terça-feira, 18 de agosto de 2020

A Obesidade Mental está te atrapalhando na criação de ideias inovadoras

 

Já não é novidade que, nas últimas décadas, estamos sendo impactados diariamente com um turbilhão de informações por todos os lados. Desde outdoors, carros de som, propagandas de televisão, até pop-ups em sites e posts patrocinados em redes sociais.

A publicidade e a propaganda são os agentes principais na distribuição de informações que sobrecarregam o nosso cérebro. Muitas vezes, com conteúdo desnecessário para nosso desenvolvimento.

Mas não se iluda. A sobrecarga de informações não está somente no que a mídia “empurra” para você através dos meios de divulgação. Também está naquilo que VOCÊ decide absorver para si.

É isso mesmo! Muitas vezes você é o próprio agente responsável pelo desenvolvimento de sua Obesidade Mental.

Assim como a obesidade física, a obesidade mental traz malefícios para a saúde mental, que infelizmente, muitos de nós ignoramos cotidianamente. Imagine que, aquele seriado de televisão que você “consome” nas suas horas vagas, é equivalente ao chocolate que você comeu na sobremesa, por exemplo.

Assim como o chocolate, se consumido em excesso, isso pode lhe fazer mal. No entanto, diferente da obesidade física, é um mal não visível, no qual se exige uma atenção maior para detectá-lo e controlá-lo.

Essa obesidade nada mais é do que a absorção massiva de conteúdo e informação (não necessariamente supérflua) em uma escala em que seu cérebro não consegue reter o conhecimento de forma eficaz.

Eu mesmo passei por isso muitas vezes, e vou me apresentar como exemplo para que você compreenda um pouco melhor:

Sou fascinado por Empreendedorismo e Marketing Digital. São dois temas que, se eu não me policiar, passo o dia todo “engolindo” artigos e vídeos sobre o assunto. E, como em um piscar de olhos, o meu dia passa sem eu nem perceber.

Então eu penso: “Ah, tudo bem! Pelo menos eu passei o dia aprendendo bastante sobre o assunto, não tenho do que reclamar, certo?”

ERRADO!

Por mais que o conteúdo seja muito interessante e valoroso para mim, consumi-lo em excesso foi um erro. A justificativa para isso é simples: meu cérebro não absorveu o conhecimento de forma eficiente. Ou seja, eu não aprendi realmente com aquilo, não tive tempo para processar o conteúdo. E o pior, não pratiquei o conhecimento.

Este é um problema bastante comum de todos que param para estudar alguma matéria específica, mas ficam somente na leitura, e esquecem de realizar os exercícios para fixar o aprendizado.

Ações que podem agravar sua obesidade mental, e o que fazer para deixar seu intelecto “sarado”

1 – Guloseimas (Entretenimento) em excesso

Assistir muitos filmes cotidianamente; fazer maratonas de séries americanas toda a semana; passar quase o dia todo jogando videogame; ficar praticamente 24 horas por dia nas redes sociais. Esses e outros meios de distração no mundo informatizado que temos hoje em dia são armadilhas fatais para desalinhar o processo de produtividade do seu cérebro.

Não me entenda mal. Eu não estou dizendo para abandonar seu Netflix, vender seu console de videogame e desativar sua conta do Facebook.

NADA DISSO. Seu cérebro precisa de descanso e de recompensas para os momentos de folga. O que você não deve fazer é transformar estes entretenimentos em principais atividades do seu dia a dia. Evite tornar o seu momento de lazer em um vício incontrolável.

Meça a dosagem certa para cada atividade, dedique um fim de semana para os filmes; assista somente um ou dois episódios por dia; programe uma hora do seu dia para jogar o seu jogo favorito; deixe um pouco de lado as redes sociais, as notificações não têm para onde correr, você pode ficar tranquilo.

2 – Gula por conhecimento

Sabe quando você entra em um blog super interessante, cheio de assuntos fantásticos e dicas incríveis sobre sua área de atuação? Você lê um artigo e logo encontra um link externo no terceiro parágrafo… e outro link… e mais um. Onde foi que paramos mesmo? Ah sim, tem uma vídeo-aula bem interessante para ver também…

Quando você se dá conta, existem diversas abas em seu navegador, lidas pela metade, com três vídeo-aulas abertas, e você aí, sem tempo de terminar de ler isso tudo, e ainda por cima, sabendo menos ainda de tudo isso.

A gula por conhecimento é como uma bola de neve que aumenta sem controle. Você vai acumulando um pouco de um texto daqui, um trecho de uma frase dali, cria aquela enorme bola de conhecimento excessivo. E, quando a gigante bola de neve encontra um obstáculo e finaliza o seu trajeto, toda aquela informação é dissipada sem a menor firmeza no aprendizado.

Assim como no entretenimento, o seu aprendizado profissional deve ser regrado. O excesso de informações faz com que nada entre em sua cabeça direito, e todo o esforço aplicado para o aprendizado terá sido em vão. Além disso, não é todo conhecimento que é válido, fique atento.

3 – Sedentarismo intelectual

A falta de exercício também afeta nosso intelecto. Assim como praticar exercícios regulares nos ajuda a manter o corpo em forma, o mesmo não seria diferente com nossas mentes. O sedentarismo intelectual está mais presente em nosso cotidiano do que você imagina.

Para detectá-lo é muito simples, basta relacionar exercícios físicos aos exercícios e atividades que costumamos fazer em sala de aula. Com toda certeza, aqueles que fazem exercícios e atividades escolares regularmente terão mais facilidade em uma disciplina do que aqueles que pararam de estudar a muito tempo atrás e sequer conseguem responder à uma questão sem auxílio.

É por este motivo que, evitar a gula por conhecimento é importante, para que você tenha tempo de praticar aquilo que você absorveu, para que o conhecimento fique bem definido em sua mente e se torne, de fato, um aprendizado.

Pratique regularmente: respondendo questões sobre o que você está estudando, fazendo resenha dos livros que você leu, escrevendo uma redação ou um artigo sobre pesquisas que você realizou na internet, iniciando um debate com amigos para ter uma outra perspectiva do seu aprendizado.

Interferência no processo criativo e na geração de ideias inovadoras

Neste ponto, já é possível ver com clareza os malefícios que um “intelecto obeso” pode trazer para o seu aprendizado e para sua produtividade. No que tange o processo criativo, a dificuldade na criação de ideias inovadoras, nada mais é do que uma consequência da falta de prática ao combate da obesidade mental.

Uma das características mais marcantes das ideias inovadoras e de maior sucesso dos últimos tempos é a simplicidade.  Creio que você possa ter se deparado com uma pessoa que obteve sucesso através de seu empreendimento com uma ideia tão simples, que você para e se pergunta: Como ninguém tinha pensado nisso antes?

Talvez, a resposta para esta pergunta seja ao analisarmos a Obesidade Mental. Não há nenhuma pesquisa ao certo que apresente números de quantas pessoas são vítimas da obesidade mental, mas é possível perceber que ela pode estar presente em todos os lugares.

Levando isto em consideração, faz sentido ninguém ter pensado naquela ideia inovadora antes, afinal, a maioria da população estava tão sobrecarregada de informações volumosas e complexas que não havia espaço para enxergar um problema simples, que estava presente na sociedade sem uma solução prática e eficaz.

Reduzir o volume de informações que você recebe no seu dia-a-dia é o segredo para melhorar sua criatividade. Procure relaxar um pouco mais, observar melhor as coisas ao seu redor, e não ficar preso a um cotidiano que lhe sobrecarregue de conteúdo prejudicial à sua saúde mental.

BÔNUS – Cuidado com os “emagrecedores milagrosos”

E, para finalizar, gostaria de alertá-lo sobre os falsos emagrecedores milagrosos os quais você pode se deparar em sua jornada contra a obesidade mental. Como se não bastasse, até para a Obesidade Mental existem os “remédios” e “dietas” que prometem fazer milagres em pouco tempo.

Aqui me refiro a diversos serviços, produtos, e até conteúdo gratuito na internet que você deve ficar com o pé atrás antes de levar a sério ou investir seu dinheiro. É possível que você encontre cursos online, programas ou aplicativos para celular que prometam: trabalhar a prática de atividades intelectuais com eficiência ou auxiliá-lo no controle e programação de seus estudos.

Tome cuidado. Por mais que parte destes itens possam te ajudar de alguma forma a trabalhar o seu intelecto, não dependa só deles para desenvolver-se. Procure utilizá-los para auxiliá-lo em seu aprendizado.

Outro fato curioso é sobre o próprio tema Obesidade Mental, onde ao pesquisá-lo na internet, você poderá se deparar com um texto escrito por um suposto professor chamado Andrew Oitke, cujo o livro jamais foi encontrado.

O interessante é como o texto, por mais que careça de fontes e de credibilidade, desperta reflexões e debates sobre como a teórica Obesidade Mental pode estar presente em diversos problemas da sociedade moderna.]

Copiado: https://danielscott.com.br/

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Mas afinal, o que significa o “Novo Normal”?

 


Sociedade, economia, política e cultura são redefinidas diante de determinadas situações e períodos. Em 2020, já é possível perceber mudanças significativas em hábitos como no trabalho, com a aderência do home office; na alimentação, com o aumento da ingestão de alimentos saudáveis; no consumo, com o disparo das compras online; na saúde, com uma maior atenção ao corpo; e, sobretudo, no conforto, com a reconexão com as próprias casas. O “novo normal” chegou.

E este momento de transformação mostra como podemos sempre (re)adequar nossas rotinas para algo que faça mais sentido com o que estamos vivendo. Hoje, por exemplo, criar uma sociedade mais consciente, responsável, empática e ainda mais digital. Não há dúvidas: estamos caminhando para um novo mundo marcado por engajamento, conectividade, ativismo e, acima de tudo, valorização da transparência como premissa para construir relações. São novos hábitos que provavelmente permanecerão para sempre, que marcarão de fato a entrada do Século XXI. Seja bem-vindo, “novo normal”.

A própria ONU já criou diretrizes que moldarão essa nova sociedade: responsabilidade compartilhada, solidariedade global e ação urgente para as pessoas necessitadas, que demandam a proteção de empregos, empresas e meios de subsistência para iniciar uma recuperação segura das sociedades e economias o mais rápido possível, de modo a percorrer um caminho mais sustentável, com igualdade de gênero e neutro em carbono – um caminho sem volta ao “antigo normal”.

Parece até uma nova sociedade, não? Aqui no cassino online da Betway, montamos este infográfico que mapeia como o mundo desacelerou e como as pessoas estão se reconectando com as atividades mais essenciais de suas rotinas, seja no quesito de saúde, na vida familiar, no aprendizado contínuo, na informação e/ou no jeito que consumimos. 

Precisamos entender que a mudança é constante. O momento nos ensinou que podemos fazer grandes transformações quando somos convencidos de que vale a pena. Questões globais como mudanças climáticas e crescimento das desigualdades pressionam sociedades e negócios rumo a essas modificações.

Também é preciso entender que a transparência e a inclusão hoje são regras. A Geração Z, vanguarda desse “novo normal”, já possui essas características. Afinal, é uma geração hiperconectada, que transita por múltiplas comunidades e que gosta de fazer parte de diversos grupos. Finalmente, estamos começando a incorporar essas tendências em nosso dia a dia, como visto no infográfico.

Mas, vale dizer que nem só essas grandes mudanças são as significativas. O livro “Exponential Organizations”, de Salim Ismail e Yuri van Geest, publicado em 2014, desperta insights interessantes que podem ser aplicados a esse “novo normal”. Um exemplo é como uma inovação rotineira, não aquelas megalomaníacas como o nascimento do conceito de smartphone, surge e provoca mudanças inesperadas em diversos setores da sociedade, cria novos negócios e até mesmo muda hábitos do nosso dia a dia. Pegam uma dor que a gente não sabia que tinha e oferece antecipadamente uma solução.



Um exemplo claro de mudança que está acontecendo é a adoção massiva do digital, como mostrado também no infográfico. De acordo com uma pesquisa feita em parceria pela Hubspot e We Are Social, mais de 139 milhões de pessoas têm contato com a Internet no Brasil. Isso representa uma penetração de 66% do total da população. Desse número, 85% fazem isso todos os dias.

Esses números mostram que há uma grande oportunidade para interagir com potenciais clientes e também para fidelizar sua marca. É importante saber explorar isso de forma planejada.

Presença digital era uma regra para sobreviver ao mundo que se desenhava. Depois de 2020, presença digital é imprescindível para nascer e se desenvolver no “novo normal”. O delivery, o GPS à palma da mão, plataformas que fortalecem o comércio local e conectam voluntários à ações sociais, aplicativos que monitoram e oferecem soluções de exercícios, saúde e alimentação são alguns dos serviços que já são essenciais.

E os dados corroboram isso. Nos últimos 2 meses, segundo os resultados de pesquisas feitas semanalmente pela consultoria MindMiners: 49,25% dos brasileiros estão procurando o online para se capacitar mais; e 51% dos brasileiros já estão comprando mais pela internet ou por aplicativos - houve um aumento de 21,25% no uso de aplicativos de delivery.

Outro exemplo que vai nessa linha é o trabalho remoto. Primeiro temos a questão da redução de deslocamentos, que pode trazer benefícios como: diminuição de emissões de gases de efeito estufa e outros poluentes e prejuízos causados por congestionamentos. Em um mundo onde o “novo normal” tem a sustentabilidade como regra, parece ser uma tendência forte a ser seguida.


Em um levantamento deste ano da empresa de software de marketing digital Buffer e da agência de trabalho remoto AngelList com 3,5 mil pessoas que trabalham total ou parcialmente de forma remota, 98% delas disseram querer continuar no regime pelo resto da carreira.

O principal benefício mencionado pelos participantes segue sendo a flexibilidade de horário e local de trabalho. Para as duas empresas: “a pergunta não é mais ‘o trabalho remoto veio para ficar?’. Parece, inclusive, que o trabalho remoto é o novo normal".

Não é uma tendência nova, mas agora foi democraticamente validada. Não há mais uma figura turva acerca de produtividade e comprometimento de colaboradores trabalhando de suas casas ou de onde quer que estejam.

Esses são alguns exemplos palpáveis de como, de fato, a sociedade vem mudando. Façamos nossa parte para que o tão esperado “novo normal” seja uma alternativa mais responsável e, em última análise, viável para todos nós.

Copiado: https://blog.betway.com/

sexta-feira, 14 de agosto de 2020

É Hora de Ressignificar: Mudanças Promovidas pela Quarentena

 


Mesmo com tantos desafios, talvez estejamos no melhor momento para ressignificar muitos aspectos da nossa vida. Caso você ainda não esteja familiarizado com essa palavra… Bom, ela é autoexplicativa, descrevendo a ação de dar novos significados e encontrar diferentes sentidos.

Nós não percebemos no dia a dia, mas tudo é um signo; ou seja, todos os elementos à nossa volta, seja material ou não, representam algo, carregam seus próprios sentidos e desenvolvem as suas próprias narrativas. Mas esses significados podem variar. Até porque, somos nós quem damos significados às coisas. Assim sendo, não precisamos nos ater necessariamente ao que já está dado.

Portanto, em tempos de pandemia, quarentena e isolamento social, queremos propor que, não obstante as adversidades, desenvolvamos um novo olhar. Afinal, com o “mundo parado”, podemos observar, refletir e repensar. Acompanhe o texto com a gente e se prepare para muitas perguntas, às quais só você pode dar respostas finais que lhe satisfaçam.

Ressignificar os relacionamentos 

Uma grande mudança desses tempos de ter que ficar em casa é na maneira como nos relacionamos. Tal quebra no ritmo e na forma de estabelecer conexões tem levantado questões como: por que criamos vínculos com outras pessoas? Será que é só para passar tempo? Para ocupar algum espaço? Para ganhar seguidores? Ou será que é para algo mais genuíno?

A quarentena traz incertezas e promove a distância – ou um possível excesso, quando tem-se de conviver 24h por dia com alguém. Nessas situações específicas, encontramos outras necessidades, talvez mais reais, nos relacionamentos. Ou, ao menos, essa oportunidade de ressignificar surge.

Então, qual significado que você quer que as suas relações tenham para você? E qual significado você quer ter na vida de outras pessoas? Quanto vale quantidade em nome de qualidade? E como construir conexões reais, profundas e duradouras que não se limitem ao espaço física ou às curtidas?

Ressignificar o trabalho

Especialmente quem trabalha em escritório já sabe: a pandemia veio para trazer mudanças irreversíveis no dia a dia do trabalho, ao menos em uma noção mais prática. Enquanto que, de maneira geral, o papel que a vida profissional ocupa na nossa essência, algo que já vinha sendo questionado, tem sido colocado em cheque.

Para o que estamos trabalhando tanto? Qual é o retorno de fato em nossa felicidade? Qual é o ponto gravitacional das nossas rotinas e expectativas? Esse modelo de vida que coloca o trabalho como meio e fim (leia-se: veículo e finalidade) de nossos dias e vontades parece estar caducando. Bem como essa noção de que uma vida de excessos de consumo, que só seria conquistada por submissão incondicional a um emprego, também está. 

É hora perceber que ressignificar o trabalho está intimamente vinculado a encontrar uma nova, e possivelmente melhor, maneira de se viver a vida. Afinal, uma ocupação, um oficío ou algo com que se ocupar é essencial. Mas resumir-se a isso parece injusto com nós mesmos – e com a pluralidade com a qual podemos existir.

Ressignificar os propósitos de vida

Tendo já questionado sobre relacionamentos e trabalho, poderíamos seguir falando sobre temas importantes como corpo, gênero, sexualidade, alimentação… Mas, no final das contas, estamos chegando no ponto central de verdadeiramente ressignificar os propósitos de vida. Ou seja, aquilo que nos motiva e nos preenche.

O isolamento social faz isso com a gente: nos coloca sozinhos e reflexivos. E, então, nos perguntamos: qual é o meu propósito? O que é esse propósito? Eu o crio ou deixo que o criem para mim? O que é mudar esse propósito? Ele está ligado a coisas supérfluas ou ao meu “eu” genuíno? O que é a felicidade plena e o que é apenas prazer momentâneo? E nesse o que é, o que é, nunca se esqueça de:  

Viver e não ter a vergonha de ser feliz!

E tem muito papo bom para pensar mais sobre isso

Levantar esses questionamentos, para conseguir encontrar repostas ao longo do tempo, fica mais fácil a partir do diálogo. Embora a solitude seja extremamente importante para encarar questões existenciais; é nas trocas que conseguimos expandir nosso repertório e encontrar diferentes maneiras de se ver o mundo.

Por conta disso, convidamos Rafa Brites, apresentadora e influenciadora de jornadas, para uma conversa no Zencast, nosso podcast sobre saúde emocional. Na entrevista conduzida por Izabella Camargo, Rafa nos guia pelo seu pensamento, que tem se revolucionado durante a quarentena.

A seguir, você pode conferir alguns dos principais pontos discutidos entre elas.

Saiba observar

Vivemos numa sociedade voltada muito para a produção. Porém, Rafa nos convida a ir para um lado mais contemplativo, no lugar de estritamente produtivo no sentido prático. Para ela, saber observar-se – realmente se olhar, sem análises nem julgamentos – é a chave para encontrar momentos construtivos durante o isolamento. Nesse sentido, ela comenta:

Quando você consegue olhar para sua vida como observador, saindo daquela confusão e se colocando nesse outro papel, é possível concluir em qual momento, por exemplo, você deixou de confiar em si mesmo.

Permita-se parar de verdade

Dedicar-se a esse projeto de ressignificação, agindo sobre pontos tão fundamentais da vida, é mais difícil de realizar dentro de uma rotina acelerada. Então, já que agora o mundo está pedindo para que paremos, usemos dessa oportunidade para de fato fazer uma pausa. No Zencast, Rafa compara a situação atual com um trem que finalmente cessou:

Nós estávamos andando num trem muito rápido. E se pulássemos, iríamos nos machucar. Mas, agora, o trem parou. Então, se tem um momento de dizer “eu vou descer, eu vou mudar”, esse momento é agora! 

Volte a sonhar

Ter metas é bom. Em geral, é algo essencial para seguirmos em frente. Só que metas, por si só, são apenas isso: pontos a serem alcançados; números a serem superados. Nossa vida, porém, é muito mais do que apenas bater metas. Por isso, é possível dar um novo significado para esses objetivos, que deixam de ser meros números e viram sonhos. Não é à toa que Rafa comenta o seguinte: 

Ressignificar é o caminho para voltar a sonhar.

Ressignificar para de fato viver!

A fim de concluir, vamos deixar claro: não, nós não precisamos de crises. Nós podemos crescer e nos desenvolver mesmo nas melhores condições – ou ainda: especialmente nas melhore condições. Mas uma crise tem sempre o potencial de abrir nossos olhos para o que pode ser melhorado.

Na crise atual, que se mostra indo muito além da pandemia, estamos entrando em contato com questões verdadeiramente profundas. Então, vá fundo. No seu ritmo e dentro dos seus limites. E, se não souber por onde começar, venha ouvir o episódio completo do Zencast com a Rafa Brites. 

Ressignificar não acontece de uma hora para outra. Comece por onde for possível e lembre-se: você não está sozinho. Se esse período estiver desgastante emocionalmente para você, não hesite em procurar ajuda. 

quinta-feira, 13 de agosto de 2020

WEBINAR - O que é e como apresentar um com sucesso

 


Webinar é uma conferência online, gravada ou ao vivo, que objetiva educar um público-alvo sobre um tema. Os webinários são um formato de conteúdo também muito usado para a geração de leads. Algumas ferramentas de webinar são: Zoom, WebinarJam, GoToWebinar e Youtube Live. 

Realizar uma palestra é uma opção muito interessante para engajar e educar o público com informações relevantes sobre um assunto. O problema é a logística necessária para tal. Além do espaço físico, é preciso se preocupar com o sistema de som, o projetor de imagens, o conforto dos participantes e até o estacionamento.                                                                                                                                               A boa notícia é que, com a consolidação do Marketing Digital e os recursos oferecidos pela tecnologia, esse processo se tornou muito mais fácil. Agora, é possível realizar esses eventos por meio de transmissões ao vivo, otimizando a experiência dos participantes e potencializando o seu alcance e engajamento.                                                                                          É o que chamamos de webinar, uma poderosa ferramenta para gerar e qualificar leads. 

O que é webinar? O webinar, ou webinário, é uma videoconferência de via única empregada para fins comerciais ou educacionais. Esse formato de conteúdo vem ganhando bastante destaque, especialmente em estratégias que utilizam o Marketing de Conteúdo.                                         Você já deve ter notado que o termo webinar se assemelha a uma junção das palavras “web” e “seminário”, não é? A ideia é mais ou menos essa. Trata-se de uma abreviação da expressão inglesa “web based seminar” que, em português, representa um seminário realizado pela internet.                      Existem alguns objetivos comuns que podem ser alcançados com a realização desses eventos. Se você trabalha com o funil de vendas, o webinar pode ser uma ferramenta interessante para gerar leads e facilitar sua conversão para a próxima etapa da jornada do consumidor.                                                   O webinar também é utilizado em abordagens mais diretas, que direcionam o comprador diretamente para a ação de compra ao falar sobre um determinado produto ou serviço. Trata-se de um tipo de conteúdo muito eficaz para lidar com leads na última fase do funil, também chamada de etapa de decisão.                                                                                                                                                           Além desses pontos, a ferramenta é bastante útil para otimizar o relacionamento com o cliente, fator tão importante no Marketing 4.0. A partir do oferecimento de conteúdos exclusivos, tutoriais e interações em tempo real, você enriquece a experiência dos consumidores, possibilitando sua fidelização.             No próximo tópico, vamos destrinchar as vantagens que você pode ter acesso ao utilizar o webinar em sua estratégia. 

Quais os benefícios de um webinar?

O webinário vem se mostrando um recurso cada vez mais útil para empresas otimizarem a relação com o público. Prova disso é o relatório Content Trends 2019, que aponta que esse tipo de material é utilizado por cerca de 25% das marcas que investem em Marketing de Conteúdo. Entenda as principais vantagens!

Atenção do público - O aumento do volume de marcas buscando espaço na internet traz um efeito colateral. É cada vez mais desafiador conseguir a atenção do público, que se depara com intermináveis opções de conteúdo para consumir. Por isso, só atinge o sucesso quem consegue driblar esse obstáculo. O oferecimento de um webinário é uma forma eficaz de atrair o interesse da audiência. Afinal, grande parte dos conteúdos disponibilizados online tem o formato de texto, o que acaba saturando alguns internautas. O webinar é uma alternativa a esse lugar-comum.    Para muitas pessoas, é muito mais interessante assistir um vídeo falando sobre um assunto do que ler um artigo explicando-o detalhadamente. Esse diferencial é ainda mais relevante quando falamos de uma palestra ao vivo, que dá ao espectador a sensação de maior participação no evento.

Engajamento - Você já sabe que o engajamento é uma das métricas mais importantes no Marketing Digital, não é? E o que pode ser melhor para potencializar esse fator do que a realização de uma transmissão ao vivo? O webinar cria uma conexão entre marca e consumidores que é essencial para o sucesso do negócio.     Durante o seminário online, você tem a chance de receber e responder dúvidas em tempo real. Isso é importante por diversos motivos. Para começar, trata-se de uma oportunidade para mostrar conhecimento sobre o assunto e se estabelecer como autoridade no mercado. Assim, fica mais fácil atrair novos leads.                                                                                                                                  Além disso, responder as questões dos espectadores possibilita que você os eduque sobre os seus serviços ou produtos. Por essa razão, o webinário é muito utilizado para qualificar leads e conduzi-los para as próximas etapas do funil de vendas.

Tráfego - Um site comercial bem estruturado é essencial para qualquer estratégia de Marketing Digital. Contudo, de nada adianta contar com um portal excelente se o público não desenvolver o hábito de visitá-lo.          Para assegurar isso, é preciso mais do que o emprego de boas técnicas de SEO. Acima de tudo, os visitantes do seu site precisam se deparar com conteúdos originais e pertinentes, de modo a valorizar a experiência proporcionada pela visita. Para isso, diversificar o conteúdo é fundamental.                       Disponibilizar um webinário é uma maneira de aumentar o tráfego do site. Se bem realizado, o evento será divulgado pelos próprios espectadores, atraindo mais visitantes e, consequentemente, elevando as oportunidades de negócio. Para tal, você deve saber como realizar um webinar. 

Como fazer um webinar?

Agora que você entende o que é um webinário e quais benefícios esse tipo de conteúdo pode trazer para o seu negócio, vamos nos dedicar a explicar como realizar um. Antes de tudo, é válido lembrar que não se trata de uma ciência exata. Cada negócio deve realizar o evento de acordo com sua própria realidade. Portanto, é fundamental basear a estratégia nas características da sua persona. Independentemente da qualidade do webinar, ele só será efetivo se for visto como pertinente e original pelo público atingido. Dito isso, vamos ao primeiro passo.

Escolha o tema

A escolha do tema é determinante para o desenvolvimento da palestra online. Se você não sabe por onde começar, uma boa ideia é olhar para os seus próprios conteúdos e buscar aqueles que causam maior impacto positivo na sua audiência.                                                                                                 Por exemplo, se um dos posts mais acessados no blog de uma empresa é “Como automatizar a emissão de notas fiscais”, o tema pode ser transformado em uma aula ao vivo. Durante o encontro, o apresentador pode mostrar um tutorial de como fazer o processo passo a passo, quais ferramentas usar etc.                                                                                                  Outra dica é utilizar ferramentas de palavras-chave para identificar os termos mais buscados pelas suas personas. Com base nisso, é viável descobrir os tópicos mais relevantes para os seus consumidores e desenvolver seu webinário de forma interessante e atraente.                                                                        Além da escolha do tema, é muito importante dar atenção ao título atribuído à videoconferência. Com acesso constante a um alto volume de informações, os consumidores tendem a se interessar apenas por conteúdos com títulos claros, sugestivos e atraentes.

Defina a data

Um planejamento bem-feito é essencial para o sucesso de qualquer tipo de abordagem. Com o webinário não é diferente. Quanto antes você definir a data para realizar a transmissão, melhor será sua programação.                                                                                                                                               Além do dia de realização, é importante definir a hora. Afinal, o grande apelo desse tipo de conteúdo é o senso de inclusão e urgência gerado pela transmissão ao vivo. Sendo assim, é fundamental optar por um horário em que sua persona costume estar ativa na internet.                                          Além disso, lembre-se da meta estipulada. Se o objetivo do seu webinar for vender, por exemplo, pode ser interessante marcar para o início do mês (período em que as pessoas têm mais dinheiro).

Escolha uma plataforma

Outra decisão importante para a realização do seu webinário é a escolha da plataforma. É essencial que ela possibilite uma experiência satisfatório para o usuário, ou seja, realize a transmissão com qualidade, sem a ocorrência de travamentos ou ruídos.                                                                                          Uma das escolhas mais comuns é o YouTube, até pelo fato da plataforma já ser utilizada pelo público para assistir vídeos. Além disso, o site traz a possibilidade de monetizar os vídeos exibidos nele, o que é um atrativo a mais para sua empresa. Contudo, ações mais complexas como mudanças de câmeras são limitadas.                                                                                                                                                        Se a ideia é realizar uma transmissão mais complexa, uma boa opção é a GoToWebinar, uma plataforma criada especialmente para webinários. Ela auxilia o realizador a enviar convites, criar enquetes, responder perguntas e conta até com um modo de ensaio, para evitar imprevistos durante o evento.        Temos, ainda, o Facebook, que apresenta como principal vantagem a própria popularidade. A rede social de Mark Zuckerberg é a mais popular do planeta mas, assim como o YouTube, apresenta limitações para webinars. É impossível, por exemplo, que o usuário visite outro site sem interromper a transmissão.

Outras opções relevantes para a realização do seu webinário são:

  • Hangouts;
  • Twitch;
  • Skype;
  • WebinarJam.

Crie uma landing page

Uma landing page, ou página de captura, nada mais é do que a página em que as pessoas farão a inscrição para participar do seu webinar. Ela deve contar com um texto chamativo e direto, além de espaços para que o visitante insira seus dados de contato.                                                                             Em troca de informações como nome, email e número de telefone, as pessoas vão se inscrever para ficar por dentro de tudo o que envolve o evento, desde sua divulgação, até as ações realizadas pela empresa após o fim da transmissão.                                                                                                             É importante que a página deixe claro o tema do seminário, a data e outras informações relevantes.

Planeje a divulgação

Chegou a hora de atrair inscritos para o seu webinar. Aqui você pode contar com diferentes canais de comunicação, usando tanto tráfego orgânico como tráfego pago. Uma boa campanha de email marketing pode aumentar o alcance do webinário e atrair mais participantes.                                    Além disso, é essencial utilizar suas redes sociais para divulgar a data e o horário da transmissão. Prepare chamadas em todos os seus canais convidando o público para participar do webinar. Experimente usar vídeos curtos no Facebook, Instagram, Snapchat e Youtube.     Também vale usar cards e imagens, tanto no Facebook quanto no Instagram. Não esqueça de sempre deixar um link direcionando o público para a sua landing page. Dessa forma, além de aumentar o alcance, você ainda intensifica a geração de leads.                                                                                      É interessante, também, incluir calls-to-action (chamadas para ação) em seus posts convidando os leitores a participarem do webinar. Se possível, acione seus parceiros para que eles façam o mesmo em seus portais.

Estruture um roteiro

Por mais que você tenha pleno domínio do assunto que vai tratar no webinar, não deixe de fazer um roteiro. A quantidade de detalhes pode variar conforme a sua necessidade, mas o ideal é que você tenha pelo menos os pontos principais.

Aqui vai a nossa dica de estrutura:

  • Introdução e sua história pessoal (5 a 10 minutos);
  • Apresentação principal (25 a 30 minutos);
  • Perguntas e respostas (10 minutos).

Além disso, lembre-se de que você deve terminar sua apresentação principal com um call to action. Você pode usar os últimos 5 minutos da apresentação principal para fazer a oferta de um produto, sugerir que a sua audiência assine uma lista de e-mails exclusiva ou simplesmente pedir que as pessoas curtam a sua página do Facebook.

Prepare uma apresentação visual

É muito comum usar uma apresentação de slides durante o webinar. O fato de ter textos e imagens na tela facilita para o próprio organizador e também para o público, que consegue acompanhar e fazer anotações.  Algumas opções para montar os slides são os famosos PowerPoint, o Keynote (caso você use Mac), o Prezi ou até mesmo o Google Slides, que pode ser acessado pelo Google Drive.       Contudo, você não vai querer fazer uma palestra desinteressante. Pelo contrário: sua missão é captar e reter a atenção da audiência, mantendo todos engajados.                                                           

Para isso, você deve preparar um design agradável e chamativo. Separe um tempo para testar diferentes cores, fontes e imagens a fim de deixar sua apresentação bonita e moderna.                 As dicas gerais são: use fontes de tamanho grande; resuma o conteúdo em frases curtas; ilustre com ícones e imagens; e varie as cores ao longo da apresentação.

Monte um cronograma

Para evitar imprevistos e seguir corretamente o planejamento, é interessante elaborar um cronograma para servir como norte nas semanas que antecedem o webinário. Defina, por exemplo, um limite para tomar decisões relacionadas ao tema, ao objetivo e à aquisição de parceiros.                                Separe ao menos duas semanas para trabalhar uma divulgação eficiente e veicular anúncios pagos, caso seja pertinente. Nesse período, certifique-se de elaborar uma landing page chamativa e com boas possibilidades de conversão.                                                                                                                     Na semana que antecede o webinar, realize testes para garantir que você domina a plataforma que será utilizada, verificando todas suas funcionalidades. Além disso, deixe prontos o roteiro e a apresentação visual.                                                                                                                                   Já no dia do evento, faça testes para verificar a qualidade da conexão com a internet e a captação de áudio e imagem. Horas antes do início, envie lembretes ao público para garantir que todos os interessados participem. O processo não acaba por aqui! No próximo tópico, vamos falar sobre o pós-webinário.

O que fazer depois da apresentação?

Você seguiu o cronograma, divulgou seu webinário e o executou com maestria. Agora, o que fazer? Ignorar a parte do planejamento que diz respeito ao pós-webinar pode diminuir seu impacto no público. É importante mostrar que você segue à disposição da audiência mesmo após o fim da videoconferência                                                                                                                                                         Portanto, para começar, realize uma pesquisa de satisfação com os participantes. Os feedbacks obtidos nessa etapa são fundamentais para a aprimorar futuros webinários e para entender melhor as motivações e características do público.No mesmo email enviado para realizar a pesquisa, você pode disponibilizar a apresentação de slides utilizada no vídeo. Isso é uma forma de estreitar o relacionamento com o público e ganhar sua confiança. Se for o caso, vale ainda enviar a gravação do vídeo para aqueles que demonstraram interesse mas não puderam participar.

Por fim, reestruture sua landing page para gerar novos leads. Pessoas que não assistiram o webinar podem ouvir falar nele e se interessar. Aí, basta oferecer o acesso em troca de dados de contato.

Como medir os resultados do webinar?

Tão importante quanto realizar o webinário é medir a sua eficácia. Logo após o fim da transmissão, já é possível acessar alguns KPIs, os famosos indicadores-chave de desempenho. Os mais importantes são:

  • taxa de comparecimento;
  • acessos;
  • tempo de visualização;
  • engajamento do público.

Com essas informações em mãos, é possível fazer uma comparação com os objetivos traçados durante a fase de planejamento e identificar o que precisa ser melhorado. Se você já realizou webinários anteriormente, é importante cruzar os dados e analisar o que foi otimizado e o que piorou.Além disso, não deixe de acompanhar de perto os comentários deixados pelos participantes em redes sociais. Observe, também, se o volume de inscrições e a taxa de acesso ao site vão sofrer alguma alteração no período que sucede a conclusão do webinário.

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