sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Botafogo: Uma História em Preto e Branco: Evolução do Uniforme

A coluna Tu És O Glorioso, contando um pouco da história das camisas alvinegra 


Listras alvinegras: inspiração na Juventus, da Itália


O uniforme preto e branco foi definido nas reuniões de fundação do clube em 1904, por sugestão de Itamar Tavares - que estudara na Itália e era fã da já poderosa Juventus de Turim. No entanto, o Botafogo utilizou provisoriamente camisas e calções brancos (eventualmente pretos) até 1906, quando as primeiras camisas de botão alvinegras chegaram, importadas da Inglaterra e confeccionadas pela Benetfink & Co. Completavam o uniforme a "casquette" (boné) listrado e a faixa preta na cintura. Em 1909 as camisas de botão foram substituídas pelas de malha, mais confortáveis.


No título de 1910, o escudo no uniforme
Apenas em 1910 o Botafogo, então "Botafogo Football Club", passou a usar o escudo bordado na camisa - e com ele conquistou o Campeonato Carioca de 1910, que lhe rendeu o apelido de "O Glorioso". Em 1917 o Botafogo mudou a gola do uniforme e passou a usar mangas mais curtas, que paravam na metade do antebraço. As mangas voltaram a ser compridas em 1920, e no decorrer da década o clube alternou entre o preto, o branco e o listrado nas cores da gola.

- 1910                                                                                                           
1910
- 1917
1917
- 1920
1920 
Modelos mais esportivos na década de 30

As golas de cadarço foram abandonadas em 1931, substituídas pela gola "V", e no ano seguinte as mangas passaram a ser curtas. No final de 1934, ano em que o Botafogo adota o profissionalismo, os calções passam a ser pretos.
- 1931
1931
- 1932
1932
 Após a fusão em 1942, brilha a Estrela Solitária

A gola preta se consolida de vez após o Tetracampeonato Carioca em 1935. Mas é após a fusão do Botafogo Football Club e do Club de Regatas Botafogo em 1942 que o Glorioso acrescenta a sua marca mais famosa: o escudo da Estrela Solitária. O novo modelo só foi inaugurado em 1943. Em 1947 o clube usa um uniforme de botão, incomum para a época.
- 1954
1954
- 1957
1957 

As históricas camisas da década de 1960
Duas gerações de ouro do Botafogo ficaram marcadas pelos uniformes usados na década de 1960. A combinação com a faixa branca na cintura e listra central da camisa branca, comumente usada na versão com mangas compridas, tornou-se símbolo do time de Garrincha, Nílton Santos, Zagallo, Amarildo e cia.. Já a versão sem a faixa na cintura e listra central da camisa preta a cara da geração de Gérson, Jairzinho, Caju e outros craques. Em 1969 o Botafogo adotou a gola olímpica e numeração nos calções - e com esse uniforme conquistou a Taça Brasil de 1968 na final contra o Fortaleza.
- 1961
1961
- 1964
1964
- 1969
1969

Poucas mudanças na década de 1970
A gola olímpica predominou na década, sendo substituída por uma versão de gola redonda "aberta" em 1977. O maior destaque ficou com o peculiar uniforme reserva entre 1975 e 1976, branco com mangas listradas.
- 1971
1971
- 1975
1975
- 1977
1977 
Homenagem ao tetracampeonato

Duas novidades marcaram a camisa alvinegra em 1981: quatro estrelas amarelas sobre o escudo, alusivas ao Tetracampeonato Carioca de 1932/33/34/35, e a exibição da marca do fornecedor de material esportivo. As estrelas seriam removidas em 1982, voltando em 1986.
- 1981
1981
- 1982
1982
- 1986
1986 
A era dos patrocíniosNo final de 1986, o Botafogo passou a exibir patrocínios no uniforme. Na era moderna, os mais variados designs são usados, mas sempre respeitando as tradições da camisa alvinegra.
- 1987
1987
- 1988
1988
- 1989
1989
- 1990
1990
- 1991
1991

- 1993
1993
- 1994
1994
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1995-1996
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1997
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2010
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 Por Auriel de Almeida - Historiador - https://www.facebook.com/

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Planejamento e Controle

Planejar sempre foi uma necessidade do homem. Desde tempos imemoriais o ser humano procura precaver-se das surpresas desagradáveis tomando medidas preventivas contra toda sorte de danos que possam prejudicar o resultado de seu intento. 

O homem pré-histórico era nômade e deslocava-se sempre que os recursos (caça e frutos) se esgotavam na região onde vivia. Depois, ele domesticou animais entrando na era pastoril, porém continuou nômade porque necessitava de pastagens para seus rebanhos e ainda hoje, temos tribos no norte da África e estepes asiáticas que mantém esta tradição.


Na era agrícola o homem deixou de ser errante e fixou-se, começou a plantar, sendo a cultura de alimentos a primeira atividade planejada do ser humano. Então, o agricultor precisou estocar sementes, respeitar a data de plantio, preparar do solo, prover a irrigação, colher e armazenar.


A agricultura foi a primeira atividade produtiva do homem onde ele, pelo seqüenciamento racional de atividades, obteve resultados almejados.

Conceito: 
  • “Planejar é elaborar um roteiro de ações para se atingir um determinado fim”. (Aurélio),
  • “Planejar é a determinação de um conjunto de procedimentos, de ações (por uma empresa, um órgão do governo etc.), visando à realização de determinado projeto; planificação”. (Houaiss)
  • “O planejamento é uma atribuição pela qual o homem, agindo em conjunto e através da manipulação e do controle consciente do meio ambiente, procura atingir certos fins já anteriormente por ele mesmo especificados”. (FRIEDMAN, 1960)
Quando o planejamento consiste em medidas de resultados a longo prazo visando implementar estratégias e almejando a vantagem competitiva das organizações e aumentando seu poderio em relação à concorrência, denomina-se o Planejamento Estratégico.

Se constituído de ações que impetrem medidas que redundam em retornos de médio prazo objetivando melhorias no produto ou serviço através de adoção de novas metodologias e tecnologias restritos a um departamento ou mais, denomina-se Planejamento Tático.

Medidas imediatistas (curto prazo) visando correções de desvios ou o acompanhamento de processos restritas à setores ou seções, denomina-se Planejamento Operacional.

O Planejamento viabiliza a visão antecipada das ações desencadeadas ao longo de um processo, utilizando-se de todos os meios disponíveis para se atingir os fins que se pretende:
• Prevenir surpresas, obstáculos ... previsibilidade
• Antecipar-se aos problemas ... pró-atividade
• Noção das demandas ... eficiência
• Fazer o que é certo ... eficácia
• Fazer o que tem que ser feito ... efetividade.

No planejamento, deve-se ter em conta a:
• Viabilidade Econômica: diz respeito aos custos e receitas envolvidos no projeto, às condições de financiamento, à capacidade de pagamento, etc. 
• Viabilidade Técnica: o planejamento deve ser compatível com a disponibilidade de matéria-prima, equipamentos, know-how e de pessoal especializado etc.
• Viabilidade Política e Institucional: considerar a situação legal, a aceitabilidade do plano pelos responsáveis por sua execução e pelos que serão atingidos pelo processo.
  • "O planejamento não diz respeito a decisões futuras, mas às implicações futuras de decisões presentes". PETER DRUCKER
A necessidade de planejar

Toda atividade humana realizada sem qualquer tipo de preparo é uma atividade aleatória que conduz em geral, o indivíduo e as organizações a destinos inesperados, decepcionantes e via de regra a situações piores que aquelas anteriormente existentes. [1]
Inúmeros são os prejuízos resultantes da falta de planejamento:
• aumento dos custos (prejuízos)
• aumentos do prazo de conclusão (atrasos)
• descumprimento do contrato (multas)
• perda de credibilidade (imagem)
• e por fim . . . perda do cliente !!!

O planejamento surge da necessidade de gerenciarmos um projeto[2]ou processo[3] e seu produto é um plano onde relacionamos:
• escopo: objetivos a serem alcançados, abrangência;
• ordenação: seqüenciamento e precedência de execução das atividades,
• visão: fatores críticos de sucesso - condições essências,
• previsibilidade: riscos e incertezas no desenvolvimento,
• variabilidade: prazos e folgas de cada atividade,
• quantificação: recursos necessários e disponíveis,
• aquisições: obtenção de bens e serviços externos,
• qualidade: garantia no atendimento das necessidades,
• programação: datas de início, término e datas-limite de cada atividade,
• atribuições: responsáveis pela condução e execução,
• integração: comunicação aos envolvidos.

Controle :
“Monitoração, fiscalização ou exame minucioso, que obedece à determinadas expectativas, normas, convenções, etc”. (Houaiss)

Conjunto de etapas de:
• acompanhamento: medição, coleta e registro de informações resultantes da execução de uma tarefa,
• avaliação dos dados coletados (desvios, erros, perdas...),
• análise e divulgação das informações resultantes da avaliação (feedback).

O controle previne que os erros se propaguem pelas várias etapas e se corrijam falhas do planejamento a tempo de se recuperar prazos para atingir os objetivos inicialmente definidos, devendo ser:
• contínuo: ocorrer ao longo de todo o processo,
• interativo: concomitante com as ações planejadas (tempo real)
• iterativo: ser repetitivo,
• permanente: não deve ser interrompido,
• eficaz: apontar que o andamento das ações está em concordância com o planejado (ou corrigir os problemas).

A detecção dos problemas (falhas / atrasos) é facilitada pela adoção de indicadores de desempenho e / ou resultados que provêem referenciais de acompanhamento e aferição das ações, nas perspectivas:
• temporais (prazos)
• dimensionais (qualidade)
• ambientais (riscos)
• quantitativas (produtividade, capacidade...)

Conclusões:
  • O planejamento define o que, como, por quem, quando e onde as ações devem acontecer. . .
  • O controle investiga e avalia os resultados das ações procurando corrigir as falhas em tempo hábil e registrando as lições aprendidas.
  • Não adianta planejar o que não vai ser controlado nem controlar o que não sabemos como vai acontecer.
  • O planejamento não é uma iniciativa onde pretende-se acertar tudo e sempre mas sim, minimizar decepções e prejuízos visando maior eficiência e eficácia nos projetos e processos. 

[2] Projeto é um esforço temporário empreendido para alcançar um objetivo específico e único.
[3] Processo atividades concatenadas e contínuas para geração de produtos, serviços ou informações em escala.

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Copiado: http://wagnerherrera.blogspot.com.br/

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Descubra 5 Ideias para te Ajudar a Melhorar a Produtividade do seu Time

Mais do que um conjunto de ideias inovadoras e um projeto de atuação consistente, uma empresa é formada por pessoas. As motivações e produtividade delas são os principais mecanismos que levam uma companhia a crescer e se destacar no mercado. 

Uma boa administração sempre terá como foco a gestão de seus profissionais, o seu bem estar e a sua atuação no ambiente corporativo.

Não é segredo que uma equipe motivada é o melhor caminho para se alcançar o sucesso. Porém, o desafio a ser enfrentado pelas empresas e os seus gestores é saber como motivar os seus profissionais, além de criar um ambiente de trabalho que possibilite melhor produtividade. A saúde de uma companhia pode ser medida pelo grau de envolvimento e satisfação de seus colaboradores.

Nesse processo, deter informação sobre a sua empresa e sua equipe profissional é bastante importante. Ao mesmo tempo em que o conhecimento ajuda a traçar as suas estratégias de negócios e melhorar a sua oferta de produtos e serviços, bem como contribui para entender as necessidades da sua equipe e o que é preciso para melhorar o ambiente de trabalho e a produtividade dos seus profissionais. E por isso, listamos neste post algumas ideias para que possa criar um ambiente que favoreça a produtividade do seu time. Confira!

  • Planeje para evitar falhas

Já relatamos que ter informações sobre os seus negócios é bastante importante, pois é a partir delas que você poderá traçar o melhor planejamento para a sua empresa. Estabelecer em quais processos investir e como fazer esse investimento será o guia de ações durante um determinado período – e nesse quesito entra o comportamento e a atuação da sua equipe. É claro que o planejamento deve ser revisto e atualizado de tempos em tempos.

A etapa de planejamento é ideal para identificar as falhas e/ou os problemas que têm contribuído para uma produtividade abaixo do esperado. Faça avaliação de cada setor com o seu funcionamento, custos e resultados, e de posse dessa informação elabore novas estratégias, corte gastos se necessário e crie mecanismos que possam melhorar os processos de trabalho.
  • Esteja sempre preparado
Um bom planejamento garante os subsídios necessários para criar as melhores estratégias para lidar com as mais diversas situações, inclusive com cenários de adversidade. E todo empresário que busca o sucesso da sua empresa deve ter em mente a importância de contar com esse conjunto de informações e de metodologias que irão compor a estrutura do seu negócio.

Essas estratégias também devem ser pensadas tendo em vista a melhoria da produtividade. O investimento em tecnologia é sempre uma alternativa para ter processos com mais desempenho e que permitem à sua equipe dedicar mais tempo às suas atividades de negócio. O mercado já oferece opções tecnológicas variadas que permitem melhor produtividade, relacionamento com os públicos (funcionários e clientes), gestão do negócio, avaliação de produto, monitoramento de marketing, entre outras.
  • Funcionários satisfeitos
Nenhuma empresa alcança o sucesso com um time de profissionais desmotivados ou insatisfeitos. Portanto, criar estratégias e mecanismos que tornem o ambiente de trabalho agradável e que atenda às necessidades dos trabalhadores é uma forma de manter uma equipe produtiva e alinhada com os objetivos da empresa.

Não faltam exemplos de empresas que obtiveram excelentes resultados investindo no bem estar dos seus funcionários. Quem não quer atuar em um ambiente harmonioso, higiênico e organizado? Ainda é possível ir além e oferecer espaços que permitam os funcionários a descansarem e incentivar a sua criatividade: uma sala com TV, games, livros, sofás e redes... ou até mesmo horários de trabalho alternativos. Tudo isso irá motivar a sua equipe. E lembre-se, funcionários satisfeitos são bem mais produtivos!
  • Invista no conhecimento
Para que se tenha melhora nas atividades, no atendimento e possa criar produtos ou serviços inovadores é necessário que reúna novos conhecimentos. A capacitação entra nesse quesito como um mecanismo que promove outras formas de pensar e entender o funcionamento dos negócios. 

Gestores e funcionários devem procurar aprimorar as suas técnicas e buscar o desenvolvimento, o que acabará refletindo na produtividade de uma empresa.
Treinamentos também são alternativas para tornar um negócio mais produtivo. Porém, esses treinos devem acontecer de maneira pontual e com o objetivo de suprir uma necessidade ou solucionar uma falha de setores específicos. Procure realizar treinamentos que não sejam longos e cansativos e que no final incentivem a sua equipe a buscar novos conhecimentos.
  • Crie canais de comunicação
Não basta deter as informações sobre a sua empresa, traçar um planejamento e as estratégias necessárias e não conseguir ter uma boa comunicação com a sua equipe. Boas ações podem ser perdidas, funcionários podem ficar insatisfeitos e produtos podem não ter o sucesso esperado se informações importantes não forem compartilhadas e discutidas pela companhia. O resultado será a desmotivação e a perda de recursos financeiros.

Converse com o seu time, compartilhe os dados necessários e invista nos canais de comunicação. Além de evitar que projetos sejam perdidos ou prejudicados, o entendimento e alinhamento entre trabalhadores e empresa será muito mais fácil e produtivo.

O que tem feito pra melhorar a produtividade da sua empresa? Use alguma de nossas dessas dicas e obtenha excelentes resultados. Compartilhe nos comentários as suas ideias e experiências!

Copiado:http://www.checklistfacil.com.br/blog

terça-feira, 18 de agosto de 2015

FERRAMENTAS LOGÍSTICAS

 Grande atenção tem sido dada aos sistemas chamados SCM (Supply Chain Management - Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos), desde o começo dos anos de 1990. 

Este tem a função de coordenar o gerenciamento do fluxo de materiais e informações, acompanhando toda atividade relacionada com produtos desde o recebimento do pedido de vendas (ou previsão de vendas) até a entrega ao cliente.

Nos dias de hoje, muitas empresas já trabalham utilizando os princípios da logística, que dá o suporte necessário para o bom desempenho do SCM, e vem obtendo  sucesso  significativo no mercado em que  atuam.

A logística quando bem estruturada  trará alguns benefícios como:
  • ·         Redução do valor de estoque
  • ·         Redução na falta de material
  • ·         Melhoria  no atendimento aos clientes
  • ·         Aumento da eficiência operacional
  • ·         Níveis de estoque mais focados com a realidade da demanda
  • ·         Cumprimento dos prazos de entrega, por se obter maior velocidade.
Além destes, podemos obter outros mais; isto dependerá do ramo de atividade em que a empresa atua. Cada uma deve estudar e analisar a sua Cadeia de Suprimentos  para implementar as melhores práticas.

Quando falamos de ferramentas logísticas, estamos falando de uma  maneira apropriada de  administrar nosso estoque. Caberá a cada um de nós profissionais de logística analisar e saber qual delas se aplicará melhor à nossa realidade.

Não adianta termos somente os melhores softwares se não tivermos a(s) melhor(es) ferramenta(s) para nos auxiliar em nossa logística, pessoal treinado e qualificado para executá-las. A tecnologia está sempre presente. Nossos softwares trabalham de acordo com as informações que alimentamos nosso sistema, para nos dar as informações que solicitarmos, no momento em que precisarmos.

As ferramentas logísticas são filosofias de trabalho que auxiliam as organizações para otimização do SCM.

Seguem algumas das ferramentas mais utilizadas nas empresas, para que possamos conhecê-las melhor e analisarmos qual delas devemos aplicar de acordo com a  realidade de nossa empresa. 

  • JIT – Just In Time
O Just in time surgiu no Japão, em meados da década de 70. Sua idéia básica e seu desenvolvimento, são creditados à Toyota Motor Comapny, que buscava um sistema de administração que pudesse coordenar, precisamente a produção, com a demanda específica de diferentes modelos e cores de veículos, com o tempo mínimo de atraso. 

O sistema de “puxar a  produção à partir  da demanda, produzindo em cada estágio somente os itens necessários, nas quantidades necessárias e no momento necessário”. 

O JIT é muito mais que uma técnica ou um conjunto de técnicas de administração da produção, é considerado como uma ferramenta que inclui aspectos de administração de materiais, gestão da qualidade, arranjo físico, organização do trabalho,  gestão de recursos humanos, entre outros.

  • KANBAN
Metodologia de programação de compras, produção e controle de estoques extremamente precisa e ao mesmo tempo barata; que se utiliza de cartões, que permitem o controle visual da posição de estoque de qualquer ítem, a qualquer momento. 

  • Cross-Docking
Cross-Docking é um método que movimenta os produtos de um fornecedor através de um centro de distribuição, ou não, sem armazenar o produto por um longo tempo, permitindo a uma companhia acelerar o fluxo dos produtos para o consumidor.
  
  • VMI - Vendor Managent Inventory.
Gerenciamento do estoque do cliente, efetuado pelo fornecedor com parâmetros acordados entre as duas partes.

  • Condomínio ou Just-In-Sequence
  Sistema de fornecimento onde os fornecedores estão instalados nas imediações  das empresas, abastecendo as mesmas diretamente na linha de produção. Em seqüência,  pré-estipula em tempos determinados.

  • Consórcio Modular
Sistema de parceria entre modulistas e empresas, onde os fornecedores estão instalados dentro da planta das empresas  e participam diretamente da produção das mesmas.

  • Milk Run
“É um sistema de coleta programada de materiais, que utiliza um único equipamento de transporte, normalmente de algum Operador Logístico, para realizar as coletas em um ou mais fornecedores e entregar os materiais no destino final, sempre em horários pré-estabelecidos.”

  • Transit Point
Tem como objetivo atender à determinada região, distante da fonte de abastecimento. Em um veículo maior, como uma carreta, as cargas são consolidadas e enviadas, serão repassadas em um local pré-determinado para outros veículos menores, facilitando o acesso  até entrega ao cliente.

Os fornecedores precisam  estar em sintonia com nossas implementações. Hoje, fala-se muito em alianças estratégicas, principalmente fornecedor / cliente, pois, se  ambos não trabalharem em conjunto, dificilmente obterão bons resultados. 

É necessário que ambos dividam a responsabilidade de trocar informações  à cerca do planejamento, gestão, execução e medição de desempenho. 

O trabalho em parceria facilitará também para o fornecedor, de tal forma, que ele possa ter uma precisão maior do que deverá ser fabricado para efetuar sua programação de produção conforme necessidade do cliente.

 Por: Amarildo Nogueira - http://www.ogerente.com.br/

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Frases e Abordagens Proibidas em Vendas


 Existe uma série de frases que diminuem o poder de venda do vendedor e fazem com que a sua taxa de fechamento de negócios decresça. Não utilizá-las evita que o cliente pense que está sendo tratado como um incapaz. 
Outro dia, navegando na web, acabei descobrindo um fórum de especialistas em vendas e relacionamento com o cliente. Nesse encontro, troquei impressões com o consultor Doug Smart, de quem também obtive uma série de informações, as quais repasso aos profissionais brasileiros. 

O tema com que ele trabalha é uma espécie de lugar-comum no mercado americano, mas cuja idéia pode ser resumida da seguinte maneira: vendendo inteligentemente para evitar o esforço em vendas 
Vender inteligentemente passa por evitar as falas que tiram o poder do profissional de venda. Selecionei os exemplos interessantes e adeqüei-os à nossa realidade: 
  •  Confie em mim! 
 Dizer às pessoas que confiem em um vendedor é como querer aceitar o cinismo subliminar sob o sorriso que diz: “seja um completo idiota e transfira o seu dinheiro para mim agora”. A confiança é um dos dois conceitos que, quanto mais se pede a alguém, mais as pessoas se esquivam. Confiança – como o amor – não pode ser solicitada. Embora possa ser abundante e pleno, o amor tem que ser conquistado para ser considerado genuíno e duradouro. Além disso, é prerrogativa do consumidor decidir em quem, como e quanto confiar! O marketing erra neste ponto. O simples pedido de confiança criará obstáculos para o vendedor realizar o pedido e isso inclui variações do tema, como “acredite em mim”, “acredite no que eu falo”, “vai por mim” etc.
  •  Sou seu amigo 
 É algo tentador para o profissional de vendas pensar que está frente a um novo amigo (o comprador), após quinze minutos de conversa, descoberta de interesses, experiências e até paixões comuns. Gostar de pescar, de jogar futebol ou até a existência de afinidades com o segmento do mercado no qual se atua são traços que podemos ter em comum com desconhecidos. No entanto, muitos vendedores confundem empatia com simpatia, mas elas não são sinônimos A amizade toma tempo, energia e um bom grau de dedicação para se concretizar. A amizade pode até ser um facilitador de qualquer tensão dentro do processo de vendas, mas ultrapassar as fronteiras do relacionamento é uma espécie de “sobre-amizade”, uma invasão. Abusar dessa perspectiva ou querer passar-se por amigo pode levar a uma instância de ressentimento na mente dos consumidores.
  • Ninguém vende mais barato do que nós 
Ninguém? Primeiramente, o mundo é um lugar grande com milhares de empresas e pessoas que vendem produtos muito similares ao que você tem. Talvez melhores e com maior valor agregado de serviços ou facilidades. Se você realmente tiver o preço mais baixo do mundo, e puder fazer o negócio legalmente e ainda ter lucro, por que desperdiçar tempo com esta abordagem “um-para-um”? Destaque tais vantagens no seu website, propague e massifique as vendas. Além disso, outro problema com essas afirmações é provocar, no longo prazo, o ceticismo nos compradores (veja só o exemplo das conhecidas redes de varejo, anunciando descontos de até 70% todos os dias na TV). Alguém sabe se isso é verdade? Claro que não. Além do mais, ninguém pode enganar a todos por todo o tempo. Trata-se de uma tática desgastada e irritante. Uma aproximação mais satisfatória seria mostrar o valor do produto, do serviço, ou da idéia. O valor faz parte do exame, da integridade da experiência do cliente, juntamente com serviço, confiabilidade, índice de qualidade, univocidade, “desejabilidade” e atendimento, esses sim verdadeiros fatores disponíveis de imediato para o cliente utilizar na sua decisão de compra. Promover o valor antes do preço é uma estratégia sólida como rocha para o sucesso a longo prazo.
  •  Nós somos os melhores! 
 Talvez existam algumas poucas situações na quais essa afirmação se aproxime da realidade. Não vamos desprezar o poder do pensamento otimista e da confiança. Mas a verdade é uma só: os consumidores aprenderam que 99% dos vendedores dizem possuir o que o comprador está procurando ou ter algo similar. Portanto, isso significa que estão mentindo descaradamente para fazê-lo comprar. Uma frase como essa aciona o “desconfiômetro” do cliente, fazendo-o desistir da compra. Cuidado! O que é “melhor”, assim como a beleza, está no olho do comprador e não no do vendedor.
  •  Nunca e Sempre
 Essa dupla está no mesmo patamar movediço do item anterior. São palavras que soam como perfeito exagero e são percebidas como ações de esticar ou encolher a verdade. Por exemplo, qual o grau de confiança percebido nestas duas declarações: “Nós sempre oferecemos serviços de qualidade” ou “Nossos entregadores nunca se atrasam”? As pessoas simplesmente não apreendem o “sempre” ou o “nunca” com seus valores de face. É uma metáfora morta, uma catacrese, como por exemplo dizer “o pé da mesa”. Elas sabem que isso não corresponde senão a uma aproximação, e a relativizam. De fato, ninguém em sã consciência pode admitir um absoluto em termos práticos: “sempre” significa eternamente e “nunca” também é algo que não pode ocorrer. Assim, de tanto abuso, essas palavras acabaram se tornando sinônimos de “freqüentemente” e “ocasionalmente” e acabam sofrendo inversões. Por exemplo, dizer “eu nunca mentiria” é imediatamente percebido como uma mentira e reinterpretada da seguinte forma: “ele mente ocasionalmente”.
  •  O que você precisa é…
 Essa é realmente uma boa frase para usar depois que os níveis de simpatia e confiança tenham sido sedimentados. Mas pode ser apenas uma presunção apressada do vendedor, já que ele não terá que conviver com aquilo que vende. Mas o comprador terá. Certa vez, um vendedor desconhecido se aproximou de mim e disse: “Este computador é o que você precisa; se eu fosse você, não perderia a oportunidade”. Ora, ele sequer fez perguntas! Não estabeleceu nenhuma relação de simpatia ou confiança. Como poderia saber o que eu desejava, precisava ou que tipo de consumidor era? Mesmo que ele tivesse “chutado” certo, não daria nenhum crédito para o que ele pensava ou dizia. Então, escutei e aprendi algumas coisas sobre o produto e me dirigi para a loja ao lado, onde efetuei minha compra.
  • Isto é perfeito para qualquer um!
 Eis outra indicação difícil de aceitar como verdadeira. Antes de adicionar essa frase à lista, nos esforçamos para pensar em um produto ou serviço que fosse idealmente perfeito para todos. O máximo que conseguimos fazer foi supor que o vendedor vendesse água mineral. Mas, então, pensamos: se o tipo de água é perfeita para todos, já que existe tanta concorrência? A mera existência de árdua competição não indica que, para alguns consumidores, certos tipos de água são melhores que outros? Aliás, qual produto ou serviço não tem concorrentes? A competição existe pela diversidade de consumidores ou a diversidade de produtos gera tipos diferentes de consumidores? Boa questão filosófica! Sei que você não vende água, mas a substitua pelo seu produto ou serviço e releia o texto.
Enfim, vejam só como pequenas “discursividades” podem causar efeitos negativos. Outras frases e posturas também criam nuvens de vapor tóxico ao redor do consumidor, independentemente da boa vontade do profissional de vendas, para quem ouvir questionamentos é iminente.
Portanto, faça as coisas darem certo logo de início. Procure vender melhor e não vender arduamente. Aliás, essa técnica vale para outras situações: o esforço pode ser desnecessário quando se tem uma atitude inteligente. Pense nisso!

* Luís Sérgio Lico é filósofo, consultor, escritor e conferencista. É autor do livro O profissional invisível.