quarta-feira, 22 de junho de 2022

Como o filme “Um Senhor Estagiário” pode contribuir com a sua Marca Pessoal e Posicionamento?


Aquele que não gosta de uma dica, ainda mais de filme, bom sujeito não é! Não é mesmo?

Ainda mais quando esse filme tem relação com que você gosta, estuda, trabalha e adora conversar: empreendedorismo, marca pessoal e marketing pessoal

Mas sobre a dica de filme, esses dias eu me peguei assistindo pelo 5ª vez o filme "Um senhor estagiário" e quero aqui compartilhar os motivos do porquê você deveria assistir também. Ele mais uma vez me fez emocionar, refletir sobre a jornada da vida que decidimos seguir e construir. É um daqueles filmes que traz a todo momento, aprendizados tamanhos durante seu enredo onde mostra que os caminhos que tomamos de decisões podem ou não afetar os rumos do nosso sucesso, marca e carreira.

“Um senhor estagiário” é uma história de uma empreendedora dona da About The Fit, uma startup de moda de e-commerce em rápido crescimento no Brooklyn e de um senhor que leva uma vida monótona mas que quando vê uma oportunidade de voltar ao mercado de trabalho, divulgada pela empresa dessa empreendedora e de sair da zona de conforto passa a fazer parte da equipe de funcionários.

Como eu disse, o filme faz percorrer temas como empreendedorismo, marketing pessoal e também sobre o empreender feminino, novas formatos de família, sobre ceder e apoiar, valores e lições que a partir de agora, descrevo aqui.

Já deixo a intimação: Vale muito a pena assistir!

Vamos lá!

1- Só você sabe a sua jornada e quanto precisa trabalhar pelo seu sonho: 

Virar a madrugada tentando achar melhores estratégias, tentar várias possibilidades, testar e arriscar será o caminho percorrido por você que deseja alcançar melhores resultados. Se abdicar de curtir os amigos e famílias para se dedicar inicialmente e ao máximo o seu projeto e sonho vai fazer parte da sua jornada e tudo bem pois será pelo seu desejo de conquistar cada vez mais protagonismo. Sim, só você vai saber como é isso e qual foi a caminhada para chegar ao sucesso. Por isso não fique mal e sim feliz por estar se dedicando ao que acredita.

2- Tenha do seu lado pessoas que vão te ajudar e apoiar:

Saiba observar quem está ao seu lado te apoiando e acreditando em você. Saiba escolher as pessoas que queira andar contigo. É normal no meio do caminho começamos a andar com pessoas da mesma jornada que a nossa e isso é bacana pois conexão assertiva anda mais longe.

Como dissemos no marketing digital: APRENDA A ESCOLHER AS PESSOAS CERTAS QUE IRÃO SENTAR A SUA MESA! Isso fará a diferença para que seus negócios, marca e resultados comecem a aprecer!

3- Lugar de mulher é onde ela quiser e fazendo o que bem entender: 

Talvez seja minha frase mais amada e defendida da minha vida. E nesse filme a personagem Jules Ostin mostra muito isso. O poder da mulher quando ela deseja realizar um sonho profissional e ainda se desdobrar para manter a vida pessoal no alto e inteira. Ela acredita nela e em tudo que ela faz por isso, a dica é acredite mais em você também e que você pode fazer tudo que quiser. Lembre-se, juntas somos mais fortes!

4- Nunca é tarde para começar algo na vida. Tanto profissional quanto pessoal: 

Ben acreditou que podia estar na empresa e aprender com os demais, e vice-versa. Não deixou sua idade interferir em nada e tira de letra sua função. Por isso, pare de dar desculpas e justificativas para não começar aquele projeto e a acreditar mais em você independente da suas limitações. Vá e faça!

5- Jamais perca a sua essência durante a sua jornada: 

Tem uma parte do filme, Jules recebe uma reclamação de um cliente quanto a forma como foi entregue um produto em sua casa. Eles estavam chegando todos bagunçados para os clientes. E uma das missões da empresa é buscar atender da melhor forma seus clientes e com isso fidelizar cada vez mais eles junto a marca. Pensando nisso, Jules pede para Ben levá-la ao depósito e ele fica observando a empreendedora ensinando as funcionárias a forma correta de embalar os produtos. A volta que ela dá na fita, o papel manteiga que embala dobrado duas vezes para fora para dar um charme, o “cheirinho” que ela coloca dentro da embalagem e por aí vai.

Isso é o que chamamos de manter a essência, permanecer a mesma forma de quando era um empreendedorismo pequeno. Manter as origens. Isso é construir uma marca forte e lembrada por todos que a compram.

Por isso, tudo que você for fazer, coloque sua essência, sua marca pessoal, seu toque de carinho e diferencial no seu produto para que ele seja sempre lembrado, indicado e reconhecido por demais. Jamais mude isso ao longo da jornada pois isso que irá te diferenciar dos demais,

Poderia indicar mais motivos mas daí rolaria spoiler por aqui e não quero acabar com a vontade de vocês assistirem.

Mas se fosse para dar um motivo bônus, seria:

Não desista do que você quer: o filme mostra e ensina que você irá passar por muitos altos e baixos na sua vida, carreira e jornada. Tropeços, decepções até pensar em desistir. Mas pense em todo o caminho que te guiou até aqui e jamais perca sua essência. Seja você e lembre-se sempre de suas origens, do que construiu e onde quer chegar!

Por: Alessandra Frazão - https://www.linkedin.com/in/alessandrafrazão

terça-feira, 21 de junho de 2022

Novos Modelos de Trabalho: o Que o RH Precisa Saber

 


Não se pode negar que as relações de trabalho foram grandemente impactadas com o surgimento da pandemia do coronavírus - COVID-19. No mundo todo, os modelos tradicionais de trabalho foram, repentinamente, alterados. Com a mudança na forma de trabalhar, novos modelos de trabalhos foram surgindo e se incorporando ao dia a dia de milhares de profissionais.

No Brasil, dentre as alternativas adotadas de forma emergencial para que as empresas não parassem, está o teletrabalho — uma modalidade de trabalho prevista em legislação, mas pouco empregada até então.

Hoje, meses após a chegada da pandemia do coronavírus no Brasil, muitas empresas avaliam optar pelo teletrabalho e outros modelos de trabalho para continuar realizando suas entregas, afinal, a prática teve sucesso e já é vista com bons olhos por muitos empregadores.

Diante deste cenário, profissionais da área de Recursos Humanos procuram compreender suas responsabilidades, estudam legislações e tentam se manter atualizados quanto às novas modalidades de trabalho que estão surgindo. Se você é um desses profissionais, este conteúdo exclusivo produzido pela Metadados — empresa que desenvolve um completo Sistema de Recursos Humanos — é para você! Continue acompanhando e veja tudo que você precisa saber sobre novos modelos de trabalho.

Novos modelos de trabalho

A adoção de novos modelos de trabalho já é realidade. Uma pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) revela que 67,4% dos trabalhadores formais estão trabalhando remotamente. O número representa mais de 20 milhões de profissionais.

Já a pesquisa da Cia do Talento e do Instituo Renoma em parceria com a Revista IstoÉ, mostra que a maioria desses 20 milhões de profissionais defende o modelo de trabalho a distância, ainda que se tenham críticas pontuais. O resultado foi: 44% são a favor do trabalho remoto, 40% são neutros e 16% posicionam-se contrários.

Ao que tudo indica, este é um cenário muito propenso. O que era para ser tendência do futuro, está se tornando realidade agora. Mas, o que diz a legislação sobre o tema e qual o papel do RH neste processo? Veja a seguir!

O que diz a legislação?

 Quando falamos em trabalho remoto ou teletrabalho, precisamos frisar que existem diversos congêneres, isto é, formatos que se assemelham, como o home office, trabalho a distância, remoto, modelo híbrido de trabalho, entre outros. Todos eles são considerados modalidades de trabalho, ainda que pontualmente pudessem ser adotados por algumas empresas antes mesmo da pandemia.

No que tange a legislação, o único que possui previsão é o teletrabalho, sob a Lei nº 13.467/2017 — lei da Reforma Trabalhista. É ela que altera e regulamenta diversas normas relacionadas à prestação do trabalho e, uma delas, é o teletrabalho. Entenda mais nos tópicos sobre cada um desses modelos de trabalho!

Em 2022, a MP 1.108 trouxe novas regras para o regime de teletrabalho. Acesse o artigo MP 1.108 amplia regras sobre teletrabalho e auxílio-alimentação para saber mais sobre o assunto!

Teletrabalho

O Capítulo II-A e artigos seguintes (75-A, B, C, D e E) da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) regulamentam o teletrabalho. Teletrabalho é todo trabalho realizado a distância, isto é, fora do estabelecimento do empregador. Aqui, podemos considerar a casa do profissional ou qualquer outro local que não seja nas dependências físicas da empresa. Para isso, utilizará ferramentas tecnológicas como internet, celular, computador, entre outros.

Dessa forma, teletrabalho nada mais é do que a exclusividade do serviço, no qual o empregado tem o comprometimento com a empresa e tem seu contrato de trabalho estabelecido. Ou seja, há uma relação de trabalho, ainda que realizada por meios digitais e utilizando-se de softwares, eletrônicos(computadores), e de comunicação (telefone, Skype, entre outros).

Atenção! Não é considerado teletrabalho os trabalhos de natureza externa, como vendedores externos, instaladores de tv a cabo, entre outros.

Para adotar esta modalidade de trabalho, a Reforma Trabalhista é clara e exige:

  • Contrato de trabalho individual específico, com a descrição das atividades a serem desenvolvidas;
  • Aquisição, manutenção ou fornecimento de equipamentos tecnológicos e de infraestrutura necessária e adequada à prestação do trabalho remoto, bem como o acordo entre as partes acerca das despesas geradas;
  • Instrução quanto às precauções para evitar doenças e acidentes de trabalho, por conta do empregador;
  • Assinatura do termo de responsabilidade do empregado acerca as instruções fornecidas sobre SST; e
  • O trabalhador em regime de teletrabalho não terá direito a horas extras, pois são equiparados aos empregados que exerce função de cargo de confiança (Art.62).

Seguindo todas estas exigências, seu RH estará protegendo a empresa e cumprindo com a legislação.

Home Office

O home office é uma modalidade de trabalho que não possui uma legislação específica. Contudo, o artigo 6º da CLT diz que não há distinção entre o trabalho realizado no estabelecimento do empregador e o executado no domicílio do empregado, desde que esteja caracterizada a relação de emprego. Assim, não exige uma formalização no contrato de trabalho e não precisa, como o teletrabalho, utilizar tecnologias de informação e conexão. Pode ser um trabalho manual, por exemplo.

Entretanto, para o home office pode haver o controle da jornada de trabalho e hora extra, bem como o empregador deve orientar o colaborador sobre as normas de saúde e segurança para a realização das atividades.

Neste sentido, o home office pode ser executado por um colaborador que tenha um contrato de trabalho estabelecido e que, de sua casa, prestará os serviços acordados.

Na pandemia, por exemplo, este modelo foi muito adotado visto a praticidade e a criação de Medidas Provisórias que flexibilizaram a adesão.

Contudo, há outra modalidade de trabalho em alta e é outra tendência que muitos empregadores estudam implementar: o modelo híbrido de trabalho. Já ouviu falar? Confira a seguir!

Trabalho híbrido

O trabalho híbrido permite que o colaborador tenha autonomia para escolher o local, quando e como deseja realizar suas atividades. Assim, há uma alternância entre os locais de trabalho, podendo ser em casa, na sede da empresa ou em escritórios flexíveis (co-working).

Além disso, o colaborador tem a possibilidade de escolher trabalhar em todos; um dia em cada local; dias em casa; dias na empresa; semanas em casa; semanas na empresa; e assim como desejar. A intenção deste modelo de trabalho é propiciar ao colaborador a escolha pelo local que se sente melhor e mais produtivo.

E, assim como no teletrabalho, a empresa e o colaborador podem compactuar a responsabilidade sobre os equipamentos eletrônicos, pelas instruções de saúde e segurança, pelas despesas e tudo mais. Que tal propor este modelo de trabalho na sua empresa?

O papel do RH

 A área de Recursos humanos, mais uma vez, é peça-chave para o desenrolar deste novo momento. Enquanto cuida das questões jurídico-trabalhistas citadas acima, será preciso desenvolver os colaboradores, já que os novos modelos exigem novas competências. Gestão do tempo, produtividade, agilidade, constância no aprendizado, desenvolvimento de visão analítica, sempre com foco nas soft skills — menos técnicas e mais comportamentos —, são pontos que o RH deverá se manter atento.

O RH continua sendo a ligação da empresa com o colaborador e precisa munir os demais colegas com uma comunicação efetiva (por meio de ferramentas adequadas), controlar e gerir a marcação do ponto, mesmo a distância, e trabalhar o senso de pertencimento, afinal,  a cultura organizacional deverá ser mantida.

Além disso, o RH estará firmemente atuando na adaptação da empresa, em todas as esferas: desde a organização, os líderes e gestores e, claro, os colaboradores. Entenda:

  • Empresa: o local físico passa a ser um espaço de integração e disseminação de conhecimento. A empresa está onde o colaborador está, por isso, está em cada casa ou espaço adotado como local de trabalho.
  • Gestão: mais do que nunca, a gestão passa a ser mentora e orientadora, cobrando por entregas e qualidade, e menos por horário de trabalho. A gestão passa a ser a grande incentivadora de produtividade e resultados.
  • Colaborador: assume seu papel de protagonista e, com o apoio do RH, permanece em constante aperfeiçoamento. Afinal, nem todos se adaptam perfeitamente em todos os modelos de trabalho.

 Viu como existem muitos detalhes que precisam ser observados na adoção de um novo modelo de trabalho? Não é apenas entregar um computador e “mandar” o colaborador para sua casa

Copiado: https://www.metadados.com.br/

segunda-feira, 20 de junho de 2022

Nomadismo Digital, um Modelo de Trabalho Cercado de Oportunidades


Eles quebraram paradigmas geográficos e já são muitos na multidão. Com o empurrãozinho da pandemia, os nômades digitais deixaram de ser um fenômeno efêmero para se transformarem em uma comunidade fortalecida. 

A questão aqui não é se você será ou não um nômade digital no futuro, mas sim se você vai saber aproveitar as oportunidades de negócios que devem surgir a partir deste novo modelo de trabalho.

Segundo a Nomad List, uma comunidade mundial que forma uma rede de apoio para o movimento de trabalho remoto no mundo, até 2035, teremos 1 bilhão de nômades digitais em todo o planeta.

Impulsionados pelo trabalho remoto, o home office, ou, para ,muitas pessoas, o anywhere office – trabalhar de qualquer lugar – o nomadismo digital favorece profissões mais conectadas, como influenciadores digitais, designers, produtores de conteúdo, profissionais na área de TI e até mesmo proprietários de e-commerces. 

Tradutores, professores e as áreas de marketing e audiovisual também costumam se encaixar nesse perfil. Mas, além de ter uma profissão que se encaixe em uma rotina flexível, é precioso ter a capacidade de se adaptar e a habilidade de saber lidar com as demandas sem estar no ambiente corporativo. 

Quem procura o nomadismo digital busca maior qualidade de vida, adquirir novas experiências culturais, flexibilidade de horários e independência. E apesar de ser um modelo de trabalho que se encaixa perfeitamente no perfil dos Millennials, não são só eles que buscam estar em constante movimento ao mesmo tempo em que prestam seus serviços.

Segundo uma pesquisa da MBO Partners, realizada com o público americano, 19% dos nômades digitais entrevistados eram da Geração Z; 42% eram Millennials; 22% deles são da Geração X e 17% são os chamados Baby Boomers.
É um público mais heterogêneo do que se pensa e que, seja onde estiver, busca lugares que favoreçam o seu modelo de trabalho. 

Este é o momento das oportunidades além da experiência única de cada nômade digital: existe aqui uma possibilidade real de impactar positivamente a economia de locais mais receptivos a esse modelo de trabalho. 


Os setores de serviços, hotelaria, bares, restaurantes e cafés, além de espaços que possuem internet, como coworkings, parques, shopping e comércios locais estão entre os principais beneficiados.


Quem está preparado para receber os nômades digitais?

O que a maioria das cidades que agradam os nômades digitais têm em comum vai muito além de uma bela paisagem. Para se estar apto a receber esse público, é preciso atender a alguns critérios, como uma internet de qualidade, de preferência também em espaços públicos, segurança, qualidade e custo de vida atrativos, serviços 24 horas que possam atender às necessidades de fuso horário e formas de pagamento atrativas.

De olho neste mercado, muitas cidades brasileiras já se estruturam para receber este novo modelo de trabalho. É o caso do Rio de Janeiro, que criou o selo Rio Digital Nomads, concedido aos parceiros, como hotéis, restaurantes e setores de serviços em geral que se dispõem a oferecer tarifas e condições exclusivas aos nômades digitais.

Em um artigo na Worldpackers, uma plataforma colaborativa que conecta anfitriões do mundo inteiro, promovendo imersões culturais e intercâmbios de voluntariado, Juliana Arthuso, nômade digital desde 2018, lista o que considera ser as melhores cidades da América Latina para se trabalhar como nômade digital. 

Entre elas, estão três cidades brasileiras: Florianópolis, Curitiba e Belo Horizonte. As características que favorecem essas três cidades no ranking são:  segurança, qualidade de vida, incentivo à tecnologia e ao empreendedorismo, infraestrutura e ofertas culturais. Outras cidades que figuram nesta lista são Buenos Aires, na Argentina, e Lima, no Peru.

Condições para ser um nômade digital no Brasil

Em janeiro de 2022, o Conselho Nacional de Imigração, órgão do Ministério da Justiça e Segurança Pública, liberou o visto para os nômades digitais no Brasil. A duração do visto é de um ano, que pode ser renovado por mais um. Para obter um visto de nômade digital no Brasil, é preciso:

  • Declaração que comprove que o estrangeiro pode executar suas atividades profissionais de forma remota;
  • Contrato de trabalho ou de prestação de serviços ou outros documentos que comprovem o vínculo com um empregador estrangeiro;
  • Comprovação de salário mensal igual ou superior a US $1.500 (cerca de R$ 8.200) ou comprovação de reserva financeira de no mínimo US $18 mil (R$ 99 mil).
Copiado: https://expogestao.com.br/

sexta-feira, 17 de junho de 2022

NOME SOCIAL Aspectos Relevantes e o Direito à Alteração do Nome



Nome social
é o nome que pessoas transgêneros e travestis preferem ser chamadas, e possui a mesma proteção concedida ao nome de registro. É assegurado pelo Decreto 8727/16.

O nome é uma característica importantíssima na vida dos seres humanos, afinal, é o elemento que primeiro nos diferencia e identifica. É pelo nome que nos apresentamos, somos chamados ou referidos e que consta em todos os nossos documentos pessoais. 

Todas as pessoas têm o direito de serem registradas com um nome, que é considerado, desde o advento do Código Civil de 2002, um direito da personalidade. 

Aliás, trata-se de um direito e um dever ao mesmo tempo. Afinal, o nome é, também, de interesse coletivo e social. Pessoas que cometem crimes, por exemplo, serão procuradas e processadas por seu nome. 

Características do nome

O nome, a teor do Código Civil Brasileiro, é o conjunto de prenome e sobrenome. O meu, por exemplo, é Luíza (prenome) Oliveira Mascarenhas Cançado (sobrenomes ou apelidos de família). 

Com toda a importância que carrega, o nome goza de grande proteção legislativa. Ninguém pode se utilizar do nome de outra pessoa sem sua autorização. 

Ademais, como um direito da personalidade, o nome é irrenunciável, intransferível, indisponível, imprescritível e despido de valor patrimonial. 

E quem não reconhece o próprio nome?

Ocorre que algumas pessoas não gostam de seu nome de registro ou, mais do que não gostar, não se identificam com o nome que lhes foi dado. Isso acaba se tornando um grande problema na vida destes indivíduos já que, sendo uma característica tão importante e reforçada no cotidiano, fica difícil ignorar o próprio nome. 

A pessoa pode simplesmente não gostar do nome por ser de difícil pronúncia ou excessivamente criativo. Em outros casos, o nome em si pode trazer algum constrangimento ou não guardar semelhança com os demais elementos da personalidade daquela pessoa. Um exemplo é quando um nome usualmente utilizado para homens tenha sido dado a uma mulher. 

A não identificação pessoal com o nome, por qualquer motivo que seja, acaba gerando muito prejuízo para autoestima e para vida da pessoa em sociedade já que a legislação estabelece que, em princípio, o nome é imutável (art. 58, Lei de Registros Públicos).

Para resolver o problema de forma mais simples, essas pessoas acabam adotando nomes sociais que nada mais são que nomes que preferem ser chamadas no cotidiano. 

Nome social para pessoas transgêneros

A sociedade sempre aceitou que as pessoas se valham de nomes sociais, espécies de apelidos ou pseudônimos, utilizados em substituição ao nome de registro, sem necessidade de efetiva alteração do nome registral. 

Inclusive, os nomes sociais gozam da mesma proteção concedida ao nome de registro (desde que, é claro, utilizados para atividades lícitas). A verdade é que, infelizmente, apenas se mostram problemáticos no caso de pessoas transsexuais. 

Basta dizer que ninguém questiona os nomes da Anitta, Fernanda Montenegro,  Chay Suede, Cazuza, Tony Ramos ou Silvio Santos. Todos nomes sociais utilizados em substituição, respectivamente, a Larissa, Arlete Pinheiro, Roobertchay Domingues, Agenor de Miranda, Antonio de Carvalho e Senor Abravanel. 

Respeita-se sem questionar os nomes sociais utilizados por pessoas cisgêneros (quem se identifica com o gênero que lhes foi atribuído ao nascimento), mas continuam relutantes em respeitá-los no caso das pessoas transgêneros por puro preconceito, evidenciando ainda mais as dificuldades que estas pessoas enfrentam. 

No caso de pessoas transgêneros, a questão é muito mais séria porque a relutância da sociedade em aceitar o nome social pode expor ao ridículo e até mesmo ao perigo, já que vivemos no país que mais mata pessoas trans no mundo, segundo a ONG Transgender Europe.

Alteração do nome de registro

A dificuldade de aceitação dos nomes sociais é um dos fatos que acaba obrigando pessoas transgêneros a se submeter a um processo de retificação de nome de registro, e assim alterar definitivamente seus nomes para serem respeitadas socialmente. 

Infelizmente, com a relutância social para respeitar, somente a alteração em documentos não oficiais (quando conseguem) não assegura o direito à dignidade humana que todas as pessoas merecem. 

Da mesma forma, embora represente um grande avanço social, o Decreto 8727/2016, que assegura a possibilidade de utilização do nome social e o reconhecimento da identidade de gênero de pessoas travestis e transexuais no âmbito da administração pública federal direta, autárquica e fundacional, acabou se mostrando tardio e ineficaz

Judicialização do processo de alteração do nome 

Durante muitos anos exigiu-se que a alteração do nome ocorresse somente pela via judicial, obrigando as pessoas a um processo longo, burocrático e extremamente subjetivo. 

Pela via judicial poucas pessoas conseguiam o direito de alterar seus nomes, sendo este direito ainda mais difícil para as pessoas transgêneros. Isso porque entendia-se que a imutabilidade do nome deveria ser relativizada apenas em alguns poucos casos, a critério julgador.

Na prática, algumas pessoas até conseguem alterar o nome de registro para acrescentar o nome social, sem alteração do restante, tal como a Xuxa, que passou a chamar-se Maria da Graça Xuxa Meneghel. Entretanto, essa alteração é logicamente ineficaz no caso de pessoas transexuais. 

O processo de alteração de nome das pessoas transgêneros acabava sendo muito mais burocrático e doloroso, submetendo essas pessoas a extenso julgamento moral e muitas vezes condicionando a alteração à submissão prévia à cirurgia de transgenitalização.

Isso, evidentemente, inviabiliza o direito. E, além disso, não são todas as pessoas transgêneros que querem ou podem realizar a cirurgia. 

Julgamento no STF sobre a alteração do nome

Em março de 2018, o Supremo Tribunal Federal reconheceu,  em uma votação memorável, a importância de retirar a obrigatoriedade da cirurgia e a solicitação judicial para a retificação do nome. 

Desde então é possível que pessoas trans procedam à alteração do nome em cartório, bastando a autoidentificação como transgênero, e sem condicionamento à cirurgia. 

A tese definida foi a seguinte: 

i) O transgênero tem direito fundamental subjetivo à alteração de seu prenome e de sua classificação de gênero no registro civil, não se exigindo, para tanto, nada além da manifestação de vontade do indivíduo, o qual poderá exercer tal faculdade tanto pela via judicial como diretamente pela via administrativa;
ii) Essa alteração deve ser averbada à margem do assento de nascimento, vedada a inclusão do termo “transgênero”;
iii) Nas certidões do registro não constará nenhuma observação sobre a origem do ato, vedada a expedição de certidão de inteiro teor, salvo a requerimento do próprio interessado ou por determinação judicial;
iv) Efetuando-se o procedimento pela via judicial, caberá ao magistrado determinar de ofício ou a requerimento do interessado a expedição de mandados específicos para a alteração dos demais registros nos órgãos públicos ou privados pertinentes, os quais deverão preservar o sigilo sobre a origem dos atos.”

STF. Tese definida no RE 670.422, rel. min. Dias Toffoli, P, j. 15-8- 2018, Tema 7611

O julgamento representou uma mudança imensa na vida de pessoas transgêneros proporcionando a facilitação da alteração do nome e visando assegurar-lhes a dignidade e o respeito no tratamento em sociedade. 

Conclusão

Não há dúvidas no sentido de que o direito ao nome e à identificação com o próprio nome está intimamente ligado à dignidade humana, sendo essencial o exercício constante da empatia para que este direito seja ampliado e assegurado também as pessoas trans.

Neste sentido, a desjudicialização e desburocratização do procedimento de  alteração do nome de pessoas transexuais representa um ganho social imenso. 

Copiado: https://www.aurum.com.br/blog

quarta-feira, 15 de junho de 2022

"Constelação Familiar” - Bert Hellinger


Vale não só refletir, mas sim pôr em prática !!

  • "A vida decepciona-o para você parar de viver com ilusões e ver a realidade.
  • A vida destrói todo o supérfluo até que reste somente o importante.
  • A vida não lhe deixa em paz, para que deixe de culpar-se e aceite tudo como "É".
  • A vida vai retirar o que você tem, até você parar de reclamar e começar agradecer.
  • A vida envia pessoas conflitantes para lhe curar, para você deixar de olhar para fora e começar a refletir o que você é por dentro.
  • A vida permite que você caia de novo e de novo, até que você decida aprender a lição.
  • A vida lhe tira do caminho e lhe apresenta encruzilhadas, até que você pare de querer controlar tudo e flua como um rio.
  • A vida coloca seus inimigos na estrada, até que você pare de "reagir".
  • A vida lhe assusta e assustará quantas vezes for necessário, até que você perca o medo e recupere sua fé.
  • A vida lhe distancia das pessoas que você ama, até entender que não somos esse corpo, mas a alma que ele contém.
  • A vida ri de você muitas e muitas vezes, até você parar de levar tudo tão a sério e rir de si mesmo.
  • A vida quebra você em tantas partes quantas forem necessárias para a luz penetrar em vc.
  • A vida confronta você com rebeldes, até que você pare de tentar controlar.
  • A vida repete a mesma mensagem, se for preciso com gritos e tapas, até você finalmente ouvir.
  • A vida envia raios e tempestades, para acorda-lo.
  • A vida o humilha e por vezes o derrota de novo e de novo até que você decida deixar seu ego morrer.
  • A vida lhe nega bens e grandeza até que pare de querer bens e grandeza e comece a servir.
  • A vida corta suas asas e poda suas raízes, até que não precise de asas nem raízes, mas apenas desapareça nas formas e seu ser voe.
  • A vida lhe nega milagres, até que entenda que tudo é um milagre.
  • A vida encurta seu tempo, para você se apressar em aprender a viver.
  • A vida lhe ridiculariza até você se tornar nada, ninguém, para então, tornar-se tudo.
  • A vida não lhe dá o que você quer, mas o que você precisa para evoluir.
  • A vida lhe machuca e lhe atormenta até que você solte seus caprichos e birras e aprecie a respiração.
  • A vida lhe esconde tesouros até que você aprenda a sair para a vida para buscá-los.
  • A vida lhe nega Deus, até você vê-lo em todos e em tudo.
  • A vida lhe acorda, lhe poda, lhe quebra, lhe desaponta...
Mas, creia, isso é para que o seu melhor se manifeste...

Até que só o AMOR permaneça em você “

 Viva o Não etarismo sempre!

Copiado: https://www.linkedin.com/in/silvana-carvalho

terça-feira, 14 de junho de 2022

“Abismo Digital” Tira Oportunidades de Brasileiros e Piora a Competitividade do País

 


Como dizem por aí, “não está fácil para ninguém”! 

Mas brasileiros passam por dificuldades que prejudicam sua formação e diminuem sua competitividade. 

E agora não concorrem apenas com seus pares por trabalho: a automação é uma sombra que assusta cada vez mais.

A consultoria PwC apresentou no último dia 24, durante o Fórum Econômico Mundial, um estudo que indica que um terço dos brasileiros tem medo de ser substituído por um robô dentro do curto horizonte de três anos.

E os que mais temem isso são os mais jovens, supostamente os mais à vontade com a tecnologia digital.

Mas não é tão simples assim. A mesma PwC divulgou em março outro estudo sobre o “abismo digital” que existe no Brasil. 

De um lado, temos 29% dos brasileiros “plenamente conectados”; do outro, 20% totalmente “desconectados”. Entre eles, estão 26% “parcialmente conectados” e 25% “subconectados”.

Isso é muito grave em um mundo em que praticamente tudo passa pela digitalização. 

Ter uma conexão ruim (ou nenhuma) com a Internet hoje significa aprender menos e trabalhar pior, além de inúmeros outros impactos negativos na vida.

O estudo apontou que profissões tradicionais, que respondiam por 15,4% das vagas em 2020, encolherão para 9% até 2025. Já as ligadas à tecnologia passarão de 7,8% a 13,5%. 

No Brasil, o setor de tecnologia terá, até 2025, um déficit de 530 mil vagas não preenchidas por falta de profissionais qualificados.

Como as universidades não suprem essa mão de obra na quantidade e com a qualidade necessária, resta às empresas desenvolverem seus profissionais. Mas também “patinamos” aí: só 27% das empresas brasileiras investem nisso.

Os gestores precisam sair de sua zona de conforto. 

“Os trabalhadores não estão apenas procurando por uma remuneração decente: eles querem mais controle sobre como trabalham e querem obter maior significado do que fazem”, afirma Bob Moritz, presidente global da PwC.

E como você acha que sua empresa e sua carreira estão posicionadas no meio disso tudo?

Copiado: https://www.linkedin.com/in/paulosilvestre/