sexta-feira, 22 de abril de 2022

Segurança Psicológica: como criar um ambiente favorável para equipes de sucesso


A segurança psicológica é uma das grandes preocupações das organizações que desejam atingir o sucesso. Isso porque esse é um fator que impacta diretamente o desempenho, produtividade e até mesmo a felicidades dos colaboradores.

Uma cultura organizacional em que todos se sentem confortáveis para compartilhar ideias, errar e fazer perguntas é essencial para o crescimento de cada um e da empresa como um todo.

E se ainda resta alguma dúvida de que a segurança psicológica é importante no dia a dia de trabalho, uma pesquisa interna do Google realizada com o objetivo de desvendar o segredo das suas equipes mais produtivas revelou que a segurança psicológica era a característica mais evidente dos grupos com melhores desempenhos.

Por que isso acontece? Porque quando as pessoas se arriscam, exploram ideias diferentes e não têm medo de inovar, todo mundo sai ganhando. Quer entender mais sobre o assunto e tirar todas as suas dúvidas? Então, continue a leitura deste artigo!

O que é segurança psicológica?

A segurança psicológica diz respeito a um ambiente detentor de um clima no qual as pessoas se sentem confortáveis para falarem as suas opiniões, compartilharem experiências e ideias. Dessa forma, todos ficam tranquilos e seguros para se expor diante de outros colaboradores da empresa.

Não há o medo de ser punido, constrangido ou rejeitado pelo simples fato de colocar uma ideia na mesa de discussão ou se opor a algo que alguém está falando. Um ambiente assim contribui para que as pessoas sejam mais autênticas e criativas, além de contribuir para uma convivência mais harmoniosa.

Quais são os aspectos da segurança psicológica?

No dia a dia de uma organização a segurança psicológica se apresenta de diferentes maneiras. Conheça, em seguida, os seus principais aspectos:

  • Segurança para se expressar

Os colaboradores devem se sentir à vontade para expor ideias, questionar, inovar e falar sobre problemas. Tudo isso sem medo.

  • Segurança para interagir

É necessário cultivar um clima em que todos se sintam confortáveis para pedir ajuda, dar e receber feedbacks, mesmo quando forem conversas difíceis e desafiadoras.

  • Segurança para aprender

Não pode existir o medo de errar, ariscar, inovar e aprender com os próprios erros. Só assim novas ideias poderão ser testadas.

  • Segurança para pertencer

Os colaboradores devem se sentir parte de um grupo, valorizados e apoiados, sem acharem que serão prejudicados ou rejeitados.

Por que a segurança psicológica é importante nas empresas?

O estudo do Google citado no início deste artigo foi chamado de “Projeto Aristóteles” e os seus principais insights foram divulgados no New York Times. Enfim, quais elementos o estudo detectou como capazes de influenciar o desempenho das equipes?

  • segurança psicológica: a questão de se sentir confortável para assumir riscos e expor ideias sem ser julgado ou diminuído;
  • confiabilidade: sobre confiar nas pessoas ao seu redor para atingir os resultados e entregar um ótimo trabalho;
  • estrutura e clareza: as pessoas precisam ter clareza sobre os objetivos, metas e seus papéis para atingi-los;
  • significado do trabalho: a importância de se enxergar valor no trabalho que é feito todos os dias;
  • impacto do trabalho: sobre realizar um trabalho que faz a diferença e impacta a vida das pessoas de alguma forma.

Entre todos esses elementos, a segurança psicológica foi apontada como uma das mais importantes para garantir uma equipe produtiva e eficiente.

Além disso, investir nesse fator dentro da empresa também traz outros benefícios essenciais para todos, entre os quais podemos citar:

  • reduz índices de turnover, pois as pessoas ficam mais felizes ao trabalhar com segurança psicológica;
  • gera maior receita, afinal, pessoas com segurança psicológica produzem mais e melhor;
  • equipes com maiores níveis de entrosamento, colaboração e afinidade;
  • abre portar para soluções inovadoras e criativas.

Como medir a segurança psicológica?

Uma das melhores maneiras de se medir os níveis de segurança psicológica na sua empresa é por meio de pesquisas e feedbacks com os colaboradores. A área de RH pode, portanto, rodar um questionário com algumas perguntas que visam analisar esse aspecto dentro da organização. Confira alguns exemplos de questões que podem ser feitas:

  1. Você se sente confortável para expor ideias e fazer perguntas (mesmo que possam ser consideradas “bobas”) em frente aos outros colaboradores?
  2. Você se sente à vontade para colocar a sua opinião em uma reunião, mesmo que ela seja diferente do que todos estão falando?
  3. Você acredita que seja seguro assumir riscos e inovar no dia a dia?
  4. Se você cometer um erro, sente que será julgado ou diminuído?
  5. Você se sente confortável para pedir ajuda, seja ao seu líder ou outros membros da equipe?
  6. Você sente que outros colaboradores poderiam sabotá-lo de alguma forma?
  7. Você e os membros do seu time se tratam com respeito?
  8.  Você sente que os colaboradores rejeitam pessoas que possam ser consideradas “diferentes”?

Qual é o papel dos líderes na manutenção da segurança psicológica?

O perfil de liderança cultivado na empresa também pode ter um impacto significativo quando o assunto é criar um ambiente com segurança psicológica.

Um líder autocrático, por exemplo, é aquele que toma todas as decisões e o time simplesmente segue o seu comando. Assim, nesse modelo de liderança, as pessoas tem menos espaço para contribuir com ideias e, muitas vezes, nem se sentem à vontade para falar.

Por outro lado, um líder democrático incentiva a participação de todos os membros da equipe, estimulando que compartilhem ideias, problemas e sejam criativos o tempo todo.

Qual dos dois perfis de líder você acha que contribui para um time com maiores níveis de segurança psicológica? Com certeza o segundo.

Por isso, cabe à empresa entender como as suas lideranças estão agindo no dia a dia para garantir que nenhum desses profissionais contribua negativamente para o ambiente corporativo. Os profissionais de Recursos Humanos também precisam ficar atentos às questões de recrutamento, afinal, é preciso buscar por perfis de lideranças com fit cultural. Isso já diminui metade dos problemas que poderiam surgir lá na frente.

A segurança psicológica em tempos de pandemia

Com a chegada do novo coronavírus e a mudança no dia a dia de trabalho, diversas empresas adotaram o regime home office. Nesse momento, cuidar para que os colaboradores não se sintam isolados e, mesmo com o distanciamento, tenham a certeza de que estão sendo ouvidos é essencial.

Toda mudança exige adaptações e o trabalho a distância exige alguns reajustes para garantir a segurança psicológica.

Dê uma atenção especial aos profissionais que são de posições mais baixas, como estagiários ou analistas, pois podem se sentir acuados e mais inseguros nessa nova dinâmica de trabalho. Eles precisam de suporte e a garantia de que há espaço para expor ideias, relatar problemas e criar. Isso é importante para manter a motivação e oferecer perspectivas.

Os líderes, por sua vez, têm um desafio a mais, pois precisam garantir a excelência na entrega dos resultados ao mesmo tempo em que aprendem a gerir equipes remotamente. Não é simples, mas com uma boa organização não se torna uma tarefa impossível.

Como promover a segurança psicológica no dia a dia da empresa?

“Projeto Aristóteles”, do Google, acabou com aquela ideia que muitas empresas tinham de que para atingir o sucesso bastava colocar pessoas muito inteligentes para trabalharem juntas. Isso não é o suficiente.

A maneira como as pessoas se relacionam e a inteligência coletiva são muito mais eficientes para construir equipes de alta performance. Isso porque é dessa maneira que se cultiva um dia a dia com mais empatia e sentimento de pertencimento.

Cultivar um ambiente agradável, tranquilo e seguro para os colaboradores é essencial para que a produtividade ideal seja alcançada. O estudo do Google demonstrou que focar somente em salários, altos cargos e benefícios não é o suficiente.

Com essa clareza, agora o foco é dar o próximo passo e traçar um planejamento com ações estratégicas que visem promover a segurança psicológica na sua empresa. Em seguida, confira alguns exemplos!

1. Criação de uma cultura de feedback

Um dos principais pontos quando o assunto é segurança psicológica diz respeito a uma cultura de feedback bem estabelecida. Essa é uma das maneiras mais eficazes de criar um diálogo honesto entre líderes e liderados.

Dessa forma, cria-se um canal de comunicação e as pessoas se sentem mais confortáveis para expor problemas, dúvidas e ideias. Para aqueles que são mais tímidos, pode ser um ótimo ponto de partida.

É importante que o RH da empresa crie esses ciclos de feedbacks com o objetivo de propor uma troca constante entre os membros da equipe.

2. Maior tolerância aos erros e às diferenças

Os baixos níveis de segurança psicológica são, em muitos casos, consequência da intolerância aos erros e diferenças entre as pessoas. Isso não significa que ao cometer um erro gravíssimo o responsável não deva sofrer as consequências, como levar um sermão do chefe.

Significa que quando as pessoas têm muito medo de errar porque acham que serão severamente punidas, deixam de experimentar e testar. Dessa forma, grandes ideias podem ficar adormecidas.

Incentivar opiniões que fogem do óbvio e garantir que todos se sintam confortáveis com as diferenças é essencial para criar um clima agradável e tranquilo.

3. Incentivo à criatividade e tomada de riscos

Não são todas as empresas que incentivam a tomada de riscos, pois é algo que varia muito conforme a cultura do ambiente. Vale refletir sobre como grandes ideias podem resultar em ótimos resultados, mas para isso precisam ser tomados alguns riscos de vez em quando.

Encontrar o equilíbrio ideal dos riscos para a sua empresa pode ser o caminho certo para não anular a criatividade.

4. Incentivo à escuta ativa

A escuta ativa diz respeito a prestar atenção na fala do outro e, assim, demonstrar verdadeiro interesse pelo o que está sendo dito. É uma habilidade importante para garantir a segurança psicológica, pois todo mundo sente a necessidade de ser estudado de verdade.

Uma das ferramentas para desenvolver a escuta ativa é a psicoterapia.

5. Inclusão nas tomadas de decisões

Profissionais, principalmente líderes, que tomam decisões sem incluir os outros membros da equipe estão contribuindo para um ambiente com menos colaboração. É importante garantir que todos possam expor suas opiniões antes de uma decisão ser tomada.

Essa é uma maneira de fortalecer o sentimento de pertencimento, incentivar o compartilhamento de ideias, estimular a colaboração e fazer com que todos se sintam importantes.

Cuide da segurança psicológica da sua empresa e colha os frutos

Enfim, depois de todas essas informações valiosas, não tem como continuar ignorando a importância da segurança psicológica, não é mesmo?

Comece agora mesmo a traçar uma estratégia para a sua empresa, treine seus líderes e cultive uma cultura saudável. Aos poucos, a organização irá colher todos os frutos e garantir um dia a dia de trabalho muito mais produtivo!

Copiado: https://www.vittude.com

quarta-feira, 20 de abril de 2022

COMEMORE TODAS AS SUAS CONQUISTAS


“O primeiro passo, na direção certa, já é a metade do caminho” - Lao-Tsé

Lembre-se bem dessa frase.

Quando você era criança, a maioria das suas conquistas eram sempre comemoradas com festa por todos: 
  • seus primeiros passos, 
  • suas primeiras palavras, 
  • a primeira vez que dormiu sozinho. 
Ao longo dos anos, outras vitórias também fazem parte do cotidiano como:
  • o primeiro dia na escolinha, 
  • a primeira vez que dormiu na casa de um coleguinha.
Depois de um tempo, as vitórias também estavam lá, mas eram comemoradas com menos frequência.

Quando foi que você deixou de comemorar as coisas simples e importantes da sua vida? 

Muitas pessoas irão dizer que não fazem mais do que a obrigação, ou que precisam de motivos maiores para comemorar, e é aí que elas se enganam.

Pesquisas afirmam que o nosso cérebro precisa de estímulos positivos para que possa aceitar determinada atividade como algo bom e recompensador a fim de continuar praticando aquela atividade além de ganhar e aumentar a confiança em nós mesmos.
Ao decifrar esse modelo de recompensa, fica mais fácil ensinar ao cérebro o que é bom. 

Daí a importância de comemorar pequenas conquistas.

A dopamina é uma substância química acionada quando se dá o primeiro passo rumo a um objetivo e quando a meta é cumprida. 

Além disso, pode ser gerada por um fato da vida cotidiana (por exemplo, encontrar uma vaga livre para estacionar o carro) ou algo mais excepcional (como receber uma promoção no trabalho).

A melhor maneira de elevar a dopamina, portanto, é definir metas de curto prazo ou dividir objetivos de longo prazo em metas mais rápidas. 

E celebrar quando atingi-las.

Comemorar suas conquistas aumenta a sua confiança, sua fé em você mesmo e melhora a sua perspectiva em relação ao passado, presente e futuro.

Desde criança, são os estímulos positivos a determinadas ações que nos levam a aprender e a continuar aprendendo. 

Se você não comemora os resultados alcançados, tanto faz ganhar ou perder.

Não deixe para celebrar apenas quando um grande sonho é realizado, mas celebre também as pequenas conquistas diárias.
  • Acordou cedo para fazer uma caminhada? 
  • Entregou um projeto no trabalho? 
  • Terminou um livro interessante? 
  • Passou mais tempo com a família? 
  • Fez uma pessoa importante sorrir? 
Comemore! 

Não precisa gastar dinheiro, nem jantar no restaurante mais caro, a comemoração pode ser de você para você mesmo, um sorriso, um café, uma pausa ou um “bom trabalho!” em voz alta basta.

Foque no aspecto positivo da sua vida, nas suas conquistas diárias e no que você já conseguiu. 

Recompense os seus esforços e a sua luta para alcançar os seus objetivos, tendo em mente sempre tudo aquilo que você já fez.

É importante lembrar sempre que, apesar das preocupações e decepções que possam aparecer pelo caminho, existem muitos motivos para comemorar. 

Nossos dias são cheios de pequenas conquistas, é preciso ter um olhar mais refinado para vê-las. 

Com treino e disposição, você passa a ver a vida com um brilho diferente.

  • Você gostaria de poder comemorar essas conquistas sem se importar com o que os outros pensam? 
  • Não consegue se imaginar celebrando pequenas vitórias que parecem sem importância? 
  • Acha que isso de alguma forma serve apenas para inflar o ego, a vaidade ou o orgulho
Não precisa se preocupar, a maior parte das pessoas também não entende como pequenas comemorações podem fazer tanta diferença. 

A notícia boa é que a nossa palestra sobre Inteligência Emocional pode ajudar você a mudar essa mentalidade.

Comece devagar, defina pequenas metas e, ao alcançá-las, parabenize você mesmo. 

Com o tempo e a prática, esse comportamento se tornará algo cada vez mais espontâneo, porém, sempre recompensador.

Existem técnicas que podem ajudar você a despertar esse sentimento de gratidão e consequentemente melhorar alguns aspectos da sua vida. 

Nossa Palestra de Inteligência Emocional é gratuita, perto de você e já fez a diferença na vida de milhares de pessoas.

Por: Fábio Fray - Estrategista em Desenvolvimento Pessoal e Profissional.

terça-feira, 19 de abril de 2022

Síndrome da Impostora: o Que É e Como Lidar com Ela?

 


Você pode nunca ter ouvido falar sobre a síndrome do impostor, mas é possível que ela já tenha rondado a sua vida — sobretudo se você for mulher. A sensação de que o sucesso atingido não foi merecido é bastante comum, especialmente entre as mulheres. A síndrome da impostora, infelizmente, faz parte do dia a dia de profissionais, estudantes, mães e filhas que, na verdade, têm plena capacidade e talento para estar onde estão.

O tema ganhou algum destaque nos últimos anos, quando personalidades como a ex-primeira dama dos Estados Unidos, Michelle Obama, falaram publicamente sobre esse sentimento de duvidar das próprias conquistas. Além disso, recentemente, no Brasil, o conceito também tem estado presente em debates sobre empoderamento feminino.

Mas quais são os fatores causadores da síndrome da impostora e por que ela é mais frequente entre as mulheres? De que forma o fenômeno impede o protagonismo feminino no mercado de trabalho e como as empresas podem ajudar a mudar o cenário? 

Neste artigo, vamos aprofundar essas questões e falar também sobre o Teste de Clance, uma escala que mede o quanto a síndrome do impostor pode estar afetando a sua vida. Acompanhe!

O que é síndrome do impostor?

De forma resumida, a síndrome do impostor é o nome atribuído a um sentimento de que você não é bem sucedido porque o merece e que, em algum momento, todos irão descobrir que você não passa de uma fraude.

Apesar de ter ganhado visibilidade mais recentemente, o conceito de “síndrome do impostor” foi descrito pela primeira vez em 1978, em um artigo escrito por Pauline R. Clance e Suzanne A. Imes, cujo título é “The Impostor Phenomenon in High Achieving Women: Dynamics and Therapeutic Intervention(“O fenômeno do Impostor em mulheres bem sucedidas: dinâmicas e intervenções terapêuticas”, em português). 

No estudo, as pesquisadoras americanas analisaram 150 mulheres que, reconhecidamente, haviam alcançado êxito em suas carreiras. No entanto, embora as suas conquistas profissionais e acadêmicas fossem evidenciadas e publicamente reconhecidas, descobriu-se que boa parte da amostra tinha forte tendência a uma impostura intelectual interna que não lhes permitia valorizá-las.

Desde então, outros estudiosos e estudiosas se uniram a Clance e Imes e passaram a investigar o tema. Hoje, sabe-se que a síndrome da impostora identificada entre aquelas mulheres traz a sensação irrealista de que as suas próprias capacidades estão sendo superestimadas. Sendo assim, quem é atingido pelo fenômeno tem a impressão de estar enganando as outras pessoas ou de não ser merecedor dos próprios êxitos, como se eles fossem resultado de sorte ou do acaso.

E por que o fenômeno acomete mais as mulheres? 

Embora não seja exclusividade de nenhum grupo específico, é fato que o fenômeno é mais comum entre as mulheres. Logo, não foi por acaso que a síndrome da impostora tenha sido observada pela primeira vez em um estudo que utilizou como amostra um grupo de representantes do gênero feminino. 

As razões da crença de que não se é realmente competente e de que o sucesso se deu por sorte podem estar relacionadas a características da personalidade. Porém, elas também podem estar relacionadas à infância, à classe social, à raça e ao gênero. Clance e Imes destacaram, ao longo de suas pesquisas, justamente a internalização de estereótipos de gênero como um dos agentes geradores da síndrome da impostora.

Se, por um lado, os homens tendem a superestimar as suas conquistas, as expectativas ligadas ao papel da mulher na sociedade as colocam em uma posição de desconfiança em relação à sua própria inteligência — o que, inevitavelmente, traz consequências negativas às suas vidas.

Quais são os “sintomas” da síndrome da impostora?

Alguns sinais podem ajudar a entender se uma pessoa é afetada pela síndrome da impostora. Eles não são considerados exatamente “sintomas”, pois, apesar de ter se popularizado como “síndrome”, os estudos desenvolvidos até então o consideram um “fenômeno” e não um distúrbio.

De qualquer forma, ele vem acompanhado de efeitos indesejados e também pode contribuir para desencadear outros problemas, como transtorno de ansiedade e depressão. Sendo assim, é importante ter atenção a alguns sinais:

  • Crença de não ser boa o suficiente e sentimento de fraude;
  • Sensação de não pertencimento ao meio onde se está;
  • Medo de ser descoberta e culpa por estar “enganando” as pessoas;
  • Ansiedade pós-sucesso;
  • Perfeccionismo e baixa auto-estima;
  • Insegurança ao ser avaliada e medo da comparação;
  • Dificuldade de receber elogios e de se apropriar do sucesso;
  • Receio de não conseguir repetir os resultados anteriores.

Síndrome da impostora e protagonismo feminino nas organizações

É sabido por inúmeros estudos que as mulheres costumam ter salários menores e que a maioria dos cargos de liderança das empresas são ocupados por homens. Além disso, em função de todas as questões relacionadas às construções sociais de gênero, o mercado de trabalho é mais rígido e exigente com as mulheres. Também é comum haver uma significativa discrepância na forma de tratamento de homens e mulheres, desde a entrevista até o dia a dia corporativo, motivada principalmente por vieses inconscientes

É evidente que esse cenário é também um dos fatores que ajudam a aumentar a insegurança e contribuir para que as mulheres desenvolvam a síndrome da impostora. Todavia, temos uma faca de dois gumes: a autossabotagem feminina, claramente, atrapalha a ascensão dessas profissionais.

Um levantamento feito pela empresa de tecnologia HP mostrou, por exemplo, que a maioria das funcionárias só se candidataria para uma determinada vaga se preenchesse 100% dos requisitos. Os homens, por sua vez, se candidatariam mesmo tendo somente 60% das competências exigidas para o cargo.

Isso mostra que a desconfiança em si mesma relacionada à síndrome da impostora, de fato, traz consequências destrutivas para a carreira das mulheres e impedem o protagonismo feminino nas organizações.

Por que as empresas devem contribuir para o desenvolvimento de suas lideranças femininas?

Por outro lado, diante desse contexto, as empresas também precisam fazer a sua parte e podem ajudar a combater a síndrome da impostora. Reconhecer o talento e a competência das mulheres e valorizar o seu êxito é fundamental e deve ser feito de forma concreta, ou seja, por meio de incentivos reais — como salários, cargos e planos de desenvolvimento. 

Para isso, as organizações precisam ter uma cultura que considere importante a representatividade feminina em diretorias e conselhos e que priorize a diversidade e a inclusão. Os benefícios de uma postura desse tipo atingem não apenas os colaboradores, mas também os negócios, como vêm mostrando diferentes estudos recentes. 

Uma pesquisa do Boston Consulting Group (BCG) constatou, por exemplo, que aumentar a diversidade nos cargos de liderança leva ao desenvolvimento de maior inovação e a um melhor desempenho financeiro. Em um levantamento com mais de 1 mil empresas de 12 países, a McKinsey, outra consultoria americana, apurou que empresas que se preocupam com a diversidade de gênero são 21% mais lucrativas do que as que não têm essa preocupação.

Como fazer isso? Ações concretas, como programas de empregabilidade e de desenvolvimento de lideranças e na educação corporativa para ajudar a criar uma cultura organizacional com foco em igualdade de gênero, inclusão racial, de PcDs e outros grupos de diversidade nas empresas.

Bônus: faça o Teste de Clance para descobrir se você é afetada pela síndrome da impostora

Com o intuito de ajudar as pessoas a identificarem o quanto elas são afetadas pela síndrome do impostor, a estudiosa Pauline Rose Clance, uma das autoras do artigo que primeiramente descreveu o fenômeno, desenvolveu uma escala.

O Clance Impostor Phenomenon Scale (CIPS), aqui no Brasil conhecido como Teste de Clance, não serve para dar um diagnóstico, mas tem validade científica e, portanto, o seu resultado é confiável para uma avaliação individual. 

O Teste de Clance é um questionário simples com 20 afirmações que devem ser respondidas com o número que melhor indica o quanto cada uma é verdadeira. De acordo com a pesquisadora, para ser fiel à realidade, é preciso marcar a primeira resposta que vier à mente ao ler cada uma das questões.

Copiado: treediversidade.com.br 

segunda-feira, 18 de abril de 2022

Um Sentimento de Gratidão Por Uma Empresa


Não sou a melhor a pessoa para escrever posts no Linkedin e ainda mais com uma foto dessa, porém senti que precisava fazê-lo e gostaria de compartilhar a minha história.

O Ano de 2021 foi um ano de altas emoções para a minha vida, consegui realizar tudo que havia planejado, sai da casa dos meus pais para morar junto com a minha namorada, mobilhamos o apartamento todo, conseguimos o cachorro dos meus sonhos e a minha maior conquista do ano passado, foi entrar na empresa dos meus sonhos a Neon na área de Business Analytics.

Já no meu primeiro mês de Neon, comecei a passar mal e sentir dores muito fortes, a principio acharam que eu tinha pedra no rim, mas nenhum exame conseguia chegar em um diagnóstico, e eu seguia piorando. Tudo isso na minha fase de experiência, fiquei morrendo de medo de ser mandado embora e tudo que eu havia conquistado poderia cair por terra a qualquer momento. Depois de 3 meses de dores intensas, 5 internações, 18 quilos perdidos, medicação de 4h em 4h pra dor, finalmente o diagnóstico veio!

Tenho Crohn, uma doença autoimune crônica que não escolhe gênero, idade, raça ou nacionalidade, essa patologia ataca o intestino causando dores terríveis e inflamação intensa. Desde então minha vida mudou completamente, restrições alimentares , várias medicações, muitas consultas e muita resiliência.

Mas esse post não se trata de tristeza e me vitimizar, mas sim de um sentimento de gratidão por uma empresa que no momento mais difícil da minha vida, esteve ali me apoiando e tornando todo esse processo mais humanizado, deixando claro que no momento a minha saúde é prioridade e que a empresa se importa comigo.

Um obrigado em especial ao meu líder Tiago Faria, que sempre me tranquilizou e me deu suporte a todo momento, a todos os meus colegas de equipe que me ajudaram com as minhas demandas, e ao RH da Neon que esteve muito presente nesse processo até quando precisei fazer uma mudança de plano de saúde, foi resolvido de forma rápida e eficaz.
Ao meu grande amigo Ramon Ferreira, que me apresentou a Neon e que por mais que sejamos de áreas distintas, aprendo muito com ele.

Minha eterna gratidão a todos.

Hoje faço a minha terceira infusão com Infliximabe, que me ajuda a ter qualidade de vida, minimizando as dores e possibilitando uma alimentação melhor, confesso que ainda não me acostumei, pois tenho muito a aprender, mas de uma coisa eu tenho certeza, estou na empresa certa.

Se eu tivesse que dizer em poucas palavras, como está sendo trabalhar na Neon nesses 9 meses, eu usaria os 6 valores que o Pedro Conrade sempre nos fala, divertida e responsável, incrível e de alta performance, talentosa e colaborativa! E acredite, se quiser, mas não é clichê, porque é muita gente incrível e incrível de várias formas diferentes!

Novamente Meu Muito Obrigado!

PS: Eu não estava trabalhando, mas sim escrevendo esse post kk e desculpem a cara de morto é que o remédio da sono.

Copiado: https://www.linkedin.com/in/fernando-sousa-8806811a2/

terça-feira, 12 de abril de 2022

LUGAR EXATO NA HORA EXATA

 


Depois do 11 de setembro, uma empresa que tinha o seu escritório em um dos andares do World Trade Center convidou os seus sócios e empregados que por alguma razão haviam sobrevivido ao ataque, para compartilhar as suas experiências.

Aquelas pessoas estavam vivas pelas razões mais simples da vida, eram pequenos detalhes como esses:

- O diretor de uma pequena companhia chegou tarde porque foi participar de uma reunião na escola do seu filho;

- Uma mulher se atrasou porque o seu despertador não alarmou a tempo;

- Outro funcionário havia se atrasado pq pegou um caminho diferente afim de chegar mais rápido e acabou atolado em um engarrafamento pois havia acontecido um acidente na rodovia que havia pegado;

- Outro funcionário perdeu o ônibus;

- Uma funcionária foi atingida por cocô de pombo e precisou voltar pra se trocar;

- Um dos sócios teve problemas ao ligar o carro e precisou chamar um mecânico;

- Outro funcionário teve que atender um telefone que acabou resultando em poucos minutos de atraso antes do atentado;

- Uma secretaria entrou em trabalho de parto;

- Um zelador não conseguiu um táxi;

- Mas a história que mais me impressionou foi a de um senhor que ficou com uma bolha no calcanhar, devido o seu sapato ser novo e antes de chegar ao trabalho ele decidiu parar em uma farmácia pra comprar um curativo e por isso ele está vivo hoje.

Agora, quando eu fico preso no trânsito, quando perco um ônibus, quando preciso me atrasar pq tive que atender alguém e muitas outras coisas que me tiraríamos o humor, eu penso primeiro:

"Este é o lugar exato no que devo estar, nesse exato e precioso momento".

Na próxima vez que a tua manhã for uma loucura, que teus filhos demorem em se arrumar, ou que vc não esteja conseguindo achar as chaves do carro, não perca a cabeça, respire e saiba que também pode ter sido um livramento.

Copiado: https://www.linkedin.com/in/othondecarvalho/