segunda-feira, 3 de outubro de 2022

Saiba Quais São os 10 Golpes Mais Praticados na Internet e Como se Proteger

 


Especialista em segurança digital dá dicas de como evitar cair em fraudes e ressalta que criminosos analisam padrão comportamental na hora de escolher as vítimas

Os golpes digitais lesam milhares de pessoas por dia no Brasil. De tempos em tempos, novas fraudes surgem e exploram novas vulnerabilidades, momentos ou tecnologias. Como poderemos ver, grande parte dos golpes também se valem de dados pessoais vazados, o que reduz as chances das vítimas identificarem a fraude. Segundo o especialista em segurança digital Dr. José Antonio Milagre, é importante que todos se atentem para os 10 golpes que estão em alta, detalhando como os criminosos digitais agem, permitindo que pessoas identifiquem esses crimes e se protejam. 

1 – Mão fantasma

Este é um dos golpes mais praticados a partir do segundo semestre de 2022. Criminosos, a partir de dados pessoais vazados ou informantes que atuam em instituições financeiras, ligam para a vítima como se fossem gerentes de conta e, com as informações, fazem com que a vítima acredite que está de fato falando com o banco. O então “gerente” informa que transações suspeitas foram realizadas e questiona se a vítima as reconhece. Logicamente não reconhecendo, o criminoso passa “instruções” para o bloqueio, que, na verdade, envolve pedido de senhas e até códigos de confirmação que serão usados para acessar as referidas contas e limpar o dinheiro da vítima. Com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), pode-se questionar essa abordagem: “De onde você conseguiu meu número?”, por exemplo.

2 – Pool de mineração em criptomoedas ou investimentos

Um dos golpes mais comuns ligados a criptomoedas que recebemos no laboratório. A partir de dados pessoais vazados, criminosos adicionam pessoas que possuem carteiras em Exchanges se passando por grupo oficial da corretora. Lá, diversos atores postam seus lucros, o que desarma a vítima, que cria um wallet a pedido dos “gestores” e começa a investir. Em algum momento, um link é enviado e a vítima acaba conectando a wallet à aplicação dos marginais, e todo o dinheiro (criptomoedas) é tirado pelos criminosos.

3 – Golpe dos sellers

Este é um golpe aplicado especificamente a vendedores de marketplaces. Criminosos, do mesmo modo, a partir de dados vazados, ligam para vendedores e informam que eles estão com compras contestadas, o que “coincidentemente” é real (os próprios criminosos fazem as compras e contestam). A partir disso, informam que eles precisam “atualizar o sistema” ou as vendas serão congeladas. Quando o software é baixado, na verdade se trata de um acesso remoto, que dará permissão aos criminosos para acessarem o painel e sacarem todo o dinheiro. Os criminosos ainda pedem e aprovam empréstimos em nome das vítimas em questão de minutos.

4 – Golpe do processo judicial

Este é um golpe que lesa advogados e pessoas que têm processos judiciais. Quadrilhas especializadas em processos judiciais consultam execuções e demais processos em que existem alvarás ou dinheiro, descobrem o telefone e ligam para a vítima, se passando por profissional do Tribunal de Justiça. Informam que saiu o valor do processo e que a vítima deve falar com os advogados, inclusive informando o nome desses advogados que ela deve entrar em contato. Quando as pessoas fazem contato, o falso advogado pede um “depósito” antecipado para liberação do dinheiro, o que é feito pelas vítimas, que perdem o dinheiro. 

5 – Golpe do falso acordo

Este golpe vem lesando consumidores que têm problemas com produtos e serviços e fazem reclamações em sites e serviços destinados a isso. Muitos acabam revelando dados pessoais como telefone, nome, e até valores em discussão no corpo das reclamações. Um prato feito para os marginais, que capturam os dados e ligam para as vítimas, se passando pela empresa e oferecem um acordo. Logicamente, em dado momento da conversa, pedem um depósito ou pix para fechamento do acordo, com condições muito favoráveis à vítima, que acaba pagando para bandidos, acreditando que estava resolvendo seu problema e fazendo um acordo com a empresa.

6 – Golpe do emprego

O golpe do emprego cresceu na pandemia e continua fazendo vítimas. Criminosos enviam mensagens a números telefônicos oriundos de vazamentos de dados e oferecem uma vaga de emprego com salários de R$ 5.000 a R$ 15.000. A vítima, então, buscando uma recolocação profissional, acessa o link e neste momento pode ser infectada por um malware ou até mesmo ser convidada a pagar para participar do processo seletivo, que, na verdade, não existe. 

7 – Golpe do presente

No golpe do presente, a vítima recebe uma ligação de uma suposta empresa, que informa que ela ganhou um prêmio. Neste momento, a empresa coleta alguns dados e informa que um motoboy irá entregar o presente. O motoboy chega e pede uma “selfie” da “ganhadora”, informando que precisa da foto para confirmar que a pessoa recebeu o prêmio. Na verdade, o marginal já tinha dados da vítima e precisava apenas da selfie para acesso à conta bancária ou mesmo abertura de contas e contratação de empréstimos

8 – Golpe man in the middle

Este golpe ousado acontece em sites de compra e venda de produtos entre pessoas e marketplaces. Um vendedor anuncia um carro, por exemplo, e alguém faz contato usando seus dados pessoais demonstrando interesse. Os criminosos conseguem os dados e ligam para vendedor e comprador. Para o vendedor, se anunciam como compradores. Para o comprador, como vendedor. O criminoso agenda até uma visita entre as partes envolvidas, para ver o carro ou o bem anunciado, informando ao vendedor que seu “primo” irá ver o veículo antes de decidir (O primo na verdade é o comprador). Vendedor e comprador se encontram sem saber que estão sendo vítimas de um golpe. Após a vistoria, o bandido, se passando por vendedor, passa sua conta e o comprador deposita o dinheiro. Ao ir buscar o carro, o comprador descobre que o real vendedor não recebeu nada e que foi vítima de fraude.

9 – Golpe do Whatsapp

Golpe que continua em alta. Os marginais criam contas de WhatsApp com fotos e dados de pessoas, adicionam amigos e familiares, informam que estão precisando com urgência de um depósito e que logo devolvem. Os amigos e familiares acabam pagando, acreditando estarem falando com determinada pessoa e mais tarde descobrem que estavam enviando dinheiro para marginais. Esse golpe também pode se dar na modalidade “chip swap”, que é quando o criminoso consegue ativar o número da vítima em outro chip, enganando a operadora de telefonia. 

10 – Golpe da página ou perfil falso

Criminosos estão se tornando especialistas em clonar páginas e perfis em redes sociais, além disso, alguns ainda anunciam as páginas para serem bem ranqueadas nos buscadores. Este golpe também se refere a páginas falsas de sites de leilão em que vitimas acreditam que estão arrematando bons carros. Quando vão buscar o veículo, descobrem que o site era falso. Além disso, no que diz respeito a redes sociais, criminosos clonam perfis de lojas, adicionam os seguidores e então oferecem produtos com preços atrativos, fazendo com que vítimas mandem dinheiro aos marginais, acreditando estarem comprando algo na loja. Entre essas fraudes citadas pelo Dr. José Milagre (@dr.josemilagre), vale destacar que 90% dos golpes citados acima acontecem porque os criminosos tem acesso a dados pessoais das vítimas para fazer o primeiro contato sabendo sobre seu padrão comportamental. Sendo assim, veja como se proteger desses crimes:

  • Não compartilhe seus dados pessoais, nem por telefone
  • Peça para a empresa provar que você autorizou a ligação ou forneceu os seus dados pessoais
  • Exija que a empresa que você está comprando proteja seus dados pessoais
  • Questione a empresa se ela já iniciou a adequação com a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD)
  • Veja se a empresa já tem o seu DPO – Data Protection Officer publicado no site conforme exige a LGPD
  • Não autorize a empresa a compartilhar seus dados com outras instituições, a menos que seja estritamente necessário

Existem diversas outras questões envolvendo dados pessoais, veja “O que os brasileiros devem exigir das empresas quando o assunto é a proteção de dados pessoais?”. 

Se todos os brasileiros começarem a praticar essas simples ações, muitas empresas investirão mais em proteção de dados, e até evitarão as multas na LGPD (que se iniciarão a partir de outubro de 2022 pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados), além de também de diminuir os golpes praticados na internet. Ou seja, solução para evitar cair em golpes? LGPD. 

Copiado: Davis Alves  https://jovempan.com.br/

sexta-feira, 30 de setembro de 2022

Pratique o Seu Ócio Criativo!

 

Quer melhorar a produção dos seus textos, desenvolver suas habilidades criativas e destacar a sua produção de conteúdo aqui na rede?

Então, comece a colocar em prática seu Ócio Criativo!
Se você não sabe o que isso significa, saca só:
A expressão “ócio criativo” foi criada pelo sociólogo italiano, Domenico de Masi para explicar como um tempo livre ou o justo equilíbrio entre trabalho, estudo e descanso favorece a criatividade.
E por que essa pausa pode ser útil pra você com relação a escrita, criatividade e produção de conteúdo aqui na rede?
Por 3 motivos simples e que me ajudaram ser uma #CreatorLinkedIn melhor e que podem ser úteis pra você também!
1. Se permitir a não produzir, é produzir com mais qualidade:
Em um tempo em que tudo é pra ontem e que você precisa aparecer todos os dias pra não ser esquecida, acabamos entrando num looping que criar em quantidade pode trazer mais resultado.
O que acaba aumentando drasticamente os problemas de #saudemental, gerando ansiedade, depressão e comparação excessiva com o coleguinha do lado.
Então, tire mais tempo pra ficar ociosa fazendo coisas que não tenham relação com seu trabalho que isso vai ajudar a potencializar a forma como você vê o mundo e as possibilidades de criação que ele pode te apresentar.
2. Se permita vibrar e se parabenizar pelas conquistas extremamente mínimas:
Eu sei que você aplaude o sucesso e as conquistas alheias e fica feliz quando alguém que você segue, admira, ou conhece, consegue ter alguma espécie de sucesso ou adquirir coisas que elas tanto desejavam.
Mas e você? 
Por que diabos você nunca comemora as suas pequenas conquistas e olha com mais carinho para os pequenos e grandes passos que deu e, está dando, rumo a tudo aquilo que sempre sonhou?
Vibrar por si mesma também é deixar com que seu ócio criativo se aflore, pois abraçar suas próprias subjetividades te permitem ter mais prazer em fazer algo ou criar coisas novas.
3. Escreva qualquer merda, mas escreva:
Você não precisa ser a próxima Clarice Lispector, as vezes, vomitar certas coisas numa folha em branco é muito mais significativo e gratificante do que qualquer outra coisa.
Não é preciso escrever um textão de mil palavras por dia, ou criar o texto impecável e sem erros gramaticais, uma vez que não existe no mundo uma forma persuasiva e mais poderosa do que você escrever coisas que nunca foram ditas.
Então, faça um exercício essa semana... Foque no seu #óciocriativo e pratique a liberdade de poder ter momentos que seu corpo e mente estarão tão relaxados a ponto de você se desprender do seu "eu profissional" e se entregar ao seu 
"eu pessoal e criativo".
Agora que chegou até aqui, cite uma coisa que você está querendo fazer a muito tempo, mas nunca teve tempo pra conseguir realizar?
Copiado: https://www.linkedin.com/in/escritora-maria-vitoria/

quarta-feira, 28 de setembro de 2022

Não Mate Seu Leão. Aprenda a Amar o Seu.


Em vez de matar um leão por dia, aprenda a amar o seu. 

Outro dia, fui almoçar com um amigo, perto de seus 70 anos. 

São raras as chances de absorver um pouco de sabedoria destas pessoas. 

Depois de um almoço em que falamos pouco de negócios e muito da vida, ele me perguntou sobre meus negócios. 

Contei um pouco e disse: 

- Empresário tem de matar um leão por dia. 

Sua resposta, rápida e afiada: 

- Não mate seu leão. Cuide dele. 

Fiquei surpreso. 

Ele notou e disse: - 

O ditado diz que temos de matar um leão por dia. Por muitos anos, acreditei nisso. 

Acordava todos os dias querendo encontrar o tal leão. 

A vida foi passando. Muitas vezes, repeti essa frase. 

Quando cheguei aos 50 anos, meus negócios já tinham crescido e precisava trabalhar um pouco menos, mas sempre me lembrava do tal leão. 

Cheguei aos 60 e decidi que era hora de meus filhos começarem a tocar a firma. 

Qual não foi minha surpresa ao ver que nenhum dos três estava preparado! 

A cada desafio, parecia que iam desmoronar emocionalmente. 

Para minha tristeza, tive de voltar à frente dos negócios até conseguir contratar alguém, que hoje é nosso diretor-geral. 

Este fracasso me fez pensar muito. 

O que fiz de errado no meu plano de sucessão? 

Hoje, do alto dos meus quase 70 anos, tenho uma suspeita: a culpa foi do leão. 

Novamente, fiz cara de surpreso. 

Ele, olhando para o horizonte, como que tentando buscar um passado distante, disse: 

- É. Pode ser que a culpa não seja 100% do leão, mas assim fica mais fácil justificar. 

Desde quando meus filhos eram pequenos, dei tudo a eles, educação excelente, oportunidade de morar no exterior, estágio em empresas de amigos. 

Mas, ao dar tudo, esqueci de dar um leão para cada, que era o mais importante. 

Aprendi que somos o resultado de nossos desafios. 

Com grandes desafios, nos tornamos grandes, com pequenos desafios, nos tornamos pequenos. 

Quanto mais bravo o leão, mais gratos temos de ser. 

Aprendi a não só respeitar o leão, mas a admirá-lo e a gostar dele. 

Não devemos matar um leão por dia, mas cuidar do nosso. 

No dia em que o leão em nossas vidas morrer, começamos a morrer junto com ele.

terça-feira, 27 de setembro de 2022

“VAI SER AVÓ DO PRÓPRIO FILHO”

 


“VAI SER AVÓ DO PRÓPRIO FILHO”

A gente precisa falar e tratar do etarismo com a seriedade que o tema exige.

Esta semana, Cláudia Raia, atriz brasileira, revelou ao público que está grávida pela terceira vez.

O que deveria ser um momento apenas de celebração, abriu margem para comentários extremamente preconceituosos e desrespeitosos.

O motivo? 
A idade da atriz, que tem 55 anos.

Essa prática tem nome: etarismo!

Caso você não saiba, etarismo é toda e qualquer discriminação que tem como base a idade de uma pessoa.

Pode atingir desde o indivíduo até grupos e, uma vez que se baseia na idade, ele não é exclusivo de uma faixa etária.

Mas apesar de não se restringir à faixa etária, são as pessoas consideradas “velhas” pela sociedade as mais atingidas pelo etarismo.

O caso de Cláudia Raia é um exemplo disso.

Em um dos muitos ataques feitos nas redes sociais da artista, uma pessoa disse:

“Velha ridícula. Está na hora é de ser avó. Sempre foi ridícula, vai ser sempre ridícula”.


O etarismo reforça o imaginário social de que, a partir de certa idade, a pessoa torna-se “descartável”.

Não pode trabalhar, ter relações afetivas, mudar o visual, começar uma nova carreira ou mesmo ser mãe/pai.

Tudo isso, teria prazo de validade.

Discutir as premissas e impactos do etarismo faz parte das ações de diversidade e inclusão.

E nós, enquanto sociedade, precisamos desnaturalizar esse processo de descartabilidade com base na idade.

Afinal de contas, todos nós, assim desejamos, vamos envelhecer. 

Faz parte do ciclo da vida.

Mas envelhecer não significa tornar-se descartável.


Cláudia Raia, assim como qualquer outra pessoa, tem todo o direito de ser mãe e desbravar novas possibilidades em todos os campos possíveis da vida.

Não é a idade que limita as pessoas, mas sim os pensamentos e atitudes retrógrados.

Copiado:https://www.linkedin.com/in/fernandes-nathalia/

sexta-feira, 23 de setembro de 2022

Da Obsessão Pelo Planejamento do Japão à Reengenharia Americana


  • Quais Eram as Práticas Empresariais Japonesas?
  • O Que é Uma Vantagem Competitiva? 
  • Quais as Consequências do Choque do Petróleo?

Durante a década de 1970 / 1980, o Japão viveu seu momento de glória na Gestão Empresarial, afastando-se da imagem de “imitador a baixo custo” para se impor através da Qualidade.

Nesse período o mundo conheceu – através do Japão – o “Kaizen”, o “Kanban”, o “Just-in-Time” e os “Círculos de Qualidade”, matéria suficiente para uma obsessão duradoura do Ocidente pelas práticas empresariais japonesas.

Em 1973 o primeiro choque petrolífero abalou as economias desenvolvidas, mas as inovações vieram de todo o lado no exterior como o microprocessador em 1971, a fibra óptica em 1972 e o scanner em 1973.

Todos esses produtos acabaram permitindo certa supremacia a tudo o que é pequeno, ágil e interativo.

A IBM – à época, uma das maiores empresas do mundo – acabou perdendo mercado, enquanto empresas miúdas como a Apple, a Microsoft e a Intel preparavam, nas garagens de suas casas, uma nova Revolução Industrial.

Nas empresas americanas e europeias, era uma época em que os mais lúcidos tentavam agilizar as estruturas de suas organizações, através de métodos participativos como o “orçamento de base zero” – por exemplo.

Porém, quem realmente inovou nesse período foi o Japão, um país destruído pelo fogo nuclear e penalizado – durante muito tempo – pela imagem negativa dos seus produtos baratos e de péssima qualidade.

É preciso render-se à evidência de que os japoneses aprenderam e, paradoxalmente, foram dois americanos — Edwards Deming e Joseph Juran — que lhes transmitiram este culto da qualidade, que não conseguiram vender aos seus compatriotas.

Deming tinha planeado uma cruzada baseada no método PDCA: primeiro planejar; segundo realizar; terceiro examinar os resultados; quarto continuar ou corrigir.

O passo da Qualidade – visto como uma viagem e não como um objetivo – permitiu aos japoneses integrá-lo como melhoria contínua, a qual eles batizaram de “kaizen”.

Outras noções exóticas vieram na mesma leva, como o “just-in-time” (produção à medida das necessidades), associado aos diversos zeros (estoques, prazo, defeitos, etc.). 

E qual era o principal objetivo dos japoneses? 

Destruir as fábricas que produziam avarias, acidentes, greves, desperdícios e poluição.

O modelo foi introduzido na Toyota pelo engenheiro Taiichi Ohno e as suas idéias são conhecidas como a produção em fluxos contínuos, o “kanban” (cartões que acompanham os produtos com as encomendas do cliente) e o “jidoka” ou auto-ativação da produção.

  • Por tudo isso foi um período em que os japoneses passaram a exercer sobre a Europa um verdadeiro fascínio, tornando-se mais tarde o centro da admiração do mundo ocidental.
Da Excelência Administrativa Japonesa à Reengenharia Americana

Na década seguinte os estudiosos em Gestão Empresarial pretendiam conduzir as empresas rumo à excelência, embora muitas organizações citadas como modelo acabaram se tornando maus exemplos.

O segundo choque do petróleo – da Revolução Iraniana – acabou colocando tudo na “estaca zero”. 

Nessa época as organizações procuravam um ponto de referência. Apenas uma única coisa era previsível: 

  • _ já não se conseguia mais prever o futuro.

Os especialistas em estratégia passavam por um mau bocado, sem poder planejar nem encaixar a Gestão Empresarial em matrizes. 

O que não significava que os “gurus” em Gestão tinham desaparecido.

Neste período falava-se muito da obra de Mintzberg sobre as estruturas mentais dos Gestores Empresariais e como estes empregavam seu tempo.

Mas, também se falava da teoria das vantagens competitivas de Michael Porter. 

Este professor de Harvard inventou um vasto método de análise setorial que abrangia fornecedores, clientes, produtos de substituição, etc. — mas que esquecia os aspectos financeiros e humanos da empresa.

Nos anos seguintes, dois terços das empresas citadas por Porter (Atari, Avon, IBM, People Express, Wang, etc.) sofreram enormes transformações ou mesmo desapareceram do mapa.

Para Michael Porter as novas empresas excelentes eram as que conseguiam mudar e melhorar.

Copiado:https://www.facebook.com/profigestao