quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022

Por Que Colaboradores Pedem Demissão? – 5 Principais Motivos


Pedir demissão é um momento delicado. Há muitos fatores que influenciam a decisão do colaborador. 

O pedido de demissão é um momento delicado para todos os envolvidos. Há inúmeros fatores que podem influenciar essa decisão do colaborador. 

Trouxemos os 5 principais motivos de queixas para pedidos de demissão nas organizações.

  • FALTA DE RECONHECIMENTO DE SUPERIORES 

Quando o colaborador não sente que seu trabalho está sendo valorizado por seus superiores, ele tende a ficar desmotivado, improdutivo e se questionar sobre aquele emprego. Isso acaba se tornando um motivo para buscar reconhecimento e valorização em outros lugares.

  • Sem oportunidade de crescimento na empresa

Ter previsão de um plano de carreira é um fator muito considerado na decisão de permanecer ou não em uma organização. Os colaboradores querem crescer e se desenvolver cada vez mais no ambiente onde estão e a falta dessa possibilidade é um dos principais motivos dos pedidos de demissão.

  • Falha de comunicação

Os colaboradores na atualidade sentem a necessidade de uma comunicação transparente e aberta com seu chefe no ambiente de trabalho. Essa falta de comunicação pode gerar ruídos e potencializar alguns sentimentos negativos na equipe, como a de não se sentir valorizada, notada e importante para a empresa.

Outros fatores são conflitos internos entre os próprios membros das equipes. Eles podem acontecer por questões profissionais ou pessoais e, dependendo da gravidade, se tornar motivo para pedido de demissão.

  • Sentimento de falta de propósito

De acordo com Pew Research Center, os jovens de 18 a 34 anos trabalham para propósitos, não pelos salários. Ter o sentimento de estar realizando tarefas sem um objetivo e propósito, pode fazer com que esses jovens decidam pedir demissão de seus empregos.

  • Salário baixo e poucos benefícios

Segundo pesquisa da Paychex Worx em 2016 com 2 mil entrevistados, 69% deles não se contentam com o quanto ganham na empresa. Essa continua sendo uma realidade no mercado de trabalho e um dos principais motivos para pedidos de demissão.

Além disso, com o passar dos anos, os colaboradores têm dado mais importância para os benefícios diversificados oferecidos por seus superiores. Muitas vezes, apenas um bom salário não é suficiente para manter os talentos motivados e realizados na empresa.

Vários dos itens citados podem ser evitados com conversas e transparência por parte dos gestores com sua equipe. Trabalhar nessas mudanças é um esforço e construção diária para um melhor relacionamento interno entre os colaboradores (tanto entre eles quanto com seus respectivos chefes).

Copiado:https://www.blog.flashapp.com.br/

terça-feira, 8 de fevereiro de 2022

Languishing: 4 Indícios de Que Você Pode Estar Sofrendo Disso


Desde o início da pandemia, especialistas esperavam o aumento nos transtornos mentais. Após um ano, a confirmação chegou: quase metade da população mundial considera que a saúde mental piorou no último ano. 

Pelo menos é o que revelam os dados levantados pelo Ipsos (Especialista em Pesquisa de Mercado e Opinião Pública) no estudo One Year of Covid-19 (Um Ano de Covid-19), em abril. 

A pesquisa diz que 53% dos brasileiros observaram mudanças negativas em seu emocional. 

O país não só ficou em quinto lugar entre os que mais sentiram as consequências, como foi o sétimo onde a população mais notou um agravo no mal-estar desde o começo de 2021.

Mesmo com todos os transtornos existentes, surge um novo fenômeno que emergiu com a pandemia: o languishing, que inclui um sentimento persistente de apatia de difícil definição, mas que está longe dos extremos, seja o de felicidade plena, e o da tristeza angustiante, mas sim no meio-termo. 

Em inglês Languishing, que tem sido usado aqui no Brasil como “abatimento” ou “apagamento”, nada mais é do que o meio do caminho, não se sentir bem e também não conseguir explicar isso direito (se sentir meio “blah”). 

No ambiente corporativo  a pandemia impactou negativamente a saúde mental das pessoas, muitos estão com depressão, níveis elevados de estresse e burnout; e a outra parcela, com sensação de vazio que também preocupa, o chamado 'languishing''', observa a Dra. Ana Carolina Peuker, que é psicóloga, CEO e fundadora da  BeeTouch, mental healthtech responsável por mensurar riscos psicológicos digitalmente em empresas e instituições.

Como tudo o que é novo, há uma dificuldade para identificar esse fenômeno psicológico. 

Por isso, a especialista aponta 4 indícios que podem acender um sinal de alerta. Veja abaixo.

1 - Sentimento de “esvaziamento”

A crise sanitária global tem agravado esse quadro. Não conseguir planejar o futuro é perturbador e acaba gerando mais ansiedade nos indivíduos, acabando com a ilusão de que é possível ter controle das coisas. 

Ainda tivemos que nos adaptar muito rápido a tantas necessidades, e isso é exaustivo, pois as pessoas ficam em alerta contínuo. Essa exaustão é a responsável por causar o sentimento de culpa, esvaziamento emocional e apatia.

2 - Não se sente feliz e nem triste

Existe um grupo que não se sente triste ao ponto de se encaixar na depressão, já que tem energia para tarefas do dia, mas está longe de estar satisfeito com a vida. 

Esse é um sintoma muito comum, que é praticamente invisível, e os tratamentos são destinados aos transtornos já existentes. Porém, quem não se encaixa nos critérios de depressão, síndrome do pânico, burnout e outros. A pessoa não consegue se realizar, por isso, também sofre.

3 - Não conseguir ter uma visão positiva

Mesmo não se sentindo extremamente triste, a pessoa que apresenta o quadro de languishing não tem a dimensão positiva do futuro, apresentando padrões mais negativos e falta de perspectiva. Isso poderia ser definido como uma visão “embaçada” do futuro, a pessoa pode ter a sensação de que sua vida está estagnada. 

Se na síndrome de Burnout a sensação é de um motor pifado pelo “superaquecimento”, no Languishing é como se o motor só pegasse “no tranco”.

4 - Se sentir desmotivado no trabalho

Na rotina profissional, uma das sensações que são importantes para a nossa alegria é a sensação de progresso. 

Quem sofre com o languishing pode ficar desmotivado e, aos poucos, perder a produtividade. Assim, acaba criando um ciclo vicioso e levando para outras áreas da vida, como também a vida pessoal. 

Se a crise pandêmica fez com que  muitas pessoas encontrassem seu propósito, neste quadro é ao contrário, as pessoas deixam de reconhecê-lo e se sentem sem rumo.

Copiado: https://www.terra.com.br/

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

A FÁBULA DO IMBECIL

 


A FÁBULA DO IMBECIL

“Dizem que, numa pequena cidade, um grupo de pessoas se divertia com o "imbecil" local, um pobre coitado, de "pouca inteligência", que vivia fazendo pequenas tarefas e pedindo esmolas.

Todos os dias, alguns homens chamavam o "estúpido" para o bar onde se encontravam e ofereciam-lhe para escolher entre duas moedas: 
  • uma grande, de menor valor, 
  • e a outra menor, valendo cinco vezes mais.
Ele levava sempre a maior e a menos valiosa, o que era uma risada para todos.

Um dia, alguém a assistir à diversão do grupo com o homem "inocente", chamou-o de lado e perguntou-lhe se ele ainda não tinha percebido que a moeda maior valia menos e ele respondeu:

"Eu sei, eu não sou tão estúpido. Ela vale cinco vezes menos, mas no dia em que eu escolher a outra, o jogo termina e eu não vou mais ganhar moeda alguma."

Essa história podia terminar aqui, como uma piada simples, mas várias conclusões podemos tirar desta fábula:

A primeira: quem parece um idiota, nem sempre o é.

A segunda: quem foram os verdadeiros idiotas da história?

A terceira: ambição excessiva pode acabar com a fonte de rendimento.

Mas a conclusão mais interessante é:

1° - Podemos ficar bem, mesmo quando os outros não têm uma boa opinião sobre nós mesmos;

2° - O que importa não é o que os outros pensam de nós, mas o que cada um pensa de si mesmo;

3° - O verdadeiro homem inteligente é aquele que parece ser um idiota na frente de um idiota que parece ser inteligente!

Autoria desconhecida.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022

12 Competências Profissionais Mais Requisitadas Pelas Empresas

 


Quando uma empresa busca por talentos para completar seu time, ela analisa a competência profissional de cada indivíduo. Porém, há diversas habilidades e comportamentos que formam um bom colaborador.

Por isso, é importante que o gestor de RH avalie essas competências para selecionar os candidatos ideais para a organização. Afinal, é preciso garantir que o profissional irá se adequar ao seu cargo.

Geralmente, essas características também são chamadas de hard skills e soft skills. Portanto, tratam-se de diferenciais apresentados por cada profissional. A partir delas, é possível realizar a avaliação de um colaborador de forma mais acertada.

Continue lendo e descubra quais são as competências profissionais mais requisitadas pelas empresas!

Neste conteúdo, você conhecerá as seguintes competências profissionais:

  1. Organização;
  2. Autoconfiança;
  3. Trabalho em equipe;
  4. Relacionamento interpessoal;
  5. Liderança;
  6. Pensamento criativo;
  7. Conhecimento técnico;
  8. Proatividade;
  9. Comprometimento;
  10. Inteligência Emocional;
  11. Flexibilidade;
  12. Capacidade de inovação.

1. Organização

Quando o assunto é competência profissional, a organização é uma habilidade essencial. Por isso, é importante que o candidato seja capaz de planejar e organizar sua carga de trabalho, especialmente setores que são orientados por prazos.

Apesar de precisarmos ser organizados na vida pessoal, essa característica pode dizer muito sobre o profissional. Isso porque, para realizar um serviço com qualidade e eficiência, é preciso fazer uma boa gestão de tempo.

Nesse caso, falamos não apenas em manter um ambiente de trabalho organizado, mas sim, de ser organizado em seus processos. Algumas características de quem tem essa competência profissional inclui atenção e cumprimento dos prazos, avisando com antecedência quando houver contratempos e problemas que influenciam na sua conclusão.

Hoje, muitos trabalhos exigem que o colaborador consiga realizar diversas atividades, que muitas vezes envolvem diferentes setores e ações. Portanto, essa habilidade é fundamental para o colaborador alcançar o sucesso e trazer resultados para a empresa.

2. Autoconfiança

Os profissionais com autoconfiança têm a consciência de seu valor pessoal e conhecem suas competências. Isso pode inspirar os colegas, chefes e outros colaboradores. Além disso, esses indivíduos são capazes de respeitar, confiar e acreditar em si próprios.

Essa habilidade profissional também envolve propor novas ideias e aceitar desafios no trabalho, o que pode trazer benefícios para a organização.

Sendo assim, a autoconfiança significa que o funcionário acredita em seu potencial, seja de alcançar metas e objetivos, de mudar e transformar sua realidade ou de tornar quem deseja ser.

3. Trabalho em equipe

Outra competência profissional que os gestores de RH devem analisar é a capacidade de trabalhar em equipe dos colaboradores. Essa habilidade é uma das mais procuradas pelas empresas.

No entanto, essa é uma característica delicada, porque envolve o posicionamento — muitas vezes divergentes — e a aceitação de ideias. Portanto, além do indivíduo demonstrar atividades de cooperação, parceria, respeito e valorização, é preciso apresentar habilidades de liderança quando necessário.

Geralmente, quando a equipe se reúne para alcançar os objetivos e metas, nenhum membro se sobrecarrega. Com isso, o trabalho se torna mais produtivo e as chances de sucesso são maiores.

Portanto, é importante que as organizações apliquem uma boa gestão de pessoas a fim de contratar talentos que gerem resultados e estabeleçam relações de parceria e crescimento entre si.

4. Relacionamento interpessoal

Estabelecer bons relacionamentos interpessoais é extremamente importante para favorecer o clima organizacional. Isso porque precisamos lidar com pessoas o tempo todo, seja no ambiente social, em casa ou no trabalho.

Diante disso, essa competência profissional é fundamental na empresa, pois seu sucesso depende da união dos colaboradores e de suas habilidades. Portanto, selecionar candidatos que saibam trabalhar em equipe contribui para que haja harmonia no ambiente de trabalho e colabore para o sucesso do negócio.

5. Liderança

A liderança não é valorizada apenas nos gestores e chefes. Afinal, cada profissional tem uma influência na organização e em suas equipes de trabalho. Portanto, um líder deve ser responsável pelas suas atitudes e assumir riscos, conhecendo os pontos positivos e negativos da sua equipe e de si mesmo.

Além disso, um colaborador com perfil de liderança consegue engajar e motivar os colegas na busca por um melhor desempenho, o que gera melhores resultados para a empresa.

6. Pensamento criativo

Essa competência profissional pode ser avaliada pelos gestores no momento do recrutamento e seleção de candidatos. Ela trata-se da capacidade do indivíduo de encontrar soluções para os processos da empresa.

Por isso, é importante que os candidatos sejam criativos e capazes de impulsionar inovações e aumentar a eficiência das tarefas. Isso é muito valorizado pelas empresas e pode ser um diferencial no processo seletivo.

Uma dica para os gestores é realizar uma dinâmica de grupo criativa, que tem o intuito de analisar o potencial criativo dos talentos e observar qual é o papel de cada um na resolução das questões propostas.

7. Conhecimento Técnico

Se o cargo exige habilidades técnicas, é importante que o profissional adquira conhecimento na área e saiba utilizar programas ou outras ferramentas para a execução das tarefas. Assim, ele consegue aplicar sua competência com sucesso e ter um bom desempenho nas atividades.

Isso também permite que o colaborador identifique e administre quaisquer problemas com mais facilidade e entregue um serviço de qualidade aos clientes.

Nos casos em que a vaga não exige conhecimento técnico, é importante que o talento tenha vontade de aprender para agregar valor à organização e oferecer um bom trabalho no futuro.

8. Proatividade

A proatividade é outra competência profissional muito requisitada pelas empresas. Basicamente, ser proativo significa ter iniciativa para colocar boas ideias em prática e facilidade para a solucionar problemas, sem esperar ordens superiores.

Além disso, essa habilidade consiste na capacidade de um profissional realizar escolhas apropriadas e consistentes, agindo com espontaneidade e cuidado independentemente das situações apresentadas.

Por exemplo, a pessoa proativa se coloca à disposição, ajudando em situações difíceis e deixando de lado a tendência natural de evitar riscos.

Portanto, contratar indivíduos que têm esse perfil comportamental permite que a empresa tenha boas contribuições e novas sugestões para alcançar os objetivos e as metas. Isso também traz melhorias no ambiente de trabalho e garante melhores resultados.

9. Comprometimento

Durante as etapas do processo seletivo, é essencial que o gestor de RH identifique os talentos que demonstram comprometimento com a empresa e o trabalho. Normalmente, o profissional comprometido tende a trabalhar com prazer e consciência da importância do seu serviço.

Esse indivíduo também deve ser pontual, apresentar resultados positivos e cumprir sua jornada de trabalho. Além disso, é interessante que ele busque crescer como ser humano, por meio do aperfeiçoamento de suas habilidades, buscando excelência no desempenho das tarefas.

Assim, o colaborador terá um comprometimento consigo mesmo, sem que ele dependa da motivação dos seus colegas e dos líderes da empresa.

10. Inteligência emocional

A inteligência emocional no trabalho é um conceito muito valorizado pelas organizações, pois se trata de uma competência profissional que pode impactar diretamente no comportamento dos colaboradores.

Geralmente, ela se manifesta com a capacidade que o funcionário tem de identificar e reconhecer os próprios sentimentos. Ainda, ela também pode ser entendida como a habilidade de conhecer o comportamento das outras pessoas.

A partir disso, é possível, interpretar suas ações, ou de outros membros da equipe, da maneira correta e reagir de forma madura e equilibrada diante dos desafios do dia a dia.

Portanto, um profissional que desenvolveu bem sua inteligência emocional é capaz de pensar, sentir e agir com inteligência e consciência. Assim, ele não deixa seus sentimentos controlarem suas ações, o que evita traumas, estresse no ambiente de trabalho e conflitos.

11. Flexibilidade

Ser flexível é uma característica que destaca muitos colaboradores do restante do time. Essa habilidade pode ser desenvolvida diariamente. Por exemplo, em situações de pressão, conflitos ou desafios em que o profissional pode fazer toda a diferença ao ter flexibilidade.

Geralmente, as pessoas que precisam lidar com imprevistos e contornar momentos de crise, além de serem flexíveis, são proativas.

Portanto, os indivíduos que tem essa competência profissional não têm medo de mudança. Eles são capazes de se adaptar a essa situação, além de serem bastantes autoconfiantes.

Além disso, sabemos que as transformações são comuns no mundo corporativo. Logo, os funcionários flexíveis são mais requisitados pelas empresas. Isso porque no mercado atual não há espaço para aqueles que desistem de seus objetivos na primeira dificuldade.

Nesse momento, é fundamental se adaptar às adversidades e enxergar os problemas como oportunidades para crescer e aprender. Essa atitude é interessante tanto para os gestores quanto para o próprio profissional, que conquistará mais espaço e aumentará suas chances de sucesso.

12. Capacidade de inovação

Pessoas que apostam em ideias inovadoras e que saem da zona de conforto são muito procuradas pelas organizações atualmente. Essa habilidade é ideal para resolver imprevistos e superar obstáculos no trabalho.

Após conhecer as principais competências profissionais, é fundamental que os gestores de RH avaliem esses pontos no momento da aquisição de novos talentos.

Dessa forma, a empresa recruta colaboradores capazes de contribuir positivamente para o negócio e trazer resultados satisfatórios aos clientes. Outra questão importante é que, contratar pessoas com boas competências profissionais pode diminuir o turnover da empresa e evitar despesas com demissão e admissão.

Este conteúdo foi útil? Ficou alguma dúvida sobre o assunto? Compartilhe com a gente nos comentários e conte também o que você acha sobre as competências mais requisitadas pelas empresas!

Copiado: https://www.gupy.io/

segunda-feira, 31 de janeiro de 2022

25 Insights Sobre o Futuro do Trabalho Pós-Covid

 


No último dia 9 de setembro, organizei um brainstorming com seis dos principais líderes de organizações do Brasil, dos setores de tecnologia, realidade virtual, real estate e venture capital.

As perguntas para discussão eram aquelas que todos querem responder hoje em dia: como será a nova forma de trabalhar e de estudar?

Na mesa, CEOs, conselheiros, sócios e investidores trataram de dores comuns e geraram uma “tempestade” de insights poderosos que, com certeza, serão sentidos na dinâmica das organizações nos próximos anos. São esses tópicos que compartilho com vocês.

Percepção do presente

Gestão de pessoas e trabalho remoto

  1. Onboarding de gente nova remota é um caos, dificuldade de passar a cultura é grande.

  2. Bill Gates diz que as viagens corporativas vão cair 50%. No período pré-pandemia, as companhias aéreas tinham sua ocupação na proporção de 70% para o segmento corporativo e 30% para viajantes a lazer.

  3. Outra percepção de Bill Gates compartilhada no grupo: ele diz que 30% do trabalho é remotizável, ou seja, pode ser feito de qualquer lugar!

  4. Há uma preocupação de fragmentação da cultura organizacional para os times que ficarem 100% no home office.

  5. Segunda a sexta-feira, 8h às 17h, de dentro dos escritórios não vai existir nunca mais. As empresas que estão obrigando as pessoas a voltarem dessa forma, estão tendo reclamações e já começam a perder gente boa.

  6. Em empresas de varejo com lojas físicas, construtoras com funcionários em obra, entre outras, as pessoas têm que ir trabalhar no local, não tem jeito.

  7. Para aumentar o senso de pertencimento, a estratégia dos kits está bombando: caneta, livro, caderno, meias, etc.

  8. Vale a criatividade e investimentos de integração, como a entrega de pizza para 50 pessoas ao mesmo tempo durante uma reunião virtual.

  9. O cuidado com a integração é relevante, ou pode-se conviver com perdas e alta de turn over, como no exemplo de um estagiário novo que ficou três meses na empresa e acabou saindo porque ficou esquecido. Não estava no campo de visão dos líderes e acabou ficando sem receber tarefas, e sem aprender!

  10. O ramp-up entre a contratação e o começo efetivo da produção está muito mais longo. Se, antes da pandemia, a geração da receita acontecia em três meses, agora está sendo em seis. Esse novo colaborador sente-se muito solitário; na pré-pandemia, os funcionários mais seniores podiam apoiar e ensinar no começo, ouvindo os calls ou levando em reuniões. Nos últimos meses, não está acontecendo.

  11. É preciso sair do modelo “comando e controle” para o de “liberdade e resultado”. Dar meta, ferramentas, possibilidade de ajuda e cobrar resultado. O uso da Salesforce, por exemplo, ajuda a medir como está o funil, o tempo no telefone, reuniões no Zoom, reuniões já marcadas no futuro, etc.

Saúde mental

  1. Sanidade mental: o RH (CEOs!) tem que colocar muita grana, porque tem muita gente “pirando”.

  2. As empresas estão fazendo meet ups sem o propósito de trabalhar, mas sim com o foco em humanizar as relações.

  3. Desenvolvedores: a produtividade explodiu, só que trabalham até esticar a corda demais. Já foi criada ferramenta de desenvolvimento colaborativo — entra todo mundo junto, tem alguma interação. Pode entrar como espectador também, para ver como estão trabalhando.

Remuneração e disputa por talentos

  1. Os brasileiros que ganham R$ 15k recebem proposta de empresas do exterior para U$ 10k, que são R$ 50k! Como solução: stock options.

  2. Major techs nos EUA alinharam os salários o com custo de vida de onde a pessoa passou a morar. Lá é possível reduzir salários.

Visão do futuro

Tecnologias que estão transformando o ambiente de trabalho

  1. Workpods: prédios espalhados com pods de trabalho. As casas têm muitas distrações, pouca estrutura, cadeiras inadequadas, etc. No workpod, é possível resolver essas contexto, e contam com alguns mecanismos positivos para empresas e pessoas, como horário de check-in, de check-out, etc.

  2. Horizon workroom: a possibilidade de levar o metaverso para o espaço de trabalho com o Horizon Workrooms, que permite ver ter a experiência completa de linguagem corporal do avatar, traz uma interação mais realista para ambiente de trabalho corporativo remoto. Os presentes concordam que, com a entrada do 5G, a experiência digital vai melhorar. 

  3. Neat traz mais qualidade para as reuniões hibrídas no Zoom. Um equipamento que enquadra cada uma das pessoas de uma mesa grande de reuniões, mesmo que a pessoa se mexa durante a reunião. Assim quem está na reunião de forma remota, enxerga todos adequadamente.

  4. Density IO: apoia o conceito de espaços flexíveis de trabalho, ao ajudar a otimizar o uso – recursos e investimentos – do espaço físico. Permite a análise do uso do espaço em tempo real a partir da coleta de dados de ocupação com uma câmera no ambiente, dimensionando a necessidade real de espaço de escritório.

Gestão de pessoas

  1. Pin People: a startup brasileira ajuda no onboarding, offboarding  e gestão das pessoas. A plataforma de people analytics analisa o sentimento e ajuda com ritos e símbolos, como allhands, 1:1. Emite aviso para o líder que não ligou para a equipe, etc. Monta cadeia de relacionamento do líder com quem está chegando.

Ambiente de ensino e aprendizagem

  1. Faculdades: para se diferenciar, tem que entregar ambiente e conteúdo. Como disponibiliza, e como prepara espaços físicos e virtuais, é o que está fazendo e vai fazer a diferença.

  2. Hubs de aprendizados: sala de reunião com whiteboard, lousa digital. Cena imersiva.

  3. Cursos: escola de ensino que se posicionar como híbrido vai levar mais mercado. Espaço físico será usado para cocriação, aula oral. E tecnologia para dar suporte ao ensino remoto.

  4. Escola pública: em um exemplo real, 40% está no presencial e 30% no remoto. Ou seja, 30% dos alunos abandonaram a escola!

Por: Joseph Teperman - https://revistahsm.com.br/