sábado, 27 de julho de 2013

O Que Podemos Aprender Com a Derrota de Anderson Silva

No último sábado, dia 08 de Julho de 2013, o atleta e lutador de MMA, Anderson Silva surpreendeu o mundo sendo nocauteado no UFC 162, no segundo round de luta, por seu adversário Chris Weidman.


Imediatamente as redes sociais e as mídias, de um modo geral, levantaram rumores de que teria sido uma armação, mas, passados alguns dias, mesmo diante de algumas questões suspeitas divulgadas, especialistas em MMA, e, ainda, outros envolvidos com o UFC, garantem que não houve nenhuma armação, mas sim, um excesso por parte de Anderson, em sua tradicional estratégia de provocar seus adversários, que, assim, o fez perder o foco no que realmente era preciso para se  ganhar a luta.

Em um contexto técnico, após ter sido quedado por Weidman;  quase finalizado em uma chave de joelho; e, imediatamente, ter conseguido retornar a luta em pé, seria emergencial que avançasse com tudo para cima, pois não seria sensato após tamanha pressão, em menos de 3 minutos de luta, apostar no jogo da provocação.

Tal estratégia foi interpretada como um ato  desrespeitoso pela grande maioria dos fãs. Anderson  Silva é um lutador com estilo único, e sempre provocou seus oponentes com objetivo de desestabilizá-los, consequindo resultados quase sempre positivos. Mas, desta vez, pecou pelo excesso.

Em um contexto de marketing é correto afirmar que seu próprio marketing pessoal acabou atrapalhando-lhe no que realmente era-lhe mais importante naquele segundo round de combate.

O show business, que o diferencia de todos, acabou passando do ponto.

Este comportamento é um grande diferencial competiivo. Entretanto, seu poder revolucionário de esgrima e seu potente soco também são, e, em seu caso, isto é o que mais importa para que seja constante sua liderança.

Na entrevista, logo após a derrota, Anderson admitiu que errou e, embora o público não tenha se contido com suas declarações, foram palavras humildes. Ele, certamente sabe o quanto decepcionou sua equipe, seus fãs e seu país.

Antes tivesse perdido lutando, ou ganhando provocando. A questão que ‘’roubou a cena’’ foi a de ter perdido a luta por ter provocado demais. O que prevaleceu para sua derrota foi uma questão postural.

  • Em um país como o Brasil um lutador como Anderson tem uma representatividade que vai além do esporte. Todos esperam que ele seja, não apenas um campeão, mas sim, um líder.

Por outro lado, ele pode transformar este erro em acerto. E, tal aprendizado, também nos serve de grande exemplo, por analogia, tanto em nosso campo pessoal quanto profissional, de forma que:

- Nunca deixemos que nosso talento para uma determinada atividade, por mais genial que seja, não nos faça perder o foco;

- Não deixemos que nossas estratégias façam que nos interpretem equivocadamente;

- Sempre busquemos praticar nosso marketing pessoal sem excessos, e lembrando que no campo da liderança humana a qualidade da ação é sempre mais importante do que sua divulgação, mas, entretanto, muitas vezes, no campo do marketing a tese é contrária, e suas estratégias precisam ser certeiras no objetivo;

- Busquemos sempre aprender com as derrotas, sabendo-se transformar o erro em experiência, e a experiência em renovação e humildade.

- Lutemos sempre pelos nosso objetivos, com foco, disciplina, atitude e respeito pelos nossos concorrentes.

Sobretudo, independentemente do que realmente tenha ocorrido com o maior lutador de MMA de todos os tempos, tudo que passamos em nossa jornada de vida e de trabalho é aprendizado.

E, neste caso, tanto para lutadores e fãs, ficou muito visível, a importância de nunca se subestimar os nossos concorrentes, e o valor que existe na humildade, tanto para os que perdem quanto para os que ganham.
  • Boas vitórias para todos nós, em nossas lutas diárias, na vida pessoal e profissional.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

O 5º S dos 5S – Senso de autodisciplina ou Shitsuke

O Senso de Autodisciplina ou Shitsuke é o 5º S do Programa 5S’s. Esse senso indica o momento em que as pessoas se conscientizam da necessidade de buscar o auto-desenvolvimento e consolidar as melhorias alcançadas com a prática dos “4S” anteriores.

Para conquistar a ordem mantida é preciso exigir de cada pessoa uma autodisciplina constante, muita determinação para manter as conquistas das etapas anteriores e pontualidade nos compromissos assumidos.

A ordem mantida é uma facilitadora para libertar a energia criativa e tem como objetivo levar à realização plena das coisas comuns.

Nessa etapa, é preciso cumprir rigorosamente com aquilo que foi estabelecido. Esse senso exige:
  • O comprometimento dos colaboradores.
  • A ética em primeiro lugar.
  • Ter educação, paciência e responsabilidade.
  • Respeito às normas e procedimentos.
  • Melhoras na comunicação.
  • Delegação de responsabilidades e atribuição de autoridades.
Para começar a colocar em prática o 5º S:
  • Crie procedimentos claros e possíveis de serem cumpridos.
  • Seja claro e objetivo na comunicação.
  • Cumpra os horários marcados para cada compromisso.
  • Estabeleça sempre o porquê da execução de determinada tarefa.
Com o Senso de Autodisciplina implantado, é chegada a hora de verificar se nada ficou para trás:
  • Há algum material fora do lugar?
  • Há material bom perto de objetos inúteis?
  • Há excesso de material de expediente?
  • Os materiais/equipamentos estão organizados, identificados e limpos?
  • A apresentação do pessoal (uniforme/vestuário) demonstra asseio?
  • O relacionamento entre os colegas é bom?
  • Os EPI’s estão sendo usados?
Tudo verificado? Agora é manter o trabalho realizado até aqui e colher os benefícios do Senso de autodisciplina:
  • Melhoria contínua da empresas e pessoal.
  • Prevenção de perdas oriundas de processos não padronizados.
  • Melhoria da disciplina e da ética.
  • Melhor qualidade de vida.
  • Cultivo de bons hábitos.
  • Presença do trabalho em equipe, com método e maior segurança e qualidade.
  • Conscientização da responsabilidade em todas as tarefas.
  • Serviço dentro dos requisitos de qualidade.
  • Desenvolvimento pessoal.
Fonte: Sonia Jordão  http://www.qualidadebrasil.com.br/

quinta-feira, 25 de julho de 2013

O 4º S dos 5S´s – Senso de Higiene ou Seiketsu

O 4º S do Programa 5S’s é o Seiketsu ou Senso de Higiene ou Saúde. O Seiketsu visa a melhoria da qualidade de vida, criando condições que favoreçam a saúde física, mental e emocional, a partir de práticas de higiene. 

O senso de higiene reforça a necessidade de uma mudança comportamental.

É chegado o momento de organizar as suas atividades diárias: dedique um tempo só para você, um tempo para a família e os amigos e um tempo para organizar as idéias, os planos pessoais e os objetivos de vida.

Cuidar da higiene é, além da sua limpeza pessoal, também cuidar da sua imagem e da mente. Para ter uma boa imagem pessoal, corte os cabelos, a barba e as unhas, e use sempre roupas e sapatos limpos. É também cuidar do cheiro que você exala. E, no aspecto psicológico, trabalhe a sua auto-estima, administre problemas e conflitos emocionais, expulse os maus sentimentos e tenha empatia.

Além disso, é preciso estar atento ao bem estar coletivo: mantenha um bom clima organizacional, zele pela qualidade das relações de trabalho e mantenha o local de trabalho e as áreas comuns organizados e limpos.

Veja abaixo algumas dicas para praticar o senso de higiene:
  • Cuide para que a prática dos sensos anteriores permaneça.
  • Promova discussões acerca do tabagismo.
  • Realize exames periódicos de saúde.
  • Cumpra e busque melhorar os procedimentos de segurança, sejam eles individuais ou coletivos.
  • Promova um bom clima de trabalho, ativando franqueza e delicadeza nas relações entre as pessoas.
  • Assuma o que fez para não prejudicar o outro.
Implantado o 4º S é hora de checar se ele está realmente funcionando. Tente responder às seguintes perguntas:
  • A quantidade e qualidade da iluminação para o trabalho são adequadas?
  • A apresentação do pessoal (uniforme/vestuário) demonstra asseio?
  • Os banheiros, vestiários e armários estão em boas condições?
  • Há uma preocupação generalizada pela higiene no local de trabalho?
  • Os colaboradores dos setores utilizam EPI’s e EPC’s adequados em seu setor ou em outros setores, quando necessário?
  • Os colaboradores cumprem horários e prazos estabelecidos?
  • A relação entre os colegas de trabalho é boa, havendo respeito e profissionalismo?
Após a implantação e checagem do 4º S são esperados os seguintes benefícios:
  • Aumento no senso de segurança.
  • Melhoria na imagem dos funcionários.
  • Aumento da satisfação pessoal.
  • Melhoria da imagem da empresa perante os clientes.
  • Colaboradores mais saudáveis.
  • Prevenção de acidentes.
  • Prevenção e controle do estresse.
  • Melhoria da qualidade de vida.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

O 3º S dos 5S´s – Senso de Limpeza ou Seisou

O terceiro senso do Programa 5S é o chamado Seisou ou Senso de Limpeza. Nodicionário, o termo “limpeza” possui os seguintes significados: qualidade de limpo, deasseado; esmero, aprimoramento; coisa bem feita, acabada, caprichada.

Nessa etapa é importante não só executar a limpeza do ambiente, mas tambémmantê-la. É chegada a hora de educar para não sujar e zelar por tudo que é de nossaresponsabilidade.

Ter senso de limpeza significa terlimpo. O mais importante não éde limpar, precisamos identificarpodermos bloqueá-las. O sensobanheiros.

Assim, quando se realiza a fase da Limpeza, verifica-se a situação geral daorganização. Nesse momento, é possível detectar sujeiras e outros aspectos quepossam agredir o homem e o meio ambiente.

Veja algumas dicas para começar a implantar o 3º S:
  • Marque e implante o “Dia da Limpeza”.
  • Defina as regras para a manutenção da limpeza.
  • Defina locais para a coleta de lixo.
  • Estude a possibilidade de realizar a coleta seletiva.
  • Estimule os colegas a manter a limpeza obtida, evitando:
    • Que se jogue coisas no chão.
    • Que sejam guardadas ferramentas sujas.
    • Que haja vazamento em equipamentos.
    • Que áreas de alimentação e banheiros fiquem sujos.
    • Que trabalhem com roupas imundas.
Todos devem se comprometer com a limpeza de cada um e com a limpeza das áreas comuns. O sucesso dessa fase dependerá de todos.
Após implantado, é chegado a hora de verificar se o 3º S foi realmente executado de forma eficiente. Pense nas seguintes perguntas:
  • As paredes estão limpas?
  • Os colaboradores realizam diariamente a limpeza do seu local de trabalho?
  • Os computadores estão limpos?
  • As plantas existentes no ambiente estão adequadamente tratadas?
  • O piso está limpo e bem conservado?
  • Existe poeira sobre os armários, escrivaninhas e/ou bancadas?
  • A apresentação pessoal (uniforme/vestuário) demonstra asseio?
Se tudo está devidamente organizado e limpo, é só colher os benefícios de mais uma etapa do Programa 5S. Dentre eles:
  • Maior durabilidade dos equipamentos.
  • Redução do índice de acidentes de trabalho.
  • Ambiente mais higiênico.
  • Ambiente de trabalho agradável e saudável.
  • Diminuição do desperdício.
  • Prevenção de poluição.
  • Melhoria da imagem interna e externa da empresa.
Fonte:Sonia Jordão  http://www.qualidadebrasil.com.br/

terça-feira, 23 de julho de 2013

O 2º S dos 5S´s – Senso de Organização

O segundo senso do Programa 5S é o chamado Seiton ou Senso de Organização ou de Ordenação. 

Ele consiste em arrumar objetos, materiais e informações úteis de maneira funcional, possibilitando o acesso rápido e fácil ao que deseja.

O lema desse senso é ter cada coisa em um lugar definido de forma a facilitar a localização por qualquer pessoa e a qualquer momento.

Algo imprescindível para a implantação desse senso é a conscientização da importância de sermos pessoas organizadas. O que adianta organizar tudo, se depois vem alguém bagunçando tudo?

Depois de reforçar esse aspecto, você precisa realizar uma pesquisa do layout adequado para o ambiente e de todos os objetos que o compõem. Um ponto interessante é se você documentar por fotos ou filmes o ambiente, assim poderá comparar o “antes” e o “depois” da implantação do segundo S.

É chegada a hora de organizar os objetos. Arrume a disposição dos móveis, organize os materiais que restaram após a etapa de descarte e determine e identifique um lugar para cada objeto.
Determine os locais apropriados e os critérios de estocagem de materiais, equipamentos, ferramentas e documentos.

Lembre-se de um fator importante: itens mais velhos devem ser deixados à frente dos mais novos, pois precisam ser usados primeiro, principalmente no caso de materiais com prazo de validade.

Perceba que a organização não ocorre apenas no ambiente físico, no meio virtual ela também é necessária. Nos computadores, identifique arquivos ou pastas e organize os e-mails.

Leia abaixo algumas dicas para praticar o Senso de Organização:
  • Organize suas coisas de acordo com os seguintes critérios:
    • Aquilo que é usado constantemente fica ao alcance das mãos.
    • Usado ocasionalmente, mantenha próximo ao local de trabalho.
    • O que é usado raramente fica fora do local de trabalho.
  • Defina mecanismos de identificação apropriados.
  • Padronize nomenclaturas.
  • Use etiquetas coloridas para identificação.
  • Identifique o lugar de cada coisa e os objetos guardados.
  • Organize seus livros por gêneros e em ordem de relevância e interesse na leitura.
  • Separe documentos pessoais e profissionais em pastas identificadas.
Depois de organizar tudo, verifique se realmente o que precisava foi feito. Para isso, responda as seguintes perguntas:
  • Há um local determinado para cada tipo de objeto?
  • Os materiais/equipamentos estão organizados e identificados?
  • Os materiais quando retirados e usados, são colocados no mesmo lugar?
  • Todos os materiais e documentos em cima das mesas estão sendo utilizados? Há excesso de materiais nas mesas, gavetas ou armários?
Com tudo organizado, esperam-se os seguintes benefícios:
  • Facilidade para encontrar documentos, materiais e outros itens necessários ao trabalho.
  • Diminuição de compras desnecessárias.
  • O término do estresse de procurar algo e não encontrar.
  • O aumento do fluxo das informações.
  • Maior agilidade no trabalho.
  • Melhoria na comunicação interna e externa.
  • Melhora no aspecto visual dos ambientes.
Fonte:Sonia Jordão   http://www.qualidadebrasil.com.br

segunda-feira, 22 de julho de 2013

O 1º S dos 5S´s – Senso de utilização

O primeiro senso do Programa 5S é o chamado Seiri ou Senso de Utilização.

É o nosso ponto inicial para colocar o trabalho em ordem. É saber, antes de tudo, separar o que é útil do que é inútil e o que é necessário do que é desnecessário.

Atente que inútil não significa que pode ser jogado fora, e sim que no momento não tem utilidade.

O Senso de Utilização consiste em analisar os locais de trabalho e classificar todos os itens (objetos, materiais, informações, etc.) segundo critérios de utilidade ou frequência de uso, para depois retirar do ambiente tudo o que não precisa estar ali.

Objetos inúteis precisam ser descartados, vendidos, doados ou jogados no lixo. Devemos procurar manter somente o necessário para as atividades na quantidade certa e em condições de uso. Vamos descartar tudo aquilo que foi usado nos últimos meses e que não há previsão de ser usado novamente.

Somente o que tiver utilidade imediata deve estar na área de trabalho: coloque perto da máquina, bancada, mesa ou área de trabalho o que se usa toda hora; próximos ao local de trabalho devem ficar os materiais usados poucas vezes no dia; e, no armário, arquivo ou depósito deixamos os materiais usados de vez em quando.

Nessa etapa, separamos os objetos e/ou materiais por grau, tipo ou tamanho.

Pense nas atitudes que você pratica no seu dia a dia que podem ser consideradas como desperdício e procure evitá-las. Vejamos alguns exemplos de desperdício:
  • Produtos e/ou serviços em fila de espera para serem executados.
  • Estoques além do necessário.
  • Luzes acesas em ambientes vazios ou muito claros.
  • Banhos quentes demasiadamente demorados.
  • Máquinas e equipamentos ligados desnecessariamente.
  • Jogar no lixo materiais em condições de uso.
  • Bate papos desnecessários no ambiente de trabalho.
Para garantir o sucesso da implantação do 1º S, é necessário realizar um planejamento claro de tudo aquilo que precisa ser feito. Cartazes podem ser afixados, visando a sensibilização da equipe. E, além disso, é importante capacitar todas as pessoas para a execução do senso de utilização.

A criação de uma lista de verificação é um instrumento que auxilia na prática do senso. Entre os questionamentos da lista podemos citar as seguintes perguntas:
  • Há objetos desnecessários no local de trabalho?
  • Há quantidade excessiva de material de expediente (lápis, borracha, caneta etc)?
  • O Senso de Utilização foi realizado no computador?
  • As áreas em comum, tais como cozinha, banheiros, vestiários, pátios estão em ordem?
  • Quando necessário, os colaboradores utilizam Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s)?
Com o início do Senso de Utilização, começam a surgir os materiais inúteis, que devem ser removidos para uma “área de descarte”. 
  • Nessa área, todo o seu material deve ser devidamente identificado. 
  • A área de descarte não é sinônimo de bagunça. 
  • Até porque, nessa área, há muita coisa que pode ser útil para outro setor, por isso o descarte deve estar organizado e os objetos de fácil localização.
Com o primeiro S implantado, esperam-se os benefícios abaixo:
  • Facilidade nas informações e na procura de objetos.
  • Diminuição da necessidade de espaço e de estoque de materiais.
  • Diminuição do desperdício.
  • Diminuição de custos.
  • Melhor aproveitamento do tempo e de recursos.
  • Maior organização.
  • Aumento da produtividade.
Este foi o primeiro artigo de uma série que falará sobre cada senso do Programa 5S. Espero que as palavras acima tenham sido de grande valia e esclarecido possíveis dúvidas. Sucesso!

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Equipes de Alto Desempenho em Vendas


Quando chega a um novo clube qual a primeira coisa que um técnico faz?
  • Conhecer o plantel que tem em mãos!
Em vendas não pode ser diferente.

Não é nada raro gestores de vendas reclamarem das suas equipes. Não passa uma só semana em que eu não ouço que a equipe tem vendedores preguiçosos, que só vendem preço, são tiradores de pedido, se satisfazem com pouco entre outros adjetivos menos elegantes. 

Agora vamos pensar em como você pode mudar isso e criar uma equipe com alto desempenho.


1.  Defina o perfil da equipe 
Pense em uma tática de jogo. Neste jogo você necessita de atletas que saibam cadenciar a partida, outras velozes e criativos, alguns com um pulmão invejável e por aí vai. Pense em cada região de vendas e se pergunte: - Qual seria o melhor perfil para aqueles clientes? Em determinados momentos funciona muito bem contratar alguém que mora na região de atuação e que faça parte do dia a dia da comunidade, em outros momentos isso pode ser um grande erro. Defina que tipo de pessoas você quer ter na sua equipe. Isso é o começo de tudo.

2. Paciência e tempo na contratação
A maioria dos gestores de vendas que conheço detesta contratar. Acham que isso é coisa do RH. Errado! Contratar bem não é perda de tempo é INVESTIMENTO! Participe do processo seletivo, reúna-se mais de uma vez com o candidato, pesquise sobre sua atuação em empregos anteriores, ligue para clientes que ele atendeu, enfim contratar certo é uma grande vantagem competitiva.

3. Não tenha medo de demitir
Toda demissão é traumática, é chata e desagradável. Ninguém gosta de demitir, mas estender o sofrimento alheio é crueldade. O vendedor há tempos não atinge metas, não agrega a equipe, detesta os treinamentos que a empresa oferece, não aprende e nem muda nada com os feedbacks que recebe, não tem perfil e só está lá por tem tempo de casa? A concorrência agradece. Já pensou que o emprego atual também pode ser um grande tormento para quem está nas condições acima citadas? Deixar como está só garante poucas vendas e péssimos resultados.

No próximo artigo veremos mais dicas de como construir uma equipe de alto desempenho, mas já percebemos que o ditado “pau que nasce torto, morre torto” é em vendas tão certo quando o dia após a noite.


Outros pontos que levam uma equipe a ter um desempenho superior.

1.  Missão, valores e crenças bem definidos
Não há nada pior do que ver a missão, valores e crenças expostas na recepção da empresa e saber que nada daquilo é realmente praticado. Para ter uma equipe de alto desempenho é preciso ter clareza no discurso e exemplo nas atitudes. Ser firme nos valores e jamais abrir mão do que é certo são mensagens poderosas que atraem e retêm os melhores talentos.

2. Gestão participativa
O talento quer e precisa mais do que ser ouvido, ele precisa sentir-se ouvido! Conquiste o comprometimento das pessoas convidando a participar da elaboração das metas, projetos estratégicos, enfim em tudo aquilo que pode mudar os rumos da sua empresa. Quanto mais eu participo da decisão mais me engajo na execução.

3. Cultive um bom ambiente de trabalho
Remuneração diferenciada é sempre um atrativo, mas nada, nada substitui um ambiente alegre e desafiador. A forma como sua empresa integra os colegas de trabalho, trata os familiares dos funcionários, seus fornecedores e comunidade fazem toda a diferença quando o assunto é ter pessoas talentosas no seu quadro de pessoal. Passamos mais tempo no trabalho do que em casa. Só esse argumento é suficiente para você pensar em criar variáveis que façam o profissional gostar de estar na sua empresa.

Não existe crescimento sustentável sem uma grande equipe. Pessoas com alto desempenho querem muito mais do que um bom salário, elogios ou educação continuada. Elas querem participar ativamente da construção da história do lugar em que trabalham.


quinta-feira, 18 de julho de 2013

FLUXO DE CAIXA - Passo a passo para você organizar o seu

Quando eu tinha uns 10 anos de idade, meu primo me mostrou como construir pequenas bolas utilizando bexigas como base e conteúdo de arroz, farinha ou água.
Como aprendi a manufaturar facilmente o brinquedo (que era bem legal, por sinal) e meus amigos começaram a me perguntar onde havia comprado, vi que existia uma oportunidade de mercado: fabricar essas bolinhas e vender na minha classe da escola.
Depois de fabricar a primeira leva de bolinhas, sabe qual foi a primeira coisa que fiz?
Peguei o final do caderno de matemática, anotei os gastos que tive com os materiais e, depois do 1º dia de vendendo, anotei o quanto faturei por venda – com isso, somei todos os valores e vi que tinha lucrado fantásticos 25 reais (o equivalente a “milhõõõõões” em 1995 para uma criança de 10 anos).
Mesmo sem saber disso na época, esse foi o meu primeiro fluxo de caixa.
Para quem acha o termo “fluxo de caixa” complicado e acaba assustando, vamos definir logo o que é isso pra tirar qualquer receio:
  • Fluxo de caixa = o registro do que entra e do que sai de dinheiro – e quando.
Basicamente, é a lista de transações financeiras separadas pelos dias em que ocorreram.
Claro, cada empresa tem seus casos particulares, como quantidades de contas (bancos, caixa, poupança etc.) ou mesmo preferências sobre como categorizar cada transação. Mas o princípio básico é o mesmo: a partir do registro de cada transação (valor, tipo e data) envolvendo a empresa, você consegue ver o que aconteceu com a empresa financeiramente.
Aqui o objetivo é explicar o passo a passo para quem vai começar seu fluxo do caixa do zero ou para quem precisa organizá-lo melhor:
A- Quais são as contas que a empresa tem?
De onde sai o dinheiro para pagar contas? Quando você recebe, em que conta o dinheiro cai?
O controle do fluxo de caixa começa pela definição das contas (bancárias, caixinha, poupança…) que a empresa utiliza para pagamentos e recebimentos.
A definição de múltiplas contas é simples: é possível receber algo em dinheiro e guardar no caixa da empresa, ou você pode receber por boleto em sua conta corrente, por exemplo.
B- Saldos iniciais de cada conta
O fluxo de caixa depende tanto do valor de cada transação, quanto da data em que ela ocorreu, pois a partir disso haverá alterações nos saldos das suas contas.
Por isso, quando você iniciar o controle do fluxo de caixa, você também define o “saldo inicial”, que é o saldo da conta naquela data de início dos registros.
A partir daí, com o registro constante das transações que ocorreram, o saldo passa a ser um resultado a ser conferido.
C- As categorias de despesas e receitas
Para você conseguir analisar porque alguns gastos foram feitos ou quais dos seus produtos/serviços deram maior retorno, é necessário classificar todas as movimentações com “categorias”.
Pensando nas categorias de Receitas, o mais comum é ter uma categoria para cada tipo de produto/serviço que a empresa vende, ou mesmo uma categoria para cada produto (caso seja uma variedade pequena). A criação das categorias em si depende de como o empreendedor deseja fazer sua análise.
Para as categorias de Despesas, existem vários tipos comuns, como Aluguel, Telefone, Internet, Salários, Impostos etc. Porém, aqui também podem existir categorias que são mais particulares ao dia a dia da empresa.
A questão é que não existe uma regra para criação de categorias, exatamente porque elas são totalmente personalizáveis. A recomendação então para a criação de categorias é parar para pensar nos tipos de análises e conclusões que você precisará tirar a partir do fluxo de caixa.
D- O local de registro do fluxo de caixa
Muito empreendedor faz seu fluxo de caixa no caderno (assim como eu fiz em 1995), mas com certeza não é local que eu recomendo, já que ter todo o registro só em um caderno não oferece segurança nenhuma e pouca flexibilidade para brincar com os números.
Algo que é MUITO utilizado são as planilhas de excel. Algumas mais chiques, outras mais simples – a questão é que no excel você consegue armazenar tudo, agrupar, criar gráficos etc.
Porém, como o tempo do empreendedor é escasso, montar novas planilhas ou mesmo cuidar perfeitamente da segurança do arquivo e do computador é inviável. Por isso, surgiram sistemas especialistas em gestão e, claro, em fluxo de caixa.
Um deles foi feito por nós da Empreendemia e se chama EmpreendeKit. Ele oferece um conjunto das ferramentas mais básicas para a gestão de uma micro empresa, incluindo a organização do fluxo de caixa de uma maneira MUITO simples.
  • Terreno preparado. E o dia a dia?
Agora que você sabe sobre as contas, os saldos iniciais, as categorias e o local de registro, nada mais justo do que passar algumas dicas para fazer um ótimo registro do seu fluxo de caixa:
1- Manter em dia, sempre
Para que você consiga fazer uma análise financeira mínima da sua empresa, as movimentações do fluxo de caixa precisam estar devidamente preenchidas com pelo menos: valor, nome, categoria, data e conta.
Sim, isso é o mínimo.
2- Conciliar com o extrato bancário
Ao contrário da caixinha da empresa, a conta bancária tem um extrato que você pode utilizar para conferir o que aconteceu lá. Para que você tenha uma noção completa de como sua empresa está financeiramente, é essencial que você concilie o que aconteceu com as contas (incluindo a do banco) com o seu fluxo de caixa completo.
3- Planejamento o futuro (mesmo que seja muito próximo)
Ferramentas especialistas no assunto (como o EmpreendeKit), te dão a possibilidade de inserir movimentações futuras de uma maneira fácil: com a recorrência de certas despesas ou receitas.
Por exemplo, Aluguel é o tipo de conta que se paga todo mês – ao criar a movimentação “Aluguel Escritório” para o mês de junho, você pode criar a recorrência para ela e fazer com que se repita todo o dia 5 até o fim do ano (ou até 2050, caso a inflação seja zero =D).
Tendo bem mapeado dentro do seu fluxo de caixa o que acontecerá no futuro próximo te ajuda a ver se haverá dinheiro suficiente para honrar as despesas assumidas. Isso porque com as movimentações inseridas, você já consegue visualizar o seu saldo total (ou por conta) a cada dia – verificando assim se você ficará negativo em alguma conta, mesmo que seja apenas temporariamente.
4- Não se esqueça da transferência entre contas
Ao receber um pagamento em dinheiro, você vai no seu fluxo de caixa e registra a seguinte receita “Cliente XYZ, valor: R$ 300, categoria: serviço, data: 23/5/13, conta: caixinha”.
Porém, daqui a 3 dias você vê que precisará pagar a conta de Internet e Telefone, no valor de R$ 250, que está em débito automático no banco, e vê que a conta lá está zerada.
Ou seja, você precisa passar pelo menos R$ 250 pra lá. Como fazer isso?
Em termos de fluxo de caixa, a receita já entrou, então você não pode registrar mais uma receita. Aqui então você precisa fazer uma “Transferência entre contas”, simplesmente enviando R$ 250 da conta “caixinha” para a conta “banco”.
5- Guardar as notas fiscais
Tudo que é gasto precisa apresentar uma nota fiscal mostrando quem recebeu e pelo quê. Assim como tudo que entra de receita requer que você emita uma nota fiscal.
Isso faz com que exista muita nota fiscal por aí e, se você não as organizar, é muito fácil se perder.
Além disso, por questões legais, é necessário guardar todo a parte contábil de uma empresa por pelo menos 5 anos.
  • “Só” isso?
Isso e muita disciplina para fazer tudo acontecer bem. E, claro, esse é só o básico.
O problema é que esse processo realmente toma tempo, o que faz sentido por ser uma parte muito importante de qualquer empresa. Porém, como mencionei antes, existem algumas ferramentas que te fazem economizar muito tempo aqui e que ainda te entregam uma confiabilidade muito maior.
Esse é o caso do nosso querido EmpreendeKit. Falando especificamente da ferramenta financeira dele, lá é possível fazer todos os pontos que mencionei aqui (contas, categorias, transferências entre contas, recorrência… tudo mesmo), porém de uma maneira MUITO mais rápida, simples e confiável.
Todas as informações são armazenadas em servidores top de linha no mundo (AWS, da Amazon), contando com backups e um baita sistema de segurança.
Você consegue garantir tudo isso da sua planilha de excel?
Por - Luiz Piovesana - http://www.saiadolugar.com.br/financas/