QUEM SOU EU

Minha foto

Administrador de Empresas(UEMA), Mestrado em Administração(FGV-RIO), Professor Universitário (FAMA/UFMA), Ex-Presidente do CRA-MA, Ex-Conselheiro Federal de Administração - CFA, Empresário (DEPYLMAR, ), Ex-Conselheiro Fiscal da ANGRAD, Vogal da Junta Comercial do Maranhão (JUCEMA)Consultor de Empresas, Avaliador do INEP/MEC, Maranhense de Pedreiras, filho de Valdinar e Cavalcante Filho, Casado (Graça Cavalcante), 02 Filhos (Nathália Johanna e Diego Henrique), apaixonado pelo Moto Club de São Luís, Botafoguense de Coração e Feliz da Vida...

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

O Que o Carnaval tem a Ensinar aos Gestores?


As explicações sobre como o Carnaval acontece no Brasil sempre envolveram variáveis de cunho cultural e social.


Na medida que tenta-se compreender como as festas acontecem percebe-se que o planejamento é peça chave deste desafio de “colocar o bloco na rua”. Se para alguns o Carnaval é o momento de descansar e aproveitar os blocos que enchem as ruas de algumas das principais cidades do Brasil, para outros, esse é um momento que envolve uma logística enorme e que demanda planejamento e muito trabalho.


Seja no Carnaval do Rio de Janeiro, em Salvador, ou em Recife, o país sempre apresenta uma festa cheia de detalhes e que gera consequências positivas em cada região. É importante ressaltar que, se a escola de samba, ou os blocos precisam se organizar, as Prefeituras locais e alguns governos estaduais também se organizam dada a complexidade da festa.

  • Planejamento das Escolas de Samba

Alguns pontos vinculados à noção de planejamento estão presentes nos grupos responsáveis pelo Carnaval em si:O primeiro ponto é a ciência de que planejar envolve adotar ações de curto, médio e longo prazo. Não é a toa que as Escolas de Samba, por exemplo, iniciam suas atividades com muita antecedência.
Quando as Escolas estudam e propõem um tema de enredo, devem, no médio prazo, estudar a complexidade de extrair da música os elementos essenciais que serão destaque no processo de construção de um desfile. 
A soma desses processos, atividades e produtos, é que resultará em um desfile integrado, harmonioso, de qualidade e com alta probabilidade de sucesso.
O ato de planejar sempre envolve uma liderança , no caso do carnaval, a pessoa chave na construção de um desfile é a do Carnavalesco. O Carnavalesco é aquele que colabora na execução das ações planejadas, controlando-as e realizando os ajustes necessários. 
A posição desse profissional pode ser comparada a de um Maestro à frente de uma orquestra, ele consegue integrar o que parece difícil – o tema/enredo do samba aos carros alegóricos, as fantasias às alas com os temas escolhidos.
Pensar um cronograma de aquisição de materiais para a confecção de fantasias e de carros alegóricos também é um momento importante. A falta de algum item previsto, ou altos valores podem impactar de forma severa nesse planejamento.
  • GESTÃO DE PESSOAS

Torna-se imprescindível pensar um desfile sem executar uma boa Gestão de Pessoas: é necessário organizar e repassar as responsabilidades e competências para quem toca, quem dança, quem canta, sendo que muitos desses também desfilam ao mesmo tempo que executam outras atividades. Uma boa logística e um bom planejamento dos ensaios durante o ano podem facilitar a coordenação de tantas pessoas.
  • LOGÍSTICA

logística de deslocamento também é fator importante. Um carro alegórico deve ser deslocado para o desfile da melhor forma possível, afinal desfilar e querer ser uma das Escolas de Samba vencedoras ou bem avaliadas é uma atividade que envolve risco zero. 


Outra logística importante envolve a emissão de cartões de acesso aos foliões que desfilarão, bem como as personalidades que estarão junto a escola.

  • Planejamento da Administração Pública

Não é somente as Escolas que precisam se planejar. As estruturas municipais precisam estar atentas a mudança de rotina das suas cidades durante o período de carnaval. Algumas ações envolvem uma atuação conjunta junto às Secretarias Municipais ou Órgãos responsáveis pelo Turismo regional ou local, acompanhando a forma como a economia local se comporta (incluindo hotelaria, restaurantes e bares).
Um outro ponto importante de se verificar do ponto de vista da Prefeitura ou de Governos estaduais são as ações de fiscalização e melhora da vigilância sanitária. O contato de comidas com ambientes inóspitos pode gerar problemas para o setor da saúde local e se isso acontece a probabilidade de alto fluxo de atendimento em um hospital pode gerar consequências negativas.
O Transporte e o planejamento de tráfego, além da segurança, tanto viária como para o transeunte também devem ser considerados pela administração pública como ações prioritárias. A mobilidade pode vir a ser um desafio se os corredores de transporte não estão livres para o deslocamento dos foliões.
Por fim, cabe a administração executar um bom planejamento para a execução da limpeza urbana. Afinal o carnaval continua amanhã.
Copiado: http://gestaopublicaeficiente.org.br