sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

Conflitos no Trabalho em Equipe? Saiba Como Eliminá-los!


Estrelismo, falta de motivação, não saber ouvir. Veja como acabar com conflitos no trabalho em equipe.

Divergências de opinião entre colegas de trabalho sobre uma nova ação na empresa, a compra de um equipamento, a implantação de um sistema de CRM, ou uma nova maneira de operar um serviço são mudanças organizacionais comuns nas empresas.

Mas se não forem bem administradas, podem se tornar combustível para sérios conflitos no trabalho em equipe.

Quais os principais conflitos nas equipes de trabalho?

São muitos os conflitos que podem acontecer durante um trabalho em equipe. Entre os principais, podemos citar:

  • diferentes estilos de trabalho;
  • ausência de processos;
  • objetivos divergentes;
  • problemas interpessoais;
  • entre outros. 

A seguir, vejamos um pouco mais sobre cada um deles. 

Diferentes estilos de trabalho

Mesmo dois profissionais da mesma área podem apresentar dificuldades de atuar de forma semelhante simplesmente porque cada um possui sua forma de trabalhar. 

Isso não é algo negativo, pois a diversidade em uma equipe pode ser muito benéfica, mas deve ser um ponto de atenção porque pode se tornar também um motivo para conflitos no trabalho em equipe. Dessa forma, é muito importante trabalhar o respeito entre os colegas de trabalho, assim como alinhar as expectativas de cada colaborador. De preferência, para evitar atritos, a empresa deve apresentar normas e regras, que devem ser seguidas dentro da organização, que ajude a lidar com as divergências, que vez ou outra certamente acontecerão.

Além disso, é muito importante investir na aproximação entre os membros de uma equipe, incentivá-los a se conhecer para que cada um saiba exatamente com que tipo de pessoa está trabalhando. Em um projeto feito a várias mãos, a transparência é o melhor caminho para evitar possíveis conflitos no trabalho em equipe. 

Ausência de processos

Se por um lado a diferença na forma de atuar pode gerar conflitos no trabalho em equipe, os processos é o que pode garantir a harmonia entre os colaboradores. No entanto, se não há processos, aí sim o problema pode estar completamente instaurado.Isso porque quando há mais de uma pessoa responsável por uma demanda, é indispensável que um planejamento seja feito para evitar que um passe a frente de outro ou, até mesmo, acabe por sobrecarregar o parceiro.

Dessa forma, os processos ajudam a colocar ordem no trabalho, e evita que aconteça a perda de informações e solicitações, que também poderiam acabar gerando conflitos no trabalho em equipe.  

Objetivos divergentes 

Os objetivos e metas de uma empresa precisam ser de conhecimento de todos os colaboradores, e para que o trabalho conjunto funcione, todos precisam estar engajados com o projeto. Assim, podemos entender que objetivos divergentes é outro entre os motivos de conflitos em trabalhos em equipes. 

Afinal, não há como atuar em parceria e de forma harmônica quando cada profissional está com um objetivo próprio em mente, certo?

Por isso, é muito importante que tanto os objetivos da empresa estejam alinhados com os desejos pessoais de cada colaborador, como o resultado final do projeto seja de interesse de todos os envolvidos. Também é preciso eliminar qualquer possível rixa que possa existir entre funcionários e até equipes.

O setor do marketing e o de vendas, por exemplo, que deveriam teoricamente andar em acordo, mas por algumas razões internas podem acabar competindo um com o outro em algumas empresas. Assim, para o trabalho conjunto funcionar, é preciso agir para eliminar essas questões.

Problemas interpessoais 

Por fim, os problemas interpessoais também podem ser um dos maiores motivos de conflitos em trabalhos em equipe. Afinal, por mais que o clima organizacional da empresa seja excelente, ainda assim, pode acontecer de alguns colaboradores simplesmente não se darem tão bem uns com os outros. 

Isso pode acontecer por questões puramente profissionais, como um tipo de trabalho diferente, como vimos acima, ou por motivos pessoais, como divergência de opiniões. 

Independentemente do motivo, saber conviver e lidar com personalidades diferentes é o segredo para desempenhar bons trabalhos conjuntos, seja qual for o parceiro. Caso os problemas interpessoais estejam atrapalhando o andamento de projetos, o mais indicado é que os gestores tomem a iniciativa de conversar com os colaboradores para promover um acordo respeitoso entre eles.

7 dicas fundamentais para acabar com os conflitos no trabalho em equipe

Líderes devem estar atentos às relações interpessoais no trabalho. Observá-las e atuar sobre elas quando necessário, evitará o acirramento da situação e consequências ainda mais profundas na qualidade do trabalho em equipe. Fazer a gerência de conflitos significa olhar para o problema sob o ponto de vista profissional. Isso envolve técnicas que impedem que meras divergências e desacordos se transformem em graves desentendimentos com efeitos irreparáveis.

Evite esse tipo de problema em sua empresa com estas dicas práticas para acabar com os conflitos no trabalho em equipe:

1. Aprenda a ouvir, depois a falar

O princípio aplicado nos manuais de etiqueta também é eficiente para aplacar conflitos no trabalho em equipe.

Aprender a ouvir significa aprimorar o potencial de comunicação e desenvolver a habilidade que preza pelo direito de expressão dos outros. É importante deixar o outro falar sem emitir críticas, ironias ou fazer interrupções. Aliás, em vendas, nós sempre salientamos: ouça mais e fale menos. Por que não aplicar o mesmo princípio no relacionamento com os colegas?

2. Atenha-se ao fato concreto

Geralmente, os conflitos entre funcionários acontecem porque há uma disputa por  prevalecer uma opinião sobre outra, desvirtuando-se do fato que interessa. A dica é repensar o roteiro do problema e ater-se apenas aos fatos, para fugir de pontos de vista meramente pessoais.

Antes de se envolverem em discussões, os funcionários, devem, portanto, ater-se a dados numéricos e fatos sobre o assunto abordado.

Um bom sistema de CRM pode ser uma excelente maneira de acabar com discussões, usando-se seus dados e a famosa frase: contra fatos, não há argumentos.

3. Aposte na equipe como solução do conflito

Há divergências que podem até aumentar a produtividade e a criatividade de uma equipe. Deste ponto de vista, o ideal é enxergar esse movimento de conflito como uma maneira do grupo evoluir. Evidentemente, isso deve ser monitorado para que se mantenha no campo da competição saudável e da busca de novas soluções inovadoras, principalmente em tempos de crise, o que sempre pode gerar diversidade de opiniões.

Se as coisas esquentarem, o líder deve intervir.

4. Procure soluções, não culpados

Outra falha muito comum é a busca de culpados por algum erro ou desempenho geral abaixo do esperado. Antes de apontar o dedo para alguém, o correto é descobrir uma solução para o problema, seja por meio de treinamentos, conversas pessoais, coaching, aquisição de novos softwares, mudança de planejamento e tantas outras providências às quais o gestor da equipe deve estar sempre atento.

Não permita que os conflitos se tornem pessoais

5. Às vezes é preciso interferência de fora

Reconhecer quando os envolvidos não resolverão problemas mais graves de conflitos no trabalho em equipe já é um passo para trazer soluções. Neste caso, líder pode convocar a interferência de um especialista para para conseguir uma solução abrangente e duradoura.

6. Respeitar soluções em conjunto

Assim que a resposta a um problema for encontrada, ela deve ser aceita por todos. A partir de então, os envolvidos devem colocar a solução em prática para o bom desempenho da empresa.

Esta é uma regra que pode ajudar muito a prevenir conflitos e agilizar o gerenciamento de sua equipe: depois que um plano foi traçado e metas definidas, chega de discussões sobre o assunto. Mas, é claro, sempre é possível alertar o líder, com fatos e dados, se os resultados não estão saindo como planejado.

7. Use a tecnologia a favor da colaboração em equipe

Sistemas colaborativos de gestão de equipes podem ajudar muito a evitar conflitos, pois as comunicações ficam documentadas, a informação é transparente e flui com mais facilidade, além de proporcionar dados e números, que podem dirimir qualquer dúvida que possa existir. E isso não se resume a sistemas de CRM, principalmente os SaaS (comercializados como serviços pagos por assinatura mensal) e mais usados pelas equipes de vendas e marketing, mas outros aplicativos e ferramentas online também podem ser usadas por sua empresa com o objetivo de melhorar o relacionamento dos colaboradores, veja dois exemplos:

  • Trello: é um aplicativo com uma versão gratuita usado para gerenciar equipes e fluxos de trabalho. O time fica conectado ao aplicativo, recebe as tarefas com todos os detalhes e informações necessárias e as concluem conforme o prazo determinado. É muito visual e intuitivo, permitindo um controle ágil das atividades.
  • Slack: Assim como o Trello, o Slack é uma ferramenta com uma versão gratuita para comunicação entre equipes. Os funcionários da empresa podem se reunir em uma sala virtual e interagirem no mesmo ambiente, entrar em salas de bate-papo, conversar pelo chat e ter suas conversas arquivadas.

E você, usa a tecnologia em sua empresa para gerenciar suas equipes?

COPIADO: https://www.agendor.com.br/

quarta-feira, 12 de janeiro de 2022

Como Deve Ser o Novo Normal no Trabalho em 2022

 

Apesar das esperanças de muitos trabalhadores, o retorno ao trabalho presencial em tempo integral parece pouco provável devido ao aumento de casos provocados pela variante ômicron, do coronavírus.

Especialistas que estudam emprego e ambiente de trabalho identificaram algumas tendências que já estão moldando a forma de trabalho em 2022 — e podem ser apenas uma janela para o futuro da vida no escritório.

O anseio por semanas de trabalho mais curtas e menos horas de trabalho vem ganhando impulso em todo o mundo. Empresas e governos já estão explorando essa possibilidade.

É necessário reorganizar as estruturas do nosso tempo de trabalho, segundo Abigail Marks, professora de futuro do trabalho da Faculdade de Administração da Universidade de Newcastle, no Reino Unido. 

Jornada de trabalho

A semana de trabalho de 40 horas, das 9 às 5, surgiu durante a Revolução Industrial — a última mudança dramática do trabalho — mas não é mais sustentável, segundo ela, devido ao "ritmo crescente de trabalho exigido pelos programas de videoconferência e pela necessidade de presença online contínua".

Para ela, as empresas e os legisladores estão dispostos a explorar medidas que possam reduzir a sobrecarga dos trabalhadores, esperando ainda manter esse aumento da produtividade. “A solução constantemente mencionada [para isso] é a semana de trabalho de quatro dias. E menos horas de trabalho podem significar melhor saúde mental e equilíbrio entre a vida e o trabalho para muitos trabalhadores”, explica.

Embora aparentemente haja esperança de que a semana de trabalho de quatro dias decole em 2022, segundo Marks, medidas como essa não serão estendidas a todos os trabalhadores. Ela ressalta que a mudança para semanas de trabalho mais curtas poderá beneficiar apenas alguns funcionários.

"A semana de quatro dias pode privilegiar um pequeno grupo de funcionários administrativos, deixando de beneficiar muitos trabalhadores mal remunerados e com poucas qualificações que não terão a segurança contratual, nem o apoio financeiro, para trabalhar quatro dias por semana", afirma Marks. 

Exemplo disso, são os trabalhadores da área de TI ou aqueles que ganham por hora, que talvez não possam reduzir suas horas de trabalho.

Marks está entre os especialistas que afirmam que será um desafio em 2022 lidar com a potencial desigualdade que será escancarada entre os que podem beneficiar-se com a flexibilidade e aqueles que não conseguem — especialmente quando os apelos por maior flexibilidade e menos horas de trabalho somente aumentam.

"Neste ano, poderemos ter mais divisões na sociedade", acrescenta ela. "Os funcionários em alta procura, como cientistas de dados, e os trabalhadores com apoio governamental, incluindo servidores civis de alto escalão, [poderão ter] horas [de trabalho] reduzidas, enquanto os demais de nós ainda permanecemos sobrecarregados de trabalho."

Falta de mão de obra

Outro ponto em destaque será a continuidade da falta de mão de obra e dificuldades para contratação.

"Os fatores que causaram essa situação ainda estarão presentes — a pandemia, aposentados, pais que ficam em casa e [por outro lado] aumento das exigências dos clientes que as empresas precisarão atender", afirma.

Isso significa que os empregadores podem precisar adotar táticas para contratar funcionários — e mantê-los na empresa — diferentes das usadas no passado.

Segundo Alison Sullivan, gerente sênior de comunicação corporativa do site de empregos Glassdoor, salários maiores, crédito estudantil e expansão da licença-maternidade são possíveis benefícios que os empregadores podem agregar para atrair os talentos em 2022.

Além disso, a tendência é priorizar a saúde mental dos trabalhadores. Afinal, com o burnout (esgotamento profissional) e o boreout (tédio no trabalho), cada vez mais trabalhadores estão desistindo e deixando seus empregos (ou pelo menos pensando em pedir demissão). 

Retorno ao trabalho presencial

Muitos analistas estavam prevendo um movimento de retorno ao escritório no início de 2021, quando as vacinas se tornaram mais amplamente disponíveis — mas essa previsão continua sendo alterada. Variantes como a delta prolongaram as preocupações com a saúde pública e o trabalho remoto continuou. Reuniões no Zoom permaneceram o padrão diário para milhões de trabalhadores em todo o mundo.

Embora alguns avanços pareçam mover-nos de volta para algum tipo de normal pré-pandêmico — como vacinas, novas medicações de combate à covid-19 e períodos mais curtos de isolamento obrigatório, com os funcionários voltando ao trabalho mais rapidamente —, sabemos que é impossível prever o futuro. E a chegada da variante ômicron acentuou isso ainda mais, pois ela nos fez lembrar que tudo pode mudar em um piscar de olhos.

É por isso que os especialistas afirmam que é melhor manter expectativas baixas em 2022 — e, enquanto isso, prosseguir caminhando rumo ao que achamos que será o "normal". 

"Precisamos disso, mesmo com a falta de consistência e previsibilidade [...] Sabemos que iremos começar, parar e iniciar de novo”, afirma Kanina Blanchard, professora de administração da Universidade do Oeste em Ontário, no Canadá.

Para ela, o certo é que os interesses da saúde pública continuarão a dominar a agenda em 2022. E também temos outra certeza: "que a vida será maluca e confusa", conclui Blanchard.

Copiado: https://www.contabeis.com.br/

terça-feira, 11 de janeiro de 2022

FUI CONTRATADA GRÁVIDA!!!



“Fui contratada grávida! 🤰🏼”. 

Assim começa o relato da Anna Cecília Lira, de Curitiba (PR), que foi admitida no cargo de ‘customer service’ (atendimento ao cliente) na Nestlé alguns dias atrás.

“Sim gente, fui contratada com 24 semanas de gestação pela maior empresa do mundo no ramo alimentício, a Nestlé 😍❤️”, escreveu a futura mamãe, totalmente surpresa com a notícia.

No relato compartilhado via LinkedIn na última sexta-feira (25), Anna confessou que achava super difícil ser admitida em plena gravidez, devido aos velhos preconceitos e estigmas que as mulheres sofrem em um momento tão importante de suas vidas.

“Já tinha até desistido pois meu ‘sim’ nunca chegava, e quando eu me deparei, já estava com 24 semanas (quem já passou pela gestação ou acompanhou sabe o quanto passa rápido e as vezes nem percebemos rsrs)”, disse a recém-contratada.

No entanto, tudo mudou quando ela recebeu a inesperada ligação do pessoal da Nestlé.

“Em um belo dia recebo a ligação, onde me disseram que fui aprovada. Me passaram todas as informações possíveis sobre o contrato. Quando eles me perguntaram se eu tinha interesse no contrato, a primeira coisa que fiz foi perguntar sobre minha gravidez, e saber se isso não seria um impeditivo pra minha contratação“, relembrou.

“Confesso que durante aqueles milésimos de segundos entre minha pergunta e a resposta do recrutador, meu coração quase saiu pela boca, com muito medo da resposta!“.

Mas, para a surpresa de Anna e do seu marido, os recrutadores disseram que isso não era um impeditivo, muito pelo contrário: a empresa oferece benefícios para as gestantes e seus filhos recém-nascidos.

“Gente depois que acabou a ligação, ficamos em choque por quase 1 minuto, e depois começamos a gritar 🎉🎉🤣🤣. Até a Isabella deu uns chutinhos para comemorar rsrs 👶🏼”, brincou Anna.

Ao final do relato, ela demonstrou uma enorme gratidão, pois seu “Sim” finalmente havia chegado. 

“E ele chegou no momento mais especial da minha vida, e na empresa onde eu como acadêmica de nutrição sempre pensei em estar e que acima de tudo valoriza a minha família! ❤️❤️”, completou a futura mamãe.

A publicação de Anna no LinkedIn rapidamente viralizou internet afora. Em quatro dias, mais de 100 mil pessoas curtiram o post e outras 3 mil deixaram comentários – a imensa maioria parabenizando a jovem pela contratação, enquanto outros felicitaram a empresa por sua política de inclusão às mulheres gestantes.

Confira o post na íntegra:

FUI CONTRATADA GRÁVIDA!!! 🤰🏼
Sim gente, fui contratada com 24 semanas de gestação pela maior empresa do mundo no ramo alimentício, a Nestlé 😍❤️

Gente, confesso que achava muito difícil isso acontecer(ser contratada grávida), já tinha até desistido pois meu SIM nunca chegava, e quando eu me deparei, já estava com 24 semanas( quem já passou pela gestação ou acompanhou sabe o quanto passa rápido e as vezes nem percebemos rsrs)
Em um belo dia eu recebo a ligação do pessoal da Nestlé falando que tinha sido APROVADA, me passaram todas as informações possíveis sobre o contrato. Quando eles me perguntaram se eu tinha interesse no contrato, a primeira coisa que fiz foi perguntar sobre minha gravidez, e saber se isso não seria um impeditivo pra minha contratação. Confesso que durante aqueles milésimos de segundos entre minha pergunta e a resposta do recrutador, meu coração quase saiu pela boca, com muito medo da resposta! Kkk

segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

ETARISMO: Conheça o Preconceito por Idade e Saiba Como Lidar Com Ele

 

Já olhou para alguém e pensou que essa pessoa é velha demais para fazer certas coisas? Ou mesmo já pensou que seria melhor não usar determinada roupa pois você não tem mais idade para fazer isso? O sentimento, que pode ser confundido com preocupação ou com alguma forma de cuidado e proteção, na verdade esconde um preconceito. Seu nome é etarismo.

A palavra, que ainda não é facilmente encontrada no dicionário ou nas conversas, representa a intolerância relacionada com a idade e é uma discriminação. Fran Winandy, psicóloga e consultora na área de Diversidade Etária, diz que a primeira manifestação de etarismo é a que temos contra nós mesmos.

A especialista afirma que o preconceito pode se manifestar de diversas formas e, quase sempre, de maneira sutil. A promoção do autojulgamento e, consequentemente, o julgamento com outras pessoas como velhos demais para alguma coisa. A relação discriminatória de empresas ao não selecionar pessoas com mais de 45 anos para novos cargos. A falta de políticas públicas de incentivo a diversidade etária, o que pode ser chamado de etarismo institucional.

“É o caso da aposentadoria compulsória, norma presente em algumas organizações que obriga as pessoas com idade de se aposentar a saírem da empresa, independentemente de sua vontade.”, pontual a especialista ao falar de uma forma institucional de expressar o preconceito.

Preconceito mascarado com cuidado

Fran cita também um modo menos comentado da discriminação: o etarismo benevolente. “Ele ocorre quando a pessoa parece estar sendo gentil com o idoso, mas na verdade essa gentileza pressupõe que este idoso não tem discernimento”, comenta. A própria família pode, dessa forma, infantilizar as pessoas mais velhas do núcleo familiar sem perceber.

“Um exemplo é quando eu proíbo a minha mãe, idosa, de assistir ao jornal na televisão, por considerar “violento demais” para ela. Outro é quando o idoso vai ao médico e só o cuidador se manifesta: todos os sintomas são descritos por outra pessoa e o idoso nem é questionado. Como estes, vários outros exemplos apontam para casos de depressão em idosos que são tratados como crianças.”

Os estudos sobre a discriminação de idade, contudo, são recentes. Segundo Fran, pesquisas sobre preconceito etário no Brasil começaram no setor da saúde. O etarismo nas organizações começou a ser estudado timidamente na academia, em meados dos anos 90. O interesse foi crescendo com o tempo, possivelmente devido os estudos internacionais. A pesquisadora acredita que o aumento de interesse que deu nos últimos anos é reflexo das relações sociais.

É preciso furar a bolha para falar de etarismo

É preciso evidenciar e combater ao preconceito e expandir o discurso para que mais pessoas saibam o que o etarismo significa. Para Fran, estar inserida no ecossistema da longevidade e do envelhecimento é falar sobre a discriminação constantemente. 

A psicóloga, que possui um blog especializado no tema, conta que participou recentemente de alguns eventos importantes sobre o tema. O convite para a produção de uma matéria do Fantástico e de um painel da Revista Marie Claire sobre etarismo. A entrevista com alguns jornais e revistas sobre o preconceito na pandemia. A participação de Fran nesses acontecimentos mostra que o assunto está se expandindo. 

O que falta, para Fran, é um movimento unificado, com objetivos que ultrapassem as fronteiras pessoais de quem lida com o tema.

“Já sabemos que o etarismo existe, e daí? O que podemos fazer para atacar de frente esse problema? Eu tento fazer um certo ativismo nas minhas redes, mas é um trabalho de formiguinha! E, como eu, existem várias pessoas fazendo o mesmo, mas não há uma coordenação dos esforços. Precisamos de algo maior!” 

Fran ainda pontual que o país está envelhecendo a passos largos e que, nesse contexto, é inconcebível que não estejamos nos preparando para lidar com o preconceito de idade. 

“Por exemplo, vamos pensar nas empresas. Não seria a hora de refletirmos como fazer para que alguns benefícios sejam menos onerosos? Veja o caso do custo assistência médica para quem tem mais de 50 anos: é proibitivo! Alguns países já têm subsídios do governo para que sejam menores. E a contratação de profissionais aposentados versus impostos? Será que não é possível pensar numa alternativa criativa para isso? Pensar numa forma de flexibilizar os modelos de contratação nas grandes empresas também é uma discussão que poderia enriquecer este cenário”, completa.

E o etarismo no mercado de trabalho?

Quando o assunto é o mercado de trabalho, é possível que todos os tipos de preconceito relacionados ao etarismo sejam evidenciados. Desde os profissionais que não se consideram mais aptos para exercer seu cargo, até a empresa que não os seleciona pois não os considera capazes.

Segundo Fran, os dois pontos de vista precisam ser trabalhados. O primeiro aspecto, relacionados à empresa, é a compreensão de que trabalhar para romper as barreiras do preconceito não é um favor e sim uma necessidade. “Os benefícios da implantação de um programa de diversidade etária já foram comprovados em pesquisas: inovação, clima organizacional, engajamento, produtividade e resultados. Portanto, é importante quebrar as resistências da cultura organizacional”, reforça.

A realização de um senso, assim como a análise das políticas e práticas etárias da empresa podem ser o início desse processo de mudança. Em seguida, um programa de sensibilização e depois de desenvolvimento sobre o tema, com workshops, mesas redondas e debates. Fran acredita que a criação de indicadores é outro aspecto importante e o detalhamento de ações. Dessa forma é possível existir uma implantação de fato, como por exemplo o processo de seleção às cegas e a criação de metas para as lideranças.

“O papel da empresa é fundamental nesse processo porque se a diversidade, equidade e inclusão não estiver em seus valores, dificilmente alguma mudança acontecerá.”

Para o profissional, lidar com o etarismo é um processo

Já para o profissional, reverter a situação se torna algo mais complexo, uma vez que o esforço não depende somente dele. Além disso, como se envolver em debates quando pode-se estar fragilizado pela vivência do preconceito? Para Fran, não é fácil encontrar um tom que não seja agressivo ou excessivamente choroso quando o problema envolve as suas condições sociais. Mas é possível lidar com o preconceito.

“A saída é estudar, aprender a lidar com novas tecnologias, procurar se expor de forma criativa ou bem-humorada para chamar a atenção positivamente, investir no autoconhecimento, na ampliação da rede de contatos e arriscar fazer algumas coisas diferentes, como empreender, ainda que timidamente”, completa.

Estar atento aos programas voltados para o público 50+ que são divulgados nas redes sociais e nos sites das empresas que lidam especificamente com isso também é necessário. Fran comentar que é preciso estar pronto para quando a oportunidade surgir, mas, caso ela não surja, encontrar novas formas de trabalho.

Romper as barreiras do etarismo é uma necessidade

O preconceito com a idade deve se tornar uma luta individual, pois também é uma condição que colocamos em nós mesmos. Fran diz que precisamos questionar e pontuar quando percebemos que alguém está sendo etarista.

“Parece uma coisa crítica demais, mas em geral as pessoas não percebem que têm comportamentos etaristas.”

Para a especialistas existes alguns aspectos que são fundamentais para combater o preconceito. São eles:

  • Investir em autoconhecimento, para compreender, frente ao cenário e perfil pessoal o que pode ser realizado de diferente.
  • Aplicar a atualização profissional: lifelong learning. O que seria importante aprender ou aperfeiçoar para melhorar as minhas chances de atingir meus objetivos?

Existem diversas plataformas que oferecem cursos profissionalizantes para esse tipo de atualização. O Instituto de Longevidade MAG é um desses exemplos e conta com as melhores opções de especializações para pessoas acima de 40 anos. Com mais de 300 opções de cursos gratuitos, se atualizar profissionalmente se torna muito mais acessível.

  • Dar uma atenção especial a sua rede de contatos e ampliá-la pensando nesses objetivos.

Fran destaca que atenção especial não é sair pedindo emprego ou se lamentando: é cultivar. Ela pontua que rever a forma de se apresentar nas redes sociais, as publicações, compartilhamentos e participação em grupos também podem ser incrementados. “Tente conhecer algumas pessoas através de um “café virtual”. Ofereça-se para apoiar algum trabalho ou uma causa. Demonstre empatia”, completa.

  • Para quem não está trabalhando, participar de algum trabalho voluntário pode ser enriquecedora, além de ampliar a sua rede com pessoas do bem.

Além de poder ajudar no treinamento de competências comportamentais interessantes.

  • Manter uma rotina que cuide da mente e corpo. Uma rotina de exercícios e momentos de lazer devem ser intercalados com essa busca de objetivos profissionais.
Copíado: https://institutodelongevidademag.org/