segunda-feira, 17 de julho de 2023

ReSistência X ReXistência


O título deste texto pode parecer um pouco estranho, quando lido de forma rápida e à primeira vista.

Entretanto vou tentar provar exatamente o inverso, mostrando quão antagônicas são aquelas duas palavras e como elas, direta ou indiretamente, fazem parte das nossas Vidas.

Se você, leitor ou leitora, for procurar o dicionário o significado de RESISTÊNCIA, certamente encontrará vários significados que se aplicam a inúmeras áreas, como a psicologia, a eletricidade, a engenharia, a ciência dos materiais, a biologia, a física, etc.

No contexto destas linhas quero empregar RESISTÊNCIA como a força que se opõe ao movimento, inércia. 

E inércia, por sua vez, significa preguiça, falta de ação, torpor.

Nesta linha de ideias, uma pessoa resistente nada mais é do que uma pessoa teimosa, obstinada, que vive na sua zona de conforto e que não quer aceitar as mudanças que continuamente ocorrem, seja dentro de si mesma, seja no ambiente onde está inserida.

E mudanças estão ocorrendo em todos os momentos. Eu, particularmente, tenho a plena noção que o mundo onde nasci não é o mesmo onde vivo e nem será o mesmo quando eu der meu último suspiro.

Para mais, se você for um baby boomer com eu, perceba como você vem mudando com o passar do tempo. Você passou pela infância, pela adolescência, pela vida adulta, até alcançar a “terceira idade”.

Nesta trajetória, as células do seu corpo mudaram inúmeras vezes, seu cabelo mudou de cor, você mudou seu status de solteiro (a), você se tornou pai/mãe, você virou avô/avó...

Quem afirma que “é tudo igual” é porque não tem a noção do ciclo criação-maturidade-morte, o qual pode ser aplicado a qualquer aspecto de nossa vida.

Qualquer indivíduo tem a obrigação (isso mesmo, obrigação) de se conscientizar que as mudanças estão sempre presentes, quer se queira ou não.

Este fato pode ser traduzido por duas frases célebres e famosas.

A primeira, do filósofo grego Heráclito (544 – 484 a.C.) que afirmou: a única coisa imutável é a mudança. A segunda, atribuída ao químico francês Lavoisier (1743 – 1794), que afirmou: na natureza nada se cria, tudo se transforma.

Mudança implica em transformação, conversão, substituição, troca.

E, se apesar desta evidência, você acha que nunca muda, deixo-lhe a pergunta: você se considera a mesma pessoa de 10 anos atrás?

A coisa é tão rápida que, enquanto digito este texto, milhares de células do meu organismo morreram e foram substituídas por outras. 

Isto significa que, ao terminar de digitá-lo, não serei mais o mesmo.

Resistir, criar resistência, ser teimoso e não admitir este s fatos é morrer um pouco a cada dia.

Devemos, isto sim, cultivar dentro de nós mesmos uma verdade: não nascemos prontos e não morreremos prontos. E será neste intervalo de tempo, entre nascimento e morte, que termos a nossa existência, o fato de existir, de viver.

Existência nada mais é do que a própria Vida ou o modo de ser, a realidade do Ser Humano. É a qualidade de tudo que é real ou que existe.

Mas, atenção. O que é real hoje, no atual momento, no presente, daqui a pouco será passado, já foi, já era.

Tendo em sua mente o conceito de que nossa existência é impermanente, fica mais fácil entender que as mudanças são processos dinâmicos, e não estáticos, como muitos podem pensar.

Arthur Schopenhauer, em seu texto O vazio da existência, afirma:

Toda nossa existência é fundamentada tão somente no presente – no fugaz presente. Deste modo, tem de tomar a forma de um constante movimento, sem que jamais haja qualquer possibilidade de se encontrar o descanso pelo qual estamos sempre lutando. É o mesmo que um homem correndo ladeira abaixo: cairia se tentasse parar, e apenas continuando a correr consegue manter-se sobre suas pernas; como um polo equilibrado na ponta do dedo, ou como um planeta, o qual cairia se o sol se cessasse com seu percurso.

Num mundo como esse, onde nada é estável e nada perdura, mas é arremessado em um incansável turbilhão de mudanças, onde tudo se apressa, voa e mantem-se em equilíbrio avançado e movendo-se continuamente, como um acrobata em uma corda.

Para expressar melhor o fato pelo qual estamos sempre mudando, uso a metáfora da fênix, o passar da mitologia grega que, ao morrer, entrava em autocombustão e, após algum tempo, renascia das próprias cinzas.

Aqui quero abrir um parágrafo a respeito dela porque sua crença existiu em vários povos.

Para os gregos, há uma comparação da fênix com o Sol, que se põe (“morre”) todos os dias no horizonte para renascer no dia seguinte, tornando-se o eterno símbolo da morte e do renascimento da natureza.

Os egípcios relacionavam a fênix à estrela “Sótis”, ou estrela de cinco pontas, que é pintada ao seu lado.

Para os chineses, a fênix, representada como uma ave maravilhosa, representava a felicidade, a virtude, a força, a liberdade e a inteligência.

Já para os cristãos, no início da era cristã, a fênix foi o símbolo do renascimento e da ressurreição.

O interessante é que em todas as épocas, mitologias e crenças, o significado é preservado, ou seja, a perpetuação, a ressurreição, a superação e a esperança que nunca tem fim.

Perceba, caro leitor, ou leitora, que ela REnascia, isto é, ela repetia seu nascimento, repetia sua existência, como uma nova fênix.

E será que não é exatamente isso que ocorre quando vamos dormir? Nós nos “suicidamos” durante o sono para renascermos mais fortes e melhores no dia seguinte?

  • Não seria isso uma RExistência? 

Repetir a existência de outra forma, com mais abertura ao novo, com a consciência mais ampliada e, principalmente, trocando a zona de conforto por uma zona de “desconforto”?

Nesta RExistência, certamente, amplia-se o poder de nosso livre arbítrio, visto que mudar também significa fazer novas escolhas.

Também não devemos esquecer que mudar exige tempo, análise, ousadia, flexibilidade, coragem, vontade, aprendizado constante, questionamento e energia, apenas para citar alguns requisitos que a mudança exige daqueles que querem fazer da sua vida uma eterna RExistência.

René Descartes, filósofo, físico e matemático francês (1596 – 1650), em seu Discours de la méthode (1637), escreveu: “je pense, donc je suis”, ou seja, “penso, logo existo”.

Entretanto, originalmente, o texto era: “puisque je doute, je pense; puisque le pense, j’existe”, isto é, “se duvido, penso; se penso, existo”.

Não podemos negar que nossa existência está ligada ao nosso pensar e, por consequência, ao nosso livre arbítrio e nossa capacidade de fazer escolhas.

Se nos “abrimos” a esta nova visão – não mais a de resistência, mas a de RExistência - , estaremos, sem dúvida alguma, ampliando nossa consciência e fazendo um uso muito melhor do nosso livre arbítrio.

Poderemos, assim, tomar decisões mais livres sob os auspícios de uma vontade livre, consciente e sem vícios.

E, quando você se defrontar com alguma situação onde a mudança se faz necessária, deixo-lhe um conselho: não resista, RExista.

Por: Luiz Roberto Fava - https://www.linkedin.com/in/luizfava/

sexta-feira, 14 de julho de 2023

CAPEX e OPEX: o que é e quais as diferenças?


Dentro de uma empresa, existem vários indicadores, valores e informações contábeis e financeiras que podem ser consideradas ao realizar uma análise sobre a mesma. Dentre os mais importantes, está o CAPEX.

Termo muito comum no mundo das finanças, o CAPEX de uma empresa é de extrema importância para a compreensão da natureza de um negócio. Além disso, ele é um importante indicador financeiro quando se pretende avaliar as empresas listadas na bolsa de valores.

O que é CAPEX?

CAPEX é a sigla da expressão inglesa CAPital EXpenditure, que pode ser definida como Despesas de Capital ou Investimentos em Bens de Capitais. Esse tipo de custo existe para manter ou até expandir o escopo das operações de uma empresa.

Ele é um conceito muito importante no mundo dos negócios, pois, ele avalia o fluxo de caixa sendo utilizado em investimentos nas empresas.

Por exemplo, os gastos com a construção de uma nova fábrica, ou a aquisições de frotas de veículos, são exemplos de CAPEX.

Portanto, é fundamental compreender o significado de CAPEX, sua aplicação e quais os benefícios de usá-los ao analisar um investimento. 

Para que serve o CAPEX?

Na contabilidade, uma despesa é considerada um gasto de capital quando o ativo que foi recém-adquirido começa a apresentar as suas despesas com depreciação e amortização.

Isso acontece porque segundo as normas de contabilidade, toda empresa deve descontar os seus custos fixos com depreciação e amortização durante a vida útil do ativo.

É muito importante que o investidor tenha em mente que empresas intensivas em investimento (capex) precisam ser analisadas de perto, dado que investem primeiro para ter o retorno depois – e mesmo esse pode não se concretizar.

Por outro lado, essa maior necessidade de capital pode ser uma barreira de entrada, que impede novos entrantes, melhorando a perspectiva da empresa.

No final do dia, o que vale para o acionista é qual foi o fluxo de caixa livre, ou seja, quanto foi o volume que pode ser destinado para o acionista sem comprometer a operação.

Algumas empresas, como as do setor de siderurgia, por exemplo, precisam alocar grandes montantes de sua geração de caixa apenas para a manutenção das suas operações, impedindo que o capital retorno ao acionista.

 O que é OPEX?

OPEX é a sigla do termo em inglês Operational Expenditure. Ao contrário do CAPEX, o foco desse tipo de gasto está nas despesas e dispêndios operacionais, bem como na manutenção de equipamentos da empresa.

Ou seja: os gastos do OPEX estão relacionados com os gastos das atividades rotineiras da empresa, como despesas tributárias, despesas com funcionários, contas, manutenção de equipamentos e outros.

Por exemplo: um empresário, ao invés de preferir comprar um novo maquinário, pode optar por alugar essa máquina e terceirizar sua operação, pagando uma taxa mensal por isso. Nesse caso, trata-se de uma despesa operacional (OPEX).

Sendo assim, o valor despendido com esse aluguel vai entrar nos balanços contábeis da empresa como um custo ou despesa.

Ou seja: esse é um ponto fundamental para se avaliar nas demonstrações contábeis da empresa, pois está relacionado diretamente com as atividades operacionais

Como calcular o OPEX?

Para calcular o OPEX, é preciso somar as despesas operacionais dos últimos 12 meses, ou outro período de tempo contábil.  Depois reunir informações como:

  • ·         Balanço Patrimonial;
  • ·         Fluxo de Caixa;
  • ·         Orçamento Pessoal;
  • ·         DRE.

Logo, no cálculo do OPEX, a empresa precisa coletar dados sobre a gestão dos custos com a manutenção. Em outras palavras, o processo de manutenção pode ser visto como uma despesa.

A partir desse orçamento, os valores que serão pagos de acordo com apurado no Patrimônio são determinados.

Um exemplo de como analisar o OPEX seria o seguinte:

Uma empresa fez o orçamento de despesas para o valor de R$ 100.000,00, porém o pagamento será de R$ 50.000,00 seguindo o fluxo de caixa. A diferença será de 50.000,00 e será posteriormente listado no balanço patrimonial no campo “contas a pagar”.

Outro ponto para análise do OPEX é estabelecer um valor estimativo, para que a empresa possa transferir no orçamento de custos empresarial a quantidade determinada no orçamento OPEX.

Qual a diferença entre OPEX e CAPEX?

De fato: não se deve confundir o CAPEX com as despesas operacionais (OPEX).

As despesas operacionais são custos de curto prazo necessários para atender os gastos operacionais contínuos de administrar um negócio, mostrando a clara diferença entre CAPEX e OPEX.

Entretanto, ao contrário das despesas de capital, as despesas operacionais podem ser totalmente deduzidas do imposto no mesmo ano em que as despesas ocorreram.



Sendo assim, o OPEX é mais voltado para despesas operacionais (do dia a dia da empresa) e, por outro lado, o CAPEX é mais voltado para despesas com aquisição de ativos, como maquinário, imóveis e outros.

 Onde encontrar o CAPEX nos demonstrativos financeiros?

O CAPEX está contido no fluxo de caixa das atividades de investimento, na Demonstração de Fluxo de Caixa da empresa.

As empresas podem denominar a linha de CAPEX nos demonstrativos de várias formas. Dentre elas, pode-se citar os termos Despesa de Capital, Aquisições de imobilizado e Despesas de aquisição.

Conforme dito anteriormente, o montante de investimentos necessários para uma empresa depende da indústria em que ela está situada.

Empresas do setor de petróleo, telecomunicações, manufatura, e algumas de serviços públicos, por exemplo, são altamente demandantes por capital.

Por outro lado, empresas de tecnologia não tem tanta necessidade assim de despesas de capital, podendo crescer com baixo investimento.

Portanto, é importante avaliar o negócio tendo em vista o seu setor e o seu produto ou serviço oferecido quando se pensa em como calcular o CAPEX, considerando suas particularidades.

 Quais as vantagens do CAPEX?

Ao avaliar os valores do CAPEX, entende-se que ele é vantajoso para alocação de capital por diversas razões que trazem uma boa saúde financeira para a empresa.

Primeiramente, esse tipo de gasto é um investimento: ainda que diminua o caixa da empresa, ele consegue fazer com que ela cresça em prazos mais longos.

Por exemplo: se uma companhia comprou um imóvel para uma nova filial, é esperado que este imóvel traga lucro e consiga se pagar. Assim, isso aumenta o dinheiro que a empresa ganha ao longo do tempo.

No entanto, é preciso estar atento para o prazo desse retorno: se ele demorar para chegar, pode não compensar. Tudo varia segundo a decisão de negócios.

Por fim, esse tipo de alocação de capital também permite uma maior previsibilidade nos negócios da empresa, uma vez que a empresa está investindo constantemente para crescer.

 Comparação entre CAPEX de empresas

É possível dar dois exemplos de CAPEX para ilustrar melhor o conceito. Primeiramente, uma empresa intensiva em capital é a Gerdau (GGBR4), uma das companhias mais sólidas entre as companhias de seu setor.


A Gerdau no ano de 2017 gerou um fluxo de caixa operacional (FCO) de R$ 2,07 bilhões e teve custos de capital da ordem de R$ 911 milhões, ou seja, um percentual de 44% do FCO.

Agora, pode-se comparar esses números com a solidez da geração de fluxo de caixa livre conseguida pela OdontoPrev (ODPV3).

Essa companhia de planos odontológicos conseguiu gerar um FCO de R$ 289 milhões. Entretanto, ela só precisou gastar R$ 14 milhões em custos de capital para manter e expandir o seu negócio. Ou seja, o CAPEX dessa empresa foi de apenas 5% do fluxo de caixa operacional.

Através desse exemplo ficou muito fácil compreender a superioridade das empresas pouco intensivas em CAPEX. Será através desses recursos livres que o investidor terá a sua remuneração como acionista do negócio.

 Como definir se uma despesa é Capex ou Opex?

De fato, a definição de uma despesa como Capex ou Opex acaba sendo um pouco subjetiva. Afinal, um investimento pode acabar se enquadrando nas duas categorias.

Por exemplo: um computador pode ser considerado como um custo operacional, já que é um instrumento de trabalho relacionado às operações da empresa (Opex). Por outro lado, ele é um maquinário adquirido (Capex).

Portanto, cada despesa da empresa deve passar por uma análise cuidadosa para serem enquadrados na categoria mais apropriada para cada exemplo de investimento na contabilidade.

Afinal, é importante mostrar aos stakeholders de uma companhia como a empresa está performando em relação aos custos, gastos e investimentos. Por isso, a seleção de cada caso é fundamental.

 Quando priorizar Capex ou Opex?

Em primeiro lugar, os investimentos em Capex geram gastos mais elevados para o negócio. Por exemplo: para projetos de Capex, como criar uma unidade, uma empresa pode gastar milhões de reais.

Por isso, muitas empresas preferem, por exemplo, alugar um espaço e tratá-lo como despesa operacional (ou seja, Opex), economizando dinheiro e tempo no início.

Dessa forma, é comum que muitas companhias iniciem suas operações priorizando castos em Opex e não em Capex. Assim, é possível terceirizar certos setores e operações e focar no essencial.

Entretanto, conforme a empresa cresce de tamanho, pode fazer sentido dar foco ao Capex e adquirir maquinários e operações para ter o controle total das atividades e gerar sinergias que sejam capazes de aumentar a produtividade do negócio.

No entanto, cada empreendedor deve avaliar a sua empresa e o seu estágio de negócio para verificar no que priorizar: Capex ou Opex.

 Copiado: https://www.suno.com.br/artigos/capex/

quarta-feira, 12 de julho de 2023

O Que é o Ciclo Circadiano? Trocar o Dia pela Noite: os problemas de sair do ritmo.


Ciclo Circadiano
é o nome dado ao ritmo em que o organismo realiza suas funções ao longo de um dia. Embora ele também se relacione a fatores como temperatura e atividade física ou social, o elemento que exerce maior influência no ciclo circadiano é a luz.

Assim, o ciclo circadiano é diretamente ligado ao dia e à noite e se manifesta em plantas e animais de diferentes espécies. Entre as pessoas, o ciclo circadiano coordena os sistemas mentais e físicos.

De forma resumida: a claridade do amanhecer estimula a liberação de cortisol, o hormônio que nos deixa despertos. Ao anoitecer, inicia-se a produção de melatonina, o hormônio que induz ao relaxamento e ao sono. Entre os dois polos, encontramos nossos picos de energia e de cansaço.
 
  • Ciclo circadiano é o mesmo que um relógio biológico?

Não exatamente, mas estão relacionados. O relógio biológico ajuda a regular todas as atividades do organismo, incluindo o ritmo circadiano. Mas nem todas acontecem durante o período de um dia. Um exemplo é o ciclo menstrual, que leva aproximadamente 28 dias.

Além do ciclo sono-vigília, o ciclo circadiano também prepara o corpo para outras atividades rotineiras. Por exemplo: ele disponibiliza as enzimas dos processos digestivos nos horários das refeições e regula o metabolismo de acordo com o gasto energético necessário para cada momento.

Quando alinhado à rotina, o ciclo circadiano permite a produção hormonal adequada e o sono consistente e reparador. Consequentemente, ele tem impacto positivo na saúde física e mental.

A duração do ciclo de sono-vigília pode variar de acordo com a idade. Os bebês têm uma necessidade de horas diárias de sono muito superior à dos idosos, por exemplo.

  • Trocar o dia pela noite: os problemas de sair do ritmo.

Seja pelo horário de trabalho, fuso-horário em viagens ou atividades sociais, algumas pessoas acabam lutando contra o ritmo natural ao trocar o dia pela noite. O impacto na qualidade de sono e de vida é notório.


Cansaço, indisposição e desatenção são alguns dos efeitos mais imediatos. A claridade e os barulhos comuns ao período diurno não permitem que o sono seja efetivamente reparador durante o dia. Além disso, as refeições feitas em horários alternativos ao da família costumam ser menos saudáveis.

Não é raro que algumas pessoas também deixem de dormir a quantidade de horas que seriam necessárias por pendências que só podem ser resolvidas em horário comercial.

O resultado é uma maior frequência de distúrbios metabólicos, como diabetes e obesidade.

Agora que você conhece seu ciclo, vai ficar mais fácil acordar com disposição.

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terça-feira, 11 de julho de 2023

O FUTURO DO TRABALHO É GRISALHO! JÁ JÁ OS PROFISSIONAIS 45+ SERÃO MAIORIA.


Projeções feitas pela FGV já indicaram que 57% da força ativa no Brasil terá mais de 45 anos em 2040.

Agora, um estudo publicado pelo jornal O Globo aponta que em 2060, 54,4% terá mais de 40!.

Entenda os principais pontos da pesquisa:

Menos gente para trabalhar: 
O pesquisador economista Rogério Nagamine estima que o número de trabalhadores disponíveis no país vai cair 6,3% até 2060, o que significa uma perda de cerca de 7 milhões de pessoas em relação ao contingente atual, de 107,5 milhões.

Futura força de trabalho mais velha: 
Em 2060, a idade média dos trabalhadores será de 42,1 anos. 
O ano passado terminou com média de 38,8 anos, pouco mais de dois anos acima da de 2012, que foi de 36,9 anos. 
Segundo o economista, já no início da próxima década a idade média dos trabalhadores ultrapassará 40 anos.


Maioria grisalha: 
E, em 2060, mais da metade (54,4%) da força de trabalho terá mais de 40. 
No fim de 2022, eram 45,1%. 
E os maiores de 50 serão praticamente um terço (32%) dos profissionais. 
Atualmente, eles são 22,4%.

Ainda que em passos (muito)lentos, a contratação de profissionais com mais de 50 anos avança em empresas brasileiras. 

Mas o que era tratado até agora como mais uma vertente dos programas de diversidade começa a ser visto como uma estratégia de negócio diante do envelhecimento da população. 
  • É Economia. 
  • É Social. 
  • É inteligência estratégica.
O mercado de trabalho tem resistência a talentos seniores, desperdiçando rico capital intelectual. 


Ignorando que existem nesse grupo profissionais com vasta experiência e qualificação um repertório variado de ferramentas e enorme serenidade para lidar com situações complexas.

O preconceito etário é citado por 70,4% de profissionais que buscam emprego e têm essa faixa de idade...

É HORA DE ACORDAR. AGORA, ANTES QUE SEJA TARDE...

Copiado: https://www.linkedin.com/in/marciamonteiro66/

segunda-feira, 10 de julho de 2023

Qual é a Reforma Tributária que o Brasil Precisa?

Acreditamos em três pilares – simplicidade, transparência e justiça – para que a proposta da Reforma Tributária seja fácil, boa e justa para os empreendedores e cidadãos e, consequentemente, para o desenvolvimento do país. 

Confira.

O Brasil ocupa o 184º lugar entre os 190 piores países do mundo para pagar impostos, de acordo com o Doing Business 2020, documento do Banco Mundial. 

Diferente de outros países que adotam apenas um tributo para o consumo, o Brasil adota cinco – PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS. 

Eles são regulados pela União, pelos 27 estados e 5.570 municípios. Nesse cenário, cada um tem uma legislação própria – e ela não para de mudar: 

Só o ICMS do Rio Grande do Sul mudou 558 vezes em 4 anos. 

Além disso, no Maranhão o leite pode ter 12 alíquotas, a depender da sua composição. 

Por isso, reformar o nosso sistema tributário é urgente para estimular a produtividade, inovação e o crescimento econômico. 

Entre tantas discussões sobre a Reforma Tributária, definimos três pilares centrais que devem ser considerados: 

  • Simplicidade, 
  • Transparência e 
  • Justiça. 

Eles são valores básicos que norteiam as propostas para que a Reforma seja boa e justa para o país, para as empresas e para os cidadãos.


Simplicidade

A proposta deve ser simples, para que empreendedores possam investir tempo e dinheiro no que realmente importa: inovar, crescer e gerar empregos e desenvolvimento para o país.

Na prática:

Nesse contexto, existe a urgente necessidade do Brasil seguir bons exemplos e unificar os tributos em um só – o Imposto sobre Bens e Serviços, IBS -. 

Com uma única legislação, administrados de forma coordenada e com o mínimo de exceções e diferenciações, além de adotar um sistema de crédito financeiro.

Transparência

Para ser um modelo de cidadania, a proposta precisa deixar claro quanto, para quem e por que pagamos nossos tributos. 

Essa discussão deve ser honesta e baseada em bons dados e fatos.

Na prática:

A complexidade do nosso sistema atual faz com que seja difícil de compreender o montante de tributos cobrados do empreendedor e do cidadão. 

Hoje, depende de uma infinidade de critérios, por exemplo, o local de produção, material empregado, por onde e para onde o produto se destina. 

Com a Reforma Tributária, o imposto pago corresponderá ao valor da nota fiscal. 

O que se vê é o que se paga. 

O sistema transparente permite saber o  quanto pagamos, por que pagamos e para quem pagamos.

Além de transparência para o sistema, a discussão também precisa ser transparente. 

Precisamos de embasamento e bons dados para conseguirmos considerar cenários e tomar boas decisões para o futuro. 

Justiça

Instrumentos mais efetivos e focados em quem mais precisa faz com que o sistema reduza desigualdades e seja mais justo.

Na prática:

Hoje, o sistema tributário olha para o que é consumido e não para quem consome. 

Como consequência, a camada mais pobre da população paga proporcionalmente mais tributos sobre consumo que a camada mais rica, aprofundando a desigualdade do país. 

A proposta precisa evidenciar um mecanismo de devolução do imposto para as camadas mais pobres, assim como a adoção do princípio do destino, que reduziria a diferença entre a maior e menor receita per capita de ICMS e ISS de 270 vezes para 6 vezes – segundo o IPEA -, melhorando a distribuição dos recursos para as regiões mais pobres do país.

Copiado: https://endeavor.org.br/