QUEM SOU EU

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Administrador de Empresas(UEMA), Mestrado em Administração(FGV-RIO), Professor Universitário (FAMA/UFMA), Ex-Presidente do CRA-MA, Ex-Conselheiro Federal de Administração - CFA, Empresário (DEPYLMAR, ), Ex-Conselheiro Fiscal da ANGRAD, Vogal da Junta Comercial do Maranhão (JUCEMA)Consultor de Empresas, Avaliador do INEP/MEC, Maranhense de Pedreiras, filho de Valdinar e Cavalcante Filho, Casado (Graça Cavalcante), 02 Filhos (Nathália Johanna e Diego Henrique), apaixonado pelo Moto Club de São Luís, Botafoguense de Coração e Feliz da Vida...

terça-feira, 12 de junho de 2018

Homes Offices são de Marte. Coworkings são de Vênus



Nessa minha recente e intensa “jornada empreendedora”, Home Office é quase que uma constante na minha rotina. Mas admito que não é fácil. 

Em casa, fica quase impossível separar “home” do “office”.

Quando estou em casa, mal dá para não responder a um e-mail, atender a uma ligação ou preparar o material da próxima reunião.

Os anos 2000 sedimentaram o conceito Home Office. Pelo menos foi esse o grande slogan de campanha dos principais lançamentos imobiliários nos dois booms que tivemos desde o início deste século. 

Mas você já parou para pensar que, desde lá, qualquer cômodo extra virou um “home office”? 

Pois é.


Dias atrás, vivi um momento diferente. Em uma brincadeira lúdica entre minha mãe, a vovó da minha filha, com 4 anos, refleti sobre este modelo de trabalho em casa. 

E, justamente, depois de uma brincadeira da minha pequena: “Vovó, vamos brincar de mamãe e filhinha? Eu sou a mamãe e você a filhinha. 

Eu fico aqui no computador e você brinca ali enquanto eu trabalho”, disse ela.

A brincadeira pegou fundo.

Será que é esse o modelo que ela tem de mim? 
Em casa e trabalhando? 
A verdade é que sim... Afinal, não é todo o tempo que consigo estar disponível. Quantos “calls” ao som de “mamanheeeeeee” tenho feito? (E quem nunca fez uma ligação do banheiro, levante a mão.) 
Quantos vídeos tenho interrompido por conta do meu vira-lata Woody estar latindo? 
Quando a poeira baixou, pensei comigo: “Será que Home Offices são para as mães?”

É diferente dos Coworkings, onde você entra e sai quando quer, pega um cafezinho (tão vital quanto respirar para mamães dos pequenos), há música de fundo (que ajuda a manter você acordada) e tem sempre alguém pronto para resolver um problema de conexão ou “TI básica”.

Ah, e tem programação de eventos e uma agenda que NÃO depende de você! Uau!

Mulheres x Coworkings

Segundo dados do IBGE: “Nos últimos 50 anos, as mulheres têm deixado de atuar apenas no ambiente privado para também se lançarem no mercado de trabalho. Os avanços nas leis trabalhistas permitiram o crescimento dessa mão de obra. 
Em 2007, as mulheres representavam 40,8% do mercado formal de trabalho; em 2016, passaram a ocupar 44% das vagas”.

Já de acordo com o censo Coworking 2017, no ano de 2015 existiam 238 espaços catalogados. Este número aumentou 52% para o ano seguinte, chegando em 378 e um salto de incríveis 114% no ano seguinte, registrando 810 espaços, de acordo com o levantamento.



Se o percentual de “coworkers”, ou da comunidade, é, em sua maioria, composto por mulheres, não tenho como precisar. Muito menos não tenho como afirmar que os números acima estão diretamente relacionados.

Tenho percorrido pelo modelo de espaço de trabalho compartilhado e conhecido diversos deles que compartilham empresas, startups, profissionais liberais, eventos e conhecimento em geral.

E, posso dar a minha visão de que Home Office x empreendedorismo x casal de filhos pequenos (2 e 4 anos) + um cachorro, combinam pouco neste momento.

Homes Offices são de Marte. Coworkings, mais femininos, são de Vênus.

 Concorda?

Por: Elisa Rosenthal Tawil