quarta-feira, 10 de agosto de 2011

HISTÓRIA DA ADMINISTRAÇÃO NO BRASIL.

(*) O símbolo da Administração

  É importante conhecermos um pouco a história da Administração no Brasil e os precursores da luta de torná-la reconhecida.

A história da ADMINISTRAÇÃO NO BRASIL iniciou-se em 1931, com a fundação do INSTITUTO DA ORGANIZAÇÃO RECIONAL DO TRABALHO - IDORT, que contava com o Prof. Roberto Mange, suíço naturalizado, na sua direção técnica.

Em meados do mesmo ano o Departamento Administrativo do Serviço Público, até hoje conhecido pela sigla DASP, foi fundado pelo Dr. Luiz Simões Lopes. Por este órgão foi criada a Escola de Serviço Público que enviava técnicos de administração aos USA para a realização de cursos de aperfeiçoamento, com defesa de tese.
Os conhecimentos e as ações desenvolvidas por estes especialistas, no seu retorno ao país, fez deles pioneiros da Administração no Brasil, como profissão. Novamente sob orientação do Dr. Luiz S Lopes, em 1944, foi criada a FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS, mantenedora da EASP- Escola de Administração de Empresas de São Paulo.

Junto com o DASP, foi criado o cargo exclusivo de Técnico em Administração, hoje Administrador.

Sentia-se a necessidade de institucionalizar com urgência a profissão do Administrador, como forma de preservar o mercado de trabalho para os que já atuavam na Administração Pública e para os egressos daquelas escolas, bem como defender a sociedade de pessoas inabilitadas e na maioria das vezes despreparadas.

Mas, institucionalizar uma profissão não era tarefa fácil e a estratégia adotada deveria consistir na fundação da ABTA – Associação Brasileira de Técnicos de Administração, em 19-11-1960, que tinha como símbolo o hexágono.

A entidade recém criada começou a desenvolver esforços com vistas à preparação de um projeto de lei que institucionalizasse a profissão de Administração. É justo salientar que houve inestimável colaboração do Prof. Alberto Guerreiro Ramos, Técnico em Administração das DASP, na época DEPUTADO FEDERAL, na aprovação do projeto, ele foi apoiado pela ABTA na luta pela sanção presidencial, já que, à reação de poderosas forças contrarias, pediam pelo veto.


  • Com o importante apoio do Diretor Geral do DASP, a lei n º 4769, que foi sancionada em 09-09-1965, pelo presidente da República na época, Humberto de Alencar Castelo Branco.


Para sua implantação dessa Lei, o Ministério do Trabalho nomeou uma Junta Federal presidida por Ibany da Cunha Ribeiro, aliada à ABTA, presidida por A Nogueira de Faria, que forneceu sua estrutura e seus recursos materiais e humanos, implantando assim os Conselhos Regionais de Minas Gerais, Ceará, Pernambuco e Bahia.

Entre aqueles que exerceram o cargo de Técnico de Administração no DASP, além dos acima citados podemos ainda mencionar, Celso Furtado e Belmiro Siqueira. Este último ocupou vários cargos naquela repartição pública, dentre eles o de Diretor Geral em 1967 e1968.


  • BELMIRO SIQUEIRA é o Patrono dos Administradores de Empresas, titulo que lhe foi outorgado "pós- mortem" e dá nome ao concurso nacional anualmente promovido pelo Sistema CFA/CRAs: Premio BELMIRO SIQUEIRA DE ADMINSITRAÇÃO.


Administrador, professor, consultor assessor governamental, colunista de vários jornais, sempre escrevendo sobre assuntos ligados à sua área de atuação.
Autor de vários trabalhos sobre Administração, ele foi eleito Conselheiro Federal em 1977 e Vice-Presidente do CFA, até 28-11-1987, data de seu falecimento. Ocasião em que se encontrava no exercício da Presidência do CFA. Mineiro de Ubá, nascido em 22-10-1921.

TornA-se imperativo, exaltar a valiosa e decisiva contribuição do Administrador Belmiro Siqueira, cujo talento, profissionalismo e dedicação à categoria, ficarão para sempre marcados nos anais da história da ADMINISTRAÇÃO NO BRASIL.

Os profissionais de administração de empresas eram denominados, na época, Técnicos de Administração, o que transmitia uma conotação de formação escolar de nível médio.
Mais de 2 anos após a publicação dessa Lei, ela foi regulamentada através do Decreto 61.934 de 22-09-1967.

Foi criado então, o órgão responsável pela disciplina e fiscalização do exercício profissional: CFTA, com a missão de trabalhar pela afirmação da existência e fixação da profissão de Administrador de Empresas no macro sistema sócio, jurídico econômico nacional.

Começaram a ser criados Conselhos Regionais nas diversas capitais do país, que hoje compõem o Sistema CFA/CRAs, com a finalidade de difundir e consolidar a missão do órgão maior CFTA da categoria, com abrangência e autonomia nas diversas regiões do país.

Por foca da lei Federal de n º 735, de 13-06-1985, foi mudada a denominação de Técnico de Administração para ADMINISTRADOR, após uma vibrante campanha em 1983, coordenada pelo CRA-SP que levou reivindicações ao Ministério do Trabalho, de todas as instituições do país ligadas ao campo administrativo, universidades, faculdades, associações profissionais, sindicatos, além de milhares de profissionais e apoio de centena de Câmaras Municipais.

Iniciou-se um novo tempo de desenvolvimento e aperfeiçoamento da Administração, como Ciência e como Profissão. A tecnologia moderna aliada a cientistas, pesquisadores e professores, com seus mecanismos, estudos e trabalhos vêm provando que Administrar é necessário, proveitoso e imprescindível em qualquer segmento, contesto ou situação na vida das pessoas, empresas ou entidades.

Depois da leitura desse texto, podemos concluir que houve uma larga batalha para a regulamentação da profissão de Administrador, onde se envolveram profissionais e organizações, provando que existe, e é real, a necessidade deste profissional dentro das empresas.

Texto extraído do original da autora: Adm. Lucinda Pimental Gomes - http://www.artigonal.com/

(*) O símbolo da Administração

O símbolo significa o Administrador na Organização. As setas apontando para dentro mostram que devemos olhar para a Organização e entendê-la a fim poder administrar melhor. As que apontam para fora indicam que nossa abordagem não deve ser unicamente focada na Organização, mas considerar também o ambiente em que ela está inserida e como este a afeta, positiva ou negativamente.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Zona de conforto X Proatividade

Para correr riscos, basta estar vivo. Esta frase, na verdade, trata das situações a que somos submetidos involuntariamente, como os riscos naturais do relacionamento com a sociedade e com o ambiente em que vivemos. Por outro lado, temos aqueles casos de certa forma controláveis, que permeiam nossa vida desde os primeiros anos e nos quais podemos influenciar ativamente.
A capacidade de fazer escolhas ou tomar decisões é um grande instrumento que possuímos e que pode ser usado para moldar o nosso futuro, mas a própria trajetória da vida, marcada por desilusões, frustrações e derrotas, pode inibir nossas atitudes e quando percebemos em um dado momento que alcançamos uma certa estabilidade, fechamos as janelas para novas visões do mundo, para as inovações.
No entanto, “quem não tem audácia e disciplina pode alimentar grandes sonhos, mas eles serão enterrados nos solos da sua timidez e nos destroços das suas preocupações. Estará sempre em desvantagem competitiva” (Augusto Cury, 2004).
“É necessário estarmos prontos para correr riscos, o que muita gente não quer porque isso implica na saída da zona de conforto. Infelizmente, ficar na zona de conforto é o grande mal do ser humano, pois, apesar de ser a sensação mais gostosa e aparentemente segura, contribui para a estagnação, impedindo o nosso crescimento, tornando-nos vulneráveis às adversidades do dia-a-dia” (Antonio Braga, 2007).
O que alguns chamam de conformismo, na psicologia é denominado Psicoadaptação, fenômeno que se estabelece quando o indivíduo se psicoadapta a ambientes, objetos ou situações, o que gera sentimentos de frustração e desmotivação. Na sua forma positiva, este fenômeno resulta na busca do novo, na criatividade, quebra de paradigmas, etc.
Nas empresas, as mudanças sempre provocam reações das mais variadas. Na maioria das vezes são vistas com desconfiança, insegurança e até mesmo medo, principalmente pelos subordinados. “A maioria das pessoas em um grupo sempre procura manter o status quo. Sempre tentam deixar a situação como está, mesmo que esteja ruim. Mudanças nunca são muito bem-vindas, mesmo quando é para melhor” (Conrado Vaz, 2007).
Algumas ações precipitadas podem ser prejudiciais, não se deve deixar de ponderar, em qualquer situação, analisar os prós e os contras. No entanto, é importante que tenhamos atitude para assumirmos as rédeas de nossas vidas de forma efetiva.
Os ambientes acadêmico e profissional oferecem boas oportunidades para sairmos da estagnação, seja nos trabalhos em grupo, na participação em projetos ou nos debates em sala de aula e reuniões.
Tudo à nossa volta se encontra em mutação constante. É preciso observar as mudanças, ter consciência desta necessidade para não sermos sufocados pelas novidades ou pelos concorrentes, os quais podemos observar onde quer que estejamos.
“As escolhas de hoje são fundamentais para a construção saudável da nossa vida. Percebemos isso claramente no nosso dia a dia, seja no campo pessoal, seja no campo profissional” (Fernando Viana, 2005).
Vamos sair da zona de conforto, sejamos proativos. O mundo é feito de idéias e está de braços abertos para nós, cada um com a sua parcela
Renato Lima - http://admparaleigos.blogspot.com

A meritocracia é boa para empresas e funcionários?

Vivemos, nos dias atuais, na sociedade do conhecimento e da hiperconcorrência! E um dos maiores desafios para as empresas e trabalhadores, daqui por diante, é desenvolver formas de convivência harmoniosa que possibilitem a permanência e retenção dos profissionais.
Entre os sistemas utilizados há muitos anos pelas empresas para avaliação, aperfeiçoamento e premiação dos seus funcionários, está a meritocracia: um modelo e sistema de avaliação, reconhecimento e compensação das pessoas, onde o mérito pessoal e profissional, fundamentado num conjunto de habilidades, determina a hierarquia e o grau de responsabilidade nas organizações de tal forma que os mais aptos são escolhidos e promovidos conforme o desempenho e realizações.
Atuo como headhunter há mais de 25 anos e posso afirmar: estamos migrando de modelo uma sociedade industrial, onde havia hierarquias e lideranças definidas e preestabelecidas, para um novo modelo de sociedade que se comporta e age na forma de uma enorme teia de informações, distribuída e conectada em rede. Há propósito, vale a pena conhecer o ensaio sobre Da Sociedade Industrial à Sociedade em Rede no link: http://www.slideshare.net/MaristelaMoura/da-sociedade-industrial-sociedade-em-rede-8538889

Sociedade do conhecimento cria nova geração de trabalhadores
Uma das questões que as empresas estão debatendo são os novos talentos formados pela geração denominada Y, que vêm substituindo os diversos níveis de trabalhadores, e que trazem perspectivas e expectativas totalmente diversas daquelas que até então eram comuns às empresas. Segundo o Wikipedia “A Geração Y, também chamada geração do milénio ou geração da Internet é um conceito em Sociologia que se refere aos nascidos após 1980 e, segundo outros, de meados da década de 1970 até meados da década de 1990, sendo sucedida pela geração Z. Essa geração desenvolveu-se numa época de grandes avanços tecnológicos e prosperidade econômica”.

Geração mal acostumada e bem-sucedida
Os pais, não querendo repetir o abandono das gerações anteriores, encheram-nos de presentes, atenções e atividades, fomentando a autoestima de seus filhos. Eles cresceram vivendo em ação, estimulados por atividades, fazendo tarefas múltiplas. Acostumados a conseguirem o que querem, não se sujeitam às tarefas subalternas de início de carreira e lutam por salários ambiciosos desde cedo. Uma de suas características atuais é a utilização de aparelhos de alta tecnologia, como telefones celulares de última geração, os chamados "smartphones", para muitas outras finalidades além de apenas fazer e receber ligações como é característico das gerações anteriores.

Empatia é vital para boa meritocracia
Segundo estudiosos, uma das premissas para a uma boa aplicação da meritocracia é a capacidade de se colocar no outro, ou seja, a empatia. Questiona-se a capacidade da geração Y de se colocar no lugar do outro, exercício fundamental não apenas no mundo corporativo. Esses novos executivos são extremamente talentosos e inquietos, têm comportamento atípico no ambiente de trabalho. Não conseguem se manter subordinados a qualquer forma de comando que lhes exija atitudes de rotina. São extremamente ávidos por novos conhecimentos (que também são descartados mais rapidamente ainda).

Grandes corporações adotam a meritocracia.
A meritocracia é um sistema usado, com maior frequência por grandes empresas, em geral multinacionais, na gestão do capital humano ou talentos. É recomendável que a empresa tenha um plano estratégico e desdobramento claro de metas com indicadores de desempenho a médio prazo, pelo menos. As competências e o alinhamento cultural são indispensáveis no tema meritocracia.

Periodicamente ou rotineiramente, isso deve ser avaliado. Um sistema de avaliação eficiente e critérios muito transparentes são a chave da meritocracia.

Fortalecimento de políticas de governança e transparência.
 
 Há quem afirme que a meritocracia é precária na sociedade brasileira e nós somos omissos em relação a ela. É como se a geração Y não gostasse de hierarquia, seria muito difícil que ela não seja adepta da meritocracia. As nossas recomendações, especialmente quando atuamos como Consultores em Capital Humano, é a de fortalecimento de políticas de governança corporativa e transparência mediante a adoção ética dos princípios. Acredita-se, pela primeira vez na história das organizações, é o talento que vai definir as novas relações com a empresa. E isso é uma revolução: daí estudiosos acreditarem que meritocracia não é um estado, mas um ideal que deve ser perseguido constantemente. 

Fonte: Bem Paraná - Curitiba/PR- Portal www.cmconsultoria.com.br

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

10 dicas para você se proteger de criminosos nas redes sociais

Nem todo mundo está preparado para mergulhar nesses espaços de forma segura

As redes sociais já assumiram um papel de quase onipresença em nossas vidas e isso não há como negar. No entanto, nem todo mundo está preparado para mergulhar nelas de forma segura. Nesse sentido, com o objetivo de informar e conscientizar sobre como utilizar de modo seguro estas plataformas, a ESET América Latina lançou o seu Guia de Segurança para Redes Sociais.
"Segundo o último estudo da InSite Consulting, a América Latina é a região com o maior percentual de uso de redes sociais no mundo, atingindo 95%. Com a crescente tendência dos ciber hackers de usarem as redes sociais como um meio para as suas ações maliciosas, torna-se vital para o usuário estar protegido e contar com um ambiente seguro ao utilizar as redes sociais", disse Federico Pacheco, Gerente de Educação e Pesquisa da ESET América Latina.

Confira abaixo as 10 principais recomendações oferecidas pelos especialistas da ESET para você se proteger dos ataques cibernéticos:

1 – Não entrar em links suspeitos: evite clicar em hiperlinks ou links a partir de fontes duvidosas para prevenir o acesso a sites que contenham as ameaças cibernéticas. Lembre-se que esses links podem estar presentes em um e-mail, um bate-papo ou uma mensagem em uma rede social.

2 – Não acessar sites de reputação duvidosa: através de técnicas de Engenharia Social, muitos sites promovem-se com informações que podem chamar a atenção do usuário - como descontos em compras de produtos (ou até mesmo oferecê-los gratuitamente) ou materiais exclusivos de notícias da atualidade, material multimídia, etc. Recomenda-se estar ciente destas mensagens e evitar acessar sites com estas características.

3 – Atualizar o sistema operacional e aplicativos: é sempre recomendável manter atualizadas as últimas correções de segurança e software de sistema operacional para evitar a propagação de ameaças através das vulnerabilidades que o sistema possa ter.

4 – Aceitar somente contatos conhecidos: tanto os clientes de mensagens instantâneas, como os de redes sociais, a recomendação é aceitar e interagir apenas com os contatos conhecidos. Desta maneira, o acesso aos perfis criados por hackers para se comunicar com as vítimas e expô-las a diversas ameaças será impedido.

5 – Download de aplicativos a partir de sites oficiais: é recomendável sempre fazer download de aplicativos via sites oficiais. Isto é porque muitos sites simulam oferecer programas populares que são alterados, modificados ou substituídos por versões que contêm algum tipo de malware e descarregam o código malicioso no momento em que o usuário instala o sistema.

6 – Evitar a execução de arquivos suspeitos: a propagação de malware geralmente é realizada através de arquivos executáveis. É aconselhável evitar a execução de quaisquer arquivos a menos que você conheça a procedência de sua segurança e sua fonte seja confiável.
7 – Utilizar tecnologia de segurança: as soluções antivírus, firewall e antispam representam as aplicações mais importantes para a proteção do computador contra as principais ameaças que se propagam via internet. O uso dessas tecnologias reduz o risco e a exposição diante as ameaças.

8 – Evitar inserir informações pessoais em formulários questionáveis: quando o usuário se depara com um formulário web que contém campos com informações sensíveis (por exemplo, nome de usuário e senha), o ideal é verificar a legitimidade do site. Uma boa estratégia é verificar o domínio e o uso do protocolo HTTPS para garantir a confidencialidade das informações.

9 – Tomar cuidado com os resultados demonstrados pelos sites de busca: através de técnicas Black Hat SEO, os hackers costumam classificar seus sites entre os primeiros lugares nos resultados de pesquisas, especialmente em casos de pesquisas de palavras-chaves muito utilizadas pelo público. Diante de qualquer uma dessas buscas, o usuário deve estar ciente dos resultados e verificar em qual site está sendo vinculado.

10 – Utilizar senhas fortes: é recomendável o uso de senhas fortes, com diferentes tipos de caracteres e não inferior a oito caracteres.

"Sem dúvida as redes sociais são um recurso valioso para os internautas. Para usá-las com segurança, é recomendável não subestimar aos hackers e aprender a usar corretamente as ferramentas tecnológicas, configurá-las de modo adequado e fazer uma navegação pela internet de maneira responsável", concluiu Sebastian Bortnik, Coordenador de Awareness & Research da ESET América Latina.

Por Redação: www.administradores.com.br
 
 

Os 05 erros comuns do Empreendedor Brasileiro

O brasileiro é empreendedor. Estamos em 7ª posição no ranking dos países do mundo onde o seu povo tem maior iniciativa para abertura de seu próprio negócio.
Mas temos também outro dado significativo, e este não nos traz glória: 2/3 das empresas abertas em nosso país fecham as portas ainda no segundo ano de sua existência.

Isso deveria nos levar à reflexão sobre os possíveis problemas que causam tamanha mortandade de nossas jovens empresas, mas acostumamos a encobrir os nossos fracassos colocando comumente a culpa em vários outros fatores, sendo o Governo o mais comum (leia-se: da falta de incentivos, ao excesso de impostos).
Se fizermos um brainstorm e buscarmos analisar os reais motivos dessa "quebradeira" que assola 66% dos empreendedores, constataremos cinco outros motivos pessoais que vão além da política e da iniciativa/dependência pública (e que Paretto não me permita errar):

1. Desconhecimento do negócio
Abrir uma empresa não é gastar em uma boa estrutura física, em um ponto com boa visibilidade e em uma rua movimentada, nem depende exclusivamente da "qualidade" do produto.
Abrir uma empresa é planejar, é segmentar-se, explorar nichos, determinar seu público; fazer propaganda e fidelizar o cliente. Mas, acima de tudo: abrir uma empresa é conhecer o negócio.
Vai vender peixes? Ótimo... Qual tipo: de viveiro, ou de mar? Espécies populares ou mais "sofisticadas"? vai comprar onde e de quem? Vai estar congelado ou fresco? Vai vender por posta ou inteiro? Vai vender "tratado"? Qual o seu horário de trabalho: vai abrir de manhãzinha ou no "horário comercial"? Qual sua margem de lucro?
As respostas para as perguntas acima – e para várias outras – devem ser respondidas quando se pensa em abrir uma empresa. É o que se chama de Plano de Negócios e ele é documento fundamental para qualquer empresa.
É o Plano de Negócio que demonstra, quando bem elaborado, todas as forças e fraquezas que o seu negócio possuirá e, com isso, dará subsídios para que suas forças e recursos sejam bem empregados para o sucesso do seu empreendimento.

2. Desconhecimento do cliente-alvo
Nada é mais frustrante que investir seus esforços e suas economias em um negócio que não dá certo.
Você tem o produto certo, com um preço justo, um bom ponto de vendas e ótimas instalações, mas os clientes não aparecem. Onde está o seu erro?
Na verdade, a primeira pergunta que deve ser feita é: quem é seu cliente? Já imaginou, abrir boutique de roupas finas em vilas de veraneio, na praia, em pleno verão? Não seria melhor abrir uma boutique da Havaianas?
A segunda pergunta deve ser: minha estrutura física está condizente com meu produto e meus clientes?
Imagine, se você abre a tal boutique da Havaianas na frente da praia, e seus funcionários usam roupas esporte-fino e hão candelabros e lustres de cristal em sua loja. Pareceu estranho??? Pois é! O seu cliente também achou...
A estrutura física é parte importante da imagem que sua empresa quer conquistar... se seu público são os fãs de chinelas Havaianas, e sua loja está situada numa praia, talvez fosse melhor optar por algo mais despojado, (mas nem por isso desleixado)...

3. Falsa sensação de liberdade (Descompromisso)
Essa é clássica: "cansei de trabalhar pros outros, vou abrir meu próprio negócio".
E vai trabalhar para quem? Para o consumidor/cliente. Ou você acha que só por ser proprietário, o dinheiro virá andando para a sua caixa registradora?
Ser dono do próprio negócio envolve compromisso e suor, simpatia e sangue frio, jogo de cintura e muita, mas muita lábia e paciência.
O consumidor/cliente potencial de seu produto/serviço é informado e exigente. Não se contenta com pouco e nem se convence com qualquer coisa.Isso, independente da classe social...
Hoje o empreendedor deve ter em mente que ele vai trabalhar até mais que quando era de "carteira assinada". O que vale nesse momento é a paixão pela idéia, acreditar no seu potencial e a vontade de colher – à médio ou longo prazo – os frutos de seu trabalho.

4. Ausência de Planejamento
Imagine: organizar suas férias dá trabalho? E suas finanças?
Você pode até conseguir viajar pelo mundo sem nem um centavo no bolso e voltar ileso para casa – Deus sabe quando –, mas até para ficar em casa sem fazer nada é preciso planejamento.
O Planejamento Estratégico da sua empresa é tão necessário quanto a sua presença física na empresa.
É momento de investir, ou de aguardar? O concorrente tá abrindo uma filial, devo seguí-lo? É no Planejamento Estratégico que serão desenhados os horizontes que seu negócio enfrentará e como ele se sairá nesses cenários.
Sem informação, o risco de tomar a decisão errada é enorme. E se você não souber quem é, e nem para onde vai, aí, sim, não vai ter jeito: você corre o seríssimo risco de ir à pique.

5. Incompetência Administrativo-Financeira
Dinheiro da empresa é da empresa. Seu dinheiro é da empresa. O dinheiro da empresa não é seu.
Pode parecer estranho estar dizendo isso, mas muitos empreendedores tem a falsa impressão que o faturamento é lucro e se está no caixa, pode simplesmente pegar e sair para "curtir o sucesso".
Uma empresa tem contas a pagar, como se fosse uma pessoa física: impostos, salários, manutenção do prédio, fornecedores, investimentos...
Se for seu hábito pegar uns trocados do caixa, saiba que isso pode levá-lo à falência. É o pouco que entra todo dia que faz o muito do faturamento mensal.
E se você é daqueles que pegam o dinheiro no caixa e esquece que pegou, pior ainda... Você pode achar, no final do mês, que sua empresa está dando prejuízo, quando na verdade ela está indo muito bem...
Esses são os cinco principais fatores pessoais que podem "quebrar" uma empresa. São falhas comumente apontadas em diversas pesquisas sobre empreendedorismo e que, infelizmente ainda são reproduzidas nos ambientes de negócios.
No Brasil, existem empresas, organizações e serviços voltados exclusivamente para o empreendedor e para o micro e pequeno empresário, que vão desde o assessoramento na papelada de abertura da empresa, até concessão de empréstimos com juros e prazos subsidiados.
Infelizmente, ainda é burocratizado e longe do ideal, mas buscar auxílio de quem tem experiência e competência para deslanchar suas idéias em um negócio produtivo é o melhor a ser feito. É mais fácil administrar o que começa certo, do que remediar o que começou errado.
Por isso, se for abrir uma empresa, pense muito bem o que pretende abrir. Planeje, calcule, busque auxílio de profissionais habilitados, mude hábitos e prepare-se: o mundo da Administração é maravilhoso, mas é tão melindroso quanto uma estrada sinuosa... use a velocidade correta e tome as decisões acertadas, senão você pode derrapar na primeira curva com conseqüências inesperadas.

Fernando Reis dos Santos Neto - Administrador formado pela Universidade Federal de Sergipe e Pós-Graduado em Gerenciamento de Projetos pela Universidade Tiradentes.

BOTAFOGO...uma só PAIXÂO...


Adoro Reticências...


Adoro Reticências...
Aqueles 3(três) pontos intermitentes...
que insistem em dizer que nada está fechado, que nada acabou, que algo sempre está por vir! ...
A vida se faz assim! ...
Nada pronto, nada definido. ...
Tudo sempre em construção. Tudo ainda por se dizer...
Nascendo...
Brotando...
Sublimando...
Vivo assim...
Numa eterna reticência...
Para que colocar ponto final? ...
O que seria de nós sem a expectativa de continuação...
 Copiado do Facebook de: Marcia Itapary ...

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Não existe o impossível !


Voce já imaginou se Cristovão Colombo não tivesse coragem, não fosse aventureiro e, acima de tudo, visionário ?  Se Santos Dumont pensasse que apenas os pássaros podiam voar ? ou Grand Bell pensasse que comunicação podia ser feito apenas com sinais de fumaça ? E o que dizer do inventor do fax ? do Computador ? da Internet ? do Celular ? 

 Ainda bem que eles existiram, bem como milhares de outros homens e mulheres corajosas que fizeram e ainda fazem alguma coisa pelo nosso mundo, com inovações, com invenções, com criatividade. 

 Se voce pensa que transformar tudo isso e podermos usufruir nos dias de hoje foi fácil.... bem, voce está muito enganado... houve dedicação, pesquisa, estudo, trabalho, trabalho e trabalho.. 

 Há uma frase que diz: 1% de inspiração e 99% de transpiração. 

 Na sua vida tudo depende disso: muita transpiração e apenas um pouco de inspiração... 

 Seja o que for que voce pretende ser ou fazer daqui a alguns anos, comece o planejamento agora... se voce quer ter um milhão de dolares daqui a 10 anos... basta planejar... faça as contas... veja o quanto pode guardar por mês... faça um excelente investimento... e comece AGORA a fazer do seu projeto uma realidade.
 Na sua vida pessoal e profissional é a mesma coisa... muitas vezes nos acomodamos no mesmo emprego... na mesma empresa... com a mesma situação...  veja se tudo isso vale a pena... veja se é isso que voce quer da sua vida... 
 Pergunte-se: o que eu tenho hoje vai ser o suficiente para os meus sonhos transformem-se em realidade ?  Isso é possível ou não ? O que posso fazer para mudar isso ? Quais as atitudes que devo tomar para que os meus objetivos, meus sonhos, se transformem em realidade ? 

 Qualquer que seja o seu caminho não esqueça: nada vai  cair do céu, voce terá que batalhar muito, mas muito mesmo, para que consiga realizar o que deseja.  

 Só precisa de uma coisa: SONHAR um sonho possível, afinal impossível não existe ! 

 Wilson Giglio - Consultor em Gestão Empresarial - Diretor de Capacitação ACE GUARULHOS