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segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Downsizing: Enxugue Custos e Otimize seus Recursos

Você já deve ter ouvido outros empresários afirmando que “o mercado não está pra peixe”, não é? 
A cada ciclo de instabilidade econômica, a concorrência acirrada e um mercado cada vez mais exigente, fica cada vez mais difícil manter uma empresa sempre no positivo e sobreviver pagando as contas regularmente.
Com a euforia da economia brasileira na primeira década dos anos 2000, era natural que as empresas investissem em mais pessoal e equipamentos para atender aos fins comerciais mais imediatos daquela época.
No entanto, com a retração econômica a partir de 2012, boa parte dos empresários não teve outra alternativa se não a de enxugar a estrutura da sua empresa para que ela pudesse funcionar de modo mais otimizado e com menores custos.
Sem uma data certa para a crise acabar, a grande pergunta dos empreendedores é: como conseguir manter os negócios competitivos e lucrativos em um cenário como esse?
Se o seu negócio tem enfrentado problemas para fechar as contas, este artigo é para você! Vamos apresentar, a seguir, o Downsizing, uma técnica que tem como objetivo eliminar a burocracia e os custos desnecessários, permitindo que sua organização retome o crescimento. Confira!

Afinal, o que é Downsizing?

O Downsizing, que em português poderia ser traduzido como “achatamento”, é uma técnica que chegou ao Brasil na década de 1980, como uma estratégia de redução de custos, estrutura e de processos considerados desnecessários. Seu principal objetivo é o de tornar a empresa o mais eficiente e enxuta possível.
Normalmente, o primeiro passo para o Downsizing é iniciar processos de horizontalização da empresa, reestruturação dos recursos humanos e achatamento da estrutura.
Essa diminuição da estrutura organizacional pode ser feita por meio da interrupção de contratação de funcionários, de transferências e incentivo a aposentadorias. No entanto, a maneira mais usual de diminuir o tamanho organizacional são as demissões. Em teoria, reduz-se a burocracia corporativa e, consequentemente, os custos administrativos.
Uma das vantagens do Downsizing é que você terá a chance de dimensionar melhor o seu negócio para um tamanho mais realista e gerenciável. A redução de capacidade obriga a organização a reavaliar seus processos e a reescrever seu plano de negócios para refletir o cenário econômico atual.
Essa prática pode ser temporária ou mesmo permanente, dependendo da necessidade do seu negócio, e ser realizada em diferentes setores da empresa.
Ao atingir um crescimento sustentável, a organização poderá expandir seu mercado, modernizar-se, aprimorar produtos e serviços e excluir a burocracia interna desnecessária.

Benefícios do Downsizing

Em um primeiro momento, pode ser difícil deixar os sentimentos pessoais de lado e tomar decisões que reduzirão recursos e que promoverão o encolhimento de equipes.
A redução de pessoal, por exemplo, não é uma decisão fácil, pois, eventualmente, você irá perder alguns talentos nesse processo.
No entanto, às vezes, esse pode ser o primeiro passo para salvar a sua empresa de ir à falência. O Downsizing deve ser visto como uma tarefa importante para colocar sua organização no caminho certo, rumo à estabilidade financeira.
Confira, a seguir, alguns dos benefícios de utilizar a técnica:

Poupança financeira

Com menos burocracia, recursos e pessoal drenando seu caixa, sua empresa terá mais dinheiro para investir em áreas consideradas prioritárias e que ajudarão a organização a se estabilizar.
Futuramente, com a estabilidade conquistada, será possível aumentar, novamente, os recursos e o número de funcionários, quando a empresa estiver indo bem financeiramente.

Redução de retrabalhos

Com uma empresa “inchada”, é muito comum encontrarmos retrabalho ocorrendo em diferentes níveis e departamentos.
Em um processo de redução de recursos, com menos pessoas trabalhando, você terá que repensar quais são as tarefas que realmente são importantes para o seu negócio e descartar as que não são.
Dessa forma, a empresa se torna mais eficiente e economiza dinheiro e tempo de sua equipe, que poderá utilizá-lo em tarefas que realmente gerem diferenciais competitivospara o negócio.

Criatividade

Aqui, entra o famoso “jeitinho brasileiro”. Com equipes enxutas, os processos devem ser repensados para se tornar mais eficientes e efetivos, garantindo o pleno funcionamento do seu negócio, mesmo em uma época mais apertada.
Com criatividade, gestores e suas equipes devem inovar para fazer mais com menos recursos. O saldo será positivo, levando os times a trabalharem com mais produtividade e eficiência, permitindo que seu negócio tenha respostas mais rápidas às ações dos seus concorrentes.

As desvantagens do Downsizing mal executado

Infelizmente, nem tudo são flores. A reorganização, a redução de pessoal e o endividamento são termos usados para justificar a eliminação de cargos e departamentos.
Essa decisão não pode ser tomada à revelia, pois uma redução mal planejada poderá afetar uma parcela significativa da sua empresa, impactando no trabalho de outros funcionários, em projetos em andamento, no atendimento de clientes e, até mesmo, no clima organizacional.
Veja algumas desvantagens que o processo de Downsizing mal executado pode trazer para a empresa:
  1. Perda de capital humano
  2. Comunicação
  3. Perda da reputação

Perda de capital humano como desvantagem

Ao realizar demissões em massa, sua empresa ficará órfã de parte da sua experiência produtiva. Todo aquele conhecimento de processos que o funcionário adquiriu ao longo dos anos será perdido, o que demandará futuramente novas contratações e treinamentos para suprir a falta de antigos talentos.
Métodos de resolução de problemas, preferências dos clientes, abordagens operacionais e histórico da empresa são algumas das áreas de informação que podem ser perdidas durante uma reestruturação da empresa mal executada.

Comunicação como desvantagem do Downsizing

Com equipes reduzidas, os funcionários restantes podem ter dificuldades para criar novos laços pessoais e encontrar informações sobre processos e atribuições, ou quem são os responsáveis pelos projetos em andamento.
A perda de uma antiga estrutura de comunicação pode interromper o fluxo de ideias e informações dentro da empresa, tornando o ambiente menos colaborativo e mais individualista.
Por isso, o Downsizing deve ser planejado com antecedência, prevendo campanhas de sensibilização e de comunicação aberta e transparente com quem ficará na empresa.

Perda de reputação no Downsizing

Dependendo da forma como você realizar as demissões, antigos funcionários descontentes podem se transformar em fontes de problemas de Relações Públicas, e até mesmo de ações judiciais para sua empresa.

A má reputação pode se espalhar, inclusive, internamente, entre os funcionários que foram poupados da demissão. Com mais responsabilidades, assumindo as atribuições de antigos colaboradores ao mesmo tempo em que presenciam uma redução de regalias e benefícios, pode-se criar um ambiente com elevado nível de estresse e de baixa produtividade.

O Downsizing na prática

Como vimos, antes de qualquer redução, o planejamento é fundamental para o Downsizing, caso contrário, todo esforço poderá não surtir o efeito esperado.
Nesse planejamento, deve-se incluir uma definição clara de metas e objetivos de curto e longo prazo a serem alcançados. O projeto de implementação do Downsizing envolve também:
  • Análise dos custos e da evolução de indicadores.
  • Avaliação do valor agregado ao produto.
  • Eliminação de posições e níveis hierárquicos.
  • Simplificação da estrutura.
  • Otimização de seus recursos humanos.
  • Análise da viabilidade de terceirização de serviços.
  • Reavaliação dos critérios de análise de desempenho pessoal.
A coleta de dados, por meio de pesquisas internas com colaboradores, pode ser um primeiro passo para identificar oportunidades e trazer mais eficiência, produtividade e redução de custos para a empresa.
O programa de demissão voluntária pode ser uma boa alternativa para que as medidas do Downsizing não sejam tão devastadoras para a estrutura da empresa.
Outra alternativa é reduzir a jornada de trabalho dos funcionários (desde que essa iniciativa seja permitida pela convenção coletiva), cortar horas extras e fazer férias coletivas. Tais medidas podem ajudar o empregador a controlar os custos e a manter todos os funcionários necessários na folha de pagamento.
O Downsizing pode ser a estratégia necessária para salvar o seu negócio. Dessa forma, faça o que for preciso para reduzir os custos ao mínimo e otimizar seus recursos, para que você possa iniciar o processo de reconstrução e retomada do crescimento da sua empresa.
Por:  Alfredo Freitas -https://blog.ambracollege.com

terça-feira, 26 de março de 2013

Downsizing e Rightsizing


Downsizing é uma estratégia empresarial cujo nome quando traduzido para o português significa achatamento ou diminuição de tamanho. É uma das técnicas da administração contemporânea que tem como objetivo a eliminação de toda burocracia desnecessária da empresa, ou seja, tudo aquilo que torna a empresa “pesada”.

O downsizing visa enxugar os níveis hierárquicos das empresas e assim obter mais racionalidade em seus processos. 

Um plano de Downsizing deve ser bem planejado em todas suas etapas e deve estar de acordo com o Planejamento Estratégico da empresa. Um plano de downsizing deve visar sempre à construção de uma empresa eficiente e enxuta onde os gestores devem aprender a conviver com menos de tudo.

O downsizing é um termo que causa certo desconforto nas empresas onde ele é implantado, pois envolve sempre demissão de pessoal, redução da estrutura organizacional e redução de custos.

O downsizing sempre requer um bom planejamento, com a elaboração de metas claras e objetivos bem definidos. Esta estratégia é usada como para reduzir custos das empresas aumentando sua competitividade e sustentabilidade futuras. Embora pareça uma decisão para ser tomada em situações de crise ou quando a empresa enfrenta dificuldades, o downsizing é cada vez mais necessário para garantir a viabilidade das empresas e todo gestor envolvido em uma projeto de downsizing sabe que tomar este tipo de decisão baixa o moral da equipe e deixa em um  primeiro momento a situação complicada.

Esta estratégia operacional visa também à eficiência operacional, pois foi observado que quanto mais pessoas trabalham em um processo mais ineficiente ele fica e uma das soluções encontradas para aperfeiçoar esses processos foi diminuir o numero de pessoas trabalhando nele ao mesmo tempo em que se melhora a tecnologia para melhor execução dessas tarefas.

  • O downsizing tem como objetivos:
  1. Reduzir os custos através de uma analise e identificação de custos;
  2. Fornecer para a empresa uma rapidez na tomada de decisão
  3. Reavaliação dos critérios de análise do desempenho pessoal;
  4. Possibilidades de terceirização de processos;.
  5. Focar nas necessidades do cliente, e não nos procedimentos internos.
Devido a forte tendência de corte de pessoal e diminuição de custos, que na maioria das vezes causa mais problemas para a empresa, o downsizing passou a ser visto como uma estratégia operacional ameaçadora para as pessoas que trabalham em uma organização. 

Por esse motivo começou-se a tentar a adotar um termo alternativo, o Rightsizing ("o tamanho certo"), ou seja, a estrutura certa que maximiza a eficiência operacional, por isso alguns autores veem esse termo como o mais aplicável para as empresas que necessitam otimizar o número de empregados e posições gerenciais com o objetivo tornar uma empresa mais eficiente e lucrativa e também não causar grandes problemas como moral de sua equipe.

Fonte: Pedro Paulo Morales   http://www.qualidadebrasil.com.br/

terça-feira, 25 de maio de 2010

Downsizing


 O downsizing é uma das técnicas a ser empregada para tornar a empresa ágil e competitiva, e normalmente é a primeira ferramenta utilizada para iniciar processos de horizontalização nas empresas e reestruturação dos recursos humanos. Esta técnica se resume no enxugamento organizacional reduzindo suposta burocracia e conseqüentemente custos administrativos. Basicamente esta técnica facilita a execução dos processos nas Organizações. Este processo elimina despesas e cargos desde a alta gerência até supervisores e controladores, mas apesar destes procedimentos esta técnica traz alguns efeitos colaterais em sua execução, principalmente em relação aos colaboradores remanescentes que se sentem inseguros em relação à empresa e também por não atingir em alguns casos o escopo de promover mudanças estruturais tornando o ambiente mais leve e ágil para acompanhar o mercado.
O downsizing surgiu no mundo empresarial como uma nova ferramenta para que as empresas perdessem alguns quilinhos e ganhassem agilidade e fôlego para se adaptar a mudanças de mercado. Mas o grande problema é como enfrentar este regime e, sobretudo como suportar os sintomas deste. As empresas para se tornarem mais competitivas iniciaram um processo doentio pela queima de gorduras, e esta anorexia empresarial encontrou nos princípios do downsizing a forma de como excluir as organizações gordinhas deste ambiente de forte concorrência. Entretanto após alguns anos da aplicação desta ferramenta nos circuitos empresariais, percebe-se que algumas organizações já se encontram viciadas nesta anorexia desenfreada, e em alguns casos a saúde empresarial é gravemente comprometida, pois além da gordura queima-se algum músculo vital também, que são eliminados acidentalmente neste processo, prejudicando assim o funcionamento do todo.
Para Tachizawa “ O downsizing é orientado no sentido do emagrecimento da organização pela redução dos custos com pessoal”.
Esta visão estritamente endógena muita vezes impossibilita o organismo visualizar o ambiente externo, pois com músculos atrofiados, divisão de equipes, descrédito e medo de inovar os colaboradores tornam-se meros órgãos isolados trabalhando de forma independente em um sistema tão complexo que não permite o sobrecarregamento e isolamento, e o pior, com medo de mais regimes que possam comprometer ainda mais o seu desempenho.
O modelo de organização Horizontal voltada e administrada por processos com foco no cliente, ainda está muito longe de empresas verticais que acreditam que a aplicação do downsizing resolverá os problemas ambientais das empresas. Não é somente o enxugamento de staff ou diminuição de cargos que tornará uma empresa verticalizada de um momento para outro, em uma empresa ágil e dinâmica onde os fluxos informativos passam a ser direcionados pelo cliente dentro da organização.
Ou seja, o downsizing como técnica de redução de custos e diminuição da burocracia não significa que a empresa se tornará horizontal, mas simplesmente tornar-se-á numa empresa menos vertical onde menos pessoas executam uma maior número de tarefas.
Para Filho “ Por meios de fusões de departamentos, gerências e divisões, em que se eliminam funções que não agregam valor ao cliente/consumidor, o downsizing procura implantar na empresa uma estrutura operacional de apenas dois ou três níveis hierárquicos e utilizar a tecnologia da informação como uma fonte para controlar a tomada de decisões da empresa”.
Neste contexto de redução de custos e pessoal, o colaborador torna-se uma vítima do processo que visa resultados rápidos e decisões de cima para baixo. O colaborador que permanece na organização, além do excesso de atividades sofre também as pressões de eventuais demissões, ficando a mercê do processo chamado de novos trabalhadores forçados, ou seja, o receio de tornar-se um desempregado obriga os colaboradores a sujeitarem-se aos procedimentos organizacionais, não questionando os princípios tampouco questionando os procedimentos administrativos aplicados.
O conceito de downsizing aplicado na maioria das organizações atualmente é completamente diferente do propósito de horizontalização que as empresas buscam frente ao mercado pós-moderno. A quebra de paradigmas nos valores organizacionais, em busca de empresas voltadas aos clientes ainda está muito longe de empresas que adotaram o downsizing e oprimiram inconscientemente seus colaboradores de implementar novos processos direcionados ao mercado, pois os colaboradores remanescentes desta carnificina imediatista seguramente não terão forças e criatividade para opor este mal estar de rentabilidade rápida, de atingir os resultados e metas de forma galopante, se em contra partida suas motivações, seus valores, sua dignidade e segurança não estão inseridos no seio desta organização clássica perdida num mundo globalizado, em que os erros não são permitidos e onde os novos trabalhadores forçados são escravizados pelo sistema onde o Homem assume posição periférica.  
Luiz Augusto Silva,
Professor Universitário, Doutorando em Gestão de Negócios / Unam