segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

JORNADA DE TRABALHO

 O homem e a pedra.
Certa vez um homem encontrou uma enorme pedra em seu caminho, e ficou pensando como poderia passar por ela. Após avaliar resolveu começar a quebrá-la, e após longo período do dia não atingiu seu objetivo – que era ver o tamanho da pedra reduzido o suficiente para seguir seu caminho - assim resolveu desistir e voltou exausto para sua casa.
A pedra permaneceu no lugar. E noutro dia, outro homem encontrou a pedra, no mesmo caminho, e também tendo que continuar seu percurso, avaliou e resolveu talhar a pedra. Passadas 8 (oito) horas de trabalho, com uma parada para descansar, pensou... Vou para casa e amanhã continuo, pois hoje não tenho mais forças, criatividade e motivação. E assim foi dia-a-dia, até ele conseguir abrir uma fenda na pedra e passar.
Após esse dia pensou: mais vale um pouco por dia com bons resultados, que um dia todo sem resultado algum.(Natanael do Lago)  
Regular o período de trabalho é algo essencial para o ser humano, seja pela ordem econômica, social ou biológica. Sua relevância é destaque no contexto mundial, e pela importância a Declaração Universal dos Direitos do Homem de 1948 destaca no artigo XXIV - Todo homem tem direito a repouso e lazer, inclusive a limitação razoável das horas de trabalho e a férias remuneradas periódicas.
Fundamento Legal: Constituição Federal, CLT Capítulo II Artigos 57 a 75 e Lei 605/49
No Brasil a quem defina o período de trabalho  como jornada de trabalho;  outros, inclusive a Consolidação das Leis Trabalhistas - CLT, preferem duração do trabalho. O fato é que de uma ou de outra forma, o empregado participa com suas funções na empresa sempre vinculado a um período de horas.
O período pode ser presencial ou não-presencial. Presencial quando o empregado exerce suas funções no local, modo e hora definidos. Não-presencial quando o empregado exerce suas funções em local modo e hora não definidos.  A exemplo da primeira situação é o exercício típico de um auxiliar de escritório, que tem endereço certo, função definida e horário de entrada, intervalo e saída pré-estipulados de trabalho. Para a segunda situação temos o motorista que pode não ter endereço certo e horário de entrada, intervalo e saída não definidos. 
Assim, chegamos a uma diferenciação no cumprimento do trabalho, pois jornada de trabalho será o período de tempo que o empregado ficar à disposição do empregador, executando ou não sua função, mas sob sua dependência. Período de trabalho requer início e fim definidos de horário e trabalho sob a direção do empregador.
A duração do trabalho, então, pode ser disposta de qualquer maneira, não se vinculando a um padrão comum aos empregadores. Essa ausência de padrão, porém, não permite ao empregador o exercício livre do período de trabalho, devendo se submeter nas normas constitucional, legal e normativas da relação trabalhista.  
Registra-se que na época do século XIX (1801) a jornada chegava a atingir períodos de 12 a 16 horas, mesmo entre os menores e as mulheres. Não existia nenhuma limitação, como atualmente nosso ordenamento jurídico prevê.
Com a evolução da classe assalariada e a organização dos sindicatos, essas extensas horas foram combatidas, e a partir do século XX (1901) passamos a ter em diversos países (França, Inglaterra, etc.) jornada máxima de 10 (dez) horas diárias.  
Porém, foi na Conferência das Nações Aliadas, em Paris, que houve inspiração para estabelecer jornada de 8 horas diária ou de 48 horas semanal de trabalho.
Modernamente no Brasil, a partir da Constituição Federal de 1988, a jornada de trabalho sofreu novas alterações. Art. 7º inciso XIII – “duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro semanais, facultada a compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho”. 
A CF 1988 art. 7º inciso XIII e CLT art. 58,  passaram a determinar que a jornada de trabalho não ultrapassasse as
 8 hs DIÁRIAS e  44 hs SEMANAIS
A limitação da jornada de trabalho, atualmente vigente, não impossibilita que ela seja menor, apenas assegura um limite máximo. Embora, ainda, exista uma extensão através do regime de compensação e prorrogação das horas.
Nota: Para se compor as horas trabalhadas por dia, não se deve computar o período de intervalo concedido ao empregado. Exemplo: das 8:00 às 17:00 com 1:00 hora de intervalo temos 9hs na empresa, mas 8hs de trabalho excluindo o intervalo.(CLT art. 71§2)
Deve-se considerar que algumas atividades - ou por força de lei ou acordo coletivo -, possuem jornadas especiais, por exemplo:
PROFISSÃO
LIMITE DE HORAS DIA
Bancários
6 horas
Telefonista
6 horas
Operadores cinematográficos
6 horas
Jornalista
5 horas
Médico
4 horas
Radiologista
4 horas
O empregador pode formular período de jornada no contrato de trabalho de acordo com suas necessidades, basta não ferir a proteção da lei. Assim podemos ter empregado horista, diarista ou mensalista.  
Temos registrados na ordem econômica do trabalho uma jornada especial com regime de 12 x 36; ou seja, 12 horas de trabalho e 36 horas de descanso. Essa jornada, embora não prevista na lei, tem sido adotada por diversas normas coletivas (Sindicato) e tolerada pela jurisprudência pela típica necessidade das empresas com alguns seguimentos específicos, tais como área de saúde e segurança. Devo ressaltar que a justiça aceita tal prática mediante a existência da norma coletiva e a impossibilidade da empresa em implantar outro horário. Caso não exista a norma coletiva criando este horário, a empresa sofrerá com as penalidades previstas e a possibilidade de arcar com o pagamento das horas extras. 
Para todos os fins legais, admitidas pela jurisprudência e fiscalização, um empregado que trabalha 8 (oito) horas por dia e no máximo 44 horas na semana, tem carga mensal de 
220 HORAS 
A interpretação mais aceita pela jurisprudência para entendermos a formulação dessas 220 horas, é admitirmos um mês comercial de 5 (cinco) semanas. Assim, 44 horas por semana (x) 5 semanas (=) 220 horas por mês; 36 horas por semana (x) 5 semanas (=) 180 horas por mês; 40 horas por semana (x) 5 semanas (=) 200 horas por mês; 30 horas por semana (x) 5 semanas (=) 150 horas por mês.
Importante! Não é aceito pela legislação pátria a alteração da jornada de trabalho com prejuízos ao empregado. Será nulo, todo e qualquer acordo entre as partes, mesmo que seja reduzida na proporção do salário e com declaração expressa do empregado. É fundamental, diante de um quadro necessário à redução a participação por negociação coletiva (Sindicato) e Delegacia Regional do Trabalho (DRT). 
Pode-se admitir que as principais características de duração de jornada podem se resumir em 8 (oito):
Hora Diurna: entende-se como hora diurna àquela praticada entre as 05:00 horas e 22:00 horas. 
Hora Noturna: A CLT preceitua no art. 73 § 2º que o horário noturno é aquele praticado entre as 22:00 horas e 05:00 horas, caracterizando assim para o trabalhador urbano, já em outra relação de trabalho, exemplo rural ou advogado, este horário sofre alteração, porém a legislação, entendendo haver um desgaste maior do organismo humano, criou algumas variantes em relação à hora diurna. 
A exemplo dessas variantes surge o seguinte quadro:
PERÍODO
TEMPO
REDUÇÃO
TEMPO EFETIVO
Das 22:00 às 23:00 horas
1:00 h
7 minutos e 30 segundos
52,30 minutos e segundos
Das 23:00 às 24:00 horas
1:00 h
7 minutos e 30 segundos
52,30 minutos e segundos
Das 24:00 às 01:00 horas
1:00 h
7 minutos e 30 segundos
52,30 minutos e segundos
Das 01:00 às 02:00 horas
1:00 h
7 minutos e 30 segundos
52,30 minutos e segundos
Das 02:00 às 03:00 horas
1:00 h
7 minutos e 30 segundos
52,30 minutos e segundos
Das 03:00 às 04:00 horas
1:00 h
7 minutos e 30 segundos
52,30 minutos e segundos
Das 04:00 às 05:00 horas
1:00 h
7 minutos e 30 segundos
52,30 minutos e segundos
Total
7:00 h
52,30 minutos e segundos
Dessa forma a legislação definiu que às 7 (sete) horas noturnas trabalhadas equivalem a 8 (horas). Nesse caso um trabalhador só pode ter mais 1 (uma) hora acrescida à sua jornada, visando o período para descanso ou refeição. 
Destarte, o empregado trabalha 7 (sete) horas, mas recebe 8 (oito) horas para todos os fins legais. Foi uma forma encontrada pelo legislador para repor o desgaste biológico que enfrenta quem trabalha à noite, sendo considerada um período penoso de trabalho.
O Estado, entendo que é impossível que algumas funções não sejam exercidas no horário noturno, acresceu à jornada diurna um adicional para compensar o exercício penoso nesse horário.
Destarte, visando a apuração do valor, a hora noturna recebe um adicional especial, determinado como adicional noturno. Esse adicional é no mínimo 20% (vinte por cento) (CLT art. 73), sendo certo que alguns acordos ou convenções coletivas determinam percentual maior. Se um trabalhador com mesmo cargo diurno ganha R$ 10,00 (dez) reais por hora, esse mesmo cargo no período noturno ganhará  R$12,00 (doze) reais (R$ 10,00 + R$ 2,00 [R$ 10,00 x 20%] de adicional noturno). Se o empregado trabalha o mês todo no período noturno e ganha R$ 1.000,00 (mil) reais de salário, ele receberá seu salário total acrescido do 20% (vinte por cento) do adicional noturno (R$ 1.000,00 + R$ 200,00 de adicional noturno = R$ 1.200,00).   
O empregado pode exercer horas extras no período noturno, devendo ser remunerado com base nas regras das horas extras e acrescido dos 20% do adicional noturno.
Supressão: O adicional noturno pode ser suprimido, cancelado, extinto, caso o empregado mude o seu turno de trabalho, deixando de trabalho no período noturno e e passando a trabalhar no período diurno. Súmula 265 do TST: ADICIONAL NOTURNO. ALTERAÇÃO DE TURNO DE TRABALHO. POSSIBILIDADE DE SUPRESSÃO (mantida) - Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003. A transferência para o período diurno de trabalho implica a perda do direito ao adicional noturno.
Importante! O menor de 18 anos de idade é proibido o trabalho em horário noturno (CLT art. 404). 
Horas Extras: A expressão horas extras ou horas suplementares, equivalem-se, e tais fenômenos ocorrem quando o empregado excede na quantidade de horas contratualmente determinadas. Por exemplo, um empregado trabalha das 09:00 às 18:00 horas com 1:00 hora de intervalo para repouso e alimentação, se ele entrar antes das 9:00, não cumprir total ou parcial o seu horário de intervalo, ou ainda, sair após as 18:00 horas, confirmando estar à disposição ou  exercendo  a atividade para o empregador, caracteriza-se a hora extra ou hora suplementar. 
Porém esse fenômeno não ocorre isolado, ele é parte de um acordo escrito pré-estabelecido entre o empregador e o empregado, denominado como Acordo de Prorrogação.     
O acordo de prorrogação visa atender o empregador, que por natureza da circunstância do momento requer do empregado uma disponibilidade maior de seu horário contratual.

Copiado: http://www.professortrabalhista.adv.br/

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Por que a Playboy está morrendo?

A Playboy está morrendo. No Brasil, ela deixará de ser publicada pela Editora Abril em Dezembro. Um contrato de licenciamento assinado recentemente fará com que ela tenha uma sobrevida. Os novos donos da marca no Brasil querem tentar resgatar o glamour que a revista teve no passado – uma tarefa possível, mas bastante complicada.
Nos EUA, a marca também deixará de existir da maneira como a conhecemos. Ela deixará, por exemplo, de trazer mulheres nuas – o atributo pela qual ela ficou mais conhecida. A publicação irá se transformar numa revista de “Lifestyle”. 
Um reposicionamento tão agressivo que pode fazer com que a marca não sobreviva ao final deste processo.
(A estreia da revista Playboy, com ninguém menos que Marilyn Monroe na capa)
Mas como uma marca icônica como a Playboy pode perecer no mercado? A Playboy já foi forte o suficiente ao ponto de ter centenas de produtos licenciados com seu nome. Possuía programas de TV, produtoras de conteúdo, e dezenas de outros produtos e serviços. E além disso tudo, era uma marca que tinha uma enorme conexão com seu público-alvo. Tinha.
O caso da Playboy é específico nos seus detalhes, mas, infelizmente, comum no tocante à mecânica do que faz uma marca de sucesso fracassar. Para entender o fracasso, precisa-se entender primeiramente a razão do sucesso.
Para criar uma marca de sucesso, é preciso posicionar a marca adequadamente. Um posicionamento, segundo Kotler, é ocupar um lugar “distinto e valorizado na mente de um cliente alvo”. Essa definição chama a atenção para dois pontos importantes: a necessidade de ser definir um público-alvo e oferecer algo que ele valorize; e a necessidade deste item valorizado ser diferenciado daquilo que é oferecido pela atual concorrência da marca. Uma equação simples na teoria, mas muito complexa na prática.
Mas a Playboy conquistou este lugar distinto e valorizado na mente de seus consumidores. O que aconteceu para que ela então perdesse essa posição de destaque e, consequentemente, poder de marca?
As razões são muitas, mas podem ser agrupadas em dois grandes pontos principais: 1) a evolução do cenário da concorrência, e 2) as alterações comportamentais do público-alvo.
1) Os concorrentes da playboy decodificaram os seus principais diferenciais e passaram a oferecer soluções melhores para conseguir roubar parte do seu público alvo.
No início, ela se projetou por mostrar mulheres nuas. Concorrentes internacionais, como a Hustler, e nacionais, como a Sexy, passaram a oferecer isso também, muitas vezes com ensaios mais “ousados”, algo desejado por parte dos consumidores da Playboy.
Para tentar fazer frente à esses concorrentes, a Playboy focou em trazer para seus ensaios os melhores fotógrafos e as mulheres mais desejadas, normalmente aquelas que tinham fama em função de seus trabalhos como modelos ou atrizes.
A Playboy vendia as revistas, e as mulheres tinham acesso à um cachê que dificilmente elas conseguiriam em algum outro lugar. Mas outro tipo de concorrência surgiu – desta vez pelo cachê das modelos. JR Duran recentemente falou sobre isso numa entrevista à Jovem Pan (veja na íntegraaqui): “Antigamente, uma celebridade queria comprar um apartamento e saía na Playboy. Quando começaram a entrar em anúncios e em revistas como a Caras, em que lucravam sem se despir, a revista perdeu espaço”
(Playboy com capa da Feiticeira, de Agosto de 1999, a edição brasileira mais vendida de sua história, com 1.247.000 de exemplares vendidas)
Sem poder trazer mais essas celebridades para suas capas, e com forte concorrência de outras publicações e da própria internet, ela acabou por perder o diferencial de oferecer fotos de mulheres desejadas, nuas, causando um grande prejuízo para a marca.
2) As alterações comportamentais do público-alvo levaram a mudanças de hábitos, interesses e formas de ver o conteúdo disponibilizado pela Playboy e seus concorrentes. Aquilo que era valorizado por eles no passado, passa a ser menos valorizado. Hábitos que eles tinham e que faziam com que o Playboy fosse a melhor opção mudaram, e outras opções passaram a ser preferidas.
Os smartphones e tablets por si só diminuíram o consumo das revistas, e parece que a Playboy não foi muito eficiente em fazer a transição para os meios digitais. Nos meios digitais a concorrência é maior, e oferece conteúdo gratuitamente, o que fez com que a revista fosse perdendo gradativamente a atratividade.
A maneira de consumir também mudou de fotos e textos para vídeos. E parece que a marca teve dificuldade em migrar para esta plataforma, apesar de ter conseguido algum sucesso com a Playboy TV nos EUA. Mas o fato é que o consumidor de mulheres nuas e de produtos de estilo de vida mudou. E talvez a playboy tenha sido pouco eficiente em acompanhá-lo.
Portanto, a Playboy foi eficiente em construir uma marca que foi sucesso durante 40 anos no Brasil. Mas não foi eficiente em conseguir evoluir suficientemente rápido para continuar tendo diferenciais perante a concorrência, e continuar conectada com seu público-alvo, levando à derrocada da marca. Este é o grande problema da gestão de marcas: ela é absolutamente dinâmica.
É sempre triste ver uma marca tão icônica sofrendo, mesmo com a conexão nostálgica que possui com seus antigos consumidores. Afinal, foram muitos os hoje homens que tiveram suas adolescências recheadas de fotos de “playmates”, sua juventude moldada pelos estilos de vida dispostos na revista, e sua vida adulta acompanhada das profundas reportagens e entrevistas que ela costumava publicar. Mas infelizmente ela parece ter falhado em evoluir e continuar a conquistar novos consumidores mais jovens.
Mas esse é o impiedoso mundo das marcas, no qual a falha em manter diferenciais da concorrência e a dificuldade em manter a conexão com o público-alvo levam a um fracasso inevitável.
Por:https://www.linkedin.com/pulse

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

O que é Scrum:

Scrum é uma metodologia usada para a gestão dinâmica de projetos, sendo muitas vezes aplicada para o desenvolvimento ágil de um software.
O scrum é uma ferramenta que permite controlar de forma eficaz e eficiente o trabalho, potencializando as equipes que trabalham em prol de um objetivo em comum.
Esta metodologia é essencial para muitas empresas atualmente, porque não apenas facilita a definição de objetivos, como também ajuda a cumprir os prazos estabelecidos.
No scrum se trabalha com o chamado product backlog, um registro que contém as áreas do produto que devem ser desenvolvidas. Do product backlog é criado o release backlog, que é a junção dos requisitos do product backlog que vão ser trabalhados, de acordo com a prioridade de cada um. O release backlog é um ponto para a criação do sprint backlog, que representa o espaço de tempo em que uma tarefa (chamada de user story) vai ser concluída.

O tamanho de cada sprint é adequado à empresa em questão e aos seus projetos. A sprint pode demorar entre uma a quatro semanas. O processo de scrum costuma ser controlado em um quadro, onde é possível ver as tarefas que estão em desenvolvimento, as que foram trabalhadas, mas que ainda precisam ser verificadas ou testadas, e as que são consideradas concluídas.

Alguns dos elementos que fazem parte do processo do Scrum são:
· *Product owner: é o dono do produto ou projeto que vai ser trabalhado, sendo responsável pela direção a seguir, definindo quais requisitos vão fazer parte do product backlog e quais devem ser abordados pela equipe. Representa os usuários ou clientes do produto em questão;
· *Scrum Master: é o elemento que faz a ligação entre o product owner e a equipe. Tem a responsabilidade de organizar reuniões, fazer o acompanhamento do trabalho e se certificar que cada integrante da equipe tem as ferramentas necessárias para cumprir a sua função da melhor maneira possível.
· *Team (equipe): É a equipe que trabalha para o desenvolvimento do projeto ou produto.
Outro conceito relevante nesta área é o daily scrum, ou scrum diário, que consiste em uma reunião organizada pelo Scrum Master. Todos os elementos estão em pé, para que a reunião seja de curta duração (máximo 15 minutos). Esta reunião é uma forma de comprovar que cada elemento está cumprindo o seu papel.

Outra reunião importante no âmbito do scrum é a de planejamento da próxima sprint, onde é definido quanto tempo vai durar cada tarefa. O standard para a medição do tempo de cada tarefa pode ser atribuição de pontos ou tamanhos de camiseta (XL, L, M, S, XS), sendo que uma tarefa que demora mais tem mais pontos. Desta forma, é possível somar os pontos no fim da sprint e averiguar a velocidade de trabalho da equipe.

A monitorização do progresso de cada sprint é feita através da burndown chart (tabela burndown), uma das características que torna o scrum tão popular.
Consiste em uma tabela que permite controlar se um projeto está se desenvolvendo da forma programada. Ela apresenta uma medição diária da quantidade de trabalho que ainda não foi feito em cada sprint ourelease. 

Esta tabela também permite fazer uma estimativa do tempo em que a sprint vai ser concluída. Assim, é possível saber se o projeto está progredindo de acordo com o tempo estimado ou se vai sofrer algum atraso. Essa informação pode ser usada pela equipe para fazer alguns ajustes no seu trabalho, impedindo que o atraso se verifique realmente.

A origem do termo scrum vem do esporte rúgbi, onde scrum define a aglomeração dos jogadores, muitas vezes vista como "formação ordenada". No scrum, 8 jogadores de cada time estão frente a frente e têm que fazer um esforço para recuperar a bola que se encontra no meio do "aglomerado".
Copiado: http://www.significados.com.br/

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Administrador Profissional versus Administrador de Condomínios

Gestão caseira ou tercerizada, um gestor mais próximo ou uma empresa especializada?
Assim como tudo na vida, um condomínio também precisa de organização.
A rotina de um condomínio vai além do entra e sai de moradores ou visitantes. O controle dos serviços está cada vez mais informatizado.
E atualmente a maneira de administrar um condomínio está tornando-se cada vez mais parecida com o gerenciamento de uma empresa.
E existem algumas diferenças na gestão feita por um síndico, um administrador profissional e uma administradora de condomínio
Para perceber quais são as diferenças e os principais pontos de gestão feita por um síndico, um administrador profissional e uma administradora de condomínio.

 A gestão de um síndico.

O síndico é o morador eleito para representar o condomínio. É o representante, ‘a voz’ do condomínio e dos condôminos.
Ainda que muitos considerem que a função de um síndico é tarefa simples, poucos sabem que ele responde, civil e criminalmente, pelo condomínio
Normalmente a única remuneração de um síndico é a isenção da taxa de condomínio.
A gestão de um síndico baseia-se em:
  • Convocar assembléias,
  • Desempenhar as obrigações impostas pelo Código Civil.
  • Representar o condomínio legalmente,
  • Zelar pela conservação das áreas comuns, pela ordem no condomínio e pela prestação de serviços,
  • Arrecadar as cotas do condomínio,
  • Prestar contas a assembléia e fazer cumprir todas as determinações.
  • Intermediar conflitos e sempre visar o bem pensando no coletivo.
Boa parte da gestão de um síndico é exigir que as regras de convivência do condomínio sejam respeitadas.

 A gestão de um administrador profissional

Para ser administrador de condomínio é necessário ter curso profissionalizante em Administração de Condomínio.
Um administrador profissional irá fazer sua gestão com profissionalismo, pois é responsável por gerir e atender as demandas do condomínio que administra.
A gestão de um administrador de condomínios destaca-se por:
  • Conhecimento na legislação e na Convenção do Condomínio,
  • Gerenciamento de funcionários,
  • Administração financeira,
  • Negociação com fornecedores e prestadores de serviço,
  • Valorização do patrimônio
  • Prestação de contas,
  • Elaborar folha de pagamento,
  • Pagamento de contas e encargos do condomínio.
A função de um administrador de condomínios é solucionar problemas administrativos, jurídicos e financeiros, além de manutenção do condomínio.

 A gestão de uma administradora de condomínios

Uma administradora de condomínios dará um suporte administrativo ao síndico.
As responsabilidades de uma administradora de condomínios são:
  • Movimentação financeira do condomínio,
  • Elaboração das prestações de conta,
  • Elaboração das folhas de pagamento, escala de folgas, encargos sócias,
  • Gerenciamento do departamento de pessoal,
  • Assistência jurídica,
  • Ter um representante nas assembléias,
  • Implantação do sistema de segurança.
Entre outras obrigações, a administradora de condomínio deverá arquivar organizar e controlar e manter atualizada uma série de documentação como:
  • CNPJ do condomínio
  • Seguro obrigatório,
  • Plantas do condomínio,
  • Livro de atas,
  • Cadastro dos proprietários e inquilinos,
  • Pastas com as despesas e receitas dos condomínios, referente aos últimos cinco anos.
Uma administradora de condomínios evita que ocorram erros na administração e equívocos na gerência que acabam gerando prejuízos financeiros.
Agora que você já conhece quais são as principais diferenças entre um condomínio administrado por um síndico, um administrador profissional e uma administradora de condomínio, você deve fazer uma análise do que é melhor para o seu condomínio.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Fundamentos de Avaliação

O sucesso de qualquer empresa depende de seu processo decisório. Diante de um cenário econômico com riscos cada vez maiores, onde há um desequilíbrio nas taxas de juros, o mercado apresenta-se desajustado e as regras da economia em constante oscilação, há uma exigência maior na capacidade de análise na hora de tomar decisões na empresa.
A falta de conhecimento por parte dos administradores acerca da dinâmica do Mercado Financeiro tem dificultado na hora do fechamento de negócios. Avaliar se um investimento é viável ou não requer conhecimento sobre taxa de juros, entender as medidas estatísticas para mensurar o risco de um ativo, e dentre muitos outros aspectos relevantes na hora da tomada de decisão, podem amenizar e até mesmo sanar um problema existente.
Por entender que um dos objetos de estudo da Administração é a tomada de decisão, viabilizadas por dados e informações fornecidos pela contabilidade, é que serão explanados somente como análise, assuntos sobre diferentes tipos de taxas de juros, medidas estatísticas adotadas na avaliação de ativos e o estudo do risco do Mercado Financeiro.
Todos os assuntos abordados neste trabalho serão definidos conceitualmente e suas aplicabilidades serão contextualizadas em diversas situações práticas no comportamento do Mercado Financeiro.

1. FUNDAMENTOS DE AVALIAÇÃO
1.1 MEDIDAS ESTATÍSTICAS DE AVALIAÇÃO E RISCO

A medida estatística, de acordo com Assaf (2013, p. 96), é um método científico que permite que seus usuários tomem as melhores decisões mediante condições de incerteza.
Atualmente, diante de um cenário econômico inconstante e com riscos cada vez mais latentes, avaliar o retorno de um investimento, tornou-se um desafio para os profissionais desta área. Podemos citar como vilões de risco no mercado financeiro, a inflação e as taxas do governo.

Portanto, é necessário além de um amplo conhecimento de mercado, o uso do método estatístico na avaliação de seus instrumentos financeiros.
A técnica utilizada para descrever analiticamente as variáveis de uma amostra é chamada estatística descritiva. Ela visa, mediante quantificação de dados que compõem a amostra, reunir informações importantes para que a tomada de decisão seja a mais precisa possível.

1.1.1 Medidas de posição – tendência central
Segundo a professora Cecília Rokembach, do departamento de estatística da PUC1,2 medidas de posição são medidas que servem para representar uma série de dados e para permitir a comparação entre duas ou mais séries ou conjuntos de observações. Dentre tais medidas pode-se salientar a média, a mediana e a moda.

1.1.2 Medidas de dispersão
Medidas de dispersão são estratégias usadas na estatística para verificar se os valores de um conjunto de dados estão dispersos ou não. As medidas mais aplicadas na prática de avaliação de risco são o desvio-padrão, a variância e o coeficiente de variação.

1.1.2.1 Desvio-padrão e variância
Segundo Amanda Ribeiro, graduada em matemática, escrevendo seu arquivo no portal Brasil Escola, expõe que O desvio padrão é capaz de identificar o "erro" em um conjunto de dados, caso quiséssemos substituir um dos valores coletados pela média aritmética. Este aparece junto à média aritmética, informando o quão "confiável" é esse valor. 

1.1.2.2 Coeficiente de variação – CV
O coeficiente de variação, geralmente expresso em %, é o instrumento que mede o grau de dispersão relativa, ou seja, o risco por unidade. Enquanto que o desvio-padrão e a variância mede o grau de dispersão absoluto. O Coeficiente de Variação é útil para compararmos a variabilidade (dispersão) de dois conjuntos de dados de ordem de grandezas diferentes.

2. PROBABILIDADES
Probabilidade, normalmente expressa em porcentagem, refere-se à possibilidade de um determinado evento ocorrer. Diante da tomada de decisões de investimentos, na prática, esse conceito vai muito além de uma possibilidade de um único resultado esperado, mas a diversos valores possíveis a ocorre.
A probabilidade definida em um evento ou em um conjunto de eventos de incerteza pode ser dividida em dois termos: objetivos ou subjetivos.

A probabilidade objetiva é proveniente de situações passadas que se
repetiram inúmeras vezes, das quais não se há dúvidas de sua ocorrência. Por
exemplo, a probabilidade de que um produto saia defeituoso no processo produtivo
atual, pode ser obtida através de análises passadas desta mesma produção em
períodos diferentes.

A probabilidade subjetiva é decorrente de novos eventos dos quais não se
tem experiências passadas relevantes. Neste caso de incerteza, a unidade decisória
da empresa precisa atribuir subjetivamente probabilidade aos resultados esperados.
Por exemplo, a probabilidade de que um novo produto a ser lançado no mercado
seja aceito pelo consumidor, será obtida através de análise subjetiva baseada em
pesquisa de mercado, projeções de demanda, intuição da equipe administrativa e de
produção, experiência profissional e etc.

2.1 Medidas estatísticas aplicadas ao estudo do risco
Ao analisar um investimento, o administrador precisa compreender qual o
grau de risco que este está associado, bem como avaliar as formas e quantidade de
retorno futuro.

2.2 Distribuição normal
Apesar de uma variável ser classificada como discreta ou contínua, o objeto de estudo deste capítulo será a variável contínua também conhecida como probabilidade normal.
A distribuição de probabilidade normal é uma variável amplamente usada no estudo de estatística por assumir valores infinitos, portanto mais difíceis de mensurar somente através dos cálculos da média.
Sua importância ainda é descrita também na área de avaliação de investimentos, principalmente por apresentar uma aproximação à curva normal dos retornos esperados e também em outros eventos financeiros.

2.3 Covariância
A covariância é um tipo de valor usado na Estatística para identificar a inter-relação entre determinados valores. A covariância entre duas variáveis X e Y é igual a média de uma variável aleatória Z que por sua vez é o produto dos desvios de cada uma das duas variáveis X e Y em relação as suas respectivas médias.
2.4 Correlação
A correlação, segundo Assaf, (2013, p.105) visa explicar o grau de relacionamento verificado no comportamento de duas ou mais variáveis. A quantificação desse relacionamento é obtida estatisticamente por meio do coeficiente de correlação, que pode variar de +1 a –1. Quando o coeficiente de correlação for igual a -1, diz-se que as variáveis são inversamente correlacionadas, isto é, quando a variável Y diminui, a variável X tende a elevar-se. Caso contrário, se for exatamente igual a +1, diz-se que as variáveis são diretamente correlacionadas, isto é, variações de Y determinam alterações paralelas e no mesmo sentido na variável X.
2.5 Regressão linear
A regressão linear é uma ferramenta estatística usada para prever futuros valores a partir de valores passados.
A análise de regressão linear se dá a partir do estudo de um conjunto de valores X e Y, onde (Y) representa a variável dependente em função de uma variável independente (X), seu objetivo é conhecer o quanto variações de X podem afetar Y.

 CONCLUSÃO
É sabido que, para um administrador na atual conjuntura, tomar decisões sobre como e quando investir em novos projetos tem sido um desafio constante, visto que o cenário econômico está cada vez mais propenso às incertezas.
Ao conhecer diferentes tipos de taxas de juros e medidas estatísticas adotadas na hora de avaliar ativos e seus riscos no mercado financeiro, pôde-se numa abordagem mais prática, sanar dúvidas que, não são apenas dos acadêmicos, mas também de muitos profissionais experientes no mercado, que tem feito confusão, na tomada de decisão, por não dominar a aplicabilidade dessas ferramentas.
Portanto, faz-se necessário, a correta avaliação dos riscos, sendo que este é um fator que vai determinar o sucesso ou fracasso das decisões tomadas diante de um investimento.
O estudo sobre fundamentos de avaliação foi de suma importância para a formação profissional dos estudantes envolvidos no desenvolvimento deste trabalho; uma vez que agregou conhecimento sobre assuntos relevante para um futuro administrador sobressair-se com propriedade na dinâmica de suas atividades dentro de uma empresa.

Por  - http://www.artigonal.com/financas