terça-feira, 13 de outubro de 2015

Orçamento Publico - Palavra do presidente do CFA

Não é necessário ser Administrador para saber que Orçamento Público é um instrumento de planejamento e execução das Finanças Públicas. Ele contém a estimativa das receitas e autorização para realização de despesas da administração pública, direta e indireta, em determinado exercício, que, no Brasil, coincide com o ano civil.

Se a previsão da receita for superior à estimativa da despesa, o governo encaminha ao Legislativo um projeto de lei pedindo autorização para incorporar e executar o excesso de arrecadação, por meio de créditos adicionais. No caso contrário, se as despesas superarem as receitas, o governo fica impossibilitado de executar o orçamento em sua totalidade, sendo obrigado a cortar gastos.

A farsa de uma proposta de Orçamento, para o próximo exercício, "realista e transparente" - como o governo quer que acreditemos -, entregue ao presidente do Senado, Renan Calheiros, pelos ministros da Fazenda, José Levy, e do Planejamento, Nelson Barbosa, apresenta um déficit primário de R$ 30,5 bilhões, valor que representa 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB). Esta é primeira vez que uma peça orçamentária foi encaminhada ao Congresso Nacional com previsão de receitas menores do que despesas. 

Com essa proposta, o governo da presidente Dilma Russeff admite formalmente que a meta fiscal, de 0,7% do PIB de 2016, fixada em julho deste ano, não será atingida. Assim, a previsão de crescimento da economia para o próximo ano é de minguados 0,2% e para a inflação foi estimado índice de 5,4%.

Para equilibrar o orçamento do próximo ano, o governo federal anunciou, em setembro deste ano, algumas medidas fiscais: adiamento do reajuste dos servidores; suspensão de concursos públicos; eliminação do abono de permanência; implementação do teto remuneratório do serviço público; redução do gasto com custeio administrativo; mudança de fonte do PAC (Minha Casa Minha Vida); revisão da estimativa de gasto com subvenção agrícola. Com isso, o governo pretende economizar cerca de R$ 26 bilhões e evitar novo rebaixamento da nota brasileira pelas agências de classificação de risco. Além dessas medidas, o governo anunciou que irá propor oficialmente o retorno do famigerado Imposto Provisório sobre Movimentações Financeiras (CPMF), conhecido como o "imposto do cheque", com alíquota de 0,2%.

O Governo Federal considera que o orçamento deficitário enviado ao Congresso Nacional é uma peça "realista e transparente". Será mesmo? Ou vamos presenciar de novo as chamadas "pedaladas" fiscais - atrasos no desembolso de transferências, pagamentos de benefícios e aplicação desses recursos em compras, no mínimo, estranhas, realizadas pelos diversos órgãos do governo?

Seria cômico, se não fosse trágico, saber como são aplicados os impostos arrecadados pelo governo - até dia 30 de setembro de 2015 o impostômetro acusava a arrecadação de R$ 1,488 trilhões - em coisas absurdas, apesar da atual crise e do ajuste fiscal. Pinçamos do site spotniks.com alguns exemplos de gastos com coisas estúpidas: o Senado Federal pretende trocar 3.600 m2 de carpete, no valor de R$ 549 mil, adquirir 60 televisores de 42 polegadas Full HD, por R$ 97 mil, e gastar R$ 91 mil em IPhones; enquanto a Câmara dos Deputados pretende gastar R$ 1 bilhão com ampla reforma que prevê gabinetes maiores, construção de três novos prédios e até um centro de compras, o controverso "Parlashopping". Por outro lado, os animais do Palácio do Planalto serão bem alimentados, com ração no valor de R$ 121 mil; e o Governo Federal vai queimar mais de R$ 360 milhões em combustíveis, o suficiente para percorrer mais de 1,2 bilhão de quilômetros.

O que nós, Administradores, esperamos não é um "orçamento realista e transparente", mas, sim, uma maior eficiência na máquina do governo; profissionalização do serviço público, elegendo o mérito como critério único da escolha dos funcionários, e não o loteamento dos mais de 20 mil cargos comissionados; redução no nível de corrupção; e parcimônia dos gastos públicos. Essas práticas, com certeza, poderiam reduzir os gastos do governo e contribuiriam para a eficácia das políticas públicas que, em consequência, provocariam a estabilidade política e legitimariam a democracia do país.

Esperamos, ainda, um país com maior liberdade econômica, pouca burocracia, mais justiça, menor tempo para abertura de uma empresa, menos sonegação fiscal e maior renda per capita, menos desigualdade social, redução da violência e serviços públicos de qualidade.

 Adm. Sebastião Luiz de Mello

Presidente do Conselho Federal de Administração

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

O SÓCIO - Marcus Lemonis transforma empresas falidas em máquinas de fazer dinheiro na TV

Se você, assim como eu, ficou órfão de bons programas de TV sobre empreendedorismo e gestão após o fim de O Aprendiz, eu tenho uma boa notícia pra você.
O Canal de TV por assinatura History Channel trouxe recentemente para o Brasil a aclamada série “O Sócio“, comandada pelo bilionário Marcus Lemonis, CEO da Camping World and Good Sam Enterprises.
A série, que nos EUA se chama The Profit (“O lucro”, em português),  mostra um especialista na gestão de empresas que investe milhões de dólares de seu próprio bolso para se tornar sócio de negócios em dificuldade para transformá-los em máquinas de fazer dinheiro.
O empresário libanês, amante de riscos, lhes oferece uma alta quantia em dinheiro por uma participação na sociedade e muitas lições de gestão avançada para transformar definitivamente as empresas. “Tenho um apetite para riscos maior que o comum, porque acredito nas pessoas, que elas podem mudar e melhorar”, diz Lemonis em entrevista à Revista IstoÉ Dinheiro.
No programa, Marcos Lemonis mostra que é preciso lançar mão de estratégias arrojadas e ousadas para mudar a cultura de certas empresas. Com base no princípio dos “três P’s” (Pessoas, Processos e Produtos), Marcos Lemonis entra de cabeça nos negócios lucrativos que estão afundados em dívidas e na má gestão de profissionais despreparados.
Em alguns episódios é possível vê-lo demitindo funcionários descompromissados, promovendo bons colaboradores que antes eram desvalorizados, mudando completamente a identidade da empresa, e até lavando privadas para demonstrar seu produto a um cliente.
“O Sócio” é uma ótima oportunidade de aprendizado pra quem deseja empreender e conhecer os bastidores da gestão de empresas de sucesso. “Não considero o programa como um entretenimento, mas sim educacional”, afirmou Lemonis. “Sinto que o seu propósito é mostrar como fazer negócios e como não fazer, como tratar as pessoas e quais são os erros feitos por outros que podem ser evitados.”
Nos últimos 10 anos, Marcos ajudou mais de 100 empresas a se reerguerem. Desde que o programa foi ao ar pela primeira vez nos EUA, em 2013, o empresário já investiu mais de US$ 7 milhões de seu próprio dinheiro, uma fortuna avaliada em US$ 2 bilhões, em companhias apresentadas nos episódios.
“O Sócio” é transmitido pelo canal History Channel toda terça-feira, às 22h. E é reprisado em outro dias da semana.
Sobre Marcos Lemonis 
Marcos Lemonis, de 41 anos, é nascido em Beirute, capital do Líbano. Como diretor e CEO da Camping World e da Good Sam Enterprises, administra cerca de 6.000 funcionários em mais de 100 cidades ao redor dos Estados Unidos.
Sobrevivente da guerra civil do país do Oriente Médio, Lemonis foi adotado, quando criança, por um casal de gregos que moravam em Miami.
Na última década, Lemonis se tornou CEO da Camping World e da Good Sam Enterprises, especializadas em produtos e serviços para trailers e motorhomes, muito utilizados nos EUA e Europa para viagens.
Ao mesmo tempo, investiu em mais de 100 pequenas empresas promissoras, mas problemáticas. Foram essas credenciais que o levaram a apresentar o programa criado para a rede americana CNBC.
Copiado: http://www.sobreadministracao.com/

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

99 sugestões de tema para TCC Monografia em Administração

TCC Monografia – Olá pessoal! Atendendo a inúmeros pedidos, hoje vamos trazer algumassugestões de temas para TCC Monografia em Administração. 
Os temas listados abaixo são ligados à administração, marketing, logística, recursos humanos, gestão da informação, comércio exterior, contabilidade etc. Você pode utilizar algum deles em seu TCC ou apenas tê-los como inspiração para outro tema que lhe interesse.
É importante ressaltar, também, que o aluno precisa escolher um tema que ele goste de escrever, que seja interessante para sua área de atuação no futuro etc. Enfim, ele deve escrever sobre aquilo que gosta e que terá prazer em produzir nos próximos meses. Pense direto e faça a melhor escolha, ok?
Então vamos à lista de sugestões de temas para TCC Monografia em Administração:
  1. Gestão de RH nas pequenas empresas;
  2. Governança Corporativa;
  3. Marketing Esportivo;
  4. As mulheres e o mercado de trabalho;
  5. CRM “Customer Relationship Management” (Gerência do relacionamento com o cliente)
  6. Ética nas relações de trabalho
  7. Qualidade em projetos de exportação;
  8. Comércio exterior;
  9. Logística reversa;
  10. O impacto das mudanças nas organizações;
  11.  A importância da tecnologia da informação nas tomadas de decisões ;
  12. Comunicação x Informação;
  13. Sistemas de informação (PED) e as estratégias empresariais;
  14. Empresas modelos: a influência da certificação ISO e PNQ;
  15. Auditoria financeira;
  16. Endomarketing;
  17. Gestão de Projetos;
  18. Desafios da gestão em uma empresa familiar;
  19. GRIS – Gerenciamento de risco
  20. Planejamento estratégico;
  21. O meio ambiente e as empresas;
  22. A motivação no ambiente de trabalho;
  23. A competividade nas micro e pequenas empresas;
  24. Ação preventiva na Administração;
  25. Administração participativa;
  26. Administração por objetivos (MBO);
  27. Os jovens administradores e o mercado de trabalho;
  28. Ambiente Organizacional;
  29. O método Kaizen;
  30. SASSMAQ (Saúde, Segurança, Meio Ambiente e Qualidade no Transporte);
  31. Gestão no ensino universitário dos cursos de Administração;
  32. O método Kanban;
  33. Análise de desempenho;
  34. Balanced scorecard;
  35. Clima e cultura Organizacional;
  36. Estilos de liderança;
  37. A Administração pública como facilitadora do desenvolvimento social e econômico;
  38. A mudança de comportamento da indústria com o advento da responsabilidade social;
  39. O código de ética como influenciador do ambiente interno das organizações;
  40. Sociedade de conhecimento: mito ou realidade;
  41. Empowerment;
  42. Gerenciamento estratégico de armazenagem e transporte;
  43. Desenvolvimento econômico da região/cidade X;
  44. Planejamento estratégico;
  45. Modelos organizacionais;
  46. Qualidade de vida x qualidade no trabalho;
  47. Análises financeiras e o administrador atual;
  48. Gestão ambiental;
  49. A importância de se criar marcas próprias;
  50. Inteligência Emocional;
  51. Capital Intelectual;
  52. Empreendedorismo;
  53. Gestão por competências;
  54. Gestão hoteleira;
  55. E-learning;
  56. E-commerce;
  57. Práticas modernas na gestão de pessoas;
  58. A qualidade do atendimento como fator de crescimento empresarial;
  59. Equipes autogerenciáveis: conquistas e desafios;
  60. Sistema de gestão inteligente: ferramentas MRP e CPM voltadas ao cliente;
  61. Marketing de varejo;
  62. Estratégias de lançamento de um produto;
  63. Integração empresa e sociedade;
  64. Criação de novas empresas;
  65. Os novos rumos do RH nas empresas;
  66. Marketing pessoal: planejamento e estratégias para o desenvolvimento do indivíduo
  67. Pesquisa em marketing;
  68. Retorno sobre investimento – análise das alternativas metodológicas na decisão (tomada de decisão);
  69. Responsabilidades civis e penais do administrador/empresário;
  70. Concorrência desleal – ética e sigilo empresarial;
  71. Propaganda enganosa/abusiva;
  72. Marketing Invisível;
  73. O marketing e o consumidor no Brasil;
  74. Proteção aos direitos do consumidor em face de produtos com defeitos e vícios;
  75. Nicho de mercado;
  76. Importância do slogan para o marketing;
  77. Marketing de produto;
  78. Marketing político;
  79. Marketing das empresas de comunicação: TV, jornais e rádios;
  80. Relacionamento marketing/sociedade;
  81. Marketing de patrocínio: associação da imagem do produto ao evento patrocinado;
  82. Mercado financeiro;
  83. Responsabilidade social;
  84. Multimodalidade: a redução de custo pela unificação do contrato de transporte;
  85. A evolução dos regimes aduaneiros e os recintos alfandegados;
  86. Projeto de internacionalização de PME’s;
  87. Exportação de serviços no Brasil;
  88. Geração de valor para os acionistas;
  89. EVA: Economic Value Added;
  90. Fusão e aquisição de empresas;
  91. Custos da qualidade e da não-qualidade;
  92. A importância da Contabilidade para o administrador;
  93. A Contabilidade como instrumento de gestão;
  94. Gestão de custos no mundo globalizado;
  95. Comunicação interna e a visibilidade da empresa;
  96. Comunicação não-verbal nas organizações;
  97. A formação acadêmica facilitadora do progresso profissional;
  98. Treinamento profissional: ferramenta empresarial;
  99. Eficácia dos instrumentos de avaliação na entrevista de seleção;
Copiado: http://www.sobreadministracao.com/

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Gestão de Carreira

A grande dificuldade de jovens que buscam oportunidades de emprego, é não conhecer o outro lado, a empresa(entrevistador), para lidarmos vejamos:
Expectativa x realidade: este choque impõe as empresas a serem mais criteriosas e éticas na hora do recrutamento e seleção.
O entrevistado precisa conhecer:
Comunicação
  • Verbal: demonstrar interesse, ser gentil, educado e saber a hora e o que falar.
Obs: despir de preconceitos, colocar se no lugar da outra pessoa, ser paciente, fazer perguntas relevantes, aja com moderação e controlar o temperamento.
  • Não verbal: expressões faciais, braços cruzados, movimentos dos olhos e postura.
Obs: o corpo fala através do contato visual, tom de voz, gestos, roupas, movimentos, postura, saber ouvir e comportamento.
Fatores que devem ser avaliados e conduzidos para uma excelente entrevista de emprego. Para o sucesso dentro da organização onde trabalha avaliamos a seguir:
O profissional no mercado de trabalho:
  • Assumir responsabilidades na gestão da carreira;
  • Aprender constantemente;
  • Investir por conta própria;
  • Os seus valores, realizações e a história de vida;
  • Perceba as mudanças de cenários (políticos e econômicos);
  • Esteja comprometido com o sucesso da empresa;
  • Estabeleça metas e atue com disciplina;
  • Amplie seus conhecimentos;
  • Troque muitos feedbacks;
  • Mapeie e esteja preparado para novas oportunidades.
Aplique: PDCA + CHA + ANALISE DE SWOT + STAKEROLDERS
Considerando também:
  1. Responsabilidade: tomar decisões corretas.
  2. Respeito: conduzir conflitos/discordâncias.
  3. Justiça: não discriminar pessoas/favoritismo.
  4. Honestidade: criar um ambiente para se dizer a verdade/conduta.
Este progresso se tornará eficiente se cuidar de si próprio, como:
  • Aspectos Físicos – alimentar se corretamente de forma saudável e dormir = disposição no trabalho.
  • Aspecto Mental – não sofra antecipadamente e concentre se = mais direcionamento das decisões, atenção e raciocínio no trabalho.
  • Aspecto Emocional - controlar a ansiedade e sentimentos = trabalhar sobre pressão.
  • Aspecto Espiritual - ter metas além do material e refletir seus valores = motivação e lidar com conflitos dentro da empresa.
Agora você está preparado para o mercado de trabalho.
Por Marcelino Bastos - http://www.artigos.com/

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Benchmarking: Eu Copio, Tu Copias e Nós Melhoramos!

Umas das características principais de todo empreendedor é a vontade constante de tornar seu negócio referência no mercado em que atua. 

Mas como conseguir tal façanha? Como saber se o meu conceito de excelência é realmente o que o mercado necessita? 

O " seu melhor" é, de fato, o melhor?  Ou existe um nível maior que lhe coloque perto da perfeição do que o "seu melhor"? A melhor forma de responder estas perguntas é olhar ao seu redor. Voltamos a um principio fundamental do empreendedorismo: a pesquisa. Mas, desta vez, com o nome um pouco diferente: Benchmarking.

Mas afinal o que é Benchmarking?

Se você, empreendedor, algum dia atentou para observar alguma prática que o seu concorrente fez e achou interessante e posteriormente resolveu adotá-la de forma melhorada, parabéns, você fez Benchmarking.

Benchmarking nada mais é do que adotar as melhores práticas existentes no mercado, sejam elas executadas pelos seus concorrentes ou não, e absorver para o seu negócio de forma melhorada. Ou seja, copiar! Sim, copiar! Entretanto, sempre melhorando-as continuamente. Trata-se de um processo sem fim, onde sempre irá existir pontos a serem trabalhados e otimizados afim de transformar o empreendimento em referência no segmento no qual está inserido.

O benchmarking é uma ferramenta de pesquisa de alcance incrível. Quando utilizada de forma sistemática e engajada é capaz de proporcionar inúmeros benefícios, auxiliando no aumento da eficiência da qualidade do serviço/produto.

Quais os tipos de Benchmarking

Os tipos mais importantes desta ferramenta são:
  • Competitivo
Tem como característica a observação de concorrentes. Está  prática é pouco utilizada por conta de sua complexidade em levantamento de dados e informações tendo em vista que a empresa concorrente não forneceria seus dados facilmente para outras empresas. Neste caso, é comum a figura do consultor externo no processo de levantamento de dados.
Interno
Caracteriza-se pela adoção de melhoras práticas já existentes dentro da empresa, porém, de setores diferentes. Um departamento pode se tornar referência por possuir processos e métodos que tornem a rotina do setor mais enxuta e objetiva. Assim como um departamento pode ser copiado e melhorado por possuir atitudes que contribuem para o bem social ou ambiental.
  • Funcional
Ocorre entre empresas de segmentos diferentes e na maioria das vezes não concorrentes. É um dos tipos de benchmarking mais utilizado atualmente, pois possibilita a observação e acompanhamento sem grandes dificuldades. 
Por exemplo: uma empresa do ramo alimentício, que possui uma linha de logística bem desenvolvida, pode ter seus processos copiados e melhorados para a realidade de outra empresa do segmento de cosméticos, sem grandes dificuldades e restrições pois suas atividades "meio" são comuns em várias empresas.
  • Colaborativo
É realizado quando duas ou mais empresas, não concorrentes, promovem seus modelos de boas práticas a outras empresas fomentando o aprendizado e crescimento das mesmas. Há uma parceria entre as empresas onde o objetivo é a troca de aprendizado ou a promoção da imagem da empresa perante o mercado, neste último caso em outras palavras, trata-se de uma "publicidadezinha").
  • Conclusão
Como eu já havia falado no início do post, o benchmarking é uma ferramenta de potencial muito elevado. Muito mais do que fazer uma cópia do que é bom, a ferramenta possui uma conotação bem ampla. 

Dessa forma,  tal ferramenta sendo aproveitada em sua plenitude, pode-se tornar um ponto chave de crescimento e reposicionamento da empresa. Identificar uma referência, efetuar esforços para absorver os pontos positivos de destaque, e por último, ultrapassar o limiar trarão a consequência de atingir a excelência no mercado atuante.

Por: Marco Monte  - http://admemdestaque.blogspot.com.br/

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

“A Administração e o Poderoso Chefão.”

Não estamos na Itália e muito menos em Nova York dos anos 40, palco onde nos levou a genialidade do escritor Mario Puzo, autor de nada mais, nada menos do que “O Poderoso
Chefão”, criação de 1969. Mário era descendente de uma família de sicilianos que residia num bairro violento de NY. 

Sob a lúdica luz de tal obra literária, que além de outros pontos, descrevia a prática do apadrinhamento de várias pessoas, assim fazia Don Corleone protagonista da história aqui descrita, visando à troca de favores futuros, justamente como ainda acontece em algumas Organizações.

Os gangsteres já se foram há muito, mais deixaram um legado que com algumas adaptações formaram um grupo de poderosos aprendizes, que sob outro enfoque de negócio se encarregam diariamente em detonar com as possibilidades de progresso de pessoas que estão interessadas em construir possibilidades de crescimento para si e terem as condições ideais de oferecerem mais conforto e segurança para suas famílias.

Essas pessoas poderosas as quais a pouco me referi, dentro das modernas organizações
produtoras de bens ou serviços, publicas, privadas ou de economia mista, exercitam seu potencial criminoso perseguindo, oprimindo e isolando profissionais que demonstram ter condições de desenvolverem processos e projetos que os farão ser percebidos e, consequentemente, elevando o seu “status cor” e isto pode incomodar a um determinado grupo de influência, incomoda muito, por fazer despertar forte desconforto numa zona até então compreendida como segura. 

Na romântica e movimentada era da Máfia siciliana em N.Y., os chefões eram assessorados por um de seus asseclas a ele mais próximo. Hoje em dia, podemos compará-los a certo número de “puxa sacos” que dedicam seu tempo em tomar conta da vida dos outros. Se ficam sabendo de alguma novidade, de preferência algo que seja constrangedor ou comprometedor e lá vão eles correndo para contar para os seus Gerentes, sem se dar conta de que estão sendo usados para isto, cujo comportamento lhes recompensará, apenas, com a falta de confiança de seus superiores. O máximo que vão conseguir é o desprezo dos seus colegas de trabalho.

Uma característica bastante interessante e intrigante que vale citar é que as organizações
criminosas dos anos 40 eram extremamente machistas. As esposas e filhas dos líderes não
participavam do processo e muito menos tomavam conhecimento de nada a sua volta. Talvez por isto, a mulher tenha sofrido tanta discriminação nos ambientes empresariais. Sempre com lugares reservados aos postos de menor expressão, muitas vezes faziam as mesmas coisas que os homens no entanto, ganhavam menos que eles. 

A ascensão do movimento feminista na França na década de 70, também conhecido como “A terceira onda”, foi o marco de profundas mudanças que tiveram início no século passado e que não há mais como parar, graças a Deus.

As mulheres vêm ocupando os principais postos de trabalho nos governos assim como nas
empresas, isto não só no Brasil, mas em vários países percebendo remunerações equiparadas aos demais executivos. Isto é um exemplo clássico de como se deve fazer justiça. Não quero dizer com isto que as mulheres sejam mais ou menos competentes que os homens, deixo claro, assim, que tal qual aos “Santos Anjos”, capacidade de realização não tem sexo.

Ao longo da história do Mundo assistimos a ascensão e queda de diversos modelos e modismos. A quebra das fronteiras possibilitada pela tecnologia da informação tornaram o mercado mais agressivo, diversificado e amplo, exigindo respostas mais rápidas e precisas das Organizações que desejam prosperar neste contexto. Talvez não seja um processo natural ou até mesmo o ensaio de uma política que esteja sendo construída para aniquilar profissionais que não estejam realmente capacitados para produzirem resultados. Vejo com otimismo e certa dose de ansiedade que as sanguessugas corporativas finalmente sejam eliminadas dos grupos de influência que ainda resistem como bactérias aos antibióticos, mas que cedo ou tarde também serão relegados a algum lugar da história que algum escritor ousado decida contar.

A experiência me ensinou que a esperança é a única coisa da qual o ser humano jamais
deve abrir mão, portanto, com trabalho, esforço, criatividade e perseverança, conseguiremos ser vistos pelos sucessores da prática nociva destacada no início deste artigo.

Quero crer que as escolas de Administração brasileiras sejam capazes de formar uma nova geração de profissionais que, embora não tenham vivenciado os fenômenos de mudanças aqui impressos, ao menos ao tomar conhecimento desses fatos ajudem a construir uma nova proposta liderada por uma ciência comprometida com a igualdade e com a justiça. Desejo fazer parte desse novo grupo de influência docente e estou me preparando para isto, unindo minha experiência profissional e acadêmica de longos anos, numa aliança enviesada pelo ingresso em 2014 no Mestrado. Se você tem um sonho, construa alicerces fortes para sustentá-lo. As paredes do castelo de um profissional não são feitas de pedras e sim de conhecimento! Se você está insatisfeito com algo que esteja acontecendo na sua vida, mude de vida, mude de atitude perante a vida!

O mundo avança, as empresas se renovam, e o mercado de trabalho torna-se cada vez mais dinâmico. Espero em Deus que minha voz seja ouvida, ainda que pelo contato estreito com minhas reais intenções que estas linhas aqui impressas pretensionam passar.

Aos profissionais da Administração que estejam lecionando nos cursos de graduação ou Pós-Graduação, peço que ao terem contato com o presente texto, divulguem-no ao seu alunato, fazendo com que o meu esforço em trabalhar em prol de uma educação que produza a possibilidade de encontrarmos a felicidade também no trabalho, arregimente seguidores que se estabeleçam como elos dessa corrente que deverá ser fortalecida à medida que os mafiosos corporativos saírem de cena.


Por: Adm. José Mauro Alvim Machado - http://www.crase.org.br/

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

A diferença entre Administração Pública e administração pública

O título deste artigo parece estar equivocado, entretanto se lido com atenção é possível notar que existe uma diferença entre as expressões Administração Pública e administração pública. 
A diferença está, exatamente, nas letras capitalizadas.
É que no Direito Administrativo as expressões Administração Pública grafada com letra maiúscula ou minúscula apresentam conotações diferentes. 
  • Administração Pública com letra maiúscula significa a estrutura administrativa, ou seja, representa o conjunto de órgãos, entidades e agentes que exercem a função administrativa e representa o sentido subjetivo da palavra. 
  • Por outro lado, a mesma expressão grafada com letras minúsculas significa a atividade administrativa e é utilizada para representar o sentido objetivo da palavra.

O professor baiano Dirley da Cunha Junior, afirma que Administração Pública “corresponde à face do Estado (Estado-Administração) que atua no desempenho da função administrativa, objetivando atender concretamente os interesses coletivos”. 
  • Ou seja, no sentido subjetivo, formal e orgânico, Administração Pública, grafada com letras maiúsculas é o conjunto de entidades jurídicas, seja de direito público ou privado, de órgãos e agentes que formam o aparelho orgânico da administração, representando a estrutura administrativa.
  • Por sua vez, no sentido objetivo, material ou funcional, administração pública, escrita com letras minúsculas, corresponde ao conjunto de atividades ou funções de caráter essencialmente administrativo, que têm como objetivo realizar de forma concreta, direta e imediata os fins constitucionais atribuídos ao Estado.
Por Camilla Galvão - http://galvaocamilla.jusbrasil.com.br/

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Padronização de Processos: Por Onde Começar?

Quando você pensa em algo padronizado, o que exatamente vem à sua mente? 
Algo rígido e intransponível?

Esse conceito já está bastante ultrapassado.

Hoje, implementar uma padronização de processos dentro da empresa significa reduzir a variação de um processo sem perder a flexibilidade. 

Por exemplo, quando você entra em uma loja procurando roupas, você deseja que o atendente lhe passe todas as informações importantes como forma de pagamento, processo de venda, mas que ele saiba se moldar de acordo com as suas necessidades. Isso é padronização de processos.

Os benefícios de uma padronização são muitos e podem ser qualitativos, como por exemplo, quando se trata no treinamento de atendentes e mão de obra em geral, ou quantitativo, quando a empresa consegue reduzir o seu gasto monetário pela melhor utilização dos materiais. 
  • Mas, como ter todos esses benefícios na minha empresa? 
  • Como ocorre essa padronização de processos? 
  • É exatamente isso que você verá agora!
Princípios básicos da padronização

Antes de iniciar qualquer processo de padronização dentro da empresa é preciso fazer uma reunião informando aos funcionários como as coisas serão feitas a partir daquele dia em diante.

A equipe também precisa ser treinada para fazer esse novo conceito dar certo. 

Os novos funcionários devem passar por um processo de treinamento por um período entre 2 ou 3 meses até que todos esses conceitos estejam internalizados em suas mentes e o trabalho não seja realizado de forma automática.

Quando aprendemos algo novo queremos colocar logo em prática o nosso conhecimento, e isso acaba acontecendo também dentro da empresa. No início, quase tudo torna-se padronizado nela, mas com o passar do tempo você perceberá que alguns serviços não precisam e não devem ser padronizados para melhor atender a clientela. 

Simplificar ao máximo esse processo e descentralizá-lo também são atitudes sensatas. É muito mais fácil dividir a empresa em áreas e que cada gerente avalie os processos de padronização dentro do seu setor.

Os padrões a serem seguidos devem ser claros e de fácil entendimento por parte dos funcionários. Assim, os novatos poderão padronizar os seus processos sem muitos problemas e fica muito mais fácil aplicá-los no dia a dia. É necessário que esse padrão adotado pela empresa seja acompanhando de perto para que mudanças que visam a melhoria do desempenho possa ser realizado. 

Neste caso, também é interessante escolher de quanto em quanto tempo a padronização de processos sofrerá uma revisão para se adaptar melhor ao ambiente.

O que deve ser padronizado?


Todas as atividades críticas da empresa devem passar por um processo de padronização. Por exemplo, operações básicas do dia a dia e que são realizadas em grande quantidade devem ser padronizadas para evitar um grande número de erros.
Outras áreas que trazem risco à segurança e ao meio ambiente também precisam de padronização.

A padronização de processos é um importante passo para uma empresa, não importa o seu tamanho. Quando o trabalho é desenvolvido dentro de certo padrão que comporta flexibilidade frente ao cliente as chances de erros são muito menores e o cliente se sente satisfeito com o produto ou serviço que adquiriu. 

Isso leva a uma maior chance de que ele retorne para adquirir algo novo e possa aumentar o seu relacionamento com a empresa.

Todo processo de mudança pode parecer complicado de início, mas a efetivação dos processos padronizados podem trazer enormes benefícios. 
  • Você possui algum tipo de padronização interna? 
  • Ficou motivado com esse post a aplicar em sua empresa? 
Copiado: http://www.checklistfacil.com.br