terça-feira, 5 de julho de 2016

Como Detectar mentiras (e Mentirosos no Trabalho)

Neste artigo você vai aprender que: Uma pessoa mente de 10 a 200 vezes por dia; Pessoas inteligentes costumam mentir mais; Homens mentem 8 vezes mais; entre outras coisas. Pamela Meyer, autora de "Liespotting" (Detectando Mentiras), mostra maneiras de perceber tentativas de engano. Aprenda aqui como se proteger das mentiras no ambiente de trabalho.
Somos todos mentirosos; uns mais, outros menos.
Diariamente, as pessoas usam a mentira como um artifício para conseguir o que querem. Elas mentem para passar uma melhor impressão, para tentar provar algo e se fazer acreditar, para exercer poder sobre os outros, e também para proteger alguém (ou a si mesmo) quando a verdade é ardilosa demais. Existem, ainda, outros motivos pelos quais nós mentimos com maior frequência do que queremos assumir.
A mentira surge cedo, nos primeiros meses de vida. Bebês choram falsamente com o intuito de conseguir atenção ou alimento e, até o responsável atendê-los, dificilmente irão parar de chorar. Mentem por motivos estratégicos. Por mais desagradável que seja, faz parte da nossa natureza mentir, embora este não seja um argumento aceitável para muitas pessoas.
Existe hoje uma certa “epidemia de mentiras” que vem ganhando terreno numa sociedade em que as pessoas evitam, cada vez mais, a interação cara-a-cara. A mentira é como um lubrificante que alivia o atrito e o conflito nas relações sociais e, muitas vezes, nos impede de sofrer em um mundo de muitas verdades absolutas.

Liespotting

Quem fala com propriedade sobre o tema “mentiras” é Pamela Meyer, autora americana famosa por ter escrito o livro Liespotting: Proven Techniques To Detect Deception, no qual ela mostra algumas técnicas de como detectar mentiras e identificar mentirosos com eficiência.
Meyer começou a se interessar por mentiras durante uma palestra da qual ela participou na Harvard Business School, há muitos anos atrás. Durante o evento, ela e mais 350 pessoas assistiram a um professor falando sobre como as pessoas se comportam enquanto estão mentindo. Meyer notou as pessoas que estavam ao seu redor e, incrivelmente, ninguém estava mexendo em seus celulares, e nenhuma pessoa se mostrava distraída. Pelo contrário, todos prestavam absoluta atenção, o que é raro hoje em dia. Quando testemunhou aquele silêncio completo, ela soube que algo transformacional estava acontecendo, e foi naquele momento que ela obteve o insight para estudar e escrever um livro sobre a natureza das mentiras. 
Em entrevista para o site ACFE, ela afirmou:
“Enquanto eu decidi estudar sobre mentiras, me juntei a uma equipe de pesquisa. Nós examinamos a maioria dos estudos científicos, e descartamos as descobertas que não puderam ser comprovadas. Tornou-se evidente para mim que a mentira e o auto-engano têm sido essenciais para a literatura, psicologia, psiquiatria e psicanálise desde tempos imemoriais. Há um vasto depósito de conhecimento sobre a mentira, mas não havia sido compilado de uma forma fácil de entender. Então, eu me encarreguei de fazê-lo e, eventualmente, escrevi o livroLiespotting.”
Para escrever seu livro, Meyer realizou uma série de pesquisas na área de ciência cognitiva comportamental; analisou micro-expressões faciais e gestos corporais, e assistiu entrevistas jornalísticas e interrogatórios criminais. Ela encontrou alguns dados interessantes em seus estudos. Por exemplo:
  • Uma pessoa mente de 10 a 200 vezes por dia; 
  • Pessoas inteligentes costumam mentir mais;
  • Extrovertidos mentem mais que introvertidos;
  • Homens mentem 8 vezes mais sobre si próprios do que sobre outras pessoas, enquanto mulheres mentem mais para proteger alguém;
  • Pessoas estranhas umas às outras mentem cerca de 3 vezes a cada 10 minutos de conversa;
  • Se uma pessoa é vista como mal caráter, alguém irá mentir para ela mais facilmente;
  •  Pessoas ricas e mais poderosas mentem melhor;
  • Mulheres lidam pior com a mentira do que os homens;
  • O tipo mais comum de mentira é a omissão;
  • Adultos conseguem distinguir a verdade da mentira em apenas 54% das vezes.

Segundo Meyer, qualquer pessoa pode treinar para se tornar especialista em detectar mentiras, mesmo sendo hipócrita.
A autora diz:
“Na vida, é bom ter um ceticismo saudável para fomentar seu otimismo. Detectores de mentiras treinados costumam ser positivos em relação à natureza humana, e emergem de confiança para proteger a si mesmo e os outros de mentiras e fraudes. A nível pessoal, isso oferece vários benefícios. As pessoas treinadas em detecção de mentiras podem viver uma vida mais feliz e plena, e se tornar mais capazes de se relacionar com familiares e amigos. Você se torna mais seguro, e confia mais em seus instintos e julgamentos.”

Em Liespotting, Meyer afirma que a primeira forma de mentira é o auto-engano. No livro, ela também esclarece a diferença entre mentir para si mesmo e para os outros:
“Mentir é um ato cooperativo. Ninguém pode mentir para você sem o seu consentimento. Uma mentira não tem poder pelo seu conteúdo; seu poder reside em alguém concordando em acreditar nela. Já o auto-engano é relacionado ao ideal de perfeição. Todos nós desejamos ser melhores pessoas, mais bonitos, mais ricos, mais espertos, mais bem-sucedidos, mais altos, mais jovens, etc. Mentir para nós mesmos é uma tentativa de preencher essa lacuna, para conectar desejos e fantasias sobre quem gostaríamos de ser com quem realmente somos.”
Aí reside outra vantagem de conseguir detectar mentiras. Você se torna mais consciente do auto-engano. Até porque, é mais difícil ser enganado (e se enganar) quando se conhece os próprios pontos fracos.
Como detectar mentiras 

(e mentirosos no seu ambiente de trabalho)

Para detectar um mentiroso, primeiro, Meyer orienta, deve-se observar os padrões de comportamento de uma pessoa durante um certo período de tempo, para, depois, perceber quando houver desvios de conduta.
“Observe a postura da pessoa, sua risada, como ela lida normalmente com o estresse, o que ela faz para se acalmar, etc. Em seguida, fique atento aos sinais característicos de um mentiroso comum.”
Meyer classifica esses sinais em três categorias:

1. Mentiras verbais  -  Segundo ela:

“As pessoas que estão excessivamente determinadas em mentir usarão uma linguagem enrustida, não descontraída. Elas usarão frases de reforço e distanciamento como ‘eu não fiz isso’ ou ‘aquele homem cometeu um crime’. Os mentirosos apimentam sua história com detalhes inadequados e desnecessários para tentar provar que estão dizendo a verdade. Eles vão olhar nos seus olhos constantemente a fim de parecerem honestos, quando, na realidade, a maioria das pessoas dizendo a verdade olha nos seus olhos durante 60% do tempo.” 


2. Mentiras não-verbais - De acordo com Meyer:

“Mentirosos não ensaiam os seus gestos, apenas as suas palavras. A carga cognitiva já é enorme, por isso, quando contam a sua história, os mentirosos congelam a parte superior do corpo, olham para baixo, diminuem o tom da voz, reduzem a respiração. E eles vão exibir um momento reconhecível de alívio quando a entrevista (ou conversa) acabar.”


3. Histórias contadas em ordem cronológica perfeita - Meyer orienta:

“Peça a eles para contar sua história de trás para frente. Os mentirosos não podem fazer isso. Pessoas honestas lembram de histórias em ordem de importância emocional. Mentirosos tendem a inventar histórias que podem ser contadas em um determinado período de tempo, e eles vão vacilar quando solicitados a contá-las de forma diferente.”


Essas pistas comportamentais fornecidas por Meyer são apenas peças de um complexo quebra-cabeça. Em Liespotting, a autora fornece 5 passos para se chegar a verdade; ensina frases e perguntas para serem ditas, e explica melhor como encontrar lacunas na história de alguém.
Copiado:https://www.linkedin.com/pulse/como-detectar-mentiras-e-um-mentiroso-trabalho-ana-colombia

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Sucesso Inspirado no Bumba Boi do Maranhão

OBRIGADO MARANHÃO QUE HOJE É TAMBÉM MEU TORRÃO


Sou migrante, venho de São Paulo. Obrigado pela acolhida e pelas lições que aqui aprendi.
Na MATRACA, tirando música de dois pedaços de madeira, aprendi que posso mudar a partir do pouco que tenho. E de fundo o som dos pandeirões e a voz do cantador que num chamado reúne seu pelotão.


Na ORQUESTRA, numa toada, quase “um reggae junino”, com seus índios coloridos e com sua música de sopro, aprendi que somos um mundo só e podemos nos recriar a cada momento.

Da BAIXADA, com seus cazunbas – homens místicos – místicos humanos, aprendi que também somos seres espirituais e que há um outro ritmo forte e cadenciado que toca o nosso coração e nos reconecta com a terra.
Da COSTA DE MÃO, com um som original e pessoal, das próprias costas das mãos, a mão machucada pela lida na lavoura, exigiu a originalidade, um outro som, um outro ritmo.

Na ZABUMBA, o som da tradição, da mistura de raças, aprendi que somos a força da miscigenação dos povos.

Aproveitar o que temos. Recriar. Reconectar com a espiritualidade e valores. 
Obrigado meu Maranhão, meu torrão!
Por: Alfredo Barbetta - https://www.linkedin.com

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Os 7 Melhores Filmes de Hollywood Feitos Sobre a Maior Crise Financeira de Todos os Tempos

Hollywood uniu a pipoca e o mercado financeiro e não ficou de fora para usar a crise como tema para produzir excelentes filmes cujos vilões normalmente vivem em Wall Street.
Esses sete filmes sobre a crise financeira de 2008 são os melhores a que assisti e dão uma boa noção das causas e efeitos da crise de crédito que balançou o mundo.
Quando possível, coloquei o link do trailer oficial e de alguns filmes completos. Não deixe de assistir. 

NÚMERO 1: TRABALHO INTERNO (2010)

Título original: Inside Job 
Direção: Charles Ferguson
Elenco: Matt Damon
Duração: 1h 45min

Pode-se dizer que este é o filme mais caro de todos os tempos. Custou mais de 20 trilhões de dólares para ser feito. Este documentário conta as origens da crise financeira. O filme é uma mistura de vários depoimentos e gráficos bem concebidos. A narração de Matt Damon faz com que o assunto complexo e seco se torne compreensível e cativante, jogando a culpa pela crise na ganância, grande alcance e influência da indústria financeira sobre o governo. "Inside Job" conquistou o Oscar 2011 de Melhor Documentário e o aplauso dos críticos (98% de Tomatômetro e 88 de Metascore). 

NÚMERO 2: A RAINHA DE VERSALHES (2012)

Título original: The Queen of Versailles 
Direção: Lauren Greenfield
Elenco: Jackie Siegel, David Siegel (III), Virginia Nebab
Duração: 1h 40min
Trailer oficial   |||   Filme completo (Youtube)

Conheça a família Siegel. O patriarca David é um bilionário dono de uma rede de resorts de tempo compartilhado. É um homem de riquezas mas não de gosto. Sua esposa Jackie é uma ex-miss beleza turbinada cirurgicamente, mãe de oito filhos. O filme começa com a família construindo triunfantemente a maior casa dos EUA, 8.300 metros quadrados, cópia do palácio de Versalhes. Mas sua fantasia está fadada a terminar incompleta. A crise econômica de 2008 atinge os negócios de Siegel em cheio e a família, que vivia no luxo, é testada pela primeira vez na vida. 

Título original: Capitalism: A Love Story
Direção: Michael Moore
Elenco: Michael Moore, Wallace Shawn
Duração: 2h 7min
Trailer oficial   |||   Filme completo Youtube

Para Michael Moore, o capitalismo é um sistema que afirma recompensar a livre-iniciativa mas, na verdade, recompensa a ganância. Ele diz que o capitalismo é responsável pela acumulação de riqueza no topo: Os primeiros 1% dos americanos mais ricos tem mais do que os últimos 95% combinados. Num momento em que os EUA debatem o jogo legalizado, essa prática é velha conhecida em Wall Street. O filme é salpicado de momentos divertidos para aliviar a tensão. Em uma delas, em Wall Street, ele usa um megafone para exigir o dinheiro do povo de volta. Ele bloqueia a entrada da bolsa de valores com uma faixa amarela brilhante - daquelas usadas em cenas de crime pela polícia. Michael Moore é um clássico agitador. Mas uma dúvida paira no final: o título do filme nunca é explicado. Será que você consegue descobrir? 

Direção: Oliver Stone
Elenco: Michael Douglas, Shia LaBeouf, Josh Brolin
Duração: 2h 13min

Após uma longa estadia na prisão por crime de insider trading, Gordon Gekko (Michael Douglas) se encontra do lado de fora num mundo que antes comandava. Desejando ostensivamente reparar um relacionamento rompido com sua filha (Carey Mulligan), Gekko forja uma aliança com o noivo dela, Jake (Shia LaBeouf), um jovem trader de Wall Street. Embora Jake venha a considerar Gordon como um segundo pai, ele descobre da pior maneira que Gekko é ainda um mestre manipulador que será implacável até atingir seus objetivos. 

Título original: Margin Call
Direção: J.C. Chandor
Elenco: Kevin Spacey, Paul Bettany, Jeremy Irons, Zachary Quinto, Stanley Tucci
Duração: 1h 47min

No verão americano de 2008, enquanto os EUA pareciam estar entorpecidos em prosperidade e o mercado de ações estavam quebrando recordes, de repente um banco após o outro foi forçado a declarar falência. Com a estrutura econômica do país ameaçada, o Congresso liberou a maior ajuda financeira (bailout) da história. "Margin Call" descreve a última noite dos bons tempos em Wall Street com a morte perseguindo o topo da escada hierárquica em uma empresa de investimentos. Seus executivos causaram o colapso da empresa após uma especulação desastrosa nos mercados de renda fixa de títulos imobiliários podres. Indicado ao Oscar 2012 de Melhor Roteiro Original. 

NÚMERO 6: GRANDE DEMAIS PARA QUEBRAR (2011)

Título original: Too Big to Fail
Direção: Curtis Hanson
Elenco: James Woods, William Hurt, Paul Giamatti
Duração: 1h 39min

Baseado no livro de Andrew Ross Sorkin, o filme feito para o HBO sobre os primeiros dias da crise financeira é uma versão dramatizada de "Inside Job," com os papéis de políticos e executivos proeminentes como Henry Paulson (Secretário do Tesouro), Ben Bernanke (presidente do FED - Federal Reserve), Dick Fuld (Chairman and CEO do banco Lehman Brothers) e Timothy Geithner (presidente do Federal Reserve Bank de Nova York) interpretados por William Hurt, Paul Giamatti, James Woods e Billy Crudup (Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas), respectivamente. "Too Big to Fail" ganhou 3 indicações para o Globo de Ouro e 11 para o Emmy. 

NÚMERO 7: A GRANDE APOSTA (2015)

Título original: The Big Short
Direção: Adam McKay
Elenco: Brad Pitt, Christian Bale, Ryan Gosling, Steve Carell
Duração: 2h 10min

Baseado no livro de Michael Lewis (A jogada do século: A história do colapso financeiro de 2008 que deu origem ao filme A Grande Aposta), “The Big Short” conta a história de como vários traders e gestores de hedge fund fizeram fortuna ao preverem que o declínio do mercado imobiliário causaria um colapso dos títulos podres de renda fixa. O filme mostra como os banqueiros norte-americanos criaram veículos financeiros excessivamente complicados cuja principal função era fazer os ricos ficarem mais ricos com o dinheiro dos pobres. É um super filme. O site RogerEbert.com diz que um bom título alternativo poderia ser "História de Horror Americano." O filme ganhou o Oscar 2016 de Melhor Roteiro Adaptado e Christian Bale foi indicado para o prêmio de Melhor Ator Coadjuvante.
Por: 

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Você Conhece A Parábola Da Demissão Da Formiga Desmotivada?

Uma pequena reflexão para pensarmos até onde um gestor pode ajudar ou atrapalhar a produtividade e motivação de sua equipe 

"Todos os dias, uma formiga chegava cedinho ao escritório e pegava duro no trabalho. A formiga era produtiva e feliz.

O gerente marimbondo estranhou a formiga trabalhar sem supervisão. Se ela era produtiva sem supervisão, seria ainda mais se fosse supervisionada. E colocou uma barata, que preparava belíssimos relatórios e tinha muita experiência, como supervisora.
A primeira preocupação da barata foi a de padronizar o horário de entrada e saída da formiga.
Logo, a barata precisou de uma secretária para ajudar a preparar os relatórios e contratou também uma aranha para organizar os arquivos e controlar as ligações telefônicas.
O marimbondo ficou encantado com os relatórios da barata e pediu também gráficos com indicadores e análise das tendências que eram mostradas em reuniões.
A barata, então, contratou uma mosca, e comprou um computador com impressora colorida.
Logo, a formiga produtiva e feliz, começou a se lamentar de toda aquela movimentação de papéis e reuniões!
O marimbondo concluiu que era o momento de criar a função de gestor para a área onde a formiga produtiva e feliz, trabalhava. O cargo foi dado a uma cigarra, que mandou colocar carpete no seu escritório e comprar uma cadeira especial...
A nova gestora cigarra logo precisou de um computador e de uma assistente a pulga (sua assistente na empresa anterior) para ajudá-la a preparar um plano estratégico de melhorias e um controle do orçamento para a área onde trabalhava a formiga, que já não cantarolava mais e cada dia se tornava mais chateada.
A cigarra, então, convenceu o gerente marimbondo, que era preciso fazer uma pesquisa de clima. Mas, o marimbondo, ao rever as finanças, se deu conta de que a unidade na qual a formiga trabalhava já não rendia como antes e contratou a coruja, uma prestigiada consultora, muito famosa, para que fizesse um diagnóstico da situação.
A coruja permaneceu três meses nos escritórios e emitiu um volumoso relatório, com vários volumes que concluía: Há muita gente nesta empresa!
E adivinha quem o marimbondo mandou demitir? 
A formiga, claro, porque ela andava muito desmotivada e aborrecida." 
Autor desconhecido