sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Conheça os Principais Erros de Português Cometidos nas Redes Sociais.

Há muito tempo, a linguagem informal ou coloquial restringia-se predominantemente à forma falada. Mas, com a explosão fenomenal das redes sociais, essa linguagem coloquial invadiu as nossas casas e passou a ser usada também na forma escrita.
O problema é que o português coloquial ou informal é impregnado de erros que se espalham como um vírus.
A situação torna-se mais complicada quando vemos pessoas que sabem escrever corretamente mas, mesmo assim, fazem questão de escrever errado.
Aqui não se critica a informalidade nas comunicações, sejam elas verbais ou escritas, mas o abuso da informalidade e dos erros de português que passam a ser internalizados pelas pessoas como algo natural e correto. 
Outra observação que queremos reforçar é que este espaço tem apenas o objetivo de alertar para os problemas existentes e dar dicas para melhorá-lhos. Não temos a pretensão de ensinarmos o Português formal, tal como ocorre em cursos regulares de ensino.
Vejamos agora os principais erros que ocorrem nas comunicações através das redes sociais.

  • Pra mim fazer. (Correto = Pra eu fazer).

Esse é um dos erros mais recorrentes nas conversas realizadas através das redes sociais. Mas já ocorre na língua falada há muito tempo. É um verdadeiro vício.
“Mim” não conjuga verbo. Mim é um pronome oblíquo e não pode assumir a função de sujeito de uma frase.
Para saber mais sobre esse assunto, acesse o artigo que escrevemos:Para Mim ou Para Eu: qual a diferença?
  •  Nois vamos. (Correto = Nós vamos).

Parece mentira, mas muita gente escreve “nois”.
Isso está totalmente errado, pois os pronomes pessoais são:
Eu; Tu; Ele/Ela; Nós; Vós; Ele/Elas.

  •  Estudei mais não passei. (Correto = Estudei mas não passei).

Outro erro muito comum é trocar o “mas” por “mais”.
Esses dois termos pertencem a classes gramaticais diferentes e têm funções totalmente diferentes também. .

Mas –> Conjunção adversativa.

Denota a ideia de oposição. No exemplo, temos que o sujeito estudou, no entanto obteve um resultado oposto: não passou!.

Mais –> Advérbio de intensidade.

Exprime a ideia de quantidade ou intensidade. Veja um exemplo: 
Preciso estudar mais português se eu quiser passar
Veja que o sujeito precisa aumentar a quantidade de estudo da disciplina português caso queira obter a aprovação.
  •  Concerteza. (Correto = Com certeza)

Sinceramente, não sei de onde tiraram essa palavra. É muita criatividade. 
Não é raro vermos nas redes sociais: “Concerteza eu vou à festa hoje!”
Existe a palavra concerto. Mas ela se refere a uma composição musical acompanhada de uma orquestra ou um piano. Porém essa palavra não tem nada a ver com certeza.
Com certeza, a forma correta é com certeza. 😉
  •  Agente vamos (Correto = A gente vai).

Aqui há um duplo erro, pois agente (junto) é o James Bond 007.
Quando se quer exprimir a ideia de pessoas (nós, por exemplo) o correto é a gente(separado).
Além disso, “a gente” requer o verbo concordando em terceira pessoa do singular (vai), não do plural (vamos).
Então, é correto dizer: A gente vai!
  •  Encomodar. (Correto = Incomodar).

Também é um costume vermos a seguinte frase nas redes sociais: “viemos encomodar!”
Desse jeito, vieram mesmo, pois o correto é incomodar.

  •  Eles iram estudar à noite. (Coreto = Eles irão estudar à noite).

As vezes, as pessoas não conseguem escrever a forma correta e confundem os tempos passado e futuro.
Por exemplo:
Eles chegaram amanhã.


Elas chegarão ontem.
O “am” se refere a forma verbal no passado. O “ão” se refere ao futuro. Nos exemplos acima eles estão invertidos. Por isso as frases estão erradas.
Se você acha que esses erros não ocorrem, então passe a prestar mais atenção às redes sociais e tomará um susto.
 Existem outras dezenas de erros praticados nas redes sociais, mas vamos nos restringir aos que apontamos aqui para que a lista não fique muito extensa.
Esperamos que tenha gostado dessas dicas.
Copiado: https://aprenderportugues.com.br

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

O que é Tecnologia da Informação (TI)?

No início, os computadores eram tidos apenas como "máquinas gigantes" que tornavam possível a automatização de determinadas tarefas em instituições de ensino/pesquisa, grandes empresas e nos meios governamentais. Com o avanço tecnológico, tais máquinas começaram a perder espaço para equipamentos cada vez menores, mais poderosos e mais confiáveis. Como se não bastasse, a evolução das telecomunicações permitiu que, aos poucos, os computadores passassem a se comunicar, mesmo estando em lugares muito distantes geograficamente.
Mas perceba que, desde as máquinas mais remotas e modestas até os computadores mais recentes e avançados, o trabalho com a informação sempre foi o centro de tudo. É por isso que a expressão Tecnologia da Informação (TI) é tão popular. Mas o que vem a ser isso?
Antes de tudo, a informação
A informação é um patrimônio, é algo que possui valor. Quando digital, não se trata apenas de um monte de bytes aglomerados, mas sim de um conjunto de dados classificados e organizados de forma que uma pessoa, uma instituição de ensino, uma empresa ou qualquer outra entidade possa utilizar em prol de algum objetivo.
Neste sentido, a informação é tão importante que pode inclusive determinar a sobrevivência ou a descontinuidade das atividades de um negócio, por exemplo. E não é difícil entender o porquê. Basta pensar no que aconteceria se uma instituição financeira perdesse todas as informações de seus clientes ou imaginar uma pessoa ficando rica da noite para o dia por ter conseguido descobrir uma informação valiosa analisando um grande volume de dados.
Diante de tamanha relevância, grandes entidades investem pesado nos recursos necessários para obter e manter as suas informações. É por isso que é extremamente raro ver empresas como bancos, redes de lojas e companhias aéreas perdendo dados essenciais ao negócio. Por outro lado, é bastante frequente o uso inadequado de informações ou, ainda, a subutilização destas. É nesse ponto que a Tecnologia da Informação pode ajudar.
Tecnologia da Informação
A Tecnologia da Informação (TI) pode ser definida como o conjunto de todas as atividades e soluções providas por recursos computacionais que visam permitir a obtenção, o armazenamento, o acesso, o gerenciamento e o uso das informações. Na verdade, as aplicações para TI são tantas - estão ligadas às mais diversas áreas - que há várias definições para a expressão e nenhuma delas consegue determiná-la por completo.
Sendo a informação um patrimônio, um bem que agrega valor e dá sentido às atividades que a utilizam, é necessário fazer uso de recursos de TI de maneira apropriada, ou seja, é preciso utilizar ferramentas, sistemas ou outros meios que façam das informações um diferencial. Além disso, é importante buscar soluções que tragam resultados realmente relevantes, isto é, que permitam transformar as informações em algo com valor maior, sem deixar de considerar o aspecto do menor custo possível.
A questão é que não existe "fórmula mágica" para determinar como utilizar da melhor maneira as informações. Tudo depende da cultura, do mercado, do segmento e de outros fatores relacionados ao negócio ou à atividade. As escolhas precisam ser bem feitas, do contrário, gastos desnecessários ou, ainda, perda de desempenho e competitividade podem ser a consequência.
Tome como base o seguinte exemplo: se uma empresa renova seu parque de computadores comprando máquinas com processadores velozes, muita memória e placa de vídeo 3D para funcionários que apenas precisam utilizar a internet, trabalhar com pacotes de escritório ou acessar a rede interna, está fazendo gastos desnecessários. Comprar máquinas de boa qualidade não significa adquirir as mais caras e sotisticadas, mas aquelas que possuem os recursos necessários.
Por outro lado, imagine que uma companhia comprou computadores com GPUs de desempenho modesto e monitor de 17 polegadas para profissionais que trabalham com AutoCAD. Para estes funcionários, o ideal seria fornecer computadores que suportam aplicações exigentes e um monitor de, pelo menos, 20 polegadas. Máquinas mais baratas certamente conseguem rodar o programa AutoCAD, porém com lentidão. Além disso, o monitor com área de visão menor dá mais trabalho aos profissionais. Neste caso, percebe-se que a aquisição destes equipamentos reflete diretamente na produtividade. Por este motivo, qualquer decisão relacionada à TI precisa levar em conta as necessidades de cada setor, de cada departamento, de cada atividade, de cada indivíduo.
Veja este outro exemplo: uma empresa com 50 funcionários, cada um com um PC, adquiriu um servidor para compartilhamento e armazenamento de arquivos em rede que suporta 500 usuários conectados ao mesmo tempo. Se a companhia não tiver expectativa de aumentar seu quadro de funcionários, comprar um servidor deste porte é o mesmo que adquirir um ônibus para uma família de 5 pessoas. Mas o problema não é apenas este: se o referido servidor, por alguma razão, parar de funcionar, os arquivos ficarão indisponíveis e certamente atrapalharão as atividades da empresa.
Neste caso, não seria melhor adquirir um servidor mais adequado às necessidades da companhia e investir em recursos de disponibilidade para diminuir as chances de a rede deixar de funcionar? Ou, talvez, estudar a possibilidade de contratar uma solução baseada em computação nas nuvensespecífica para este fim?
Com estes exemplos, é possível ter uma pequena ideia do qual amplo é o universo da Tecnologia da Informação. Independente da aplicação, há ainda vários outros aspectos que devem ser considerados, por exemplo: segurança, disponibilidade, comunicação, uso de sistemas adequados (eles realmente devem fazer o que foi proposto), tecnologias (qual é a melhor para determinada finalidade), legislação local e assim por diante.
O profissional de TI
As tarefas de desenvolver, implementar e atualizar soluções computacionais cabem aos profissionais de TI. Por causa de sua amplitude, a área é dividida em várias especializações, tal como acontece com a medicina, por exemplo. Sendo assim, pode-se encontrar profissionais de TI para cada um dos seguintes segmentos: banco de dados, desenvolvimento, infraestrutura, redes, segurança, gestão de recursos, entre outros.
Para cada uma destas áreas, há subdivisões. Por exemplo, em desenvolvimento, há profissionais que atuam apenas com softwares comerciais (como ERP), outros que trabalham apenas com a criação de ferramentas para dispositivos móveis, outros que concentram suas atividades na internet e assim por diante.
Via de regra, interessados em seguir carreira na área de TI fazem cursos como ciência da computação, engenharia da computação e sistemas de informação, mas há outros, inclusive com foco mais técnico, como tecnologia em redes de computadores e tecnologia em banco de dados, além de cerificações e cursos de pós-graduação para profissionais já formados.

Finalizando
Quem precisa de TI? Nos tempos atuais, a sociedade como um todo. Hoje, a informatização atinge as mais diversas áreas do conhecimento e está cada vez mais presente no cotidiano das pessoas, mesmo quando elas não percebem.
Se você declara imposto de renda, seus dados são processados por computadores do governo; se você tira passaporte, suas informações ficam cadastradas em um banco de dados da Polícia Federal (ou de outro órgão competente, de acordo com o país); se você faz compras no mercado, passa pelo caixa, que dá baixa dos produtos no sistema da empresa; para você usar o telefone, uma complexa rede de comunicação controlada por computadores é utilizada. Enfim, exemplos não faltam.
A Tecnologia da Informação, portanto, não é apenas sinônimo de modernidade. É, acima de tudo, uma necessidade dos novos tempos, afinal, a informação sempre existiu, mas não de maneira tão volumosa e aproveitável.
Copiado: https://www.infowester.com/

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Como Criar uma Atmosfera de Compras


Você sabia que os consumidores avaliam o ponto-de-venda (PDV) e os produtos, quase em conjunto? 

Por isso é muito importante que ele se sinta bem dentro da loja, pois assim será fiel à loja. 

Investir no ambiente da loja e na experiência do consumidor é uma forma de fidelizar e conquistar novos clientes.

De fato, num ambiente agradável e com comodidade, todo mundo sente mais prazer em comprar.

Listei abaixo alguns itens necessários para se criar uma atmosfera de compra por impulso. São itens básicos que influenciam na hora da compra, considerando-se  que cada negócio tem sua característica peculiar:
  • Fachadas, luminosos, vitrines, arquitetura;
  • Música ambiente/som;
  • Perfume ou aromas característicos;
  • Iluminação/movimento/cores;
  • Decoração/ambientação;
  • Pilhas de promoções / ofertas;
  • Cartazes / sinalização;
  • Exposições de mercadorias em balcões e vitrines;
  • Espaços apropriados para andar sem  esbarrar nos outros;
  • Ar condicionado/plantas;
  • Aspecto e uniforme dos funcionários;
  • Variedade de produtos;
  • Estacionamento fácil;
  • Banheiros/fraldários/áreas de descanso;
  • Atendimento e sorriso dos funcionários;
  • Atendimento e sorriso do gerente ou do dono da loja

Hoje em dia muitos lojistas estão buscando um diferencial competitivo com base nos produtos, no preço, na localização e na promoção. Mas, ir às compras, atualmente, precisa ser algo prazeroso para que os consumidores escolham sair de casa e comprar em uma determinada loja. 

É necessário oferecer algo a mais do que simplesmente uma boa mercadoria.

Considerando às diferenças dos PDV´s e suas características únicas,  é muito importante preparar o ambiente de uma loja para que ela seja agradável e vendedora. Investir no layout, na comunicação visual, na combinação de cores que atraiam o consumidor, bem como uma música agradável, iluminação adequada, aromas que mexam com a emoção do consumidor – são itens que os levam à uma experiência de compra através dos cinco sentidos. 

O que faz uma diferença muito grande quando se compara a uma loja que não investe neste tipo de coisa – e esta diferença se mostra na lucratividade do negócio.

As empresas que investem na experiência do consumidor no ambiente de compra,  sabem que é preciso estar sempre atentas ao que ele deseja – e ainda vão além, oferecendo experiências de compras cada vez mais interessantes e cativantes. São lojas que “encantam” o cliente.

E como elas fazem isso? 

Elas investem em pesquisas para entender o que agrada ou não o cliente ou para saber se o atendimento de suas lojas está sendo bem feito. Elas monitoram o atendimento de suas lojas para garantir um ótimo nível de serviço e a padronização. 

Dentre as pesquisas, a do Cliente Oculto tem sido cada vez mais procurada, uma vez que ela mostra a visão do cliente no momento da compra. É um investimento de baixo custo que trás excelente retorno para o negócio. 

Durante a pesquisa, o Cliente Oculto passa por uma experiência de compra como se fosse um cliente da loja, e avalia o atendimento e a estrutura do estabelecimento, oferecendo ricas informações do ponto de vista do cliente. 

Quer sair na frente de seus concorrentes? Conheça a MR.SHOPPER, uma agência especializada no serviço de Cliente Oculto e que atende todos os segmentos de empresas, como: lojas, restaurantes, hotéis, cinemas, clínicas, etc...

Copiado: https://www.mr-shopper.com

terça-feira, 14 de agosto de 2018

O que é a URSAL? Ela existe de verdade?

A noite da última quinta-feira, dia 9 de agosto, era para ter sido uma oportunidade para os candidatos a presidência da República apresentarem suas propostas de governo. O debate transmitido pela Band, porém, foi uma oportunidade para alguns políticos mostrarem suas excentricidades, como foi o caso do Cabo Daciolo (Patriota). 
Frente a frente com Ciro Gomes (PDT), o ex-bombeiro catarinense e atual deputado federal do Rio de Janeiro pediu ao também candidato para que ele falasse sobre o Plano Ursal. A pergunta, respondida com ironia por Ciro — “Eu não sei o que é isso, não fui fundador do Foro de São Paulo. A democracia é uma delícia, uma beleza, dei por ela a vida inteira, e continuarei dando, mas ela tem custos” —, foi o bastante para provocar a curiosidade dos espectadores e inundar a internet com piadas sobre a sigla da União das Repúblicas Socialistas da América Latina. 
Apesar da seriedade com que o candidato Daciolo afirmou que “no nosso governo o comunismo não vai ter vez” e que Ursal está relacionada a uma nova ordem mundial que extinguiria as fronteiras do continente e daria origem a uma única e imensa nação, a “Pátria Grande”, a ideia de criar uma nova república socialista entre os países americanos não goza de muita reputação. 
O conceito de Pátria Grande a que o presidenciável se refere apareceu pela primeira vez no livro “La patria grande” (1922), do argentino Manuel Ugarte, que reuniu diversos discursos em prol da unificação feitos em países americanos.

Como nasceu a Ursal

Já a Ursal é uma teoria da extrema direita brasileira que teria sido concebida pelo Foro de São Paulo – organização, que realmente existe, de partidos e movimentos de esquerda que nasceu em 1990. Mesmo que grande parte dos memes sobre ela tenham surgido a partir da pergunta do Cabo Daciolo a Ciro Gomes, apoiadores de extrema direita temem há algum tempo que a Ursal seja responsável por traçar estratégias para instaurar o comunismo no continente. 
O primeiro registro da sigla é de 2001 em um artigo escrito pela socióloga, professora universitária e autora do livro “O Voto da Pobreza e a Pobreza do Voto — a Ética da Malandragem” (1988), Maria Lucia Victor Barbosa, professora aposentada pela Universidade Estadual de Londrina. 

Maria Lucia Victor Barbosa diz ter inventado o termo Ursal em 2001 como uma ironia, uma crítica a um encontro do Foro de São Paulo em Havana que ocorreu naquele ano. Na ocasião, participaram da reunião do grupo, que reúne partidos latino-americanos de esquerda, Luiz Inácio Lula da Silva e o então ditador cubano, Fidel Castro, entre outros.
No evento, Lula fez um discurso veemente contra a Alca (Área de Livre Comércio das Américas), dizendo ser um projeto de anexação que os Estados Unidos queriam impor, afirmando que seria o fim da integração latino-americana.
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Em artigo publicado na internet em 9 de dezembro de 2001 intitulado "Os Companheiros", que foi reproduzido em alguns blogs à época, a professora escreveu: "Mas qual seria, me pergunto, essa tal integração no modelo Castro-Chávez-Lula? Quem sabe, a criação da União das Republiquetas Socialistas da América Latina (URSAL)?" — em tom de deboche, ela utiliza o termo Republiquetas, em vez de Repúblicas.

Fora de controle

A partir daí, diz a professora, a sigla começou a se espalhar na blogosfera e fugiu a seu controle. A professora afirma que pessoas telefonavam para ela para saber se a tal união existia mesmo, e ela explicava que era uma invenção."Eu falava para as pessoas 'não passa isso' [adiante], mas não teve jeito, de repente espalhou", diz ela. Na internet, a referência mais antiga encontrada pela reportagem para a Ursal é o artigo de Maria Lucia.
O escritor Olavo de Carvalho também citou a teoria conspiratória em um texto no jornal Diário do Comércio, em 2006, em que defendia que “a longo prazo, (a Ursal) só tornaria a América Latina ainda mais dependente dos bancos internacionais”. 
Há, inclusive, um dossiê Ursal online que lista 100 motivos que supostamente explicam a vontade da esquerda (do PT, principalmente) de implantar um regime comunista. Algumas das supostas evidências citadas pelos organizadores do dossiê são: a existência de agentes da KGB infiltrados no Brasil, como políticos e jornalistas para manipularem as informações que chegam à população; o fato do PSDB ser um partido socialista e que José Serra e Fernando Henrique Cardoso seriam marxistas e apoiadores da Revolução Cubana; e que Lula já teria feito sexo com animais. 
Mesmo com razões pouco plausíveis para acreditar que a Ursal seja uma possibilidade tão real, as reações que essa hipótese despertou na web compensaram a fala esquiva e burocratizada dos presidenciáveis no debate. 

Quem tem medo da Ursal? 

Benevenuto Daciolo Fonseca dos Santos é deputado federal do Rio de Janeiro, eleito em 2014 pelo PSOL. O ex-bombeiro de 42 anos ficou conhecido no país ao liderar a greve dos bombeiros no Rio de Janeiro em 2011. A atuação de Daciolo no motim rendeu sua prisão em Bangu por nove dias. Em 2015, ano em que assumiu o cargo parlamentar, ele foi expulso do PSOL por propor uma emenda constitucional para mudar o primeiro parágrafo da Constituição Brasileira de “todo poder emana do povo” para “todo poder emana de Deus” – a sugestão fere o conceito de estado laico, assegurado na própria Constituição. 
As ideias do deputado causavam divergências dentro do Partido Socialismo e Liberdade, como, por exemplo, quando o político defendeu que os policiais acusados de participar da morte de Amarildo Dias de Souza fossem libertados. Daciolo é pastor evangélico, casado, pai de três filhos e, além das polêmicas envolvendo propostas ousadas, religião e troca de partidos, ele responde a uma investigação da Polícia Federal por suposto desvio de verba pública. Segundo informações apuradas pelo jornal O Globo, a PF estima que Daciolo tenha pago R$227,5 mil com verba da Câmara a uma empresa de fachada. 
COPIADO: https://www.gazetadopovo.com.br