sexta-feira, 20 de maio de 2016

MOTO CLUB São Luis - Maranhão - Brasil - Campeão Estadual 2016


História

O Moto Club de São Luís foi fundado em 13 de setembro de 1937. É um dos maiores e mais populares clubes do Estado do Maranhão. Sua sede está situada em São José de Ribamar, município da Região Metropolitana da capital maranhense. Suas cores são o vermelho e o preto e o seu mascote é o bicho-papão, que lhe rende o apelido de Papão do Norte. Tem como Estádio mandante o Nhozinho Santos mas atualmente manda seus jogos no Estádio Governador João Castelo, mais conhecido como Castelão. Ao longo de sua história, conquistou 24 títulos do Campeonato Maranhense de Futebol profissional, incluindo um heptacampeonato entre 1944 e 1950. Participou por sete vezes da principal divisão do Campeonato Brasileiro e nove vezes da Copa do Brasil.1
ONDE TUDO COMEÇOU

Foi na casa de número 486 da Rua da Paz, centro de São Luís, onde muito tempo residiu César Alexandre Aboud que surgiu, no dia 13 de setembro de 1937, o Moto Club com o nome de Ciclo Moto. O objetivo era participar das modalidades de motociclismo e ciclismo, bastante praticadas naquela época. No entanto, é no futebol que o Moto Club alcança grande notoriedade. Em 1939 foi inaugurado o Estádio Santa Isabel, em homenagem a fábrica do industrial César Aboud. Com seu próprio estádio, pois o Moto Club foi o único time do estado a ter um, conseguiu seus primeiros títulos e de forma incrível, pois foram sete títulos seguidos, os estaduais de 1944 a 1950, lembrados até hoje por seus torcedores da época, se tornando o único heptacampeão clássico do estado. Mas em 1972 o estádio é demolido e em seu lugar é erguido o prédio do Ministério da Fazenda em São Luís.
PRIMEIRA DIRETORIA

Presidente | Capitão José de Ribamar Campos
Vice-presidente | Capitão Aluísio de Andrade Moura
1º Secretário | Raimundo Baima
2º Secretário | Nagib Moucherek
Tesoureiro | Antenor Monroe


ESTREIA

A estreia do Moto Club como time de futebol aconteceu no dia 17 de setembro de 1939, contra o Ateneu, campeão estudantil. O resultado foi 1 a 1 - com o gol do Moto marcado pelo atacante Bibi. O time do Moto Club na época era formado por: Wilson, Jaime, Adolfo, Pavão e Feliciano, Mosaba, Bibi, Elvite e Leônidas, Ary e Bilau. Além de praticar o futebol, com participação em todas as categorias (profissional, júnior e juvenil) o Moto Club também é e já foi representado em outras modalidades como ciclismo, handebol, voleibol, atletismo, futebol de salão e futebol feminino.
Diretoria 2016

Presidente - • Hans Nina
 Vice-presidente - • Haickel Aranha
Diretoria Jurídica - • Adolfo Testi - • Júlia Amin
Diretoria de Licenciamentos - • Rafael Lobato
Diretoria de Futsal - • Marlon Lemos
Marketing e Suporte Programa Torcedor de Vantagens - • Flávia Bitencourt
Assessoria de Imprensa - • Andreson Lima
Design Gráfico - • Rodrigo Jansen
Presidente do Conselho Deliberativo - • Cursino Raposo
Presidente Emérito - • Edmar Cutrim
Hino
Moto Club de tantas tradições
Colocado entre grandes vencedores
Seu nome vive em nossos corações
E nos lábios de muitos torcedores

Campeão de mil feitos gloriosos
De heroísmo sem par e de coragem
Receba agora mesmo neste instante
A nossa mais esplendida homenagem

Oh! Moto surpreendente
Time de fibra e de garra
Quando te lanças à frente
Nenhuma defesa te barra

Nos gramados daqui ou de outros Estados
Honra o Moto o valor da nossa gente
Grande foi em todo seu passado
Ainda maior agora em seu presente

Nosso lema é vencer de ânimo forte
Com justa fama de Papão do Norte
Marchemos nesse instante para a glória
Na conquista de mais uma vitória.
 Composição Murilo Travassos
Mascote

Papão do Norte
A alcunha relacionada ao Moto Club e que gerou o apelido de "Papão do Norte", surgiu em 1948, quando o Moto Club realizou uma excursão à região Norte e venceu o Paysandu e Fortaleza, ganhando assim o título de "Papão do Norte". Há uma segunda versão que faz referência à 1946, quando o Moto cedeu basicamente toda a base da seleção maranhense que chegou à semifinal do Campeonato Brasileiro de Seleções. Por causa desse fato, os jornais já se referiam ao clube pelo apelido de Papão.
Seguindo a história, o mascote do clube tornou-se o bicho-papão.

Uniformes

Quando foi fundado em 1937, o uniforme adotado pelo Moto Club tinha cores verde e branco. Com a criação do departamento de futebol, em 1939, o Moto Club passou a adotar o uniforme com listras horizontais vermelhas e pretas. O uniforme reserva já foi branco com listra vermelha e preta verticais no lado esquerdo do peito e branco com listas horizontais vermelha e preta no centro. 

Atualmente, o patrocinador oficial do Moto Club é a Super Bolla que apresenta oficialmente três uniformes oficiais:
Estádio


























































































































CASTELÃO
O Estádio Governador João Castelo, mais conhecido como Castelão, está situado em São Luís, Maranhão, e é atualmente o estádio oficial de mando de jogos do Moto Club. Localizado no complexo esportivo do Bairro Outeiro da Cruz, em São Luís, em uma área que abriga também o ginásio de esportes Castelinho, o maior ginásio do estado do Maranhão. Seu nome é em homenagem a João Castelo Ribeiro Gonçalves, governador do Maranhão de 1979 a 1982. O estádio sofreu grandes reformas e no dia 08 de setembro de 2012 foi reinaugurado. O novo castelão atende a todos os padrôes da FIFA e teve sua capacidade de público reduzida de 72 mil para 40 mil lugares.
Títulos

FUTEBOL PROFISSIONAL 
 MUNICIPAIS : 
  • Torneio Djalma Campos: 2009
  • Taça Cidade de Teresina: 1997
  • Troféu Deputado César Aboud: 1961

 ESTADUAIS
Campeonato Maranhense: 24 vezes (1944, 1945, 1946, 1947, 1948, 1949, 1950, 1955, 1959, 1960, 1966, 1967, 1968, 1974, 1977, 1981, 1982, 1983, 1989, 2000, 2001, 2004, 2006, 2008 e 2016)
Campeonato Maranhense - 2ª Divisão: (2010,2013)
Taça Cidade de São Luís: 03 vezes (1993, 2003 e 2004)
  REGIONAIS
  • Torneio Qualificatório Brasileirão Série B: 1993
  • Torneio Maranhão/Pará: 1972
  • Taça Brasil - Grupo Norte: 1968
  • Torneio Quadrangular de São Luís: 1961
  • Copa dos Campeões do Norte: 1948
  • Copa Norte-Nordeste: 1947

 CATEGORIAS DE BASE 
  •  Copa Cefama sub-13 (2013)
  • Campeonato Maranhense Sub-16: 02 vezes (2011 e 2012)
  • Copa Cefama Sub-17: 02 vezes (2010, 2011)
  • Campeonato Maranhense de Juniores:  1988 - 1990

 FUTSAL MASCULINO
  •  Baixinho Bom de Bola  (2001,2002,2003)
  • Campeonato Maranhense Sub-20 (2002, 2003)
  • Campeonato Maranhense Adulto Masculino (2003, 2005,2006,2007)
  • Copa Alim Maluf Adulto Masculino (2003)
  • Campeonato Maranhense Masculino  Sub-15 (2003,2004)
  • Campeonato Maranhense Masculino Sub-17 (2004,2005,2009)
  • Copa Sol Masculino Sub - 15 – Ceará (2003)

 FUTSAL FEMININO 
  •  Copa Iape de Futsal Feminino Sub-17 (2012)
  • Copa São João dos Patos de Futsal Feminino Sub-17 (2012)
  • Circuito Maranhense de Futsal Feminino Sub-17 (2012)
  • Taça Brasil de Clubes de Futsal Feminino Sub-17 – 2ª Divisão (2010)
  • Copa Aberta Adulto de Futsal Feminino (2013)
  • Campeonato Maranhense Adulto Feminino (2004 e 2006)
  • Copa SESC Feminino (2004,2013)

 HANDEBOL 
  •  Campeonato Maranhense Adulto Masculino (1994,1995,1996,1997,1998)
  • Campeonato Brasileiro Adulto de Handebol (1998)

 BASQUETE
  • Taça São Luís Xplode (2013)

 BEACH SOCCER 
  •  Campeonato Maranhense (2006)

 PARTICIPAÇÕES EM BRASILEIROS
 Campeonato Brasileiro de Futebol - Série A
  • 1973 - 39º colocado
  • 1975 - 41º colocado
  • 1978 - 54º colocado
  • 1979 - 76º colocado
  • 1982 - 28º colocado
  • 1983 - 39º colocado
  • 1984 - 37º colocado

 Campeonato Brasileiro de Futebol - Série B
  • 1972 - 11º colocado
  • 1980 - 36º colocado
  • 1985 - 21º colocado
  • 1987 - 7º colocado
  • 1989 - 17º colocado
  • 1990 - 8º colocado
  • 1991 - 57º colocado
  • 1994 - 12º colocado
  • 1995 - 17º colocado
  • 1996 - 8º colocado
  • 1997 - 23º colocado

 Campeonato Brasileiro de Futebol - Série C
  • 1981 - 15º colocado
  • 1992 - 9º colocado
  • 1998 - 9º colocado
  • 1999 - 13º colocado
  • 2000 - 7º colocado (Módulo Verde)
  • 2001 - 65º colocado
  • 2004 - 26º colocado
  • 2005 - 19º colocado

 Campeonato Brasileiro de Futebol - Série D - 2009
 Copa do Brasil - 
  • 09 participações (1990, 1999, 2001, 2002, 2003, 2005, 2006, 2007, 2009 e 2016)
TORCEDOR:JORGENCA


 Copiado:http://motocluboficial.com.br/

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Por Que Não Dão Retorno Depois das Entrevistas de Emprego? Veja Cinco Razões

Você pesquisou sobre a empresa em que queria trabalhar, se preparou para a entrevista e achou até que foi bem... Mas, depois do encontro com o entrevistador, vem o silêncio. 
Nenhum e-mail ou telefonema para dar um retorno, seja ele negativo ou positivo. Pois isso é mais comum do que se imagina. O site americano Mashable listou cinco motivos pelos quais as empresas não dão feedback depois de uma entrevista de emprego e as melhores formas para lidar com isso.
1) Eles simplesmente não estão interessados. Vamos ser francos: mesmo que você tenha achado que arrasou na entrevista, pode simplesmente haver outra pessoa que ganhou o coração do recrutador. E, em vez de entrar em contato com um e-mail dizendo que “o problema não é você”, o gestor ou entrevistador pode acabar optando por não falar nada. Se um outro candidato foi escolhido para a vaga, não há muito mais a ser feito. “Você pode mandar um e-mail para demonstrar que continua interessado na empresa. Reafirme seu entusiasmo com a possibilidade de trabalhar na companhia e diga que espera poder manter o contato no futuro”, afirma Alexandra Levit, especialista em recursos humanos. Assim, você mostra que “sabe perder” e ajuda a fazer com que os recrutadores se lembrem do seu currículo mais facilmente no futuro.
2) A empresa teme questões legais. Pode ser que você nunca mais tenha notícias da empresa quando a companhia teme ser processada por informar as razões pelas quais um candidato não foi escolhido para uma vaga. Caso não consiga viver sem entender os motivos, pode valer a pena entrar em contato e se comprometer a não divulgar as informações e até mesmo assinar um termo de confidencialidade, prática que é mais comum nos Estados Unidos do que no Brasil. Mas tenha cuidado para mandar o e-mail em tom educado — e não amargo — e deixe claro que você gostaria de obter mais informações para se tornar um profissional mais forte e qualificado. Ainda assim, esse tipo de approach nem sempre dá certo. 
3) Eles ainda estão fazendo entrevistas e negociando. Talvez a empresa tenha decidido por um outro candidato e esteja em processo de negociação com esse profissional e, por isso, ainda não entrou em contato, pois você pode ser a segunda opção, caso a negociação não vá para frente. Depois de duas semanas da entrevista, é perfeitamente aceitável entrar em contato para procurar saber como anda o processo de seleção. A melhor forma de fazer isso é por e-mail e não por telefone — Alexandra Levit recomenda não mandar mais de três e-mails em dois meses. “Se, em dois meses, ninguém responder, é hora de seguir em frente”, diz a especialista.

4) A vaga foi eliminada ou congelada. Depois de sua entrevista, a empresa pode ter sido surpreendida com a notícia de que precisa cortar gastos e, assim, eliminar posições, o que pode resultar numa pausa no processo de seleção. A companhia também pode ter sido forçada a reconfigurar suas equipes em função da saída de algum gestor ou outro funcionário, por exemplo. Nesses casos, não há muito o que ser feito, além de esperar. Mas, como não há garantia de que a vaga seja reaberta, o melhor a fazer é continuar a busca por emprego.
5) É apenas falta de consideração pelos outros. Em alguns casos, a empresa recebe tantos currículos que não tem como responder a cada um. Em muitos casos, também falta essa preocupação. “Infelizmente, a prática de não entrar em contato com candidatos que não foram selecionados é a norma”, diz Alexandra Levit. Agora, caso a empresa tenha o cuidado de dar o feedback, mesmo que negativo, não a deixe de lado. “Mantenha essa empresa em seu radar, porque provavelmente ela tem uma cultura corporativa bacana”.

quarta-feira, 18 de maio de 2016

O Que Significam As Siglas Mais Essenciais Da Gestão Industrial – Parte 1

1. ABC – Activity Based Costing (Custeio Baseado em Atividades).
O ABC é um sistema de custeio que permite ter um conhecimento melhor dos custos, por meio de uma análise das atividades executadas na empresa, conforme detalhado no post que o Pedro Parreiras fala sobre 3 princípios de custos.
O método verifica quais atividades consomem mais os recursos da empresa e compara com as passagens dos produtos por cada atividade. Desta forma, observamos quais os produtos com mais custos; é uma boa forma de analisar os custos indiretos da fabricação de produtos.
O principal objetivo do sistema é gerenciar a lucratividade através da análise dos custos. O ABC reconhece os relacionamentos de causa dos responsáveis pelos custos das atividades, e utiliza esta informação para amenizar as distorções provocadas pelo uso dos métodos tradicionais de rateio dos custos indiretos.
2. ABC Classification (Classificação ABC)
Este método de classificação utiliza critérios de demanda e valor para classificar os produtos em três categorias dentro da curva de Pareto (80% das consequências advêm de 20% das causas). Isto indica que a classificação busca ações que necessitam de menos esforço sobre itens que apresentam maior lucratividade.
A classificação nas categorias A, B ou C é dada de acordo com os critérios abaixo:
·                     Categoria “A”: Nesta categoria entram os itens que possuem pouca demanda (volume de venda baixo), mas apresentam muito valor (boa representatividade financeira).
·                     Categoria “B”: São classificados como “B” os itens que apresentam valores intermediários tanto em volume de venda (quantidade demandada) quanto em ganho financeiro (valor).
·                     Categoria “C”: Ficam os itens que apresentam muita quantidade demandada e baixo ganho financeiro.
3. AIS – Automated Information System (Sistema de Informações Automatizado)
Sistemas de Informações são sistemas que administram o fluxo de informações que circulam em redes. Se um sistema manipula dados e gera informações, independente de usar ou não recursos de computação, ele pode ser considerado um sistema de informação. Os sistemas de informações cumprem funções de:
·                     Armazenar
·                     Coletar
·                     Processar/Analisar
·                     Disseminar
Os sistemas de informações automatizados (que também são conhecidos como sistemas de informação computadorizados) são os sistemas que se utilizam de recursos tecnológicos para de desempenhar sua função (ou pelo menos parte dela) de maneira autônoma, sem que ocorra  interferência de um operador.
Os sistemas de informação automatizados possuem uso em larga escala atualmente, levando as empresas a se tornarem cada vez mais dependentes deles, por sua capacidade de processar informações de modo rápido e preciso, disponibilizando-as em tempo real.
A Exigência do bloco K no Sped fiscal
No Brasil, a exigência do bloco K do SPED fiscal está fazendo com que as empresas intensifiquem a implantação de sistemas de informações automatizados.
Esta exigência fará com que as indústrias de transformação se informatizem e percebam as vantagens que essa informatização trará para a empresa. Para saber mais sobre o Bloco K e suas exigências, assista o seminário que organizamos com o pessoal do Nibo: 11 processos essenciais do Bloco K para sua indústria atender às novas demandas.
4. APS – Advanced Plannig  and Scheduling ou Advanced Planning
O objetivo dos sistemas APS é realizar o sequenciamento das ordens de produção, gerar programas de produção realistas e de extrema confiabilidade. Planejar é antecipar o futuro, que traz consigo muitas incertezas. Por isso, os sistema APS precisam analisar diversas variáveis e considerar os prováveis cenários. Uma observação importante é que as soluções de programação da produção baseadas em sistemas APS fazem o sequenciamento com capacidade finita.
O uso da ferramenta APS no Brasil ainda é pequeno, apesar de estar crescendo regularmente. A expectativa é de que esse cenário mude em um curto espaço  de tempo. Existem dois fatos que nos fazem acreditar nessa afirmativa:
Redução de Custos
A busca constante pela redução de custos e perdas, bem como melhora no aproveitamento dos recursos (o que irá gerar um aumento consequente na produtividade), principalmente pelo fato do país estar atravessando uma crise econômica, faz com que as empresas sejam mais sensíveis ao uso de recursos que alcancem os resultados buscados.
Alguns ganhos dos sistemas APS são:
·                     aumento da capacidade de produção aparente
·                     redução de perdas
·                     redução de custos de produção
·                     redução de estoques em produção e de produtos acabados
·                     redução da ociosidade dos recursos
·                     melhoria no gerenciamento de compras
·                     mão de obra direta
·                     melhoria na relação com o cliente.
5. ATO – Assembly to Order (Montagem sob Encomenda)
Modelo de fabricação no qual os principais componentes do produto são produzidos e armazenados de acordo com a previsão de demanda, porém, o término da montagem do produto só ocorre após a chegada do pedido do cliente. Esse modelo de produção pode ser considerado um intermediário entre a produção puxada e a produção empurrada. O Rômulo Henrique faz uma excelente descrição deste e de outros ambientes de produção neste post.
Estocamos apenas os componentes com maior demanda, reduzindo assim os estoques, ao passo que se consegue manter um lead-time relativamente curto quando comparado ao modelo tipicamente puxado, posto que uma parte significativa da produção já estava adiantada entes do pedido. É um modelo indicado para empresas que um grupo reduzido de componentes utilizados para a montagem de diversos produtos finais.
6. BI – Business Intelligence (Inteligência Empresarial)
É o processo de coleta, organização, análise, compartilhamento e monitoramento de informações que dão suporte a tomada de decisão de uma grande variedade de negócios, que vai do nível operacional ao estratégia de organização. Em outras palavras, é um conjunto de teorias, metodologias, processos, estruturas e tecnologias que fazem com que dados brutos sejam trabalhados e se transformem em informações úteis para os tomadores de decisão da empresa..
Tecnologias de BI fornecem:
·                     dados históricos, atuais e previsões do comportamento do negócio
·                     relatórios, processos de análise online
·                     mineração de dados
·                     processamento de eventos completos
·                     gerenciamento de desempenho dos negócios
·                      
Hoje em dia, os softwares de gerenciamento industrial são os responsáveis por exercer estas atividades nas empresas, e estão cada vez mais presentes no dia a dia empresarial. Levando em consideração que o mercado atual exige que a empresa não erre na tomada de decisão e se mantenha altamente competitiva, aliado ao fato do Brasil estar atravessando uma crise econômica, o que potencializa a necessidade de minimizar erros e aumentar a produtividade, tais programas se tornam ainda mais parceiros dos gestores.
7. BOM – Bill of Material (Lista de Materiais)
A BOM fornece a estrutura do produto, ou seja, é a lista de componentes e quantidade dos mesmos, necessários para a manufatura mercadoria. Ela é utilizada desde a base da engenharia do produto explodindo a quantidade necessária de componentes que devem ser pré-produzidos ou comprados para que a ordem de produção seja atendida de forma plena (encontrada principalmente como retorno do MRP), até para comunicação entre parceiros de negócios. Na comunicação entre parceiros, sua utilização é indispensável nos dias atuais onde a redução de estoques é um foco permanente das empresas.
Nos sistemas de gerenciamento de PCP, como o Nomus, a lista de materiais pode ser analogamente comparada à espinha vertebral do sistema, visto que ela dará sustentação a todos os cálculos e resultados desses programas. Com a exigência do bloco K no SPED Fiscal, a chamada “lista de material padrão”, que nada mais é do que a BOM unitária, será a base de cálculo para consumo de matéria prima na indústria de transformação.
8. B2B – Business-to-Business
Expressão que denomina o relacionamento estabelecido entre empresas (“de empresa para empresa”). Pode ser utilizado para relacionamentos comerciais ou na troca de informações. Quando utilizado como relacionamentos comerciais ele abrange tanto operações de compra e venda como de prestação de serviços e, atualmente, é baseado principalmente no uso de sistemas de informações (troca de informações estruturadas).
O que significam as siglas mais essenciais da Gestão Industrial – parte 2
9. BSC – Balanced Scorecard.
É uma metodologia de desempenho de gestão desenvolvida por Robert Kaplan e David Norton (professores da Harvard Business School) em 1992. A BSC envolve quatro perspectivas: Financeira, Clientes, Processos Internos e Aprendizado e Crescimento. A ideia central é fornecer regras sobre o que deve ser medido, a fim de atingir os objetivos e metas da empresa, com a possibilidade de utilizar softwares de gestão empresarial como apoio. A metodologia é baseada em indicadores de desempenho e inclui:
·                     definição da estratégia empresarial
·                     gerência do negócio
·                     gerência de serviços
·                     gestão da qualidade
Grande parte da economia empresarial brasileira está galgada em empresas de pequeno porte, muitas vezes familiares. Essas empresas, frequentemente, correm riscos pela falta de planejamento estratégico. O BSC é uma ferramenta importante para o avanço profissional de tais empresas, que são lucrativas e ocupam um bom posicionamento no mercado. Contudo, acabam tendo seu crescimento comprometido e limitado por estarem vulneráveis às oscilações do mercado, já que não possuem uma visão plena do mercado e possuem uma carência  para planejar e acompanhar seus resultados estratégicos
10. CIF – Custos Indiretos de Fabricação
São os custos que não estão diretamente envolvidos na fabricação dos produtos, mas que são necessários para a produção. A partir desta definição, podemos dividir os custos envolvidos em uma produção em dois:
Custos diretos
Estão diretamente relacionados aos produtos e possuem fácil identificação. O custo de matéria-prima é um exemplo.
Custos indiretos
São custos que não estão diretamente envolvidos com o produto e necessitam de um tipo de rateio para se saber qual é a contribuição no custo total de fabricação de um certo produto (esse rateio normalmente é feito com base no tempo que cada produto fica em processo, somado ao tempo de preparação para sua fabricação – tempo de setup). São identificados por custos como:
·                     mão-de-obra indireta (salários e encargos de profissionais que não estão diretamente envolvidos na produção, tais como setores de administração, supervisores, etc)
·                     materiais indiretos (materiais que são utilizados na fabricação mas que não integram o produto, tais como lixas, materiais de limpesa, etc)
·                     custos da fábrica (como telefone, materiais de limpeza das instalações, segurançã e saúde ocupacionais, etc).
Leitura recomendada:
·                     O que são custos fixos, variáveis, diretos e indiretos?
11. CEO – Chief Executive Officer.
É a denominação dada ao Chefe Executivo da Empresa ou Diretor Geral, principal pessoa na hierarquia empresarial. Ele possui a responsabilidade de comandar as diretrizes estratégicas da empresa. A função de CEO é muito utilizada em empresas com capital aberto, que possuem muitos acionistas. Não é um cargo comum a empresas pequenas (de um ou poucos donos e com capital fechado). Geralmente, o CEO  é uma pessoa com habilidade e competência para estar à frente da organização e é nomeado de acordo com seu reconhecimento no mercado de atuação da empresa.
12. CEP – Controle Estatístico de Processos.
O CEP é uma ferramenta de qualidade utilizada nos processos produtivos. Ele fornece informações que preveem possíveis falhas nos processos avaliados. Por isso, auxilia no aumento da produtividade, evitando o desperdício e o retrabalho. O CEP estabelece uma informação permanente sobre o comportamento do processo, utilizando as informações coletadas para detectar e caracterizar as causas que geram instabilidade no processo, sendo muito importante para a melhoria contínua de tais processos.
Seu conceito central está em analisar o comportamento do processo e observar estatisticamente se o mesmo está se comportando dentro do esperado, tendo apenas oscilações pequenas em suas variáveis (como tempo de execução, quantidade de falhas, tempo entre falhas, etc). Caso o processo apresente uma tendência de sair do comportamento esperado, que seja analisado e tratado o que está causando isso, bem como se o processo apresenta uma mudança permanente de comportamento, que os parâmetros de avaliação de desempenho do processo sejam readequados.
13. CIM – Computer Integrated Manufacturing (Manufatura Integrada com Computadores).
Com o objetivo de integrar, a partir do uso da tecnologia da informação, os diversos setores industriais, com o propósito de se obter ganhos em produtividade e qualidade, o CIM surge como algo indispensável para uma empresa que queira se manter no mercado nos dias atuais. O desejo central dessa filosofia de gerenciamento é que se tenha a menor interferência humana possível no processo de fabricação, o que minimiza as chances de erros e garante a padronização das atividades.
O CIM é a integração das atividades envolvidas na manufatura, usados em softwares de gestão industrial, como o Nomus PCP, integrando os setores de:
·                     produção
·                     compras
·                     vendas
·                     financeiro
·                     marketing
·                     projetos
·                     administração
·                     planejamento
14. CPM – Critical Path Method (Método do Caminho Crítico)
O caminho crítico é definido pela sequência de atividades cujo tempo mais cedo de execução (Time Earlier) é exatamente igual ao tempo mais tarde de execução (Time Later). Ou seja, não há folga na execução das tarefas naquele caminho. É utilizado principalmente para sequenciar as atividades de um projeto e para fazer o ajuste fino da produção diária em empresas que não tenho um processo de fluxo contínuo de produção.
O CPM objetiva minimizar o tempo total de duração de projetos ou se ter a real noção de qual é a sequencia crítica de atividades dentro de uma produção. Atividades que darão a restrição ao lead time.
15. CRP – Continuous Replenishment Process (Programa de Reabastecimento Contínuo)
É o Programa responsável pela gestão de estoques e controle da informação de ordens de compra/venda. Com ele, podemos minimizar as incertezas da demanda (evitando assim os indesejáveis efeitos chicotes). Para uma boa experiência com o CRP, é necessário um bom sistema de informações, permitindo que o fornecedor tenha acesso aos dados de estoque do cliente, assumindo a tomada de decisão sobre os reabastecimentos do estoque.
16. DFM – Design for Manufacturing (Projeto por Manufatura)
É uma técnica que enfatiza aspectos da manufatura, aplicando conceitos que reduzem os custos com a utilização de equipamentos. Enfatizando a efetiva influência do conhecimento das características de processamento sobre o desenvolvimento do produto, as análises do DFM devem se basear nos conhecimentos tecnológicos e sociais do processo produtivo.
É importante que se tenha pleno conhecimento científico do processamento e que a cultura organizacional seja considerada, conhecendo os conceitos utilizados pela equipe de projeto, a formação intelectual dos integrantes da equipe e as características marcantes dos fornecedores e funcionários envolvidos.

terça-feira, 17 de maio de 2016

O Papel do Gestor Dentro da Organização

 As mudanças ocorrem a todo o momento, e dentro das organizações essas mudanças ocorrem cada vez mais rapidamente. 
A dinâmica que envolve desenvolver novas tecnologias, novos produtos e serviços, buscando atender às novas necessidades e aos desejos dos consumidores, e até a própria sobrevivência da empresa frente à concorrência, está inteiramente ligada ao papel do gestor, como esse profissional irá administrar o andamento adequado dos processos e alcançar os objetivos desejados.
Hoje o papel do gestor é tema importante dentro das universidades, e estar à frente de uma equipe leva o gestor a exercer aqueles princípios adquiridos dentro da sala de aula, como planejamento, organização, liderança e controle. 
Planejar é definir o futuro da empresa ou projeto, os recursos que serão utilizados, as pessoas que participarão do desenvolvimento do projeto e os caminhos para alcançar os objetivos com sucesso.
O gestor precisa conhecer tudo acerca do projeto para organizar o seu andamento – os recursos físicos, humanos e financeiros. A organização deve ser bem desempenhada para evitar contratempos durante a execução do projeto, como por exemplo, gastos excessivos ou não previstos.

Nunca um tema foi tão abordado como liderança. As pessoas mudaram a forma de pensar, trabalhar e viver em sociedade ou grupo. Tornou-se cada vez mais desafiante para os líderes gerenciar uma equipe de diferentes culturas, hábitos, personalidades e costumes, trabalhando dentro do mesmo time. 
Além de administrar conflitos, o gestor ainda desenvolve o papel motivacional para sua equipe, e talvez essa seja a tarefa mais difícil dentre as atividades do líder, pois pessoas diferentes sentem necessidades distintas, e suprir necessidades individuais não é nada fácil, pois a empresa tem políticas padronizadas, que buscam atender a maior proporção de colaboradores.
No processo controle, o papel do gestor é averiguar se as atividades estão ocorrendo dentro da programação, se os resultados prévios estão dentro do esperado para o projeto, como prazos e custos. Exercendo o controle o gestor, junto com sua equipe, pode identificar se as etapas do projeto estão sendo realizadas conforme planejado.
O gestor precisa possuir todas essas habilidades? Sim, é necessário ter o conhecimento para dominar a situação e desenvolver um bom projeto ou gerenciar uma equipe. Porém, como ninguém nasce preparado para desempenhar esse papel de múltiplas atividades, o caminho é a busca pelo constante de conhecimento e aperfeiçoamento. Para se tornar um excelente gestor o caminho está em desenvolver habilidades técnicas, humanas e conceituais.
As habilidades técnicas são ligadas à execução do trabalho e ao domínio do conhecimento específico para executar o trabalho operacional. As humanas são necessárias para um bom relacionamento.  Já as habilidades conceituais são necessárias aos gestores, ao proprietário, presidente, CEO, pois mantêm a visão da organização como um todo, influenciando diretamente no direcionamento e na administração da empresa.
O desenvolvimento de habilidades é um processo longo e contínuo, que pode ser iniciado ainda na universidade. O conhecimento atribuído às experiências adquiridas ao longo da vida ajudará na formação do profissional que deseja ser. O importante para ser um excelente gestor é gostar do que está fazendo e amar sua equipe. A dedicação e a disciplina são fatores de sucesso para obtenção de resultados. 
Fazer sempre as melhores escolhas possíveis também, pois, em todo projeto, ser o gestor é carregar a responsabilidade de sucesso do projeto, da equipe e da organização como todo. E, mais do que tudo isso, ter satisfação do sucesso na obtenção dos objetivos.
Por: Flavio Dias Santana - http://www.administradores.com.br/