segunda-feira, 24 de agosto de 2020

COMO GERENCIAR CRISES NA ERA DIGITAL?

 

Como gerenciar crises em um passo a passo descomplicado

Você mais do que ninguém conhece o real valor da sua marca e, principalmente, o quanto foi suado construí-la. Por isso, sabe muito também que precisa preservá-la ao máximo. Ainda assim, diante de uma crise mal gerida, as estratégias e os investimentos voltados para o fortalecimento da empresa e da marca podem ir por água abaixo em pouquíssimo tempo.

Daí a necessidade de aprender como gerenciar crises de imagem na era digital. Em um momento no qual as interações acontecem com muita velocidade e em canais que oferecem alta acessibilidade e visibilidade para os usuários, como as mídias sociais, o gerenciamento de crise exige respostas rápidas, posicionamento claro e informações consistentes.

Mas, então, como ser assertivo diante de situações extremas que podem levar a crises de imagem? É possível se antecipar e se proteger de alguns efeitos que podem lesar a marca? Apresentamos essas e outras respostas a seguir. Confira 8 dicas que podem ajudá-lo a saber como gerenciar crises. Boa leitura!

 #1 Ser transparente é indispensável

Uma vez instalada a crise, o ideal é não perder isso de vista: a empresa precisa ser rápida em seus posicionamentos, mas, principalmente, verdadeira e transparente nas conversas e interações com o público de sua marca.

Além disso, é importante manter uma comunicação tanto com o público interno, como também com seus clientes e a imprensa. Quanto mais próximo você estiver deles, melhor.

 #2 Eleja um porta voz para a sua marca

Não existe nada pior do que uma marca sem referência ou identidade. No contexto de uma crise, o porta-voz é a cara da marca. Por isso, é importante indicar um porta voz com autoridade, que seja capaz de transmitir confiança e credibilidade da marca, mantendo consumidores, acionistas e funcionários atentos aos comunicados.

Além de escolher com cuidado o profissional que estará à frente da comunicação durante a crise, é importante que ele forneça informações precisas e claras. Do contrário, tanto a marca quanto ele têm muito a perder, caindo no descrédito do público.

 #3 Dê a notícia em primeira mão para público interno e externo

Agilidade é essencial neste momento. A sua empresa tem a obrigação de atualizar rapidamente seu público, apresentando sua narrativa nos principais canais de comunicação. A velocidade, neste momento, deve ajudá-lo a manter a reputação da sua marca.

Se não conseguir ser o primeiro a compartilhar a informação, mapeie as notícias que já estão circulando e corrija os pontos que considerar necessário em seu comunicado.

 #4 Elabore uma estratégia de resposta

Depois de se inteirar da situação em detalhes e compreender a dimensão do problema, é preciso pensar em uma maneira inteligente de gerenciá-la e responder a ela. Pense em como ela pode afetar seus stakeholders e opte pelo melhor canal de resposta. São várias possibilidades:

  • Apresentar sua mensagem nas mídias sociais, em texto ou vídeo;
  •  Emitir um comunicado para a imprensa;
  •  Agendar uma entrevista coletiva.

Dependendo da dimensão da crise, você também pode combinar todas as alternativas citadas. Vale destacar, mais uma vez: o essencial mesmo, neste momento, é ser transparente. Se a empresa errou, é hora de assumir a responsabilidade e indicar como irá reparar possíveis perdas e danos dos consumidores.

A resposta deve focar no relato do que realmente aconteceu e nas iniciativas para corrigir o problema. É hora de mostrar atitude!

Um dos erros mais comuns é fingir que nada aconteceu. No gerenciamento de crise, é preciso assumir os problemas. Se você tentar negá-los, certamente, eles irão se multiplicar.

 #5 Monitore a repercussão da crise para sobreviver a ela

Em meio ao caos, pode ser que você se sinta perdido diante de tantos problemas e de uma repercussão tão negativa. Mas, o fato é preciso ir muito além da sua impressão, você precisa monitorar os sintomas que aparecem durante a crise para dimensioná-la. É importante identificar e acompanhar alguns aspectos:

  •  Alto índice de menções negativas sobre a marca nas mídias sociais;
  •  Reportagens e notas na imprensa com críticas ou suspeitas;
  •  Investidores, parceiros e acionistas solicitando explicações;
  •  Queda nas vendas;
  •  Queda no valor das ações ou no valor estimado da marca;
  •  Perda de motivação e produtividade na equipe.

 #6 Se fizer promessas, certifique-se que pode cumpri-las

Diante de casos como problemas com produtos, recalls ou mesmo falta de comprometimento dos funcionários, é comum que a organização, de imediato, informe que o caso seja averiguado e as medidas necessárias serão tomadas. Muitas vezes, as iniciativas para resolução do problema são, inclusive, apresentadas para o público.

Se for esse o caso e você fizer promessas para os clientes, lembre-se de informá-los sobre o progresso de cada ação. Isso mostra que a organização está em movimento, buscando a melhor solução para todos os envolvidos. É assim, com transparência e comunicação afinada, que você protege sua marca!

 #7 Revise sua estratégia de marketing

Essa dica vale ouro: dê tempo ao tempo! Não adianta você querer recuperar o desgaste da marca, apostando alto em marketing para outra linha de produtos, por exemplo. As pessoas têm memória. Sabendo disso, o ideal é esperar a crise cair no esquecimento para dar continuidade às ações e campanhas de marketing.

Se ainda assim você precisar anunciar, seja cuidadoso na abordagem. O marketing precisa ser pensado considerando a repercussão da crise. Uma alternativa possível é diminuir o número de canais onde a mensagem seria divulgada. Foque somente naqueles que são tidos como essenciais, levando a informação exclusivamente ao público que, de fato, precisa dela.

 #8 Inspire-se sem cases de sucesso

Pode não ser simples aprender como gerenciar crises, mas é perfeitamente possível. De gigantes, como a Samsung no case sobre as falhas nos celulares do modelo Galaxy Note 7, até empresas menores, todas as que superaram os impactos de uma crise começaram fazendo o básico, ou seja, sendo transparente e assumindo as consequências.

Um dos cases de sucesso no gerenciamento de crise é o da rede de restaurantes Spoleto que, em 2012, se deparou com um vídeo do Porta dos Fundos que criticava a qualidade do atendimento nas franqueadas. Para se posicionar, a empresa optou por utilizar o mesmo canal para responder ao seu público.

A Spoleto conversou com o time do canal e encomendou uma continuação da piada, para divulgar o seu próprio serviço de atendimento ao cliente. Uma sacada de mestre, não é mesmo?

O vídeo com a reação bem-humorada da marca fez sucesso e levou o público e a empresa a receberem muito bem o caso.

Copiado: https://digitalks.com.br/

terça-feira, 18 de agosto de 2020

A Obesidade Mental está te atrapalhando na criação de ideias inovadoras

 

Já não é novidade que, nas últimas décadas, estamos sendo impactados diariamente com um turbilhão de informações por todos os lados. Desde outdoors, carros de som, propagandas de televisão, até pop-ups em sites e posts patrocinados em redes sociais.

A publicidade e a propaganda são os agentes principais na distribuição de informações que sobrecarregam o nosso cérebro. Muitas vezes, com conteúdo desnecessário para nosso desenvolvimento.

Mas não se iluda. A sobrecarga de informações não está somente no que a mídia “empurra” para você através dos meios de divulgação. Também está naquilo que VOCÊ decide absorver para si.

É isso mesmo! Muitas vezes você é o próprio agente responsável pelo desenvolvimento de sua Obesidade Mental.

Assim como a obesidade física, a obesidade mental traz malefícios para a saúde mental, que infelizmente, muitos de nós ignoramos cotidianamente. Imagine que, aquele seriado de televisão que você “consome” nas suas horas vagas, é equivalente ao chocolate que você comeu na sobremesa, por exemplo.

Assim como o chocolate, se consumido em excesso, isso pode lhe fazer mal. No entanto, diferente da obesidade física, é um mal não visível, no qual se exige uma atenção maior para detectá-lo e controlá-lo.

Essa obesidade nada mais é do que a absorção massiva de conteúdo e informação (não necessariamente supérflua) em uma escala em que seu cérebro não consegue reter o conhecimento de forma eficaz.

Eu mesmo passei por isso muitas vezes, e vou me apresentar como exemplo para que você compreenda um pouco melhor:

Sou fascinado por Empreendedorismo e Marketing Digital. São dois temas que, se eu não me policiar, passo o dia todo “engolindo” artigos e vídeos sobre o assunto. E, como em um piscar de olhos, o meu dia passa sem eu nem perceber.

Então eu penso: “Ah, tudo bem! Pelo menos eu passei o dia aprendendo bastante sobre o assunto, não tenho do que reclamar, certo?”

ERRADO!

Por mais que o conteúdo seja muito interessante e valoroso para mim, consumi-lo em excesso foi um erro. A justificativa para isso é simples: meu cérebro não absorveu o conhecimento de forma eficiente. Ou seja, eu não aprendi realmente com aquilo, não tive tempo para processar o conteúdo. E o pior, não pratiquei o conhecimento.

Este é um problema bastante comum de todos que param para estudar alguma matéria específica, mas ficam somente na leitura, e esquecem de realizar os exercícios para fixar o aprendizado.

Ações que podem agravar sua obesidade mental, e o que fazer para deixar seu intelecto “sarado”

1 – Guloseimas (Entretenimento) em excesso

Assistir muitos filmes cotidianamente; fazer maratonas de séries americanas toda a semana; passar quase o dia todo jogando videogame; ficar praticamente 24 horas por dia nas redes sociais. Esses e outros meios de distração no mundo informatizado que temos hoje em dia são armadilhas fatais para desalinhar o processo de produtividade do seu cérebro.

Não me entenda mal. Eu não estou dizendo para abandonar seu Netflix, vender seu console de videogame e desativar sua conta do Facebook.

NADA DISSO. Seu cérebro precisa de descanso e de recompensas para os momentos de folga. O que você não deve fazer é transformar estes entretenimentos em principais atividades do seu dia a dia. Evite tornar o seu momento de lazer em um vício incontrolável.

Meça a dosagem certa para cada atividade, dedique um fim de semana para os filmes; assista somente um ou dois episódios por dia; programe uma hora do seu dia para jogar o seu jogo favorito; deixe um pouco de lado as redes sociais, as notificações não têm para onde correr, você pode ficar tranquilo.

2 – Gula por conhecimento

Sabe quando você entra em um blog super interessante, cheio de assuntos fantásticos e dicas incríveis sobre sua área de atuação? Você lê um artigo e logo encontra um link externo no terceiro parágrafo… e outro link… e mais um. Onde foi que paramos mesmo? Ah sim, tem uma vídeo-aula bem interessante para ver também…

Quando você se dá conta, existem diversas abas em seu navegador, lidas pela metade, com três vídeo-aulas abertas, e você aí, sem tempo de terminar de ler isso tudo, e ainda por cima, sabendo menos ainda de tudo isso.

A gula por conhecimento é como uma bola de neve que aumenta sem controle. Você vai acumulando um pouco de um texto daqui, um trecho de uma frase dali, cria aquela enorme bola de conhecimento excessivo. E, quando a gigante bola de neve encontra um obstáculo e finaliza o seu trajeto, toda aquela informação é dissipada sem a menor firmeza no aprendizado.

Assim como no entretenimento, o seu aprendizado profissional deve ser regrado. O excesso de informações faz com que nada entre em sua cabeça direito, e todo o esforço aplicado para o aprendizado terá sido em vão. Além disso, não é todo conhecimento que é válido, fique atento.

3 – Sedentarismo intelectual

A falta de exercício também afeta nosso intelecto. Assim como praticar exercícios regulares nos ajuda a manter o corpo em forma, o mesmo não seria diferente com nossas mentes. O sedentarismo intelectual está mais presente em nosso cotidiano do que você imagina.

Para detectá-lo é muito simples, basta relacionar exercícios físicos aos exercícios e atividades que costumamos fazer em sala de aula. Com toda certeza, aqueles que fazem exercícios e atividades escolares regularmente terão mais facilidade em uma disciplina do que aqueles que pararam de estudar a muito tempo atrás e sequer conseguem responder à uma questão sem auxílio.

É por este motivo que, evitar a gula por conhecimento é importante, para que você tenha tempo de praticar aquilo que você absorveu, para que o conhecimento fique bem definido em sua mente e se torne, de fato, um aprendizado.

Pratique regularmente: respondendo questões sobre o que você está estudando, fazendo resenha dos livros que você leu, escrevendo uma redação ou um artigo sobre pesquisas que você realizou na internet, iniciando um debate com amigos para ter uma outra perspectiva do seu aprendizado.

Interferência no processo criativo e na geração de ideias inovadoras

Neste ponto, já é possível ver com clareza os malefícios que um “intelecto obeso” pode trazer para o seu aprendizado e para sua produtividade. No que tange o processo criativo, a dificuldade na criação de ideias inovadoras, nada mais é do que uma consequência da falta de prática ao combate da obesidade mental.

Uma das características mais marcantes das ideias inovadoras e de maior sucesso dos últimos tempos é a simplicidade.  Creio que você possa ter se deparado com uma pessoa que obteve sucesso através de seu empreendimento com uma ideia tão simples, que você para e se pergunta: Como ninguém tinha pensado nisso antes?

Talvez, a resposta para esta pergunta seja ao analisarmos a Obesidade Mental. Não há nenhuma pesquisa ao certo que apresente números de quantas pessoas são vítimas da obesidade mental, mas é possível perceber que ela pode estar presente em todos os lugares.

Levando isto em consideração, faz sentido ninguém ter pensado naquela ideia inovadora antes, afinal, a maioria da população estava tão sobrecarregada de informações volumosas e complexas que não havia espaço para enxergar um problema simples, que estava presente na sociedade sem uma solução prática e eficaz.

Reduzir o volume de informações que você recebe no seu dia-a-dia é o segredo para melhorar sua criatividade. Procure relaxar um pouco mais, observar melhor as coisas ao seu redor, e não ficar preso a um cotidiano que lhe sobrecarregue de conteúdo prejudicial à sua saúde mental.

BÔNUS – Cuidado com os “emagrecedores milagrosos”

E, para finalizar, gostaria de alertá-lo sobre os falsos emagrecedores milagrosos os quais você pode se deparar em sua jornada contra a obesidade mental. Como se não bastasse, até para a Obesidade Mental existem os “remédios” e “dietas” que prometem fazer milagres em pouco tempo.

Aqui me refiro a diversos serviços, produtos, e até conteúdo gratuito na internet que você deve ficar com o pé atrás antes de levar a sério ou investir seu dinheiro. É possível que você encontre cursos online, programas ou aplicativos para celular que prometam: trabalhar a prática de atividades intelectuais com eficiência ou auxiliá-lo no controle e programação de seus estudos.

Tome cuidado. Por mais que parte destes itens possam te ajudar de alguma forma a trabalhar o seu intelecto, não dependa só deles para desenvolver-se. Procure utilizá-los para auxiliá-lo em seu aprendizado.

Outro fato curioso é sobre o próprio tema Obesidade Mental, onde ao pesquisá-lo na internet, você poderá se deparar com um texto escrito por um suposto professor chamado Andrew Oitke, cujo o livro jamais foi encontrado.

O interessante é como o texto, por mais que careça de fontes e de credibilidade, desperta reflexões e debates sobre como a teórica Obesidade Mental pode estar presente em diversos problemas da sociedade moderna.]

Copiado: https://danielscott.com.br/

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Mas afinal, o que significa o “Novo Normal”?

 


Sociedade, economia, política e cultura são redefinidas diante de determinadas situações e períodos. Em 2020, já é possível perceber mudanças significativas em hábitos como no trabalho, com a aderência do home office; na alimentação, com o aumento da ingestão de alimentos saudáveis; no consumo, com o disparo das compras online; na saúde, com uma maior atenção ao corpo; e, sobretudo, no conforto, com a reconexão com as próprias casas. O “novo normal” chegou.

E este momento de transformação mostra como podemos sempre (re)adequar nossas rotinas para algo que faça mais sentido com o que estamos vivendo. Hoje, por exemplo, criar uma sociedade mais consciente, responsável, empática e ainda mais digital. Não há dúvidas: estamos caminhando para um novo mundo marcado por engajamento, conectividade, ativismo e, acima de tudo, valorização da transparência como premissa para construir relações. São novos hábitos que provavelmente permanecerão para sempre, que marcarão de fato a entrada do Século XXI. Seja bem-vindo, “novo normal”.

A própria ONU já criou diretrizes que moldarão essa nova sociedade: responsabilidade compartilhada, solidariedade global e ação urgente para as pessoas necessitadas, que demandam a proteção de empregos, empresas e meios de subsistência para iniciar uma recuperação segura das sociedades e economias o mais rápido possível, de modo a percorrer um caminho mais sustentável, com igualdade de gênero e neutro em carbono – um caminho sem volta ao “antigo normal”.

Parece até uma nova sociedade, não? Aqui no cassino online da Betway, montamos este infográfico que mapeia como o mundo desacelerou e como as pessoas estão se reconectando com as atividades mais essenciais de suas rotinas, seja no quesito de saúde, na vida familiar, no aprendizado contínuo, na informação e/ou no jeito que consumimos. 

Precisamos entender que a mudança é constante. O momento nos ensinou que podemos fazer grandes transformações quando somos convencidos de que vale a pena. Questões globais como mudanças climáticas e crescimento das desigualdades pressionam sociedades e negócios rumo a essas modificações.

Também é preciso entender que a transparência e a inclusão hoje são regras. A Geração Z, vanguarda desse “novo normal”, já possui essas características. Afinal, é uma geração hiperconectada, que transita por múltiplas comunidades e que gosta de fazer parte de diversos grupos. Finalmente, estamos começando a incorporar essas tendências em nosso dia a dia, como visto no infográfico.

Mas, vale dizer que nem só essas grandes mudanças são as significativas. O livro “Exponential Organizations”, de Salim Ismail e Yuri van Geest, publicado em 2014, desperta insights interessantes que podem ser aplicados a esse “novo normal”. Um exemplo é como uma inovação rotineira, não aquelas megalomaníacas como o nascimento do conceito de smartphone, surge e provoca mudanças inesperadas em diversos setores da sociedade, cria novos negócios e até mesmo muda hábitos do nosso dia a dia. Pegam uma dor que a gente não sabia que tinha e oferece antecipadamente uma solução.



Um exemplo claro de mudança que está acontecendo é a adoção massiva do digital, como mostrado também no infográfico. De acordo com uma pesquisa feita em parceria pela Hubspot e We Are Social, mais de 139 milhões de pessoas têm contato com a Internet no Brasil. Isso representa uma penetração de 66% do total da população. Desse número, 85% fazem isso todos os dias.

Esses números mostram que há uma grande oportunidade para interagir com potenciais clientes e também para fidelizar sua marca. É importante saber explorar isso de forma planejada.

Presença digital era uma regra para sobreviver ao mundo que se desenhava. Depois de 2020, presença digital é imprescindível para nascer e se desenvolver no “novo normal”. O delivery, o GPS à palma da mão, plataformas que fortalecem o comércio local e conectam voluntários à ações sociais, aplicativos que monitoram e oferecem soluções de exercícios, saúde e alimentação são alguns dos serviços que já são essenciais.

E os dados corroboram isso. Nos últimos 2 meses, segundo os resultados de pesquisas feitas semanalmente pela consultoria MindMiners: 49,25% dos brasileiros estão procurando o online para se capacitar mais; e 51% dos brasileiros já estão comprando mais pela internet ou por aplicativos - houve um aumento de 21,25% no uso de aplicativos de delivery.

Outro exemplo que vai nessa linha é o trabalho remoto. Primeiro temos a questão da redução de deslocamentos, que pode trazer benefícios como: diminuição de emissões de gases de efeito estufa e outros poluentes e prejuízos causados por congestionamentos. Em um mundo onde o “novo normal” tem a sustentabilidade como regra, parece ser uma tendência forte a ser seguida.


Em um levantamento deste ano da empresa de software de marketing digital Buffer e da agência de trabalho remoto AngelList com 3,5 mil pessoas que trabalham total ou parcialmente de forma remota, 98% delas disseram querer continuar no regime pelo resto da carreira.

O principal benefício mencionado pelos participantes segue sendo a flexibilidade de horário e local de trabalho. Para as duas empresas: “a pergunta não é mais ‘o trabalho remoto veio para ficar?’. Parece, inclusive, que o trabalho remoto é o novo normal".

Não é uma tendência nova, mas agora foi democraticamente validada. Não há mais uma figura turva acerca de produtividade e comprometimento de colaboradores trabalhando de suas casas ou de onde quer que estejam.

Esses são alguns exemplos palpáveis de como, de fato, a sociedade vem mudando. Façamos nossa parte para que o tão esperado “novo normal” seja uma alternativa mais responsável e, em última análise, viável para todos nós.

Copiado: https://blog.betway.com/

sexta-feira, 14 de agosto de 2020

É Hora de Ressignificar: Mudanças Promovidas pela Quarentena

 


Mesmo com tantos desafios, talvez estejamos no melhor momento para ressignificar muitos aspectos da nossa vida. Caso você ainda não esteja familiarizado com essa palavra… Bom, ela é autoexplicativa, descrevendo a ação de dar novos significados e encontrar diferentes sentidos.

Nós não percebemos no dia a dia, mas tudo é um signo; ou seja, todos os elementos à nossa volta, seja material ou não, representam algo, carregam seus próprios sentidos e desenvolvem as suas próprias narrativas. Mas esses significados podem variar. Até porque, somos nós quem damos significados às coisas. Assim sendo, não precisamos nos ater necessariamente ao que já está dado.

Portanto, em tempos de pandemia, quarentena e isolamento social, queremos propor que, não obstante as adversidades, desenvolvamos um novo olhar. Afinal, com o “mundo parado”, podemos observar, refletir e repensar. Acompanhe o texto com a gente e se prepare para muitas perguntas, às quais só você pode dar respostas finais que lhe satisfaçam.

Ressignificar os relacionamentos 

Uma grande mudança desses tempos de ter que ficar em casa é na maneira como nos relacionamos. Tal quebra no ritmo e na forma de estabelecer conexões tem levantado questões como: por que criamos vínculos com outras pessoas? Será que é só para passar tempo? Para ocupar algum espaço? Para ganhar seguidores? Ou será que é para algo mais genuíno?

A quarentena traz incertezas e promove a distância – ou um possível excesso, quando tem-se de conviver 24h por dia com alguém. Nessas situações específicas, encontramos outras necessidades, talvez mais reais, nos relacionamentos. Ou, ao menos, essa oportunidade de ressignificar surge.

Então, qual significado que você quer que as suas relações tenham para você? E qual significado você quer ter na vida de outras pessoas? Quanto vale quantidade em nome de qualidade? E como construir conexões reais, profundas e duradouras que não se limitem ao espaço física ou às curtidas?

Ressignificar o trabalho

Especialmente quem trabalha em escritório já sabe: a pandemia veio para trazer mudanças irreversíveis no dia a dia do trabalho, ao menos em uma noção mais prática. Enquanto que, de maneira geral, o papel que a vida profissional ocupa na nossa essência, algo que já vinha sendo questionado, tem sido colocado em cheque.

Para o que estamos trabalhando tanto? Qual é o retorno de fato em nossa felicidade? Qual é o ponto gravitacional das nossas rotinas e expectativas? Esse modelo de vida que coloca o trabalho como meio e fim (leia-se: veículo e finalidade) de nossos dias e vontades parece estar caducando. Bem como essa noção de que uma vida de excessos de consumo, que só seria conquistada por submissão incondicional a um emprego, também está. 

É hora perceber que ressignificar o trabalho está intimamente vinculado a encontrar uma nova, e possivelmente melhor, maneira de se viver a vida. Afinal, uma ocupação, um oficío ou algo com que se ocupar é essencial. Mas resumir-se a isso parece injusto com nós mesmos – e com a pluralidade com a qual podemos existir.

Ressignificar os propósitos de vida

Tendo já questionado sobre relacionamentos e trabalho, poderíamos seguir falando sobre temas importantes como corpo, gênero, sexualidade, alimentação… Mas, no final das contas, estamos chegando no ponto central de verdadeiramente ressignificar os propósitos de vida. Ou seja, aquilo que nos motiva e nos preenche.

O isolamento social faz isso com a gente: nos coloca sozinhos e reflexivos. E, então, nos perguntamos: qual é o meu propósito? O que é esse propósito? Eu o crio ou deixo que o criem para mim? O que é mudar esse propósito? Ele está ligado a coisas supérfluas ou ao meu “eu” genuíno? O que é a felicidade plena e o que é apenas prazer momentâneo? E nesse o que é, o que é, nunca se esqueça de:  

Viver e não ter a vergonha de ser feliz!

E tem muito papo bom para pensar mais sobre isso

Levantar esses questionamentos, para conseguir encontrar repostas ao longo do tempo, fica mais fácil a partir do diálogo. Embora a solitude seja extremamente importante para encarar questões existenciais; é nas trocas que conseguimos expandir nosso repertório e encontrar diferentes maneiras de se ver o mundo.

Por conta disso, convidamos Rafa Brites, apresentadora e influenciadora de jornadas, para uma conversa no Zencast, nosso podcast sobre saúde emocional. Na entrevista conduzida por Izabella Camargo, Rafa nos guia pelo seu pensamento, que tem se revolucionado durante a quarentena.

A seguir, você pode conferir alguns dos principais pontos discutidos entre elas.

Saiba observar

Vivemos numa sociedade voltada muito para a produção. Porém, Rafa nos convida a ir para um lado mais contemplativo, no lugar de estritamente produtivo no sentido prático. Para ela, saber observar-se – realmente se olhar, sem análises nem julgamentos – é a chave para encontrar momentos construtivos durante o isolamento. Nesse sentido, ela comenta:

Quando você consegue olhar para sua vida como observador, saindo daquela confusão e se colocando nesse outro papel, é possível concluir em qual momento, por exemplo, você deixou de confiar em si mesmo.

Permita-se parar de verdade

Dedicar-se a esse projeto de ressignificação, agindo sobre pontos tão fundamentais da vida, é mais difícil de realizar dentro de uma rotina acelerada. Então, já que agora o mundo está pedindo para que paremos, usemos dessa oportunidade para de fato fazer uma pausa. No Zencast, Rafa compara a situação atual com um trem que finalmente cessou:

Nós estávamos andando num trem muito rápido. E se pulássemos, iríamos nos machucar. Mas, agora, o trem parou. Então, se tem um momento de dizer “eu vou descer, eu vou mudar”, esse momento é agora! 

Volte a sonhar

Ter metas é bom. Em geral, é algo essencial para seguirmos em frente. Só que metas, por si só, são apenas isso: pontos a serem alcançados; números a serem superados. Nossa vida, porém, é muito mais do que apenas bater metas. Por isso, é possível dar um novo significado para esses objetivos, que deixam de ser meros números e viram sonhos. Não é à toa que Rafa comenta o seguinte: 

Ressignificar é o caminho para voltar a sonhar.

Ressignificar para de fato viver!

A fim de concluir, vamos deixar claro: não, nós não precisamos de crises. Nós podemos crescer e nos desenvolver mesmo nas melhores condições – ou ainda: especialmente nas melhore condições. Mas uma crise tem sempre o potencial de abrir nossos olhos para o que pode ser melhorado.

Na crise atual, que se mostra indo muito além da pandemia, estamos entrando em contato com questões verdadeiramente profundas. Então, vá fundo. No seu ritmo e dentro dos seus limites. E, se não souber por onde começar, venha ouvir o episódio completo do Zencast com a Rafa Brites. 

Ressignificar não acontece de uma hora para outra. Comece por onde for possível e lembre-se: você não está sozinho. Se esse período estiver desgastante emocionalmente para você, não hesite em procurar ajuda.