QUEM SOU EU

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Administrador de Empresas(UEMA), Mestrado em Administração(FGV-RIO), Professor Universitário (FAMA/UFMA), Ex-Presidente do CRA-MA, Ex-Conselheiro Federal de Administração - CFA, Empresário (DEPYLMAR, ), Ex-Conselheiro Fiscal da ANGRAD, Vogal da Junta Comercial do Maranhão (JUCEMA)Consultor de Empresas, Avaliador do INEP/MEC, Maranhense de Pedreiras, filho de Valdinar e Cavalcante Filho, Casado (Graça Cavalcante), 02 Filhos (Nathália Johanna e Diego Henrique), apaixonado pelo Moto Club de São Luís, Botafoguense de Coração e Feliz da Vida...

sexta-feira, 23 de junho de 2017

7 PASSOS PARA DESENVOLVER MESTRIA EMOCIONAL

Muitos dos nossos problemas na vida resultam da nossa reação emocional às circunstâncias ou desafios que vamos enfrentado. O impulso para a ação que as nossas emoções têm, por vezes direciona-nos para respostas automáticas, não assertivas, prejudicando-nos ou piorando a situação. 
Com isso geramos mais emoções negativas que pouco a pouco podem desenvolver um padrão negativo de resposta. Estou certo que ninguém quer que as suas emoções funcionem contra si mesmo. A verdade, é que o fato de alguns de nós termos um baixo domínio emocional, faz com que possamos desenvolver um sofrimento emocional crónico. Faz com que possamos desenvolver também sentimentos incapacitantes, como culpa, decepção, arrependimento, mágoa, irritabilidade, raiva, tristeza profunda, autoestima diminuída, entre outros.
Desenvolver mestria sobre as nossas emoções é uma parte integrante do autodesenvolvimento, e este processo pode ser aprendido. Em seguida apresento 7 passos simples para o desenvolvimento da mestria emocional:

PASSO 1 – RECONHECER

O primeiro passo é reconhecer a sua emoção, isto pode parecer ambíguo, mas basicamente o que eu estou querendo dizer é que você deve esforçar-se para tomar consciência de que ouve uma alteração do seu estado de ser, e que isso desencadeou uma reação emocional na forma de comportamento físico ou verbal. Por exemplo, se você vai a dirigir o seu carro e alguém faz uma manobra perigosa em que você foi forçado a frenar, provavelmente começará a gritar e a dizer alguns palavrões. Ficar ciente desse comportamento, é uma forma de identificar a sua raiva ou irritabilidade.

PASSO 2 – DESCREVA A SUA EMOÇÃO

O segundo passo é descrever a sua emoção. Não basta reconhecê-la através dos seus comportamentos e atitudes, importa também descrevê-la. Para que isso possa ser realizado de forma saudável, tente não utilizar adjetivos, mas sim descrever de forma específica o que está a sentir no seu corpo ou como se sentiu relativamente à pessoa envolvida. Pegando no exemplo anterior, você poderia dizer algo do género: “Fiquei com o coração a sair pela boca, sinto como se o meu corpo ficasse carregado de energia e apetece-me gritar.” A seguir provavelmente você já conseguiria observar os seus pensamentos, e de que forma o comportamento alheio ia contra os seus valores. Poderia prosseguir com o discurso: Algumas pessoas não respeitam a prioridade dos outros, nem se interessam pela sua segurança, só olham para os seus interesses.” Ou você poderia preferir relativizar e dizer: “Provavelmente teve um dia terrível, estava a pensar em outro assunto e tomou uma má decisão. Não vale a pena reagir agressivamente, porque também eu por vezes falho.”

PASSO 3 – ACEITAR A RESPONSABILIDADE

O terceiro passo é aceitar a responsabilidade por essa emoção. Isso pode ser uma das etapas mais difíceis de você realizar, porque mais facilmente vemos os erros dos outros do que os nossos. Óbvio que o comportamento desajustado até pode ser responsabilidade da outra pessoa, e a sua emoção sentida também não ser necessariamente da sua responsabilidade. No entanto, a sua resposta comportamental e/ou verbal após sentir a emoção, é da sua responsabilidade. Você não escolhe o que sentir, porque isso acontece instantaneamente, mas pode decidir como agir no segundo a seguir a ter sentido uma determinada emoção.
Ninguém tem o poder de fazer você sentir-se de uma determinada maneira, foi você que aprendeu ao longo do tempo a sentir-se assim em determinadas situações. Ainda que numa primeira fase, você possa sentir emoções negativas e muito incómodas que lhe geram impulso para ações irrefletidas, com o tempo, à medida que for praticando o passo 1 e 2, você vai perceber que pode agir da forma que lhe é mais conveniente, mesmo na presença de emoções fortes.
Assim, assuma a responsabilidade por todas as suas emoções e seja responsável pelas suas ações. Quando você fizer isso, as emoções vão começar a mudar, porque você está assumindo a responsabilidade pelo que sente e a forma como dirige o seu pensamento e comportamento depois de tomar consciência que está a experienciar uma emoção

PASSO 4 – ENCONTRE OUTRO SIGNIFICADO

O quarto passo para o domínio emocional é encontrar um outro significado possível. Por exemplo, se você tem filhos, pode ficar mais fácil perceber o que eu vou apresentar. Se você não tem, imagine como se tivesse. Quando você diz ao seu filho para fazer alguma coisa, e só ao fim de quatro ou cinco vezes ele decide fazer, nesse intervalo a sua irritabilidade pode ir aumentando, até ao ponto de ficar furioso e, talvez, comece a gritar com ele, e perceba que ficou bastante irritado. Depois, talvez você se pergunte porque ficou com tanta raiva. Seria possível você estar a gerar raiva do seu filho? Acredito que não. Então que outra coisa poderia ser? Talvez você estivesse a sentir-se desrespeitado, e com isso fizesse disparar a raiva.
Na grande maioria das vezes a emoção primária como a raiva, que se faz sentir em todos nós, é disparada por uma avaliação que está relacionada com algum valor muito significativo que está a ser quebrado. Se seguir o próximo raciocínio pode facilitar o entendimento. Se perguntasse a si mesmo, porque estou sentido raiva? Será porque o meu filho estás sendo preguiçoso? Ou, porque eu sinto que ele não me leva em consideração? Na grande maioria das vezes, tem muito mais a ver com as nossas expectativas pessoais, do que com o comportamento dos outros. Encontrado o significado da emoção primária, você mais facilmente recupera o seu controle, e constrói uma resposta muito mais assertiva para lidar com a situação.

PASSO 5 – ACEITAR SUAS EMOÇÕES

O próximo passo a ser dado é a aceitação de todas as suas emoções. Você não pode não sentir. Isso é o que nos define enquanto seres humanos. As emoções manifestam-se no nosso organismo em reação à forma como interpretamos a vida. Seguindo esta lógica, tudo o que você sente tem uma razão de ser, mesmo que seja incómodo e/ou possa atrapalhar o seu dia a dia. As suas emoções foram evoluindo ao longo da evolução da humanidade e servem um propósito, alertá-lo para algo que não gosta, que perdeu, ou que teme vir a não gostar ou a perder.

A emoções são uma mensagem que se expressa no nosso corpo em forma de sensações e sintomas, induzindo um impulso intenso para prestarmos atenção em algo. Assim, as emoções têm o seu propósito, não estão propriamente erradas, o que pode estar errado ou não ser adequado é a forma como você age perante a presença de uma determinada emoção. Se você se sente irritado com algo, certamente isso é uma mensagem alertando-o para tomar consciência do que está acontecendo, para que possa explorar algumas possibilidades de ações a tomar. Você tem que olhar para a forma como está lidando com as coisas da sua vida, porque, usualmente a raiva é a resposta a experiências passadas. Assim sendo, momento a momento, você terá de perceber se deve agir de acordo com a emoção que foi disparada em você, ou se deve examinar melhor, caso seja necessário. Depois disso, pode efetuar todos os passos anteriores para que possa iniciar um processo consciente de decisão.

PASSO 6 – APRENDA COM A EMOÇÃO SENTIDA

O sexto passo é perguntar a si mesmo se você aprendeu algo com essa emoção sentida. Usualmente a emoção gera algum tipo de incómodo e/ou alerta. Imagine que tem de fazer uma apresentação de um projeto para fechar um negócio, é normal que fique nervoso. Com esse sentimento e sintomas físicos associados, é provável que a sua mente comece a disparar questões. “Será que vou conseguir ser claro? Será que vão aceitar o projeto e ser recompensado por todo o meu esforço? Há uma parte que eu não domino tão bem, e se me fazem alguma pergunta.” A emoção base, seria o medo, o medo de não ser bem sucedido. No desenrolar deste processo, você poderia perceber que o medo foi benéfico e fez com que antecipadamente se preparasse para dar todas as respostas que julgava poderem vir a ser realizadas.
Neste caso a emoção seria protetora e surtiria o efeito de proteção, se você conseguisse aprender construtivamente com essa emoção. Na verdade, se você conseguir ser positivo e construtivo na análise das suas emoções, elas irão ser sempre benéficas e úteis.

PASSO 7 – CRIE UMA NOVA EMOÇÃO

O sétimo e último passo é criar uma nova emoção. Se você está tendo uma emoção que está atrapalhando, digamos, por exemplo, você está indo para um exame e fica extremamente ansioso e nervoso, impedindo-o de concentrar-se naquilo que importa, aumentando ainda mais o seu estado ansioso. Para que você possa realizar o exame de forma confiante e tranquila, importa criar um estado que esteja de acordo com a exigência da situação. Então, se você começar a focar a sua atenção naquilo que você sabe e estudou, certamente a sua confiança começa a sedimentar-se. Pode ainda lembrar-se de outros momentos em que conseguiu vencer a ansiedade e acabou sendo bem sucedido. Ou, relembrar-se dos seus pontos fortes, e o que dizer a si mesmo se experimentar algum momento de dúvida e incerteza.

Ao antecipadamente criar um cenário positivo e capacitador, prepara assim o terreno para a criação de uma nova emoção, mais adequada e assertiva com o seu objetivo. Mudando seu estado de ser, pode realmente mudar a sua emoção. Com esta ideia em mente, você caminha na vida mais seguro, mas capacitado e mais esperançado em si mesmo e na sua mestria emocional.
Todos nós podemos aprender a ter domínio sobre as emoções, praticando os passos anteriores. Aprender a ouvir a si mesmo e questionar a si mesmo não é uma tarefa fácil de fazer, é preciso disciplina, controle e querer.
Por Miguel Lucas - http://www.escolapsicologia.com/

Um comentário:

  1. Professor e Amigo Jorge Henrique, gostei da matéria postada. Precisamentos muito do equilíbrio pra controlar nossas emoções, não só nos momentos difíceis qdo somos surpreendidos, mas, também nos momentos de euforia e felicidade. Grande abraço e parabéns.

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