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terça-feira, 14 de junho de 2016

"Tem coisas que só acontecem com o Botafogo".

Um torcedor do Botafogo de Futebol e Regatas entrou na nova onda do Facebook e falou 25 fatos sobre o Glorioso! Confere aí!

1 - No atual elenco, Jefferson é o jogador que mais vestiu a camisa alvinegra. O camisa 1 já entrou em campo 427 vezes pelo Botafogo;


2 - Nilton Santos é o jogador que mais vezes vestiu a camisa alvinegra. A Enciclopédia do Futebol jogou pelo Glorioso em 721 oportunidades;

3 - 313! Esse é o número de gols que Quarentinha marcou com a camisa do Botafogo. O ex-atacante é o jogador que chegou as redes mais vezes pelo Fogão;

4- Mesmo marcando tanto, Quarentinha não comemorava, pois dizia que era apenas o seu trabalho;

5 - 47! O Glorioso é o clube que mais cedeu jogadores para a Seleção Brasileira em Copas do Mundo;

6 - Nilton Santos;

7 - Garrincha;

8 - Um dos principais símbolos do Botafogo, o Manequinho começou a ser associado ao clube quando um torcedor vestiu a escultura com a camisa alvinegra na comemoração do título do Campeonato Carioca de 1957;

9 - Em 2008, uma revista japonesa escolheu o escudo do Botafogo como o mais bonito do mundo;

10 - O Botafogo foi o último time a colocar mais de 100.000 torcedores no Maracanã, na final da Copa do Brasil, em 1999;

11 - O Botafogo tem três jogadores na Seleção de todos os tempos da FIFA. São eles Garrincha, Nilton Santos e Didi.

12 - O Botafogo foi reconhecido pela FIFA como o 12º maior clube do Século XX;

13 - Mesmo jogando pelo Figueirense, Loco Abreu beijou o escudo do Botafogo durante uma partida contra o Flamengo;

14- Na primeira partida oficial do clube, ele ainda se chamava Botafogo Football Club; 

15- O Botafogo é o único time carioca a vencer um título internacional dentro do Maracanã;

16 - O Dia do Botafogo é 16 de maio. A data foi escolhida como forma de homenagear Nilton Santos, nascido em 16 de maio de 1925;

17- No dia do aniversário de 77 anos do Flamengo, o Botafogo goleou o rival por 6x0 com 3 gols de Jairzinho;

18- Entre 1977 e 1978, o Botafogo ficou 52 jogos invictos. Até hoje, esse foi o recorde do futebol brasileiro;

19- Na inauguração do Nilton Santos, o Botafogo venceu o Fluminense por 2x1 com dois gols de Dodô;

20- Uma revista argentina elegeu o Botafogo o 6º clube mais azarado do mundo;

21- O Botafogo completou 21 anos sem vencer nenhum título. No dia 21/06/1989, Mauricio marcou o gol da vitória contra o Flamengo na final do Campeonato Carioca e quebrou essa escrita;

22- O presidente do Botafogo Carlito Rocha colocava em campo um cachorro chamado Biriba para acalmar as partidas em que o clube tomava pressão do adversário;

23- Até hoje, o cachorro é um símbolo da torcida alvinegra;

24 - O Botafogo protagonizou a maior goleada da história do futebol brasileiro: 24x0 contra o Mangueira, pelo Campeonato Carioca de 1909;

25- "Tem coisas que só acontecem com o Botafogo".

Copiado: Esporte Interativo

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Botafogo: Uma História em Preto e Branco: Evolução do Uniforme

A coluna Tu És O Glorioso, contando um pouco da história das camisas alvinegra 


Listras alvinegras: inspiração na Juventus, da Itália


O uniforme preto e branco foi definido nas reuniões de fundação do clube em 1904, por sugestão de Itamar Tavares - que estudara na Itália e era fã da já poderosa Juventus de Turim. No entanto, o Botafogo utilizou provisoriamente camisas e calções brancos (eventualmente pretos) até 1906, quando as primeiras camisas de botão alvinegras chegaram, importadas da Inglaterra e confeccionadas pela Benetfink & Co. Completavam o uniforme a "casquette" (boné) listrado e a faixa preta na cintura. Em 1909 as camisas de botão foram substituídas pelas de malha, mais confortáveis.


No título de 1910, o escudo no uniforme
Apenas em 1910 o Botafogo, então "Botafogo Football Club", passou a usar o escudo bordado na camisa - e com ele conquistou o Campeonato Carioca de 1910, que lhe rendeu o apelido de "O Glorioso". Em 1917 o Botafogo mudou a gola do uniforme e passou a usar mangas mais curtas, que paravam na metade do antebraço. As mangas voltaram a ser compridas em 1920, e no decorrer da década o clube alternou entre o preto, o branco e o listrado nas cores da gola.

- 1910                                                                                                           
1910
- 1917
1917
- 1920
1920 
Modelos mais esportivos na década de 30

As golas de cadarço foram abandonadas em 1931, substituídas pela gola "V", e no ano seguinte as mangas passaram a ser curtas. No final de 1934, ano em que o Botafogo adota o profissionalismo, os calções passam a ser pretos.
- 1931
1931
- 1932
1932
 Após a fusão em 1942, brilha a Estrela Solitária

A gola preta se consolida de vez após o Tetracampeonato Carioca em 1935. Mas é após a fusão do Botafogo Football Club e do Club de Regatas Botafogo em 1942 que o Glorioso acrescenta a sua marca mais famosa: o escudo da Estrela Solitária. O novo modelo só foi inaugurado em 1943. Em 1947 o clube usa um uniforme de botão, incomum para a época.
- 1954
1954
- 1957
1957 

As históricas camisas da década de 1960
Duas gerações de ouro do Botafogo ficaram marcadas pelos uniformes usados na década de 1960. A combinação com a faixa branca na cintura e listra central da camisa branca, comumente usada na versão com mangas compridas, tornou-se símbolo do time de Garrincha, Nílton Santos, Zagallo, Amarildo e cia.. Já a versão sem a faixa na cintura e listra central da camisa preta a cara da geração de Gérson, Jairzinho, Caju e outros craques. Em 1969 o Botafogo adotou a gola olímpica e numeração nos calções - e com esse uniforme conquistou a Taça Brasil de 1968 na final contra o Fortaleza.
- 1961
1961
- 1964
1964
- 1969
1969

Poucas mudanças na década de 1970
A gola olímpica predominou na década, sendo substituída por uma versão de gola redonda "aberta" em 1977. O maior destaque ficou com o peculiar uniforme reserva entre 1975 e 1976, branco com mangas listradas.
- 1971
1971
- 1975
1975
- 1977
1977 
Homenagem ao tetracampeonato

Duas novidades marcaram a camisa alvinegra em 1981: quatro estrelas amarelas sobre o escudo, alusivas ao Tetracampeonato Carioca de 1932/33/34/35, e a exibição da marca do fornecedor de material esportivo. As estrelas seriam removidas em 1982, voltando em 1986.
- 1981
1981
- 1982
1982
- 1986
1986 
A era dos patrocíniosNo final de 1986, o Botafogo passou a exibir patrocínios no uniforme. Na era moderna, os mais variados designs são usados, mas sempre respeitando as tradições da camisa alvinegra.
- 1987
1987
- 1988
1988
- 1989
1989
- 1990
1990
- 1991
1991

- 1993
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- 1994
1994
- 1994 / 1995
1994-1995
- 1995 / 1996
1995-1996
- 1995 / 1996
1995-1996_reserva1
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- 1997
1997
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2009
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 Por Auriel de Almeida - Historiador - https://www.facebook.com/

sábado, 25 de maio de 2013

BOTAFOGO - Estrela Centenária de Botafogo – General Severiano, 100


A razão e a ciência tentam explicar o mundo. 

Para todas as outras coisas inexplicáveis existe o Botafogo.

“Enquanto todos os outros torcedores vão ao jogo de futebol para escapar da vida, nós, botafoguenses, vamos ao estádio para entendê-la melhor”.

Explica João Moreira Salles, um dos selecionados no escrete de finíssima arquibancada gloriosa que escala Vinicius de Moraes, Clarice Lispector, Luis Fernando Verissimo, Otto Lara Resende, Ivan Lessa, Armando Nogueira, João Saldanha, Paulo Mendes Campos, Glauber Rocha, Fernando Sabino, Olavo Bilac, Antonio Candido, Sandro Moreyra, Emir Sader. Tantos alvinegros de berço e de General Severiano.

São cem anos do estádio do clube que mais atletas cedeu à maior seleção do futebol mundial. São 60 anos de um treino em que o craque-bandeira Nilton Santos levou um baile de um anjo diabólico que driblava certo com pernas tortas. Quando Mané Garrincha ganhou um lugar no clube e na história do futebol. Gênio e Alegria do Povo. Craque tipicamente botafoguense.

Pode existir outro atleta neste mundo como o E.T. Pelé. Mas um novo Mané, daquele jeito, naquelas pernas, isso não existe. Isso é Botafogo. Aquilo foi em General Severiano, em 1953. Onde todos os grandes craques e ídolos do clube atuaram até o último jogo, em 1974. Onde Heleno foi ele no melhor jeito e nos melhores jogos.

Garrincha não se explica pela ciência e pela bola. Botafogo não quer e não pede explicação. 
Como diz o botafólogo Lúcio Rangel: 
  • “Eu não gosto de futebol. Gosto do Botafogo”. 
  • É isso. Não precisa ter título – e tem muitos. 
  • Não precisa ter craque – e teve tantos. 
  • Não precisa ter um estádio – teve vários. 
  • Não precisa ter mais torcida, mais dinheiro, mais poder, mais vitórias, mais, muitos. Só precisa Mané. 
  • Só precisa de um canto para ser Botafogo. 
  • Não precisa nem mesmo ter uma casa. Pode alugar. Pode arrendar. Pode demolir. 
  • Pode tudo. Pode até ficar errando de campo em cancha.

Mas é preciso Botafogo. Por mais impreciso que seja.
É preciso contar General Severiano. Lar do Glorioso. Da Estrela Solitária até quando o clube e os cofres se perderam num buraco negro.

Botafogo da primeira cancha na Humaitá até o ground da Voluntários da Pátria – que foi vendido e virou rua General Dionísio (sempre existem patentes estreladas na história única do Botafogo).

Quando o clube ficou com apenas 12 sócios em 1912, Marechal Hermes da Fonseca (mais um estrelado, e que não se perca pelo nome…) deu ao Botafogo a concessão do terreno na rua General Severiano por sete anos – outro sete cabalístico do clube de Mané, de Maurício e de Túlio Maravilha.
  • Os abnegados botafoguenses (uma redundância) construíram o campo que só podia inaugurar no ano 13. 1913. No Dia 13. Treze de maio. 13 de maio de 13. Saravá, Zagallo – e não preciso contar quantas letras tem a frase anterior.
Só podia ser em Botafogo. No Botafogo.

Não tinha mais match na pedreira da Assunção, ou na charneca da rua São Clemente. O que era um casarão em ruínas no bairro virou um campo para treinar. Para jogar. Para ser Botafogo. Para colocar luz no estádio em 1930. Para fazer drenagem pioneira no país. Para fazer campanha por cimento e ampliar as arquibancadas para 25 mil pessoas, reinaugurando a praça de futebol em 1938, com vitória sobre o Fluminense. Dez anos antes do último título conquistado no lindo estádio de espírito. O Estadual de 1948. Com vitória sobre o Vasco.

General Severiano em 1938. FONTE: WIKIPEDIA
General Severiano em 1938. FONTE: WIKIPEDIA

As grandes datas de General Severiano sempre têm um rival vencido. Como no primeiro clássico. Em 1913. Um a zero no Flamengo. Gol de Mimi Sodré. Sem mimimi.

Só mais um fino craque de bola e sem cartola. Não por acaso, outra expressão nascida em General Severiano: “cartola” para definir um dirigente de clube.

Por mais inefável que tenha sido um diligente como o dirigente Carlito. Não houve cartola no clube e no Brasil como Carlito Rocha. Ele amarrava e dava nós nas cortinas do palácio Wenceslau Brás para travar e marcar os rivais…

Ele, Carlito, que adotou Biriba. Cão preto e branco que virou craque campeão estadual em 1948. Só por que em um jogo de aspirantes contra o Madureira o cachorro invadiu o gramado durante e partida. Virou mascote. Virou símbolo. Virou Botafogo.

General Severiano onde Carlito Rocha viu “sangue, suor e lágrimas dos botafoguenses”. Onde só se viu quase tudo isso – menos botafoguenses – na venda da área de General Severiano para a Companhia Vale do Rio Doce, em 1977. Quando o clube virou suburbano em mais uma patente estrelada – Marechal Hermes. Depois atravessaria a ponte para jogar em Niterói, em Caio Martins. Este século faria festa e jogos no Engenhão.

Mas quando ficou distante de Botafogo, a partir de 1977, o clube se perdeu por muito tempo. Nada mais ganhou até 1989. Em 1995, quando voltou a ser o maior do Brasil, foi no mês em que o clube voltou definitivamente a General Severiano. 

No estádio onde se vê o Corcovado e o Pão de Açúcar. Onde Carlito, nas tardes cinzas como as meias gloriosas, pedia ao roupeiro Aloísio para que soprasse as nuvens que cobriam o Cristo Redentor para que ele pudesse enxergar o Glorioso… Coisa de Carlito. Caso de Botafogo. Na casa alvinegra por excelência. Por uso campeão.

O Maracanã foi tirando o Botafogo de General Severiano a partir de 1950. Mas jamais o Botafogo tirou General Severiano da alma. É mítico. É um mistério. É de quem tem estrela.

“O Botafogo é mais que um clube. É uma predestinação celestial”, defendia Armando Nogueira. Um que veio do Acre para ver naquele pedaço de terra do Rio muito do que é o futebol. Não apenas pela qualidade. Mas por aquilo que não se quantifica.

Poucas coisas são tão “futebol” quanto o Botafogo. Essa perfeita imperfeição inventada pelo homem tem no clube carioca umas das mais precisas traduções e preciosas tradições.

Paulo Mendes Campos, sumidade botafoguense (outra redundância), disse que o “o Botafogo é um menino de rua perdido na poética dramaticidade do futebol.” Com tantas casas e mudanças, o clube até pode ter se perdido. Mas raros são os casos no futebol de clubes que voltam para casa.

Raríssimos têm um lar com tanta história como aquela rua de Botafogo.

Aquele menino da rua General Severiano, de fato, ganhou no drama do esporte uma história centenária de vida. “Quando o Botafogo está em campo há sempre mais coisas entre uma trave e outra além de 23 sujeitos e uma bola”, afirma João Moreira Salles.
  • Quando o Botafogo está em General Severiano, não precisa nenhum atleta, nem árbitro, nem bola. Basta uma estrela.
A estrela. Centenária.
(Este texto seria para um posfácio de um livro que será lançado a respeito dos 100 anos do estádio.
Mas não será por que não sou Botafogo.

Isso é Botafogo.
Nem sempre fácil de entender. Mas sempre respeitável e admirável.

Parabéns para o centenário General Severiano e para todas as patentes e estrelas.
Parabéns para todas as solidárias estrelas alvinegras que fizeram esta história linda como a geografia do Rio e de Botafogo).

P.S.: Queria dedicar estas palavras a um amigo que perdeu há um mês o amor da vida dele. O João Almeida. Acabei de saber da perda. Não tive palavras a ele. Mas como ele entende de vida, de Botafogo e, por tabela, de amor, sabe muito bem o que é uma paixão incondicional.
O que é um Botafogo.