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quinta-feira, 9 de maio de 2024

Hard Skill x Soft Skill: o que são e quais as diferenças?



Ser uma pessoa habilidosa faz toda a diferença no ambiente de trabalho. 

Mas já parou para pensar que existem diferenças entre as habilidades que uma pessoa pode desenvolver ao longo da carreira?

Por exemplo, uma pessoa pode ser muito boa em criar planilhas e analisar dados, enquanto outra tem o dom da oratória. Uma terceira pessoa pode, ainda, ser excelente em liderar pessoas, enquanto outra pode ser considerada o ás da organização de processos.

Essas diferenças podem ser classificadas em dois grandes grupos, que chamamos de hard skills e soft skills. Quer saber mais sobre esses conceitos? Continue a leitura!

O que são hard skills?

Hard skill, em tradução livre, significa habilidades duras ou difíceis. Na prática, elas correspondem às habilidades técnicas, que podem ser aprendidas por meio de estudos específicos. Desse modo, saber projetar um avião é uma hard skill, assim como realizar uma cirurgia do coração.

As hard skills ou competências técnicas podem ser ensinadas e avaliadas de forma objetiva. Por exemplo: um arquiteto sabe ou não sabe projetar um edifício. Seu sucesso pode ser mensurado a partir de análises matemáticas sobre o projeto feito.

Por muito tempo, as hard skills foram consideradas as habilidades mais importantes no universo corporativo. Isso porque o acesso à formação de qualidade ainda era bastante restrito e poucas pessoas conseguiam chegar à universidade, por exemplo.

Hoje em dia, esse cenário já mudou bastante. A população tem cada vez mais acesso a conhecimentos técnicos, não só na faculdade, mas em plataformas de ensino a distância e até mesmo em redes sociais, como o YouTube.

Além disso, as empresas sabem que as hard skills podem ser ensinadas por meio de metodologias próprias, acelerando o processo de aprendizagem dos colaboradores. Algo que não é tão simples quando se trata das soft skills.

O que são soft skills?

Soft skills ou habilidades leves, em tradução livre, são as habilidades comportamentais que desenvolvemos ao longo de nossas vidas.

Diferentemente das hard skills, que são facilmente treináveis, as soft skills exigem um aprimoramento humano bem mais profundo. Elas também requerem uma atitude mais proativa das pessoas em mudar hábitos, valores e conceitos aprendidos.

Liderança, empatia, comunicação assertiva, trabalho em equipe, colaboração, gestão de tempo e resolução de conflitos são alguns exemplos de soft skills que podemos — e devemos — desenvolver.

As soft skills também são mais difíceis de serem mensuradas, pois estão ligadas a habilidades subjetivas. Por exemplo: como você vai mensurar a capacidade de liderança de uma pessoa? Ou se a comunicação dela é eficaz ou não?

Difícil de estabelecer parâmetros para isso, certo? Por essa razão, as soft skills vêm sendo cada vez mais valorizadas pelas empresas. Afinal, são resultado não só de uma educação formal, mas, principalmente, de uma visão a atitude positivas perante a vida.

Hard skill x soft skill: quais as diferenças?

Com certeza você já identificou algumas das diferenças entre hard skills e soft skills. Mas vale a pena a gente expandir essa lista para entender a importância de desenvolver essas duas categorias de habilidades.

Mensurabilidade

Uma das principais diferenças entre hard e soft skills está na nossa capacidade de mensurar o quanto uma pessoa domina uma determinada competência.

Isso fica bastante evidente na faculdade. Você tem provas de cálculo, por exemplo, cujo resultado não pode ser questionado. Está certo ou está errado.



Mas, quando se trata de uma redação, por exemplo, os critérios só podem ser assertivos se estiverem relacionados ao uso da gramática.

Mas qual seria a redação mais inspiradora? Ou a mais poética? Tudo depende de quem está lendo, correto? Logo, esta avaliação é subjetiva.

Aquisição do conhecimento

Outra grande diferença entre hard skill e soft skill está na forma de aquisição do conhecimento.

Você pode aprender a desenvolver um projeto de engenharia mecânica a partir de tutoriais bem estabelecidos. Portanto, essa é uma hard skill, ou competência técnica.

Por outro lado, ter empatia pelas pessoas que trabalham com você é uma habilidade que você desenvolve no nível subjetivo, a partir de análise interior, que pode ser feita com a ajuda de um profissional de psicologia, por exemplo.

Não dá para fazer um curso de empatia e sair aplicando no dia seguinte, porque isso depende de uma mudança de comportamento da sua parte.

Durabilidade

Conforme o mercado de trabalho muda, as hard skills podem se tornar obsoletas. E com o avanço da inteligência artificial, ainda mais profissões podem deixar de existir, exigindo que cada vez mais pessoas busquem uma segunda graduação.

Nesse sentido, você precisa desenvolver uma mentalidade de lifelong learner para não ficar paralisado no tempo e perder oportunidades de emprego.



Por outro lado, as soft skills não sofrem com isso. Sempre precisaremos de pessoas com espírito de liderança, com empatia, com capacidade de gerenciar conflitos, com senso de equipe, capazes de colaborar coletivamente… Ou seja, investir em soft skills é para a vida toda.

Valorização

Tanto as hard skills quanto as soft skills são valorizadas no mercado de trabalho. Mas, conforme você vai ganhando experiência e avançando na carreira, mais as soft skills se tornam protagonistas.

Isso acontece porque, conforme você vai galgando cargos de maior responsabilidade, mais precisa saber lidar com pessoas e situações difíceis, tomar decisões e assumir a liderança.

Justamente por essa razão, na faculdade você tem uma carga horária maior de disciplinas com conhecimento técnico e na pós-graduação essa balança se inverte, com uma maior preocupação no desenvolvimento de competências comportamentais.

Copiado: https://multivix.edu.br/blog

terça-feira, 21 de novembro de 2023

A ARTE DE INOVAR, OUSAR E REINVENTAR-SE TODOS OS DIAS


 Inovar é sempre preciso.

  • Você está contente com a sua evolução profissional?
  • Está satisfeito com o desempenho da sua organização?
  • Tem notado empresas crescendo enquanto outras definham?
  • Tem acompanhado nações que evoluem mais que as outras?
  • Por que e como será que essas coisas acontecem?

Recentemente, tive que renovar o meu visto de entrada nos Estados Unidos. Não sei a razão, mas eles pediram para eu relacionar todos os países que eu visitei nos últimos dez anos. Dai percebi que havia uma ótima oportunidade para eu ir um pouco além e descobrir quantas visitas ao exterior eu fiz e refletir sobre o que isso contribuiu para a minha formação.

“As pessoas eficazes não vivem voltadas para os problemas, elas vivem voltadas para as oportunidades. Elas alimentam oportunidades, e deixam os problemas ‘morrerem de fome’”.

Peter Druker

A reflexão revelou alguns aspectos que eu não havia dado conta.

Por exemplo, desde 1982, só pra os Estados Unidos, fiz mais de 30 viagens. Mas por que achei esse dado relevante?

A maior parte das viagens que fiz foi a trabalho e eu sempre admirei a capacidade de criação, inovação e implementação do povo norte-americano. 

Chama atenção como eles são práticos e valorizam os pequenos detalhes que em médio e longo prazo se transformam em grandes realizações.

Quase sempre faço vôo noturno para chegar bem cedinho na terra do Tio Sam, onde quase sempre, chego antes das seis horas.

Dai a primeira coisa que faço é ir à toalete do aeroporto para cuidar de minha higiene pessoal.

Aquele banheiro de avião mais parece lugar para passarinho tomar banho.

Normalmente, encontro novidades: a saboneteira que mudou o formato, a torneira com uma nova função, o secador de mãos que a gente fica sem saber como usar, o sistema hidráulico cada dia mais sofisticado etc.

Dessa vez, eu cheguei a comentar com uma cara que estava meio sem graça por não ter encontrado, de pronto, o funcionamento da torneira.

Os fabricantes desses apetrechos parecem disputar para ver quem cria algo mais complicado só para “fazer pegadinha” com a gente. 

“Aquilo que insistimos em fazer torna-se fácil – não que a natureza da tarefa tenha se modificado, mas nossa habilidade para realizá-la aumentou”

Emerson


Esse é apenas um exemplo. 

Quando você adentra no país e aluga um apartamento e um carro, como costumo fazer, visita uma loja ou mesmo um shopping center, vai logo descobrindo que muitos pequenos implementos fazem uma enorme diferença.

Os automóveis, por exemplo, apesar de serem fabricados por empresas globais por aqui, sempre têm algo a mais, como a empunhadura do volante mais confortável, um alarme que soa quando o carro se próxima de algum objeto, acabamento mais cuidadoso e por ai vai. 

E, se você volta um ano depois, vai comprovar que algo mudou.

É fato que todas essas e outras pequenas novidades somadas farão uma enorme diferença ao final de cinco anos.

É mais ou menos como tentar comer um cordeiro assado de uma só vez. É provável que vamos descobrir que é muito difícil.

Mas se colocarmos ele aos pedacinhos no palito acompanhado com cerveja gelada em dia de lazer e calor extremo a história pode ser outra, não é mesmo? 

“Tudo que somos é resultado do que pensamos”

Buda (562 a.C – 483 A.C)


É verdade que quem inova normalmente o faz aos poucos, não se importando muito com a visão do todo. 


As coisas vão acontecendo step by step.

 

É como se pagássemos um carro para dirigir à noite do Rio para São Paulo. 

Sabemos para onde vamos, mas somente conseguimos enxergar o que o farol é capaz de iluminar. 

Ou seja, uns trinta metros à frente. 

O suficiente que precisamos ver.

 

Assim, de trecho em trecho, percorreremos a distância que quisermos. Porém, muita gente acredita que precisa enxergar o percurso por inteiro.



 Mas por que será que essas coisas acontecem desse jeito?

Competitividade talvez seja uma boa resposta. 

É preciso inovar na produção, no marketing e na prestação de serviços para garantir o lucro.

A lógica do modelo de gestão empresarial norte-americana, por exemplo, parte do princípio de que a margem deve ser minimizada enquanto o volume maximizado.

A um observador menos atento poderia parecer ao contrário: que as inovações proporcionariam margens maiores - o que não seria nenhum absurdo. 

Será mesmo que há alguma relação entre inovação, desenvolvimento e lucro?

Se recorrermos ao magnífico livro “A Riqueza das Nações” de Adam Smith, vamos constatar que: “ao contrário de aluguéis e salários, o nível de lucro não sobe com a prosperidade nem cai com as depressões da sociedade. Ao contrário – ele é naturalmente baixo em países ricos e alto em países pobres, e é sempre mais alto nos países dirigindo-se rapidamente para a ruína”.

Até aqui, essa parece ser a receita que está funcionando... mas inovar é sempre preciso.

Pense nisso e ótima semana.

Por: Evaldo Costa :https://meuartigo.brasilescola.uol.com.br

sexta-feira, 3 de novembro de 2023

Desvendando os Princípios de ESG


Você já ouviu falar de ESG? 

Neste artigo, vamos mergulhar no mundo do ESG e descobrir sua origem, importância e como ele pode transformar o cenário empresarial atual.

O que é ESG?

ESG refere-se às práticas de responsabilidade ambiental, social e de governança de uma empresa.

– Origem e História

O conceito de ESG não é recente. 

Ele vem sendo moldado e refinado desde a década de 1980, quando as empresas começaram a reconhecer a necessidade de adotar práticas sustentáveis e éticas.

– Os Três Pilares

Ambiental: refere-se ao impacto da empresa no meio ambiente. Isso inclui a gestão de resíduos, emissões e uso sustentável dos recursos.

Social: aborda as relações da empresa com seus empregados, fornecedores, clientes e as comunidades onde atua.

Governança: envolve a maneira como a empresa é administrada, incluindo questões de liderança, salários executivos e transparência.

Por que o ESG é importante?

O ESG não é apenas uma tendência ou uma estratégia de marketing; é uma necessidade.

– Benefícios para o Planeta

Adotar práticas de ESG ajuda a proteger nosso planeta, reduzindo o consumo de recursos e minimizando os impactos negativos no meio ambiente.

– Benefícios para as Empresas

Além dos benefícios ambientais, as empresas que adotam práticas de ESG tendem a ter melhor reputação, atrair investidores e fidelizar clientes.

Como implementar práticas de ESG

Implementar práticas de ESG não é uma tarefa fácil, mas é definitivamente recompensadora.


– Passos Iniciais

Comece identificando áreas-chave de impacto e estabeleça metas claras. Em seguida, envolva todos os stakeholders no processo.

– Medindo o sucesso

Para medir o sucesso das práticas de ESG, é crucial estabelecer métricas claras e acompanhar regularmente os progressos.

Casos de sucesso

Muitas empresas ao redor do mundo já colheram os benefícios do ESG, como a Natura no Brasil, que tem sido reconhecida por suas práticas sustentáveis há anos.

Desafios e obstáculos

Como em qualquer jornada, existem obstáculos no caminho do ESG, como resistência à mudança e falta de conhecimento.

Adotar práticas de ESG não é apenas benéfico para as empresas, mas é crucial para nosso planeta. Ao investir em ESG, você está investindo em um futuro mais brilhante e sustentável.


FAQs

1.   O que o ESG realmente significa? 

R: ESG refere-se às práticas de responsabilidade ambiental, social e de governança de uma empresa.

2.   Por que o ESG é relevante hoje em dia?

R: Dada a crescente conscientização sobre questões ambientais e sociais, o ESG tornou-se uma prioridade para muitas empresas e investidores.

3.   Como as empresas podem começar a adotar práticas de ESG?

R: Começando por identificar áreas de impacto, estabelecer metas claras e envolver todos os stakeholders.

4.   Existem empresas que são modelos em práticas de ESG?

R: Sim, empresas como a Natura no Brasil são exemplos notáveis.

Há desvantagens em adotar práticas de ESG?

R: Embora haja desafios, os benefícios superam largamente as desvantagens.

Copiado: https://futuroesg.com.br/

segunda-feira, 19 de dezembro de 2022

Filosofia da Organização: saiba como definir a da sua empresa


As companhias precisam decidir um caminho para seguir, ou seja, mostrar que possuem um direcionamento para atingir resultados e consolidar uma imagem de prestígio no mercado. Para isso se tornar uma realidade, uma ação necessária é apostar na filosofia empresarial.

Um dos principais motivos é que uma organização deve ser reconhecida pela mentalidade que adota. 

E isso deve envolver diversos aspectos, como a gestão de processos internos, o relacionamento com os clientes, a política de preços, a responsabilidade socioambiental, entre outras. 

Neste artigo, vamos apresentar alguns fatores que mostram como é crucial para uma corporação seguir um pensamento coerente em todas as áreas de atuação.

O que é filosofia empresarial?

É possível defini-la como o impacto da cultura organizacional em todos os segmentos do negócio. A partir de uma mentalidade estabelecida, uma marca atua no mercado se baseando principalmente nos conceitos de missão e visão corporativos. 

filosofia empresarial ainda inclui o plano operacional, que se caracteriza por seguir os objetivos gerais e ratificar a finalidade de cada um deles. Além disso, envolve os valores considerados imprescindíveis para uma instituição se relacionar com todos os segmentos do público-alvo

A partir de uma filosofia corporativa sólida, é viável orientar os funcionários com mais clareza e aperfeiçoar a tomada de decisões. E com esses processos sendo realizados de maneira mais eficiente, a marca também tem mais condições de se fortalecer e superar expectativas. 

Para tudo isso acontecer, é muito importante que os funcionários incorporem os valores, a missão e a visão de futuro do negócio — essa postura é indispensável para seguir uma linha de trabalho coerente e voltada para a melhoria contínua e o foco em resultados. 

Como definir uma filosofia para sua empresa?

A construção de uma mentalidade corporativa forte é um trabalho permanente, pois abrange o engajamento dos funcionários. E para isso é necessário que a missão, a visão e os valores estejam muito bem definidos e claros para os funcionários e demais stakeholders (partes interessadas).

Um passo relevante para definir a filosofia empresarial consiste em elaborar a missão, responsável por definir os motivos que justificam a existência da organização no momento. Os gestores, empregados e consumidores devem ter ciência dos aspectos que explicam as razões de uma marca estar atuando, pois isso cria mais proximidade — fator imprescindível para fortalecer a imagem institucional. 

Além disso, é muito importante que a companhia tenha uma visão de futuro, ou seja, a dimensão de que patamar pretende atingir nos próximos anos. Dessa maneira, as lideranças e os funcionários têm um entendimento maior de como a empresa quer se posicionar perante o mercado e a sociedade em médio e longo prazos.  

Outro ponto vital para construir a filosofia empresarial consiste na adoção de valores, ou seja, de condutas que todos os empregados, independentemente do nível hierárquico, devem seguir para a marca ser reconhecida de forma positiva. 

Por exemplo, uma organização pode incorporar no ambiente de trabalho, e no relacionamento com os fornecedores e clientes, práticas que se baseiam em pilares como: ética, respeito, foco em resultados, inovação, atuação em equipe, melhoria contínua, entre outros.  

Quais as vantagens de ter uma filosofia na organização?

Alinhamento

Muitas companhias contam com recursos tecnológicos de ponta e funcionários extremamente qualificados, mas não conseguem um desempenho notável. Um dos motivos é que o alinhamento entre gestores e funcionários não está ocorrendo de forma eficiente.

A partir do momento em que a filosofia empresarial se torna mais nítida para todos, há mais condições para todos compreenderem o seu papel na instituição e contribuírem de forma significativa no alcance de metas.

Engajamento 

Se as equipes estão devidamente alinhadas, a corporação encontra o cenário perfeito para todos estarem engajados com os objetivos empresariais. Desta maneira, os funcionários trabalham mais motivados, porque estão identificados com os princípios adotados pela marca.

Ter orgulho de representar uma empresa é algo que torna qualquer funcionário mais envolvido com o trabalho. E isso, sem dúvida, ele proporciona mais rendimento, o que é fundamental para aperfeiçoar os serviços e cativar os consumidores

Comunicação mais eficiente

Para uma filosofia empresarial estar presente no dia a dia de todos os colaboradores, é imprescindível que a comunicação seja feita de acordo com as melhores práticas do mundo corporativo. Em outras palavras, todos os funcionários devem ser informados de como a companhia pretende atuar durante um determinado período (mês, trimestre, semestre, etc).

A diretoria, os gerentes e os demais colaboradores devem se comunicar de maneira clara e transparente. Isto deve fazer parte da rotina da instituição pois é o melhor caminho para evitar problemas que afetem o andamento de projetos e o clima organizacional. 

Foco em resultados

Um bom alinhamento, uma equipe engajada e uma comunicação de qualidade são fatores que contribuem para uma marca se destacar perante o público-alvo e a concorrência.

Com uma filosofia empresarial devidamente assimilada e compartilhada pelas lideranças e colaboradores, também é possível apresentar um maior foco em resultados. Isso é crucial para todos os segmentos de uma companhia estarem mais determinados em bater metas.

À medida que os funcionários estão mais envolvidos com os objetivos da corporação, maior será a produtividade e as chances de consolidar um ambiente de trabalho saudável para todos. 

Copiado: https://scopi.com.br/



sexta-feira, 23 de setembro de 2022

Da Obsessão Pelo Planejamento do Japão à Reengenharia Americana


  • Quais Eram as Práticas Empresariais Japonesas?
  • O Que é Uma Vantagem Competitiva? 
  • Quais as Consequências do Choque do Petróleo?

Durante a década de 1970 / 1980, o Japão viveu seu momento de glória na Gestão Empresarial, afastando-se da imagem de “imitador a baixo custo” para se impor através da Qualidade.

Nesse período o mundo conheceu – através do Japão – o “Kaizen”, o “Kanban”, o “Just-in-Time” e os “Círculos de Qualidade”, matéria suficiente para uma obsessão duradoura do Ocidente pelas práticas empresariais japonesas.

Em 1973 o primeiro choque petrolífero abalou as economias desenvolvidas, mas as inovações vieram de todo o lado no exterior como o microprocessador em 1971, a fibra óptica em 1972 e o scanner em 1973.

Todos esses produtos acabaram permitindo certa supremacia a tudo o que é pequeno, ágil e interativo.

A IBM – à época, uma das maiores empresas do mundo – acabou perdendo mercado, enquanto empresas miúdas como a Apple, a Microsoft e a Intel preparavam, nas garagens de suas casas, uma nova Revolução Industrial.

Nas empresas americanas e europeias, era uma época em que os mais lúcidos tentavam agilizar as estruturas de suas organizações, através de métodos participativos como o “orçamento de base zero” – por exemplo.

Porém, quem realmente inovou nesse período foi o Japão, um país destruído pelo fogo nuclear e penalizado – durante muito tempo – pela imagem negativa dos seus produtos baratos e de péssima qualidade.

É preciso render-se à evidência de que os japoneses aprenderam e, paradoxalmente, foram dois americanos — Edwards Deming e Joseph Juran — que lhes transmitiram este culto da qualidade, que não conseguiram vender aos seus compatriotas.

Deming tinha planeado uma cruzada baseada no método PDCA: primeiro planejar; segundo realizar; terceiro examinar os resultados; quarto continuar ou corrigir.

O passo da Qualidadevisto como uma viagem e não como um objetivopermitiu aos japoneses integrá-lo como melhoria contínua, a qual eles batizaram de “kaizen.

Outras noções exóticas vieram na mesma leva, como o just-in-time” (produção à medida das necessidades), associado aos diversos zeros (estoques, prazo, defeitos, etc.)

E qual era o principal objetivo dos japoneses? 

Destruir as fábricas que produziam avarias, acidentes, greves, desperdícios e poluição.

O modelo foi introduzido na Toyota pelo engenheiro Taiichi Ohno e as suas idéias são conhecidas como a produção em fluxos contínuos, o kanban” (cartões que acompanham os produtos com as encomendas do cliente) e o jidoka” ou auto-ativação da produção.

  • Por tudo isso foi um período em que os japoneses passaram a exercer sobre a Europa um verdadeiro fascínio, tornando-se mais tarde o centro da admiração do mundo ocidental.
Da Excelência Administrativa Japonesa à Reengenharia Americana

Na década seguinte os estudiosos em Gestão Empresarial pretendiam conduzir as empresas rumo à excelência, embora muitas organizações citadas como modelo acabaram se tornando maus exemplos.

O segundo choque do petróleo – da Revolução Iraniana – acabou colocando tudo na “estaca zero”

Nessa época as organizações procuravam um ponto de referência. Apenas uma única coisa era previsível: 

  • _ já não se conseguia mais prever o futuro.

Os especialistas em estratégia passavam por um mau bocado, sem poder planejar nem encaixar a Gestão Empresarial em matrizes. 

O que não significava que os “gurus” em Gestão tinham desaparecido.

Neste período falava-se muito da obra de Mintzberg sobre as estruturas mentais dos Gestores Empresariais e como estes empregavam seu tempo.

Mas, também se falava da teoria das vantagens competitivas de Michael Porter. 

Este professor de Harvard inventou um vasto método de análise setorial que abrangia fornecedores, clientes, produtos de substituição, etc. — mas que esquecia os aspectos financeiros e humanos da empresa.

Nos anos seguintes, dois terços das empresas citadas por Porter (Atari, Avon, IBM, People Express, Wang, etc.) sofreram enormes transformações ou mesmo desapareceram do mapa.

Para Michael Porter as novas empresas excelentes eram as que conseguiam mudar e melhorar.

Copiado:https://www.facebook.com/profigestao

segunda-feira, 9 de maio de 2022

HACKATHON - Ferramentas de Inovação


 Os Hackathons são eventos destinados ao desenvolvimento de soluçõespara um desafio específico, proposto pelo organizador, e um hackathon on-line é realizado dentro de uma plataforma virtual.

Pense em um evento que reúne programadores, desenvolvedores, designers e outros profissionais ligados à tecnologia e inovação, em um tipo de jornada ou maratona com o objetivo de criar soluções para problemas desafiadores de uma empresa. Bem, isso existe e tem um nome específico: Hackathon.

O que é um Hackathon?

Originalmente, Hackathon é uma competição entre programadores cuja finalidade é esboçar a ideia de algumsoftwareque vise a resolução de determinado problema.

Essas competições ainda acontecem – seja de forma online ou presencial – mas o conceito acabou se expandindo. Hoje, os hackathons estão cada vez mais presente nas empresas.

No meio corporativo o Hackathon não acontece necessariamente visando a construção de umsoftware, mas, sim, em soluções de modo geral.

Os participantes se juntam e tentam resolver determinado problema ou até mesmo começar a propor projetos a melhoria de algum processo

Um Hackathon dentro de uma corporação nada mais é do que um evento que busca a troca de ideias para desenvolver novas tecnologias e inovações.

Origem do termo: Hacker + Marathon

Com toda a certeza você já ouviu o termo “hacker”, não é mesmo? Normalmente ele aparece com uma conotação negativa, mas não é isso que ocorre nesse caso!

Hacker significa programar com certa expertise, já a segunda parte da palavra, composta por “marathon” significa “maratona” em inglês. Então, apenas pela origem das palavras já podemos ter uma ideia do conceito.

A ideia original ainda ocorre, e muito, mas a adesão geral dessa técnica tem agradado muito as grandes empresas, que buscam cada vez mais entender o que é Hackathon e como implementá-lo.

Quem costuma participar?

Sabendo o que é Hackathon, talvez você esteja se perguntando se ele funciona mesmo e se há nomes de relevância no mercado que acabam utilizando esse método de ideias.

O Hackathon normalmente é algo muito presente nas startups, que são modelos de negócios escaláveis e que procuram constantemente por inovações e tecnologias. Entretanto, empresas de qualquer setor podem implementar a técnica.

Grandes nomes como Uber, SEBRAE, Globo e até mesmo a NASA utilizam dessa metodologia para instigar seus funcionários a pensar em novas formas de negócios e processos.

Agora, as maratonas de programação propriamente ditas – que vale muito a pena acompanhar, normalmente são realizadas por programadores, desenvolvedores, engenheiros e estudantes da área.

Os eventos costumam ser realizados em universidades, pois é onde concentra-se o público-alvo e também há as ferramentas necessárias para o evento.

No Brasil, grandes instituições de ensino, como USP (Universidade de São Paulo) e UNESP (Universidade Estadual de São Paulo), promovem edições do hackathon.

Como um Hackathon pode ajudar na inovação?

Os Hackathons proporcionam ambientes férteis para o desenvolvimento da inovação, usados especialmente para a criação de soluções tecnológicas inovadoras e disruptivas em um curto espaço de tempo, no geral, uma maratona compreende um período que pode durar de um dia a uma semana.

E diversas empresas interessadas em mudanças de paradigmas (e que geralmente utilizam dados abertos) fazem ou já fizeram Hackathons, no Brasil e no mundo.

Empresas como Petrobras, Visa, Facebook, Deloitte, Motorolla, Telefônica/Vivo, entre outras grandes empresas já incorporaram às suas realidades essas maratonas de inovação.

No Facebook, por exemplo, os eventos acontecem com frequência, a cada seis ou oito semanas, e costumam durar uma noite inteira.

Foi de um desses Hackathons realizados no início da rede social que surgiram soluções como o botão “Curtir”. Atualmente, as maratonas são consideradas algo muito maior, e estão diretamente ligadas à cultura de inovação da empresa.

É interessante frisar que um Hackathon também pode ser extremamente útil tanto para integrar melhor as equipes de uma empresa, por exemplo, quanto para desenvolver o networking entre os participantes.

Benefícios de um Hackathon

Promover uma maratona de hackathon, além de solucionar grandes problemas, traz muitos benefícios para a empresa. Isso ocorre independendo se é um hackathon interno – realizado com os colaboradores – ou um hackathon aberto – com participantes externos à empresa, como startups e universitários.

Os benefícios dos desafios abertos são:

Já nos desafios internos, vemos:

  • Melhora na relação da equipe;
  • Estimula a cultura de melhoria contínua;
  • Engaja os colaboradores.

Como funciona um Hackathon on-line?

Organizar um evento com duração entre 24h a 48h envolve muitas questões logísticas, afinal é preciso reunir centenas de pessoas em um único espaço para chegar aos resultados desejados. Por isso, um hackathon on-line é uma ótima opção para empresas que desejam ter o maior número de participantes possível.

O Hackathon on-line ocorre da mesma maneira que um presencial, mas a interação é feita de forma remota. Os participantes são divididos em equipes e todos têm contato simultâneo através de chats e vídeo-chamadas.

Vantagens de um Hackathon on-line

Os hackathons podem durar até 48h e organizar e coordenar uma estrutura para centenas de pessoas por tanto tempo não é tão simples.

Organizar um evento de grande porte on-line tem muitas vantagens:

  • Mais participantes e mais diversidade

Sem a barreira geográfica, o seu desafio pode atrair pessoas de qualquer lugar do mundo. Além de ter mais possíveis soluções, terá mais diversidade de gênero, raça e idade.

  • Os times podem se concentrar nas suas ideias sem distrações

Virtualmente, as equipes podem discutir suas ideias sem todo o caos do evento presencial.

  • Ambiente de trabalho agradável

Os participantes têm todos os acessórios e dispositivos que precisam, além do conforto de estarem em casa.

5 passos para organizar um Hackathon on-line

Vamos agora aos primeiros passos para você conseguir realizar um Hackathon on-line na sua empresa:

Determine o objetivo do Hackathon

O primeiro passo é estabelecer qual será o objetivo da maratona. Cada segmento de mercado possui as suas particularidades, bem como cada empresa, leve isso em consideração.

Coloque em pauta os problemas que a sua organização está enfrentando, depois disso defina para qual desses desafios a inovação pode solucionar. Lembre-se também de que esse problema deve ser algo desafiador, que tem grande impacto para a empresa.

Defina a plataforma

Hackathon on-line é eficiente, mas é preciso que todos os participantes tenham acesso à plataforma e que ela seja eficaz. Para um bom andamento do evento, defina alguns requisitos básicos, como:

Para os participantes:

  • Inscrição on-line
  • Formação dos times de forma simples
  • Envio dos projetos
  • Interação via chat e/ou videoconferências entre os membros dos times

Para o organizador:

  • Acessar os perfis dos participantes e os seus projetos
  • Possibilitar votação on-line
  • Interagir com os times e participantes

Defina a premiação

É sempre interessante dar um prêmio para a equipe vencedora. Prêmios em dinheiro e dispositivos eletrônicos são premiações comuns. Pense também em entregar certificados para os participantes. Tudo isso funciona como uma motivação a mais para participar.

Estabeleça um regulamento

Tanto o Hackathon on-line quanto o presencial precisam de um regulamento e é muito importante que todos os participantes tenham acesso a ele durante todo o evento.

As regras devem conter informações como pré-requisitos das soluções a serem desenvolvidas, fontes e dados que os participantes podem acessar.

Também é interessante documentar as respostas para as perguntas mais frequentes (FAQ), assim os participantes têm as informações que precisam.

Invista na divulgação do evento

Divulgar o seu hackathon on-line é fundamental para que o maior número de participantes se inscreva. Utilize as redes sociais, comunique-se com universidades e startups, atraia os melhores profissionais para o seu evento.

Impulsionando a inovação com a maratona de Hackathon

A maratona de Hackathon tem como principal objetivo desenvolver ideias inovadoras que beneficiam não somente a empresa organizadora do evento, mas que podem transformar todo o mercado em que estão inseridas.

Tais eventos contribuem para moldar a cultura de inovação aberta da organização, mantendo-a em contato com startups e universidades que estão sempre desenvolvendo novidades.

Quanto mais as corporações investirem em tais métodos de inovação, mais à frente no mercado elas estarão.

Ferramentas são desenvolvidas a todo o momento para subsidiar essa transição, como o AEVO Innovate, um software de gestão da Inovação que direciona grandes empresas para essa cultura do século XXI.

Empresas que geraram resultados com Hackathon

Mesmo que a Maratona de Hackathon pareça ser algo novo, grandes empresas – principalmente multinacionais – promovem esses eventos já há algum tempo.

Confira alguns exemplos:

Uber Hack

O Uber Hack é um evento realizado pela Uber, que busca inovações na área de tráfego e transporte. Em um dos desafios, uma das equipes levantou o dado que 34% do engarrafamento das grandes cidades se deve pela busca de vaga.

Os motoristas andam mais devagar buscando um lugar para estacionar e isso gera um efeito cascata. Os participantes acabaram desenvolvendo o aplicativo VAGOO, que cruza informações de vagas pela cidade e motoristas.

Decathlon

A Decathlon é uma grande loja de produtos esportivos e realizou uma Maratona de Hackathon para tentar diminuir a rotatividade de seus funcionários.

Depois do evento, os Recursos Humanos implementaram novas técnicas de processo seletivo que resultaram em 5% menos de demissões por funcionários que não se identificavam com a empresa.

TOTVS

A Totvs é uma empresa de tecnologia e realizou-se um evento de Hackathon para tentar chamar mais a atenção dos jovens. Os casos são realizados em universidades com o objetivo de escutar o que os estudantes desejam.

Segundo o vice-presidente do setor de Recursos Humanos, a busca por vaga aumentou aproximadamente 130% de um ano para o outro.

Visa

Em uma das maratonas da Visa, os participantes deveriam desenvolver soluções digitais para os consumidores usando as APIs da empresa como base. Em 24h a maratona resultou em três soluções ganhadoras, OnPay, Pay365 e BotPay.

CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO TRANSPORTE (CNT)

A Maratona de Hackathon da CNT buscava soluções para armazenagem, processamento, dados de coleta, nível de consumo e muitos outros detalhes do dia a dia operacional.

A empresa relatou resultados muito promissores através da melhoria contínua dos processos.

NASA

A NASA criou oNasa Space Apps Challengeem 2012 e este se tornou a maior Maratona de Hackathon do mundo. Envolve milhares de pessoas que buscam trazer maiores inovações e soluções para os desafios da companhia.

CONCLUSÃO

Os Hackathons podem desenvolver soluções com impactos tão positivos para as organizações. Com ações assim, você impulsiona a inovação na sua empresa e gera ótimos resultados.

Ler esse artigo é apenas o primeiro passo para revolucionar o fluxo de ideias e inovações da sua empresa, o próximo é definir a melhor estratégia tornar a sua organização mais inovadora.

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