segunda-feira, 24 de agosto de 2015

A Pirâmide de Maslow e as Necessidades Humanas ....

O humanismo não é uma escola de pensamento, mas um conjunto de correntes teóricas, que tem em comum o foco no homem como detentor da liberdade de escolha no presente. Dentro de uma destas correntes encontra-se o pensamento de Abraham H. Maslow, psicólogo americano, que trabalhou no MIT, conhecido por sua proposta de hierarquia das necessidades humanas, representada por uma pirâmide escalonada dentro do conceito de motivação humana. 
O princípio desta pirâmide atesta que as pessoas vivem para satisfazer as suas necessidades, com o objetivo de conquistar a auto realização.
Conhecida como Pirâmide de Maslow, ela está dividia em cinco níveis hierárquicos, cada um formado por um conjunto de necessidades. 
Para progredir psicológica e materialmente, cada indivíduo deve conquistar as condições elementares de cada estágio da Pirâmide, passando para o próximo nível, até alcançar o topo. Cada fase deve ser satisfeita, ao menos em parte, para que a pessoa consiga planejar como alcançar o próximo nível da hierarquia. 
Quando alguém chega ao topo, normalmente não consegue concluir todas as necessidades de auto realização; sempre que uma necessidade é saciada, surgem novos objetivos e vontades.
 Cada etapa da Pirâmide e seus desdobramentos
  1. Necessidades Fisiológicas: Nesta etapa, a preocupação do ser humano é com a alimentação, a reprodução, o descanso, o abrigo, a vestimenta, a homeostase (capacidade do organismo em conservar constante as condições da vida).
  2. Necessidades de Segurança: Nesta fase, as atenções da pessoa se voltam para a segurança física pessoal, a segurança financeira, a saúde e bem-estar, a rede de proteção contra imprevistos.
  3. Necessidades Sociais: Neste degrau, o indivíduo persegue as amizades; o convívio íntimo com seus amigos mais próximos, mentores, confidentes, etc.; a convivência social; a família; as organizações, tais como clubes, entidades de classe, torcidas, gangues.
  4. Necessidades de Estima: Neste patamar, preocupa-se com sua aceitação pelos outros, o respeito profissional e pessoal, sua importância dentro da coletividade, o reconhecimento por sua colaboração; o orgulho de si mesmo, de suas capacidades e contribuições.
  5. Necessidades de Auto Realização: No topo da Pirâmide, depois de ultrapassados os outros degraus, o indivíduo procura aproveitar todo o seu potencial, buscando o auto controle de suas ações, sua independência, investindo na capacidade de fazer aquilo que gosta e que honre os seus dons, e tentando compreender a sociedade, o universo a sua volta, e a si mesmo (autoconhecimento).

  6. A Pirâmide de Maslow no trabalho

Na prática, A Pirâmide de Maslow representa a motivação para buscar conquistas, por exemplo, no trabalho:
  • Na base da pirâmide, a busca pela flexibilidade de horários, e pelo apropriado descanso físico e mental;
  • No degrau da segurança, a procura pelo salário justo, e pelas garantias de estabilidade no emprego;
  • No patamar social, o esforço para construir amizades e boas relações com os colegas e superiores no ambiente de trabalho;
  • No estágio da estima, a luta para ter seus resultados profissionais reconhecidos, para receber compensações salariais, e para evoluir na carreira;
  • No topo da pirâmide, a tentativa de influenciar nas decisões da empresa, e de ter autonomia nas atividades que desenvolve.

  • Contrapontos da Pirâmide de Maslow
Apesar de Maslow apresentar em sua Pirâmide uma hierarquia entre as diversas necessidades, promovendo em cada indivíduo a motivação para agir, existem situações que não confirmam a graduação destas motivações. 
Não são incomuns os casos de pessoas que abrem mão de suas necessidades básicas na busca de um sonho para a auto realização; muitas vezes a associação na formação de uma família ocorre antes mesmo da pessoa ter suas necessidades básicas satisfeitas; a força de vontade, de caráter e de comprometimento com uma causa, por vezes faz com que seres humanos mais frágeis sejam melhor sucedidos em seus projetos do que aqueles que são aparentemente ou fisicamente fortes.
Contudo, estas situações podem ser consideradas exceções que confirmam a regra ou que, pelo menos, atestam como consistente a classificação da hierarquia da pirâmide, do mais concreto e básico, ao mais importante e de difícil alcance para o desenvolvimento e completude de cada um.
Por:GASSENFERTH, Walter. Gestão Empresarial em Gotas. In:http://www.quanticaconsultoria.com/nossos-blogs/mapa-do-blog-geg/

Gestão dos Estoques, afinal Estoque é Dinheiro!

Sabendo que todas as empresas buscam obter lucros e a satisfação dos clientes é fundamental entender a importância da gestão de estoque, afinal o estoque é a ferramenta essencial para apoiar os principais propósitos de toda empresa. “Quem faz um controle eficiente do estoque, frequentemente, consegue praticar melhores preços, atende com agilidade e tem mais qualidade no serviço prestado ou produto comercializado”, ressalta o consultor do Sebrae-SP.  
Ele explica que uma gestão de estoque feita de maneira adequada é aquela que, preocupada com o capital do negócio, está sempre respondendo a cinco questões básicas:
 Onde estocar?
Avalie o espaço físico da área de estocagem: escolha o ambiente, que permita as melhores condições de armazenamento, visualização, acesso e controle dos artigos.

O que está estocado e o que devo estocar?
Tudo pode, mas nem tudo deve ser estocado, principalmente, se for em quantidade não adequada com o consumo previsto. Tudo vai depender dos riscos que se corre em deixar acabar o item no estoque e o que este fato altera a relação com o cliente, considerando ainda o risco de sobrar material com validade inadequada ou fora de moda.
Na prática: suponha que em sua loja de roupas num centro comercial qualquer você tenha uma vitrine, iluminada por 10 pequenas lâmpadas, onde são expostos os artigos que você mais deseja comercializar. Você necessita ter lâmpadas em estoque? Provavelmente não, pois se alguma queimar você pode providenciar sua reposição a qualquer momento, além do que uma lâmpada a menos não fará grande diferença para o desempenho da atividade. Por outro lado, se a vitrine tiver uma peça que não haja no estoque, você perde chance de promover uma boa venda e deixa seu cliente insatisfeito.
 Quanto estocar e por quanto tempo?
Pense nas seguintes regras para responder a essa pergunta: o estoque não deve estar alto quando o caixa (dinheiro disponível) está baixo; e o nível dos estoques deve acompanhar a venda dos produtos.
Quando se tem uma previsão de vendas para o próximo período e as quantidades estocadas de cada artigo, basta acrescentar o tempo e a quantidade mínima exigida pelo fornecedor para repor os artigos a serem estocados.
Na prática: supondo uma venda de 10 unidades de uma determinada linha de artigos por dia e se seu prazo para reposição for de três dias, deveremos fazer um novo pedido quando a quantidade percebida em estoque for de trinta unidades, mais uma segurança para eventuais atrasos. É sempre bom, periodicamente, criar rotinas para avaliar se o que tem nos controles condiz com o que existe na loja, atividade conhecida como inventário. Essa rotina verifica a quantidade de acertos ou desvios que ocorrem no seu sistema. Fique sempre atento!

Como controlar?
Um computador pode ajudar muito nesse controle, entretanto, a informática não inibe erros de entrada, saída ou omissão. Quanto maior o número de itens que você trabalha na loja, mais fácil se torna o controle através de sistemas informatizados, entretanto, a percepção visual do empresário ajuda muito a detectar os itens faltantes. É fundamental acompanhar diariamente toda a movimentação do que acontece nos estoques de sua loja, pois você já deve ter sentido que isso trará muitos benefícios à sua operação e evitará que possíveis furtos, ocasionados por colaboradores ou consumidores.

Vantagens da gestão de estoque:
 • Utilizar adequadamente o capital de giro do negócio.

• Evitar atrasos no fornecimento de materiais e componentes.

• Suprir as necessidades de vendas na medida da demanda.

• Evitar a obsolescência e desvios de produtos e materiais.

• Adequar-se às cotas de fornecimento.

• Liberar espaços produtivos.

• Identificar produtos que estão sem giro.

• Conhecer a influência do estoque nos resultados financeiros.

• Estratégia frente ao capital de giro e o atendimento a clientes.

 Os 5 mandamentos da Gestão de Estoque
1- Quanto mais área se ocupa com armazenagem, menos área se torna disponível para vendas!
2- Um lugar para cada artigo e um artigo em cada lugar. Artigos diferentes em locais diferentes irá facilitar muito todo o processo.
3- Nunca estoque o desnecessário.
4- O estoque não deve estar alto quando o caixa (dinheiro disponível) está baixo.
5- O nível dos estoques deve acompanhar a venda dos produtos.

 Dicas de Gestão de Estoques
• Planejar o estoque hoje é zelar pelo capital de giro amanhã!
• Inventários periódicos auxiliam na identificação de furtos ou desvios de estoques.
• O custo de aquisição dos artigos é importante. Mantenha-o sempre registrado!
• Sistemas informatizados ágeis facilitam controle, gestão e consulta aos estoques!
• Controle a validade e a aceitabilidade dos itens de estoques.
• Comprar bem é comprar o produto certo, na qualidade adequada, no tempo e na quantidade certa!
• O controle visual dos artigos estocados é tão ou mais importante que relatórios informatizados.

 “O estoque é o coração da empresa”
É isso que afirmam proprietários de algumas empresas de eventos sediadas na capital paulista. “Por muito tempo pensava que o coração da empresa era o comercial, isso foi um grande erro”, diz e acrescenta “é no estoque que está o meu dinheiro, é ali que eu tenho lucro ou deixo de ter”. Eles nos contam que toda semana pagava uma média de R$ 3 mil só de quebra de copo, que era alugado. “Passamos a controlar o meu estoque de copos, tudo o que ia para o evento para saber quando, onde e porque estava quebrando. Hoje gastamos apenas R$ 100 com isso”, revela.

A empresa quase quebrou devido à falta de controle. Hoje, controlamos tudo, mas ainda sofremos o reflexo da época em que não fazíamos uma gestão do estoque. “Tem que ser uma pessoa de extrema confiança para fazer esse trabalho, um profissional completo. Ou então, faça você mesmo”, recomenda.

Controlar tudo possibilitou também que reduzíssemos o preço de alguns serviços oferecidos, “o retorno de bebidas não consumidas em um evento para o nosso estoque, fez com que enxergássemos que o lucro era maior. Antes, isso não acontecia, tudo o que saia da empresa não voltava. Não adianta vender super bem se o desperdício é maior. Aí eliminamos as compras exageradas. Tudo enxugou a partir do estoque. Passamos a não ter tanto prejuízo”.
Copiado: http://administracaonoblog.blogspot.com.br/

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Botafogo: Uma História em Preto e Branco: Evolução do Uniforme

A coluna Tu És O Glorioso, contando um pouco da história das camisas alvinegra 


Listras alvinegras: inspiração na Juventus, da Itália


O uniforme preto e branco foi definido nas reuniões de fundação do clube em 1904, por sugestão de Itamar Tavares - que estudara na Itália e era fã da já poderosa Juventus de Turim. No entanto, o Botafogo utilizou provisoriamente camisas e calções brancos (eventualmente pretos) até 1906, quando as primeiras camisas de botão alvinegras chegaram, importadas da Inglaterra e confeccionadas pela Benetfink & Co. Completavam o uniforme a "casquette" (boné) listrado e a faixa preta na cintura. Em 1909 as camisas de botão foram substituídas pelas de malha, mais confortáveis.


No título de 1910, o escudo no uniforme
Apenas em 1910 o Botafogo, então "Botafogo Football Club", passou a usar o escudo bordado na camisa - e com ele conquistou o Campeonato Carioca de 1910, que lhe rendeu o apelido de "O Glorioso". Em 1917 o Botafogo mudou a gola do uniforme e passou a usar mangas mais curtas, que paravam na metade do antebraço. As mangas voltaram a ser compridas em 1920, e no decorrer da década o clube alternou entre o preto, o branco e o listrado nas cores da gola.

- 1910                                                                                                           
1910
- 1917
1917
- 1920
1920 
Modelos mais esportivos na década de 30

As golas de cadarço foram abandonadas em 1931, substituídas pela gola "V", e no ano seguinte as mangas passaram a ser curtas. No final de 1934, ano em que o Botafogo adota o profissionalismo, os calções passam a ser pretos.
- 1931
1931
- 1932
1932
 Após a fusão em 1942, brilha a Estrela Solitária

A gola preta se consolida de vez após o Tetracampeonato Carioca em 1935. Mas é após a fusão do Botafogo Football Club e do Club de Regatas Botafogo em 1942 que o Glorioso acrescenta a sua marca mais famosa: o escudo da Estrela Solitária. O novo modelo só foi inaugurado em 1943. Em 1947 o clube usa um uniforme de botão, incomum para a época.
- 1954
1954
- 1957
1957 

As históricas camisas da década de 1960
Duas gerações de ouro do Botafogo ficaram marcadas pelos uniformes usados na década de 1960. A combinação com a faixa branca na cintura e listra central da camisa branca, comumente usada na versão com mangas compridas, tornou-se símbolo do time de Garrincha, Nílton Santos, Zagallo, Amarildo e cia.. Já a versão sem a faixa na cintura e listra central da camisa preta a cara da geração de Gérson, Jairzinho, Caju e outros craques. Em 1969 o Botafogo adotou a gola olímpica e numeração nos calções - e com esse uniforme conquistou a Taça Brasil de 1968 na final contra o Fortaleza.
- 1961
1961
- 1964
1964
- 1969
1969

Poucas mudanças na década de 1970
A gola olímpica predominou na década, sendo substituída por uma versão de gola redonda "aberta" em 1977. O maior destaque ficou com o peculiar uniforme reserva entre 1975 e 1976, branco com mangas listradas.
- 1971
1971
- 1975
1975
- 1977
1977 
Homenagem ao tetracampeonato

Duas novidades marcaram a camisa alvinegra em 1981: quatro estrelas amarelas sobre o escudo, alusivas ao Tetracampeonato Carioca de 1932/33/34/35, e a exibição da marca do fornecedor de material esportivo. As estrelas seriam removidas em 1982, voltando em 1986.
- 1981
1981
- 1982
1982
- 1986
1986 
A era dos patrocíniosNo final de 1986, o Botafogo passou a exibir patrocínios no uniforme. Na era moderna, os mais variados designs são usados, mas sempre respeitando as tradições da camisa alvinegra.
- 1987
1987
- 1988
1988
- 1989
1989
- 1990
1990
- 1991
1991

- 1993
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- 1994
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 Por Auriel de Almeida - Historiador - https://www.facebook.com/