinados ao sucesso, pois buscam vencer suas limitações e aprimorar seus conhecimentos diariamente. Também é simples encontrar esse tipo de funcionário no seu local de trabalho. É só verificar quem não tem medo de adquirir novas responsabilidades, está sempre estudando e se atualizando e que não desanima quando erra. Esse colaborador simplesmente irá rever o processo e se esforçar para entender o que e deve fazer para reverter a situação. Geralmente esse tipo de colaborador tem um crescimento bom na empresa ou já são líderes. Afinal, uma equipe precisa de uma pessoa motivada para guiá-la para os melhores resultados!

Um indivíduo com mentalidade negativa pode ser identificado no momento do processo de seleção com a aplicação de um simples teste escrito ou em um debate. Dê uma situação mais difícil do que aquelas que ele contou na entrevista e veja como ele reage a esta. 

Se a solução funcionar como uma escapatória, já é possível ficar atento a um possível mindset fixo. Mas se a pessoa foi criativa e se esforçou para encontrar a melhor forma de resolver, mesmo que não tenha sido a resposta perfeita, é possível que ela tenha uma mentalidade progressiva.

Se você ficou interessado neste tema, aproveite para aprofundar seus estudos com o livro “Mindset: A nova psicologia do sucesso”. Nessa obra, a psicóloga prova que o mindset não é apenas um traço da personalidade e sim um atitude mental de como lidamos com a vida. Ela explica como o sucesso pode ser uma consequência dos nossos comportamentos em relação a diversas situações sejam elas profissionais ou pessoais.

Como o mindset progressivo influencia nos resultados

Para conquistarmos nossos sonhos e objetivos, seja qual for a fase da vida, é preciso ter sempre foco no positivo, dedicação e autoestima elevada. Além disso, é essencial trabalharmos nossa resiliência, pois essa característica nos ajuda a superar as dificuldades e ainda traz o poder de ressignificar. Só assim, conseguiremos aprender com nossos erros e seguir em frente mais fortes e preparados.

Essa vontade de aprender, crescer e expandir as próprias possibilidades nada mais é do que o lema do mindset progressivo. Ninguém é uma ilha que não pode mudar e alterar o curso da sua própria história. Todos nós somos capazes de fazer diferente. Basta acreditar!


Quer ver um exemplo que envolve muitas pessoas do mundo? Quando nascemos não sabemos andar ou falar. Entretanto, estimulados por nossos responsáveis e comunidade que convivemos, poucos meses depois, muitos de nós estão andando e falando. 

Mais tarde, influenciados por novos conhecimentos e aprendizados nos tornamos grandes profissionais e, por meio de nossa expertise, somos capazes de alcançar resultados extraordinários.

Como o coaching ajuda a formar sua mentalidade

O sucesso não aparece com o estalar dos dedos. Para obtê-lo em qualquer área da vida, é preciso alimentar atitudes mentais progressivas, que nos estimulem a crescer, identificar e utilizar os nossos pontos fortes, como também os comportamentos que precisam ser melhorados e as crenças sabotadoras que precisam ser eliminadas.

O coaching pode ser um poderoso aliado nesse processo. A formação “Psicologia positiva” é uma junção de um dos estudos mais modernos da área psicológica somada à metodologia de desenvolvimento de pessoas. 

Essa formação tem o objetivo de usar as emoções positivas, o engajamento, a fluidez, os relacionamentos construtivos, os propósitos e as realizações como impulsos para o desenvolvimento profissional e pessoal de um indivíduo. Esse curso feito dessa forma, disponível somente no Instituto Brasileiro de Coaching (IBC), usa todo esse conhecimento e a visão multifocal para alcançar o mais alto nível de desempenho para o coachee. 

Pode ser uma ótima oportunidade para você que se identificou como uma pessoa com mentalidade fixa. Ou ainda, mesmo com mentalidade progressiva, acredita que pode desenvolver-se ainda mais.


sexta-feira, 26 de abril de 2019

DISC: O que é, Quais os Benefícios e Como Funciona o Teste

Você já ouviu falar em Teste DISC? 
Se ainda não conhece essa ferramenta, este texto é para você.
DISC é a sigla para quatro perfis de comportamento: dominância, influência, estabilidade e conformidade.
Com esse teste, você pode identificar qual padrão é mais predominante na sua personalidade.
A partir de suas características, a avaliação permite analisar quais são os fatores que o levam a agir de determinada forma no ambiente em que está inserido.
Parece interessante, não? E, de fato, é mesmo.
A eficiência da ferramenta DISC é tão reconhecida mundialmente, que muitas empresas aplicam questionários com candidatos a vagas e funcionários.
Mas, ainda que nenhuma empresa tenha lhe solicitado a realização do teste, ele pode ser de grande utilidade para você.
Neste artigo, explicamos como funciona o teste DISC, qual teoria está por trás do conceito e como responder ao questionário pode auxiliar no seu desenvolvimento pessoal e profissional.

O que significa DISC? 

O DISC é uma metodologia de avaliação de comportamento que tem, como objetivo, identificar os perfis dominantes de um indivíduo de acordo com o ambiente.
Essa teoria foi criada a partir de estudos do Dr. William Moulton Marston, um psicólogo americano que buscava entender como as pessoas são influenciadas de acordo o ambiente em que se encontram.
Em seu livro As Emoções das Pessoas Normais, publicado em 1928, Marston elaborou os conceitos que servem como base para a metodologia.
Foi a partir daí que o pesquisador Walter Vernon Clarke criou uma ferramenta de avaliação para o DISC, que hoje é aplicada em vários países.
Mas, afinal, quais eram os conceitos apresentados por Marston?
Em sua obra, o especialista constatou que os indivíduos são influenciados por fatores internos e externos, que impactam seus comportamentos.
No âmbito interno, está a percepção do próprio indivíduo em relação a si mesmo no ambiente em que está inserido.
Já os fatores externos dizem respeito à percepção do papel do indivíduo no ambiente.
O método DISC compreende que existem quatro perfis de comportamentos que predominam entre as pessoas.
Os quatro grupos são: dominância, influência, estabilidade e conformidade.
Na sigla em inglês, são esses traços básicos que dão origem ao DISC.
Mas é preciso destacar que todas as pessoas possuem mais de uma dessas características comportamentais.
Por isso, o objetivo do método DISC é identificar qual é o perfil predominante do indivíduo, e não o enquadrar em padrões de comportamento.
É por isso que essa metodologia é muito utilizada em organizações e empresas.
Dessa forma, é possível identificar o perfil psicológico e comportamental dos colaboradores e, assim, promover o desenvolvimento pessoal na empresa.
E como fazer isso?
É o que vamos descobrir em seguida.

O que é o teste ou questionário DISC?

O teste ou questionário DISC é a ferramenta que permite a identificação do perfil dominante do indivíduo.
Ele baseia-se no modelo identificado por Marston, em que há quatro padrões comportamentais.
Por isso, o questionário possui um apanhado de perguntas sobre características pessoais, de modo a conduzir o resultado para uma das quatro matrizes: dominância, influência, estabilidade ou conformidade.
É, em outras palavras, um instrumento fundamentado em aspectos psicológicos que permite avaliar o comportamento das pessoas, considerando seus perfis e padrões predominantes em determinados tipos de ambientes.
Esse questionário pode ser respondido tanto à mão quanto por meio de softwares e ferramentas específicas disponibilizadas no mercado.
A partir das respostas de cada um, é possível analisar os padrões de comportamento e as características que predominam no perfil do indivíduo.
Por isso, o questionário DISC é muito utilizado por departamentos de Recursos Humanos das empresas.
Com ele, os recrutadores têm mais informações sobre os candidatos que buscam por uma vaga e sobre os próprios colaboradores no ambiente de trabalho.
Mas é preciso fazer uma diferenciação: existem ferramentas de análise comportamental que também utilizam conceitos da psicologia positiva e da psicologia analítica, criada pelo psicoterapeuta suíço Carl Gustav Jung.
Essas ferramentas não podem ser consideradas como DISC, porque utilizam outras bases teóricas além das apresentadas por Marston.
Isso significa que elas são ineficientes? É claro que não.
Podem até ser complementares, mas, neste artigo, vamos nos concentrar no teste concebido a partir dos estudos de Marston.

Para que serve o DISC?

O DISC é uma ferramenta importante para que possamos identificar o perfil comportamental de um indivíduo.
Trata-se de compreender como ele se comporta em determinadas situações do dia a dia, conforme o contexto no qual ele está inserido.
É por isso que o DISC tem grande utilidade tanto para quem realiza o teste quanto para empresas que o aplicam.
Para quem responde ao questionário, é sobretudo um instrumento de autoconhecimento, por meio do qual é possível reconhecer potencialidades, fraquezas, comportamentos e qualidades.
O DISC possibilita a percepção do modo como reagimos ao meio em que estamos inseridos.
Ou seja: é uma maneira de verificarmos quais atitudes são adequadas e quais posturas devem ser melhoradas.
Assim, fica muito mais fácil criar um projeto de desenvolvimento pessoal no ambiente de trabalho.
Tudo isso de modo que o indivíduo conquiste suas metas e sonhos com maiores chances de sucesso.
Já as empresas geralmente utilizam o teste DISC em situações em que é preciso conhecer melhor um indivíduo.
Isso inclui seleção e recrutamento, processo de estruturação de equipes e até mesmo coaching e mentorias com os profissionais.
Com a aplicação do método, fica mais fácil para a empresa compreender o perfil dos colaboradores, o que ajuda na delegação de cargos e atividades para cada um.
Dessa forma, a empresa pode chegar a um alto nível de aproveitamento do capital humano, definindo quais profissionais têm maior aptidão para cada cargo.
E o resultado disso?
Aumento de performance e funcionários mais satisfeitos, já que suas potencialidades são exploradas adequadamente dentro da organização.
Mesmo assim, é importante salientar: embora o teste DISC seja um instrumento eficaz na identificação de perfis comportamentais, ele não serve para avaliar a personalidade como um todo.
Isso porque a personalidade é muito complexa, e o objetivo do teste DISC não é definir uma pessoa de forma engessada, dentro de padrões fechados.
É, na verdade, encontrar qual fator do comportamento se destaca na personalidade, impactando na tomada de decisão do indivíduo, para ajudá-lo em seu desenvolvimento pessoal.
Por isso, características como liderança, inteligência emocional, maturidade e resiliência não podem ser identificadas de posse apenas das informações obtidas com o questionário. 

Como funciona o teste DISC

O teste DISC é um questionário que engloba questões relativas a características pessoais e comportamentos.
Questões como opinião, preferências, visão de mundo e gostos pessoais, portanto, podem surgir ao longo do questionário.
Existem diversas ferramentas disponíveis no mercado, inclusive softwares gratuitos, que foram criadas para facilitar a análise do perfil comportamental.
Também há vários tipos de questionários, desde os mais simples aos mais complexos.
Eles incluem escolha livre de palavras e perguntas de múltipla escolha.
Cada pessoa responde às perguntas intuitivamente, conforme a sua objetividade e a percepção que tem sobre si mesma.
Por isso, o ideal é que as respostas sejam dadas de forma espontânea, sem que você racionalize cada pergunta.
Isso ajuda a manter um resultado mais fiel em relação à realidade, ou seja, ao seu perfil comportamental.
Assim, é fundamental que o teste seja aplicado com orientação de um profissional capacitado, para que a análise seja feita de maneira assertiva.
Também vale lembrar que todos os padrões de comportamento da matriz DISC possuem vantagens e pontos a melhorar.
Isso não quer dizer que um é melhor que o outro — apenas que determinados perfis se adaptam com maior facilidade em determinados tipos de ambientes.
E aí, com o resultado em mãos, você tem embasamento para traçar um plano de desenvolvimento pessoal, melhorando os pontos fracos e focalizando nas potencialidades.
Então, preparado para descobrir mais sobre o seu comportamento?

Guia dos perfis comportamentais do DISC

Conheça os quatro perfis comportamentais da metodologia DISC, lembrando que cada pessoa pode apresentar mais de um estilo dominante.

  • Dominância

A dominância geralmente é predominante em indivíduos com aptidão e ousadia para lidar com desafios e dificuldades no dia a dia.
Entre as principais características desse perfil, estão a busca por resultados imediatos e a tomada de iniciativa.
Justamente por isso, pessoas com perfil dominante são vistas como corajosas, determinadas, egocêntricas, exigentes e enérgicas.

  • Influência

Essa característica diz respeito à capacidade de uma pessoa ter influência sobre as outras de maneira espontânea.
Indivíduos com características de influência predominante possuem entusiasmo, poder de persuasão, empatia, otimismo e autoconfiança.
Essas pessoas destacam-se pela capacidade de se comunicar efetivamente.
Também geralmente gostam de trabalhar em equipe e tendem a ser pessoas emocionais e impulsivas.

  • Estabilidade

O perfil de estabilidade, na matriz DISC, é aquele que apresenta paciência, previsibilidade, gentileza e um comportamento estável.
Pessoas com esse perfil têm facilidade para seguir rotinas e padrões.
Por isso, geralmente, preferem evitar mudanças, o que pode levar à falta de iniciativa no cotidiano.
No entanto, essas pessoas trabalham bem em equipe e sabem ouvir quem está à sua volta.

  • Conformidade

Pessoas com perfil de conformidade têm facilidade para obedecer e respeitar ordens, regras e decisões tomadas por outros indivíduos.
Por isso, esse perfil consegue permanecer em ambientes onde há processos bem definidos.
As características predominantes são cautela, rigor, precisão, lógica e disciplina.
Esses traços de personalidade ajudam o indivíduo a entregar trabalhos no prazo e com qualidade, já que o perfeccionismo também é uma de suas características típicas.

Benefícios da Aplicação do DISC

Abaixo, elencamos os cinco principais benefícios de realizar o teste DISC. Confira:

1. Autoconhecimento

O questionário DISC ajuda a compreender quais são nossas potencialidades, aspectos a serem melhorados e como reagimos às situações impostas a nós no dia a dia.
Isso gera harmonia nos relacionamentos profissionais, familiares e sociais. É o que afirmam os autores Paulo Vieira e Deibson Silva, no livro Decifre e influencie pessoas (Editora Gente, 2018).
“Quando você se percebe e se autoconhece, pode aprimorar suas condutas, e passa a agir de acordo com a situação e as pessoas que o cercam”, apontam.
Segundo os autores, desse modo, você utiliza as características positivas ao seu favor e aprende a lidar melhor com atitudes pouco convenientes em um contexto específico.

2. Melhor trabalho em equipe

Em um texto para a revista Harvard Business Review, os especialistas Tomas Chamorro-Premuzic e Dave Winsborough ressaltam que os testes de personalidade ajudam a equilibrar uma equipe.
Para eles, essas ferramentas podem ser usadas não apenas para perfilar um indivíduo, mas grupos inteiros.
Isso porque equipes produzem melhor quando os seus membros têm os mesmos valores no trabalho.
“A dinâmica de relacionamentos interpessoais depende das personalidades dos indivíduos, e não de habilidades ou expertise”, argumentam os autores.

3. Direcionamento de talentos

Uma empresa que utiliza o método DISC é capaz de fazer um processo de seleçãomais assertivo e completo.
O teste possibilita a seleção e contratação de profissionais mais alinhados à cultura da empresa, à equipe e ao cargo que irão exercer.
Assim, é mais fácil direcionar os talentos adequadamente e criar planos de desenvolvimento, gerando satisfação entre os colaboradores.
Consequentemente, as taxas de rotatividade diminuem.
E, no fim das contas, retenção dos grandes talentos da organização significa redução de custos e elevação da eficiência e da produtividade.

4. Foco no desenvolvimento pessoal

É possível pensar no teste DISC como um ponto de partida para o seu desenvolvimento pessoal.
Identifique quais comportamentos precisam ser melhorados e quais são os seus pontos fortes.
Adquirir esse autoconhecimento é essencial para que você direcione não só o seu comportamento, mas também os estudos e a carreira.

5. Capacidade de liderança

O autoconhecimento também é fundamental para quem deseja adquirir a capacidade de liderança.
É a partir da compreensão do seu perfil que será possível entender qual tipo de líder você será e como você irá engajar as pessoas à sua volta.
Um líder precisa ter clareza sobre o seu próprio comportamento, pois só assim ele é capaz de ser um exemplo para os outros.
Por isso, o ideal é recorrer a um coach de liderança, que o ajude a se tornar um líder a partir das suas potencialidades.

Coaching Assessment e o DISC

No livro Professional Introduction Coaching (Editora Ataruskas, 2018), Luana Grolla Diório explica que o coaching assessment é uma ferramenta de mapeamento de tendências comportamentais.
Segundo a autora, ele é aplicado para avaliar o perfil do coachee (a pessoa que tem aulas com o coach) e identificar o seu momento atual.
Por meio de um questionário simples, é possível “encontrar formas efetivas de potencializar seu desenvolvimento profissional e pessoal”.
Há diversas ferramentas que cumprem essa função.
Mas o ideal é buscar o auxílio de um coach treinado e capacitado para essa avaliação.

Existem duas razões para fazer isso.
Primeira: você poderá confiar no resultado do teste se ele for aplicado e analisado por um profissional que entenda do assunto.
Segunda: de nada adianta ter o mapeamento do seu perfil se você não puder trabalhar as informações obtidas.
O coach é a pessoa que poderá lhe auxiliar a criar um plano de desenvolvimento pessoal e profissional conforme as características dominantes da sua personalidade.
Com o coach, você poderá trocar ideias, receber orientações e planejar os próximos passos.
Tudo isso de modo a valorizar os pontos fortes e melhorar os fracos.
Na SBCoaching, uma das maiores organizações de coaching do mundo, você pode fazer assessments e testes comportamentais com resultados extraordinários.
Um deles é enxergar a si mesmo de maneira mais clara.
“O seu coach vai compartilhar as percepções dele ou dela sobre você, baseado na observação de você e das suas interações com outras pessoas”, diz Erika Andersen, fundadora da consultoria Proteus, em um artigo para a revista Forbes.
Segundo ela, um coach também pode ajudar a construir habilidades para se enxergar claramente, fazendo com que você se questione e que seja curioso em relação a suas potencialidades e aos aspectos em que você precisa crescer.
Portanto, se você puder combinar o DISC com o coaching, melhor ainda.
Esse será o seu ponto de partida para uma jornada de autoconhecimento e desenvolvimento pessoal.

Conclusão

Como você descobriu no artigo, o teste DISC pode trazer diversos benefícios.
O principal deles é o autoconhecimento.
Sem ele, é praticamente impossível criar objetivos, agir de forma assertiva e crescer.
E agora? Ficou curioso para descobrir qual é o seu perfil dominante?
Então, procure um coach ou um curso de coaching que possa ajudar na aplicação do questionário e da avaliação.
Assim, você vai descobrir as características que dominam a sua personalidade e quais estímulos externos, vindos do ambiente, interferem nas suas ações.
Desse modo, conforme já mencionamos, ficará muito mais fácil traçar um plano de desenvolvimento, seja no âmbito profissional, seja no pessoal.
Com esse conhecimento, você terá maiores condições de enfrentar desafios, lidar com eventuais derrotas e seguir em frente até a vitória.
Se é isso que você está buscando, então, a metodologia DISC será um excelente início.

quinta-feira, 25 de abril de 2019

Zona de Esforço X Zona de Conforto


Muito se fala em ‘zona de conforto’, expressão que ganhou uso corrente. Traduzindo seu significado, de forma simplificada e livre, viver na zona de conforto seria um estilo de pensar e de agir predominante de quem prefere o conhecido, as coisas rotineiras que não lhe causam medo, estresse ou riscos. 
Assim agindo, opta pelo desempenho constante, no entendimento de que está em segurança. Essa pretensa segurança acaba sendo uma armadilha.
Em suma, pessoas com esse perfil comportamental são avessas a mudanças, ao novo, acabam no autoengano do conforto, limitadas à mesmice, levando-as a perder as muitas e seguidas oportunidades que a vida oferece.
Em verdade, sabemos que a evolução pessoal, o protagonismo na vida e a construção de um futuro mais seguro, realizador e de felicidade autêntica – sobretudo em tempos de expansão da longevidade e de mudanças e ameaças mais intensas e velozes – requerem vida ativa, de plenitude, em permanente busca de conhecimento, de desenvolvimento, de novas interações, num constante renovar de perspectivas e de prioridades. 
Tudo isso, para que haja real eficácia, o indivíduo deve estar orientado pelo princípio da esperança e convencido de que os resultados futuros, e o seu destino, são consequência das ações e/ou omissões do dia a dia.
Portanto, é preciso seguir uma busca determinada por esclarecimentos e aprendizados que levem a atitudes e resultados cada vez melhores, em sentido amplo, pessoal e profissionalmente. 
Aqui a famosa Lei da Causa e Efeito fala mais alto.
O espírito da zona de esforço
Assim, em contraponto à chamada ‘zona de conforto’, considerando que a vida é um natural continuo de mudanças, a exemplo do que preconizava o filósofo Heráclito de Éfeso, cerca de 500 anos Antes de Cristo: “Nada é permanente, exceto a mudança”, trazemos como provocação, no bom sentido, a filosofia da chamada ‘zona de esforço’.
Como se fala por aí, a vida começa, de verdade, quando termina a sua zona de conforto.
Na minha percepção, especialmente se pensamos (ou queremos) ter boas colheitas ao longo do caminho e prolongar a nossa jovialidade, independentemente da idade cronológica acumulada, essa é uma filosofia que devemos abraçar pra valer!
A propósito, eis uma síntese comparativa dessas ideias, sobre zona de esforço X zona de conforto, trazida nesta figura que foi publicada por LÍDERES EMPREENDEDORES, em sua conta no Instagram, a seguir reproduzida. No geral, achei interessante e positivo o raciocínio utilizado, que ao menos serve como oportuna provocação!

quarta-feira, 24 de abril de 2019

Como o Celular Pode Desconectar o Seu Relacionamento

Um novo estudo revelou o potencial do celular para causar danos e conflitos em nossos relacionamentos. 
  • Você se sente negligenciada quando seu parceiro está no celular? 
  • Será que o seu tempo juntos está sendo interrompido por textos, e-mails ou jogos? 
  • Será que a tecnologia se intrometeu no seu relacionamento romântico?
Um novo estudo da Brigham Young University analisou como a tecnologia interfere nos relacionamentos. Os pesquisadores concluíram que a “interferência tecnológica” pode ser prejudicial não só para um relacionamento, mas para a sua saúde psicológica também.

Até pouco tempo atrás os 3 temas mais discutidos pelos casais costumavam ser: sexo, dinheiro e os filhos; mas parece que os smartphones estão rapidamente crescendo nesta lista.

O estudo incluiu 143 mulheres casadas ou em coabitação, a maioria das quais relataram que os celulares, computadores e outros dispositivos de tecnologia, foram significativamente perturbadores em seus relacionamentos e vida familiar. 

Especificamente, os níveis mais elevados de interferência tecnológica foram associados com o maior conflito de relacionamento e menor satisfação com o relacionamento. Além disso, parece que maiores níveis de tempo no smartphone ou outro tipo de interferência tecnológica torna as pessoas mais deprimidas e reduz a sua satisfação geral com a vida.

Embora poucos ficassem surpresos ao descobrir que a tecnologia pode ser uma fonte de irritação e de conflito para casais, este estudo é um dos primeiros a relatar que o envolvimento de uma pessoa com a tecnologia pode realmente fazer o seu parceiro deprimir.

Mas por que o uso do celular tem um impacto tão grande sobre a saúde mental do seu parceiro? Afinal de contas, os carros também são fontes de conflito, pois muitos casais ficam tensos e discutem ao dirigir (sobre o estilo de direção, excesso de velocidade, escolha da música, etc …), mas isso geralmente não leva a pessoa no banco do passageiro ficar deprimido.

E sobre os celulares? 

A resposta? Quando o seu parceiro fica no celular em vez de dar atenção para você, isso parece uma rejeição – dói. Se sentir ignorada quando o seu parceiro está no celular pode ser tão ruim quanto ser evitada.
Quando uma conversa, refeição, ou momento romântico é interrompido por causa de uma mensagem de texto ou uma ligação, a mensagem é: 
  • “O que eu estou fazendo no meu celular é mais importante do que você agora”, ou, 
  • “Eu estou mais interessado no meu celular do que em você “, ou, em alguns casos,”
  • Você não é digno da minha atenção. “.
É pelo fato da outra pessoa estar suscetível de experimentar tais momentos como rejeições que as interferências tecnológicas podem, literalmente, afetar a sua saúde psicológica. 

Rejeições, mesmo as pequenas, tendem a ser extremamente dolorosas, pois o cérebro responde da mesma maneira que uma dor física. Mesmo mini-rejeições, como um parceiro se voltando para o celular no meio de uma conversa, podem induzir sentimentos de reação à rejeição: queda no humor e na auto-estima, uma onda de raiva e ressentimento. 

Ao longo do tempo, essas pequenas feridas podem apodrecer e aumentar o conflito, diminuindo a satisfação com o relacionamento e levando a uma queda na satisfação com a vida.

5 Dicas para Resolver Conflitos de Interferência Tecnológica
Se você acha que interferência tecnológica pode estar causando problemas em seu relacionamento, considere trabalhar com o seu parceiro para resolver a questão por meio dessas cinco etapas:
  • Avaliar a extensão do problema. Uma vez que você e seu parceiro se tornarem mais conscientes do problema, irão ser capazes de avaliar em conjunto se, e em que medida, o uso da tecnologia é realmente perturbador para suas interações e tempo juntos.
  • Reconhecer o uso que é válido. A tecnologia é muitas vezes uma parte necessária ou inevitável do trabalho de alguém (como um médico de plantão). Por isso, é importante reconhecer as demandas dos postos de trabalho, obrigações sociais ou parentais, ou outras situações que exigem a interferência tecnológica.
  • Concordar com expectativas justas. Discuta com seu parceiro maneiras de encontrar um melhor equilíbrio entre ser sensível às obrigações e demandas e minimizar as intrusões em seu relacionamento ou vida familiar.
  • Criar zonas francas de tecnologia. Tente chegar a um acordo sobre lugares (como o quarto) e períodos (refeições ou após 21:30) em que vocês podem deixar os celulares, tablets, notebooks, etc., de lado para passar o tempo juntos, sem se preocuparem com a interferência tecnológica.
  • Definir exceções e resolver obstáculos futuros. Certifique-se de cobrir eventuais exceções ou problemas futuros que possam surgir (como uma tarefa de trabalho fundamental que foi esquecida) e como vocês podem lidar com isso sem interromper o que estavam fazendo juntos naquele momento.
Copiado: https://www.psiconlinews.com