quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Qual a Importância do Controle Financeiro para as Empresas?

Controlar as finanças da empresa é realmente importante? 

O que é fluxo de caixa? 

O fluxo de caixa organiza as atividades financeiras da empresa?

O fluxo de caixa é instrumento de gestão empresarial? 

Esses são alguns questionamentos feitos por nósempreendedores na administração cotidiana de nossos negócios. 

O proposto neste artigo é explicar o que é controlefinanceiro e fluxo de caixa. E uma utilização prática dessas ferramentas na gerência de nossas empresas.

Controle financeiro baseia-se na coordenação das atividades e avaliação da condição financeira da empresa. Por meio de relatórios financeiros elaborados a partir dos dados patrimoniais e da situação do fluxo de caixa. 

Controlar as finanças da empresa significa que o empresário tem consciência da situação financeira real em que se encontra. Isto é, significa saber qual é o melhor momento para se realizar investimentos ou não. 



Fluxo de caixa refere-se ao montante de caixa recebido e gasto por uma empresa durante um período de tempo definido, algumas vezes ligado a um projeto específico.

Tem sua utilidade no controle de capital, estudo da viabilidade de um projeto antes de sua execução, identifica, com antecedência, o volume de fundos que será procurado em fontes de créditos, capta a confiança dos credores ao procurá-los com antecedência, controla os eventuais desvios identificados, em relação aos planos traçados, preve possíveis aplicações para excesso de fundos e o uso eficiente e racional dos recrusos disponíveis, entre outros.


Sabemos o que é controle financeiro e fluxo de caixa , como utilizar essas ferramentas de maneira a otimizar o processo de gestão da empresa? 


O processo de controle financeiro e fluxo de caixa baseia-se no princípio de registro de contas. Então, primeiro devemos providenciar o registro das contas a pagar e a receber, registro de caixa das entradas e saídas, controle de estoque, controle bancário. 


A análise patrimonial também se faz necessária nessa fase de registros para fins de comparação da situação financeira da empresa, teremos que catalogar os bens da empresa, o capital de giro, as tendência de crescimento, endividamento e rentabilidade. 


Todo esse processo valerá para o conhecimento da situação financeira real da empresa e a criação de parâmetros para projeções futuras.


Estabelecido todo processo de registro agora vamos utilizar o fluxo de caixa para visualizarmos a situação atual da empresa e projetar uma situação futura, lembrando que os dados patrimoniais não entram na criação do fluxo de caixa. 


Que deve conter em sua formulação todas as receitas da empresa, inclusive as não advindas do rédito, e todas as despesas e custos, separados os fixos e variáveis. 


Além das previsões de recebimentos e pagamentos futuros.


A aplicação dessas ferramentas é bem simples e o controle financeiro se desdobra nas análises financeiras proporcionadas pelo fluxo de caixa da empresa. 


No decorrer dos periódos projetados pelo fluxo de caixa podemos acompanhar em quais meses haverá maior necessidade de capital e em quais sobra. 


Os investimentos podem ser acompanhados mês a mês através desse sistema de registro e controle. Sendo base para o empresário sobre a viabilidade em aumentar ou não os mesmos.


O fato é que o sucesso empresarial esta ligado a diversos fatores não somente financeiros, porém o controle financeiro através do fluxo de caixa é com toda certeza uma ferramenta fundamental para manutenção do êxito alcançado e na busca de novos objetivos..


terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Cadeia de Valor

O conceito de Análise de Valor deu origem às noções de cadeia de valor, de valor acrescentado do produto ou serviço e de shareholder value (valor para o acionista) cuja autoria pertence a Alfred Rappaport.

Michael Porter na obra “Estratégia Competitiva...” de 1986 apresenta as técnicas para análise da indústria e concorrência, dando uma visão de como as forças externas à empresa influenciam-na. A atratividade de uma indústria depende de cinco forcas do ambiente externo, a saber: 


1. Rivalidade entre atuais concorrentes, 
2. Possibilidade de novos entrantes, 
3. Ameaça de produtos substitutos, 
4. e 5. Poder de barganha de clientes e fornecedores, sendo que: 

“... a chave para o desenvolvimento de uma estratégia é pesquisar em profundidade e analisar as fontes de cada forca”. (pag. 22). 


Mas é no contexto interno da organização, desenvolvido na sua obra de 1989: 


“Vantagem Competitiva... “ é que ele analisa a organização como um conjunto de atividades distribuídas em funcionalidades, a qual denominou Cadeia de Valores, divididas em dois grupos gerais: 

1. Atividades primárias – aquelas que compõem os processos de comercialização* (venda, produção, distribuição e pós-venda) responsáveis pela entrega de valor ao cliente; e 

2. Atividades de apoio – estruturam as atividades primárias (Infra-estrutura, Gestão de Pessoas, Desenvolvimento de Tecnologia e Aquisições), que permeadas nas atividades primárias dão sustentação a todo processo. 

As atividades primárias, segundo Porter sofrem uma subdivisão por funcionalidades dentro dos macro-processos de comercialização: 

1. Logística interna: logística responsável pelo manuseio e controle de insumos; 
2. Operações: atividades associadas à obtenção do produto ou serviço; 
3. Logística externa: atividades associadas ao manuseio e distribuição de produtos acabados; 
4. Marketing e Vendas: responsáveis pela oferta e atendimento de produtos e serviços aos clientes (publicidade, promoção, forca de vendas, cotação, seleção de canal, fixação de preços); 
5. Serviços: assistência no pós-venda (instalação, conserto, reposição, treinamento, etc.)”. 


Interessante notar que Porter coloca a função Marketing junto com Vendas nas atividades primárias! (“... atividades envolvidas na criação física do produto, na sua venda e transferência para o comprador, bem como na assistência e pós-venda” (1989 – pag 34). 


Marketing não tem contato com clientes, a menos quando de pesquisas de opinião ou de interesse na busca de necessidades, interesses e desejos; não vende, pelo menos, não tira pedidos, fomenta bens para suprir as necessidades e desejos potenciais dos clientes e não, as momentâneas. 

A natureza de seus processos é de inteligência *, de retaguarda, mas como ele próprio cita: em empresas de pequeno e médio porte, o Marketing compartilha espaços e atividades com Vendas (por conveniência). 


Publicidade* é outra função citada, o que também destoa das atividades primárias, posto que faça parte dos processos de comunicação* e tem como objetivo informar e persuadir.


A análise da configuração empresarial é importante pelos múltiplos aspectos relevantes na busca da racionalização de custos, canais de comunicação, apropriação de responsabilidades, planejamento e controle, gestão, competências, processos, layout, fluxo de trabalho, interstícios intersetoriais (gaps), feedbacks, alocação de recursos físicos e humanos, definição do organograma, quesitos estes, importantes para os analistas organizacionais e estratégicos visando à vantagem competitiva. 


Um conceito importante de Porter atrelado a Cadeia de Valor são os Elos entre grupamentos (relação no modo como uma atividade é executada e o custo ou desempenho de outra). Estas relações podem gerar tradeoffs (permuta conveniente de desempenhos ou resultados).


Outro estudioso do contexto organizacional – H. Mintzberg em seu livro “Criando Organizações Eficazes” (1995) vê a organização como cinco núcleos de resultados: 


1. Cúpula estratégica - responsável pelas condições fronteiriças, satisfação à governança e administração estratégica; 
2. Linha intermediária - responsável pela linha de comando entre a cúpula e o núcleo operacional; 
3. Operações finalísticas - responsável pelo núcleo gerador de resultados e comunicação com clientes e fornecedores; 
4. Tecnoestrutura – responsável pelo planejamento, controle operacional e padronizações; 
5. Assessoria de apoio – responsável pela infra-estrutura de apoio corporativo. 

Esta é uma visão assertiva do foco organizacional por macro áreas de resultados. 


Independente da origem do conceito (Porter ou Mintzberg) empresa nenhuma pode prescindir deste nucleo de resultados, posto que seja a sua competência central, sendo ai que a organização tem sua eficiência e eficácia exercidas em sua plenitude.


segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Ansiedade - Transtorno Atinge Mais de 10 Milhões no Mundo

Ansiedade é uma condição comum, mas exagerada causa transtornos. 

O termo “estado de ansiedade” refere-se condição à uma humana, que pode ser provocada por situações externas, são eventos ocorridos em desastres naturais, por exemplo Torres do World Trade Center na cidade de nova York e situações de preocupação imaginária,  giram em torno de questões com a incapacidade de enfrentar problemas, expectativa de uma avaliação negativa de outras pessoas, o receio de mau desempenho e preocupações somáticas.

Um grande leque de sintomas físicos pode estar associado a estas situações de ansiedade. Incluem tensão muscular, espasmos e tremores, inquietação, fadigas, falta de ar, diarreia, ondas de calor e arrepios de frio, dificuldade para engolir, sudorese, dores no peito, formigamento nos pés, tontura e sentimento de irrealidade.

A condição inesperada e intensa dessas sensações frequentemente leva os pacientes a acreditarem que correm perigo de desastres físicos ou mentais como o desmaio, um ataque cardíaco, perda de controle ou sentimento que estão enlouquecendo.

Os transtornos de ansiedade em geral se manifestam repentinamente, sendo a idade de início mais comum àquela que se situa por volta de 25 à 30 anos.

“A pessoa ansiosa se preocupa por coisas que ainda não aconteceram. Com isso, ela fica estagnada por não conseguir tomar uma decisão”, explica a psicóloga Graça Miquelutti Camargo. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a ansiedade atinge mais de 10 milhões de pessoas no mundo inteiro, no entanto é mais comum em mulheres.

Inicialmente, pessoas quando percebem mal estar, não reconhecem seus problemas como ‘ansiedade’. 

A primeira busca de ajuda, geralmente ocorre em pronto socorro ou um clinico geral e o primeiro encaminhamento a um especialista pode ser a uma clínica para doenças neurológicas, cardiológica ou respiratória, e quando se apresentam para um tratamento psiquiátrico, é comum que tenham dúvidas sobre a natureza psicológica e comportamental de seus sintomas.

Buscar ajuda de um psicólogo especialista, para as pessoas com ansiedade, minimiza a trajetória do sofrimento. A função importante do psicólogo é a avaliação da necessidade desta ajuda, estabelecendo se há alguma situação que deva ser tratada com urgência, para diminuir possíveis prejuízos, sociais ou familiares.

Dica da psicóloga: A prática de exercício físico, sono saudável e atividades de lazer, mudam a rotina diária, ajudam a aliviar o estresse e consequentemente a ansiedade.

Sintomas da Ansiedade
  • Preocupação, tensão ou medo exagerado;
  •  Sensação contínua de que um desastre ou algo ruim vai acontecer;
  • Preocupação exagerada com a saúde, dinheiro, família ou trabalho;
  • Medo exagerado de ser humilhado publicamente;
  • Falta de controle sobre pensamentos, imagens ou atitudes;
  • Dificuldade de concentração;
  • Fadiga;
  • Irritabilidade e perda de controle;
  • Pavor depois de uma situação difícil.
Fonte: Alika Comunicação

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Gestão

“O que não se mede não se administra, o que não é mensurável, torne-o mensurável”. (Galileu Galilei).

Gestão é o ato de organizar, planejar, executar e controlar, que são as premissas básicas da Administração. Ela se aplica a uma atividade ou grupo delas em qualquer campo do conhecimento humano. 



A acepção do termo segundo o Dic. Aulete Digital é: ‘Ação ou resultado de gerir; ADMINISTRAÇÃO; GERÊNCIA: gestão como prefeito: gestão na empresa’.



A gestão é a aplicação da teoria administrativa por suas várias metodologias, a saber: gestão por funcionalidades (competências), por objetivos, por qualidade total, por processos, orientada a clientes, estratégica, etc.



A aplicação do processo de gestão se dá em função do tipo de controle que se deseje adotar e, isto é função da definição dos indicadores pelos quais será feito o acompanhamento, sendo este acompanhamento fruto da metodologia do processo, Tornar um evento (etapa/atividade) mensurável é criar uma expectativa de desempenho ou resultado expressa em valor(es) que seja factível e aceito segundo os padrões vigentes no ambiente da gestão.



Alguns pensadores dedicaram-se à gestão de processos ou implementação de projetos, dentre eles podemos citar Edward Deming que implantou a gestão de qualidade no Japão pós-guerra definindo o ciclo PDCA (plan, do, control e act) cujas etapas são planejar, fazer, controlar e corrigir e também Kaplan e Norton, criadores do BSC, metodologia orientada à gestão na implementação de projetos. 
Ambas as metodologias prescrevem a definição das etapas ou atividades, formas de mensuração, metas e iniciativas da gestão.
  • Planejamento é a antevisão racional (orientações) e ordenada das atividades necessárias e suficientes para a consecução de um resultado. 
  • A execução é formada pelo conjunto de ações (atividades) planejadas para o atingimento dos objetivos. 
  • A meta é a quantificação ou qualificação do objetivo, que é o alvo que se quer atingir. 
  • O controle compreende as atividades de coleta, tabulação, análise e divulgação das informações pertinentes ao processo/projeto objeto da gestão. 
Assim, em qualquer tipo de gestão é imperativo definir metas de manutenção ou implementação do processo/projeto, pois é importante saber onde se está e aonde se quer chegar. 



Os indicadores são parâmetros que medem o desempenho ou resultado de ações humanas e são definidos por práticas históricas, observações, medições ou qualquer outro método que quantifique ou qualifique o objeto (etapa/atividade) do controle, são números percentuais ou absolutos ou indicadores qualitativos que orientarão os esforços e resultados. 

A mensuração é o estabelecimento de parâmetros factíveis (indicadores) das metas e funcionam como balizadores ou alvos no atingimento das mesmas. O ciclo se completa com as ações de correções (act) nas atividades do processo/projeto que não atingiram as expectativas definidas nas metas.



A gestão proficiente aponta as necessidades de melhorias no processo/projeto, seja por erros no planejamento (sub-dimensionamento, sequenciamento, etc.), seja por despreparo, desmotivação, negligencia, etc. da força de trabalho. O gestor deve estar sempre à frente da equipe em relação aos eventos do processo/projeto, mas também ao seu lado como facilitador e incentivador. 



As ações do gestor transcendem perspectiva da eficiência (rendimento dos recursos) posto que todo processo/projeto tenha um cliente e, atender a satisfação dele (entrega de valor) é essencial, sendo a busca da eficácia a segunda perspectiva da gestão e, por fim, a perspectiva da efetividade (impacto/transformação), pois segundo a filosofia Kaizen: deve-se sempre buscar a melhoria nos padrões de comportamento da força de trabalho (especialização, comprometimento, clima organizacional, etc.).



Assim, obedecendo a sequência lógica da gestão, orientamo-nos pelas questões-chaves, a saber: quando, como, porque, o que, quem e onde fazer (planejamento e execução), o que esperar (controle) e o que corrigir (retroalimentação).

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

BSC - Scorecards

Scorecard - Objetivos e Metas

“Os objetivos devem surgir da análise das oportunidades e recursos e não de pensamentos e desejos”. (Kotler)

Objetivas são intenções assertivas e factíveis na busca por algo de valor: resultados auspiciosos de progresso, lucro, vantagens, melhorias, onde a situação futura almejada seja melhor que a presente. 

É um propósito ou alvo desejado e perseguido pela entidade visando uma situação melhor. A meta é quantificação ou qualificação do objetivo. Por exemplo: conquistar 5% do mercado, tem-se o objetivo de ‘crescimento’ e a meta de ‘5%’. 


Os objetivos são definidos no plano de intenções, que é o resultado do planejamento em sua primeira fase: a formulação, Definir objetivos e metas implica em mudança, mudança implica na implementação de ações que promovam a organização a um patamar superior. 

A escolha do método de planejamento que a organização elege como sendo o mais eficaz e efetivo torna-se sua metodologia de planejamento estratégico. 


Os objetivos devem ser decompostos em objetivos menores para que possam ser implementados. 

As reações de causa e efeito perseguidas na metodologia BSC resultam de uma cadeia de ações orientadas do aprendizado aos interesses dos proprietários, passando pelas melhorias dos processos internos para obtenção da satisfação dos clientes. Desta forma 

a) investimentos em aprendizado melhora a qualidade dos serviços, 
b) melhora na qualidade resulta em satisfação do cliente, 
c) satisfação redunda em lealdade dos clientes e 
d) aumento de lealdade se traduz em crescimento e lucro.


Perspectivas
a) O Capital Humano (força de trabalho): deve receber treinamento para que melhore sua atuação e consequentemente, a qualidade do trabalho. Também aparelhar e instrumentalizar a infraestrutura. 
b) Processos Internos: A produção deve ser melhorada por meio de técnicas de reengenharia ou qualidade total, p.ex.
c) Clientes: a melhoria na qualidade reduz as devoluções.
d) Lucratividade: a redução de devoluções se traduz em aumento de produtividade e conseqüente aumento nos lucros. 

Através da cadeia de ação e reação (fluxo na coluna a esquerda) o scorecard explicita visualmente os objetivos menores para se atingir um macro-objetivo. 


O BSC e decomposto em scorecards (esquema gráfico abaixo) que prescrevem quatro atribuições (colunas) para elaboração e acompanhamento da implementação, a saber:

1. Objetivo – esquema gráfico do que é pretendido (fluxo de atividades)
2. Mensuração – definição dos procedimentos de medição dos eventos.
3. Metas – quantificação ou qualificação do(s) objetivo(s).
4. Iniciativas – ações para consecução do objetivo.





No scorecard exemplificado acima, o objetivo é implementar a conformidade dos produtos ou serviços para a obtenção da ‘redução de custos’, assim, objetivo ‘conformidade’ deve de atuar nas quatro perspectivas do BSC (proprietários/acionistas, clientes, processos e aprendizado) para que possa ter eficácia. (vide escala vertical a esquerda do scrorecard

Scorecard - Indicadores
“Não se gerencia o que não se mede, não se mede o que não se define, não se define o que não se entende, não há sucesso no que não se gerencia”. (E. Deming.)


O BSC é uma metodologia de gestão, gestão implica controlar, controlar implica medir, medir implica em comparar, comparar implica em ter padrões, padrões (parâmetros) são referenciais desejáveis que confrontem, balizam o resultado expresso pelo indicador.

Indicadores são Informações resultantes da medição de um evento repetitivo com critérios pré-definidos, com o objetivo de mostrar o resultado / desempenho para orientar as decisões e ações pertinentes, posto que o importante no estabelecimento de uma medição seja a resposta ao que se quer investigar, analisar e agir.

Scorecard - Mensuração
A mensuração é a atribuição na qual se define a medição (o que, como, quando, quem) de um desempenho ou resultado de um objetivo e sua meta, por exemplo: aumento de vendas (objetivo) em 5% (meta) no período. Evidente que os objetivos e metas devem ser factíveis, isto é, estar em conformidade com as competências da equipe (força de trabalho).


Cada planilha de apontamento (scorecard) suporta um macro objetivo. O objetivo transpõe cada uma das quatro perspectivas (aprendizagem, processos internos, cliente e financeira (esquema gráfico acima) sendo que para cada perspectiva tem-se uma ou mais metas como alvo e, para cada meta tem-se um indicador (no mínimo). 

Cada indicador definido na planilha de acompanhamento (scorecard) deve constar de uma folha de definição e acompanhamento que discriminará a fórmula de obtenção, a freqüência de medição, o responsável, a descrição e o objeto da medição (atividade ou tarefa), o local, a faixa de aceitação (limites inferior e superior), o histórico das medições do período, observações e o que mais for de interesse na mensuração. 

O produto da mensuração está no registro das medições, tabulação e análise dos resultados e o quanto estão de acordo com as expectativas para aquela meta. Os resultados confrontados com as metas sugerem atitudes de aceitação ou correção dos desvios de acordo com a faixa de tolerância daquele indicador
A mensuração é uma atribuição relevante na implementação do BSC, posto que seja o espelho que refletirá o sucesso do intento, porém deve estar em consonância com as demais atribuições 


Scorecard - Iniciativas
Iniciativa - 
1. Ação de quem é o primeiro a propor e/ou realizar algo: Tomou a iniciativa de avançar. 
2. Disposição, capacidade de agir ou realizar algo: Por sua iniciativa, sempre conseguia o que queria. (Dic. Aulete Digital)


Os objetivos e metas prescritos nos scorecards serão alcançados com iniciativas - conjunto de orientações a serem empreendidas com perseverança e de forma realista para consecução do objetivo. As iniciativas devem constar na quarta coluna do scorecard alinhada com a meta e a mensuração do respectivo objetivo, conforme quadro abaixo:



A iniciativa pode se estender desde uma simples orientação até um conjunto elaborado de ações prescritas por um especialista na área de competência ou até, justificar um projeto para o atingimento daquele objetivo.

A iniciativa deve ser clara, objetiva, factível e comunicada aos interessados de maneira formal e assertiva para que não haja dúvida ou mal-entendido em sua compreensão e efetivação.

Este conjunto de prescrições da forma de mensuração, meta e iniciativa esgota as exigências do scorecard para o atingimento do objetivo.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

10 resoluções de Ano Novo que podemos cumprir.

Metas mais realistas são o que precisamos para 2014


É bastante improvável realizar na íntegra todos os planos idealizados na virada do ano. Quem de nós conseguiu, no ano passado, colocar em prática todas as mudanças desejadas no final de 2012?
Pensando naqueles que não cumpriram todas as metas traçadas para 2013, Miles Kohrman, em um artigo para a Fast Company, estipulou algumas resoluções de Ano Novo que, de fato, podem ser implantadas no cotidiano dos menos disciplinados.
1. Caminhar no horário de almoço
Nada de almoçar no escritório em frente a uma tela de computador. Caminhar ao ar livre ajuda a acalmar a mente e dá ânimo para o resto da jornada de trabalho.
2. Assumir um pouco de insegurança
Mais eficaz do que tentar esconder os defeitos e as limitações é assumi-los. Pessoas inseguras estão mais suscetíveis a melhorar suas habilidades e são mais abertas a feedback – o que as influencia a tomar decisões sensatas e mais inteligentes.
3. Ligar para a mãe em vez de tomar café
Atividade física gera microexplosões em nosso organismo (por isso também a resolução número 1 foi criada), capazes de aumentar o nível de energia em longo prazo. As propriedades dessa reação química também são decorrentes da interação humana. Por que não trocar a cafeína por uma ligação telefônica quando estiver se sentindo sonolento ou cansado?
4. Abandonar o uso de despertador
É possível se treinar para acordar sem o barulho de um alarme. Naturalmente o corpo humano deseja acordar pela manhã, só é preciso confiar no ritmo circadiano e ser coerente com os horários do dia.
5. Abraçar a procrastinação
Ao contrário do que muitos acreditam, procrastinação não precisa de cura. Ela não atrapalha o desempenho do trabalho e é explicada biologicamente. Além disso, é tida como um elemento importante à produtividade humana.
6. Organizar sua caixa de entrada
Como o número de e-mails recebidos cresce assustadoramente a cada dia, uma resposta automática para o correio eletrônico pode ser uma boa solução para a desordem da sua caixa de entrada.
7. Acordar cedo para vencer as distrações
Paul Dejoe, colaborador da Fast Company, estava sendo sufocado pelas expectativas e pressões do dia (muitos e-mails para responder, reuniões para comparecer e projetos para fazer)... Às 8h da manhã. A saída que ele encontrou para se livrar de tanto estresse foi acordar mais cedo que a concorrência.
8. Planejar o fim de semana
Você conhece aquele sentimento que bate no domingo à noite quando você percebe que não fez nada no seu final de semana? Pois é. Um bom final de semana deve ser planejado.
9. Entender as mídias sociais
O fenômeno das mídias sociais é um acontecimento global. A ideia não é você fazer uma conta em cada uma delas, apenas aprender um pouco mais de como elas podem auxiliar os negócios.
10. Ignorar os mitos de felicidade 
Esta lista não foi feita para incentivar você a manter o pensamento positivo. A preocupação em afastar o negativismo e a busca da felicidade são fatores que mais estressam do que funcionam. E sentir suas emoções – inclusive as “negativas" – pode ser produtivo à medida que você se foca no seu comportamento e não em estados intermediários. 

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Os Dez Mandamentos da Motivação Profissional


X - Lute pela coragem e permita a si mesmo que os sonhos sejam parte de um combinar entre coisas e vidas.


IX - Respeite e aprecie os mínimos muito antes de se imaginar chegando ao máximo. Aprenda a viver com cada pequeno pedacinho capaz de te fazer feliz!



VIII - Estude matemática, mas não despreze a filosofia, pois o mundo é um conjugar de culturas onde para se vencer temos que desbloquear o que nos limita, pois o segredo está no lado oculto que pede para ser usado.



VII - Sendo a vida um contínuo adicionar e excluir de coisas. Nossa história dependerá do resgate do saldo positivo rumo a um querer ser e fazer melhor.



VI - Que suas criações sejam iluminadas rumo a um encontro com as cores dos seus sonhos e que seus sonhos produzam sorrisos abrindo os dias quando do nascer de todas as manhãs.



V - Que você não se cobre por não entender de tudo, porque nem tudo na vida precisa ser explicado, mas tudo da vida deve ser sentido e valorizado.



IV - Que das diferenças prevaleçam o enriquecimento pelos encontros e que isso tudo te adicione com provocações, argumentos, modificações e motivações.



III - Que o novo te complete sem apagar o que te fez chegar.



II - A vida é assim, recheada de motivos para que continuemos nos encontrando.



I - Um brinde a nós e a todas as coisas que podemos transformar em algo positivo que possam significar adições a um sentimento do tipo valeu à pena!


Fonte: Sérgio Dal Sasso - http://www.qualidadebrasil.com.br

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

O fim da Teoria X

Em pouco mais de três anos, a Teoria X foi do céu ao inferno, desacreditada pelos mesmos criadores que a colocaram em evidência: o mercado financeiro. 
A teoria nasceu da ambição desmedida de um empresário que compartilhou publicamente a visão de se tornar o homem mais rico do mundo até 2015. 
Com o tempo, a visão foi esticada para 2020 e, por enquanto, não existe a mínima perspectiva de que ela se concretize.
No início, a Teoria X ganhou adeptos de todas as partes do mundo e apoio maciço do Governo Federal, por meio do seu principal banco de desenvolvimento. Alicerçado por interesses predominantemente políticos, o poder público despejou a maior parte dos seus recursos disponíveis numa aposta perigosa sem a menor preocupação com as consequências de médio e longo prazo.
Durante o período de desenvolvimento da teoria, o governo despejou mais de 10 bilhões de reais via BNDES para colocar em prática uma ideia que, desde o início, foi concebida em bases duvidosas, a despeito de todas as críticas bem fundamentadas pelos analistas de mercado, mas alguém bateu o pé com bravatas do tipo “deixe o homem trabalhar” e “oposição frustrada não quer o bem do país” entre outras.
Durante muito tempo, a Teoria X funcionou da seguinte maneira: você deve criar várias empresas, colocar a letra X para dar um aspecto de prosperidade e de multiplicação dos lucros, emprestar a maior quantidade de dinheiro público possível com juros de pai para filho, convidar um grande número de políticos para a festa de inauguração dos empreendimentos e rezar para que a economia mundial não pare de crescer.
Quando se trata de economia, os ambiciosos e simpatizantes da teoria desprezam uma variável fundamental para a sua comprovação: o apetite insaciável do mercado por resultados de curto prazo. Em meados de 2012, quando a economia do país começou a dar sinais visíveis de desaquecimento, as empresas do Império X estremeceram, em especial a petroleira, menina dos olhos do grupo, que foi obrigada a comunicar a redução brutal das suas expectativas de produção, o que, por sua vez, frustrou também a expectativa dos investidores.
O valor das empresas criadas na expectativa de sucesso da Teoria X despencou de quase R$ 100 bilhões para menos de R$ 6 bilhões nos últimos três anos, obrigando o seu principal mentor e ex-candidato a bilionário a se desfazer dos ativos e buscar investidores para retomar o estudo da teoria com bases e princípios mais sólidos.
Em mercados essencialmente competitivos, de bases capitalistas, todas as teorias são válidas, porém, a aplicação continua sendo um perigo na mão dos aventureiros que brincam com o dinheiro público como se estivessem brincando com a sua própria conta bancária. Aliás, ninguém em sã consciência faz isso com as suas próprias finanças.
O mais intrigante de tudo isso é que a derrocada da Teoria X não deixou apenas vítimas na Bolsa de Valores. Com base nas expectativas de ganhos no mercado futuro, alguns dos seus defensores, travestidos de executivos e de prestadores de serviços de consultoria, receberam mais de R$ 300 milhões em salários, bônus, ações e doações sem trazer um centavo de retorno para as empresas órfãs da mesma teoria que os beneficiou.
Criar e colocar em prática teorias baseadas em egocentrismo, risco financeiro, venda de ilusões e dinheiro público é a prova de que o capitalismo e as diretrizes públicas têm muito para evoluir, ao contrário do que pensam a maioria dos políticos e empresários brasileiros deslumbrados com o poder.
Apesar do estrago, devemos torcer para que a Teoria X não se dissolva por completo, afinal, se isso ocorrer, a conta será transferida mais uma vez para o povo brasileiro em troca de menos estradas, hospitais, ferrovias e saúde, todos em estado terminal.
Fonte: Jerônimo Mendes - http://www.qualidadebrasil.com.br