quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Empresas de TI vão ao mercado em busca de novos talentos

Situação de falta de mão de obra obriga as empresas a enfrentar três desafios: capacitação, retenção e reciclagem.
A falta de mão de obra especializada no Brasil não é característica exclusiva do setor de engenharia. Pouco explorado no País, o segmento de segurança da informação passa pelo mesmo problema. O mercado de TI (Tecnologia da Informação), em geral, detém mais vagas do que profissionais capacitados para ocupá-las.
“Tecnologia da informação sempre foi e será uma área muito especializada. O surgimento de novas tecnologias força os profissionais dessa área, assim como as empresas, a buscar ciclos de reciclagem de forma constante. Na área de segurança não seria diferente e avalio ser ainda mais complexa, dado o avanço das tecnologias, assim como a habilidade de pessoas que buscam a fraude”, afirma o presidente da True Access Consulting, Pedro Goyn.
Segundo ele, a situação obriga as empresas a enfrentar três grandes desafios para se manter no cenário comercial tecnológico: capacitação, retenção e reciclagem de profissionais.
O mercado nacional passa por obstáculos para contratar de forma robusta profissionais qualificados. Os bons funcionários já estão empregados e caracterizam-se por não mudarem facilmente de emprego.
Fora isso, a especialização tem um peso substancial entre as empresas. Com a disputa de mercado, quanto maior o conhecimento, mais altos os salários. "Entramos aí na balança do custo e benefício, se o profissional é bom, as empresas, sem dúvida, irão pagar um valor alto por ele", observa Goyn.
Fortalecimento
Existem poucos cursos superiores de qualidade que, de fato, capacitem o profissional em segurança da informação com excelência. Os preceitos básicos desse profissional consistem em formação em TI, cursos superiores, como é o caso de engenharia de sistemas, engenharia da computação, análise de dados, entre outros.
"Aí entramos na fase da especialização. Uma boa dica é, além da graduação na área de TI, ter certificações baseadas em normas como a ISO 27000. Em seguida, para aqueles que desejam se aprofundar nos aspectos de segurança da informação, certificações como CISSP (Certified Information Systems Security Professional) e CISM (Certified Information Security Manager) são ainda um diferencial. E se esse profissional desejar, pode fazer também uma complementação com cursos como ITIL, Cobit, PMI, entre outros", explica o executivo.
Tido como essencial em qualquer profissão, o domínio da língua inglesa também tem forte predominância na área tecnológica.
Diferentemente do passado, quando muitos profissionais estudavam em casa, muitos interessados na área hoje passam por cursos e laboratórios de especialização.
Futuro
O profissional do futuro em segurança da computação deverá ser um "malabarista". Esta é a percepção de Goyn, que analisa a impossibilidade das empresas terem condições de contratar o número de profissionais necessários. "A competitividade e o nível de empregabilidade também são um desafio no que tange se atualizar sempre, buscar a autorreciclagem e estar atento a todas as novidades do mercado", explica.
"Se TI é um mercado promissor, o de segurança é ainda mais. Todo mercado que provoque a sua autorrenovação cresce. Isso porque, quanto mais você se renova, mais é cobiçado pelas empresas que buscam por um bom profissional de segurança da informação", projeta Goyn.
De acordo com o executivo, em cinco anos, o setor passará por um grau de especialização jamais visto. Em decorrência desse fator, a capacidade de trabalho em equipe será fundamental nas empresas.
Por Equipe InfoMoney - http://www.administradores.com.br/

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Como não perder tempo com as redes sociais

As redes sociais entraram para ficar na vida das pessoas e das empresas, e isso obviamente afetou o nosso tempo de alguma forma.
Há alguns anos, quando falávamos sobre redes sociais - ou mais especificamente o Orkut (que era a rede predominante na época) - a maioria das pessoas achava uma perda de tempo, que eram desnecessárias, coisa de adolescente ou apenas para diversão. Em pouco tempo essa percepção foi totalmente alterada.
Podemos comparar a entrada das redes sociais com a entrada do celular na vida das pessoas. No começo muita gente jurava que nunca precisaria de um celular, e que era o "fim dos tempos" ter que andar com o telefone no bolso. Hoje em dia, a grande maioria dos brasileiros não consegue mais viver sem o seu aparelho.
As redes sociais entraram para ficar na vida das pessoas e das empresas, e isso obviamente afetou o nosso tempo de alguma forma. Se usar bem essas ferramentas, você pode aproveitar dos benefícios, agora se usar mal, vai conseguir mais um ladrão de tempo para você se perder na sua rotina.
Muitas empresas me questionam se devem ou não liberar o acesso às redes sociais na empresa, e digo que deve ser proibido apenas se sua empresa revista os funcionários e proíbe a entrada de celular. Caso contrário, tem de estar liberado! Rede social é parte da vida e do tempo de todo mundo, ajuda a impulsionar muitos negócios, gera networking, contrata pessoas, busca informações, ajuda a pessoa a relaxar, a se comunicar, etc.
Na minha visão, as empresas e você precisam se preocupar como o uso consciente da ferramenta, ou do contrário, a má utilização poderá matar sua produtividade por completo. Se mesmo assim achar que deve bloquear, então use um meio termo: libere nos horários pré e pós-expediente.
Veja algumas dicas sobre como não perder tempo com as redes sociais:
Participe de redes sociais relevantes – Você não precisa estar em 10 redes sociais, selecione as mais relevantes e que tenha o maior número de pessoas conectadas a seus objetivos. Eu participo apenas de 4 redes (atualizo pessoalmente): Twitter, Facebook, LinkedIn, Orkut, o resto não me agrega.
Desabilite os avisos de recados e mensagens – Configure suas redes para não ficar te avisando, apitando ou enviando e-mails a cada nova mensagem ou scrap que você receber. Se você visualizar todos os avisos, vai perder um tempo que você nem imagina e o que os olhos vêem, a curiosidade não consegue controlar, não é?
Tenha horários – Assim como no e-mail, nada de ficar com a rede aberta toda hora. Defina horário ou dias para atualizar e olhar suas redes. Costumo olhar minhas redes sempre de noite ou aos domingos. O twitter, quando estou na empresa, vejo três vezes por dia e olhe lá.
Utilize Softwares – Existem milhares de programas que ajudam você a atualizar suas redes sociais de forma simples e integrada. Recomendo o Tweetdeck, ele integra todas as minhas redes, ou seja, basta escrever uma vez para todas as redes serem atualizadas. O Echofon para Firefox também é excelente. Para celulares existem diversos, basta dar uma pesquisada para encontrar algum com a sua cara.
Dica para o twitter – Como o twitter está na moda, a minha dica é: siga poucas pessoas, mas com conteúdo relevante. Se você seguir muita gente não deve estar usando o twitter como fonte de conhecimento e provavelmente ele não deve estar agregando muito valor ao seu dia-a-dia, pois acaba tendo tantas mensagens que dificilmente você vai ver.
Redes Sociais é a invenção mais nerd que deu mais certo no mundo dos "pops"! Impossível viver sem, mas não se perca por causa dela, saiba usá-la com sabedoria e não jogue seu tempo no lixo!

Por Christian Barbosa - Autor dos livros A Tríade do Tempo e Você, Dona do Seu Tempo, Estou em reunião e Mais tempo mais dinheiro.  http://www.triadedotempo.com.br/ e http://www.christianbarbosa.com.br/

domingo, 10 de outubro de 2010

O PODER DA (IN) DIFERENÇA

“Quem não vive o espírito de seu tempo, vive suas mazelas”.

O poeta diz que o contrário do amor não é o ódio e sim a indiferença.
Quantas vezes já fomos vítimas de pessoas mal humoradas, rancorosas e sem a menor pretensão de ajudar ou aceitar ajuda?
Quem não conhece aquele sujeito que sabe tudo, que para ele nada presta, ninguém serve, nada dá certo, e que sempre diz “eu não avisei?”.
Quantas vezes já fomos vítimas do(a) atendente de telemarketing da grande empresa, que se apresenta como anjo de candura para nos oferecer algo, mas que no momento de solucionar um problema tudo fica tão difícil, complicado e estressante?
Quem nunca se irritou com o garçom que demora em atender ou ignora nosso chamado como se não tivesse visto, com a recepcionista que “compreende nosso problema” mas diz que regras são regras, com o gerente que se faz de ocupado e nos deixa aguardando infindáveis minutos ao telefone ou em pés na frente de sua mesa, com a telefonista que nos deixa na espera ao som torturante daquele musica irritante? Isso para citar apenas alguns exemplos do praticamente infindável poder da indiferença.
Constantemente ouço empresários e dirigentes reclamando dos seus funcionários, alegam que não se encontra mais “gente de qualidade”, dizem serem vítimas de pessoas que tem vícios de trabalho, fazem “corpo mole”, e principalmente não se envolvem com nada.
Nada é suficiente para elas (as pessoas indiferentes), nada as contenta, nada faz com que se movam de forma genuína. Em muitas situações o que se vê são pessoas que passam oito, nove, dez, doze horas trabalhando, porém loucas para não precisarem mais colocar seus pés naquele local.
Essas pessoas são aquelas que vivem reclamando, achando tudo difícil, colocando defeito em tudo e todos a sua volta, e o pior, contagiam com desânimo aqueles que chegam com todo o “gás” para produzirem algo.
Um senhor se aposentou, quase 63 anos de idade, 32 deles dedicados a uma única instituição bancária. Passou mais da metade de sua vida lá, e pouco antes de se aposentar revelou a alguns colegas que “agora sim, iria se dedicar a algo que realmente gostava”. Passou mais da metade de sua vida fazendo algo que não gostava, por puro comodismo, falta de diferenciação ou sabe-se lá qual motivo. Mas o fato é que desperdiçou mais de 11.680 dias de sua vida. E a pergunta que não quer calar: para que?
Imagine esse senhor levantando todos os dias, semana após semana, mês após mês, ano após ano e se dirigindo ao mesmo local, para fazer as mesmas coisas que odiava, convivendo com pessoas que possivelmente não gostava, aturando e sendo aturado todos os dias de sua vida para no final dizer que odiava o que fazia.
É inconcebível que um ser humano dedique sua vida a algo que odeia fazer. A quantidade de pessoas que estão no lugar errado nos faz entender a indiferença da qual somos vítimas constantemente quando precisamos nos relacionar com alguém em uma empresa.
A apatia e o desinteresse são tamanhos, e atinge a tantos que nem o melhor profissional de motivação ou o melhor dos programas de melhoria conseguiria manter uma criatura dessas “ligada” por mais que vinte dias. 
Tenho uma séria restrição as pessoas que se dizem desmotivadas, que querem que alguém massageie seu ego ou diga o quanto elas são queridinhas com palavras de incentivo.
Posso estar sendo um tanto o quanto radical, mas creio que cabe a cada um de nós buscar seu espaço, cabe a cada um decidir como será o seu dia, sua semana, seu mês sua vida. Cabe a cada um definir como quer passar os próximos dez anos, e ninguém pode fazer isso pelo outro.
Argumentos como “não é fácil”, “já estou velho demais para isso”, “tenho muito a perder” são as “muletas” mais comuns. Porém, aquele que por indiferença e desrespeito a sua vida e carreira se deixam levar pelo comodismo, apatia e indiferença frente aos desafios não pode se queixar, afinal foi ele quem decidiu estar nessa situação. Exatamente, decidiu sim. Isso porque as chances existem para todos, as possibilidades estão em toda parte, aproveita quem quer e fundamentalmente quem as enxerga ou deseja enxerga-las. E quando não se tem uma oportunidade, se cria.
E se isso fosse tão difícil não teríamos as grandes evoluções, inventos, mudanças de rumo na vida pessoal e profissional que sempre lemos nas revistas, jornais, telejornais e na própria internet.
O problema é que você e eu podemos encontrar um desses sujeitos como colega de trabalho, parceiro comercial ou qualquer outra situação que nos prenda a ele. E o pior, parece que existe uma espécie de vírus que contagia aqueles que estão a volta de um sujeito indiferente.
Milhares de pessoas compareceram ou viram pela televisão o enterro do grande piloto Ayrton Senna, lembra dele? Quem não se lembra. Duas pessoas compareceram ao enterro do bandido da luz vermelha. Mas qual o motivo de tal comparação? Simples: cada um herda exatamente aquilo que propagou ou proporcionou aos que estavam a sua volta.
Vivemos do passado, usufruímos hoje daquilo que construímos, pregamos e fizemos antes. E a jornada continua, pois vamos colher para a próxima semana, ano ou década em um ciclo que vai até o fim de nossas vidas, aquilo que estamos realizando nesse momento.
Segundo a Bíblia o ser humano é dotado do livre arbítrio, cada um pode decidir o que será e como será sua vida. Sendo assim, todos têm o direito a serem medíocres, a realizarem menos do que desejavam ou poderiam, não há problema. O problema é que a maioria dessas pessoas são “amargas” e o pior “amargam” a vida alheia e isso é inconcebível.
Muitos se ressentem por não progredirem o quanto gostaria – e a maioria não faz por onde progredir - e tornam a vida daqueles a sua volta um suplício. A convivência é difícil, cansativa, literalmente um sacrifício conviver com alguém “indiferente”.
Cabe a cada um de nós decidir se quer ser mal atendido, se quer conviver com pessoas medíocres, azedas ou – me perdoem a expressão – literalmente fracassadas.
Nada o impede de aceitar, como nada o impede de não aceitar ser ou conviver com pessoas indiferentes as mudanças da vida.
Ainda existem aquelas pessoas que reclamam que antigamente era melhor, que no seu tempo as coisas eram diferentes. Essas pessoas estão presas a um passado que já não existe mais. Como diz a frase no epitáfio de Voltaire “quem não vive o espírito de seu tempo, vive suas mazelas”.
Pode parecer lugar comum ou até piegas, mas o importante não é caminho que se trilhou ou o ponto a que se chegou. O importante é o que se fez durante o caminho, como a jornada foi aproveitada, e principalmente como ficou o caminho depois que você passou.
Não peque pela indiferença, nem consigo, nem com o próximo.
Não faça menos apenas por ser mais fácil. Grandes avanços exigem grande dedicação. Grandes resultados exigem grande empenho.
Ninguém é grande por acaso, ninguém é pequeno por acaso.
Pense nisso antes de aceitar ser ou conviver com alguém indiferente.
Se tiver que fazer, faça bem feito, afinal você esta trocando um dia de sua vida por isso e, portanto no final tem que valer a pena.  

Fábio Luciano Violin,
Mestre em Estratégias e Organizações (UFPR).

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Os segredos para você se dar bem em processos seletivos

Consultores em Recursos Humanos elencam algumas técnicas e habilidades que fazem a diferença em processos de seleção. Confira!

Encarar um processo seletivo seja para estágio, trainee ou emprego, não é tarefa das mais fáceis. Surge o nervosismo, aquele friozinho na barriga, em alguns momentos "dá um branco" no que se vai dizer, nunca sabemos se a roupa escolhida é a ideal e, às vezes, aparecem dúvidas no que falar (e no que não falar).
Todos que passam por algum processo seletivo estão sujeitos a um ou mais fatores desse nível. Por isso, estar bem preparado para a entrevista diminui as chances desses "imprevistos" acontecerem, o que pode ser o diferencial para a conquista da tão sonhada vaga.
Ensaiar em casa o que irá dizer, tendo suas experiências, habilidades e competências na ponta da língua, é uma forma de ajudar na seleção, explica Sueli Brusco, consultora em RH e diretora de serviços da SimGroup, especializada em comportamento humano. Segundo Sueli, "durante o processo seletivo é preciso estar confiante em si próprio, em sua carreira e em seus objetivos. Isso diminui o nervosismo e fortalece na hora de falar.
Já Hegel Botinha, diretor do Grupo Selpe Recursos Humanos, empresa em consultoria de recrutamento e seleção há 45 anos no mercado, relata que transmitir tranquilidade e segurança são outros fatores imprescindíveis. "Ter uma boa comunicação, mostrar que conhece a empresa e exibir uma postura correta influenciam a decisão do recrutador", indica o especialista.
O corpo fala
Durante uma entrevista de emprego, inúmeros aspectos são levados em conta e poucos deles percebidos realmente pelo candidato. Esse é o caso da linguagem corporal que, segundo a consultora Sueli Brusco, pode revelar se o candidato está nervoso, inseguro, confiante ou tranquilo.
"O corpo é o espelho da nossa mente. Gestos, tom de voz, postura, olhar e o posicionamento de modo geral deveriam receber mais atenção. A leitura corporal é uma dica básica, significativa e válida para todos os candidatos", revela Sueli.
De acordo com a consultora, pessoas nervosas e ansiosas devem procurar fazer um relaxamento antes da entrevista e ter uma boa noite de sono na véspera da entrevista. "Se não dormimos suficiente, não estivermos bem no dia, calmos, com a mente saudável, isso com certeza vai transparecer".
A especialista ressalta também que o candidato que faz esportes ou tem uma rotina saudável possui mais facilidade para filtrar o nervosismo e a ansiedade.
Erros Comuns
Alguns deslizes cometidos pelos candidatos podem ser verdadeiros vilões durante o processo seletivo e significarem o "adeus" da disputa pela vaga. Entre os erros mais comuns estão: falar e escrever errado; inventar cursos ou experiências no currículo e falar mal sobre pessoas e empresas pelas quais já trabalhou.
Dicas
Como forma de colaborar com profissionais e estudantes na hora de conquistar uma vaga de estágio, trainee ou emprego, os especialistas em RH, Hegel Botinha e Sueli Brusco, elencaram algumas técnicas e dicas que fazem a diferença em processos seletivos. Veja:
■Currículo
- No currículo é preciso fazer um resumo sobre todas as atividades profissionais realizadas sem 'encher linguiça', trazer as informações de forma clara e falar sobre seu objetivo;
- Jamais invente cursos ou experiências;
■Entrevista
- Pesquisar o máximo de informações possíveis sobre a empresa, como: setor de atuação e o departamento/área na qual se pleiteia a vaga;
-Pensar nos pontos relevantes a falar na entrevista, repassar as informações relevantes de sua carreira, além de procurar estar tranquilo;
- Definir os objetivos da entrevista. Para que se candidatou à vaga de emprego? Os seus propósitos de curto, médio e longo prazos profissionais;
- Definir uma sequência de argumentos a abordar durante a entrevista e preparar as falas;
- Chegar 30 minutos antes do marcado para evitar imprevistos;
■Roupa
- Vestir-se de acordo com a cultura que a empresa prega. O ideal, na entrevista, é utilizar a roupa que usaria no dia normal de expediente;
- Não vista roupas sujas e amassadas. As mulheres devem evitar decotes, roupas coladas e maquiagem excessiva. Homens não devem ir com bonés, camisas de times, regatas ou bermudas, mesmo em seleções de estágios;
■Linguagem Corporal
- Um olhar inquieto, que raramente encontra os olhos do interlocutor, pode passar uma imagem de insegurança e de falta de confiança. Já um olhar firme e que se detém nos olhos do entrevistador, demonstra segurança e passa firmeza em suas colocações
Por Fábio Bandeira de Mello, www.administradores.com.br

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Novos caminhos para o profissional de Marketing

Especialistas e professores mostram o que o mercado pede.
Recém-formado, diploma de Markeitng na mão e... o que fazer? Como está o mercado? Quais as áreas mais indicadas? O que é indispensável hoje para o sucesso na carreira do Marketing? Inglês fluente, espanhol básico já não são os diferenciais apesar de terem ainda grande importância para os novos profissionais de Marketing. Mas, nenhuma língua fala mais alto do que a especialização na área e a busca pelo pensamento produtivo.

A meninas dos olhos dos alunos da ESPM-SP é o Marketing de busca ou o esportivo, áreas sempre bem posicionadas no ranking dos cargos mais cobiçados pelos estudantes. Ultimamente cresce a demanda pela área de Trade Marketing, a negociação entre o varejista e as marcas, área que anda carente nas escolas que forma os novos profissionais de Marketing. A ESPM-SP criou esta especialização em sua grade para fazer com que o profissional entenda que o Trade não é só varejo.

No cenário atual, os profissionais de Marketing adquirem experiências diferentes, mas de igual importância, em empresas de grande, médio e pequeno porte. Seja pela estrutura organizada das multinacionais que oferecem a prática do que foi aprendido em sala, ou pela experiência de atuar em todas as frentes de uma estratégia de Marketing sem grandes valores de uma pequena empresa, o certo é que o Marketing continua encantando alunos e profissionais a cada formatura.

Cada vez mais conhecimento
"O Marketing não é mais o filho feio dentro da organização. Hoje essa área é a esperança da empresa de aparecer para o mercado", define Marcelo Guedes (foto), Chefe da área de Marketing da ESPM-RJ, em entrevista ao Mundo do Marketing. Diante deste cenário, a responsabilidade do profissional desta área aumenta. "O grande desafio é entender que está cada vez mais especializado. O mercado sabe da importância do Marketing e, por isso, cobra mais deste profissional", afirma Guedes.

Saber como agir no mercado requer experiência, mas a maioria dos profissionais recém-formados não a possui. Porém, existem outras questões que fazem a diferença na escolha do novo ocupante da cadeira de Marketing: conhecimento. "É indispensável para a formação do profissional de Marketing estar antenado na empresa para a qual trabalhará e no panorama mundial. É preciso enxergar a empresa, o mercado, a macroeconomia e o consumidor final", ensina Joseph Tepperman, Headhunter de Marketing da Michael Page, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Gostar de atuar no Marketing também deixou de ser um diferencial competitivo no setor. Não adianta adorar a disciplina e não saber em qual área trabalhar. Por isso, a recomendação é de que, desde cedo, os alunos precisam investir em cursos, workshops e eventos que os direcionem para o caminho a seguir. "Estamos na década dos eventos. Da gestão do entretenimento. Aposto no Marketing de serviços, cultural, esportivo e gestão de marcas. Esses caminhos estão crescendo com cursos e treinamentos no mundo todo", aponta Marcelo Guedes, da ESPM-RJ.

Grande X Pequenas
Se no decorrer do curso as dúvidas são muitas, com o diploma na mão elas parecem se multiplicar. Pequenas e grandes empresas podem acrescentar de maneiras diferentes na experiência de cada um. Na grande empresa, o papel deste profissional será sempre menor que nas pequenas companhias. "A grande serve como uma pós-graduação para ele porque o departamento de Marketing estará funcionando redondo. Já nas pequenas, o ex-aluno terá a aplicabilidade do que aprendeu na escola e, em alguns casos, criam-se revoluções no dia a dia dela", acredita Marcelo D"Emídio, Chefe do Departamento de Marketing da ESPM-SP, em entrevista ao site.

De uma forma ou de outra, a experiência adquirida será importante na formação dos novos profissionais de Markerting. Tanto a pequena quanto a grande empresa tem sempre algum conteúdo propício que vai ajudar na formação profissional do colaborador. Porém, cabe ao recém-formado saber tirar proveito. "Nas pequenas empresas, ele terá mais dificuldade para crescimetno que em uma grande empresa, que ainda tem condições de proporcionar treinamentos para ajudar na formação", afirma Edmundo Monteiro, Vice-presidente da AMPRO (Associação de Marketing Promocional) ao portal.
Nas grandes organizações a estrutura sempre será citada como um chamariz para a formação do profissional de Marketing. "Apesar disso, é possível que o recém-formado fique frustrado por não poder se envolver em mais assuntos relacionados ao Marketing, como as pequenas permitem. Lá existe uma liberdade de ação, o aprendizado é maior, mas menos estruturado", conta Tepperman, da Michael Page.

Dificuldades, dica e cenário competitivo
Mesmo diante de um novo cenário, as prinicipais dificuldades encontradas pelos novos profissionais de Marketing são as mesmas. Ainda é preciso convencer os donos de empresas a fazerem o investimento que ele acredita ser o ideal sem falar da rotineira dificiuldade em mensurar o retorno sobre o investimento. Este é outro ponto que normalmente frustra os novos diretores e gerentes de Marketing, já que, sem as garantias de retorno, a verba não será concedida.

Uma das iniciativas que podem evitar tropeços no mundo corporativo, principalmente para os que acabam de chegar ao mercado de trabalho, é o interesse. É fato que o candidato precisa se destacar de alguma forma e, às vezes, uma formação sólida abre portas, mas não as mantém abertas. "A dica para todo candidato a uma vaga de Marketing é, ao fazer a entrevista, demonstrar interesse pela empresa com pesquisa antes. É importante ele mostrar que sabe onde está, quem é a empresa, o que ela faz e se tem referências publicadas nos ultimos meses. Sem saber essas coisas, o candidato mostra falta de interesse", aconselha Jorge Martins (foto), especialista em recrutamento na Divisão de Marketing e Vendas da Robert Half, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Considerando que 30% dos ex-alunos de graduação que saíram da ESPM-SP há 5 anos estão atualmente trabalhando na área de Marketing, nota-se a demanda do mercado por mais do que especialização e experiência. "Para ser um grande profissional é preciso leitura, trabalho árduo, ser um maestro de ações, polivalente, conhecer o mercado de forma ampla, ser proativo e enfrentar o risco. Essa é a grande receita", completa Marcelo Guedes, Chefe da área de Marketing da ESPM-RJ. Isso, só para comerçar.


Fonte: www.administradores.com.br - Por Thiago Terra, Mundo do Marketing

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Estudante formado em Administração pode trabalhar em praticamente todas as áreas ou ainda montar o próprio negócio

Em um bate-papo com alunos do curso de Administração da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), a história da escolha da carreira se repete: a maioria estava em dúvida sobre qual profissão seguir, gostava de muitos assuntos e tinha dificuldade de decidir por apenas um.
- Eu estava meio perdida na época do vestibular, fiz orientação profissional e optei por um curso mais abrangente. Fiz sem muita convicção, para ver se ia gostar... E me encontrei - diz Bianca Braga, aluna do 4 período.
Já o colega Daniel Alves conta que veio em busca de um campo de atuação amplo:
- Eu gostava muito de história, geografia econômica e matemática. O mercado tem muitas oportunidades em diferentes áreas, isso me atraiu. Muita gente diz que Administração é para quem não sabe o que quer, mas eu acho que é para quem quer muitas coisas - defende.
Para a diretora da Faculdade de Administração e Finanças (FAF) da Uerj, Adriana Lana Ramos, as disciplinas citadas por Daniel são, com certeza, bem próximas da formação do administrador. Afinal, é uma área ligada às ciências sociais com uma dose de matemática.
Ela explica que o graduado tem todas as condições de atuar nas mais diversas áreas: recursos humanos, marketing, planejamento, finanças, logística e produção. Ou seja, em quase todas os setores de uma empresa. Por isso, sua formação é também abrangente. Emprego também não é problema para quem sai da faculdade.
- Ninguém fica desempregado, é um curso que tem absorção bem forte pelo mercado. Os salários não são muito altos para início de carreira, a não ser no setor público, mas as perspectivas são boas.
Ao contrário de outros cursos, a pós-graduação em Administração costuma ser um caminho feito depois de um tempo de atuação profissional. E o mestrado acadêmico perde espaço para os cursos de especialização lato sensu.
- Poucos emendam na pós pela oferta de trabalho. No entanto, quando chegam a determinado momento da carreira, o retorno será exigido, e costuma ocorrer na especialização. O próprio enfoque dos cursos busca atender às demandas das empresas.
A quantidade de estudantes que pensam em abrir o seu próprio negócio ao sair da faculdade também tem aumentado. Com vistas a atender a jovens com perfil empreendedor, até foi criada uma disciplina específica.
- É uma cadeira voltada para a criação de um plano de negócios. O aluno escolhe uma área e sai com um projeto pronto para colocar em prática. Tenho três ex-alunos que já montaram suas empresas em diferentes ramos de atuação - conta o professor Ricardo Motta, chefe do departamento de Administração.
A CARREIRA
Quem pretende fazer o curso de Administração e já pensa na vida depois do diploma tem uma ótima notícia: os formados não costumam ter problema para conseguir emprego. As oportunidades são muitas, tanto no setor público quanto no privado, pois se trata de um profissional que se encaixa em diversas áreas. Em termos salariais, as estatais costumam oferecer remunerações iniciais mais altas, embora em empresas multinacionais são boas as perspectivas de carreira. A pós-graduação costuma vir depois de algum tempo de atuação profissional, na forma de uma especialização lato sensu.
O CURSO
Para conseguir atender a um campo de atuação tão amplo, a formação em Administração também precisa englobar várias áreas. O curso, normalmente, dura quatro anos e é estruturado em três eixos: o primeiro é conceitual, quando serão apresentadas questões mais teóricas, base para as etapas seguintes; depois, um instrumental, em que se tem contato com as atividades mais práticas; e, por último, aquele chamado de formação estratégica, mais ligado à atuação profissional propriamente. O estudante pode, inclusive, escolher as disciplinas de acordo com seus interesses
TIRA-DÚVIDAS
- Quais as perspectivas para os alunos de Administração em relação ao mercado? (Decio Moraes, aluno de Administração à Distância no Polo Presidente Vargas da Estácio)
ADRIANA RAMOS: Ninguém fica desempregado, é um curso que tem absorção. Os salários não são muito altos para início de carreira, a não ser no setor público. No setor privado, as perspectivas de carreira são boas. E, dependendo do perfil do estudantes, ele também pode criar o seu próprio negócio. Isso é fruto, em grande parte, da enorme quantidade de áreas em que o administrador está habilitado a atuar.
- Estudamos muitas disciplinas, tanto da área de recursos humanos quanto financeira e mercadológica. É preciso se especializar em todas? (Marcello Aloe Assis Ribeiro, aluno de Administração do Campus Presidente Vargas da Estácio)
ADRIANA: Pela sua formação, o aluno pode atuar em muitas áreas, como marketing, recursos humanos, produção, logística, operações, finanças, gestão tecnológica, projetos de inovação, contábil, planejamento, mercado financeiro... Esse trabalho pode ser tanto no setor público quanto no privado, cada um com suas especificidades. Normalmente, o estudante procura se aprofundar em determinada área que é de seu maior interesse. Isso pode ser feito através das eletivas, no fim do curso ou, no futuro, através de uma especialização.

Fonte: O Globo on line - Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

As 7 chaves da competitividade

Quando se menciona a palavra 'competitividade' no mundo empresarial, a impressão que se tem é que a mesma não passa de um tema para palestras, seminários e outros eventos deste tipo.
Ao explicar o que vem a ser a competitividade de uma empresa, um questionamento surge: como tornar minha empresa competitiva? Como colocar em prática a sugestão que li em um artigo de revista?
A resposta é simples, mas a implementação certamente é complexa. Note que a palavra utilizada foi 'complexa' e não 'difícil'.
Primeiramente, há que se compreender que competitividade é a competência para competir.
Para competir neste mercado globalizado e mutante o gestor deve estar atento aos seguintes aspectos:

Percepção: Como a empresa percebe o ambiente? Existe um sistema de inteligência que trabalha de forma a suprir a necessidade de conhecimento (dos clientes, fornecedores, ambiente, concorrente). A resposta certa aos desafios do mercado depende da compreensão dos estímulos que a empresa recebe.

Qualidade: Algo que parece básico ao mundo empresarial. No entanto, há que se ressaltar que a qualidade do produto é diferente da qualidade da empresa. A preservação e o enaltecimento da qualidade dependem da disposição dos seus membros em aprender novos caminhos para se chegar ao mesmo lugar; a satisfação do cliente.

Inovação: Tanto de produtos (ou soluções para os clientes) quanto de processos. Uma necessidade não atendida pelos concorrentes pode ser uma dica para o gestor que deseja inovar.

Custos: Vários são os casos que ilustram a necessidade de se alterar a estrutura de custos de uma empresa quando o mercado assim o exige. Um destes casos de sucesso foi a aceitação da empresa aérea Gol. Uma nova estrutura de custos foi criada para se atender o que o cliente desejava. O resultado foi a possibilidade se oferecer um preço menor do que a concorrência.

Velocidade: Este é um quesito essencial. A velocidade na tomada de decisões e de resposta ao mercado pode ser o fator de sobrevivência de uma empresa. A falta de velocidade inibe a inovação e destrói a produtividade. Para aumentar a velocidade de uma empresa o gestor deve estar habituado a trabalhar com uma ferramenta fundamental que é o planejamento. Lincoln dizia que "se dispusesse de 12 horas para cortar uma árvore, passaria 8 amolando o machado". O planejamento é a preparação para se correr na direção certa, prever obstáculos e a forma como serão transpostos. Uma última dica; utilize o machado de Lincoln para cortar a burocracia em excesso.

Reputação: Trabalhar atento aos valores e princípios que um comportamento ético exige. Relacionamentos entre empresas têm como substrato a confiança. Daí reforça-se a importância da reputação.

Habilidade para negociar: Negócio bom é aquele que persiste no tempo.

O negociador deve buscar alternativas para somar esforços junto aos clientes e fornecedores para que assim toda a cadeia de suprimentos possa dividir benefícios.

Roberto Balbino,
Professor da FASERT.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

A Adversidade como aliada

A adversidade cria a cultura da poupança, meio de assegurar o futuro, e também o interesse pelo investimento, forma de garantir maior produção, gerando, consequentemente, condições para maiores reservas. Esse é de fato um círculo virtuoso.

A adversidade, em muitos casos, tem sido fator gerador de grandes avanços na humanidade.
Alimentos enlatados, carnes e peixes defumados, bolos vendidos em fatias são produtos das adversidades. As dificuldades é que fizeram com que o homem desenvolvesse formas de garantir o sustento e criasse produtos que o mercado no mundo todo incorporou em seus hábitos.
A adversidade cria a cultura da poupança, meio de assegurar o futuro, e também o interesse pelo investimento, forma de garantir maior produção, gerando, consequentemente, condições para maiores reservas. Esse é de fato um círculo virtuoso.
A escassez e a possibilidade de outras adversidades é que têm levado a humanidade a desenvolver formas de multiplicação, como vemos, por exemplo, com a reprodução dos peixes em laboratório. Esta é a lição que temos que levar para dentro de nossas empresas.
Lamentavelmente, o pensamento econômico em nosso país só consegue enxergar a elevação dos juros como meio de controlar a inflação, colocando o mercado num estágio de dormência há décadas. O custo do dinheiro, aliado a absurda tributação, são as grandes adversidades dos nossos empreendedores.
Para as empresas que precisam crescer, melhorar a produtividade, gerar empregos, investir muitas vezes parece pouco razoável frente a tantas incertezas.
Neste país, mal o mercado começa a mostrar sinais positivos, o pavor de um aumento da inflação leva o governo a tomar medidas para contenção do consumo. O mercado sabe que decisões como essa inibem imediatamente os investimentos, com efeitos retardados do consumo.
Caindo o consumo, as empresas farão promoções para desova dos estoques, evitarão novas compras, cortarão despesas, postergarão ainda mais os investimentos, entrando numa fase de estagnação, recessão ou dormência.
A busca de alianças, a substituição de materiais, a simplificação de produtos e processos, a montagem de turnos de produção ininterruptos, as negociações em grupo, as parcerias para desenvolvimento de tecnologia são fatores que o mercado precisa aprender a usar para driblar adversidades como: insegurança e falta de recursos para investimento.
Nossa cultura mercadológica é voltada ao mercantilismo pontual, onde cada venda se torna uma negociação isolada. Isso custa demasiadamente caro para nossas empresas e o processo fica sem continuidade.
Precisamos aprender a fazer alianças não só comerciais e de fornecimento de materiais, mas alianças intelectuais.
Não podemos nos esquecer, nunca, que os nossos concorrentes estão, não só no prédio vizinho como do outro lado do mundo, trabalhando no conceito 24 x 7 x 365, num mundo que não para. Hoje a tecnologia permite que se processe informações, para a mesma empresa, no mesmo dia, em várias partes do mundo.
Tenho insistido no seguinte ponto: - A luta pelo futuro começa não como uma batalha pela participação de mercado, mas como uma batalha pela liderança intelectual. Essa é a liderança que as empresas não podem perder, caso queiram perpetuar sucesso.
As maiores adversidades já superadas pela humanidade foram possíveis devido da soma das capacidades individuais. Fato que hoje o homem voa e com segurança.
Diferenciais para sua empresa podem ser obtidos tornando as adversidades sua aliada.
Pense: - Que barreiras vocês conseguem superar e seus concorrentes não?
Não está claro, não é tão simples perceber?
Lembre-se do capital intelectual que sua organização possui e o faça trabalhar!
Ivan Postigo
Diretor de Gestão Empresarial
www.postigoconsultoria.com.br
Twitter: @ivanpostigo