terça-feira, 6 de abril de 2021

CRIPTOATIVOS: entenda como funciona e como investir em ativos digitais

 


Criptoativos são uma representação digital de valores transacionados, como as criptomoedas, que ganharam reconhecimento entre jovens investidores com a valorização surpreendente do bitcoin.

Até alguns anos atrás, moedas virtuais eram discutidas entre jovens nerds, em salas de conversação na internet. O bitcoin, a primeira moeda virtual e a mais famosa, ficou conhecido em outros grupos ao atingir o valor de U$ 20 mil.

Com isso, pessoas que nunca investiram –  especialmente os mais jovens – se viram tentadas a fazer seus primeiros aportes em criptoativos, mesmo sem muito conhecimento sobre o assunto.

A verdade é que investir em renda variável, como em ações de empresas, já requer uma capacidade de análise de mercado. Imagine investir em algo que a maioria nem sabe o porquê valoriza ou desvaloriza. Como tomar decisões de compra e venda?

O que são criptoativos?

Criptoativos são a representação digital de valores transacionados por meio virtual.

 A definição da Receita Federal para criptoativos é: 

“Considera-se Criptoativo, a representação digital de valor denominada em sua própria unidade de conta, cujo preço pode ser expresso em moeda soberana local ou estrangeira, transacionado eletronicamente com a utilização de criptografia e de tecnologias de registros distribuídos, que pode ser utilizado como forma de investimento, instrumento de transferência de valores ou acesso a serviços, e que não constitui moeda de curso legal […]” 

O exemplo mais comum de criptoativo é a criptomoeda, como é o caso do bitcoin.

Atualmente existem inúmeras outras criptomoedas – e cada vez mais surgem novas, que visam atingir o reconhecimento e a valorização do bitcoin.

Os criptoativos são produtos de investimento que atraem, especialmente, os mais jovens.

Parte em função da promessa de altos lucros, parte por serem totalmente conectados ao mundo virtual, é certo que pessoas entre 20 e 30 anos tendem a começar a investir em criptoativos sem nunca ter feito um investimento em ações, por exemplo.

O risco é alto, claro. Falaremos sobre isso mais tarde.

O que é uma criptomoeda?

Criptomoedas são criptoativos utilizados para pagamentos e demais transações financeiras realizadas, exclusivamente, de forma virtual, que podem ser utilizadas em qualquer parte do mundo. Em resumo: elas não “existem” fisicamente.

Por não deixar nenhum tipo de “rastro”, já que são criadas e monitoradas por inúmeras pessoas, utilizando blockchain, as criptomoedas têm sido a principal forma de pagamento de hackers ao invadirem sistemas corporativos de empresas privadas ou públicas.

Existem muitas criptomoedas, sendo o bitcoin a mais conhecida. Outros exemplos são:

  • Ethereum
  • Litecoin
  • Monero
  • Nano

Diferença entre criptoativos e criptomoedas

Conforme explicado, a criptomoeda é um tipo de criptoativo. Essa é a diferença: toda criptomoeda será um criptoativo, mas o inverso não se aplica. Isso porque existem outros tipos de criptoativos.

Os criptoativos são ativos digitais criptografados sob a tecnologia blockchain, negociados neste mesmo ambiente e que possuem registros exclusivamente virtuais.

Ao investir em bitcoins, por exemplo, você estará investindo no criptoativo do tipo criptomoeda. Outro exemplo de criptoativo são os tokens que utilizam a tecnologia blockchain.

Simples, não é? 

Como as operações com criptoativos são regulamentadas?

A Receita Federal publicou instruções específicas para operações com criptoativos. 

As criptomoedas surgiram em 2009, mas, somente em 2019, o governo federal adotou medidas de fiscalização, já que muitas pessoas utilizaram o sistema de criptoativos para desviar dinheiro e sonegar impostos.

Com a Instrução Normativa RFB nº 1.888, fica obrigatória a prestação de contas de todas as operações que envolvam criptoativos, de qualquer tipo.

Devem ser declaradas, por meio do Centro Virtual de Atendimento (e-CAC) até o último dia útil do mês seguinte, as operações. Em caso de não prestação de contas, é prevista uma multa de R$ 100 a 3% do valor da operação.

Ainda que a regulamentação possa ter dividido opiniões, é verdade que o governo não pode perder de vista as formas de pagamentos que correm em seu território.

E, ao contrário do que muitas pessoas pensam, você já pode comprar diversos produtos com criptomoedas – desde tatuagens, produtos veterinários até ativos imobiliários ou ingressos para shows!


 Como investir em criptoativos

Antes de investir em criptoativos, tenha seu capital protegido em investimentos de baixo risco. 

Vale a pena investir em criptoativos? Como sempre, não tem resposta certa para esse tipo de pergunta. Mas é verdade que os criptoativos rendem mais discussões do que outros tipos de investimentos, mesmo os de maiores riscos.

Isso porque você está investindo em “moedas” que não são oficialmente reconhecidas no país. Além disso, não tem muitas garantias, já que nem a Comissão de Valores Mobiliários nem o Banco Central fiscalizam as exchanges.

Além disso, os criptoativos experimentam alta volatilidade, o que vem acompanhado de riscos. O bitcoin, por exemplo, em 2017, obteve cotações que variaram entre cerca de US$1 mil e US$17 mil. No ano seguinte, as cotações variaram entre cerca de US$3 mil e US$10 mil!

Em março de 2020, diante das incertezas causadas pela pandemia do coronavírus, essa mesma criptomoeda acumulou, em uma única semana, uma desvalorização de 50%.

Portanto, antes de investir em criptoativos, proteja seu capital em investimentos de baixo risco, como os de renda fixa. As criptomoedas parecem atraentes e modernas, e por esse motivo chamam a atenção, especialmente, dos investidores mais jovens. Mas é preciso pés no chão.

Já existem exchanges nacionais que fazem a compra e venda das criptomoedas. Além disso, algumas corretoras têm fundos de investimento que incluem os criptoativos nas composições de suas carteiras, conforme instrução CVM nº555.

No entanto, devem ser operados com auxílio de assessores de investimentos, para reduzir os riscos e proteger o investidor.

Para investir em criptoativos, considere:

  • Seu perfil de investidor;
  • Sua disponibilidade de capital;
  • Seus objetivos a médio e longo prazo;
  • A rentabilidade oferecida (desconfie sempre dos altos ganhos em um curto prazo de tempo);
  • O histórico de performance da instituição;
  • A liquidez da criptomoeda;
  • Estude amplamente os conceitos e termos utilizados neste mercado;
  • Monte, primeiro, uma reserva de emergência;
  • Distribua seu capital em outros investimentos, variando sua carteira e controlando riscos.

Ainda não investe seu dinheiro? Então, comece pelo básico: conheça os produtos de renda fixa da modalmais! 

 Como declarar investimentos em criptoativos

Ao transacionar via exchange no exterior, operações até R$ 30 mil não precisam ser informadas. 

Ainda que as criptomoedas não sejam consideradas moedas oficiais, o investidor precisa declarar os seus ganhos com estes ativos.

A posse, compra ou venda de criptomoedas no ano anterior, deve ser obrigatoriamente declarada anualmente (devendo ocorrer na ficha de “Bens e Direitos”), na declaração de Imposto de Renda. Ou seja, uma vez por ano, as operações realizadas através de exchanges nacionais deverão ser repassadas – assim como acontece com a declaração de imposto de renda retido na fonte.

A declaração mensal também é obrigatória quando:

  • Exceder o limite de R$30 mil transacionados no mesmo mês, independente se compra, venda ou permuta, se efetuado através de uma exchange no exterior;
  • Todas as operações que utilizarem uma exchange nacional, independentemente do valor.

Termos relacionados aos criptoativos

Como mencionamos, o criptoativo mais comum é a criptomoeda. O bitcoin é o responsável pela popularização do termo e do conceito, reduzindo a distância da população em geral com este modelo de transação financeira.


Mas existem outros termos relacionados, como:

  • ICO (Initial Coin Offering): é a oferta inicial de uma moeda. Assim como a IPO, que acontece na Bolsa de Valores quando uma empresa abre o seu capital, o processo de ICO acontece quando uma nova moeda está prestes a ser lançada. Esse é o momento que muitos investidores apostam, esperando ganhos relevantes (como aconteceu com o bitcoin);
  • STO (Security Token Offering): parecido com a oferta de novas moedas, o STO é a oferta de tokens de segurança;
  • IEO (Initial Exchange Offering): é a oferta da moeda realizada dentro de uma exchange – uma espécie de “câmbio” virtual para cotização das criptomoedas.

Conclusão

Criptoativos são investimentos de alto risco.

Os criptoativos, como vimos, ganharam visibilidade com o aumento fenomenal do bitcoin. No entanto, quem deixou para investir em bitcoin quando ele atingiu seu máximo, perdeu muito dinheiro.

O investimento em criptoativo é considerado de alto risco, especialmente porque pouco se sabe sobre os motivos que fazem uma criptomoeda valorizar ou desvalorizar.

Copiado: https://www.modalmais.com.br/ 

segunda-feira, 5 de abril de 2021

Importância do Intraempreendedorismo e o Impacto nas Corporações


Projetos inovadores de funcionários de organizações podem se transformar em grandes oportunidades de negócio, tanto para o profissional quanto para a empresa. Estamos falando sobre Intraempreendedorismo, uma iniciativa comum atualmente e que está transformando diversos setores do mercado.

É importante deixar claro que entender este conceito é fundamental para que as empresas consigam realizar ações para incentivar seus colaboradores a empreender a favor da própria organização e assim se beneficiar com esses resultados.

O que é Intraempreendedorismo

O Intraempreendedorismo é uma modalidade de empreendedorismo que não tem como objetivo fundar uma organização, mas sim criar ou desenvolver uma solução inovadora que contribua com a atividade de uma empresa já existente a qual o profissional responsável pelo projeto pertence.

Falando sobre o conceito de Intraempreendedorismo, é necessário deixar claro a diferença entre este termo e empreendedorismo. Enquanto o intraempreendedor usa suas principais características e ideias para desenvolver sua ideia e projeto dentro das empresas, o empreendedor assume os riscos do novo negócio e não possui nenhuma relação com organizações.

O Intraempreendedorismo é uma iniciativa, cada vez mais, incentivada pelas organizações, pois entendem que esses projetos, normalmente, agregam valor e geram bons resultados para seus negócios.

Por isso, algumas características típicas de pessoas intraempreendedoras são valorizadas pelos responsáveis por recrutar profissionais para projetos. São elas:

  • Facilidade para executar planos: este profissional, geralmente, estabelece metas claras e utiliza metodologias eficientes para acompanhar resultados. Além disso, também é bom para executar ações para melhorar desempenho e alcançar objetivos.
  • Questionador: inovações, geralmente, surgem a partir de questionamentos sobre padrões existentes. Assim, saber questionar é fundamental para buscar alternativas criativas, guiar projetos e evitar desperdícios de recursos.
  • Capacidade analitica: uma outra caracteristica marcante em pessoas intraempreendedoras é o fato de analisar cenários e identificar oportunidades, bem como possíveis pontos de melhorias.
  • Lidar e assumir riscos: por mais que o intraempreendedorismo envolva menos risco que o empreendedorismo, criar uma solução envolve investimentos de recursos. Dessa forma, é preciso saber lidar com os riscos e saber como assumi-los.

Importância do Intraempreendedorismo

O principal objetivo de um intraempreendedor é melhorar e solucionar um problema que a empresa em que ele atua possui.

Assim, um dos principais benefícios do intraempreendedorismo para as empresas é a possibilidade da inovação acontecer em seu ambiente sem que seja necessário destinar recursos demasiados e sem que seja necessário tirar o foco do que a empresa já realiza.

Quando uma solução é desenvolvida por um profissional que já conhece os processos, as falhas, os clientes e o negócio da organização, as chances de se transformar em um projeto realmente de valor são maiores.


Manter soluções inovadoras relacionadas com a sua organização é essencial para que seu negócio não fique obsoleto e para que novas abordagens e produtos sejam utilizados, e dessa forma, gerar valor para seu negócio.

Além disso, incentivar ações intraempreendedoras é importante para fazer que as pessoas com esse perfil continuem ao seu lado no mercado. Enquanto muitas organizações não incentivam a criatividade, a autonomia e a capacidade empreendedora dos seus profissionais, ao estimular isso, e criar um ambiente propício para o intraempreendedorismo, sua empresa adquire uma importante característica para a cultura organizacional.

Exemplos de Intraempreendedorismo

Enquanto muitas pessoas ainda pensam que o intraempreendedorismo é uma forma de investir em concorrente, as principais organizações do mundo já utilizam essa prática para criar soluções e se destacar no mercado. Veja alguns exemplos:

Google

Para começar, a empresa exige que seus colaboradores dediquem 20% do seu tempo para projetos pessoais. Para isso a empresa conta com ambiente que permite a criatividade e colaboração entre todos profissionais, facilitando o surgimento de algumas soluções fundamentais para o sucesso do negócio.

Para exemplificar, o Gmail começou com uma iniciativa de intraempreendedorismo. O projeto previu a aplicação do buscador à caixa de e-mails e se transformou em um dos maiores produtos da empresa, além de ser referência quando o assunto é e-mails.

Sony

Se você conhece um pouco de games, certamente conhece o Playstation. Uma das maiores referências de videogame foi criada a partir de um intraempreendedor que decidiu dedicar um pouco do seu tempo na fábrica de aparelhos de som para criar o videogame.

Depois disso, diretores da empresa perceberam potencial e transformaram o produto no sucesso que é atualmente.

Facebook

Uma das principais funcionalidades do facebook foi criada a partir de um hackathon, evento que tem como objetivo estimular projetos internos e ideias de intraempreendedores. Estamos falando sobre o botão de “curtir”, o projeto foi desenvolvido por uma equipe e incentivado pela empresa.

Impacto na inovação

O intraempreendedor é alguém responsável por inovar e buscar as melhores formas de desenvolver um produto, isso faz que a empresa tenha um aliado importante neste processo.

Ao incentivar essas ações, a empresa transmite uma imagem de apoio para o desenvolvimento de novos projetos e para o debate de ideias inovadoras em seus corredores, trazendo para dentro do seu ambiente o que há de mais moderno em relação ao mercado.

Por isso, uma ótima forma de incentivar a inovação e o intraempreendedorismo é a criação de programas de aceleração focada em projetos internos da empresa. Essa alternativa é um bom caminho para aquelas organizações que não conseguem começar este processo e desejam estruturar esse incentivo de uma forma eficiente e estruturada.

Ao criar esses programas fica mais fácil identificar e incentivar a ação de intraempreendedores em potencial, bem como oferecer suporte para o desenvolvimento das ideias.

Como estimular uma cultura intraempreendedora

Agora que a importância do intraempreendedorismo ficou clara é necessário falarmos sobre os caminhos para estimular essas ações na sua empresa.


O primeiro passo é criar um ambiente e fazer que a empresa transmita uma cultura de inovação. Para alcançar este resultado, o caminho é evitar processos burocratizados e apoiar a criação de ideias e projetos para solucionar problemas.

Como falamos acima, procurar parceiros para a criação de programas de aceleração de projetos também é uma forma de estimular a cultura intraempreendedora e a inovação aberta em sua empresa.

Assim, além de contar com apoio de profissionais que já conhecem sobre esses processos, ainda é possível estimular networking e aprendizado para que as pessoas com perfil intintraempreendedor consigam melhores resultados através de seus projetos e assim a corporação também se beneficie.

Copiado: https://insights.liga.ventures/

quarta-feira, 31 de março de 2021

O Óbvio Precisa Ser Dito!!!


Hoje, tanto no ambiente de trabalho como fora dele as pessoas se comunicam muito pouco, ou de maneira pouco clara, acreditando que o outro sabe o que estão “querendo dizer” ou “tem a obrigação de saber”, afinal “é óbvio” e ainda tem aqueles que acreditam que “o silêncio diz tudo”, e que em vez de falarem o que querem o melhor é “dar indiretas”.

Com esta forma de não-comunicação são criados abismos entre pessoas, relacionamentos são destruídos, empregos são perdidos, oportunidades morrem sem nem mesmo terem a chance de serem apresentadas, familiares passam anos sem conversar… simplesmente porque a pessoa achava que a outra “tinha que saber”, afinal “aquilo era óbvio”.

Tenho que contar duas coisas importantes para você…

A primeira é que somos seres únicos e, portanto, pensamos e interpretamos as coisas de forma diferente, de acordo com nossas próprias experiências de vida, o que significa que a outra pessoa não tem a habilidade de adivinhar o que está se passando em nossos pensamentos, e certamente, porque enxerga o mundo através de suas próprias experiências, não vai pensar igual a você.

A segunda, e muito importante, é que o silêncio não comunica nem esclarece nada, e por vezes até complica sua vida, pois você não controla como o outro vai receber, interpretar e pensar sobre o que você não diz.

Eu mesma só fui aprender isto há alguns anos num treinamento em que participei, pois eu também vivia na ilusão de que as outras pessoas deveriam adivinhar o que eu queria sem eu precisar dizer, que era impossível que não soubessem… e hoje, depois de entender que me comunicar de forma clara e assertiva é essencial, eu vivo muito melhor com as pessoas, com minha família, e tenho muito mais resultados na minha carreira.

É necessário fazer uma pausa aqui para dizer que, quando a situação gera raiva, irritação ou sentimentos explosivos, antes do bom e fundamental diálogo, deve-se dar um tempo para esfriar a cabeça e pensar no que será dito, para evitar agredir ou magoar a outra pessoa.

Pensando nisso tudo foi que resolvi compartilhar esta reflexão e estas importantes informações com você, pois sei o tamanho da importância da comunicação na vida.

Aliás, não somente eu, mas o pai da administração moderna, Peter Drucker, afirma que “coisas tão óbvias não são feitas e, muitas vezes, conflitos entre gestores e subordinados ocorrem por tarefas não realizadas devido à falta de comunicação eficaz. Certamente, mesmo o óbvio, precisa ser dito.”

Ou seja, se você quer melhorar seus relacionamentos, quer ganhar um aumento ou ser promovido em seu trabalho, quer que os seus funcionários sejam mais comprometidos com a empresa, pois se a empresa cresce, todo mundo cresce, você precisa exercer a comunicação.

Então, de acordo com tudo que aprendi até hoje posso dizer para você que a melhor forma de se comunicar com as pessoas é falando, sendo claro e específico a respeito daquilo que se deseja ou se espera do outro, sempre de forma respeitosa e educada é claro. Faça uma tentativa!

Pense nisso e avalie o que você tem perdido na sua vida por falta de se comunicar melhor!!!

Copiado: https://www.bandab.com.br/

terça-feira, 30 de março de 2021

A Regra das Duas Pizzas


Há poucos empreendedores no mundo que dão tanto valor à estratégia de longo-prazo como Jeff Bezos. 

Começando pela famosa carta aos investidores (onde ele tentou convencer os investidores a pensar no longo prazo para o futuro da Amazon) até o lançamento do Kindle e suas versões que não cobriam nem o custo de produção do dispositivo, Bezos sempre olhou anos a sua frente, dane-se o balanço financeiro do final do ano. 

E foi assim que ele construiu a maior loja virtual do mundo, à base de atendimento espetacular, produtos baratos e pequenas inovações poderosas.

Jeff Bezos tem um jeito diferente de conduzir a sua empresa, não apenas pelo demasiado foco no longo prazo, mas também na forma que obtém boas ideias. 

A Amazon é uma empresa muito mais inovadora do que parece, ela inseriu uma porção de boas ideias como análises de clientes, patenteou a compra com 1-clique, sugestões de produtos similares, e-mails personalizados, etc. 

Novas ideias estão sempre sendo testadas na companhia. 

Para assegurar que elas continuem fluindo e se concretizando, Jeff Bezos instituiu o conceito que ele chamou de “Equipes 2 pizzas”.  

Muito simples: se uma equipe que não pode ser alimentada por 2 pizzas, ela é grande demais para discutir ideias.

Para entender o porquê disso, vamos analisar o que acontece quando uma equipe muito grande se reúne para falar sobre ideias.

  • Poucas ideias novas
  • Excesso de opiniões sobre as ideias existentes
  • Poucas críticas construtivas
  • Muitos “não gostei” ou “não vai dar certo”
  • Consenso extremamente difícil
  • Nem todos contribuem o que podem (críticas e equipes grandes inibem certas pessoas)

Há uma frase que diz que o camelo é um cavalo projetado por um comitê, de tanto as pessoas (do comitê) darem opiniões, ele ficou feio daquele jeito. 



Há vários artigos na internet falando sobre isso, porque é uma analogia realmente interessante, e acontece todos os dias em milhares de empresas e situações no mundo todo (e não apenas com os publicitários, ouviram?). 

Uma versão mais curta se tornou mais popular e você pode começar a usar nos happy hours da vida. 

Se seu projeto inicial teve muitas alterações, diga que foi “criado por um comitê”.

A Amazon não possui comitês. 

As equipes de criação/inovação são enxutas o bastante para todo mundo contribuir democraticamente, sem freios, sem preconceitos, do tamanho de 2 pizzas. 

Isso significa o quê, cinco, seis, sete pessoas? 

O número não importa tanto quanto o conceito: tenha equipes pequenas! 

Estudos sugerem que entre 5 e 9, é o número ideal de pessoas para equipes produtivas. 

Menos do que isso, não há volume de conhecimento e experiência bom o bastante para criar e filtrar boas ideias; e com mais de 9 pessoas na equipe, bem, problemas acontecem. 

Um desses problemas é o chamado “pensamento de grupo”, em que as pessoas tendem a se posicionar junto da ideia que está tendo a maior aceitação no grupo, e deixam de lutar pela sua. 

Isso dificilmente acontece em grupos pequenos, onde cada um defende suas próprias ideias com unhas e dentes, e às vezes pizza.

Ao longo da história, a criatividade sempre trabalhou sozinha, artistas não pegavam uma segunda opinião, quiçá terceiras e quartas. 

É algo relativamente novo essa história de “trabalho em equipe”, e embora funcione extraordinariamente bem em atividades físicas (veja os esportes) e lógicas; costuma ser uma má ideia no mundo criativo.



 

No entanto, trabalho em equipe é uma coisa — reuniões de brainstorming podem ser realmente produtivas se conduzidas da maneira correta –, comitê é outra. 

Enquanto num há um tipo de compatibilidade que interliga os integrantes, mesmo nas divergências, o segundo é barulhento, populoso e independente. 

Seria como comparar um restaurante a kilo da praça de alimentação de um shopping  com uma cantina italiana de lugares reservados. 

Qual você prefere?

Copiado: http://financiafidc.com.br/

quarta-feira, 24 de março de 2021

A Gestão do Tempo em Tempos de Pandemia!


As nossas atividades contemporâneas estão em mutação. 

Nos dias atuais, utilizamos várias tecnologias de comunicação e de operacionalização de trabalhos. 

Essa utilização pode nos levar a uma falsa sensação de otimização de tempo, pois se não observarmos e não cuidarmos, com tanta tecnologia empregada em nosso dia a dia acabaremos perdendo mais tempo do que otimizando.

Parece um paradoxo, mas se analisarmos quanto tempo estamos desperdiçando em redes sociais, sites de pesquisas, grupos de whatsapp e outros, e, ainda, se pensarmos no tempo produtivo, quer ele seja de oito horas, doze horas, ou até mais – pois este tempo é muito relativo à profissão e a nossa própria situação social – veremos que é uma grandeza.

Esta reflexão acima nos leva a um importante questionamento: estamos otimizando o nosso tempo? 

Veja, não estamos expressando aqui o tempo utilizado nessas tecnologias, para sermos produtivos, mas, o que queremos é chamar atenção para a análise dos custos e desperdícios. Tempo esse desperdiçado que não agrega valor ao produto ou serviço que está sendo executado. Na utilização de tecnologias, ou seja, ferramentas tecnológicas sabemos que podemos “ganhar tempo” flexibilizando nossas atividades cotidianas.

Mas, agora vivemos um tempo fora do tempo, ou seja, uma realidade que a humanidade não experimentava com tanta expressividade, desde pandemias como a tuberculose e gripe espanhola, para citar algumas. 

Nesse novo cenário fomos forçados a conhecer tecnologias e sistemas que, muitas vezes não estávamos aptos ou, ainda, renegando a existência.

Porém, essa pandemia nos mostrou que não dá mais para fugir ou se esconder das ferramentas tecnológicas e além de utilizá-las devemos aprimorar cada vez mais a otimização do uso em nossas atividades diárias.



O administrador como um profissional que deve estar na vanguarda de processos, não pode ficar alheio a estes acontecimentos, pois estamos alterando a forma de nos relacionarmos, de negociarmos, de vendermos e consumir produtos físicos e serviços, basta olharmos para dentro de nossas casas nestes últimos meses. 

  • Como adquirimos refeições? 
  • Como adquirimos entretenimentos? 
  • Como estudamos? 
  • Como estamos nos reunindo com familiares, amigos, colaboradores e fornecedores?

Pois bem, respondendo esses questionamentos e outros que poderão surgir, estaremos respondendo a nossa gestão de tempo, pois para cada tarefa dessas precisamos de organização. 

Para nos auxiliar nessa gestão temos a famosa e simples ferramenta “5w2h”, ficou surpreso? Mas, essa ferramenta pode sim, e deve ser aplicada em nossa organização pessoal. 

E, nessa perspectiva, se observarmos e aplicarmos as perguntas em português, temos: 

  • O que? 
  • Quem? 
  • Quando? 
  • Onde? 
  • Por quê? 
  • Como? 
  • Quanto custará? 
Teremos o conceito dessa ferramenta desenvolvido nas atividades que desempenhamos diariamente.



É claro que se levarmos em consideração o tempo de descanso que especialistas argumentam ser ideal uma noite de sono  entre 7 e 9 horas para adultos entre 26 e 64 anos e aplicarmos essa ferramenta ou outra de agendamento e organização, conseguiremos otimizar o nosso tempo produtivo, e, ainda, dedicarmos tempo aos nossos familiares e amigos, não o desperdiçando com assuntos e atividades desnecessárias,  que não agregam valor na vida pessoal e profissional.

Portanto, assim como estamos alterando formas de gerenciamento das empresas precisamos alterar as formas de organização pessoal.

Por: Adm. João Marcos Codato - https://cra-pr.org.br/

segunda-feira, 22 de março de 2021

Diversidade nas Empresas: quais as vantagens e como incentivar?

 


Sabia que a diversidade nas empresas se tornou um objetivo importante para muitas marcas? Não se trata de moda politicamente correta, mas de uma séria vantagem competitiva. 

Afinal, a reputação e a inclusão no local de trabalho são metas fundamentais que valem a pena seguir. Nesse cenário, essa causa tem muitos outros benefícios imediatos relacionados diretamente aos resultados do negócio. 

Ficou curioso?

Neste post, vamos apresentar brevemente o conceito de diversidade, vantagens de adotar essa postura e dicas de como colocar em prática.

Entenda o que é diversidade nas empresas

Para explicar a diversidade, é bom saber que isso atinge especificamente o ambiente de trabalho. O termo inclui a compreensão e aceitação do fato de que as pessoas têm características individuais, o que as torna únicas, principalmente ao compará-las em grupo.

Tais características podem incluir: raça, etnia, gênero, religião, ideologias políticas, orientação sexual, idade, habilidades físicas ou status socioeconômico. Experiências de vida e abordagens cognitivas para a solução de problemas também são levadas em conta.

Conheça as vantagens de adotar essa postura a favor da diversidade nas empresas

É bom para você, para o negócio, para os colaboradores e todos os envolvidos. Confira as principais vantagens.

  • Aumenta o poder criativo da equipe

Com tantas mentes diferentes se unindo e trabalhando juntas, surgem novos tipos de soluções à medida que cada indivíduo traz sua maneira pessoal de pensar, operar e tomar decisões. 

As empresas que incentivam a diversidade no local de trabalho inspiram todos os colaboradores a desempenhar o máximo de suas habilidades.

  • Melhora o engajamento dos colaboradores

Qual a melhor maneira de aprender sobre outra cultura e etnia que não seja de colegas que têm uma formação diferente? É possível aprender com os próprios colaboradores durante o intervalo para o almoço ou depois do expediente.

Quando todos compartilham suas experiências pessoais, um relacionamento de confiança é estabelecido. Isso é ótimo, pois aumenta o engajamento do grupo.

  • Reduz a rotatividade de pessoal

Uma empresa que abraça a diversidade atrai imediatamente um número maior de candidatos para as vagas de emprego. Isso acontece, principalmente, porque os interessados com nível superior que experimentaram diversidade na universidade conhecem os benefícios dessa prática. 

Por esse motivo, desejam trabalhar em um lugar que valoriza as pessoas. Dentro de uma economia cada vez mais competitiva, em que habilidades e talentos são cruciais para melhorar os resultados, é importante reunir o mais diversificado conjunto de candidatos.

  • Reflete positivamente na reputação

As empresas que recrutam e incentivam indivíduos de diversas origens geralmente ganham reputação por serem um bom empregador. Com isso, os clientes em potencial se sentem mais valorizados e, portanto, dão mais atenção à organização.


  • Gera mais lucros 

De acordo com a pesquisa A diversidade como alavanca de performance, divulgado pela McKinsey, as marcas com mais diversidade de gênero em cargos executivos têm mais 20% de chance de obter lucros acima da média. No caso da diversidade étnica, esse número sobre para 33%.

Confira estas dicas para incentivar a diversidade na sua empresa

Não é da noite para o dia que você vai abraçar a diversidade de uma vez só, mas é preciso começar. 

Como fazer isso? Veja a seguir.

  • Siga o modelo de trabalho inclusivo

É preciso buscar a inclusão para não correr o risco de alienar parte da mão de obra. Por exemplo, considere o colaborador que fala espanhol nativo, mas não se sente totalmente à vontade para falar outro idioma que não seja o inglês.

Leve em conta a mãe que amamenta e acaba de voltar ao trabalho, sem espaço para bombear o leite materno ou, ainda, o trabalhador muçulmano que se sente inseguro por manter a rotina diária de orações dentro do expediente da empresa. 

  • Promova a diversidade na sua equipe executiva 

A composição da diretoria ou gerência é um grande exemplo para o restante da sua força de trabalho (sem mencionar os clientes, parceiros e outras partes interessadas). 

Portanto, é essencial ter diversidade entre os cargos mais altos também. Homens e mulheres são igualmente representados? Há pessoas de várias origens culturais e religiosas?

  • Introduzir políticas que honrem várias práticas culturais e religiosas

Você pode fazer isso concentrando-se em feriados e celebrações com ajuda do departamento de Recursos Humanos. Algumas empresas ainda dão dispensa no dia de Natal, mas também oferecem uma espécie de folga para acomodar as preferências religiosas de colaboradores que não seguem o Cristianismo. 

  • Faça com que todas as vozes sejam respeitadas

Os colaboradores precisam se sentir à vontade para se expressar com base em perspectivas únicas. Então, o ideal é garantir que sejam incluídos e respeitados, independentemente de gênero, credo, orientação sexual, país de origem etc.

Uma ótima maneira de fazer isso é investir em uma plataforma de comunicação. Assim, é possível divulgar avisos, coletar feedbacks, investir em iniciativas coletivas e atender às necessidades do grupo.

  • Abra espaço para o diálogo sobre desigualdade salarial

Quer uma cultura de inclusão construída com base em confiança e transparência? 

Prepare-se para falar sobre gênero e possíveis disparidades salariais e, provavelmente, revelar alguns dos dados da empresa sobre remuneração.


Além disso, apresente com clareza a estratégia que está adotando ou pretende usar para solucionar o problema. Dessa forma, a equipe ficará segura ao saber que você está comprometido em acabar com as desigualdades.

  • Reflita sobre necessidades e preferências

Além de festas tradicionais para alguns, muitas empresas comemoram feriados menores (Halloween) ou aniversários. Sempre que houver um evento informal, inclua alimentos e bebidas que todos possam consumir. Por exemplo, opção de bebidas alcoólicas e não alcoólicas, alimento com ou sem açúcar, carne de porco, pratos veganos etc.

Lembre-se de que nem todo mundo gosta de comemorar aniversários, portanto, pergunte ao colaborador o que ele prefere (e nunca revele a idade ou o ano de nascimento de ninguém). É sempre bom conhecer cada membro da equipe. Alguns podem sofrer de intensa timidez e entrariam em pânico só de pensar em falar em público.

Isso não significa que você precise renunciar completamente a pequenas celebrações, mas fazer perguntas apropriadas sobre preferências e oferecer uma variedade de opções de alimentos e bebidas ajudará bastante a tornar essas experiências mais inclusivas.

Viu como é importante trabalhar a diversidade nas empresas? É uma ação que beneficia muito o grupo, pois estimula a criatividade, melhora questões como convivência, engajamento etc. Além do mais, você não tem tantos problemas com rotatividade de pessoal e, ao mesmo tempo, a sua marca é vista com mais empatia.

Copiado: https://conteudo.movidesk.com/