quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Estratégia de Conteúdo

Estratégia de conteúdos é o planeamento da criação, promoção e medição do conteúdo que atrai visitantes para o seu website, criando interações que vão ao encontro das necessidades da sua audiência ou negócio. 

Estratégia de conteúdos é um plano de marketing de conteúdos. Isto é o plano que atrai visitantes e leva-os a algum tipo de ação, de forma a gerar procura e interesse através do conteúdo.
Pode ser estruturado logo ao princípio, referenciado semanalmente ou mensalmente, e dar-lhe uma revisão anualmente (ou antes, se necessário). Pode incluir todas estas coisas em baixo.
  1. Missão
  2. Audiência
  3. Tópicos
  4. Palavras-chave
  5. Líderes de opinião/influenciadores
  6. Promoção social e por email
  7. O plano
  8. Medição e otimização

1. Missão

As empresas têm uma missão (visão) e valores. Estes conceitos descrevem o porquê de elas existirem. Mas marcas têm declarações de posicionamento, que descrevem o valor que apresentam ao mundo. Os estrategas de conteúdo vão para além destes conceitos.
Uma declaração da missão descreve o conteúdo que apresentamos à nossa audiência e como vai ajudar o nosso público-alvo. Pode-se assemelhar á declaração da missão que um jornal (online ou tradicional) usa.
De acordo com Joe Pulizzi do CMI, pode preencher os espaços em parênteses recto com a sua informação.
[A nossa empresa] é o sítio onde [a nossa audiência] recebe [certa informação] que apresenta [certo benefício].
Este é o seu ponto de partida, o seu guia. Tome nota da frase anterior e personalize-a à sua medida, porque tudo o que publicar deverá alinhar com isso. Uma declaração de missão tem força por se concentrar na audiência e nos benefícios.

2. Audiência

Saber quem é a sua audiência, os medos e desejos deles, é importante se quiser ter relevância no mercado atual. Este processo envolve elaborar o buyer persona. Temos de conhecer o mercado para lhe dar aquilo que eles estão à procura.
"Se ajudares pessoas suficientes a obterem aquilo que querem, irás ter aquilo que queres. – Zig Ziglar"
Eis algumas perguntas que poderão ajudar dependendo do mercado.

Mercado empresarial (B2B)

  • Onde é que eles trabalham e cargos que desempenham?
  • O que eles precisam?
  • O que os motivará a fazer uma compra
  • Quais as dores e preocupações que os impedem de comprar?
  • Quem é a pessoa que toma a decisão final?
  • Eles são o comprador económico ou comprador técnico?
  • Quem os influencia na tomada de decisão de compra?

Mercado consumidor (B2C)

  • Que idade têm e onde moram?
  • O que eles precisam
  • Quais os gostos e preferências deles?
  • Quais as dores e preocupações que os impedem de comprar?
  • Quem é a pessoa que toma a decisão final?
  • Como é o estilo de vida deles e que impacto tem isso na decisão de compra
  • Quem os influencia na tomada de decisão de compra?

3. Tópicos

O tópico apropriado é aquele que responde às questões que a audiência coloca, pois ajuda-os na tomada de decisão de compra. Bom conteúdo é informativo (aprender), útil (fazer) ou de entretenimento (sentir).
Quando se cria algo que não está dentro desses 3 parâmetros, então é publicidade promocional. Se assim for, não publique o seu conteúdo.

Palavras-chave

Chega-se a descobrir certos tópicos como relevantes de serem usados num próximo artigo ou conteúdo ao investigar certas palavras-chave; outras vezes o tópico poderá estar determinado e tentamos encontrar uma palavra-chave que se consiga relacionar com ele.
De qualquer forma, cada página ou artigo é uma oportunidade para obter posicionamento para frases diferentes. Um bom estratega é aquele que sabe como verificar se certa frase é popular (volume) e se há alguma hipótese de conseguir posicionamento para a mesma (concorrência).

4. Líderes de opinião/influenciadores

Há pessoas na sua indústria que já têm a atenção do seu mercado. Estas poderão ser outros websites, revistas, autores ou especialistas. Eles já tem a orelha da audiência que você necessita.

    Ao encontrar estas pessoas, podemos emprestar a audiência deles e obter a atenção deles. Isto é algo que a malta da publicidade da velha guarda já fazia, mas enquanto marketers e estrategas de conteúdo, é necessário ir mais além ao agregar valor.
    • Apresente conteúdo útil para eles e publique no website deles
    • Convide-os para criar conteúdo consigo, e promovam-no juntos
    • Entreviste-os e coloque o conteúdo no seu website
    • Crie algo de qualidade, que agregue valor não só para a sua audiência (e a dele) com também para o influenciador. Se fizer o seu pitch para o influenciador de forma genuína, destacando as vantagens para ele(a) e a sua audiência, juntos poderão criar algo que o vosso mercado irá gostar e partilhar.
      5. Promoção social e por email
      O conteúdo tem de ser bom, mas não é tudo. Não tem de ser o melhor, apenas tem de ser bem promovido. Para tal precisamos de partilhá-lo através das plataformas sociais e de email marketing.
      Saiba qual a rede (ou redes) onde a sua audiência está mais ativa, e seja ativo aí também. Por esta altura (após ler “Audiência” anteriormente) já deverá saber bem o seu mercado e poderá já ter uma lista de seguidores, fãs ou amigos os quais pode usar.
      Aqui na agência, enviamos conteúdo através de email marketing. O email é importante, porque ninguém controla os motores de busca ou as pessoas que nos seguem nas redes sociais, mas controlamos os nossos emails. Qualquer marca, empresa, empreendedor ou marketer tem de saber fazer crescer a sua lista, de forma consentida.
      6. O Plano
      O resultado da estratégia que implantámos é um calendário de publicações, é isto que é o plano, ao qual nos comprometemos. O calendário inclui o quê, o onde e o quem.
      Não tem de ser apenas artigos num blog, pois o conteúdo pode vir em diferentes formatos (vídeo, gráficos, ebooks).
      Não tem de ser apenas colocado no nosso website, pode ser colocado em outros sítios onde a nossa audência passa o seu tempo. Isto poderá ser redes sociais, mas também outros blogs ou websites.
      Não tem de ser criado apenas por nós. Por vezes trabalhamos em co-autoria com líderes de opinião.
      7. Medição e otimização
      "Nunca investir sem medir."
      Cada ação deverá ter um resultado mensurável. Cada publicação facebook, tweet, artigo ou visitante pode ser medido. Mas a medição só por si não chega. O objetivo é melhorar e otimizar.
      Há duas formas de otimizar, uma para o tráfego e outro para a taxa de conversão. Cada ação que tomamos deve afetar uma destas medidas. Se perceber isto, é meio caminho andado.

    1. Qual do nosso conteúdo tem melhor desempenho em que canal?
    2. Que páginas/artigos motivam os visitantes a subscrever-se?
    3. Que tipo de visitantes são mais propensos a agir?

      O desempenho obtido pode variar bastante, daí ser necessário uma refinação constante por tópicos, palavras-chave, líderes de opinião, formatos e canais de propagação. Quanto mais fizermos, mais aprendemos e crescemos.
      Copiado: https://designportugal.net/

      terça-feira, 2 de outubro de 2018

      A Deslealdade no Trabalho

      Como Curar Relações Desleais de Trabalho 
      Survivor (O Sobrevivente) é um show de televisão que se popularizou (no Brasil foi criado o "No limite"), porque expõe a natureza humana – tanto o lado bom como o mau, mas principalmente o mau, porque este geralmente é mais interessante. 
      A formação e dissolução de alianças, as estratégias para ganhar ou opor-se aos outros, a mentira, a fraude e a deslealdade capturam a atenção dos espectadores. Tudo isso é feito em nome do jogo, pela sobrevivência por mais um dia, e para ganhar o grande prêmio.
      Recentemente, li comentários feitos por um psicólogo, que disse que a tática usada pelos participantes do Survivor não teria sucesso num ambiente de trabalho. O psicólogo disse que a colaboração e a confiança são ingredientes chave para alcançar sucesso no trabalho.
      Eu concordo que a colaboração e a confiança são importantes contribuições para o sucesso no trabalho. Pela minha experiência, no entanto, os espectadores assistem o Survivor porque o show apresenta os mesmos tipos de comportamento que eles veem regularmente em seus locais de trabalho. Normalmente, eles veem o comportamento do Survivor – a fraude e a manobra pelo ganho pessoal à custa dos outros – nos colegas e nas organizações para quem trabalham.
      As culturas organizacionais frequentemente encorajam a deslealdade e outros comportamentos do Survivor entre seus empregados. Podemos reconhecer facilmente os fatores que promovem esses comportamentos: objetivos incongruentes, mudança de coalizões, busca de desculpas, procura de culpados e uma história de tolerância para com as violações da confiança.
      Por exemplo, o downsizing - corte de empregados - é a versão corporativa do Survivor Island. Isso coloca os empregados uns contra os outros – nem todos vão sobreviver, e alguns dos que sobreviverem serão beneficiados pelo corte. Esses cortes também promovem a construção de coalizões e encorajam a comunicação falsa ou ilusória para esconder as demissões que se seguirão. 
      As companhias que realizam esses cortes têm dificuldade para construir equipes eficientes e obter a cooperação dos trabalhadores. Também, são as que muitas vezes queixam-se de que os empregados não são mais leais aos seus empregadores. Será que eles esperam, realmente, que os trabalhadores sejam leais a companhias que os tratam como mercadorias?
      Existem três tipos de deslealdade: (1) não intencional, (2) premeditada, e (3) oportunista. 
      • A deslealdade não intencional viola a confiança sem a intenção de fazer isso. Por exemplo, um trabalhador pode revelar, inadvertidamente, informações confidenciais sem a intenção de fazê-lo. Esse é o clássico deslize da língua.
      • A deslealdade premeditada consiste em entrar numa relação de confiança para trair a outra pessoa. Os espiões são exemplos de deslealdade premeditada. Isso acontece, muitas vezes, durante as fusões de empresas. Por exemplo, os diretores da empresa adquirente garantem aos executivos da companhia adquirida que eles terão emprego na nova organização. Eles sabem que, assim que obtiverem informações importantes dos empregados, ou que os empregados completarem projetos críticos de curto prazo, a companhia vai demiti-los.
      • Os traidores oportunistas pretendem trair a outra parte mas não entram na relação com essa finalidade. As circunstâncias adequadas e a crença de que eles vão ganhar mais através da traição do que agindo com integridade fazem com que o oportunista ceda à tentação. O traidor oportunista avalia os benefícios potenciais da deslealdade, a probabilidade de ser pego e a severidade das penalidades que sofrerá caso seja descoberto.
      A maioria das traições são oportunistas. Colegas de trabalho não têm a intenção de trair uns aos outros. Eles simplesmente o fazem quando surge a oportunidade. As fofocas, as punhaladas pelas costas, o crédito não merecido por trabalhos executados por outros colegas, são exemplos de deslealdade no local de trabalho.
      As organizações que experimentam falta de confiança dos empregados geralmente cometem atos desleais não intencionais ou oportunistas. Delegação fraca, falta de comunicação, mudança constante de prioridades. Estilos abusivos de gerenciamento e reorganizações repetidas para encobrir a falta de bom gerenciamento são exemplos de comportamentos que os empregados podem perceber como deslealdade em relação à sua confiança. Embora as ações pareçam mínimas isoladamente, elas se somam para criar uma cultura caracterizada pela falta de confiança e por sentimentos de deslealdade.

      As organizações fazem tudo isso em nome do jogo dos negócios ("Foi uma decisão de negócio"), e da sobrevivência por mais um dia. Para construir e manter a confiança dentro do local de trabalho, devemos mudar o jogo que estamos jogando.
      Sete Passos para Curar uma Relação Desleal de Trabalho
      A deslealdade à confiança no local de trabalho é comum, e seus efeitos são duradouros. Os trabalhadores experimentam a traição de seus colegas, de seus dirigentes e da própria organização. As experiências de deslealdade vão desde a falta de comparecimento a um compromisso até a sabotagem deliberada.
      Reconstruir relações de confiança e vencer sentimentos de deslealdade são elementos essenciais para muitas organizações. A falta de confiança, a desilusão, e o cinismo muitas vezes contaminam as organizações. Quando dou consultoria a algumas organizações, as pessoas me pedem, muitas vezes, curas rápidas para os problemas de confiança do pessoal entre si e na organização. Infelizmente, as curas milagrosas geralmente não funcionam.
      Uma vez violada uma relação de confiança, o reparo não é fácil. As pessoas reconstroem a confiança lenta e deliberadamente. As pessoas que foram vítimas de violações procuram permanentemente exemplos de deslealdade. Elas estão em constante alerta. Para reparar sua reputação prejudicada, o traidor deve demonstrar continuamente seu melhor comportamento.
      Os sete passos vão ajudar a reparar o prejuízo causado por relações desleais. Esses passos podem parecer uma terapia, porque são parte de um processo terapêutico para indivíduos e organizações.
      Passo UM: Observe e conheça a situação. Comente sobre a falta aparente de confiança e a deslealdade percebida. Reconheça conscientemente o que as pessoas percebem subconscientemente, ou aquilo que comentam na intimidade.
      Passo DOIS: Aborde sentimentos e emoções. A deslealdade, e sua percepção, machucam. Você deve abordar as emoções que as pessoas estão experimentando. Deixe-as falar em segurança. Ouça. Empatize. Compreenda o que as pessoas experimentaram e de onde elas estão vindo. Este passo não se destina a julgar quem está certo ou errado. Ao invés disso, destina-se a compreender – compreender como as pessoas percebem o que aconteceu com elas, e compreender como se sentem a respeito.
      Passo TRÊS: Obtenha suporte. Os programas efetivos de mudança pessoal encorajam as pessoas a obter suporte. O mesmo é verdadeiro para os programas de mudança na organização. Obtenha auxílio de especialistas que podem facilitar o processo de cura, ou que já passaram por situações semelhantes. Os empregados podem necessitar do apoio de conselheiros para guiá-los ao longo do processo de mudança.
      Passo QUATRO: Aprenda com a experiência. Ressignifique a experiência, para aprender com ela. O que aprendemos com isso? O que vamos fazer de maneira diferente na próxima vez? Como podemos impedir que isso aconteça de novo? Como podemos olhar para a experiência de modo diferente, a fim de beneficiar-nos dela? Você não pode mudar o passado, mas pode vê-lo de modo diferente, procurando descobrir o que aprendeu com essa experiência.
      Passo CINCO: Assuma a responsabilidade. Como você contribuiu para a situação? Que papel você exerceu na deslealdade? Este passo pode incluir o reconhecimento de seus motivos e expectativas.
      Passo SEIS: Perdoe. Perdoe a si próprio e perdoe os outros. O perdão é terapêutico. O perdão é importante para fazer a situação passar. Através do perdão você libera a si próprio, a outra pessoa e o evento. O perdão não significa que você seja ingênuo ou tolo. Você deve tomar as providências necessárias para proteger-se contra novas traições.
      Passo SETE: Vá em frente. Deixe a situação passar e vá em frente. Mais uma vez, isso não significa que você deva esquecer. Você pode lembrar da situação e o que você aprendeu dela, de modo a não cometer novamente os mesmos erros. Focalize-se no futuro.
      Este processo funciona tanto para os indivíduos como para as organizações. As organizações, muitas vezes, tentam ignorar as traições percebidas ou encobri-las porque acham que não são importantes. Os atos que conduzem a sentimentos de traição podem parecer pequenos e não intencionais. Brevemente, a organização vai se encontrar atolada na desconfiança e no cinismo. 
      Os dois primeiros passos do processo de cura são críticos. Para reconstruir uma relação de confiança com os empregados, a organização deve reconhecer o que foi que ela fez, e deixar que os empregados expressem seus sentimentos.
      Os dirigentes podem usar este processo para ajudar os trabalhadores em conflito a curar e restaurar sua relação de trabalho.
      A traição da confiança pode destruir as relações de trabalho. Use o processo de cura para ajudar a reparar as relações prejudicadas. Mas não espere milagres, porque, uma vez violada, a confiança é difícil de restaurar.
      Copiado: www.golfinho.com.br

      segunda-feira, 1 de outubro de 2018

      10 Dicas de como Gerir uma Empresa Familiar

      Característica marcante do povo brasileiro, as empresas familiares são bastante comuns de se encontrar pelo mercado. Iniciadas a partir de um café da tarde – por que não? – essas empresas têm tudo para dar certo desde que geridas corretamente. Algo que nem sempre é uma tarefa fácil.
      Quando pensamos em família nos permitimos sentir certa segurança, certo? Entretanto, no contexto empresarial tal significado pode estar mais voltado a desentendimentos e conflitos.
      Tudo depende exclusivamente de como a organização é criada e, principalmente, de como é administrada ao longo do tempo.
      Tomar certos cuidados e medidas é mais do que importante para manter a integridade de todos. É essencial para que o convívio familiar não seja abalado graças ao contexto empresarial e vice-versa.
      Se você procura justamente por este equilíbrio na gestão da sua empresa familiar, encontre neste artigo algumas dicas e técnicas que asseguram uma relação muito mais sóbria tanto em horário de expediente quanto fora dele!
      Confira 10 dicas sobre como gerir uma empresa familiar

      1. Uma pessoa tem que liderar

      Liderança é a alma do negócio e, portanto, é imprescindível que alguém lidere mesmo dentro de uma empresa familiar.
      Há casos em que os membros constituem um capital equânime, ou seja, cada um entra com o mesmo tanto de dinheiro e todos acham que são líderes, “chefes” do negócio. Isso é um equívoco!
      Conhece aquele velho ditado que diz “muito cacique para pouco índio”? Pois é, se você não quer ver sua empresa ruir graças à competição por poder e autoridade, é essencial determinar apenas uma pessoa para ser líder, gestor e administrador da empresa.
      Para tomar essa decisão é importante por sempre na balança as qualidades pessoais e técnicas desse representante. Também é imprescindível que esta pessoa possa se dedicar exclusivamente as atividades da organização.
      Definido quem irá liderar a empresa, é importante que todos se conscientizem e entendam o porque da escolha, respeitando-a.

      2. Defina sempre regras

      Muita gente pensa que ter uma empresa familiar significa trabalhar quando e como quiser, não justificando ausências ou até mesmo tirando férias fora de hora. Este é outro gigantesco erro!
      Para que uma empresa cresça e tenha bons resultados, é indispensável à existência de regrasque determinem como os membros da organização irão se portar.
      É claro que é muito mais fácil lidar com imprevistos quando se está junto a pais, irmãos e tios. Porém é importante que fique claro que trabalho é trabalho. As pessoas não podem simplesmente se ausentar ou mudar rotinas e horários levianamente.
      Para que todos tenham bons lucros no fim do mês, todos devem se empenhar nesta conquista e a definição de regras é a base para este andamento.
      E, mais: vale ressaltar que as regras devem ser iguais para todos os membros da empresa, ok?

      3. Pratique o planejamento

      O planejamento é a base do sucesso de qualquer tipo de empresa, seja ela familiar ou não, pequena, média ou grande. Planejar é pontapé inicial de quem quer fazer tudo direito e bastante certo!
      Dentro desta modalidade administrativa é possível traçar e definir metas e objetivos que devem ser sempre de conhecimento de todos.
      A definição da missão, visão e dos valores da empresa também deve ser tratada como prioridade dentro do planejamento, visto que norteará o dia a dia de todo o negócio.
      Uma dica bem interessante e que vale a pena ser anotada é que sejam marcadas reuniões periódicas com todos os membros da família que tem porcentagem no negócio. Nesses encontros serão definidos alguns planejamentos, como estabelecimento de estratégias e ações e assim por diante.

      4. Determine o salário de cada membro da família

      Assim como nos casos em que a empresa é constituída por uma só pessoa, a empresa familiar não deve ter todo o seu lucro tratado como fonte de renda dos sócios. Pelo contrário, é essencial que os pró-labores estejam previstos nas planilhas de gastos, sendo que a diferença deverá sempre ser aplicada no próprio empreendimento.
      Assim como em qualquer outro trabalho, cada pessoa terá seu salário mensal para receber da empresa e isso independente de seus lucros ou até mesmo prejuízos.
      A determinação do salário dos membros da família que trabalham na empresa pode ser uma das tarefas mais complexas visto que todos podem querer receber igual, mesmo que nem sempre seja justo, ou um ou outro queira a mais devido a sua dedicação, algo que pode não ser entendido.
      Uma boa base para determinar esses valores, portanto, é estabelecer um teto de retirada para todos os donos e dividi-lo de acordo com as porcentagens. Para aqueles que trabalham diretamente na empresa, ainda é necessário calcular um salário condizente com a função e com o mercado.

      5. Controle financeiro é essencial

      Depois de ter acordado os salários e pró-labores da empresa é hora de fazer o planejamento financeiro. Esse controle é uma das partes mais importantes da organização. Afinal, sem dinheiro a empresa está fadada ao fracasso.
      Assim como em qualquer outro negócio é preciso estar sempre atento às oportunidades de reduzir custos, sejam eles operacionais ou até mesmo tratando-se de capital humano.
      Outro ponto importante é que as diferenças positivas no fim de cada mês devem ser bem aproveitadas, investindo-se ou até mesmo reservando para outros momentos de maior precisão.

      6. Descreva todas as funções e atribuições de cada um

      O que você faz dentro da empresa? Se você não sabe essa resposta com exatidão com certeza é hora de pensar nesse assunto.
      Cada pessoa é importante e fundamental para o andamento das atividades e você sabia que se elas não souberem ao certo qual a sua função, toda a organização pode sair prejudicada?
      Pois é! Assim como em qualquer outro tipo de empreendimento, dar ciência do que é o cargo e quais as suas principais atribuições é realmente importante para que todas as tarefas caminhem sem problemas.
      Para auxiliar nesta etapa a dica é consultar o que os profissionais do mercado fazem nas tarefas pesquisadas e aplicar muito dessas observações no cotidiano do próprio negócio.
      Se possível, crie um documento com a explicação de cada tarefa, quais as responsabilidades e encargos e assim por diante para que não restem mais dúvidas.

      7. Saiba como tratar os funcionários / familiares

      Respeito é a palavra que deve imperar em ambos os contextos, seja dentro de uma sala de reuniões ou dentro de uma sala de jantar no feriado prolongado. Ainda assim, é importante ter em mente que no ambiente empresarial certas atitudes são melhores aceitas ou vice versa.
      Haja molejo!
      Um dos principais desafios é comumente visto quando pais têm que se reportar aos filhos dentro da empresa, tios que precisam que aceitar as instruções de sobrinhos e assim por diante. Até mesmo entre irmãos pode ser bem complicado.
      Evidentemente dentro da empresa o tratamento deve ser mais focado no profissionalismo. Sempre com muito respeito, pode ser necessário chamar a atenção e até mesmo corrigir atitudes dos familiares.
      E tudo isso pede zelo, certo?

      8. Jamais tome decisões com base em emoções

      Uma dica realmente importante tratando de como geria uma empresa familiar é tomar cuidado para não misturar emoções e situações do dia a dia familiar com empresarial.
      É preciso ser extremamente sábio e paciente para não incorrer em erros e misturar as coisas!
      Por isso mesmo a dica é sempre esperar a poeira baixar antes de tomar qualquer eu seja a decisão. Lembre-se que mais do que um funcionário, a pessoa pode ser um parente e a repercussão pode ter gigantescas proporções.

      9. Sempre alinhe interesses

      Entretanto, não é porque a empresa é familiar que todas as tomadas de decisão devem levar em conta cada um dos membros e suas respectivas opiniões.
      Para se manter no mercado, na maior parte das vezes, será necessário por em primeiro plano o interesse da organização e não o que cada um pensa sobre o lugar.
      Lembra-se do planejamento que foi citado lá nas primeiras dicas deste artigo? Procure sempre deixá-lo como norte do empreendimento. Pois assim eliminam-se as vontades pessoais e fica sempre em evidência aquilo que realmente importa para a empresa.
      Focar nos resultados é nas melhores trajetórias para atingi-lo é o plano essencial do crescimento de uma empresa familiar.

      10. Se necessário, a demissão é a válida

      Ainda sobre os interesses da organização, pode ser que em certo momento seja averiguada a necessidade de demitir, ou dispensar, uma pessoa da empresa familiar.

      Seja por corte de gastos, quando essa pessoa tem salário além da participação, seja por disparidades no modo de trabalho, colocar na balança tudo e decidir é um dos momentos mais difíceis para um administrador destes negócios.
      Se demitir já é difícil quando você não tem uma relação estreitada com o profissional, com certeza demitir um parente é muito mais complicado.
      Ainda assim, um bom gestor não pode fechar seus olhos para não ter que tomar esta atitude.
      Em alguns casos, o futuro da empresa dependerá exclusivamente de ações drásticas e quem deve tomar a frente na hora de tomá-las é o líder, é claro.

      DICA BÔNUS: Separe os assuntos!

      Tratando-se do tema como gerir uma empresa familiar evidentemente não poderia faltar uma dica que falasse exclusivamente da separação de assuntos, não é mesmo? E é justamente por isso que ela está aqui, separada das demais!
      Uma das maiores dificuldades encontradas na administração de empresas familiares é a falta de preparo que as pessoas têm para não misturar assuntos.
      É realmente complicado, porém os poucos que conseguem e dão dicas são também os responsáveis por empresas familiares de sucesso!
      Você quer isso para o negócio da sua família? Então saiba separar os assuntos. Durante o expediente não é hora de falar sobre os problemas da relação marido mulher, pai e filho ou das desavenças entre irmãos. É hora de todos serem colaboradores e pronto!
      Da mesma forma, ao chegar em casa ou nos finais de semana, não é hora de falar de trabalhar, resolver problemas do negócio ou discutir possibilidades e estratégias, é hora de curtir momentos de tranquilidade e companheirismo.
      Evidentemente, na teoria é muito mais fácil do que na prática, porém com um pouco de empenho e muita força de vontade de todas, é possível assumir esta postura, amplamente benéfica tanto para a relação familiar quando empresarial. Pratique!
      É possível manter a cultura familiar e ainda assim profissionalizar a empresa?
      Falando um pouco sobre uma das dúvidas mais comuns dos empresários que administram negócios familiares, é possível sim investir em modernização sem ter que colocar a cultura familiar em risco.
      Essa profissionalização pode se dar de várias formas. Uma delas é a partir de treinamentos dos membros, outra com a implantação de sistemas que agilizam e otimizam a qualidade do negócio.
      Em ambos os casos, é totalmente viável e possível melhorar o empreendimento sem ter que abrir mão da estruturação familiar que, inclusive, pode ser mantida até mesmo quando a empresa cresce e se expande a ponto de exigir a contratação de mais profissionais vindos do mercado.

      Sucessão: treine as novas gerações para assumir os cargos do negócio

      Por fim, uma super dica para gestores e líderes das empresas familiares é estar sempre de olho nas novas gerações para treinar outros para assumirem os cargos.
      Levando sempre em conta as qualidades pessoais de cada um e seus próprios desejos e sonhos, é possível treinar desde cedo excelentes profissionais para tomar o posto depois de alguns anos.
      Essa é, aliás, uma das bases para que a empresa continue sendo familiar, afinal, se ninguém assumir, por exemplo, o papel de gestor e o negócio tiver que contratar profissionais externos, parte da cultura familiar se perde, mesmo que com a nova contratação venham também novas estratégias e boas alternativas para a empresa.
      Enfim, gerir uma empresa familiar não é nada fácil, porém tem tudo para dar certo! Os laços sanguíneos podem ser incrivelmente fortes em meio ao ambiente hostil que é o mercado e cabe a cada empreendimento, bem como família, saber como administrar tudo isso da melhor forma, sempre focando em resultados para todos!
      Copiado: https://blog.egestor.com.br

      sexta-feira, 28 de setembro de 2018

      O Paradoxo da Tolerância nas Redes Sociais

      Desde o início, quando me propus a escrever o livro Stimulacron, fui pautado pela maneira como as redes sociais têm lidado com a forma que estamos nos relacionando com os outros, sejam conhecidos ou desconhecidos. 
      Muitas vezes, diante de uma série de questões, parece que o indivíduo que age na rede não é o mesmo indivíduo que lida no mundo real. A rede tem um papel que sobrepõe o “eu real” em detrimento do “eu virtual”. A rede, portanto, modula comportamentos, boa parte deste tendendo a ser agressivo.
      Eu mesmo já lidei de diversas formas na rede, muitas delas que não correspondiam com valores que eu acredito. Mas lidei. E depois o estrago já estava feito.
      Creio que a palavra chave que deve ser usada para resumir este texto seja “tolerância”. Karl Popper definiu no livro The Open Society and Its Enemies o que chamou de “Paradoxo da Tolerância”, dizendo: “Menos conhecido é o paradoxo da tolerância: tolerância ilimitada leva ao desaparecimento da tolerância. Se estendermos tolerância ilimitada até mesmo para aqueles que são intolerantes, se não estivermos preparados para defender a sociedade tolerante contra a investida dos intolerantes, então os tolerantes serão destruídos, e a tolerância junto destes”. 
      Resumidamente, o que estava sendo dito é: Como ser tolerante com alguém que está querendo te matar? Obviamente, quando Karl Popper escreveu sobre este tema, vivia um contexto da guerra. 
      Hoje as guerras não estão sendo mais travadas em campos de batalha, mas sim no mundo digital, na Internet. E as redes sociais tem fator preponderante neste momento.
      Todo mundo parece intolerante aos nossos olhos. E nos tornamos intolerantes a medida que os outros assim parecem para nós.
      O problema é que devido ao fato das redes sociais modularem muitos aspectos de nossa vida, tendemos então a ser muito mais intolerantes, todos parecem inimigos a serem combatidos ou convertidos pelo nosso discurso. Muitas vezes travamos um debate com alguém que não esteja de fato querendo nos destruir, mas sim apenas debater. Eliminamos o fator “humano”, imperfeito, que trilha um caminho e que quer aprender como se estivéssemos lidando com uma espécie de “robô”.
      Empatia é algo quase inexistente, não enxergamos “o outro”, também reflexo da mente do TODO.

      Todo cuidado é pouco, claro, devemos estar sempre em alerta, mas a dúvida é: a pessoa está sendo quem ela é de fato ou está apenas respondendo aos estímulos que a rede social conduziu?
      “Defender a tolerância exige não tolerar o intolerante”, no entanto, este “intolerante” é assim de fato ou apenas reage ao que é construído através de algoritmos do Facebook?
      Copiado: https://gaysliberais.com