quarta-feira, 28 de abril de 2021

Soft Skills - Conheça 15 soft skills para desenvolver agora mesmo

 

Com o avanço das transformações no mercado e nas relações de trabalho, cada vez mais empresas estão percebendo que precisam de colaboradores com habilidades que vão muito além da técnica. Soft skills são competências relacionadas ao comportamento do indivíduo, muito mais atreladas à personalidade e às experiências, do que à formação profissional. Conheça algumas soft skills para desenvolver!

Reconhecer e ampliar suas capacidades é tão importante quanto ter uma formação específica na área de atuação. Se você ainda não começou a trabalhar seu desenvolvimento pessoal, estabeleça metas. Busque treinar sua inteligência emocional tanto no trabalho como em situações do cotidiano e, sempre que possível peça feedback para as pessoas próximas.

Neste conteúdo, você vai entender o que são as softs skills, assim como conhecer 15 que os candidatos precisam desenvolver para se destacar no mercado de trabalho. Acompanhe!

O que é soft skills?

Soft skills são as habilidades ligadas ao comportamento do colaborador. Ou seja, é a sua capacidade de desenvolver uma relação positiva com o trabalho e seus colegas, influenciando positivamente o ambiente. A inteligência emocional e o relacionamento interpessoal são exemplos de soft skills.

Durante um processo seletivo, muitos candidatos aparecerão cumprindo os requisitos especificados: formação acadêmica, fluência em idiomas, especialização, cursos técnicos, etc. Todas essas habilidades trarão aptidão para cumprir as exigências da vaga. No entanto, muitas vezes são as soft skills que farão a real diferença entre um concorrente e outro.

Algumas pessoas parecem ter certas habilidades inatas, como a criatividade ou a organização. Porém, com um bom autoconhecimento, é possível aprimorar essas qualidades que já se manifestam espontaneamente e ainda desenvolver outras, que trarão destaque para um cenário de negócios tão competitivo.

É possível desenvolver soft skills ao longo do tempo, para tanto, é preciso procurar o autoconhecimento e perceber o seu papel dentro da organização. A seguir, listamos 15 dessas habilidades para você conhecer.

Quais as 15 habilidades para desenvolver?

A seguir, listamos as 15 habilidades que os candidatos precisam desenvolver para conseguir se destacar no mercado de trabalho. São características que podem ser adquiridas com o passar dos anos de trabalho, desde que haja uma verdadeira percepção.

1. Comunicação eficaz

Essa é a principal aptidão que deve ser desenvolvida, e não apenas no meio profissional. É indispensável ter a capacidade de se fazer entender de maneira clara e eficaz, sempre levando em consideração seu público-alvo. 

Mas comunicar não é apenas expressar, como também saber ouvir atentamente e contextualizar o que é transmitido. Tenha em mente que dosar o que é dito e quanto é dito — ou escrito — além de sinal de inteligência pode interferir diretamente na sua produtividade.

2. Escrita

Muitas relações de trabalho se dão por e-mails, contratos ou algum tipo de programa de mensagens instantâneas. Saber escrever corretamente é garantir uma boa comunicação e aprimorar sua imagem como colaborador.



Vale lembrar que muitas pessoas acreditam que e-mail não tem “tom de voz”, mas a escolha dos verbos e colocação da frase trazem formas diferentes de se expressar, portanto, é fundamental tomar cuidado e escolher com cuidado a construção frasal.

3. Empatia

Essa soft skill também se relaciona diretamente com a comunicação. Ela que vai ajudar a liderar e obter maior dedicação de seus parceiros de equipe. Colocar-se no lugar do outro é tratar todos com respeito e educação, principalmente em situações mais difíceis. 

Dessa maneira, é possível criar espaço para pedir e dar feedbacks, ferramentas fundamentais para o crescimento profissional. É por meio dessa conversa que você poderá entender os seus pontos fortes e de melhorias.

4. Colaboração

Trabalhar bem em grupo é essencial para construir um grupo de alto rendimento. É nesse momento que temos várias cabeças pensando juntas para um objetivo em comum, os que faz com que as habilidades de cada um se complementem.

A colaboração é fundamental para o clima organizacional. Um ambiente de trabalho colaborativo é mais saudável para os colaboradores e ajuda no estreitamento das relações entre eles.

5. Organização ou planejamento

Fundamental para aumento da eficiência e qualidade do trabalho. Ser um profissional organizado faz com que haja economia de tempo, pois as informações são encontradas de forma mais rápida. 

Além disso, você diminui sua suscetibilidade aos erros relacionados à desatenção. Dessa forma, o profissional passa uma imagem de maior competência, podendo influenciar de maneira positiva os colegas.

6. Flexibilidade

Cada vez mais o mercado exige que os profissionais saibam se reinventar. Novas demandas surgem a cada dia, tanto para futuros desafios quanto para cargos já em vigência. 

Para ser um talento de destaque, é necessário mostrar essa versatilidade tanto no currículo quanto na sua rotina empresarial e emocional.

7. Resiliência

A resiliência é necessária, principalmente, em momentos de crise. Entender como superar as adversidades e, muitas vezes, recomeçar, demonstra maturidade e força. Não é uma habilidade fácil de desenvolver, pois é necessário ter passado pela experiência de situações difíceis.

É preciso compreender que errar faz parte do processo de aprendizagem e, dessa forma, persistir até conseguir finalizar ou avançar em determinado processo.

8. Trabalhar sob pressão

Mesmo nos melhores ambientes de trabalho, por algumas vezes, acontecem situações desafiadoras e/ou inesperadas que exigem muito equilíbrio emocional para que o rendimento e os resultados não sejam afetados. 

O segredo aqui é gerenciar o estresse sem perder o foco. Saber o momento de respirar e não se agarrar aos problemas, mas sim às soluções e possibilidades.

9. Capacidade de resolver problemas

Os bons observadores e detalhistas podem ter vantagem em desenvolver essa skill, que é uma das mais procuradas no mercado. Porém, além da capacidade de análise de um quadro, também é necessária a destreza para tomar uma decisão da melhor forma possível.

10. Pensamento criativo

É a criatividade que nos permite inovar e buscar melhorias e soluções em todos os âmbitos de um negócio. Essa capacidade é desenvolvida com muito estudo e aprendizado com as experiências.

11. Relacionamento interpessoal

Além das relações necessárias e estabelecidas dentro da própria equipe, há muitas áreas dentro de uma organização que conversam entre si. Uma boa conexão entre colaboradores de diferentes áreas (Recursos Humanos e Financeiro, por exemplo) ajuda a atingir melhores resultados.

12. Liderança

Exercer uma boa gestão de pessoas implica saber motivar e engajar as pessoas do seu time, identificando as melhores competências de cada um, sabendo aplicá-las em prol das metas estabelecidas. Ser um bom líder também significa mostrar segurança e dar exemplo.

13. Visão geral

Ter uma real dimensão do todo, mostra que o profissional está integrado com a dinâmica da empresa, seus objetivos e sua metodologia. Essa é uma ferramenta muito importante na hora de propor mudanças ou criar expectativas, pois causa impacto em toda a estrutura organizacional.

14. Negociação

Buscar atingir objetivos que satisfaçam as duas ou mais partes envolvidas. Para isso, essas partes devem ter um mesmo propósito final, como uma venda, a assinatura de um contrato ou a preenchimento de uma vaga de trabalho. 

Até mesmo a flexibilização de um horário ou prazo de entrega de um relatório são decididos por meio de pequenas negociações internas. É preciso saber conduzi-las com naturalidade e estratégia.

15. Ética

Desenvolvida ao longo da vida, é formada por valores individuais e coletivos. Diferencial bastante importante, principalmente no meio corporativo, que pode gerar situações tensas e competitivas. Em um cenário ideal, é ela que dá a sustentação para que as outras soft skills se desenvolvam.


Essas são as soft skills mais buscadas e necessárias atualmente. Tão importante quanto desenvolvê-las, é saber identificá-las, tanto na análise de colaboradores que já são membros de uma companhia, quanto durante a captação de futuros talentos. Contudo, diferentemente de capacitação técnica, essas aptidões não são ensinadas facilmente.

Nem todos desenvolvem todas as habilidades de igual forma e intensidade, e isso é natural devido aos diferentes tipos de experiências, pontos de vista e aprendizagem. É isso que garante a singularidade de cada um.

O importante é ter em mente que as soft skills são reflexo de um desenvolvimento contínuo e sempre sujeito a aperfeiçoamento. Assim sendo, vale a pena buscar fortalecer e reconhecer as capacidades de acordo com o autoconhecimento e as exigências do mundo corporativo atual.

Copiado: https://blog.solides.com.br/

segunda-feira, 26 de abril de 2021

Salário Emocional: 10 fatores que definem a remuneração além do dinheiro


Salário emocional, você já ouviu essa expressão? Essa remuneração não é feita por meio de dinheiro, mas sim de satisfação de uma pessoa no trabalho. Esse conceito, que é composto por todas as coisas positivas e não financeiras que é possível obter exercendo uma atividade profissional, começou a ser estudado há 10 anos.

A mexicana Marisa Elizundia, especialista em recursos humanos, pesquisa o tema há anos na Espanha e diz que espera criar uma nova forma de pensar o trabalho a partir desse conceito. A especialistas explica que para a força de trabalho, os fatores emocionais que condicionam o trabalho são cada vez mais determinantes, principalmente em tempos de pandemia, onde predomina a sensação de "viver para trabalhar".

Analisar o seu salário emocional pode ajudá-lo a avaliar em que medida o seu trabalho realmente o satisfaz e quais elementos você deve observar e, se possível, modificar, para encontrar o equilíbrio.

"O salário econômico é a base, mas tudo o mais tem que ser adicionado a essa equação, todos aqueles elementos que ajudam você a crescer pessoal e profissionalmente. Esse é o salário emocional", diz Elizundia à BBC News Mundo.

"Nós investimos um terço de nossas vidas no trabalho e não podemos pensar nisso apenas em termos econômicos. Sim, você trabalha por dinheiro, mas se tirar a parte econômica, o que você tira disso? Por que você trabalha?", questiona.

O salário emocional reúne todos os elementos que "vão influenciar suas decisões no trabalho, como você se relaciona e todos os seus comportamentos".

"Não é algo fixo, pode mudar com o tempo, e você é um agente muito importante para administrar ativamente seu salário emocional e reivindicar o que falta, mas os líderes à frente das empresas também têm uma importância brutal", explica Elizundia.

Mas ela alerta que um alto salário emocional não compensa um baixo salário econômico — até porque a remuneração é a melhor forma da empresa mostrar que valoriza o funcionário.

"No final das contas, se as empresas querem reter seus melhores talentos, elas devem dar-lhes uma compensação financeira adequada. O salário emocional é algo que se soma ao salário econômico", diz a especialista.



Algumas empresas aproveitam o 'salário emocional' para atrair talentos ou ganhar a lealdade de seus funcionários. E não há nada mais improdutivo do que um funcionário infeliz.

Outras, por outro lado, consideram isso uma despesa. "E do ponto de vista contábil, é mesmo, pois é preciso investimento para fornecer um bom salário emocional", escreveu Juan Alfonso Toscano Moctezuma, doutor em Ciências da Administração pela Universidade de Ciudad Juárez, no México, em um trabalho acadêmico de 2020.

Alguns exemplos de salário emocional são horários flexíveis, folgas, creches, benefícios sociais, atividades de voluntariado ou espaços de lazer na empresa, explica a IMF Business School, escola de negócios em Madri, na Espanha. 

Coisas como reconhecimento, treinamento e planos de treinamento também fazem parte do salário emocional.

Os 10 fatores

Em sua pesquisa, realizada em mais de vinte países e em vários tipos de empregos, Elizundia encontrou 10 fatores-chave que servem para medir o salário emocional. Em resumo, são eles:

  • Autonomia — "É a liberdade que se sente para poder administrar seus próprios projetos", diz Elizundia.
  • Pertencimento — "O fato de pertencer a um grupo que te valoriza e te reconhece".
  • Criatividade — "Muitas pessoas acreditam que a criatividade é algo exclusivo dos artistas, mas mesmo as pessoas com trabalhos considerados mais 'sérios' podem colocar sua marca criativa no trabalho", diz Elizundia.
  • Plano de carreira — "A projeção de carreira no futuro, a perspectiva de médio e longo prazo na sua carreira".
  • Prazer — "É a parte de curtir, ter momentos agradáveis ​​no trabalho", explica ela. "Não podemos falar de felicidade, porque ela é um conceito muito mais complexo, mas é possível ter momentos de alegria e diversão no trabalho."
  • Dominar sua função — "A satisfação que você sente com um trabalho bem feito te enche de orgulho. E essa satisfação te faz ficar um pouco melhor a cada dia em sua função, você começa a aprender o que vai dar certo ou errado, começa a se tornar proficiente no que faz."

  • Inspiração — "Aqueles momentos que você tem graças ao seu trabalho que geram um sentimento de ampliação de possibilidades, que te inspiram, que te dão uma nova perspectiva, uma nova forma de olhar situações e pessoas que talvez você não tivesse antes."
  • Crescimento pessoal — "É quando, graças ao seu trabalho, você enfrenta desafios que o ajudam a melhorar como pessoa, a obter mais de si mesmo."
  • Crescimento profissional — "São aqueles momentos que te ajudam a exercitar suas habilidades e seus talentos no caminho para ser um profissional melhor".
  • Ter um propósito — "É quando você tem a sensação de que seu trabalho contribui para os seus próprios propósitos e os da empresa, que aquilo tem um significado para você", diz Elizundia.

  1. Copiado: https://www.contabeis.com.br/

quarta-feira, 21 de abril de 2021

Esclarecimento sobre o termo “Administrador” ou “ADM”


Com o advento das redes sociais, não é raro encontrarmos as expressões relacionadas ao Administrador, ou seja, indivíduo devidamente formado no curso de bacharel em Administração e registrado em conselho profissional, sendo utilizado em um contexto não próprio. 

Frases como “administradores das redes sociais ou ADM” são amplamente difundidas hoje em dia e se referem a profissionais, muitas vezes de comunicação ou marketing, que gerenciam perfis profissionais de marcas, influencers, personalidades públicas ou artistas. 

São esses os responsáveis pela produção de conteúdo, posicionamento de branding e  interação com o público. Desempenham um papel, sem dúvida, fundamental para os dias atuais, nos quais a vida acontece, em grande parte, no meio virtual. Porém, isso não significa que sejam Administradores. 

Infelizmente, é comum vermos as empresas e até a imprensa utilizando, erroneamente, o termo Administrador para cargos, funções e pessoas que não o são. E isso não é de hoje. Está longe de ser um privilégio da internet. Pelo contrário… O deslize acontece também pelo senso comum. 

Vamos lá: Administrador, ou ADM como muitas vezes é carinhosamente chamado, é aquela pessoa que cursou Administração e está devidamente registrada em Conselhos Regionais de Administração, presentes em todas as unidades federativas do Brasil. 

 


A profissão é regulamentada pela Lei n.º 4.769, de 9 de setembro de 1965, que dispõe sobre o exercício da atividade.

Para que alguém possa ser, devidamente, chamado de Administrador, é necessário muito estudo. No mínimo, um diploma aceito pelo sistema educacional brasileiro e anos dedicados para se tornar um Administrador qualificado e com conhecimento.

A capacidade de um bom administrador vai além de planejar, dirigir, organizar e controlar e a importância de tal profissional para a sociedade já foi, muitas vezes, comprovada.

A Administração é uma ciência holística. O que significa que, do ponto de vista corporativo, permite visão e análise completas e integrais. E é exatamente o que garante a diferença. Mas, reforço novamente, que este é um processo que envolve muito estudo, preparação, formação e dedicação específicas.

Além disso, a Administração conta com um órgão responsável pela disciplina e fiscalização do exercício profissional, criado há mais de cinquenta anos.

O Sistema CFA/CRAs é composto pelo Conselho Federal de Administração, situado em Brasília, no Distrito Federal, juntamente com os Conselhos Regionais de Administração, espalhados por todo o Brasil. Juntos, eles são responsáveis pela defesa e desenvolvimento da profissão do Administrador.

 


Portanto, é preciso cautela e conhecimento para se usar adequadamente o termo Administrador ou ADM para não correr o risco de cair em usurpações ou apropriações indevidas.

Entende-se que eles são de uso exclusivo das situações explicitadas anteriormente. Sendo assim, o vocábulo mais adequado para essas situações genéricas seria gestor. 

Administrador Rogério Ramos

Presidente em exercício do CFA

Copiado: https://cfa.org.br/

segunda-feira, 19 de abril de 2021

O Mercado do Perito-Administrador


 Uma atividade rentável de mercado pouco conhecido.

O perito-administrador envolve-se com perícias onde em grande parte o economista e contador igualmente têm atuado.

O mercado do perito-administrador está na Justiça Estadual, do Trabalho e Federal, estando habilitado a realizar perícias que versem sobre: cartão de ponto, recibo de pagamento, registro de empregados, convenção coletiva de trabalho, acordo coletivo de trabalho, descrição de cargos, plano de carreira, guias de recolhimento do FGTS, atestado médico, contratos de financiamento, empréstimo, cheque especial, aluguel, leasing e outros que caracterizem procedimentos administrativos.

Não se pode deixar de comentar que o mercado é vasto e de pouco conhecimento da classe dos administradores. 

Certamente, o pouco conhecimento é devido a um fator marcante na atividade do perito: a discrição em que o trabalho pericial está restrito.

 Poucas são as pessoas que têm acesso ao laudo do perito-administrador e o quanto ele recebe de honorários. 

Estas pessoas são os juízes, advogados alguns funcionários do cartório onde tramita o processo.

Por outro lado, é notada determinada reserva na divulgação deste mercado pelos próprios administradores, sendo por demais difícil encontrar um perito-administrador ou qualquer outro interessado em ensinar os meandros do ofício àquele que nada conhece sobre o assunto e pretende fazer parte do meio. 

Outrossim, as faculdades de administração não costumam ensinar aos alunos a respeito do trabalho em si do perito e os trâmites afins na Justiça.

Por sua formação, o administrador é um técnico com razoável flexibilidade, o que pode possibilitar adaptação e conciliação do encargo de perito judicial às condições de trabalho que desempenha como profissional liberal ou proprietário de um pequeno negócio ou, até, como empregado de empresa.

A perícia judicial, como as práticas de consultoria empresarial e auditoria, se enquadra nas diversas especialidades em que se desdobra a administração e representa um grande mercado onde o administrador exerce o encargo como profissional liberal. 


A ele é possível atuar, judicial e extrajudicialmente, em áreas como: 

  • marketing, 
  • planejamento, 
  • materiais, 
  • finanças, 
  • recursos humanos e pessoal, 
  • análise de sistemas e informática, 
  • organização e métodos, 
  • administração geral, 
  • administração hospitalar e 
  • outras atividades exclusivas do administrador.

Para o exercício da função de perito-administrador, é exigível estar registrado no Conselho Regional de Administração – CRA, de seu estado. 

Deve também, no mínimo, ter à mão certidão emitida por este conselho, onde conste as áreas em que possui habilitação para perícia. 

Essa certidão de habilitação é obtida simplesmente com um pedido dirigido ao CRA.

O perito judicial administrador é nomeado pelo juiz do trabalho, juiz federal e juiz de direito, ou então é indicado pelas partes envolvidas em um processo.

Não se consente ficar desatento e portanto desconsiderar o fato que o administrador e o economista participam atualmente menos no mercado das perícias quando comparados ao contador, cabendo a eles empreenderem mais neste campo.

Para maiores informações sobre o assunto perícia judicial para administradores, leia o livro Manual de Perícias.

Copiado: https://www.manualdepericias.com.br/

sexta-feira, 16 de abril de 2021

ESTA ERA A NOSSA VIDA!!!! SEM TIRAR, NEM POR!!!


Cresci em São Luís do Maranhão, ia para a escola a pé e às vezes com um monte de amigos, e íamos rindo e papeando. 

Não tínhamos bolsa família e nem vale gás. 

Não tinha Google e nem celular... 

As pesquisas de escola eram feitas em Bibliotecas (usávamos a Barsa, tesouro da juventude,  Google da nossa época kkkk), escritas a mão (se estivesse igual como no livro, estávamos ferrados). 

Na escola tinha o gordo, o leitão,  4olho,  a branquela, tinha canela fina, anão, o narigudo, a Olivia Palito , o cabeção,  a sukita, porco da índia, chiclete e por aí vai...

Todo mundo era zoado, às vezes até brigávamos, mas logo estava tudo resolvido e seguia a amizade... 

Era brincadeira e ninguém se queixava de Bullying. 

Existia o valentão, mas também existia quem defendesse. 

Tinha o dia do flúor, dia da vacina... 

Nossas férias começavam 1° de dezembro e retornávamos em (PASMEM)1° de Março. Tínhamos férias de 1° a 31 de julho.

Toda a semana antes de iniciar as aulas, cantávamos o hino nacional com a mão no peito e com orgulho, e ai de quem cantasse errado, cruzasse os braços ou aplaudisse após cantar o hino. 

Cantávamos também o hino da independência e hino a bandeira. 

Tinha o desfile de 7 de setembro e a gente sempre querendo ser destaque...


O famoso "ki suko" que com $0,10 centavos comprávamos e era o único pó que conhecíamos. 😂 Fazíamos 2 litros com um pacotinho e a língua ficava colorida por uns dois dias kkkkk, tinha o chiclete ping pong. 

Época em que ser gordinho(a) era sinal de saúde e se fosse magro, tínhamos que tomar o Biotônico Fontoura. 

A frase "peraí mãe" era para ficar mais tempo brincando na rua e não no celular ou computador...

Colecionávamos figurinhas, papel de carta, boneca de papel. 

As brincadeiras eram saudáveis, brincávamos de bater em figurinhas e não nos nossos professores.

Jogávamos vôlei na rua, nossa aventura era tocar campainha e sair correndo kkkkk

Na rua jogar bola, pique esconde, queimada, namoricos, pega pega, andar de bicicleta, pular corda, elástico..., todo mundo brincava junto e como era bom.

Bom não, era maravilhoso!

 Que saudades dessa época em que a chuva tinha cheiro de terra molhada! 

Época em que nossa única dor era quando usávamos merthiolate nos machucados 😊.

Éramos felizes em comparação com esse mundo de hoje onde tudo se torna bullying ou preconceito. Cheio de mimimi.😥


Nossos pais eram presentes, educação era em casa. 

Nada de chegar em casa com algo que não era nosso, desrespeitar alguém mais velho ou se meter em alguma conversa (somente um olhar bastava kkk), e lá vinha o famoso e terrível 

  • EM CASA A GENTE CONVERSA. 

E tínhamos hora pra chegar em casa 10 horas da noite e NEM UM MINUTO A MAIS.

Tínhamos que levantar para os mais velhos sentarem.  

Fico me perguntando, quando foi que tudo mudou e como os valores se perderam e inverteram dessa forma?

Eu vi o filme de minha infância!!! 🙏🏻

Época boa demais!!! 😉

Autor desconhecido 

quarta-feira, 14 de abril de 2021

Todos com mais de 50 anos que realmente viveram livres e felizes!

 


Tenho 49 anos e cresci vendo uma negra como âncora do programa Fantástico (Glória Maria).

Cresci vendo um nordestino, um negro, um galã de circo e um caipirinha (Didi, Mussum, Dedé e Zacarias) formando um dos maiores grupos de humor do Brasil, os trapalhões, fazendo piadas e críticas ao sistema que hoje jamais seriam aceitas pela sociedade, como homossexualidade e problemas de dependência química com o álcool.

Também vi um Grupo heterogêneo como o Casseta e Planeta, que tinha negro, branco e homossexual, fazendo piadas de mesmas temáticas que os trapalhões, serem referência de humor, detalhe, ambos na Globo.

Cresci vendo o melhor humorista do Brasil, Chico Anysio e seus personagens negros, brancos, País de Santo, gays etc, entrando em nossas casas uma dia por semana para nos trazer alegria.

Cresci vendo um travesti participando de todos os programas da família Brasileira, sem nenhum tipo de problema (Rogeria).

Cresci vendo um negro Gay (Jorge Lafond) ser um dos grandes nomes do humor nacional.

Cresci vendo uma transexual ser padrão de beleza feminina e capa de revista masculina (Roberta Close). 

Cresci vendo um Gay, com roupas não ortodoxas, ser um dos maiores cantores e voz do Brasil (Ney Matogrosso).

Aliás, por falar em música, cresci tendo ídolos gays na música, como Cazuza e Renato Russo, Bethania, Marina  e muitos outros.


Quase todos meus ídolos do esporte são negros. Cresci vendo um negro como maior ídolo desse país (Pelé) e uma das figuras mais populares do Mundo.

Testemunhei um cantor gago, ex garçom, se tornar a voz romântica mais famosa desse país (Nelson Gonçalves).

Por falar em Nelson, vi um outro, anão, fazer tanto sucesso quanto (Nelson Ned).

Eu cresci vendo dois homens gordos, zoando suas próprias gorduras e se tornando dois dos maiores apresentadores e mais bem pagos do país (Faustão e Jô Soares).

Cresci vendo um homossexual extremamente requintado, inteligente, com programas para a família brasileira ser amado por muitos e ainda ter virado um dos políticos mais bem votados desse país (Clodovil), explicando que a sexualidade é um direito de cada um, e que isso não tem nada a ver com o seu valor enquanto Ser humano. 

CRESCI OUVINDO MÚSICAS COMO A DO CHACRINHA QUE DIZIA: MARIA SAPATÃO E DE CHICO BUARQUE: JOGA PEDRA NA GENI. 

Cresci vendo que a melhor maneira de defender seus direitos é abertamente, expressando-os de forma educada e inteligente.

Eu cresci entendendo que preconceitos significam estupidez, pois toda a minha formação se deu com bons exemplos de representantes, de todas as classes, em um país que normalizou a presença de todos em programas de televisão, onde tudo era discutido sem qualquer pudor.

Cresci entendendo de verdade o que era liberdade de expressão.

Infelizmente, hoje, com esse mimimi chato pra caramba, não temos mais liberdade de expressão.

Tudo que citei, antes normal, hoje seria execrado por essa nova sociedade chata para caramba!!


Essa dita “resistência” do politicamente correto luta contra “monstros” e "rótulos" que ela mesma criou.

Tudo vem sendo conotado como proibido e preconceituoso, ou politicamente incorreto.

Geração chata !!!

Queremos o nosso bom Brasil de volta.

Autor: Desconhecido.

segunda-feira, 12 de abril de 2021

O Que Está Por Vir em 2021, em 20 pontos da revista “The Economist”.

 

1 – Os humanos querem se socializar novamente, mas o trabalho remoto basicamente permanecerá o mesmo. Vamos continuar a trabalhar online a partir de nossas casas cada vez mais adaptadas e com reuniões em lugares diferentes todos os meses para socializar e conectar.

2 – Escritórios vão fechar com uma porcentagem muito alta e esse modelo retrógrado será tomado por tecnologias disruptivas. A cada dia teremos mais assistentes digitais para trabalhar de forma eficiente. As grandes corporações serão sempre lembradas como os enormes mamutes de 1980-2020 em extinção

3 – Os hotéis de trabalho desaparecem em pelo menos 50%. Viagens, congressos ou reuniões de trabalho nunca voltam a ser como eram, se puderem ser feitos online. O turismo de trabalho praticamente desaparece. As chamadas se tornam chamadas de vídeo.

4 – As casas tornam-se mais tecnológicas e adaptadas ao trabalho diário. Muitas empresas se dedicarão a resolver as necessidades de trabalhar em casa. Hoje você pode morar fora de uma cidade grande, trabalhar da mesma forma e gerar o mesmo valor.

5 – A produtividade não depende mais de um chefe que te vê, agora é por meio de plataformas que te ajudam a medir resultados, KPIs e tempos eficientes. A forma de contratação de pessoal é repensada. Contratar os melhores do mundo hoje é mais fácil, barato e eficiente. Não haverá diferença entre contratar pessoal local e estrangeiro. Hoje somos todos globais.

6 – Tudo o que é repetitivo torna-se virtual e em regime de assinatura. Igrejas, arte, academias, cinemas, entretenimento. Poucos lugares podem manter estruturas físicas como antigamente.

7 – Empresas que não investem pelo menos 10% em novas tecnologias irão desaparecer. A empresa tradicional chegou ao fim em 2020. Resta esperar sua morte final. Uma empresa de tecnologia, fresca e nova hoje, pode substituir outra que tem feito o mesmo nos últimos 50 anos.

8 – O turismo para entretenimento retorna plenamente fortalecido no segundo semestre de 2021, sempre acompanhado de muita tecnologia na sua operação, desde a compra, a operação e as experiências a serem recebidas. As pessoas apreciam mais do que nunca visitar o natural mas com soluções altamente tecnológicas. Locais mais remotos, experiências mais autênticas suportadas com assistência digital 24 horas por dia, 7 dias por semana.

9 – O tratamento de dados pessoais torna-se mais delicado e as grandes plataformas vão mudar. As pessoas voltam a pagar assinaturas devido ao senso de transparência que isso envolve. Eles preferem pagar a doar seus dados. As grandes marcas hoje valem sua credibilidade. Tudo pode ser copiado ou replicado, exceto prestígio.

10 – A força de trabalho será drasticamente reduzida e muitas operações simples serão fornecidas por IA. Em 2024, a IA já lidará com operações complicadas em milhões de locais. Uma grande temporada global de demissões está chegando. O desemprego ocorre por motivos multifatoriais e não apenas por causa da crise econômica.


11 – A educação nunca mais será igual. Cada um pode estudar o que precisar. Estudar offline e online será normal. Escolas e universidades são transformadas em um esquema híbrido para sempre. Serão aceitos candidatos sem formação universitária para cargos de menor importância, que tenham a experiência necessária.

12 – O sistema médico será adaptado com tecnologia remota para sempre. Uma consulta médica por teleconferência será normal. A vacina da COVID é muito rápida, mas você encontrará grandes desafios ao longo do caminho. Grandes hospitais repensam seu funcionamento devido às crises econômicas que sofreram com a Covid 19. As pessoas ficam menos doentes com vírus, bactérias e doenças devido ao manuseio inadequado dos alimentos, graças à limpeza recorrente do indivíduo comum.

13 – A economia pessoal se contrai, novas formas de gerar transações comerciais são utilizadas e as pessoas economizam mais. Uma alta porcentagem dos gastos da família vai para atividades que antes não tinham demanda e vice-versa. A compra de itens como roupas elegantes é substituída por roupas casuais.

14 – E-commerce continua a crescer, players como Facebook, Tik-Tok e YouTube entram para competir com a Amazon. Fechamento de 50% das lojas físicas globais. As lojas sobrevivem graças ao fato de serem experiências e showrooms, mas o comércio real no final de 2024 será maior online do que presencial em muitas áreas. Os grandes shoppings ficarão presos no tempo. Poucos sobreviverão a longo prazo.

15 – Mudanças climáticas serão um tópico muito discutido e apoiado. As grandes indústrias continuarão a se transformar com apoio da IA. A adoção da bicicleta como principal meio de transporte continuará crescendo graças à transformação das cidades. Vamos passar da questão Covid para a Mudança Climática como a questão principal.

16 – Novos modelos de informações e notícias por assinatura com mais transparência ajudarão a disponibilizar conteúdo sem tantas fake news. Credibilidade e transparência serão a pedra angular de todas as empresas. As pessoas estão cansadas de tanta informação e preferem interagir com alguns seletos provedores de informação.

17 – A saúde mental torna-se um tema recorrente. Grandes plataformas ajudam as pessoas a enfrentar as situações de agressividade, solidão e angústia que vivenciaram durante o isolamento. Há muito a repensar. As crises de liderança nas empresas serão mais comuns a cada dia.


18 – Os grandes problemas como educação, saúde, energia, segurança, política, destruição da classe média, ganham destaque. Grande capital é investido para fazer o bem, enquanto os problemas globais são resolvidos. Empreendedorismo social no seu melhor, com resultados financeiros muito substanciais.

19 – Tudo vai para o natural e saudável. Alimentos, experiências e forma de interação. 100% natural, produzir a própria comida, meditar e se exercitar, passa a fazer parte do dia a dia. Ser mais saudável é o “novo luxo”. Produtos suntuosos perdem valor e justificativa. A reciclagem está voltando muito mais forte depois de um ano de desperdício incontrolável, agora com grandes tecnologias que realmente resolvem os problemas gerados no passado.

20 – O mundo está vendo este ano como um novo começo. Um renascimento. As pessoas vão repensar seus objetivos pessoais, de trabalho, saúde, dinheiro e espirituais. Grandes oportunidades estão surgindo para satisfazer todos esses requisitos e mudanças de pensamento. Acumular, consumir e viver pelo material vai para o lado negativo. A inovação, a tecnologia, o pensamento natural e lateral são a base da nova realidade. Todos estão a tempo de encontrar novos caminhos. Você apenas tem que encontrar as novas rotas pessoais ou comerciais.

Fonte: The Economist

quinta-feira, 8 de abril de 2021

Professor: Pesquisador ou Administrador?


A carreira de professor universitário está fundamentada, como se sabe, no tripé pesquisa, ensino e extensão. Todavia, também lhe cabe exercer funções administrativas, as quais se somam às outras já elencadas. As funções administrativas exigem experiência e formação na área; contudo, elas muitas vezes lhe faltam. 

Diante disso, parece lógico que tais funções administrativas devessem ser exercidas por servidores técnicos preparados, que delas se incumbiriam apropriadamente, sempre, é claro, em diálogo com os docentes e discentes. Afinal, devemos criar uma rede colaborativa a fim de otimizar as atividades acadêmicas em todos os seus níveis. 

Ocorre que, no momento, em razão de diferentes circunstâncias, há cada vez menos servidores técnicos com a requerida qualificação à disposição dos departamentos.

Idealmente, as universidades deveriam garantir mais técnicos que pudessem assumir funções específicas, além de distribuí-los melhor entre os centros.

 Aparentemente, as administrações centrais não parecem empenhadas numa mudança administrativa no curto prazo que supra a carência de funcionários apontadas acima e que delegue a eles algumas funções por ora exercidas pelos professores. 

Quando isso ocorrer, o professor finalmente poderá dedicar-se integralmente ao tripé de sua carreira acadêmica. 

O que parece estar acontecendo, todavia, é que, depois de todos esses anos em que as universidades foram administradas pelos próprios professores, estes passaram a achar natural ter que administrar um centro, um departamento ou um curso, mesmo, por vezes, sem dispor de uma formação prévia para isso. 

Poderá resultar daí uma série de percalços de toda ordem, que vai da ineficácia ao mal-entendido, não por má-fé do administrador/professor, mas por falta de conhecimento técnico e jurídico que a sua formação acadêmica, por melhor que ela seja, não lhe dá necessariamente. 

Até que ponto é ético alguém assumir uma função para a qual não está preparado? 

Mas somos cobrados e obrigados a assumir esses cargos, os quais, aos poucos, estão tomando uma importância tal que, em determinados departamentos, valem mais do que as atividades intelectuais (obviamente as artísticas estão aqui incluídas) sobre as quais nós professores deveríamos realmente nos debruçar: a pesquisa, o ensino e a extensão. 

A universidade deveria ser um centro de pesquisa, de reflexão e de ideias que incrementasse o diálogo constante entre professores e alunos em sala de aula e fora dela. O professor precisa de tempo e disposição para construir esse diálogo, que, com a ajuda de servidores técnicos nas funções administrativas, há de se tornar mais viável e eficaz. 

Os servidores técnicos saberão, certamente, adotar a melhor forma de presidir as reuniões, que muitas vezes são intermináveis e sem um objetivo específico, para citar um ponto que me parece relevante, entre tantos outros mais. 

Por Dirce Waltrick do Amarante

Professora da Universidade Federal de Santa Catarina. Pesquisadora do CNPq.