quarta-feira, 14 de julho de 2021

EMPREENDEDORISMO SOCIAL – UM NOVO CONCEITO ENTRE OS EMPRESÁRIOS

 


Um empreendedor social é aquele que apresenta e desenvolve soluções inovadoras para atender aos problemas sociais. São profissionais ambiciosos e persistentes, que se preocupam com as grandes questões sociais e estão em busca de ideias que tragam mudanças em grande escala.

Ser um empreendedor social significa visar à maximização do capital social a fim de realizar mais iniciativas, programas e ações para que uma comunidade, cidade ou região possa se desenvolver de maneira positiva e sustentável. O empreendedorismo social surge especialmente em contextos turbulentos, de crise e de desafios econômicos, sociais e ambientais.

O que é o empreendedorismo social?

Empreendedorismo social é um conjunto de ações empreendedoras que buscam a melhoria da sociedade. Para isso, os empreendedores criam medidas que podem, ao mesmo tempo, ser lucrativas e sociais.

Trata-se de um tipo de empreendedorismo que busca implantar medidas sustentáveis para conciliar os avanços tecnológicos e outros progressos sociais com um meio ambiente mais saudável e com boas condições de vida para todos.

Uma das metas do empreendedorismo social é reduzir as desigualdades sociais e econômicas por meio da criação de negócios que gerem não apenas dinheiro, mas que tragam melhorias em todos os setores existentes em uma sociedade. Essa forma de empreender busca uma forma de vida mais justa, em que o meio ambiente é preservado e as diferenças sociais são reduzidas de forma que todos tenham oportunidades iguais.

Qual a diferença entre o empreendedorismo social e o empreendedorismo tradicional?

O empreendedorismo tradicional é aquele por meio do qual as empresas oferecem serviços e produtos à sociedade. Assim, essas organizações conseguem lucrar e prosperar cada vez mais com aquilo que arrecadam com as suas vendas. No empreendedorismo social, também pode haver lucro, mas, nesse caso, existe também um grande objetivo de levar mais qualidade de vida às pessoas.

As empresas tradicionais até podem fazer algum tipo de ação em benefício de determinadas causas sociais. Já no empreendedorismo social, as causas sociais são o principal motivo da sua existência, e não um mero acessório para aumentar a sua visibilidade e simpatia com o público.

Outra diferença importante é que as empresas tradicionais segmentam o mercado com vistas a atender a um público-alvo específico, que possa pagar pelas soluções que comercializa. A empresa social, entretanto, vai ao encontro de populações carentes, marginalizadas e não atendidas pelo empreendedorismo clássico. Por isso, ela até pode ter fins lucrativos, mas o seu principal propósito é atender aos apelos de grupos mais necessitados.

Os três componentes do empreendedorismo social

Toda iniciativa de empreendedorismo social é constituída por três elementos. Confira quais são eles.

1. O diagnóstico

O primeiro passo para a implementação de um empreendedorismo social é a identificação de um problema, ou seja, de alguma injustiça que provoca a exclusão de determinado segmento da sociedade ou algum tipo de sofrimento ao planeta e à humanidade. Em geral, as pessoas mais impactadas por essas questões não têm recursos financeiros ou influência política para alcançar soluções.

Entre esses principais problemas, podem ser citados:

  • Educação de má qualidade, analfabetismo e exclusão digital;
  • Falta de moradia;
  • Desnutrição e atendimento médico precário;
  • Subemprego e desemprego;
  • Exclusão social de determinados grupos: mulheres, negros, pessoas com deficiência, comunidade LGBTQIA+, entre outros;
  • Violações aos Direitos Humanos;
  • Problemas ambientais: maus tratos a animais, desmatamento, poluição, mau uso de recursos naturais (com incentivo ao desenvolvimento de energias renováveis, reciclagem e indústrias limpas).

2. A identificação da oportunidade

Após o diagnóstico desse problema, ele deve ser transformado em uma oportunidade de negócio, ou seja, a construção de uma empresa que ofereça algum tipo de solução às vítimas do problema. Esse trabalho é feito com a iniciativa do empreendedor e com a sua capacidade de formar equipes motivadas, criativas, inspiradas e com coragem para transformar a realidade.

3. A criação de uma nova realidade

A ideia é que, após a implementação desse novo negócio, os problemas sociais identificados sejam minimizados, oferecendo mais qualidade de vida à população afetada. Assim, o objetivo do empreendedorismo social se concretiza, não como uma simples empresa que deseja lucrar, mas que tem a finalidade de fazer do mundo um lugar melhor.

O que difere o empreendedorismo social, a assistência social e as ONGs?

À primeira vista, os conceitos de empreendedorismo social, assistência social e ONGs parecem bem similares, já que os três têm o objetivo de promover alguma melhoria quanto aos já citados problemas da sociedade. Contudo, existem sim algumas diferenças básicas entre eles.

O empreendedorismo social é uma iniciativa que tem o objetivo de resolver um determinado problema social e ampliar a sua atuação para áreas cada vez maiores. A prestação da assistência social, entretanto, fica sempre limitada a uma mesma localidade, restringindo o seu potencial de atuação. No empreendedorismo social, porém, a ideia é fazer com que esse negócio prospere e amplie cada vez mais a sua abrangência, em diferentes bairros, cidades e países.

Quanto às ONGs, elas também lutam pelas mesmas causas dos empreendedores sociais. Entretanto, essas organizações são completamente dependentes das doações de pessoas físicas, empresas, fundações e até mesmo do governo para manter as suas ações. No empreendedorismo social, porém, a empresa é autossustentável e pode gerar lucro. Essas instituições até podem receber doações de terceiros, mas não dependem delas para sobreviver e crescer.

Assim, o empreendedorismo social constitui um conjunto de atividades econômicas. As empresas desse tipo reinvestem os seus lucros em seu próprio progresso para promover ainda mais melhorias na sociedade.


Exemplos de empreendedorismo social no Brasil

O Brasil conta com bons exemplos de empresas de empreendedorismo social. Confira três dos principais exemplos do nosso país:

  • O Projeto Tamar foi fundado na Bahia em 1980, com o objetivo de proteger as tartarugas marinhas, em extinção no litoral brasileiro. Hoje em dia, porém, há diversas unidades do projeto em estados do Sul, do Sudeste e do Nordeste do Brasil, protegendo variadas espécies da vida marinha. A atuação da empresa se concentra em três linhas: conservação e pesquisas aplicadas, educação ambiental e desenvolvimento local sustentável.
  • O Instituto Chapada é um empreendimento criado em 2006 com a finalidade de oferecer formação continuada a professores e coordenadores pedagógicos, entre outras ações para beneficiar a qualidade do ensino público em determinados municípios da Bahia.
  • O GRAAC, Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer, é um instituto criado em 1991, com o objetivo de proporcionar às crianças e aos adolescentes com câncer um tratamento médico de qualidade. O seu propósito é ser um centro médico de referência em ensino, pesquisa, diagnóstico e tratamento do câncer infantojuvenil, com prioridade à população de baixa renda.

E você, conhece mais alguma iniciativa de empreendedorismo social? 

O que pensa sobre o tema? 

Por fim, como notícia boa a gente espalha, não deixe de compartilhar este artigo em suas redes sociais. Leve estas informações a todos os seus amigos, colegas, familiares e a quem mais possa se beneficiar delas!

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segunda-feira, 12 de julho de 2021

Customer Centric: o que é, principais benefícios e 5 dicas de como implantar essa estratégia com foco no cliente


Customer centric significa “centrado no cliente”, trata-se de uma estratégia de negócios que põe o cliente no centro de todas as decisões da empresa.

Cada vez mais as empresas estão colocando o cliente no centro de suas estratégias de negócio. Grande parte desse comportamento se deve ao fenômeno da globalização e, consequentemente, à maior concorrência nos mais diferentes mercados.

Com a concorrência mais acirrada entre empresas que comercializam soluções muito semelhantes, passou-se a identificar a necessidade de focar mais no cliente do que nos produtos em si, como forma de se destacar e ganhar a preferência do público.

A essa mentalidade deu-se o nome de customer centric. Você já ouviu falar nesse termo?

E esse posicionamento dá tão certo que 83% dos colaboradores de empresas que empregam uma estratégia customer centric sentem confiança suficiente para dizer que vão se manter trabalhando nessa organização por pelo mais mais dois anos.

Neste artigo, vamos explicar melhor o que é customer centric e de que maneiras essa abordagem pode beneficiar o seu negócio.

Continue a leitura e saiba tudo sobre a cultura customer centric e como implementá-la na sua empresa, com 5 dicas:

  1. Torne-se um expert quando o assunto for os seus clientes
  2. Mapeie a jornada do cliente
  3. Ouça o que os seus clientes têm a dizer
  4. Dissemine a cultura do customer centric por todos os setores e níveis hierárquicos
  5. Mensure o desempenho da sua estratégia de customer centric

O que é customer centric?

Em sua tradução, customer centric significa “centrado no cliente”. Dessa forma, podemos definir o que é customer centric como uma abordagem que coloca o cliente no centro de todas as decisões estratégicas de um modelo de negócio.

Empresas customer centric centralizam todo o seu planejamento estratégico na experiência e no sucesso do cliente. As ações têm como foco satisfazer e fidelizar os clientes, proporcionando a eles a melhor experiência possível

Nas empresas customer centric, tudo é feito considerando as necessidades, as expectativas e as características dos clientes para oferecer as melhores soluções, as quais se encaixam perfeitamente com o que eles precisam e esperam da marca.

Como a cultura customer centric pode ajudar a sua empresa?

Adotar a cultura customer centric pode trazer uma série de benefícios para o seu modelo de negócio. Dentre eles, destacamos:

  1. Maior satisfação e retenção de clientes;
  2. Transformação dos clientes em promotores da marca;
  3. Redução do custo de aquisição de clientes (CAC);
  4. Melhoria na prospecção de oportunidades de negócio com o customer centric marketing;
  5. Aumento do ticket médio e do lifetime value;
  6. Fortalecimento da imagem da marca no mercado de atuação;
  7. Aumento da vantagem competitiva.

O foco no cliente pode trazer grandes vantagens para seu negócio, dê uma olhada neste case de sucesso da Zendesk e entenda melhor como isso funciona na prática:



5 dicas para implementar a cultura de customer centric na sua empresa

Para que a sua empresa coloque, de fato, o cliente no centro de todas decisões estratégicas, é necessário colocar algumas recomendações em prática.

Veja a seguir o que fazer para adotar o customer centric no seu modelo de negócio.

1. Torne-se um expert quando o assunto for os seus clientes

Para adotar uma estratégia de customer centric, é necessário se tornar um expert sobre o seu cliente. Isso significa que a empresa deve conhecer a fundo as características, as necessidades, as dores, as expectativas e o comportamento dos clientes para conseguir se antecipar a eles e surpreendê-los.

Nesse sentido, uma solução de CRM pode ser bastante útil. Esse tipo de software especializado vai coletar e armazenar dados e informações relevantes sobre os seus clientes, favorecendo a obtenção de insights valiosos

Entendendo o perfil de seus clientes, é possível ser mais assertivo na personalização dos produtos e serviços oferecidos, o que impacta positivamente a satisfação.

2. Mapeie a jornada do cliente

Para colocar o cliente no centro de tudo, é indispensável conhecer os caminhos que ele percorre desde a prospecção até o pós-venda. Portanto, procure mapear a jornada de compra dos clientes a fim de entender como ele se comporta em cada etapa.

3. Ouça o que os seus clientes têm a dizer

Não há como aderir ao customer centric sem ouvir o que os clientes têm a dizer sobre seus produtos, serviços e demais aspectos da sua empresa.

Dar espaço para o cliente expressar seu ponto de vista é essencial para que a empresa saiba como oferecer a ele uma experiência que seja, de fato, positiva.


Sendo assim, invista em uma estratégia omnichannel. Disponibilize aos seus clientes diferentes canais de comunicação que funcionem de maneira integrada.

4. Dissemine a cultura do customer centric por todos os setores e níveis hierárquicos

Toda a empresa precisa estar comprometida em colocar o cliente como o centro de todos os esforços e estratégias, inclusive os cargos de liderança.

Portanto, busque conscientizar os colaboradores sobre a importância do customer centric para os resultados da empresa.

5. Mensure o desempenho da sua estratégia de customer centric

Para saber se a estratégia de customer centric está dando certo ou não, é necessário mensurar seu desempenho. Para isso, você pode adotar indicadores como a taxa de churn, o ticket médio, o lifetime value e o Net Promoter Score.

Bom, ficou claro o que é customer centric? Coloque em prática as nossas dicas e torne a sua empresa centrada no cliente.

Copiado: https://www.zendesk.com.br/

quinta-feira, 8 de julho de 2021

Competências Comportamentais que o RH deve valorizar em 2021

 


A área de Recursos Humanos deve ficar de olho nas competências comportamentais de 2021, a fim de identificá-las e desenvolvê-las em candidatos e colaboradores

Na era da inteligência artificial, carros autônomos e big data, habilidades e conhecimentos técnicos são obviamente importantes, mas isso não quer dizer que o lado humano do trabalho foi deixado para trás. As competências comportamentais – aquelas relacionadas a atributos de personalidade e estilo de trabalho – continuarão em alta em 2021.

Também chamadas de soft skills, essas habilidades suprem tarefas que os robôs não conseguem desempenhar tão bem. Mesmo com a evolução tecnológica, elas não serão substituídas, pelo contrário, se tornarão ainda mais críticas para o sucesso, visto que o trabalho das pessoas se tornará cada vez mais humano.

 Principais competências comportamentais em 2021

A área de Recursos Humanos deve ficar de olho nas competências comportamentais de 2021, a fim de identificá-las e desenvolvê-las em candidatos e funcionários. Confira as principais elencadas em matéria da Forbes.

 Criatividade

Embora robôs e máquinas façam muitas coisas, eles não são páreos para a imaginação humana. A criatividade é um ativo importante para o futuro do trabalho, já que permite conectar pontos com informações aparentemente desiguais a fim de apresentar algo “novo”.

Alguns recrutadores erroneamente acham que essa competência comportamental é de domínio exclusivo de artistas, como músicos e escritores, o que pode ser um grande erro na hora de encontrar talentos.

No caso de pessoas já contratadas, vale estimular a criatividade por meio de dinâmicas e atividades que exercitam a curiosidade e a autoexpressão.

 Pensamento crítico

Pensamento crítico é essencial em uma era que exige tomadas de decisão rápidas, frequentes e muitas vezes arriscadas. Cada funcionário deve ser capaz de avaliar problemas e tomar a melhor atitude possível em resposta.

O pensamento crítico aguçado permite que uma situação seja avaliada de maneira racional e sob várias perspectivas, o que reduz a chance de erros.

Para estimular a criticidade, vale desenvolver atividades de lógica e raciocínio, em especial as que tangem a resolução de problemas.

Inteligência emocional

O coautor de Emotional Intelligence 2.0, Travis Bradberry, explica que a inteligência emocional é aquela que ajuda a entrar em sintonia com o caleidoscópio das emoções humanas e mede o quanto somos capazes de ajustar nosso comportamento perante estímulos – positivos ou negativos – de outras pessoas.

Também chamada de QI emocional, essa é uma das competências comportamentais importantes em 2021 por facilitar o desenvolvimento profissional, visto que profissionais com tal habilidade são mais receptivos a feedbacks.

Além disso, aqueles que mantêm contato com clientes tendem a atendê-los melhor quando gerenciam suas próprias emoções de forma inteligente e, consequentemente, passam a ser mais empáticos.

 Comunicação interpessoal

A maioria dos currículos apresenta trechos como “várias habilidades de comunicação” e “forte espírito de colaboração”, mas poucos são os profissionais que possuem a capacidade de trocar informações de forma eficaz e clara. Essa competência comportamental vai além de palavras, visto que engloba também tom de voz e linguagem corporal.

Equipes que não conseguem se comunicar efetivamente, não se desenvolvem. Portanto, vale buscar essa competência em funcionários e candidatos, principalmente com o crescimento do modelo de trabalho remoto.

 Aprendizagem ativa

Em um mundo em constante transformação, parar no tempo não é aceitável quanto o assunto é conhecimento.

Pessoas interessadas em aprender geralmente se desenvolvem rápido na carreira e trazem inovações para a empresa. Além disso, geralmente estão dispostas a enfrentar novos desafios e aprender com seus erros.

Essa é uma soft skill do futuro, já que sua procura será cada vez maior devido à velocidade pela qual as tecnologias avançam, o que leva conhecimentos a ficarem desatualizados ainda mais rápido do que hoje.

 Julgamento e tomada de decisão

Já ouviu falar em elasticidade mental? Pois bem, essa é uma das competências comportamentais em ascensão em 2021. Como o mundo corporativo muda a uma velocidade vertiginosa, a capacidade de solucionar problemas fica mais complexa e rara.

Embora computadores sejam capazes de processar informações melhor do que o cérebro humano, ainda somos nós que tomamos decisões críticas na organização. Apenas nós conseguimos levar em consideração as implicações das decisões para o negócio e as pessoas que nele trabalham.

Portanto, procure pessoas que tenham tal habilidade e interesse. Elas não precisam saber resolver todos os problemas do mundo, mas pensar em como fazer a diferença já as diferenciará.

 Liderança

Independentemente de quantas tarefas sejam automatizadas e quão avançada seja a inteligência artificial, colaboradores sempre serão o recurso mais valioso das empresas. Portanto, invista neles!

Como seres humanos, podemos ser criativos e produtivos, assim como também podemos ficar desmotivados e distraídos. Para equilibrar a balança, é necessário contar com líderes qualificados, que saibam orientar e motivar equipes.

Várias habilidades formam um bom gerente, como inteligência emocional e manejo de tempo, mas saiba que cada pessoa possui um estilo próprio gestão.

 Respeito às diferenças

Está na hora de tornar o mercado de trabalho mais diverso. Funcionários precisarão ser capazes de respeitar, compreender e se adaptar a pessoas com comportamentos, culturas e maneiras diferentes de perceber o mundo.


Além de aumentar o nível de respeito da empresa e desempenhar forte papel perante a sociedade, isso torna serviços e produtos mais inclusivos. Portanto, dê chance a perfis diversos, como negros e pessoas com deficiência.

Vale lembrar que quanto maior é a diversidade de talentos, crescente será essa capacidade na empresa, já que o respeito às diferenças será visto como a benção que realmente é.

 Adaptabilidade

Com o impressionante ritmo de transformação corporativo atual, as pessoas terão de ser ágeis e cultivar a capacidade de abraçar – e até celebrar – mudanças. Adaptabilidade é a palavra crucial para que as constantes mudanças não sejam vistas como um fardo, mas como uma oportunidade de desenvolvimento.

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terça-feira, 6 de julho de 2021

Afastamento por Covid Exige Jogo de Cintura de Empresas Brasileiras

 



Além do faturamento mais baixo, resultado de uma crise econômica sem precedentes, a pandemia impôs outro grande desafio para as empresas: o afastamento dos trabalhadores por causa da Covid-19. Segundo levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), uma em cada três empresas brasileiras enxerga como principal desafio ter de lidar com a ausência de funcionários por causa da doença.

A pesquisa qualitativa, realizada junto a mais de 4 mil empresas de todo o país, 34% dos empresários citaram o afastamento como um dos principais problemas enfrentados. No levantamento anterior, realizado em outubro do ano passado, eram 22%.

Nos setores em que não houve restrições de funcionamento, como indústria e construção civil, essa reclamação aumentou consideravelmente. No setor industrial, 42% dos empresários apontaram o problema – ante 24% no levantamento anterior – , enquanto na construção o índice passou de 25% para 39%.

Já no comércio, que ficou fechado nos momentos de pico de casos e mortes, o número se manteve: 25%. Nos serviços, as empresas que citam afastamentos passaram de 18% para 32%.

Rodolpho Tobler, economista do FGV Ibre, explica que embora o percentual de apontamento do problema seja maior nos setores industrial e de construção, é nos setores que concentram o maior número de pequenas e médias empresas que o problema é mais difícil de ser contornado.

“Os setores mais impactados pela pandemia, como serviços e comércio, já estão com uma grande limitação no quadro de funcionários, com menos pessoas trabalhando. Quando um adoece, fica mais difícil lidar com isso. Já na indústria, as empresas conseguem substituir mais facilmente o funcionário afastado”, explica o economista.

Presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, afirma que o segmento industrial no Estado encaram os afastamentos como um fator natural em um contexto de pandemia e se prepararam para lidar com essa questão.

“Quando há qualquer indício de contágio, o funcionário é afastado. Temos tido um grande número de afastamentos preventivos e investindo em testagem. Por isso que o contágio é menor no setor industrial do que em outros da economia”, diz Roscoe.


Para quem tem um bar ou um restaurante, ficar sem a cozinheira ou sem um garçom pode ser bem complicado. Sócia-proprietária da rede Assacabrasa, Gabriela Furtado explica que há uma preocupação toda vez em que um funcionário conta que está com algum familiar positivado para a Covid ou quando foi infectado pela doença.

“Além do desfalque na equipe, ainda tem o custo para a empresa, porque o INSS só paga quando o afastamento é maior do que 15 dias”, explica a empresária, acrescentando que neste momento é possível fazer o remanejamento porque as seis unidades estão atuando abaixo de sua capacidade – por conta da restrição de horário, até 19h, imposta pela PBH.

Segundo ela, a rede investiu bastante nos protocolos de segurança e treinamento de funcionários, para que os ambientes sejam seguros para colaboradores e clientes. “Mas eles acabam se contaminando no transporte público ou no contato familiar”.

Sócio-proprietário da rede de lojas Mardelli, Marcus Vinicius Gonçalves conta que houve um aumento no número de afastamentos de funcionários desde a reabertura do comércio em BH, há cerca de um mês. “Até hoje tivemos uma única funcionária com teste positivo para Covid. Mas afastamentos por suspeita da doença, já tivemos muitos. Quando acontece, temos que remanejar pessoas de outras lojas”, relata o empresário.

INSTITUCIONALIZAÇÃO DOS PROCESSOS

Até mesmo empresas que têm parte dos funcionários em home office passam pelo desafio de lidar com os afastamentos. Diretor-executivo da Faculdade Arnaldo, João Guilherme Porto conta que cerca de 20% dos 300 colaboradores já tiveram Covid, mas a empresa se planejou para lidar com essa questão.

“Vimos que, quanto mais forem institucionalizados os procedimentos de uma empresa, menos sofrimento haverá num caso de afastamento. É importante entender que os processos são da empresa e não da pessoa. Aquela situação em que uma coisa só é feita por uma pessoa é um perigo para uma instituição”, argumenta o diretor.

Para Porto, também é fundamental que uma empresa tenha protocolos de segurança e os cumpra de maneira rígida, para garantir que não haja transmissão no ambiente de trabalho.


O economista Eduardo Luiz Alves explica que é preciso haver um robusto plano de ajuda para as micro, pequenas e médias empresas para que não sejam tão impactadas pela falta de profissionais. “Muitas dessas empresas não tem capital de giro e estão sofrendo para pagar as contas. Se um dia de produção é parado por falta de funcionário, quem vai pagar por esse dia? O problema é que os empresários estão buscando empréstimos para lidar com essas situações, mas não estão tendo acesso a crédito”.

AFASTAMENTO PELO INSS

De acordo com a Secretaria Especial do Trabalho, no primeiro trimestre de 2021, 13.259 segurados se afastaram de suas atividades em decorrência da Covid no país. Entre abril e dezembro de 2020, foram mais de 37 mil. Esses dados se referem a trabalhadores que precisaram de um afastamento superior a 15 dias.

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segunda-feira, 5 de julho de 2021

São Gravíssimas as Minhas Deficiências


 São gravíssimas as minhas deficiências: 

Eu nasci branco, e quem nasce branco já é considerado racista, mesmo não sendo.

Nasci: Em uma família trabalhadora, então eu sou burguês.

Não voto para esquerda, o que me torna fascista.

Sou heterossexual, o que me torna um homofóbico.

Valorizo ​​minha identidade e minha cultura, o que me torna um xenófobo.

Acredito que o macho e a fêmea da espécie Homo Sapiens foram, na maioria das vezes, grandes parceiros e mutuamente responsáveis pelo sucesso da espécie, o que me torna misógino.

Eu gostaria de viver em segurança e ver criminosos na prisão, o que me torna um torturador.

Quero que respeitem minha maneira de pensar e minhas crenças e não me façam pensar que o anormal é normalmente relativo, o que me transforma em um repressor.


Penso que os subsídios acabam com o esforço de trabalhar e minam a dignidade das pessoas, por isso sou insensível.

Acredito que cada um deve ser recompensado de acordo com sua produtividade, mérito e capacidade, o que me torna um egoísta anti-social.

Eu fui educado em valores e princípios, o que me torna um oponente do bem-estar social.

Acredito em Deus, logo, sou um fundamentalista religioso.

Creio que as vítimas dos estupradores, ladrões,  estelionatários deveriam ser indenizadas pelo Estado  e os culpados presos, pagassem pela dívida, não tivessem auxílio para suas famílias, indulto para ir pra casa, habeas corpus, tornozeleiras, mas trabalhassem para pagar suas custódias, sua roupa, água, luz e comida.
Então, sou considerado preconceituoso e contrário aos Direitos Humanos.

Esta é uma pequena e breve revisão da minha má reputação.

Mas, pelo menos, tenho certeza de que somos vários: eu e você.


Do jeito que as coisas andam, ser um cidadão de bem será considerado crime.

Agradeço a todos os meus amigos e conhecidos que ainda se atrevem a se relacionar comigo, apesar de todas as minhas falhas.

  • Autor desconhecido, mas faço dele as minhas palavras!

quinta-feira, 1 de julho de 2021

Diversidade Nas Empresas: o que é e como melhorá-la

 


A diversidade nas empresas é quando as equipes são compostas por pessoas de diferentes gêneros, etnias, formações, idades, vivências, visões etc. Essa diversidade é essencial para promover maior igualdade, criatividade e até mesmo mais sucesso para as empresas.

 A diversidade é um tema muito discutido atualmente e essa pauta chegou também ao mundo corporativo. Cresce a preocupação em promover ambientes de trabalho com mais espaço para pessoas de diferentes culturas e ideias.

Promover a diversidade nas empresas passou a ser uma das prioridades do RH, graças aos benefícios conquistados. Saiba mais sobre o assunto neste post!

O que é diversidade e como ela pode ajudar a empresa?

Uma equipe com diversidade pode ser entendida como aquela composta por pessoas de diferentes formações, gêneros, raças, experiências e visões de mundo. A riqueza, principalmente de ideias e percepções, abre portas para várias possibilidades na solução de problemas e condução de tarefas.

Investir na diversidade nas empresas traz diversas vantagens: gera melhor gestão de riscos, abertura de oportunidades para a inovação e aumento da conexão com um público maior, formado por diferentes culturas.

Também contribui com o employer branding, ao construir uma imagem de empresa livre de preconceitos, que abraça as diferenças e tem espaço para todos, além do desenvolvimento de um clima organizacional mais propício ao crescimento pessoal e profissional dos funcionários.

No entanto, é importante lembrar que essa diversidade só ocorre verdadeiramente quando há a crença de que experiências diferentes trazem mais riqueza ao ambiente de trabalho, contribuindo de maneira significativa para o alcance de resultados com qualidade.


Patrícia Santos, CEO da EmpregueAfro, traz números sobre a diversidade nas empresas brasileiras e conta sobre a importância de investir em inclusão e em um cenário diverso. Ouça no 2º episódio do RH sem filtros:

Como promover a diversidade nas empresas?

Algumas ações podem ser tomadas para impulsionar a diversidade nas empresas. Podemos destacar as seguintes:

Avalie e mensure o quadro de funcionários

Procure fazer um diagnóstico claro do quadro de funcionários na empresa e entenda como ele é composto. Procure entender quais motivos levaram à contratação daquelas pessoas e o que pode ser feito para ampliar a diversidade na equipe.

Trabalhe a cultura organizacional

A cultura da sua empresa valoriza a diversidade ou procura sempre o mesmo tipo de profissional? Ela abre espaço para a inovação e valoriza a inclusão? É interessante observar esse quadro e até mesmo fazer uma pesquisa de clima organizacional para entender se há o sentimento de exclusão em alguns grupos dentro do ambiente corporativo.

Preste atenção aos processos de recrutamento

Procurar os próximos funcionários sempre na mesma universidade, com a mesma formação ou dentro de um grupo limitado deixa a empresa totalmente homogênea e sem perspectiva de mudanças.

Alguns preconceitos inconscientes também podem atrapalhar a seleção de candidatos. Boas alternativas para driblar esses problemas é o uso de softwares de recrutamento, que identificarão as pessoas realmente qualificadas para a vaga, sem levar em consideração fatores que podem ser motivos de discriminação.

Outra solução é apostar na contratação às cegas para aumentar a diversidade dentro da equipe.

Invista na comunicação interna

Esse apoio à diversidade deve partir não só dos valores da empresa, mas também do comportamento dos funcionários. Trabalhe a comunicação interna valorizando o respeito às diferenças e, se necessário, promova treinamentos sobre conscientização.

Trabalhar o acolhimento entre os colaboradores é importante e essa iniciativa deve partir da organização.


Ao trabalhar a diversidade nas empresas, percebemos a construção de uma sociedade mais inclusiva, refletindo a preocupação em combater o preconceito. Claro que ainda há muito a ser feito, mas o primeiro passo para uma realidade melhor é um maior acolhimento às diferenças dentro do ambiente de trabalho.

Copiado: https://www.gupy.io/