quinta-feira, 16 de agosto de 2018

O que é Tecnologia da Informação (TI)?

No início, os computadores eram tidos apenas como "máquinas gigantes" que tornavam possível a automatização de determinadas tarefas em instituições de ensino/pesquisa, grandes empresas e nos meios governamentais. Com o avanço tecnológico, tais máquinas começaram a perder espaço para equipamentos cada vez menores, mais poderosos e mais confiáveis. Como se não bastasse, a evolução das telecomunicações permitiu que, aos poucos, os computadores passassem a se comunicar, mesmo estando em lugares muito distantes geograficamente.
Mas perceba que, desde as máquinas mais remotas e modestas até os computadores mais recentes e avançados, o trabalho com a informação sempre foi o centro de tudo. É por isso que a expressão Tecnologia da Informação (TI) é tão popular. Mas o que vem a ser isso?
Antes de tudo, a informação
A informação é um patrimônio, é algo que possui valor. Quando digital, não se trata apenas de um monte de bytes aglomerados, mas sim de um conjunto de dados classificados e organizados de forma que uma pessoa, uma instituição de ensino, uma empresa ou qualquer outra entidade possa utilizar em prol de algum objetivo.
Neste sentido, a informação é tão importante que pode inclusive determinar a sobrevivência ou a descontinuidade das atividades de um negócio, por exemplo. E não é difícil entender o porquê. Basta pensar no que aconteceria se uma instituição financeira perdesse todas as informações de seus clientes ou imaginar uma pessoa ficando rica da noite para o dia por ter conseguido descobrir uma informação valiosa analisando um grande volume de dados.
Diante de tamanha relevância, grandes entidades investem pesado nos recursos necessários para obter e manter as suas informações. É por isso que é extremamente raro ver empresas como bancos, redes de lojas e companhias aéreas perdendo dados essenciais ao negócio. Por outro lado, é bastante frequente o uso inadequado de informações ou, ainda, a subutilização destas. É nesse ponto que a Tecnologia da Informação pode ajudar.
Tecnologia da Informação
A Tecnologia da Informação (TI) pode ser definida como o conjunto de todas as atividades e soluções providas por recursos computacionais que visam permitir a obtenção, o armazenamento, o acesso, o gerenciamento e o uso das informações. Na verdade, as aplicações para TI são tantas - estão ligadas às mais diversas áreas - que há várias definições para a expressão e nenhuma delas consegue determiná-la por completo.
Sendo a informação um patrimônio, um bem que agrega valor e dá sentido às atividades que a utilizam, é necessário fazer uso de recursos de TI de maneira apropriada, ou seja, é preciso utilizar ferramentas, sistemas ou outros meios que façam das informações um diferencial. Além disso, é importante buscar soluções que tragam resultados realmente relevantes, isto é, que permitam transformar as informações em algo com valor maior, sem deixar de considerar o aspecto do menor custo possível.
A questão é que não existe "fórmula mágica" para determinar como utilizar da melhor maneira as informações. Tudo depende da cultura, do mercado, do segmento e de outros fatores relacionados ao negócio ou à atividade. As escolhas precisam ser bem feitas, do contrário, gastos desnecessários ou, ainda, perda de desempenho e competitividade podem ser a consequência.
Tome como base o seguinte exemplo: se uma empresa renova seu parque de computadores comprando máquinas com processadores velozes, muita memória e placa de vídeo 3D para funcionários que apenas precisam utilizar a internet, trabalhar com pacotes de escritório ou acessar a rede interna, está fazendo gastos desnecessários. Comprar máquinas de boa qualidade não significa adquirir as mais caras e sotisticadas, mas aquelas que possuem os recursos necessários.
Por outro lado, imagine que uma companhia comprou computadores com GPUs de desempenho modesto e monitor de 17 polegadas para profissionais que trabalham com AutoCAD. Para estes funcionários, o ideal seria fornecer computadores que suportam aplicações exigentes e um monitor de, pelo menos, 20 polegadas. Máquinas mais baratas certamente conseguem rodar o programa AutoCAD, porém com lentidão. Além disso, o monitor com área de visão menor dá mais trabalho aos profissionais. Neste caso, percebe-se que a aquisição destes equipamentos reflete diretamente na produtividade. Por este motivo, qualquer decisão relacionada à TI precisa levar em conta as necessidades de cada setor, de cada departamento, de cada atividade, de cada indivíduo.
Veja este outro exemplo: uma empresa com 50 funcionários, cada um com um PC, adquiriu um servidor para compartilhamento e armazenamento de arquivos em rede que suporta 500 usuários conectados ao mesmo tempo. Se a companhia não tiver expectativa de aumentar seu quadro de funcionários, comprar um servidor deste porte é o mesmo que adquirir um ônibus para uma família de 5 pessoas. Mas o problema não é apenas este: se o referido servidor, por alguma razão, parar de funcionar, os arquivos ficarão indisponíveis e certamente atrapalharão as atividades da empresa.
Neste caso, não seria melhor adquirir um servidor mais adequado às necessidades da companhia e investir em recursos de disponibilidade para diminuir as chances de a rede deixar de funcionar? Ou, talvez, estudar a possibilidade de contratar uma solução baseada em computação nas nuvensespecífica para este fim?
Com estes exemplos, é possível ter uma pequena ideia do qual amplo é o universo da Tecnologia da Informação. Independente da aplicação, há ainda vários outros aspectos que devem ser considerados, por exemplo: segurança, disponibilidade, comunicação, uso de sistemas adequados (eles realmente devem fazer o que foi proposto), tecnologias (qual é a melhor para determinada finalidade), legislação local e assim por diante.
O profissional de TI
As tarefas de desenvolver, implementar e atualizar soluções computacionais cabem aos profissionais de TI. Por causa de sua amplitude, a área é dividida em várias especializações, tal como acontece com a medicina, por exemplo. Sendo assim, pode-se encontrar profissionais de TI para cada um dos seguintes segmentos: banco de dados, desenvolvimento, infraestrutura, redes, segurança, gestão de recursos, entre outros.
Para cada uma destas áreas, há subdivisões. Por exemplo, em desenvolvimento, há profissionais que atuam apenas com softwares comerciais (como ERP), outros que trabalham apenas com a criação de ferramentas para dispositivos móveis, outros que concentram suas atividades na internet e assim por diante.
Via de regra, interessados em seguir carreira na área de TI fazem cursos como ciência da computação, engenharia da computação e sistemas de informação, mas há outros, inclusive com foco mais técnico, como tecnologia em redes de computadores e tecnologia em banco de dados, além de cerificações e cursos de pós-graduação para profissionais já formados.

Finalizando
Quem precisa de TI? Nos tempos atuais, a sociedade como um todo. Hoje, a informatização atinge as mais diversas áreas do conhecimento e está cada vez mais presente no cotidiano das pessoas, mesmo quando elas não percebem.
Se você declara imposto de renda, seus dados são processados por computadores do governo; se você tira passaporte, suas informações ficam cadastradas em um banco de dados da Polícia Federal (ou de outro órgão competente, de acordo com o país); se você faz compras no mercado, passa pelo caixa, que dá baixa dos produtos no sistema da empresa; para você usar o telefone, uma complexa rede de comunicação controlada por computadores é utilizada. Enfim, exemplos não faltam.
A Tecnologia da Informação, portanto, não é apenas sinônimo de modernidade. É, acima de tudo, uma necessidade dos novos tempos, afinal, a informação sempre existiu, mas não de maneira tão volumosa e aproveitável.
Copiado: https://www.infowester.com/

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Como Criar uma Atmosfera de Compras


Você sabia que os consumidores avaliam o ponto-de-venda (PDV) e os produtos, quase em conjunto? 

Por isso é muito importante que ele se sinta bem dentro da loja, pois assim será fiel à loja. 

Investir no ambiente da loja e na experiência do consumidor é uma forma de fidelizar e conquistar novos clientes.

De fato, num ambiente agradável e com comodidade, todo mundo sente mais prazer em comprar.

Listei abaixo alguns itens necessários para se criar uma atmosfera de compra por impulso. São itens básicos que influenciam na hora da compra, considerando-se  que cada negócio tem sua característica peculiar:
  • Fachadas, luminosos, vitrines, arquitetura;
  • Música ambiente/som;
  • Perfume ou aromas característicos;
  • Iluminação/movimento/cores;
  • Decoração/ambientação;
  • Pilhas de promoções / ofertas;
  • Cartazes / sinalização;
  • Exposições de mercadorias em balcões e vitrines;
  • Espaços apropriados para andar sem  esbarrar nos outros;
  • Ar condicionado/plantas;
  • Aspecto e uniforme dos funcionários;
  • Variedade de produtos;
  • Estacionamento fácil;
  • Banheiros/fraldários/áreas de descanso;
  • Atendimento e sorriso dos funcionários;
  • Atendimento e sorriso do gerente ou do dono da loja

Hoje em dia muitos lojistas estão buscando um diferencial competitivo com base nos produtos, no preço, na localização e na promoção. Mas, ir às compras, atualmente, precisa ser algo prazeroso para que os consumidores escolham sair de casa e comprar em uma determinada loja. 

É necessário oferecer algo a mais do que simplesmente uma boa mercadoria.

Considerando às diferenças dos PDV´s e suas características únicas,  é muito importante preparar o ambiente de uma loja para que ela seja agradável e vendedora. Investir no layout, na comunicação visual, na combinação de cores que atraiam o consumidor, bem como uma música agradável, iluminação adequada, aromas que mexam com a emoção do consumidor – são itens que os levam à uma experiência de compra através dos cinco sentidos. 

O que faz uma diferença muito grande quando se compara a uma loja que não investe neste tipo de coisa – e esta diferença se mostra na lucratividade do negócio.

As empresas que investem na experiência do consumidor no ambiente de compra,  sabem que é preciso estar sempre atentas ao que ele deseja – e ainda vão além, oferecendo experiências de compras cada vez mais interessantes e cativantes. São lojas que “encantam” o cliente.

E como elas fazem isso? 

Elas investem em pesquisas para entender o que agrada ou não o cliente ou para saber se o atendimento de suas lojas está sendo bem feito. Elas monitoram o atendimento de suas lojas para garantir um ótimo nível de serviço e a padronização. 

Dentre as pesquisas, a do Cliente Oculto tem sido cada vez mais procurada, uma vez que ela mostra a visão do cliente no momento da compra. É um investimento de baixo custo que trás excelente retorno para o negócio. 

Durante a pesquisa, o Cliente Oculto passa por uma experiência de compra como se fosse um cliente da loja, e avalia o atendimento e a estrutura do estabelecimento, oferecendo ricas informações do ponto de vista do cliente. 

Quer sair na frente de seus concorrentes? Conheça a MR.SHOPPER, uma agência especializada no serviço de Cliente Oculto e que atende todos os segmentos de empresas, como: lojas, restaurantes, hotéis, cinemas, clínicas, etc...

Copiado: https://www.mr-shopper.com

terça-feira, 14 de agosto de 2018

O que é a URSAL? Ela existe de verdade?

A noite da última quinta-feira, dia 9 de agosto, era para ter sido uma oportunidade para os candidatos a presidência da República apresentarem suas propostas de governo. O debate transmitido pela Band, porém, foi uma oportunidade para alguns políticos mostrarem suas excentricidades, como foi o caso do Cabo Daciolo (Patriota). 
Frente a frente com Ciro Gomes (PDT), o ex-bombeiro catarinense e atual deputado federal do Rio de Janeiro pediu ao também candidato para que ele falasse sobre o Plano Ursal. A pergunta, respondida com ironia por Ciro — Eu não sei o que é isso, não fui fundador do Foro de São Paulo. A democracia é uma delícia, uma beleza, dei por ela a vida inteira, e continuarei dando, mas ela tem custos—, foi o bastante para provocar a curiosidade dos espectadores e inundar a internet com piadas sobre a sigla da União das Repúblicas Socialistas da América Latina. 
Apesar da seriedade com que o candidato Daciolo afirmou que “no nosso governo o comunismo não vai ter vez” e que Ursal está relacionada a uma nova ordem mundial que extinguiria as fronteiras do continente e daria origem a uma única e imensa nação, a Pátria Grande, a ideia de criar uma nova república socialista entre os países americanos não goza de muita reputação. 
O conceito de Pátria Grande a que o presidenciável se refere apareceu pela primeira vez no livro “La patria grande” (1922), do argentino Manuel Ugarte, que reuniu diversos discursos em prol da unificação feitos em países americanos.

Como nasceu a Ursal

Já a Ursal é uma teoria da extrema direita brasileira que teria sido concebida pelo Foro de São Paulo – organização, que realmente existe, de partidos e movimentos de esquerda que nasceu em 1990. Mesmo que grande parte dos memes sobre ela tenham surgido a partir da pergunta do Cabo Daciolo a Ciro Gomes, apoiadores de extrema direita temem há algum tempo que a Ursal seja responsável por traçar estratégias para instaurar o comunismo no continente. 
O primeiro registro da sigla é de 2001 em um artigo escrito pela socióloga, professora universitária e autora do livro “O Voto da Pobreza e a Pobreza do Voto — a Ética da Malandragem” (1988), Maria Lucia Victor Barbosa, professora aposentada pela Universidade Estadual de Londrina. 

Maria Lucia Victor Barbosa diz ter inventado o termo Ursal em 2001 como uma ironia, uma crítica a um encontro do Foro de São Paulo em Havana que ocorreu naquele ano. Na ocasião, participaram da reunião do grupo, que reúne partidos latino-americanos de esquerda, Luiz Inácio Lula da Silva e o então ditador cubano, Fidel Castro, entre outros.
No evento, Lula fez um discurso veemente contra a Alca (Área de Livre Comércio das Américas), dizendo ser um projeto de anexação que os Estados Unidos queriam impor, afirmando que seria o fim da integração latino-americana.
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Em artigo publicado na internet em 9 de dezembro de 2001 intitulado "Os Companheiros", que foi reproduzido em alguns blogs à época, a professora escreveu: "Mas qual seria, me pergunto, essa tal integração no modelo Castro-Chávez-Lula? Quem sabe, a criação da União das Republiquetas Socialistas da América Latina (URSAL)?" — em tom de deboche, ela utiliza o termo Republiquetas, em vez de Repúblicas.

Fora de controle

A partir daí, diz a professora, a sigla começou a se espalhar na blogosfera e fugiu a seu controle. A professora afirma que pessoas telefonavam para ela para saber se a tal união existia mesmo, e ela explicava que era uma invenção."Eu falava para as pessoas 'não passa isso' [adiante], mas não teve jeito, de repente espalhou", diz ela. Na internet, a referência mais antiga encontrada pela reportagem para a Ursal é o artigo de Maria Lucia.
O escritor Olavo de Carvalho também citou a teoria conspiratória em um texto no jornal Diário do Comércio, em 2006, em que defendia que “a longo prazo, (a Ursal) só tornaria a América Latina ainda mais dependente dos bancos internacionais”. 
Há, inclusive, um dossiê Ursal online que lista 100 motivos que supostamente explicam a vontade da esquerda (do PT, principalmente) de implantar um regime comunista. Algumas das supostas evidências citadas pelos organizadores do dossiê são: a existência de agentes da KGB infiltrados no Brasil, como políticos e jornalistas para manipularem as informações que chegam à população; o fato do PSDB ser um partido socialista e que José Serra e Fernando Henrique Cardoso seriam marxistas e apoiadores da Revolução Cubana; e que Lula já teria feito sexo com animais. 
Mesmo com razões pouco plausíveis para acreditar que a Ursal seja uma possibilidade tão real, as reações que essa hipótese despertou na web compensaram a fala esquiva e burocratizada dos presidenciáveis no debate. 

Quem tem medo da Ursal? 

Benevenuto Daciolo Fonseca dos Santos é deputado federal do Rio de Janeiro, eleito em 2014 pelo PSOL. O ex-bombeiro de 42 anos ficou conhecido no país ao liderar a greve dos bombeiros no Rio de Janeiro em 2011. A atuação de Daciolo no motim rendeu sua prisão em Bangu por nove dias. Em 2015, ano em que assumiu o cargo parlamentar, ele foi expulso do PSOL por propor uma emenda constitucional para mudar o primeiro parágrafo da Constituição Brasileira de “todo poder emana do povo” para “todo poder emana de Deus” – a sugestão fere o conceito de estado laico, assegurado na própria Constituição. 
As ideias do deputado causavam divergências dentro do Partido Socialismo e Liberdade, como, por exemplo, quando o político defendeu que os policiais acusados de participar da morte de Amarildo Dias de Souza fossem libertados. Daciolo é pastor evangélico, casado, pai de três filhos e, além das polêmicas envolvendo propostas ousadas, religião e troca de partidos, ele responde a uma investigação da Polícia Federal por suposto desvio de verba pública. Segundo informações apuradas pelo jornal O Globo, a PF estima que Daciolo tenha pago R$227,5 mil com verba da Câmara a uma empresa de fachada. 
COPIADO: https://www.gazetadopovo.com.br

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Inteligência de Mercado: Conceito, Ferramentas e Aplicações

A alta competitividade faz com que os grandes players busquem na inteligência de mercado a solução perfeita para sair na frente dos concorrentes.
Por isso, contar com um setor de inteligência de mercado, também chamado de BI (Business Intelligence), é fundamental.
Inteligência de mercado nada mais é do que captar e utilizar as diversas informações e dados coletados sobre determinados tópicos: concorrentes, mercado, tendências, clientes, vendas etc. para auxiliar na tomada de decisões, melhorar o desempenho das vendas e suportar o crescimento de uma linha de produtos e até mesmo da empresa.
A primeira vez que o termo inteligência de mercado foi utilizado foi ainda na década de 1950, pelo pesquisador Hans Peter Luhn.
O autor, no artigo “A Business Intelligence System” já propõe o uso de dados captados de maneira automatizada e disseminadas nas organizações conforme o ponto de ação.
Depois, a partir da década de 1980, o conceito foi se popularizando, em conjunto a diversas evoluções tecnológicas e ao advento da era da informação, com a maior capacidade de processamento.

Nesse período a importância aos dados passou a ser mais valorizada também, e assim surgiram disciplinas como a de administração de dados, modelagem de dados, engenharia de informação e análise de dados.

Inteligência de Mercado na prática

Para utilizar a inteligência de mercado como uma ferramenta no fortalecimento de determinada marca ou para o aumento de vendas, é preciso primeiramente entender o que fazer com a grande massa de dados coletados (big data) que são gerados em diversas frentes.
Afinal, de nada adianta ter tantas informações nas mãos, mas não saber como ou para que usá-las.
Existem diversas fontes de geração de dados dentro de uma empresa, que passam pelas áreas de suporte ao cliente, financeiro, cobrança, fábrica, redes sociais, e-mails etc.
Um passo bastante importante é cuidar com eficiência dos indicadores em campo, melhor dizendo, do ponto de venda.
Hoje em dia, são inúmeras maneiras de fazer isso eletronicamente. Existem, por exemplo, aplicativos para smartphones, como o da Trade Force, que é capaz de coletar os dados em campo e disponibilizá-los em tempo real em um relatório online, de forma rápida e organizada.
No caso do varejo, por exemplo, é possível captar índices de ruptura, estoque, precificação, validação de pontos extras, promoções, materiais de merchandising, entre muitos outros.
Com os números coletados, o segundo ponto é filtrar os dados que vão ser efetivamente relevantes para alcançar os objetivos traçados.
Feito isso, ficará muito mais fácil traçar as ações de inteligência de mercado para corrigir falhas, prever possíveis problemas ou traçar ações de vendas mais efetivas.
Por exemplo: se em uma loja esgota-se facilmente todo o estoque de iogurte sabor morango e sobra muitos SKUs do iogurte sabor ameixa, vale reforçar a próxima compra para os produtos que têm maior saída e adequar as quantidades dos produtos com menor giro.
Outra situação: com os dados coletados pelo aplicativo, o time de inteligência de mercado detectou que a promoção do vinho argentino teve mais êxito quando ficou exposto na gôndola do corredor 1 do que no corredor 5.
E assim, com dados extremamente relevantes do que acontece em campo, a área de inteligência de mercado ou business intelligence vai trabalhando com mais eficiência e rapidez, a fim de detectar novas ações em prol das vendas, utilizando a mão de obra de forma proativa e prevenindo falhas que podem prejudicar o desempenho da marca.
Por: Rodrigo Leão - https://www.tradeforce.com.br

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Desconfie de Quem é Feliz Demais nas Redes Sociais


Você chega em casa (as costas doendo, a cabeça pesada) e abre uma cerveja para relaxar. Liga a TV e, enquanto os jornalistas proferem discursos realistas e chocantes, você navega em suas redes sociais. Gatinhos fofos, pratos de comida, check-in em qualquer lugar, sorriso, sorriso, abraço, declaração de amor, sorriso, uma pessoa irritada com a política, alguém divulgando um evento, sorriso, festa, bebida, corpos seminus, sorriso. As redes sociais são o universo mais loucamente paralelo que há.

Basta reparar o pessoal no trabalho, cinema ou em qualquer outro lugar. Uma voltinha no quarteirão já é suficiente para perceber que o semblante das pessoas reais não é o daquelas fotos. A matemática humana fica ainda mais surreal quando se tenta equacionar a mesma pessoa que distribui amor e felicidade nas versões “vida na rede” X “vida real”. A conta geralmente não “bate”.
A internet é um veículo baratinho para se brincar de ator. Atua-se na vida que se gostaria de ter, nos relacionamentos idealizados, nas amizades eternas e plenamente sinérgicas. Atua-se no dinheiro sobrando, nas festas e viagens absurdamente divertidas, nas crises de riso intermináveis, nos corpos prontos para ser espontaneamente clicados. Assim, como quem nem viu a foto sendo feita.

É estranho procurar entender o que motiva alguém a derramar essa suposta felicidade no mundo virtual. É provável que, em grande parte dos casos, a carência por curtidas e comentários espelhe aquela carência afetiva e dolorosa, uma autoestima arranhada, ou uma profunda necessidade de aceitação. Talvez, como tantas blogueiras e pessoas públicas que fazem da falsa perfeição uma curiosa profissão, sejam internautas publicitários de si mesmos, vendendo por um preço exorbitante produtos de qualidade duvidosa e negociando quem fechará a bolsa de valores invertidos mais em alta.
Dia desses, num restaurante divertido e com boa comida, observei um casal muito conhecido publicamente sentar-se à mesa ao lado. Os dois não trocaram uma única palavra, salvo para escolher a comida — sobre a qual, aliás, discordaram — enquanto postavam fotos, respondiam a comentários e tiravam “selfies” de seus rostos bonitos em ângulos diversos. Tomei o cuidado de bisbilhotá-los depois para ver o que haviam postado. Era como se a noite tivesse sido esplendorosa, de papos alegres e maravilhosas histórias compartilhadas. Caramba, eles não tinham trocado uma só palavra. Os casais mais infelizes e complicados que conheço são os que mais se autoafirmam, entre longas declarações e fotos “100% espontâneas”, o amor infinito que devotam entre si.

Por outro lado, se a pessoa realmente for muito feliz e apenas quiser dividir tanto esplendor com o resto do mundo, será mesmo que faz sentido colocar-se à frente dos holofotes? Honestamente, quantos por cento das pessoas observam alguém MUITO feliz em uma foto e lhe desejam boas energias e vida longa? Mesmo que inconscientemente, é natural e humano — infelizmente — invejar o próximo quando imagina que sua própria condição não esteja à altura da de seus semelhantes.
É evidente que tudo isso são elucubrações e você pode estar revoltado. Posso estar errada, posso não estar falando de todos, não sou dona da verdade. Mas procure se lembrar de que o homem é apequenado em sua natureza, humanoide e pouco elevado em seu espírito. Despidos de nosso escudo de polidez e elevação moral, talvez comecemos a pensar que, por trás da vida que tanto exibimos no mundo virtual, existe um mundo de vida aqui dentro que precisa de cuidado real.
Copiado: https://www.revistabula.com/