domingo, 23 de março de 2014

Sucesso e Fracasso: Extremos que se Complementam

Não deixe que o sucesso suba à sua cabeça e nem que o fracasso desça ao seu coração. 

São extremos que se complementam, para existir um tem que existir o outro. 

Tão importante quanto vencer é saber perder.


É muito comum ouvir e ler inúmeras definições de sucesso e fracasso nesse vasto mundo da informação. Todas elas, por incrível que pareça, estão mais atreladas ao dinheiro do que à nossa própria satisfação pessoal. 
Ambos podem estar mais atrelados, tanto por aquilo que temos ou quem temos na vida quanto - e primordialmente - por quem realmente somos.
Nessa longa estrada da vida, já desfrutei algumas vezes o sucesso e já chorei muito aos pés do fracasso. Para existir um, tem que existir o outro. 
Em uma analogia simples, tenho dificuldades para acreditar que sucesso é ter amigos, enquanto fracasso é viver preso dentro de si mesmo, por medo de viver intensamente a vida, medo de magoar e ser magoado.
  • Sucesso é poder trabalhar à beira da praia ouvindo o quebrar das ondas. Fracasso é viver preso à velha rotina de sempre. 
  • Sucesso é sair da plateia e não deixar que sua história passe diante de seus olhos, sendo apenas mero espectador. É escrever quantas vezes for preciso um novo capítulo. Fracasso é tentar fugir dos problemas e viver uma vida que não é sua. 
  • Sucesso é sonhar de olhos bem abertos, com pés nos chão e a cabeça nas nuvens. Fracasso é desistir de seus sonhos antes mesmo de tentar.

Com o passar do tempo, essas definições e distinções entre um e outro foram ganhando forma e ficando ainda mais claras em minha mente. Confesso que o tempo foi meu melhor mentor. 
A vida é uma verdadeira sucessão de altos e baixos. Em dado momento o fracasso será iminente, porém o triunfo sobre ele se dá através da perseverança, o verdadeiro suor daqueles que não desistem da luta.
Para muitos homens, sucesso é sair com inúmeras mulheres, ser de todas e ao mesmo tempo de ninguém, enquanto para outra boa parte deles o maior fracasso é frustrar-se por não conseguir manter um relacionamento. São de todas e ao mesmo tempo de ninguém. 
Para algumas grandes corporações, sucesso é ter inúmeros clientes e o maior fracasso e não retê-los. Assim na vida como nos negócios, sucesso e fracasso são extremos que se complementam, e dinstiguir um do outro será primordial para sua prosperidade.
Damos muita ênfase ao sucesso e esquecemos que é nas derrotas que extraimos nosso verdadeiro aprendizado. Tão importante quanto o sucesso é o próprio fracasso. Lincoln só foi quem foi porque soube extrair da dor motivos suficientes para não sucumbir de vez à derrota. Esse grande líder e exemplo de superação foi em toda a história da humanidade um dos maiores acumuladores de fracassos. 
O mesmo soube com maestria contornar os problemas, tinha cada vez mais claras em sua mente as definição de fracasso e graças a isso pode extrair de suas dores motivos suficientes para não desistir da luta. A vida é uma batalha diária, onde quem ganha não é aquele que sabe bater, mas aquele que mais aguenta apanhar.
É fracassando que se aprende. É caindo, que se aprende a levantar. E, a cada novo tombo, mais forte se torna. Hoje posso afirmar que meu maior sucesso é saber "quem" eu tenho na vida e não as riquezas materiais que acumulei ao longo dela.
Tenha claro em sua mente o que cada um significa para você, com base em suas crenças e valores. Tenho certeza de que essas técnicas de dinstinção servirão como bússola em sua vida pessoal e profissional. Os desafios te levarão aos melhores destinos, por isso não desista da luta. Sucesso e fracasso são os dois lados da moeda e ambos são imprescindíveis para seu progresso.
Acima de tudo, lembre-se da seguinte frase: "Não deixe em hipótese alguma o sucesso subir à sua cabeça e nem o fracasso descer ao seu coração".
Por: Leonardo Posich - http://www.administradores.com.br/

sexta-feira, 21 de março de 2014

Consultoria: O Lado Sombra do Cliente… O Que Você Faria?

O Consultor é um descobridor. 

Este o particular fascínio da nossa profissão.

Com frequência, a empresa-cliente, a consulente, o executivo (a) ou não sabe bem qual seu “real” problema, não quer ou não pode revelá-lo integralmente ou, no mais das vezes, convive com opiniões contraditória, sintomas, nuances, ou “soluções” e propostas que se excluem entre si, defendidas por acionistas, sócios, gestores, executivos, porém  com visões e interesses díspares.

Com efeito, toda empresa ou negócio tem -digamos -, seu lado de “luz” – aparente, óbvio, claro, aparentemente unânime e outro – seu lado “sombra”, sua realidade oculta, sorrateira e desconhecida e, por vezes, até surpreendente.

Lembramo-nos de um cliente que contratou a Consultoria para desenvolver trabalho de Planejamento Estratégico, um programa, um roteiro- mestre, para seus próximos três, quem sabe cinco anos: estavam em dúvida… 

Seus quatro sócios, todos ótimos profissionais, amigos de longos anos, pediam ajuda solicitando avaliação de seus reais recursos, seus mercados alternativos, seus objetivos mais apropriados e, potencialmente, mais lucrativos, a longo prazo.

Após algum tempo de pesquisa, coleta de dados, entrevistas, e já ganhando a confiança  dos diretores, acabou descobrindo o Consultor- coordenador dos trabalhos- que, na verdade, o que cada sócio queria era se retirar do negócio, “pendurar as chuteiras”, vender sua parte e ir para casa, para um merecido descanso após aqueles longos e trabalhosos anos de exitosa construção do negócio.
  • Mas, como confessar isso aos três outros sócios? 
  • E sem abalar sua união, sem perda de valor do negócio, do ponto de vista do mercado e, ainda, embora amigos, sem risco de reduzir seu poder de barganha na venda de sua parte aos sócios remanescentes? 
  • O lado sombra da empresa. 
  • O que você faria?

Às vezes, a coisa chega ao burlesco. Como daquele presidente da multinacional, de origem europeia, que pediu nossa ajuda para um problema “cultural” de sua empresa. 

Embora possuísse uma biblioteca razoável, em livros e documentação técnica, ninguém a consultava. Examinamos o assunto. 

A tal da biblioteca ficava o tempo todo fechada a sete chaves, aos cuidados de um compenetrado e zeloso funcionário que não “emprestava” a ninguém, com medo de “sumirem” com seus preciosos alfarrábios… 

O que você faria?

E não é de hoje a irresponsabilidade, a falta de visão do todo. Como o da multinacional americana que pretendia vender uma unidade fabril de produto para o setor de construção civil, em que não era um ator de peso. 

Com estudos quase concluídos, relatórios parciais analisados e aprovados, honorários quitados, primeiras sondagens bem recebidas, surpreendeu a todos a ordem da matriz para fechamento, de imediato, da fábrica, porque não poderiam perder tempo com insignificante unidade no portfólio internacional do grupo. 

Fechada abruptamente enfrentaram greves, sindicalistas à porta, ações trabalhistas e desvalorização dos equipamentos, terreno e construção, os quais foram arrematados em leilão. 

O que você faria?

Por essas e outras, a Consultoria tem seu lado de ciência e outro –importante – de criação artística. 

O Consultor, pela sua independência, isenção, saber ouvir e com perguntas que levem à reflexão, à análise…, desvela e pinta de cores e luz o que jaz oculto, esconso, à sombra, intencional ou não e, talvez, resida exatamente nisso o irresistível desafio gratificante da Consultoria. À época aprendíamos observando, lendo a incipiente literatura  e trabalhando. 

Mais com nossos próprios erros do que com os acertos.


Fonte: Luiz Affonso Romano - http://www.qualidadebrasil.com.br/

quinta-feira, 20 de março de 2014

Armazenagem e Expedição

Não é à toa que aqui estão dois setores que promovem o sucesso da logística dentro de uma empresa ou podem ser um grande fator gerador de problemas e de perdas. Não existe abismo entre facilitar e travar. Essas condições estão bem próximas.
O homem sempre se utilizou dos recursos de armazenagem desde os primórdios para garantir sua sobrevivência. No Egito (a.C.) colheitas eram estocadas durante anos. 
Na década de 70, muitas empresas começaram a se destacar sobre seus concorrentes devido à redução dos custos de armazenagem. Esse “ouro” ainda está muito presente nos mais diversos segmentos do mercado. Mesmo com o afunilamento dessas técnicas e com o desenvolvimento de equipamentos para a área, ainda há muito que melhorar nesses processos.
 Cada empresa ou segmento dispõe de várias formas de lidar nessa área. Optar e executar bem as que mais se adéquam aos seus processos é o que as diferenciam.
Tenho observado que várias empresas desprezam esses setores quando se focam apenas na captação da receita através dos departamentos Comercial e Financeiro. Vi Almoxarifados devolvendo requisições por não achar a peça requisitada por estar fora do sistema ou do alcance da vista, mas existia. Vi Expedições (que também armazenam o produto acabado) impossibilitadas de atender aos pedidos de clientes por não identificar e separar os produtos em tempo hábil ou praticarem métodos danosos. Ou seja, se deixo de produzir devido a um e deixo de faturar devido a outro, não preciso ser especialista para saber no que vai dar.
Se você só se preocupa com o coração para não ter um infarto, mas não cuida de seus rins, pulmões, fígado, cérebro… Seu médico não vai conseguir isolar os outros órgãos e lhe deixar vivo apenas com aquilo que você julga importante e necessário – Algumas empresas buscam esse “médico” incessantemente. Às vezes, nem percebem esse absurdo.
Sempre destaco a importância desses dois setores por ser um a fase final da logística de entrada e o outro a fase inicial da logística de saída (conhecidas como Inbound e Outbound, respectivamente). E é devido a essa lógica que a Expedição é o termômetro da logística interna (a intra-logística). Se esse setor possui deficiências, elas representarão diversos problemas na sua cadeia. Não dá para listar todos, mas basta citar a insatisfação dos clientes.
Então, quais os segredos para evitar tais dificuldades nesses setores? 
Um só: seleção da equipe. 
Isso mesmo! PESSOAL. Claro que não significa que todos os problemas serão resolvidos, pois a MAM (Movimentação e Armazenagem de Materiais) é muito ampla e nesses setores podem surgir problemas originados nos métodos de transporte, produção, comercialização, coleta… Mas nisso também, a questão do preparo e atributos pessoais serão fundamentais para a identificação e solução desses problemas. Não quero desmerecer uma ou outra função dentro de uma empresa. 
Do zelador ao presidente, cada um tem sua importância. Mas não é qualquer pessoa que levará esses setores ao sucesso. Sempre digo que o setor de armazenagem abriga as “personae non gratae” (plural de ‘persona non grata’ que significa pessoa não bem-vinda) para os demais funcionários que necessitam de uma relação próxima com esses setores. Na verdade, é assim que tem que ser. 
Essas pessoas tratam a organização como mãe e o envolvimento do seu papel na empresa como pai. São elas que são chamadas de chatas pela primazia dos procedimentos corretos, seja na segurança, limpeza, organização e cuidados com o dinheiro da empresa investido nos materiais. Não só nos itens A, mas até num simples parafuso, numa simples arruela. Para a empresa, pessoas assim são mais do que bem-vindas, são essenciais.
Nada adianta treinar alguém sem esse senso de organização e envolvimento para compor esses setores. É necessária muita responsabilidade para que pequenos atos não gerem grandes problemas. 
O controle é crucial. Também digo que, ao assumir essa função, o responsável deve solicitar um inventário de partida para que sua história seja iniciada sem falhas ou interferências anteriores. Afinal, estar-se-á lidando com os cofres da empresa. Parece exagero, mas não é.
Com essa equipe selecionada, as soluções fluem. O preparo é constante. O aprimoramento através do conhecimento deve ser buscado com fome. As técnicas de armazenagem e movimentação são sempre renovadas e os profissionais têm que sintonizar isso para trazê-las para si e para a empresa. Claro, a empresa tem que investir nisso. Esse complemento é decisivo.
No campo básico, a obediência a um layout bem definido que contemple seu espaço, localização, condição, acessibilidade e segurança vai facilitar sua movimentação e lhe trazer um ganho de tempo bem significativo. As definições de métodos e processos vão fluir naturalmente se bem organizados e bem executados. As ferramentas, os equipamentos devem ser voltados ao bom uso para agilizar e preservar os materiais e, assim, sempre agregar valor.
Se internamente isso já representa muito para uma empresa, imagine tudo isso potencializado em empresas voltadas ao mercado da distribuição de produtos (os chamados Operadores e Centros de Distribuição).
Os custos totais de movimentação podem variar de 15 a 50% do custo de produção de um produto. A redução desses custos de movimentação e armazenagem estará sempre associada às melhorias e essas sempre conduzirão às melhores condições de trabalho. Nenhum sistema será eficaz se esse contexto não partir da forma correta. 
Nenhuma empresa terá sucesso sem a dedicação desses setores. O cuidado com o todo é fundamental. Como já dito, não é só de infarto que se morre.,
Por:  - http://www.logisticadescomplicada.com/

quarta-feira, 19 de março de 2014

Cipa Consciente = Prevenção de Acidente

Embora por toda parte seja possivel encontrar situações onde a CIPA não é apenas mais do que formalidade também é possivel encontrar empresas onde a CIPA conseguiu ao longo do tempo encontrar seu espaço e atua de forma decisiva para a prevenção de acidentes. Isso é bom para as empresas, muito bom para os trabalhadores e ótimo para a sociedade como um todo.

É interessante notar e analisar as razões destas diferenças. 

Deixando de lado os casos de insucesso e tentanto entender as razões que fazem com que a CIPA seja levada a serio em muitas empresas podemos entender os caminhos que fazem a diferença. E com certeza a grande maioria dos casos de sucesso passaram por uma analise mais profunda e verdadeira quantos as verdadeiras causas dos problemas que a CIPA enfrenta em diversos locais.

Raciocinar sobre isso é de grande valia e o raciocinio passa pela premissa de que a CIPA é importante e necessária porque quando atua corretamente contribui de forma decisiva para que a empresa possa atingir seus objetivos sem que isso implique em lesionar, mutilar, adoecer e matar pessoas. 

Pena que pouca gente se dá ao trabalho de entender isso e é obvio que sem este entendimento a CIPA não consegue atuar. Então antes de mais nada é preciso reeducar os atores sociais envolvidos nesta questão pois qualquer esforço sem esta revisão de valores e visão será praticamente inutil.

Um outro ponto importante diz respeito a CIPA como voz do processo nos assuntos de Segurança e Saúde. Não são poucos os casos onde as opiniões dos trabalhadores contribuiram para que as soluções necessárias fossem planejadas e realizadas com a economia de grandes somas de dinheiro. 

Este ponto parece que esbarra na vaidade de algumas áreas e profissionais e quando as empresas a partir de sua direção não interferem nesta forma antiga de ver permitem que sejam gastos recursos desncessarios para correções mal planejadas quando a solução proposta pelo trabalhador quase sempre é mais prática e por consequencia menos onerosa.

Por estas e muitas otras razões é importante que tenhamos consciencia do quanto antes de qualquer coisa é preciso investir tempo e inteligencia para que sejam rompidos velhos paradigmas sobre a CIPA e sua atuação. Pouco ou nada adianta a imposição simples da necessidade pois a cultuta vigente sobre o assunto faz com que sendo assim a CIPA seja conduzida para que de fato seja inoperante.

Trabalhar para que a finalidade da CIPA seja compreendida e assimilada por todos que com ela tem envolvimento é algo de grande valia para a prevenção. Fazer com que os empresarios e seus prepostos entendam que embora seja uma obrigação legal a CIPA muito mais do que isso pode ser de grande valia para gestões equilibradas e de fato comprometidas com a evolução do negocio – levando em conta claro que a base essencial para esta evolução e o respeito a vida e saude daqueles que de fato fazem a empresa.

Portanto muito antes da atuação do dia a dia – o forte do trabalho da CIPA – há necessidade de atuar em um processo mais amplo que vise a educação para o assunto de outros envolvidos neste processo. 

Temos certeza que de um trabalho consciente, bem planejado e inteligente obteremos sucesso e ao mesmo tempo estaremos contribuindo para pessoas mais voltadas para a verdadeira prevenção, empresas mais seguras e um Brasil com menos custos desncessários.

Fonte: Cosmo Palasio M. Junior - http://www.qualidadebrasil.com.br/

terça-feira, 18 de março de 2014

Se Karl Marx Tivesse Estudado Administração

Na época de Karl Marx havia pouco capital e poucos capitalistas.
Tanto que os marxistas criaram como seu símbolo a foice e o martelo, bens de capital que custam menos que R$ 10,00.
Um tear mecânico custava na época em torno de R$ 1.000,00, só que aumentava a produtividade do tecelão em mais de 10 vezes.
Num primeiro momento este aumento de produção não chegava a afetar o preço do tecido que ficava praticamente igual, nem do trabalhador.
Os primeiros donos de teares passaram a ganhar nove vezes mais do que na produção manual.
O lucro inicialmente se tornou colossal.
Foi isto que Karl Marx viu, e infelizmente achou que era o normal e não um fenômenosui generis.
Do dia para a noite, o lucro que era de 10% sobre um tecido passou a ser de 50%, uma baba. O que permitiu a compra de mais teares. 
Pergunte a um empresário ou capitalista o que ele acha de fornecedores que embutem margens de lucro de 50%.
Garanto que ele responderá “um bando de ladrões”, a mesma análise feita por Karl Marx. Como isto é possível? 
Karl Marx não entendia de Processos Dinâmicos. Ele não tinha à sua disposição um Excel.
Não conseguiu ir além da sua análise da situação da época, não conseguia simular o futuro nem como tudo isto iria terminar.
Sem Excel e Matemática de Processos Dinâmicos, Marx achava que as Margens de Lucro seriam cada vez maiores, os capitalistas seriam cada vez mais ricos, e os trabalhadores cada vez mais pobres.
Mas isto foi um chute, não uma constatação científica. 
O que Karl Marx não entendeu?
O mínimo de administração.
As empresas reinvestem 90% dos seus lucros, devolvem por assim dizer a mais valia de Marx, de volta para a sociedade comprando mais e mais teares.
Maior produtividade e mais teares começavam a saturar o mercado da época e os preços despencaram.
Marx, o intelectual mais influente do mundo depois de Adam Smith, previu incorretamente que a margem de lucro das empresas ficaria cada vez maior e não menor.
Previu também que o número de capitalistas da época ficaria cada vez menor, e no final, na mão de uma única pessoa. 
Karl Marx achou que eventualmente haveriam poucos capitalistas dominando tudo, auferindo todo o lucro, e bastaria uma pequena revolução para eliminá-los e teríamos a sociedade justa e igualitária de imediato.
Só que as margens de lucro despencaram de 50% para 2% sobre o preço de venda
Como todo administrador previa na época.
Basta ler as edições de Melhores e Maiores.
Hoje quem cobra 50% do povo consumidor é o Estado, via impostos. A maioria das empresas tem margens de lucro de 5%, e 20% delas operam no prejuízo.
Basta consultar a edição.
Por quê? 
Em Administração descobrimos que era melhor ganhar pouco (2%) de muita gente do que fabricar Rolls Royce para poucos.
Era melhor ganhar somente 2% de muita gente do que ganhar 50% de pouca gente.
Algo que Marx não imaginou que poderia ocorrer.
Honestamente, você se incomoda em dar 2% do preço do produto para o empreendedor que criou o produto que não existia, que organizou toda a equipe de produção, que gerou todo o sistema administrativo, que paga bem seus funcionários dando creches, educação e fundos de pensão que deveria ser função do Estado?
Que arrisca um dia quebrar e perder tudo porque você não gosta do produto, que produz antecipadamente para que você sempre possa comprar aquilo que você precisa?
Eu não pegaria em armas para destruir este sistema, para entregar tudo a gestores de estatais que nem sempre são tão eficientes e comprometidos com o consumidor.
Se aparecer um setor com 50% de lucro, a saída é permitir mais concorrência que irá reduzir a margem, em vez de dar poderes monopolísticos para a Petrobras, a Vale, aos Correios, a Caixa, ao Banco do Brasil e assim por diante. 
  • Karl Marx nunca estudou administração, e não percebeu que capitalismo se combate com mais capitalismo, com mais “concorrência”, algo que não existe nas escolas de Marxismo, onde os professores têm monopólio, emprego vitalício, onde o melhor aluno jamais lhe substituiria como professor.

Marxistas, Socialistas, Trotskistas, Maoistas, Stalinistas, Chavistas, Castristas, enfim, não perceberam que já em 1800, administradores estavam substituindo os barões capitalistas do passado e que os trabalhadores seriam proprietários das ações das empresas em que trabalhavam, via os Fundos de Pensão que nós administradores criamos.
Metade das ações das 500 maiores empresas americanas estão hoje na mão de seus funcionários, e a outra metade nas mãos das viúvas dos antigos funcionários.
Fomos nós administradores que implantamos a justiça que Marx tanto sonhou, e não os acadêmicos socialistas como Arrow, Joan Robinson, e Paul Sweezy.
Karl Marx ensinou três gerações de acadêmicos a pregarem a estatização, os monopólios estatais.
Petrobras, Vale, Eletrobrás, Sabesp vendem commodities até hoje.
Não precisam de administradores que acrescentam valor à matéria prima.
Precisam de acadêmicos que saibam determinar o Preço de Mercado e nada mais.
Se Karl Marx tivesse estudado administração, Rússia, Cuba, China, Índia e o Brasil não estariam tão atrasados como estão hoje.
Por: STEPHEN KANITZ, consultor de empresas e conferencista - http://blog.kanitz.com.br/

segunda-feira, 17 de março de 2014

13 Pequenos Passos para Modificar sua Jornada de Trabalho

Uma das melhores coisas que fiz quando decidi simplificar minha vida foi simplificar o dia de trabalho – a princípio, meu emprego da manhã e depois, ao pedir demissão dele, meu trabalho atual como escritor e empreendedor.
Eliminei a maioria das tarefas tediosas e administrativas da rotina com a ajuda de alguns princípios. Cortei os supérfluos nos últimos dias e posso me focar no que realmente amo: criar.
Nem todo mundo consegue tomar medidas tão drásticas em relação à simplicidade, mas se você possui algum controle sobre sua jornada de trabalho, pode sim fazer pequenos ajustes que vão simplificar as coisas bastante.
Se você não tem controle ou se você se encontra pensando “será que eu consigo fazer essas coisas”, eu lhe perguntaria: “Por que não? É possível mudar as coisas, senão hoje, então em longo prazo?” Sempre ao achar que algo não era possível (trabalhar em casa, por exemplo), ao longo do tempo, porém, descobri que elas eram.
“Faça as coisas mias difíceis enquanto são fáceis e faça as grandes enquanto são pequenas. Uma jornada de 1000 milhas deve começar com um único passo” – Lao Tzu.
Não é preciso cumprir todos os itens da lista – escolha apenas um e tente. Depois tente outro e veja se funciona. Experimente achar o que funciona para você. E aproveite a vida simples no trabalho.
1. Comece cedo: ir ao trabalho cedo foi um dos meus truques favoritos – era calmo, antes das ligações, conversas e reuniões começarem, e eu podia fazer muito trabalho em paz. No momento em que as outras pessoas estavam começando, eu tinha finalizado duas ou três grandes tarefas.
2. Limite suas horas: é irônico porque muitas pessoas trabalham muitas horas e pensam que estão adiantando o serviço e produzindo mais. Contudo, elas estão jogando horas brutas no problema. Em vez disso, diminua suas horas e defina um limite – digamos seis ou sete horas por dia – e termine o trabalho mais essencial dentro desse período. Se você souber que está trabalhando seis horas por dia, você garantirá cumprir as tarefas importantes primeiramente e desperdiçará menos tempo. Limites o forçam a ser eficiente.
3. Faça uma pequena lista: faça uma grande lista com todos os afazeres que tem para fazer... Depois faça uma pequena lista de uma a três coisas que você realmente desejar terminar. Escolha de modo que, se você conseguir finalizar apenas essas tarefas, ficaria orgulhoso do que fez no dia. Comece pelo item mais importante, antes de conferir o e-mail ou fazer leituras online.
4. Junte as distrações: quais são suas maiores distrações cotidianas? Talvez itens como e-mail, blogs, Twitter e outra rede social? Determine um tempo para elas, preferencialmente mais tarde no dia: digamos das 15h às 16h. Não comece nenhuma das distrações antes disso. Ao agrupá-las em um único período, você se permite fazer outras tarefas primeiro, mas ainda tem tempo para distração. Outro método é fazê-las durante 10 minutos no final de cada hora – mas mantenha-se dentro do limite de 10 minutos!
5. Escreva e-mails mais curtos: se o e-mail toma muito espaço de seu dia, a simples mudança de limitar três ou quatro frases por e-mail terá um grande impacto. Primeiro, diminuirá drasticamente o tempo gasto para escrever ou responder os e-mails. E, segundo, diminuirá as respostas dos e-mails, o que significa que você vai passar menos tempo lendo o correio eletrônico.
6. Limite as reuniões: quanto menos, melhor. Alguns executivos da cúpula do Google fazem apenas reuniões de cinco minutos – qualquer um que comparece a essas reuniões é melhor estar preparado e ser conciso. Se você pode sair das reuniões e só pegar as notas ou encontrar uma maneira alternativa de se comunicar, isso pode lhe economizar horas por semana.
7. Automatize: quanto menos tarefas rotineiras e repetitivas você tem para fazer, mais tempo livre ganhará para criar e para o trabalho importante. Então automatize o que for possível: crie comandos para que as pessoas preencham formulários eletronicamente ou obtenham as informações de seu site no lugar de ligar ou mandar e-mails para você, ou use um serviço que processa pagamentos automaticamente ou que entrega seu produto e assim em diante.
8. Elimine a papelada: eu costumava lidar com muita papelada e, mesmo nessa época, sabia que era uma perda de tempo. Caso os negócios e as organizações pudessem ter a papelada preenchida eletronicamente, muitos papéis, cópias, arquivamento e esforço duplicado seriam economizados. Quando possível, elimine a papelada em favor do digital. Essa pode ser considerada uma jogada de longo prazo.
9. Limpe sua mesa: isso pode ser feito em poucos minutos. Tire tudo de cima da mesa. Coloque de volta apenas alguns itens essenciais. Todo o resto deve ser: arquivado, destinado à pessoa apropriada, guardado em um lugar permanente numa gaveta ou jogado no lixo/ reciclado.
10. Escape: se fugir do seu escritório, você pode achar um lugar tranquilo para poder focar no trabalho importante. Encontre um lugar onde possa trabalhar, desligue a internet e faça seu trabalho; depois ligue a internet para mandá-lo por e-mail ou publicá-lo no local apropriado. Trabalhar em casa é uma boa opção aqui. Quanto mais você puder fazer isso (pode ser feito uma vez por semana, ou uma hora por dia ou metade de cada dia de trabalho), melhor.
11. Tire uma folga para respirar: a cada quinze ou vinte minutos, levante de sua mesa e faça uma pausa para respirar. Pode ser simplesmente andando pelo escritório, dizendo “oi” para alguém, ou ainda melhor, saindo para respirar ar fresco. Ande, faça o sangue circular, talvez massageie o pescoço e ombros caso sinta-se tenso. Se você quer manter-se em forma, faça algumas flexões. Quando voltar ao trabalho, lembre-se do que quer fazer e livre-se de todas as distrações.
12. Pratique um ritual de foco: a cada uma ou duas horas, faça um ritual para se reorientar. Você pode começar fechando seu browser e as demais aplicações que estiverem abertas; talvez até caminhar por alguns minutos para limpar a mente e fazer o sangue circular. Depois volte para sua lista de “tarefas mais importantes” e descubra o que precisa terminar em seguida. Antes de checar o e-mail novamente ou ficar online, trabalhe nas tarefas importantes o máximo que puder.
Repita esse ritual no dia para trazer-se de volta. Também é interessante respirar profundamente para voltar a se focar no presente. Mais rituais de foco.
13. Agende horas de tempo criativo: nem todo mundo consegue fazer isso, mas quando possível, separe três ou quatro horas em sua agenda para criar ou fazer outro trabalho importante. Faça deste momento inviolável e não permita que reuniões ou coisas similares sejam agendadas durante este período. Seja implacável sobre como eliminar distrações e fazer o trabalho que você ama durante este tempo; faça pausas para respirar quando necessário. Alegre-se em sua criatividade.
Artigo originalmente publicado no blog Zenhabits e gentilmente cedido ao Administradores.
Tradução: Dandara Costa - http://www.administradores.com.br/

sexta-feira, 14 de março de 2014

As Lições de Erin Brockovich para os Administradores

Assim como existem lendas urbanas, há também as corporativas e, dentre elas, as que insistem em impor os padrões que determinam a obtenção de sucesso em uma carreira. 
Isto acaba inibindo muitas pessoas de tentarem realizar seus sonhos por acreditarem que não se enquadram no tal “perfil ideal”.
Isso não significa que determinadas características e estilos de personalidade, comportamento e competência não sejam significativas para uma carreira de sucesso, mas sim que esses traços precisam ser observados em maior profundidade e relativizados conforme o contexto.

O filme Erin Brockovich aborda esta reflexão, que é baseado em acontecimentos reais. Erin (personagem vivida por Julia Roberts) sai de seu último relacionamento sem recursos e com três filhos para criar. Sem diploma universitário, sem grande experiência ou uma rede de relacionamentos que pudesse ajudá-la, parte em busca de um emprego, mas um acidente de trânsito agrava sua situação, levando-a à corte onde perde o processo frente à exposição de seu passado conturbado.
Sem êxito nas entrevistas de emprego, como último recurso, utilizando determinação, persistência e persuasão, convence o advogado que a defendeu a contratá-la.

Durante o arquivamento de processos, ela observa que um deles envolve a compra de imóveis por uma grande empresa multinacional. Ao notar a presença de laudos médicos anexos ao processo, fica curiosa. Afinal, para que laudos na compra de imóveis?

Erin toma a iniciativa de investigar a questão e descobre que em todas as casas que estão sendo compradas, há pessoas estranhamente doentes. Sensibilizada com as famílias e seus dramas particulares, ela começa a assumir riscos e pesquisar a fundo o que estava ocorrendo. 
Obstinada, descobre que uma empresa multinacional estava eliminando poluentes na nascente dos rios da região e que a água poluída conduzia a uma série de doenças fatais. Erin começa, então, a agir assumindo a causa destas famílias. 

Convence seu empregador a pegar o caso e as 600 pessoas envolvidas a assinarem uma procuração para viabilizar a ação contra a empresa. Com sua coragem e ousadia, Erin colhe amostras de água contaminada e animais mortos pela contaminação, expondo-se a riscos e ameaças.

Em reuniões com os advogados da multinacional, Erin negocia com firmeza e argumentação contundente, surpreendendo os representantes de ambos os lados da demanda. O valor da causa chega a US$ 28 bilhões de dólares. Obtendo a vitória, Erin, além de salvar e modificar a vida de mais de 600 pessoas humildes, impediu a continuidade e a impunidade de um crime gravíssimo. 
Com o êxito do processo torna-se uma mulher rica e sócia do seu então empregador, que passa a fazer parte de um respeitado escritório de advocacia.
Desta maneira, essa mulher desajeitada, vestindo-se de maneira pouco convencional para os ambientes empresariais, sem experiência e, aparentemente, inapropriada para trabalhar com advocacia, entrou para a história. Tudo isso graças à sua determinação ética, sua postura profissional e o conjunto das suas atitudes empreendedoras. 

Erin teria sido reprovada na imensa maioria das entrevistas de emprego a que milhares de pessoas se submetem todos os dias, o que prova que talento é algo que está além das aparências, rótulos e pré-julgamentos. Claro que o caso de Erin é muito particular, algo que não pode ser tomado como regra, mas é, também, uma lição de que ética, atitude empreendedora e uma causa nobre pela qual lutar podem suplantar a ausência de muitas outras características.
Fonte: Carlos Hilsdorf - http://www.qualidadebrasil.com.br/

quinta-feira, 13 de março de 2014

Mantendo a Etiqueta na Internet

A característica da sociedade atual é a vida online. As pessoas estão cada vez mais conectadas, pelo menos no que diz respeito ao mundo virtual. 

São milhares e milhares de redes sociais que parecem surgir a cada novo suspiro, contas de e-mail, contas de mensagens instantâneas e sites de relacionamento. 

Parece até que as relações sociais e afetivas começam na realidade do ciberespaço.


Se as relações face a face são regidas por condutas de comportamento, éticas e socialmente aceitáveis, o mundo virtual não poderia ficar para trás. Nele, também se faz necessário ter ações que valorizem o bom relacionamento com o outro.

Abaixo uma série de dicas de como se comportar na internet, de não ter a sua imagem abalada em função de um comentário postado na rede social ou de um e-mail não tão bem estruturado. Preparado?
  • Ao escrever alguma mensagem na internet, EVITE ESCREVER APENAS COM LETRAS MAIÚSCULAS, ELAS INDICAM QUE VOCÊ ESTÁ FALANDO ALTO OU ATÉ GRITANDO.
  • Para ressaltar alguma palavra ou trecho, use a opção negrito, por exemplo.
  • Evite escrever com cores coloridas. Algumas delas dificultam a leitura ou deixam o seu texto muito pesado. Evite-as, principalmente, quando suas mensagens tiverem caráter profissional.
  • Não use negrito, sublinhado, itálico e cor tudo junto. Escolha apenas uma opção.
  • Não use a internet para prejudicar outras pessoas. Se você está chateado ou com raiva de alguém, procure refletir. Não diga coisas das quais não teria coragem se vocês estivessem frente a frente, rodeados de outras pessoas.
  • Respeite os direitos autorais. Nem tudo o que está na internet é de domínio público. Ao usar um texto em uma pesquisa, por exemplo, não se esqueça de citar autoria e fonte.
  • Não use os recursos de computador de outra pessoa sem pedir permissão.
  • Ao escrever um e-mail, seja educado, diga um “Oi”, “Bom dia”, “Tudo bem?”, antes de entrar realmente no assunto da sua mensagem. E ao final, assine a sua mensagem, se for o caso, use um “Obrigada” ou “Atenciosamente”.
  • Evite encaminhar correntes. Propostas milagrosas não existem. Uma corrente pode estar infectada com vírus e contaminar o seu computador. Sem falar no quando é chato ter a sua caixa de mensagens repletas dessas mensagens que não ajudam ninguém. Agora, se você foi a pessoa que recebeu a corrente, tenha cuidado ao responder o remetente. Não seja rude, mantenha a educação e informe a pessoa de que você não tem interesse e nem gosta desse tipo de mensagem.
  • Se você é daquelas pessoas que adora os programas de mensagens instantâneas, aquelas em que você pode conversar em tempo real com outra pessoa (seja via mensagem de texto, voz ou vídeo), cuidado para não se transformar no “inconveniente instantâneo”. Aquela pessoa que envia a todo o momento mensagens para outra, mesmo que esta esteja com o seu status de ocupado ou ausente, e quando não é respondido ainda tecla “Qual é o problema, porque você não quer falar comigo?”. Ora, se o status já indica que o outro está ausente ou ocupado, não faz sentido você enviar mensagens a cada 5 segundos. Aguarde até que a pessoa esteja disponível. Agora, se o que você precisa falar for urgente escreva algo como “Preciso falar urgente com você. Assim que puder conversar me avise. Obrigada.”. Assim, além de mostrar educação, demonstra que você respeita o outro.
  • Procure responder a todas as mensagens que recebe, exceto no caso de propagandas.
  • Se você usa com freqüência as redes sociais, adicione os seus contatos na rede adequada, conforme a relação existente entre você. Há redes que são mais para uso pessoal e outras para uso profissional.
  • Em fóruns de discussão, não crie tópicos inúteis se o espaço é reservado para debates sérios.
  • Evite enviar mensagens com bonecos gigantes ou letras luminosas, isso pode cansar a pessoa que a recebe, fazendo com que desista de ler a sua mensagem.
Essas foram apenas algumas dicas de como se comportar no meio digital. A cada dia, conforme as novidades nessa área, novas dicas e “regras” de conduta podem surgir, por isso fique atento a elas da mesma forma como você se familiariza com cada nova tecnologia.

Por: Sonia Jordão - http://www.qualidadebrasil.com.br/